10 de outubro – Dia Nacional de Segurança e Saúde nas Escolas

A Lei 12.645/2012 instituiu o dia 10 de outubro como o Dia Nacional de Segurança e Saúde nas Escolas com a preocupação de garantir um ambiente seguro e saudável para professores(as), orientadores(as) educacionais, voluntários(as), coordenadores(as) pedagógicos(as), diretores(as), estudantes e da comunidade escolar como um todo. Para os(as) educadores(as) e servidores(as) em geral, um ambiente seguro representa qualidade de vida, melhores condições de repasse do conteúdo aos(às) estudantes e uma maior satisfação no trabalho. Para o(a) aluno, um aprendizado mais eficiente e com riscos minimizados.

A prevenção no ambiente escolar é necessária não apenas para o repasse do conhecimento por parte do(a) educador(a), mas, também, pela garantia de um ambiente mais harmonioso e sem grandes perigos aos seus estudantes, professores(as) e demais membros da comunidade escolar. Para tanto são necessárias sinalizações adequadas, escadas com corrimãos, extintores em dia e todo tipo de artefato que possa garantir a integridade física e psicológica de todos(as) que fazem parte do ambiente escolar.

No meio pedagógico, o adoecimento é a principal preocupação. Dados do boletim epidemiológico produzido pela Diretoria de Epidemiologia em Saúde do Servidor, da Secretaria de Planejamento, revelam que de janeiro a abril de 2023 mais de 5.178 servidores(as) da rede pública de ensino do DF precisaram de atestados médicos. Desses, 84,4% eram educadores(as).

Os dados escancaram uma realidade há muito denunciada pelo Sinpro. Além da rotina de trabalho, professores(as) e orientadores(as) educacionais convivem com salas superlotadas, falta de estrutura nas escolas que vão desde a falta de ventilação adequada à falta de monitores, quadras poliesportivas e laboratórios, além do número insuficiente de educadores(as) e da falta de prioridade do Governo do Distrito Federal para com a educação pública.

A coordenadora da Secretaria de Assuntos da Saúde do Sinpro, Elbia Pires, afirma que o sindicato tem reivindicado constantemente a nomeação dos(as) aprovados(as) em concurso público, de novos concursos para suprir a demanda da rede, além da construção de novas unidades escolares. “Nossa categoria está adoecida pela falta de estrutura que encontramos na rede, pelo excesso de estudantes por sala de aula e pelo número insuficiente de professores e orientadores educacionais na rede pública. Tudo isto sobrecarrega os educadores, trazendo uma série de problemas de saúde. Isto afeta diretamente na nossa busca por uma educação pública de qualidade”, salienta.

 

Riscos ocupacionais que afetam professores(as):

– Ruído;

– Poeira de giz;

– Fatores ergonômicos decorrentes de esforços repetitivos que afetam o sistema musculoesquelético, bem como as doenças osteomusculares relacionadas ao trabalho (DORT);

– postura inadequada, em especial a exigência da posição em pé por longos períodos;

– Riscos psicossociais, como excesso de jornada, pressão por resultados e/ou estresse.

 

Riscos ocupacionais que afetam trabalhadores(as) da limpeza e de preparação de alimentos:

– Riscos químicos e biológicos (exposição a produtos de limpeza, bactérias);

– Acidentes diversos;

– Transporte manual de cargas/fatores ergonômicos;

– queimaduras com água ou alimentos quentes, escorregões e quedas em pisos molhados e cortes com facas.

 

Riscos que afetam os(as) estudantes:

– Brinquedos como balanços e gangorras: é necessária a manutenção constante desses equipamentos, assegurando que estejam em condições de uso;

– Escadas: devem ter avisos de advertência, corrimão, fita antiderrapante;

– Instalações sanitárias;

– Uso de celular: é importante a escola estabelecer regras de utilização que evitem acidentes em locais como escadas e ruas, além de outros transtornos como falta de atenção, tendinites, vermelhidão nos olhos, má postura;

– Trajeto casa/escola/casa.

 

Outras situações de risco:

– Prevenção de incêndio;

– Condições das edificações;

– Instalações elétricas;

– Elevadores;

– Ar condicionado.

