MEC aprova novo cálculo do nível socioeconômico das escolas, elaborado na UFMG

Maria Teresa Alves, da FaE, assumiu a Diretoria de Estudos Educacionais do Inep em 2023. Foto: Luis Fortes | Ascom/MEC

 

Uma nova metodologia de cálculo do indicador que promete promover mais igualdade na distribuição dos recursos financeiros públicos destinados à educação básica foi criada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e aprovada, nesta semana, pela Comissão Intergovernamental de Financiamento da Educação Pública de Qualidade do Ministério da Educação (CIF/MEC), que reúne representantes dos estados, municípios e governo federal.

Trata-se do Indicador de Nível Socioeconômico (NSE), previsto na lei que regulamenta a distribuição do novo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), aprovado em 2020. Com a nova metodologia, o MEC busca democratizar a distribuição de recursos do fundo.

Segundo matéria do site da UFMG, o NSE é objeto de estudos conduzidos ao longo de vários anos pelo Grupo de Avaliação e Medidas Educacionais (Game) e, mais recentemente, pelo Núcleo de Pesquisa em Desigualdades Educacionais (Nupede), ambos da Faculdade de Educação (FaE) da UFMG.

“A metodologia do NSE é um exemplo de sucesso da boa pesquisa que sai da universidade para ter um enorme impacto social”, afirma Maria Teresa Gonzaga Alves, professora da FaE e líder do Nupede, atualmente à frente da Diretoria de Estudos Educacionais < https://ufmg.br/comunicacao/noticias/professoras-da-faculdade-de-educacao-ocupam-cargos-no-governo-federal > do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela elaboração da metodologia de cálculo recém-aprovada.

Ela ressalta a importância da contribuição dos(as) pesquisadores(as) do Inep, que aplicaram a nova metodologia com dados atualizados e mais completos, aumentando sua precisão. “Isso foi crucial para a aprovação do indicador de NSE na comissão de financiamento e, assim, para que se tornasse parte de uma política pública tão importante”, reiterou a docente. Confira, no texto da UFMG, a seguir, o que é a nova metodologia.

Metodologia

Chico Soares: “Quem precisa mais vai receber mais”. Foto: Raphaella Dias | UFMG

O novo cálculo do NSE envolve indicadores primários, elaborados a partir de dados obtidos por meio de questionários respondidos pelos estudantes nas avaliações educacionais, e indicadores secundários, que caracterizam o contexto social das escolas. Propostas anteriores de cálculo do NSE consideravam apenas dados de questionários do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), por exemplo. No entanto, os cálculos anteriores eram limitados às informações obtidas das escolas que participam dessas avaliações, o que, segundo os pesquisadores, não alcança nem a metade daquelas registradas no Censo Escolar.

A diretora de Estudos Educacionais do Inep lembra que há alguns anos buscava-se uma solução para estimar o NSE das chamadas “escolas invisíveis”, que não participam das avaliações escolares. “Conseguimos produzir um índice de NSE com cobertura quase universal das escolas de educação básica e muito mais robusto para captar as desigualdades socioeconômicas do país”, enfatiza.

Mapa da desigualdade

As disparidades socieconômicas podem ser observadas no mapa de distribuição territorial da média municipal do NSE nas escolas, disponível em um artigo preprint < https://nupede.fae.ufmg.br/2023/02/08/pesquisadores-do-nupede-apresentam-nova-metodologia-para-o-calculo-do-nivel-socioeconomico-das-escolas-nse/ > que apresenta a nova metodologia. Os municípios com as maiores médias, representados pelas cores mais escuras, estão concentrados nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, enquanto aqueles com menores médias se concentram nas regiões Norte e Nordeste do Brasil.

“No caso de Minas Gerais, sabemos que o Sul do estado tem condições sociais muito melhores do que o Norte. O indicador deveria mostrar isso. Então, a palavra importante no caso de um indicador é a composição: juntamos muitas informações limitadas para construir um indicador que é sólido”, ilustra o professor emérito da UFMG José Francisco Soares, coordenador do Game à época em que os primeiros trabalhos de pesquisa foram realizados e parceiro de Alves nos estudos sobre o NSE.

Soares explica que as informações obtidas do Censo Escolar possibilitam resgatar, por exemplo, a trajetória dos estudantes, que costumam mudar de escola ao longo da formação. Assim, ao acompanhar esse movimento de transferências, é possível identificar escolas sobre as quais não havia informações. Outro banco de dados incluído para ajudar a entender melhor o contexto social das escolas foi o Bolsa Família. O professor pondera, porém, que há pessoas em situação de exclusão que também não estão contempladas no programa de transferência de renda.

Na avaliação de Chico Soares, a nova metodologia de cálculo do NSE vai aprimorar a execução das políticas públicas educacionais, ao orientar a distribuição do Fundeb. “A novidade é que agora existe um critério auditável, público, de alocação de recursos. Quem precisa mais vai receber mais. Há várias outras decisões que são tomadas, mas nós colocamos nesse processo de tomada de decisão um elemento muito sólido”, afirma.

 

Texto da UFMG com edição e adaptação do Sinpro-DF

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É amanhã | Sinpro promove seminário A vida é a melhor escolha

A Secretaria de Assuntos de Saúde do Sinpro promove amanhã, 29 de setembro, das 14h às 17h, no Auditório Paulo Freire (SIG), o seminário Setembro Amarelo – A vida é a melhor escolha.

O evento, que conta com a parceria com o Instituto Olhos da Alma Sã, tem o objetivo de abrir um espaço público para refletir questões de saúde mental e buscar descolonizar ocorrências pré-estabelecidas, promover o pensamento crítico sobre experiências e sentimentos, por meio de reflexão, desnaturalização dos discursos totalitários e normativos. O evento é aberto para toda a categoria e os(as) interessados(as) podem fazer a sua inscrição até o início do evento. Participantes ganharão certificado.

