Últimos dias para adesão ao leilão de precatórios

Termina nesta sexta-feira (8/9) o prazo para adesão ao leilão de precatórios convocado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) por meio do Edital nº 2/2023. Interessados(as) devem apresentar a proposta de acordo direto de pagamento mediante preenchimento de requerimento específico, no período de 7 de agosto até 8 de setembro de 2023, acompanhado de toda a documentação exigida no Edital nº 2/2023.

O Sinpro informa que essa adesão não é feita pelo Jurídico do sindicato, cabendo a cada professor(a) e orientador(a) educacional credor(a) a iniciativa. Além disso, diante do alto número de golpes aplicados, o sindicato orienta cautela no desenrolar do processo. Em caso de dúvida, o edital também disponibiliza, neste link de Guias Rápidos, manuais com o passo a passo dos procedimentos necessários para a realização do protocolo do requerimento, bem como para recuperação de senha do sistema de autenticação gov.br.

Publicado no dia 7/8, o edital autoriza a celebração de acordo direto de pagamento de precatórios apresentados até 2 de abril de 2023, e precatórios alimentares apresentados até 17 de julho de 2023, expedidos exclusivamente no âmbito de processos do TJDFT. O(a) professor(a) e orientador(a) educacional interessado(a) deve apresentar a proposta de acordo até esta sexta-feira: 8 de setembro de 2023. O protocolo do requerimento deve ser feito pelo credor, procurador ou advogado no endereço www.acordoprecatorio.pg.df.gov.br.  

Ainda segundo o edital, em caso de “eventuais dificuldades no momento do preenchimento ou do protocolo do requerimento poderão ser sanadas, em dias úteis, no chat disponibilizado na página www.acordoprecatorio.pg.df.gov.br , no período das 9h às 19h.

A antecipação do pagamento do precatório impõe um deságio de 40% sobre o valor devido, além de 10% de honorários advocatícios, ou seja, o pagamento final, caso aprovado o leilão, é de metade do que o credor tem a receber. Além disso, ainda há uma ordem devida aos leilões. Têm prioridade, nesta ordem, processos de quem tem doenças graves (devidamente reconhecida pelo órgão competente); maiores de 60 anos e pessoas com deficiência. Os dois últimos critérios são: ordem crescente de valores e ordem alfabética do nome do credor.

Após apresentar pedido de antecipação, o processo passará por análise, que leva em consideração, dentre outros fatores, a anexação dos documentos devidos e classificação. Depois disso, a Coordenadoria de Conciliação de Precatórios do TJDFT realizará a atualização de valores do precatório devido (já com o deságio de 40% e os 10% de honorários). Em seguida será feita a intimação do credor. Ela será feita pelo WhatsApp, pela Coordenadoria de Conciliação de Precatórios do TJDFT, para ciência do valor a ser recebido, devolução de certidão de crédito que eventualmente tenha sido solicitado perante a COORPRE e demais providências que se fizerem necessárias à formalização final do ajuste.

 

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Sinpro atua contra nova investida de criminalização da categoria do magistério público

O Sinpro enviou para todos os deputados e deputadas distritais, na manhã desta quarta (06), ofício que alerta sobre projetos de lei que estão na pauta de votação e que podem afetar permanentemente o sistema educacional do DF. O documento também será protocolado na Câmara Legislativa na segunda-feira, 11 de setembro. 

O documento solicita aos parlamentares a retirada das propostas da análise da Casa, e ainda será encaminhado às Comissões de Educação, Saúde e Cultura (CESC); de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF); e de Constituição e Justiça (CCJ).

Teoricamente, os projetos alertados pelo Sinpro são voltados à primeira infância. Mas, na prática, os textos estão na linha do desmonte da educação pública e do movimento Escola sem Partido, conhecido como Lei da Mordaça, “que pretende censurar educadores e ferir o princípio da dignidade humana e do direito à educação e à informação”.

Um dos projetos de lei destacados no ofício do Sinpro é o PL nº 2.472/2022, de autoria do deputado Iolando (MDB), que “proíbe a exposição de crianças e adolescentes a atividades escolares que possam contribuir para a sexualização precoce e a erotização infantil no âmbito da Educação Básica do Sistema de Ensino público e privado do Distrito Federal.” A proposta, todavia, é uma releitura de projetos já rejeitados pela Comissão de Educação e Saúde por terem o mesmo teor do movimento Escola sem Partido, derrotados no Congresso Nacional e no Supremo Tribunal Federal (STF).