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Dia Nacional de Luta contra a Violência à Mulher

Dia 10 de outubro é o Dia Nacional de Luta contra a Violência contra a Mulher desde 1980, resgatando a luta de mulheres que foram às ruas denunciar o crescimento dos casos de agressão e de morte de mulheres no país. Naquele momento, dois casos se tornaram emblemáticos – o da socialite mineira Ângela Diniz e o da cantora Eliane de Grammont -; e a luta contra a violência contribuiu muito para o movimento de mulheres se reorganizar no período pós-ditadura militar.

Aquela luta se fortaleceu, ampliou-se e rendeu frutos como a Lei Maria da Penha, uma grande vitória do movimento feminista, promulgada em 2006. E, tão importante quanto, contribuiu decisivamente para combater a misoginia e o patriarcado expressos em discursos como “em briga de marido e mulher não se mete a colher”.

Entretanto, os números da violência contra a mulher continuam assustadores, e a mobilização das mulheres continua sendo muito necessária. Uma das explicações para o aumento desses índices é o fato de que, hoje, há mais consciência sobre a violência de gênero, e portanto, denuncia-se mais.

Por outro lado, o recrudescimento de discursos de ódio, que elevaram e sustentaram Bolsonaro no poder, contribui muito para a intensificação da violência. Esses discursos autorizam a ação de agressores e feminicidas, e o descaso do Estado age como seu cúmplice – a redução do investimento em políticas públicas contra a violência, notável durante o governo Bolsonaro, também autoriza as mortes e as agressões.

Números

Pesquisa do Instituto Datafolha, realizada a pedido do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e divulgada em março deste ano, revelou que todas as formas de violência contra a mulher aumentaram no Brasil durante o ano de 2022. O estudo “Visível e Invisível: A Vitimização de Mulheres no Brasil” mostrou que, a cada dia de 2022, cerca de 50 mil mulheres sofreram algum tipo de violência, sendo a maior parte das ocorrências contra mulheres negras.

A mesma pesquisa apontou que um terço das mulheres brasileiras já sofreu algum episódio de violência física ou sexual pelo menos uma vez na vida, número maior que o registrado globalmente (27%) pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2021.

No Distrito Federal, o cenário é alarmante. São 26 mulheres vítimas de feminicídio até o momento, número que já é 45% maior do que o do ano passado inteiro. “É urgente que se fortaleçam as políticas de enfrentamento à violência contra a mulher”, destaca Silvana Fernandes, diretora da Secretaria de Mulheres do Sinpro. “Além das mortes, houve 38 tentativas de feminicídio só no primeiro semestre”, completa.

Papel da escola

A educação é uma ferramenta poderosa de combate à violência. Na escola, na exposição e discussão de conteúdos, podem ser questionados os valores que sustentam o ciclo da violência, promovendo relações de igualdade e de respeito.

É na escola que, muitas vezes, estudantes se sentem protegidos para relatar situações de violência vivenciadas em casa, por exemplo. Na escola, também, o acesso a ferramentas de proteção contra a violência podem ser facilitados, através do conhecimento da legislação e das estruturas oferecidas, por exemplo.

“Educar para o respeito, para a convivência e para a diversidade é um papel importante que a escola pode e deve cumprir para estimular a cultura de paz e o enfrentamento ao machismo e à misoginia, que vitimizam tantas mulheres todos os anos no DF, no Brasil e no mundo”, aponta a coordenadora da Secretaria de Mulheres do Sinpro, Mônica Caldeira. “É preciso o esforço de toda a sociedade para o fim da violência contra as mulheres, e a escola é parte importante disso”, diz ela.

Vamos debater!

O TV Sinpro desta semana aborda o tema da violência contra a mulher e feminicídios através do debate do livro “Histórias de Morte Matada Contadas Feito Morte Morrida:, das jornalistas Niara de Oliveira e Vanessa Rodrigues. As duas participaram de debate no Sinpro em junho último falando sobre a obra, que foi finalista do prêmio Jabuti 2022.

As autoras mergulharam em matérias publicadas, nos últimos 40 anos, sobre o assassinato de mulheres por motivações misóginas, incluindo casos como os de Ângela Diniz e Eliane de Grammont, até Sandra Gomide, Eloá Pimentel, Eliza Samudio, Viviane do Amaral, Viviane Sptinizer, Patrícia Accioli, Marielle Franco e outras vítimas de menor repercussão, mas com igual importância.

“Aprofundar conhecimento e reflexões sobre o tema nos ajuda a enfrentá-lo”, afirma a diretora do Sinpro Regina Célia, da Secretaria de Mulheres. “O TV Sinpro desta semana certamente contribuirá para isso, e nós convidamos todas e todos a assistir”.