Inscreva-se

Dentre os temas presentes na programação estão O eu x O nós: máquinas fortes e corpos frágeis, com o professor do Departamento da Psicologia Social e do Trabalho do Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília (UnB), Emílio Peres Facas; LGBTQIAN+ pensando a sexualidade na escola, com a também psicóloga Maria Isabel de Queiroz; Crise na esperança: reinventando inícios, com Ezequiel Nogueira Braga; Estratégias em Saúde Mental, com Luciane Kozicz Reis Araújo, além da participação da Doutora em Biologia pela Universidade de Brasília (UnB), Daniele Scandiucci de Freitas.

Luciane Kozicz reflete que hoje, pela linguagem supostamente humana, máquinas conversam com humanos e, por meio de humanos, conversam até com outras máquinas. “Não são mais humanos que se valem das máquinas para se comunicar, mas o inverso. No mundo da vida, da dor, do desespero, da falência racional a mídia digital não é capaz de acolher. Reunir pessoas, com falas singulares busca autorizar narrativas individuais de pertencimento a um coletivo”.

A coordenadora da Secretaria de Saúde do Sinpro, Elbia Pires, afirma que “este seminário quer ampliar o debate com a categoria sobre os processos que causam adoecimento no espaço de trabalho, ampliar os debates sobre a prevenção dos adoecimentos e, principalmente, construir coletivamente propostas de políticas públicas que garantam o exercício da nossa profissão com a dignidade, a saúde e o bem-estar que a nossa categoria merece”.

 

 

Programação:

O eu x O nós: máquinas fortes e corpos frágeis

Emílio Peres Facas

Professor do Departamento da Psicologia Social e do Trabalho do Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília (UnB). Coordena o Núcleo de Trabalho, Psicanálise e Crítica Social no Laboratório de Psicodinâmica e Clínica do Trabalho da Universidade de Brasília, Doutor em Psicologia Social, do Trabalho e das Organizações (PSTO/UnB), com sandwich na Université Catholique de Louvain, Bélgica.

 

LGBTQIAN+ pensando a sexualidade na escola

Maria Isabel Amora de Queiroz

Psicóloga clínica na Coordenação de Atenção Psicossocial (CoaP) da Universidade de Brasília, onde promove o grupo Vozes LGBTQIA+; Co-criadora do Ambulatório Trans do HuB; Ex-mentora do Programa Transformação da ONU

 

Crise na esperança: reinventando inícios

Ezequiel Nogueira Braga

Psicólogo clínico e psicoterapeuta, mestre em psicologia clínica pela PUC – SP e candidato a analista junguiano pela Associação Junguiana do Brasil – AJB associada a International Association for Analytical Psychology – IAAP.

 

Estratégias em Saúde Mental

Luciane Kozicz Reis Araujo

Coordena a Clínica do Trabalho no Sinpro/DF. Mestre em Saúde Pública na ENSP/Fiocruz Brasília (2017). Especialista em “Grupanálise e Psicoterapia Analítica de Grupos” pelo Instituto de Pesquisa em Psicanálise e Psicopatologia de Brasília – IPePP-DF. Graduada em Psicologia pela Universidade de Brasília. Pesquisadora do Cnpq e pesquisadora convidada do Núcleo de Trabalho, Psicanálise e Crítica Social no Laboratório de Psicodinâmica e Clínica do Trabalho da Universidade de Brasília

 

Daniele Scandiucci de Freitas

Doutora em Biologia (UnB) especialização em Psicologia Analítica, imaginário e prática clínica; extensão em psicossomática, saúde mental em base analítica, terapia familiar e de casal. Atualmente trabalha como psicóloga clínica, professora e supervisora junto ao Instituto Olhos da Alma Sã.

Na passarela, a luta por uma sociedade anticapacitista

No fundo do palco, um banner grande com ipês cor rosa cercado por cortinas de papel metálico dourado. No centro da imagem, em letras pretas e bem desenhadas, o anúncio: XII Desfile Fashion 2023 – CEE 01 de Santa Maria. Na plateia, olhos atentos para ver desfilar aqueles e aquelas que, diariamente, enfrentam o preconceito e a discriminação contra pessoas com deficiência.

Havia chegado o grande dia, e a ansiedade tomava conta de quem estava prestes a subir ao palco. Crianças, adolescentes, adultos, idosos. Alguns vestiam roupas que dialogavam com o tema dessa 12ª edição do Desfile Fashion: “Encantos de Brasília”. Pequenos ipês, uma igrejinha e até um Congresso Nacional surgiriam sorridentes. Outros e outras modelos vestiam as melhores roupas que tinham em seus guarda-roupas.

A passagem pelo palco foi triunfal. Sobre cadeiras de rodas ou ao lado de professores(as) e monitores(as), estudantes do Centro de Ensino Especial 01 de Santa Maria expuseram muito mais que vestimentas elaboradas, preparadas com cuidado pela equipe da escola. Eles desfilavam a resistência a uma sociedade capacitista.

Professor Leandro Gelain Casagrande acompanha o Desfile Fashion desde a 1ª edição do evento. Gestor do CEE 01 há sete anos, ele tem orgulho ao dizer que a proposta está no Projeto Político Pedagógico da escola. “Ver que a gente consegue alcançar o estudante, tocar o estudante, é muito gratificante.”

Professor Leandro conta que o Desfile Fashion é realizado sempre dia 21 de setembro, quando é celebrado o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. “É uma forma de a gente se somar a essa data importante, de valorizar as pessoas com deficiência. Eles são belos!”, define sem titubear.

O CEE 01 de Santa maria tem 408 estudantes com deficiência. Segundo professor Leandro, todos e todas participam do desfile, somando-se desde o início à preparação do evento, que inclui também a comunidade escolar. “A gente traz pais, mães, responsáveis, amigos para dentro da escola. E é isso que a gente quer: a comunidade escolar participante”, diz o diretor da unidade escolar.