Outro PL destacado pelo Sinpro no ofício é o nº 558/2023, de autoria do deputado Roosevelt (PL), que “institui a Política distrital pela Primeira Infância’”. Assim como o projeto do deputado Iolando, o texto tem conteúdo semelhante ao Escola Sem Partido.

“Os projetos apresentados, além de terem sido discutidos e reprovados, são projetos que atacam frontalmente a educação, criminaliza os profissionais do segmento e retiram dos estudantes e das estudantes o direito ao conhecimento amplo. Isso resulta no preconceito, na discriminação; que geram uma sociedade violenta, incapaz de conviver pacificamente, respeitando a diversidade”, afirma a diretora do Sinpro-DF Luciana Custódio.

No documento a ser protocolado, o Sinpro ainda ressalta que os projetos “prejudicam o cumprimento das diretrizes curriculares nacionais e distritais” e compromete o desenvolvimento do Currículo em Movimento.

Ambos os projetos destacados pelo Sinpro precisam de maioria simples (metade mais um dos presentes) para serem aprovados pelo plenário da Casa. Caso isso aconteça, as propostas seguirão para sanção do governador Ibaneis Rocha.

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Sinpro promove seminário “A vida é a melhor escolha”

O Sinpro, por meio da Secretaria de Assuntos da Saúde, promove no dia 29 de setembro, das 14h às 17h, no Auditório Paulo Freire (SIG), o seminário Setembro Amarelo – A vida é a melhor escolha. O evento, que conta com a parceria com o Instituto Olhos da Alma Sã, tem o objetivo de abrir um espaço público para refletir sobre questões de saúde mental e buscar descolonizar ocorrências pré-estabelecidas, promover o pensamento crítico sobre experiências e sentimentos, por meio de reflexão, desnaturalização dos discursos totalitários e normativos. O evento é aberto para toda a categoria e os(as) participantes ganharão certificado. Os(as) interessados(as) podem fazer a sua inscrição até o dia 29 de setembro. 

 

Dentre os temas presentes na programação estão O eu x o nós: máquinas fortes e corpos frágeis, com o professor do Departamento da Psicologia Social e do Trabalho do Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília (UnB), Emílio Peres Facas; LGBTQIAN+ pensando a sexualidade na escola, com a também psicóloga Maria Isabel de Queiroz; Crise na esperança: reinventando inícios, com Ezequiel Nogueira Braga; Estratégias em Saúde Mental, com Luciane Kozicz Reis Araújo, além da participação da Doutora em Biologia pela Universidade de Brasília (UnB), Daniele Scandiucci de Freitas.

Luciane Kozicz reflete que hoje, pela linguagem supostamente humana, máquinas conversam com humanos e, por meio de humanos, conversam até com outras máquinas. “Não são mais humanos que se valem das máquinas para se comunicar, mas o inverso. No mundo da vida, da dor, do desespero, da falência racional a mídia digital não é capaz de acolher. Reunir pessoas, com falas singulares busca autorizar narrativas individuais de pertencimento a um coletivo”.

A coordenadora da Secretaria de Saúde do Sinpro, Élbia Pires, afirma que “este seminário quer ampliar o debate com a categoria sobre os processos que causam adoecimento no espaço de trabalho, ampliar os debates sobre a prevenção dos adoecimentos e, principalmente, construir coletivamente propostas de políticas públicas que garantam o exercício da nossa profissão com a dignidade, a saúde e o bem-estar que a nossa categoria merece”.

Confira abaixo a programação:

O eu x o nós: máquinas fortes e corpos frágeis

Emílio Peres Facas

Professor do Departamento da Psicologia Social e do Trabalho do Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília (UnB). Coordena o Núcleo de Trabalho, Psicanálise e Crítica Social no Laboratório de Psicodinâmica e Clínica do Trabalho da Universidade de Brasília, Doutor em Psicologia Social, do Trabalho e das Organizações (PSTO/UnB), com sandwich na Université Catholique de Louvain, Bélgica.