O TV Sinpro vai ao ar nesta quarta-feira (11/10) às 19h, nas redes do Sinpro e na TV Comunitária.

>>> Saiba mais: MORTE MATADA OU MORRIDA: A IMPRENSA BRASILEIRA E O FEMINICÍDIO

Também em 11 de outubro, a Secretaria de Assuntos e Políticas para Mulheres Educadoras do Sinpro-DF realizará mais uma edição do Cine Debate Sinpro Mulher. O filme discutido será “Angela”, de Hugo Prata, que traz à telona a história de Ângela Diniz, vítima de feminicídio na virada de 1976 para 1977, pelo namorado Doca Street.

Exclusiva para filiados(as) ao Sinpro-DF, a atividade será às 20h, no Cine Cultura, no Liberty Mall Shopping. Para participar, é necessário fazer inscrição gratuita AQUI. O espaço é sujeito à lotação.

>>> Saiba mais: “ANGELA” É FILME DA VEZ NO CINE DEBATE SINPRO MULHER, DIA 11

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Sinpro premia vencedores do XIII Concurso de Redação e Desenho

“Sustentabilidade não é só ambiental / Remete à economia e também ao social / Educação de qualidade tá na ODS 4 / Agenda 2030 vamos cobrar o Estado (…) Violência nas escolas, não é sustentável / Salas superlotadas, não é sustentável / Mestres desvalorizados, não é sustentável / Educação precarizada é o problema do Estado”.

O trecho acima é do poema escrito pelo estudante G.H.C.O, hoje ex-estudante do Sistema Socioeducativo do DF. Ele ganhou o primeiro lugar da categoria V do XIII Concurso de Redação e Desenho do Sinpro-DF.

A leitura do texto de G.H.C.O foi feita pelo professor do estudante, Francisco Celso, e se consagrou como um dos momentos mais emocionantes da premiação do concurso, realizada nessa sexta-feira (6/10).

“Várias redações, vários desenhos nos emocionaram muito. É incrível como os estudantes ensinam a gente. Mas o texto do G.H.C.O consegue mostrar como a luta do magistério público do DF também se enquadra nas ações que constroem um mundo socialmente sustentável”, afirma a diretora do Sinpro-DF Letícia Montandon.

Ela destaca que o texto de G.H.C.O mostra que “um mundo sustentável vai muito além da coleta seletiva ou da reciclagem de materiais”. “A sustentabilidade de um mundo só existe quando há condições de vida digna para todos e todas, quando há distribuição de renda, quando o consumo de bens e serviços não acontecem em detrimento direto ou indireto de vidas”, avalia.

Ao todo, o XIII Concurso de Redação e Desenho do Sinpro-DF premiou 33 estudantes das escolas públicas do DF, com 1º, 2º e 3º lugar, nas sete categorias na modalidade desenho e cinco na modalidade redação (não houve inscrições para a categoria redação IV). Professores(as) e orientadores(as) educacionais indicados pelos(as) estudantes vencedores(as) também foram premiados.

“O Concurso de Redação e Desenho do Sinpro vem sendo um sucesso total. O número de inscrições é um indicativo disso. No ano passado, recebemos 1.623 trabalhos distribuídos nas duas modalidades. Este ano, foram 2.390 trabalhos. Isso mostra como cultura e educação dialogam entre si e atuam juntas para a formação de cidadãos e cidadãs que podem fazer um mundo melhor. Podemos dizer que o Concurso de Redação e Desenho do Sinpro é uma prática pedagógica”, diz o diretor do Sinpro-DF Samuel Fernandes.

O Concurso de Redação do Sinpro foi criado em 2009, em meio à necessidade de se debater o combate à violência nas escolas, e deu origem à campanha “Quem bate na escola maltrata muita gente”. O ação foi motivada pelo assassinato do professor Carlos Mota, em 2008, que era diretor do CEF do Lago Oeste, hoje chamado CEF Carlos Mota.

Clique AQUI e acesse as redações e os desenhos vencedores do XIII Concurso de Redação e Desenho

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Reunião com gestores dia 17 de outubro

O Sinpro mobiliza os(as) gestores(as) das escolas públicas do Distrito Federal para nova reunião ordinária no dia 17 de outubro, às 17h, na sede do sindicato (SIG). A reunião dá continuidade ao espaço de diálogo e debate entre o Sinpro e os(as) gestores(as), e vai tratar das condições administrativas, financeiras e pedagógicas das escolas.