Neste ano, mais de 200 pessoas assistiram à apresentação. Entre eles, o diretor do Sinpro-DF Hamilton Caiana. “Definitivamente, o espaço escolar é uma ferramenta de transformação social. O CEE 01 é exemplo disso. Através desse projeto, se mostra como é equivocado e cruel considerar pessoas com deficiência incapazes, inferiores. É uma forma de resistência e, paralelamente, de formação de toda a comunidade de Santa Maria”, considera.

Assim que o Desfile Fashion deste ano foi encerrado, professores(as) e orientadores(as) da escola já começaram a pensar no tema do próximo ano, tamanho o envolvimento com a proposta e os resultados positivos que ela gera. Embora os palpites e as ideias fluam com naturalidade, a decisão será tomada conjuntamente, na Semana Pedagógica do ano letivo de 2024. Afinal, todo projeto grandioso nasce de construção coletiva.

 

Veja o álbum do Desfile Fashion AQUI

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Golpe | Telefone falso usa nome do escritório de advocacia do Sinpro

São vários os textos de mensagens falsas de WhatsApp que professores(as) e orientadores(as) educacionais vêm recebendo de golpistas. Todas as mensagens informam falsamente sobre liberação de precatórios. As mais recentes falam em nome de funcionários do escritório Resende Mori, e usam números de telefone que não são do escritório.

No mais recente golpe, um número que se identifica fraudulentamente como Rezende Mori Hutchinson, usando inclusive o símbolo da empresa. Mas o número em questão, um celular  (61 99839-2426) não pertence ao escritório de advocacia que atende ao Sinpro.

O escritório de advocacia que atende o Sinpro tem apenas este número a seguir: 61 3031-4400.

A mensagem falsa, enviada, diz o seguinte:

⚖️ Escritório Resende Mori e Hutchison Advocacia

Me chamo Amanda Peçanha, secretária do Dr. Lucas Mori De Resende (OAB: 38.633/DF).

Sr. (a)

A câmara de conciliação informa o resultado do julgamento das propostas de acordo do lote (03), nos termos do edital (21/06/2021).

As propostas deferidas poderão ser objeto de recurso administrativo, prazo de dez (10) dias úteis, em petição física direcionada a câmara de conciliação de precatório, com protocolo no posto de atendimento da procuradoria Geral do Município, (Estado) localizado Edifício-sede da Codeplan (ao lado do edifício-sede da PGDF) – Térreo Endereço: SAM, Bloco “H”, Térreo – Entrada independente, à direita da portaria principal SAM Ed. Sede – Asa Norte, DF, 70620-000

Dr.Lucas Mori solicita contato o mais breve possível.

Entrar em contato nos telefones abaixo:

☎️ (61) 99640-8379 (Whatsapp) Atenção: número falso! Não atenda! Bloqueie!

 

Por isso, fique atento(a) para não cair no golpe. Se você receber uma mensagem de WhatsApp ou até mesmo uma ligação telefônica informando sobre uma possível liberação de pagamento de precatório, pode ser uma tentativa de estelionato. O Sinpro orienta a bloquear o número que entrou em contato e a denunciá-lo.

Confira a seguir uma lista de mensagens falsas que vêm sendo enviadas à categoria por golpistas e estelionatários

 

Golpe 1

Criminosos entram em contato com professores(as) e orientadores(as) educacionais aposentados(as) informando sobre atualizações no processo de piso salarial e correções monetárias. Os golpistas, que se passam por funcionários do Escritório Resende Mori e Fontes, dizem que a suposta atualização, que na verdade é mais um golpe, diz respeito à cobrança de juros, correção monetária e pelo atraso do pagamento da folha salarial de 2015. Sob o argumento de liberar os valores das ações coletivas e repasse dos pagamentos em atraso, os criminosos pedem para que o(a) professor(a) ou orientador(a) educacional entre em contato com o suposto escritório. Ao ligar, o(a) aposentado(a) é informado que para receber o suposto valor deve depositar um valor na conta para o pagamento de custas advocatícias. O Sinpro volta a afirmar que nem o sindicato, nem os escritórios de advocacia ligados a ele, solicita que sejam feitos depósitos para liberação de valores. A Secretaria de Assuntos Jurídicos ainda ressalta que sindicato não tem processos referentes a piso salarial. Portanto, fique atento e não caia neste golpe.

 

Golpe 2

Uma mensagem enviada por WhatsApp, com foto de perfil com a marca do Sinpro, por um número que não é do sindicato, (61) 99872-4892, informa sobre o assunto: LIBERAÇÃO DO PRECATÓRIO EM FASE DE PAGAMENTO EM REGIME ESPECIAL, com os nomes dos advogados Drª Maria Rosali Barros ou Dr. Lucas Mori, indicando os números (61) 4042-0924 | WhatsApp: (61) 99840-3650 como contatos. Ao final, os golpistas colocam a observação falsa de que o sindicato não está atendendo presencialmente, em virtude os período pandêmico. Fique atento(a)! Isso é golpe! O Sinpro-DF está atendendo, normalmente, de forma presencial, das 8h às 17h, nas sedes e subsedes.

 

Golpe 3

Criminosos ligam para a casa de educadores(as) informando que foi liberado o alvará de precatório para pagamento. Em seguida, dizem que a vítima tem mais de R$ 100 mil para receber, pedem para ligar no número 99639-2111 e solicitam depósito de um valor na conta: NEXT 237 – AG: 3728 – CONTA 609240-3 (Anderson Fabio de Oliveira – CPF: 031.729.793-77). É importante ficar atento, pois a conversa é feita em aplicativo com perfil que leva a foto do logo do Sinpro-DF.