 

LGBTQIAN+ pensando a sexualidade na escola

Maria Isabel Amora de Queiroz

Psicóloga clínica na Coordenação de Atenção Psicossocial (CoaP) da Universidade de Brasília, onde promove o grupo Vozes LGBTQIA+; Co-criadora do Ambulatório Trans do HuB; Ex-mentora do Programa Transformação da ONU

 

Crise na esperança: reinventando inícios

Ezequiel Nogueira Braga

Psicólogo clínico e psicoterapeuta, mestre em psicologia clínica pela PUC – SP e candidato a analista junguiano pela Associação Junguiana do Brasil – AJB associada a International Association for Analytical Psychology – IAAP.

 

Estratégias em Saúde Mental

Luciane Kozicz Reis Araujo

Coordena a Clínica do Trabalho no Sinpro/DF. Mestre em Saúde Pública na ENSP/Fiocruz Brasília (2017). Especialista em “Grupanálise e Psicoterapia Analítica de Grupos” pelo Instituto de Pesquisa em Psicanálise e Psicopatologia de Brasília – IPePP-DF. Graduada em Psicologia pela Universidade de Brasília. Pesquisadora do Cnpq e pesquisadora convidada do Núcleo de Trabalho, Psicanálise e Crítica Social no Laboratório de Psicodinâmica e Clínica do Trabalho da Universidade de Brasília

Daniele Scandiucci de Freitas

Doutora em Biologia (UnB) especialização em Psicologia Analítica, imaginário e prática clínica; extensão em psicossomática, saúde mental em base analítica, terapia familiar e de casal. Atualmente trabalha como psicóloga clínica, professora e supervisora junto ao Instituto Olhos da Alma Sã.

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Sinpro cobra cumprimento dos pontos negociados na Greve da Educação

Comissão do Sinpro fez mais uma rodada de reunião de negociação nessa segunda-feira (4/9), para cobrar do GDF celeridade no cumprimento dos itens da proposta do governo, aprovada em assembleia geral pela categoria, determinante para a suspensão da Greve da Educação. O encontro teve a representação da Secretaria de Educação, Secretaria de Orçamento e Secretaria de Relações Intersindicais.

Os(as) representantes das pastas apresentaram à Comissão do Sinpro um panorama do andamento de todos os itens estabelecidos. A metodologia institucional e burocrática e a escolha dos mecanismos jurídicos mais adequados a cada questão são os principais desafios para a conclusão dos pontos.

A Comissão do Sinpro reforçou que a categoria do magistério público não abrirá mão de nenhum dos itens acordados, e que é fundamental o máximo empenho do GDF em materializar integralmente a proposta negociada.

Nova reunião para tratar do cumprimento do acordo de greve foi agendada para 14 de setembro. A Comissão do Sinpro continuará acompanhando de perto todas as questões. A mesa de negociação segue em andamento com a presença de representações da SEEDF, da Seplad e da Secretaria de Relações Intersindicais.

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Alerta: nova Lei da Mordaça pode ir a votação nesta terça (05)

A diretoria colegiada do Sinpro alerta a categoria de que o projeto de lei 558/2023, de autoria do deputado distrital Roosevelt, pode ser levado à votação em plenário nesta terça-feira, 5 de setembro, na Câmara Legislativa. O PL diz que “institui política distrital para a primeira infância”, mas, na realidade, trata-se da Lei da Mordaça reeditada.

O projeto apresenta o mesmo conteúdo do “escola sem partido”, a Lei da Mordaça, que visa a censurar professores(as) e escola, afetando o pensamento crítico e a liberdade de cátedra. Ele traz de volta, por exemplo, conceitos como a da “doutrinação”, classificando todo professor ou professora como um potencial manipulador.

Nós, da categoria do magistério público, sabemos bem dos efeitos nefastos que a simples tramitação de um projeto como esse nos causa! Por isso, o Sinpro sugere a todos e todas que se mobilizem nas escolas e redes sociais contra o PL 558! Converse com os colegas e manifeste sua opinião nas redes, para que os parlamentares percebam que com educação não se brinca!

Fique atento ou atenta o site e às redes sociais do sindicato para ter informações atualizadas sobre o tema!

>>> Leia mais: DISTRITAIS APRESENTAM PL CONTRA LINGUAGEM NEUTRA E USAM CLDF PARA FATIAREM A LEI DA MORDAÇA

 

Publicada no DODF a incorporação da GAPED/GASE

Luta histórica da categoria materializada em lei: foi publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), desta terça-feira (5/9), a Lei nº 7.316, de 4 de setembro de 2023, que altera a Lei nº 5.105/2013, e reestrutura a carreira Magistério Público do Distrito Federal para incorporar a Gratificação de Atividade Pedagógica (Gaped) e a Gratificação de Atividade de Suporte Educacional (Gase) ao vencimento.

