Vida longa à CUT

Artigo do presidente da CUT-DF, Rodrigo Rodrigues, reconduzido ao cargo no último Cecut (Congresso da CUT-DF), sobre os 40 anos da CUT. Rodrigo é professor e foi diretor do Sinpro. No texto, ele fala do período de resistência vivido pela classe trabalhadora nos últimos anos, das perspectivas que se abriram com a vitória eleitoral de Lula em 2022 e a necessidade latente de reconstruir o Brasil.

 

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Vida longa à CUT

por Rodrigo Rodrigues

 

Lembro como se fosse hoje daquele 8 de novembro de 2019. O primeiro dia do CECUT – Lula Livre marcaria o início de uma nova gestão onde eu assumiria a presidência da Central Única dos Trabalhadores no Distrito Federal. Se parássemos por aí, esse já seria um marco na minha vida. Mas também foi naquele 8 de novembro que, depois de 580 dias preso, Lula ficou novamente livre. A esperança estava de volta. E nos enchia de coragem para enfrentarmos a conjuntura construída com o golpe contra a presidenta Dilma Rousseff , a chegada de Bolsonaro à presidência da República e, para nós do DF, com Ibaneis governador.

De 2019 para cá, vivemos um trágico ciclo de desregulamentação das relações de trabalho, amordaçamento da justiça trabalhista, asfixiamento financeiro dos sindicatos; sucateamento dos serviços e das políticas públicas. Voltamos a viver o Brasil da miséria avassaladora, habitado por uma multidão de desempregados, famintos, subempregados e desalentados; um Brasil dos sobreviventes que foram obrigados a ver com os próprios olhos e de barriga vazia a ampliação da concentração da renda dos muitíssimos poucos.

Enfrentamos a pandemia e o oportunismo cruel de quem a utilizou para gerar ainda mais lucro – e desespero. Superamos tristezas insuperáveis. A classe trabalhadora foi o alvo principal da morte gerada pela ausência completa de políticas públicas e pelo chorume do fascismo. Teimamos. Percorremos bairros, colocamos carros de som para conversar com a população, exigimos Equipamento de Proteção Individual para quem não pôde deixar o trabalho presencial. Reinventamo-nos nas redes sociais e na organização das categorias de trabalhadores. Gritamos em defesa da vacina e do SUS, e a nossa pauta principal unificou-se em defesa da vida.

Entramos em 2022 determinados a vencer. Mudamos nosso lema de “Lula Livre” para “Lula Presidente” e assim fizemos uma reviravolta na história do Brasil, sem jamais termos a ilusão de que isso seria fácil. Fomos às ruas com vontade, conscientes de que deveria ser radicalizada a unidade da classe trabalhadora, dos movimentos sociais, dos sindicatos, da periferia, dos partidos políticos que ainda prezavam pela democracia; a unidade de tudo mais que se insurgisse contra o que estava dado em um tom verde-oliva de ditadura e morte.

Vencemos! No dia 1º de janeiro de 2022, Lula recebeu a faixa presidencial “das mãos do povo brasileiro”, e chorou ao lembrar que nas ruas do Brasil, “trabalhadoras e trabalhadores desempregados exibem, nos semáforos, cartazes de papelão com frases de pedidos de ajuda que nos envergonham”. Não tenho dúvidas de que a reviravolta que começou a ser dada com a saída de Lula da prisão naquele 8 de novembro de 2019 nos motivou a chegar até aqui. Mas é certo que foram a nossa luta e a nossa unidade que nos fizeram resistir.

Estamos agora diante do desafio de reconstruir o Brasil, onde o bolsonarismo ainda esperneia e grita estridente. Pela frente, muitas tarefas que exigem o respeito aos princípios da CUT: autonomia, liberdade sindical e solidariedade de classe. Para sair da rota da precarização, é urgente uma reforma estrutural dos sindicatos, que passe a dar conta das transformações do mundo do trabalho.