 

Golpe 4

Para o furto via telefone, usam vários nomes. O nome “Cláudia Maria Rodrigues”, que utiliza o telefone fixo 3181-0041 e o celular/WhatsApp, 96519820, é um dos denunciados pela categoria. O Sinpro-DF informa que o nome “Cláudia Maria Rodrigues”, utilizado pela quadrilha, pertence a uma advogada que também está sendo duramente prejudicada pelo bando. Ela avisou ao Sinpro-DF que já denunciou o caso à polícia e tem Boletim de Ocorrência para comprovar o uso indevido do nome dela. O outro nome usado é “Leonardo Mota” (Núcleo Bancário), com o telefone 3181-0285. Um terceiro nome identificado é “Dr. Marcelo Ricardo”, com o número de telefone 99849-7364.

 

Golpe 5

Para extorquir dinheiro das vítimas, a pessoa que realiza a chamada se passa por diretor, ex-diretor ou funcionário da Secretaria de Assuntos Jurídicos, Trabalhistas e Socioeconômicos do Sinpro-DF. Segundo denúncias realizadas ao Sindicato, em alguns casos, o golpista se apresenta como Dr. Daniel ou Dr. Dimas, e chega a utilizar em sua foto de perfil de WhatsApp a logomarca do Sinpro-DF. Em seguida, o farsante solicita depósito em conta bancária vinculada a uma suposta pessoa com nome de Priscila.

 

Golpe 6

Outra modalidade é o golpe com transferência por PIX. Assim como os outros métodos, o golpista solicita um valor para liberar uma quantia à vítima. No caso de transferência por PIX, não há um sistema de retorno ou cancelamento do envio.

 

Golpe 7

Nesta modalidade, o golpista envia à vítima, via WhatsApp ou e-mail, documento simulando papel timbrado do Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT). O documento ainda leva o nome de dirigentes do Sinpro-DF. No último relatado ao Sinpro-DF, constava o nome da dirigente Silvia Canabrava. O envio é feito posteriormente a uma ligação, em que o criminoso confirma vários dados da vítima, como nome completo, CPF e nome do pai e da mãe.

 

Golpe 8

O golpe mais recente consiste no envio de carta nominal, com logomarca de escritório de advocacia fantasma. O documento falso é enviado pelos Correios e traz uma série de argumentos jurídicos bem fundamentados, além de endereço de e-mail, telefones e assinatura com registro da OAB.

 

Golpe 9

O primeiro golpe de 2022 chega por WhatsApp e vem supostamente do “Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, DF”. É nominal, informa que o pagamento do precatório referente ao processo da pessoa está liberado para a data de hoje, “primeira ou segunda parcela”. O titular deverá entrar em contato com uma “Dra. CHRYSTIANE MAIA GUERCO FARIA LUCAS MORI (OAB: 38015/DF)” para solicitação do recolhimento dos alvarás de liberação do precatório, nos telefones (061) 99687-2994 ou (061) 99667-9219 (outros números também são usados nesse golpe), e se a pessoa não entrar em contato até às 15h, deverá esperar “uma segunda chamada com carência de tempo de 5 a 10 anos”. Mas é golpe.

 

Golpe 10

Na nova modalidade criminosa, os bandidos ligam pelo telefone 3322-1515 – contato oficial do Banco de Brasília (BRB), mas clonado – informando que o banco fez um PIX por engano para a conta do(a) professor(a) ou orientador(a) educacional, solicitando a devolução do valor. Além deste procedimento, os estelionatários também ligam dizendo ser de uma empresa jurídica ligada ao BRB, fazendo a cobrança de tarifas não pagas. Na maioria das vezes, os falsários enviam um link ou pedem dados para “corrigir o problema” e até mesmo solicitando dinheiro. Não abra o link, não forneça dados ou transfira qualquer quantia em dinheiro. Trata-se de um golpe!

 

Golpe 11

Em mais uma versão utilizada pelos estelionatários, um professor foi contatado e informado que havia sido autorizado o pagamento de R$ 108 mil referente ao precatório do Ticket Alimentação, ação movida por um suposto escritório jurídico do Sinpro. Porém, para receber o dinheiro, o educador deveria pagar as taxas, valor totalmente indevido, uma vez que o sindicato nunca solicita nenhum tipo de transação bancária para que professores(as) e orientadores(as) educacionais recebam vantagens financeiras. Para identificar se a ligação é um golpe, basta ficar atento ao pedido de qualquer tipo de taxa/valor/dinheiro para recebimento de precatório. Caso a pessoa peça dinheiro, tenha a certeza que se trata de um golpe!

 

Golpe 12

No dia 11 de novembro, o Sinpro recebeu denúncias de que várias pessoas da categoria estão recebendo mensagem de WhatsApp sobre um falso pagamento de precatório. A pessoa da mensagem diz que é do escritório de advocacia e tenta aplicar o crime de estelionato. Uma das vítimas percebeu a tentativa de golpe e avisou o Sinpro que recebeu a mensagem pelo WhatsApp do próprio celular e também pelo da filha dela. “Desconfiei, pois o número era diferente do que eu tinha na Procuração do escritório dos advogados Resende – Mori Fontes –. Liguei para o escritório e a moça que me atendeu me disse ser golpe. O telefone era totalmente diferente dos telefones do escritório. Fiz o print da mensagem e enviei para o e-mail que ela me indicou”. A mensagem inicia com o nome do escritório e o da vítima e segue um texto dizendo que “a Câmara de conciliação de PRECATÓRIOS, informa o resultado do julgamento das propostas de acordo do ultimo loto, nos termos do edital (21/06/2021)”. É escrito assim mesmo, repleto de erros gritantes de português e, após isso, prossegue com um texto repleto de informações erradas.