A reunião faz parte da agenda de lutas da categoria e promove o debate sobre soluções para problemas e dificuldades na gestão escolar. A participação de todos(as) os(as) gestores(as) é de grande importância.

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Atenção para o expediente do Sinpro nos dias 12 e 13 de outubro

Em virtude do feriado dedicado à Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, a Diretoria Colegiada do Sinpro informa que não haverá expediente na sede e nas subsedes do sindicato nos dias 12 e 13 de outubro (quinta e sexta-feira). O atendimento voltará ao normal na segunda-feira (16).

Desejamos um bom feriado a todos e todas.

 

Publicado em: 6 de outubro de 2023

Festa Sinpro Com Você, Por Você celebrou com alegria o Dia do Professor e da Professora

A Festa Sinpro Com Você, Por Você, acontecida no último sábado, 7 de outubro, foi um grande sucesso! Celebrando o Dia dos Professores e das Professoras, e celebrando também os 50 anos da cultura hip hop, a festa colocou mais de 6 mil pessoas para dançar ao som de DJ Chokolaty, Banda Terminal Zero e Diogo Nogueira, a grande atração da noite.

O evento também contou com a apresentação do projeto RAP – Ressocialização, Autonomia e Protagonismo, que atende jovens que cumprem medida socioeducativa de privação de liberdade na Unidade de Internação de Santa Maria. O projeto utiliza a musicalidade e a poesia do rap como ferramenta pedagógica emancipadora para promover valores da cultura de paz e dos direitos humanos.

O salão da Opera Hall (Net Live) ficou lotado de muita animação! O hip hop, o samba e diversos ritmos brasileiros deram o tom da festa e todos se divertiram muito: “Foi uma noite especial de comemoração do nosso dia, cheia de energia e vibrações tão comuns a essa categoria que resiste e luta diariamente por uma educação pública de qualidade”, declarou o coordenador da Secretaria de Cultura do Sinpro, Bernardo Távora.

Clique no botão abaixo para acessar o álbum completo de fotos no facebook:

Veja o álbum

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TV Sinpro e a abordagem do feminicídio na imprensa brasileira

O TV Sinpro desta quarta-feira (11/10) traz os melhores momentos do debate ocorrido no auditório do sindicato com as autoras do livro “Histórias de morte matada contadas feito morte morrida”, Niara de Oliveira e Vanessa Rodrigues. O programa vai ao ar nas redes do Sinpro e na TV Comunitária, às 19h.

O debate ocorreu no dia 28 de junho, e contou com a participação das diretoras da secretaria de mulheres educadoras do sindicato, Mônica Caldeira, Regina Célia e Silvana Fernandes. Na ocasião, Niara e Vanessa contaram que o machismo está tão entranhado na sociedade que a forma como a imprensa cobre os feminicídios não só reflete esse machismo como contraria os principais manuais de redação e estilo dos jornais.

O programa vai ao ar na semana do dia nacional de luta contra a violência contra a mulher, celebrado em 10 de outubro.

O TV Sinpro é na quarta-feira (11/10), às 19h, nas redes do Sinpro e na TV Comunitária. Não perca!

 

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Conferência Livre de Educação para avaliar o PDE será realizada dia 9 de outubro

A Conferência Livre de Educação fará um balanço dos 9 anos do Plano Distrital de Educação (PDE) na capital do País. O evento será realizado, hoje, dia 9 de outubro (segunda-feira), a partir das 13h30, no auditório da EAPE, 907 Sul, e faz parte do processo da Conferência Nacional de Educação 2024 (Conae 2024).

A Conferência Livre de Educação é organizada pelo Fórum Distrital de Educação (FDE) em parceria com a Comissão de Educação, Saúde e Cultura (CESC) da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), por intermédio do gabinete do deputado distrital Gabriel Magno (PT), e pela Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEE-DF). Haverá AFAST para quem está na coordenação pedagógica e participar do evento.

A ideia é que a responsável pela equipe técnica do PDE apresente o Relatório 2022 e, depois, serão convidadas várias pessoas especializadas em Educação para comentar as 21 Metas. “Por exemplo, vamos chamar uma professora da direção da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, a CNTE, para comentar a Meta 17, que fala da valorização dos profissionais da educação, e da Meta 20, que fala do financiamento de educação, e assim por diante”, informa Júlio Barros, representante do Sinpro-DF e coordenador do Fórum Distrital de Educação (FDE).