Precisamos lutar para que tenhamos sindicatos mais amplos, representativos, unificados e fortes. É urgente entender quem é a classe trabalhadora hoje. Independente das mudanças geradas pelos mais diversos fatores, é preciso insistir no trabalho de base, com diálogo sempre. Os trabalhadores e as trabalhadoras querem ser ouvidos e também querem ter instrumentos de fala.

É preciso lembrar que todas as conquistas são importantes quando se é trabalhador em um sistema socioeconômico letal. É preciso resgatar e celebrar a nossa história. A CUT é herdeira da resistência ao escravagismo; da organização dos primeiros sindicatos, da primeira greve geral de 1917. Nossa Central nasceu da luta pela redemocratização pós golpe e contra a ditadura militar.

A CUT é resultado da insistência da classe trabalhadora brasileira em ter direitos, democracia e justiça social. Chegamos aos 40 anos querendo muitos outros. As lutas que travamos nesses anos nos lembram que tudo que veio antes, faz com que estejamos aqui hoje, e dão a certeza de que somos parte de um processo – e de um projeto – que segue em expansão.

Vida longa à CUT.

Sinpro debate gestão democrática na CLDF

A poucos meses da realização de eleição para equipes gestoras nas escolas da rede pública, o deputado distrital Gabriel Magno (PT), presidente da Comissão de Educação, Saúde e Cultura da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), convocou audiência pública para debater a lei de gestão democrática, as cinco estratégias listadas na Meta 19 do Plano Distrital de Educação e as perspectivas para os próximos anos.

Compuseram a mesa de debates, além do deputado Gabriel Magno, a professora aposentada da SEE-DF e sócia fundadora do Centro de Educação Paulo Freire Vânia Rego, o coordenador do Fórum Distrital de Educação Júlio Barros, a diretora do Sinpro Mônica Caldeira e o representante da União dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Lucas Cruz.

Magno abriu as falas lembrando das 5 metas que compõem a meta 19 do Plano Distrital de Educação, que prevê a gestão democrática: fortalecer os mecanismos e instrumentos que assegurem a transparência e o controle social, ampliar os programas de apoio e formação aos conselheiros do Fundeb, consolidar o Fórum Distrital de Educação, criar a lei de responsabilidade educacional do DF, para definir as formas de controle das ações do poder Executivo pela gestão e financiamento da educação, e constituir a Secretaria de Educação como unidade executora orçamentária dos recursos da educação.

 

Sobrecarga de gestores

O deputado lembrou da importância do fortalecimento da equipe gestora das escolas, e lamentou que várias unidades da rede distrital estejam com número de gestores aquém do necessário. O apontamento de Magno foi corroborado por vários gestores presentes à audiência, alguns reclamando que precisam fazer as vezes de porteiro e auxiliar de manutenção.

“É importante que a lei garanta ao menos dois supervisores e dois coordenadores pedagógicos. A mudança de coordenadores a partir de portarias da SEE-DF, diminuindo o número desses profissionais por  escola, gera acúmulo de funções e prejudica todo o trabalho de gestão”, lembrou Gabriel Magno.

 

Gestão democrática e democracia na gestão

A professora Vânia Rego lembrou várias vezes em sua fala que é necessário escolher o que aplaudir: gestão democrática ou a ditadura, a opressão e governos que defendem a ditadura e opressão? “Defender os dois ao mesmo tempo é hipocrisia.” Vânia lembrou também o filósofo italiano Norberto Bobbio, que defendia que a consolidação da democracia se dá a partir não apenas do voto popular, mas dos espaços e de organismos de controle social gerados por essa sociedade. “Os conselhos de educação são uma dessas formas de controle social”, apontou.