 

A incorporação da primeira parcela de 5% das gratificações está confirmada para outubro. Segundo a lei, a incorporação será realizada da seguinte forma: a GAPED e a GASE serão calculadas sobre o vencimento básico do padrão e da etapa em que o servidor esteja posicionado. Os percentuais serão alterados na forma que segue:

 

  1. a) 25%, a partir de 1º de outubro de 2023;
  2. b) 20%, a partir de 1º de janeiro de 2024;
  3. c) 15%, a partir de 1º de julho de 2024;
  4. d) 10%, a partir de 1º de janeiro de 2025;
  5. e) 5%, a partir de 1º de julho de 2025;”

 

Clique aqui e confira a Lei nº 7.316, de 4 de setembro de 2023. A lei está na página 2 do DODF.

 

Em matéria recente, o Sinpro tratou deste e de outros pontos da negociação resultante da greve. Confira a seguir: Sinpro cobra PL da incorporação da Gaped/Gase; GDF garante que 1ª parcela entra em outubro

 

Histórico

Essa é uma conquista que resultou da unidade e da mobilização que pavimentaram os 22 dias de greve da Educação pela valorização e reestruturação da carreira. A Gaped nasceu em 1991, com o nome de Gratificação de Regência de Classe (GRC), conhecida como Pó de Giz (A Gase nasceu anos depois).

Ela foi uma resposta de curto prazo e paliativa aos ataques trazidos com a crise econômica dos anos 90. Em 2007, tornou-se Gratificação de Atividade em Regência de Classe (Garc) e, em 2013, a Gaped. Embora a essência fosse a mesma, a gratificação passou por mudanças estruturais e de nome para ampliar o número de profissionais da categoria com direito ao valor que, ao longo dos anos, também aumentou de 20% para 30% do vencimento básico.

 

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Semana do Cerrado: reflexão e defesa do bioma mais ameaçado do Brasil

Um terço do Bioma Cerrado foi extinto para dar lugar à pastagem e ao agronegócio. Uma pesquisa do Instituo Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), divulgada em julho deste ano, mostrou que o Cerrado é o bioma mais ameaçado do Brasil e que o avanço da agropecuária somado às regras ambientais mais permissivas e à menor porcentagem de áreas protegidas explicam o aumento dos índices de desmatamento.

Nesta terça-feira (5/9), o Distrito Federal e sua rede de ensino dá início às atividades de comemoração à Semana do Cerrado. O desmatamento é um dos piores problemas que o bioma enfrenta e se intensifica ano após ano. Diante dessa situação, a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou e instituiu, em janeiro do ano passado, a Lei n° 7.053/2022, de autoria do deputado Chico Vigilante (PT), que inclui a Semana do Cerrado, já prevista nas Leis nº 1.417/1997 e nº 4.939/2012, no calendário letivo da rede de ensino do Distrito Federal.

A iniciativa contou com a participação de um grupo de educadores e educadoras ambientais e com o apoio do Sinpro-DF. Com essa lei, além de a Semana do Cerrado ter sido incluída no calendário letivo da Rede de Ensino do DF, passou a fazer parte do Currículo em Movimento que trata da Educação para a Sustentabilidade, passando a ser realizada, anualmente, entre os dias 5 e 11 de setembro, culminando com o Dia Nacional do Cerrado (11/9).  Para o Sinpro, é importante que a discussão sobre esse tema ocorra ao longo do ano letivo e de forma transversal.

“A Semana do Cerrado previsto nas escolas do DF de 5 a 11 de setembro, instituído por lei distrital, é uma grande oportunidade para que a comunidade escolar aborde a temática desse importante bioma que é o Cerrado. Permite realizar iniciativas de sensibilização e de informação de conscientização sobre o bioma, por meio de painéis, seminários, palestras e outras ações educativas”, afirma Raimundo Kamir, coordenador da Secretaria para Assuntos de Políticas Sociais do Sinpro-DF.