Ele informa que a metodologia da conferência será assim: especialistas em educação convidados(as) irão fazer análises técnica e política a respeito do cumprimento ou não das 21 Metas e das 411 Estratégias do PDE. A Mesa de Abertura vai contar com a participação do Fórum Nacional de Educação (FNE), FDE e as mais de 20 entidades que compõem os dois fóruns, bem como a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), a Secretaria de Estado da Educação do Distrito Federal (SEE-DF).

“Todo o processo da Conae é uma parceria entre a sociedade civil, por meio dos Fóruns de Educação, e o Estado, por meio das Secretarias de Educação. Vamos garantir AFAST para as pessoas que estão em coordenação pedagógica. Assim, todo mundo que estiver em coordenação pedagógica estará liberado para participar da Conferência Livre de Educação”, afirma o diretor do Sinpro.

Ele informa também que os(as) participantes irão receber uma Declaração de Participação na conferência para quem precisar de apresentar uma justificativa no local de trabalho. Barros reforça a importância da presença da categoria na conferência. “O Sinpro faz parceria com o FDE na organização e execução de todo o processo da Conae 2024 e chama a atenção para a importância estratégica da participação da categoria em todas as etapas das conferências da Conae, que têm como um dos objetivos dar subsídios para a construção do novo Plano Nacional de Educação e, por consequência, o novo PDE 2024-2034”.

Júlio observa que a participação da categoria é imprescindível e que, “historicamente, o Sinpro-DF tem tido papel de destaque, desde 2010, na construção dessas conferências. Foi assim nas Conaes e nas Conferência Nacional Popular de Educação, Conapes”, finaliza.

 

Publicada originalmente em 26 de setembro de 2023.

Diogo Nogueira é atração principal da festa Sinpro Com Você, Por Você

O cantor Diogo Nogueira, um dos principais nomes do samba, sobe ao palco neste 7 de outubro (sábado) para homenagear professores(as) e orientadores(as) educacionais do DF, no evento “Sinpro Com Você, Por Você”. A festa, que celebra o Dia dos(as) Professores(as), será a partir das 21h, no Net Live (Opera Hall). O evento é exclusivo para filiados(as) ao Sindicato. 

No show, Diogo Nogueira apresentará uma seleção de seus maiores sucessos, além de releituras de clássicos da MPB.

DJ Chokolaty e a Banda Terminal Zero também serão atrações do “Sinpro Com Você, Por Você”, e prometem não deixar ninguém parado.

“Cultura é resistência. Vamos celebrar o Dia das Professoras e dos Professores com muita festa e alegria, e dessa forma também vamos lembrar que a educação pública e a categoria do magistério público devem ser valorizadas. Isso porque, mais que um direito de todos e de todas, a educação pública é um dos principais pilares de uma sociedade com justiça, igualdade e paz”, afirma o diretor do Sinpro-DF Bernardo Távora.

Os ingressos para o evento já foram distribuídos. Filiados(as) ao Sinpro-DF têm direito a levar um(a) acompanhante à festa-show. É necessário apresentar a carteirinha de associação ao Sinpro (física ou virtual) na entrada do evento.

Homenagem ao Hip Hop
Neste ano, o “Sinpro Com Você, Por Você” terá ornamentação voltada aos 50 anos do Hip Hop. A escolha é estratégica.

“O Hip Hop nasce como forma de expressão da juventude da periferia, e mantém esse perfil 50 anos depois. O direito à educação pública, bem como a negação a esse direito; os baixos salários de professores; a história de não oportunidades, principalmente de jovens negros, são temas dos versos cantados no rap, dançados no break, expressos pelo grafite”, lembra a diretora do Sinpro-DF Fátima de Almeida.

Já a diretora do Sinpro Leilane Costa explica que “a cultura hip hop está inserida em várias escolas públicas do DF, e deve ser estimulada, já que se mostra como ferramenta pedagógica”. “O Hip Hop trabalha o desenvolvimento de habilidades cognitivas, socioemocionais e culturais dos estudantes e das estudantes. Com ele, podemos exercitar a criatividade, a resolução de problemas, a comunicação, a inclusão, a diversidade e uma série de outras questões essenciais para a formação de cidadãos e cidadãs”, afirma.