 

Golpe 13

Supostos parentes fazendo pedidos de envio de PIX de um telefone “provisório” parece não ter mais tanto efeito no mundo dos golpes bancários. Agora, a pergunta feita pelos golpistas é: reconhece esse PIX feito da sua conta bancária? A estratégia é a seguinte: é feita uma chamada telefônica supostamente do BRB, de um número que realmente coincide com o do banco (3322-1515). Na ligação, a funcionária fake pergunta se a vítima reconhece uma transferência via PIX realizada de sua conta bancária. Ao negar a transação, a vítima recebe um número de protocolo e é encaminhada para um pseudo “setor responsável pela segurança bancária”. O golpista que se passa pelo responsável do “setor” solicita que a vítima abra o aplicativo do BRB, mantenha-o aberto, vá até a loja de aplicativos e baixe a atualização do app do banco. Ao fazer a atualização, o golpista consegue todos os dados pessoais e bancários da vítima. Outra estratégia é pedir para que a vítima desligue e ligue de volta para o BRB, no número 3322-1515. Quando a pessoa realiza a chamada, o golpista intercepta a ligação e captura dados solicitados, como senha bancária numérica e dados como data de nascimento e CPF. É importante lembrar que os bancos não entram em contato por telefone com correntistas. Dados pessoais e bancários, de forma alguma, devem ser passados via telefone ou qualquer outra forma de comunicação não presencial. O Sinpro ainda reforça que não solicita qualquer depósito bancário para liberação de processos jurídicos.

Golpe 14

⚖️RESENDE MORI HUTCHISON ADVOCACIA⚖️

 

Olá Boa Tarde  Sr.(a):

CPF:

Processo:

Devedor(a): DISTRITO FEDERAL

Nosso comunicado é referente a liberação dó seu precatório que se encontra em fase de pagamento.

 

Entre em contato com Dr. Lucas Mori De Resende, para solicitar o recolhimento dos alvarás de liberação, que estão sendo solicitados e exigidos no processo mencionado acima.

 

Entre em contato diretamente com o advogado responsável para maiores informações.

 

WHATSAPP (61) 996789224

 

Horários de atendimento!

Segunda a Sexta-feira

  • 08:00 as 17:00hr

 

Atenciosamente Lais Chaves Assessora Jurídica

 

Golpe 15

No novo golpe, estelionatários têm utilizado o nome do escritório Resende, Mori e Hutchison Advocacia, de funcionários do escritório e até mesmo do advogado Lucas Mori para tentar aplicar golpes na categoria.

Na nova modalidade, os golpistas entram em contato com professores(as) e orientadores(as) educacionais, identificam-se como funcionários(as) do escritório ou como o próprio advogado Lucas Mori, que presta serviços ao Sinpro, com informações sobre o último lote de precatórios. Esses dados não procedem.

Após informar alguns dados e dizer que o(a) educador(a) já tem direito a resgatar o valor do precatório, os criminosos solicitam o pagamento de taxas para que a quantia seja disponibilizada. Não caia nessa! Isso é golpe. Confira, a seguir, outras mensagens golpistas que chegaram nos celulares de educadores(as) recentemente.

O Sinpro JAMAIS pede qualquer quantia em dinheiro para a liberação de precatórios ou solicita qualquer depósito bancário para a liberação de processos jurídicos.

É importante também saber que os(as) advogados(as) somente entram em contato para agendar atendimentos, que ocorrem na sede e subsedes do Sinpro, ou de forma virtual, sem cobrar qualquer valor. Em caso de dúvidas, ligue para o sindicato ou para o escritório Resende Mori e Hutchison Advocacia (3031-4400 – WhatsApp).

 

Golpe 16

Olá, Bom Dia Sr(a). Sou Andressa Vidal secretária do escritório Resende Mori Hutchison Advogados Associados.
Estou entrando em contato em nome do escritório para notificar sobre a liberação do processo N: X DISTRITO FEDERAL.
Precatório autorizado para pagamento em virtude (MP)(Medida Provisória) para maiores informações entre em contato com os Advogados citados á baixo. Dr. Lucas Mori de Resende (OAB/DF 38.015) ou com o Dr. Julio Cesar Borges de Resende (OAB/DF 85.83) Através do Whatsapp ou ligações.

Telefone Móvel
061 9 9679-3262
Telefone Fixo
061 3235-2340
horário de Atendimento
(Segunda a sexta-feira)
09:00 – 18:00
Endereço
Ed. Denasa, SCS Q. 1 BL K Sala 601/603 – Asa Sul, Brasília – DF, 70398-900.
(Ramal 013)

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SEEDF anuncia nomeações até dezembro; quantitativo é insuficiente

A comissão de negociação do Sinpro se reuniu com a secretária de Educação do GDF, Hélvia Paranaguá, e com a subsecretária da Sugep (Gestão de Pessoas), Ana Paula de Oliveira Aguiar, na quarta-feira, 27 de setembro. A pauta central do encontro foi a necessidade urgente da nomeação dos aprovados e aprovadas no concurso de 2022 para vagas imediatas e cadastro reserva, conforme item que compunha o acordo de suspensão de greve.

A secretária Hélvia informou que a convocação começará pelos 776 professores e professoras da educação básica e 20 orientadores e orientadoras educacionais aprovados(as) para as vagas imediatas. Esse chamamento acontece até dezembro de 2023.

A realização de um novo concurso público já está em debate no âmbito da SEEDF. Entretanto, o desenlace formal para que ele aconteça só pode começar quando as primeiras nomeações acontecerem.

A reivindicação por um novo concurso público em nada interfere nas nomeações, pelo contrário, as duas reivindicações se fortalecem: mesmo com a convocação dos aprovados e aprovadas para as vagas imediatas e do cadastro reserva, a rede continuará com muitas carências a serem sanadas. Por isso, o Sinpro destacou junto à SEEDF que as nomeações e o novo concurso são urgentes para o funcionamento da educação pública do DF.