 

Ausência de políticas educacionais e de arcabouço legal

Júlio Barros defendeu os conselhos de educação, e foi bem claro: “nenhuma das metas da meta 19 foi executada”. O coordenador do Fórum Distrital de Educação se disse preocupado com a presença de organizações de origem pouco claras, que defendem intervenção dos EUA no Brasil e querem no Conselho de Educação para debate. Para Júlio, a gestão da educação no Distrito Federal nunca será efetiva enquanto não houver um arcabouço legal à altura: “A gestão democrática no DF se dá com portarias e decretos, mas não existe um sistema legal que respalde todas essas decisões. Estamos oito anos atrasados na revisão da lei de gestão democrática. Por que não houve essa revisão?”

 

Fruto do neoliberalismo

A dirigente do Sinpro Mônica Caldeira lembrou do perfil individualista e autocrático que sempre permeou a gestão escolar ao longo das décadas. Para a dirigente do Sinpro e ex-gestora escolar, o ambiente escolar é “pautado nas premissas neoliberais de individualismo, meritocracia, valores capitalistas na educação da classe trabalhadora”, e apontou que não houve nenhuma dificuldade na implementação de militarização das escolas, uma vez que o ambiente escolar já estava todo voltado para as relações voltadas para os “cargos de confiança”.

Assim como o Plano Nacional de Educação (PNE), o Plano Distrital de Educação (PDE) é um conjunto de metas a serem cumpridas num prazo de 10 anos, que vence em 2024. A um ano da conclusão desse período, uma série de debates sobre os avanços, os desafios e as perspectivas para o futuro estão sendo realizados, com vistas à elaboração de novos planos (nacional e distrital) de Educação.

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Sinpro fortalece ato da CUT contra aumento abusivo do Inas

A CUT DF realizou nesta sexta-feira (25), na sede da Central, uma reunião com diversas categorias do serviço público representadas pelo Sinpro, Sindicato dos Enfermeiros, SAE, SINDIRETA e SINDSER, para falar sobre o aumento exorbitante nas mensalidades do GDF Saúde por meio do Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores do Distrito Federal (Inas). O deputado distrital Gabriel Magno também participou da reunião.

Sem qualquer tipo de negociação com representações de servidores(as) públicos do DF e sem apresentar uma planilha de custos do plano que justificassem a decisão, o Inas anunciou, no dia 15 de agosto, aumento de 22,5% nas mensalidades do GDF Saúde. Em muitos casos, o aumento supera os 100%, comprometendo o orçamento de muitos profissionais do magistério público – que compõem cerca de 45% do plano – além do caráter de proteção social do Instituto. Além disso, o órgão também anunciou mudança na forma de cobrança sobre dependentes incluídos no plano.

Os sindicatos e a CUT construíram uma ação unitária para que na próxima terça-feira (29) os(as) servidores(as) públicos possam comparecer ao plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) para apresentação do projeto de decreto legislativo (PDL) do deputado Gabriel Magno, que suspende a portaria nº 102 do Inas. A portaria 102 cria faixas por idade para a cobrança sobre dependentes. O valor, que era fixo (R$200 ou R$300 por dependente ativo; e R$400 por dependente aposentado) passa a ser de R$230 para beneficiários dependentes de até 25 anos; R$360 de 25 a 58 anos; e R$490 a partir de 59 anos.

 

Sinpro garante suspensão liminar do reajuste do Inas

O Juiz Daniel Eduardo Branco Carnacchioni, da 2ª Vara da Fazenda Pública do DF, concedeu liminar suspendendo a portaria nº 102/23, que aumentava os valores das mensalidades do titular do GDF saúde em pelo menos 22,5% (os percentuais dos dependentes eram ainda maiores) até julgamento final, e pediu que o Ministério Público seja notificado para, se quiser, intervir na ação coletiva. A decisão é válida apenas para professores(as) e orientadores(as) educacionais, uma vez que a liminar atende a ação do sindicato da categoria.