Ele lembra do fato de que no Brasil, país com dimensões continentais, não é somente a cultura do povo que é diversa, mas a biodiversidade também, além de ser extraordinária. “Nossos biomas são formados pela maior floresta tropical úmida do mundo; pela maior planície inundável, o Pantanal; pelas florestas semiáridas da Caatinga; pelos campos dos Pampas; pela floresta tropical pluvial da Mata Atlântica; e pelas ricas savanas e bosques do segundo maior bioma em extensão, o Cerrado. No entanto, o desmatamento descontrolado do cerrado, o contrabando de suas espécies e as queimadas ameaçam e podem levar, dessa maneira, à extinção da sua da fauna e flora, e consequentemente tornar a região inviável para habitação”.

Professor de artes e diretor do Sinpro, Kamir vê a lei que cria a Semana do Cerrado (5 a 11/9) e o Dia do Cerrado (11/9), bem como a inserção dessas datas e desse tema no calendário letiv como uma conquista importante para a conscientização de crianças, adolescentes e adultos. “É fundamental que haja, nas escolas, uma política de educação ambiental permanente sobre essa temática, com o fortalecimento da pedagogia da alternância das escolas do campo, a qual leva em conta o meio em que a comunidade está inserida para a formação dos estudantes”.

Iolanda Rocha, ex-diretora do Sinpro, professora da rede pública de ensino do DF e militante socioambientalista, considera a Lei n° 7.053/22 um avanço incontestável. “Entendo que foi um ganho muito grande para essa discussão aqui na região do cerrado. O Dia do Cerrado, que é 11 de setembro, já existe. Daí que incluir uma semana inteira no Calendário Escolar é importante que todas as escolas do Distrito Federam venham a debater essa questão; que o Sindicato dos Professores e o Governo do Distrito Federal (GDF) invistam nesta divulgação para que todas as escolas trabalhem como o tema da Semana do Cerrado nas suas atividades pedagógicas”.

Ela destaca a importância de as escolas desenvolverem projetos que coloquem o Cerrado como tema transversal durante todo o ano e não somente na semana do dia 5 a 11 de setembro. “Quando se trata de água, povos indígenas, agroecologia enfim, tem de colocar o cerrado em todos os aspectos. O Bioma Cerrado é fundamental para a sobrevivência dos povos, para os recursos hídricos do Distrito Federal e em todos os municípios existentes dentre do Bioma Cerrado”.

O Sinpro-DF valoriza o debate acerca da Semana do Cerrado e do Dia do Cerrado no calendário letivo e também na ação sindical. Para além da luta contrativista da nossa categoria, o sindicato também tem essa responsabilidade socioambiental com o Bioma Cerrado. Entendemos que estamos incluídos neste bioma e precisamos ampliar não só a discussão sobre preservação ambiental, mas, principalmente intervir diretamente, por todos os meios, na conscientização da importância do cuidado com o Cerrado que um bioma único no planeta: não existe outro igual.

No entendimento da diretoria da entidade, a educação é o caminho para conscientização sobre o direito à vida dos povos, da fauna e da flora de ter o Bioma Cerrado preservado, livre de monoculturas destruidoras, afinal, dentre outros muitos motivos, a região é comprovadamente, o berço das águas do Brasil – oito das 12 principais bacias hidrográficas nascem no Cerrado – e, ainda assim, mesmo sabendo da importância de sua preservação, o Cerrado é o bioma mais ameaçado do país.

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Sinpro realiza Seminário de Gestão Democrática

O auditório Paulo Freire, na sede do Sinpro no Setor de indústrias Gráficas, sediou no último fim de semana o Seminário sobre Gestão Democrática. Além de informações sobre o processo eleitoral para a escolha de equipe gestora e conselho escolar, que ocorre mês que vem, o seminário promoveu debates sobre o Panorama Geral da Gestão Democrática, base legal e arcabouço jurídico e a questão da gestão democrática e igualdade de gênero.

Em 2023, a Lei nº4751, a chamada Lei da Gestão Democrática, completa 11 anos.

“A Lei 4.751 é motivo de orgulho para a comunidade escolar, é o resultado de uma luta coletiva que envolveu os mais diversos setores da sociedade, com destaque para o Sinpro-DF, que sempre entendeu a importância desse instrumento como forma de organização e luta em defesa de uma escola pública, gratuita, inclusiva, plural, laica e de qualidade”, afirma Cláudio Antunes, diretor do sindicato, que completa: “A Gestão Democrática faz parte da luta estratégica para a construção de uma sociedade mais justa, fraterna e capaz de superar suas contradições. Como bem disse Paulo Freire, “Educação não transforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo”.