 

 

Serviço
Sinpro Com Você, Por Você – com Diogo Nogueira, Dj Chokolaty e Banda Terminal Zero

Data: 7 de outubro, sábado

Horário: 21h

Local: Net Live (antigo Opera Hall)

Endereço: SHTN Trecho 2 – Asa Norte, Brasília – DF

Evento exclusivo para filiados(as) ao Sinpro, que têm direito a levar um(a) acompanhante. É necessário apresentar a carteirinha de associação ao Sinpro (física ou virtual).

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Matéria publicada originalmente em 13/09/2023

Escola da Natureza: formando educadores e cidadãos

A Escola da Natureza promoveu em setembro o 13º Encontro de Educadores Ambientais em suas dependências, no Parque da Cidade. Foram três dias de oficinas, rodas de conversa, exposições, palestras e trabalhos de campo e atividades pedagógicas que envolveram instituições governamentais e não governamentais, escolas, gestores(as), professores(as) e diversos atores educacionais.

“É uma forma que encontramos de atender a nosso objetivo de formar tanto educadores(as) como cidadãos(as), e também incentivar e promover conhecimentos na área de educação ambiental. Trabalhamos vários temas que favorecem a troca de experiências entre esses diversos atores, pesquisadores e estudantes também”, afirma Ednea Sanches, vice-diretora da Escola da Natureza.

 

Educação ambiental para além da ecologia

O tema do 13º Encontro de Educadores Ambientais da Escola da Natureza, realizado entre 12 e 14 de setembro, foi “Educação ambiental e saberes ancestrais”. A ideia, aqui, é pensar a educação ambiental em função das relações humanas e das questões sócio-psico-culturais, uma vez que todos esses assuntos se inter-relacionam.  “Por isso, trouxemos a dimensão humana da educação ambiental, para além dos aspectos ecológicos e biológicos da natureza”, explica Ednea.

O evento, então, trouxe palestrantes para falarem sobre a questão dos povos de tradição afro-brasileira, sobre a educação ambiental no cerrado e do cerrado. Foram oferecidas, por exemplo, oficinas de tecnologias de cura (o legado ancestral dos povos tradicionais), escritas africanas e alimentação e sabores do cerrado, dentre outras.

“São temas que inter-relacionam sustentabilidade com as culturas e os povos tradicionais, e como estes se relacionam com a natureza de forma sustentável”, conta a direção.

Junto ao 13º Encontro de Educadores Ambientais, foi realizado o V Fórum Permanente de Educação Ambiental da SEE-DF, onde foram divulgadas as ações e as políticas públicas desenvolvidas na SEE-DF voltadas para a Educação Ambiental.

 

A pedagogia da Natureza

A Escola da Natureza foi criada em 1996, e atualmente é a única desse modelo em toda a rede distrital de ensino. Na época de sua criação, a ideia era contribuir para a integração da educação ambiental no currículo das unidades escolares.

Nos primeiros anos, o modelo pedagógico da escola estava voltado para a formação de educadores(as) ambientais para a rede públicas de ensino. Houve uma mudança com o passar dos anos, e o trabalho voltado para a formação de educadores(as) foi aos poucos se tornando voltado ao corpo discente distrital, e neste ano de 2023 a Escola da Natureza atende a 10 escolas públicas, o que equivale a 3 mil estudantes.

O trabalho com educadores(as) ambientais não foi deixado de lado, é apenas oferecido de forma mais pontual, como no Encontro de Educadores Ambientais.

”Desde a criação da Escola da Natureza, a gente vem experimentando e propondo metodologias de educação ambiental com o objetivo de envolver e mobilizar a comunidade escolar da rede distrital com atividades continuadas de educação ambiental. O modelo atualmente desenvolvido contempla o atendimento de estudantes ao longo do ano letivo, para a realização de oficinas ecopedagógicas, com temáticas ancoradas nos eixos transversais do currículo em movimento da SEE-DF”, explica a direção.

O modelo pedagógico da Escola da Natureza é, por essência, freireano: “a ideia aqui é dar respeitar as origens e os saberes pré-adquiridos dos alunos. Sempre ensinamos às crianças que elas são capazes e podem ir além – e acabamos aprendendo com elas”, conta, orgulhosa, a diretora da Escola da Natureza, Renata Lafetá.

“Na Escola da Natureza a gente vê, no dia a dia, os ideais da pedagogia freireana. As professoras promovem o protagonismo dos alunos o tempo todo, e respeitam suas referências culturais”, observa a diretora do Sinpro Regina Célia.

Clique no link abaixo para ver o álbum com todas as fotos do 13º Encontro de Educadores

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