“A importância da reunião foi que, pela primeira vez, a SEEDF apresentou uma data, definindo o início das convocações. Insistiremos para que as nomeações se deem o quanto antes e que a secretaria apresente um cronograma para as demais nomeações se concretizarem”, aponta Cleber Soares, diretor do Sinpro e integrante da comissão de negociação. “Continuaremos em luta porque o acordo de greve inclui a nomeação também de todo o cadastro reserva”, completa ele.

As nomeações daqueles e daquelas que estão no cadastro reserva seguirá na mesa de negociação permanente do Sinpro com as secretarias de Educação, Orçamento e Planejamento e Relações Institucionais. A próxima reunião com essa composição está agendada para dia 16 de outubro, e tratará também de outras pautas que integram a minuta de suspensão de greve. Entre elas, o aproveitamento do tempo de trabalho em contratação temporária para quem é atualmente efetivo; atestado de acompanhamento para profissionais em contrato temporário; ampliação de carga horária; recesso de quem trabalha nas regionais; entre outras.

 

Vigília

Durante toda a reunião e depois dela, diretores(a) do Sinpro e professores(as) e orientadores(as) educacionais aprovados(as) no concurso de 2022 estiveram no Shopping ID, onde fica a sede da Sugep e onde aconteceu a reunião.

A ação foi definida em reunião no início da semana, quando também foi aprovado um calendário de mobilizações da campanha “Convoca Já”.

>> Saiba mais: REUNIÃO COM APROVADOS E APROVADAS DEFINE PRÓXIMAS ESTRATÉGIAS DA CAMPANHA “CONVOCA JÁ”

Para Ana Cláudia Bonina, diretora do Sinpro, professora em contrato temporário, a luta pelas nomeações vai se intensificar: “A mobilização pelo ‘Convoca Já’ vem acontecendo desde o final de agosto, com diversas ações como os outdoors espalhados pela cidade e a campanha nas redes sociais. Portanto, a mobilização em torno dessa pauta vem crescendo e vai se ampliar ainda mais para garantir que o acordo se cumpra”, disse Ana.

>>> Saiba mais: SINPRO REALIZA AÇÃO NAS REDES PELA NOMEAÇÃO IMEDIATA DE APROVADOS EM CONCURSO

>>> Saiba mais: “CONVOCA JÁ” VAI PARA OUTDOORS DAS PRINCIPAIS VIAS DO DF

>>> Saiba mais: “CONVOCA JÁ”: SINPRO ENTREGA CARTA A DISTRITAIS E PEDE APOIO PARA AGILIZAR NOMEAÇÕES

É importante que os aprovados e aprovadas do concurso de 2022 fiquem atentos ao site e às redes sociais do Sinpro e participem das ações da campanha “Convoca Já”!

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27 de setembro – dia nacional da doação de órgãos

Neste 27 de setembro, em que se busca conscientizar a importância da doação de órgãos, o Sinpro traz a história da professora aposentada Maria Alice Oliveira de Sousa. O ano era 2013, e uma hepatite autoimune a deixou com apenas 20% do fígado funcionando.

Ela entrou na lista de espera por um transplante. Seu quadro estava evoluindo para cirrose.

Nesse momento, o nome de Alice entrou na lista de transplantados do Distrito Federal, e passou a fazer parte de um sistema muito bem azeitado. Seu médico a cadastrou na relação do Sistema Único de Saúde (SUS), e categorizada por grau de urgência (no caso de Alice, alto. Ela tinha prioridade).

 

O Sistema de Transplantes do SUS

Ao surgir um doador de órgãos, os dados daquela pessoa entram no sistema de transplantes. O cruzamento dos dados do doador (tipo sanguíneo, peso e altura, dentre outros) com os dados de quem está na lista gera uma lista de pacientes compatíveis com os órgãos a serem doados. Essa lista busca, a princípio, dar prioridade aos receptores geograficamente mais próximos, pois o transplante de órgãos é uma corrida contra o tempo.

Em seguida, as equipes médicas dos receptores são notificadas, e confiram se podem ou não receber o órgão doado, levando em conta o estado de saúde do paciente receptor – que pode não esta capaz, naquele momento, de sofrer uma cirurgia de grande porte como um transplante de órgãos.

A ordem de inscrição da lista de espera do SUS tem critérios cronológico e de seleção conforme a gravidade do caso ou com base na compatibilidade sanguínea e genética com o doador. Os critérios de desempate são diferentes, de acordo com o tipo de órgão ou tecido necessário, pois cada um tem um tempo certo para ser utilizado.

Em agosto deste ano havia 1.330 pessoas à espera de um transplante de órgão no Distrito Federal. Desse total, 42 pessoas estavam à espera de um coração, outros 23 pacientes precisando de um fígado, 652 pessoas aguardando um rim, e outras 613 esperando por córneas.

De volta à professora Alice: depois de 22 dias de espera, o telefone tocou. Era o dia 21 de agosto de 2013. “Foi um misto de medo, emoção e nervosismo e muita, mas muita fé. Eu recebi a ligação às 22h do dia anterior, e precisava estar no hospital às 7h. Não dormi mais”.

No dia 22 de agosto, Alice fez a cirurgia e tudo deu certo. E sua vida mudou: “No ano seguinte, eu comecei a praticar corridas de rua e esse ano participei dos Jogos Mundiais para Transplantados que foi o auge das mais de 200 corridas que participei”.

 

Lembre seus familiares sempre do seu desejo de doar os órgãos

Neste 27 de setembro, a professora Alice nos ensina que a conscientização para a doação de órgãos é uma questão de diálogo: “As pessoas que têm o desejo de doarem órgãos, peço que conversem claramente com suas famílias, e procurem sempre lembrá-los desse desejo. Deixem bem clara a sua vontade, pois na hora final quem decide é a família e, quando essa hora difícil chega, as famílias sempre se lembram do desejo de seu ente querido, e autorizam a doação dos órgãos.”