VEJA O ÁLBUM

 

A mesa de abertura, mediada pelo diretor do Sinpro Cláudio Antunes, contou com a participação de Álvaro Domingues, do Conselho de Educação do DF; Beatriz Nobre, da diretoria de Mulheres da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) a da representante de Povos Originários da União Nacional dos Estudantes (UNE), Tamara Potiguara, além de Júlio Barros, do Fórum Distrital de Educação (FDE), e a representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Berenice Darc.

 

Na mesa seguinte, os diretores da Secretaria de Políticas Educacionais do Sinpro, Carlos Maciel e Berenice Darc, receberam o assessor de políticas institucionais do IFB, Adilson César de Araújo, que falou sobre o panorama geral da Gestão Democrática.

No sábado, foram realizadas mesas sobre o arcabouço jurídico e os mecanismos de democratização das escolas e do sistema de educação (com Júlio Barros, do FDE), experiências na gestão escolar (com Jacy Braga) e também a apresentação de uma pesquisa realizada pela professora Olga Freitas sobre a gestão escolar a partir da perspectiva do recorte de gênero. Na conclusão do seminário, uma mesa sobre como será o processo eleitoral para escolha de equipe gestora e conselho escolar.

 

Os certificados de participação estão disponíveis na secretaria do Sinpro para quem não retirou o seu durante o evento.

O seminário foi transmitido nas redes do Sinpro. Veja o primeiro dia

 

E o segundo dia do Seminário de Gestão Democrática

Sinpro organiza nova turma para o curso de Formação Sindical

Em reunião realizada no dia 31 de agosto, o Sinpro-DF constituiu sua 26ª turma do curso de Formação Sindical – Etapa Básica – com 55 professores(as) e orientadores(as) educacionais inscritos(as). O encontro ocorreu no Auditório Paulo Freire da sede do sindicato no Setor de Indústrias Gráficas (SIG).

 

O curso é dividido em três módulos e será realizado na Chácara Quincas Donna, em Ceilândia. O Módulo I, intitulado “O sujeito e o sindicato”, será realizado nos dias 23 e 24/9, com saída dia 22. O Módulo II, tem o título “O sujeito e a sociedade”, será realizado nos dias 11 e 12/11, com a saída no dia 10. E o Módulo III, nos dias 2 e 3/12, com saída no dia 1°. Confira as fotos da reunião.

 

“Todos os espaços são formativos e ela [a formação] ocorre em todos os momentos. A Formação Sindical é voltada para a base e busca, por sua vez, construir uma consciência de classe assentada nos princípios cutistas e da CNTE, resgatando a organização da nossa categoria na luta por direitos”, afirma a coordenadora da Secretaria de Formação Sindical do Sinpro-DF.

 

A 26ª Turma está completa e conta com mais 20 professores(as) e orientadores(as) educacionais numa lista de espera. Ainda não está prevista a data para uma próxima turma e, assim que tiver uma previsão, o Sinpro avisará à categoria pelos seus meios de comunicação.

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CLDF realiza sessão solene em homenagem aos 40 anos da CUT

Dando prosseguimento às comemorações pelos 40 anos da Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), por meio do deputado distrital Chico Vigilante (PT-DF), realiza uma sessão solene em homenagem à CUT no dia 4 de setembro, às 19h. O Sinpro convida os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais a participarem da atividade, que terá transmissão ao vivo pela TV Câmara Distrital

Criada no dia 28 de agosto, a partir da insistência da classe trabalhadora em ter direitos, democracia e justiça social, a Central encarou desafios que perpassaram pela ditadura militar, no início de sua construção, aos ataques promovidos pelo desgoverno de Jair Bolsonaro.

Primeiro presidente da CUT-DF e presente na primeira Conferência da Classe Trabalhadora (Conclat), em São Bernardo do Campo, que deliberou pela fundação da Central, Chico Vigilante afirma que a Central foi fundamental para mudar os rumos da história recente do país, à qual credita alguns marcos importantes das últimas décadas. “Existem datas que precisam ser comemoradas, e a fundação da CUT é uma delas. É importante que essa celebração seja realizada em um espaço onde os trabalhadores não penetravam antes e agora podem graças a sua própria mobilização. Vamos trazer as pessoas para dentro das instituições para que elas sintam a importância de estar aqui e de parabenizar a CUT que agora é uma jovem senhora de 40 anos de idade”, ressaltou o parlamentar.

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