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Botânica por Amor

O Centro Educacional 02 é uma das escolas mais antigas do Cruzeiro. Ela foi erguida quando Brasília era apenas uma menina, e cresceu junto com a capital federal. Acolheu o povo. Gerações inteiras de famílias passaram por ali. Hoje, o CED 02 tem 50 anos, e mesmo com cinco décadas de história, tem a inquietude da juventude para continuar gerando histórias maravilhosas.

Certo dia, estudantes do CED 02 do Cruzeiro chegaram à sala de aula e se depararam com samambaias e outras plantas expostas. “O que essas plantas estão fazendo aqui, professora”, questionaram. “Elas vão estudar com vocês”, respondeu ela, que iniciava ali um projeto que, de tão querido pelos alunos, virou o grupo de WhatsApp Botânica por Amor.

Intitulado “A folha que vejo, a paisagem que enxergo”, o projeto é idealizado pela professora Cristina Torres Tavares junto a estudantes da faixa etária de 16 a 18 anos. Oficialmente, ele começou em 2022. “Mas ainda em 2019 as plantas já eram expostas para observação em sala de aula”, conta a professora.

Ao observar a curiosidade dos estudantes pelas plantas que diariamente eram observadas, Cristina uniu a percepção à abordagem científica. “Desenvolvi trabalhos de investigação científica, onde eles puderam ver que as plantas têm muitas coisas a oferecer e, com elas, podem também construir o conhecimento científico”, diz.

Com o uso do conhecimento prévio dos estudantes sobre a morfologia externa das plantas, professora Cristina iniciou atividade prática no laboratório. A técnica escolhida foi a diafanização, que consiste no clareamento das folhas até que elas fiquem transparentes, possibilitando a observação das nervuras.

“Em grupo, eles (os estudantes) se engajaram para pesquisar e realizar as testagens. Ao observar as nervuras das folhas, viram que era possível identificar as espécies a partir daí. Ficaram encantados! Viram um conjunto de sequências de nervuras que formavam figuras, desenhos que eles nunca imaginavam que poderia estar na parte interna de uma folha, por trás daquela cobertura verde. Se depararam com desafios, encontraram juntos soluções. Despertaram o interesse pelo trabalho científico”, conta professora com alegria.

Das quase 50 primaveras, 26 Cristina atua nas salas de aula das escolas públicas do DF como docente de Biologia, com atenção especial à Botânica. “A gente traz na genética essa questão de interação e conexão com a natureza e com as plantas. A gente precisa resgatar isso. Saber respeitar, entender que aquela planta está ali exercendo uma função”, esclarece a professora.

Para a diretora do Sinpro-DF Regina Célia, o trabalho da professora Cristina é “genial”. Ela conheceu a proposta em uma das visitas ao CED 02, quando lia as informações dos murais, que sempre se perpetuam em fotografias registradas e arquivadas pela dirigente sindical. Bióloga, Regina conta que, ao ver o projeto da professora, ficou encantada, com os olhos fixos em cada detalhe e a mente acelerada, pensando nas mil e uma possibilidades que poderiam brotar dali.

“A professora Cristina não só contribui para a compreensão do mundo natural, ela instiga a formação de pessoas que podem fazer a diferença para a sociedade, uma vez que desperta a vontade dos estudantes para seguir carreiras científicas. E a ciência contribui sobremaneira para melhorar a qualidade de vida da sociedade, encontrar a cura para doenças, desenvolver vacinas, criar tecnologias e, sobretudo, formar sujeitos críticos e culturalmente enriquecidos”, afirma a dirigente sindical.

Professora Cristina lembra que, quando criança, gostava de olhar o balanço das folhas com o vento e observar o barulho que elas faziam ao realizar os movimentos. Ela ainda se recorda do avô abrindo um Atlas de Botânica e contando histórias que brotavam em sua imaginação. “Acho que a Botânica sempre esteve ao meu redor”, reflete. A criança cresceu, se tornou professora e agora semeia em tantas outras vidas o interesse em conhecer e reconhecer o mundo em que vivem e a possibilidade de transformá-lo, gerando bem-estar social.

Essa é mais uma das incríveis histórias que constroem o CED 02 do Cruzeiro. Uma escola que, dizem alguns do que passam por lá, tem solo sagrado.

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“Convoca Já”: Sinpro entrega carta a distritais e pede apoio para agilizar nomeações

A diretoria colegiada do Sinpro-DF e os(as) professores(as) e orientadores(as) aprovados(as) no concurso de 2022 visitaram, nessa terça-feira (26), os gabinetes dos(as) parlamentares da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) para pedir apoio para duas pautas fundamentais para a educação pública do DF: a nomeação já dos(as) aprovados(as) e a derrubada de vetos do governador Ibaneis Rocha (MDB) à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), encaminhada no primeiro semestre.

Durante a visita, além de conversar com cada parlamentar, o grupo entregou uma carta com o conteúdo da reivindicação e na qual demonstra a situação da rede com a falta de profissionais. Confira no final desta matéria, a carta na íntegra. Segundo a carta, “esse pleito se faz necessário considerando a imensa demanda para efetivação dos profissionais do magistério no conjunto das escolas da rede pública do Distrito Federal”.

“Reivindicamos também o apoio dos e das parlamentares para derrubar os vetos do governador Ibaneis no Orçamento às nomeações de apenas 630 professores e professoras e 200 orientadores e orientadoras educacionais, previstas para 2024”, destaca Ana Bonina, diretora do sindicato. Esse pleito também está na carta, a qual mostra que o déficit de professores(as) na rede pública de ensino é imenso e que existe a necessidade de derrubar o veto do governador à LDO 2024 aprovada na CLDF, que prevê o aumento do quantitativo de vagas para o concurso prevendo a convocação de 8 mil professores(as).

No documento, destaque para a observação de que, de acordo com a LDO para 2023, a previsão de nomeação de 6.200 professores(as) da educação básica e 1.000 pedagogos(as)-orientadores(as) educacionais.  A ação dessa terça-feira faz parte da campanha Convoca Já, que, por sua vez, integra o calendário de mobilização aprovado na reunião do Sinpro com aprovados e aprovadas do último concurso.

A campanha Convoca Já deve se intensificar e o Sinpro seguirá cobrando do governo o cumprimento de todos os pontos do acordo de suspensão da greve. Confira também, no final dessa matéria, outras publicações sobre as ações da campanha Convoca Já.

Confira o álbum de fotos no Facebook e saiba mais sobre o assunto em outras publicações do Sinpro a seguir:

“CONVOCA JÁ” VAI PARA OUTDOORS DAS PRINCIPAIS VIAS DO DF

 

SINPRO REALIZA AÇÃO NAS REDES PELA NOMEAÇÃO IMEDIATA DE APROVADOS EM CONCURSO

 

REUNIÃO COM APROVADOS E APROVADAS DEFINE PRÓXIMAS ESTRATÉGIAS DA CAMPANHA “CONVOCA JÁ”

 

 

MEC encaminha minuta para alteração do Novo Ensino Médio à Casa Civil

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) analisou o texto do Projeto de Lei (PL) apresentado, na sexta-feira (22/9), pelo governo federal com o intuito de substituira Lei 13.415/17, que legalizou a reforma do Ensino Médio imposta ao País pelos governos Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL). Confira a análise na íntegra, a seguir.

 


MEC encaminha minuta para alteração do Novo Ensino Médio à Casa Civil

 

O MEC já iniciou ações para a alteração do Novo Ensino Médio. Na sexta-feira, 22 de setembro, o órgão enviou uma minuta do Projeto de Lei à Casa Civil para alteração da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) nº  9.394/96. Entre os principais pontos, o documento altera a carga horária da Formação Geral Básica para 2400 horas, revoga a lista dos componentes curriculares obrigatórios, determina a oferta do ensino noturno do modelo de Ensino de Jovens e Adultos (EJA), e da educação quilombola e indígena.

De acordo com o ministro da Educação, Camilo Santana, o texto deverá entrar em tramitação no Congresso Nacional até o fim deste mês. O encaminhamento é visto como um avanço para grupos e movimentos da educação que se manifestam contra ao NEM. O presidente da CNTE, Heleno Araújo, se diz satisfeito  ao saber que os apontamentos trazidos pelo MEC na minuta consideram as opiniões das entidades ligadas à educação consultadas pelo órgão.

Segundo Heleno, a consulta pública feita com entidades da educação simboliza um ponto “necessário no processo de mobilização de alteração do novo ensino médio”, destacou. Entretanto, ele menciona que ainda há pontos do documento que precisam ser alterados, tais como a educação profissional, por exemplo. 

Para Heleno, o ensino de formação profissionalizante é ainda um tema dentro da minuta que precisa de mais debates para aprofundamento e, consequentemente, apontamento de melhorias para a integração da formação geral com a profissional. “ Vamos tentar fazer essas melhoras no Congresso Nacional”, declarou.

Pontos de alteração

Entre as mudanças feitas, a minuta determina a carga horária obrigatória para Formação Geral Básica de, no mínimo, 2.400 horas para o ensino médio. Para estudantes do ensino médio técnico, a carga horária será de 2,1 mil horas, dividida em três anos de formação. Nesse nível, será ofertada de 800 a 1,2 mil horas de educação profissional e tecnológica.

De acordo com a Lei 13.415/17, o NEM estabelece as disciplinas de português, matemática, educação física, arte, sociologia e filosofia como obrigatórias, podendo o restante ser trabalhado de modo optativo pelo profissional em sala de aula. Com a alteração da minuta, torna-se obrigatório o ensino de todas as seguintes matérias:

1) língua portuguesa e suas literaturas; 

2) línguas estrangeiras (inglês e espanhol);

3) arte, suas linguagens e expressões;

4) educação física; 

5) matemática; 

6) matérias de ciências humanas e sociais, como história, geografia, sociologia e filosofia; e

7) matérias de ciências da natureza, como física, química e biologia. 

A respeito da organização dos itinerários, o documento aponta a flexibilização curricular de percursos de aprofundamento e integração de estudos, para a articulação de, no mínimo, três áreas de conhecimento ou integração ao ensino profissional.

Segundo o MEC, a previsão é de que em 2024 as adaptações já sejam implementadas para entrarem em vigor em 2025.

 

Clique aqui para ler a minuta na íntegra. 

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TV Sinpro traz a festa das regiões da EC 11 de Sobradinho

O TV Sinpro desta semana traz os melhores momentos da Festa das Regiões promovida no último dia 26 de agosto pela Escola Classe 11 de Sobradinho.

A Festa das Regiões é um momento em que toda a comunidade escolar se envolve para celebrar a cultura popular das regiões brasileiras.

Durante a festa, teve apresentação das turmas da escola, com uma série de danças e músicas típicas das regiões brasileiras, desde a bossa nova do Rio de Janeiro até o forró e o xaxado do nordeste. As crianças também declamaram poemas exaltando as belezas de cada uma das cinco regiões brasileiras.

Os estudantes se empenharam em vender rifas e trouxeram peças para o bazar. Todo o dinheiro arrecadado durante a festa das Regiões será usado para outra festa: a semana das Crianças, que ocorre em outubro.

O TV Sinpro vai ao ar na quarta-feira, 27 de setembro, às 19h, nas redes do Sinpro e na TV comunitária. Não perca!

 

Matéria publicada originalmente em 23/09/2023.

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