O Sinpro havia entrado com ação coletiva contra o INAS para suspensão da portaria 102/23. De acordo com o entendimento com o departamento jurídico do sindicato, a decisão monocrática do GDF Saúde é irregular e passível de questionamento.

Dois motivos baseiam a ação movida pelo Dr Lucas Mori, advogado do Sinpro: em primeiro lugar, o Conselho do Inas não foi consultado para a decisão do aumento. Isto significa que trabalhadores e usuários do plano não foram ouvidos.

O Conselho do Inas nunca foi implementado, fato que também gerou cobranças por parte da Comissão de Negociação do Sinpro, que esteve em reunião com a diretoria do Instituto na última segunda-feira.

Outro motivo que, no entender do dr. Lucas Mori, torna a decisão do GDF Saúde irregular é o fato de o instituto não ter seguido os critérios da ANAS para instituir faixas de mensalidade pela idade.

Pelo fato da ação ser liminar e de não ter contemplado todas as categorias de servidores(as) públicos(as), o ato da próxima terça-feira (29), às 14h, na Câmara Legislativa do DF está mantido. O objetivo do ato é reverter os aumentos estabelecidos de forma unilateral e defender o INAS dos desmandos do GDF, lembrando que o instituto é uma conquista das servidoras e servidores públicos do Distrito Federal.

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Dia da Visibilidade Lésbica

Dia 29 de agosto é o Dia Nacional da Visibilidade Lésbica desde 1996, quando aconteceu o 1° Senale (Seminário Nacional de Lésbicas), realizado no Rio de Janeiro. Em 2014, o Senale passou a se chamar Senalesbi, para incluir as mulheres bissexuais. O evento foi um marco na organização das mulheres lésbicas, que militavam dentro dos movimentos feministas e LGBTQIA+.

A reivindicação de visibilidade não é à toa. As mulheres lésbicas constituem um segmento da sociedade que sofre uma opressão específica, para além de serem mulheres, que é pela sua sexualidade. A opressão se intensifica ainda mais quando são negras.

Essa opressão se verifica, por exemplo, em discriminação no mercado de trabalho e em situações de violência nos espaços público e privado. Por isso, as principais reivindicações das mulheres lésbicas são o combate à violência, à lesbofobia e ao lesbocídio; a busca por direitos e dignidade, pela livre expressão de sua orientação sexual e identidade de gênero.

“Os nossos passos vem de longe, mas os nossos desafios continuam imensos”, considera Ana Cristina Machado, diretora da Secretaria de Raça e Sexualidade do Sinpro. “Neste mês em que se celebra a Visibilidade Lésbica, seis parlamentares receberam ameaças de morte e de violência sexual, contra elas e suas famílias. No dia a dia, milhares de trabalhadoras lésbicas sofrem ataques lesbofóbicos, ameaças de estupro ‘corretivo’ e de morte, agressões psicológicas e físicas”, destaca ela.

A deputada federal Daiana Santos (PCdoB-RS); as deputadas estaduais Rosa Amorim (PT-PE) e Bella Gonçalves (PSOL-MG); e as vereadoras Mônica Benício (PSOL), do Rio de Janeiro, e Iza Lourença e Cida Falabella, ambas do PSOL em Belo Horizonte registraram denúncias das ameaças de morte e de violência sexual que receberam. A Polícia Federal e o Ministério Público estão investigando.

A escola, como sabemos, é um espaço privilegiado de questionamento das opressões, pois pode contribuir muito para a reflexão e o pensamento crítico, bem como para o respeito, o acolhimento e a valorização da diversidade. Educar para a igualdade é um compromisso importante para firmarmos em celebração ao Dia da Visibilidade Lésbica!

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Sinpro apresenta resultado da pesquisa Aposentadoria Ativa feita com educadores aposentados

O Sinpro convida os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais aposentados(as) para reunião dia 29 de agosto, das 14h às 17h, na sede do Sinpro (SIG), para apresentação do resultado da pesquisa Aposentadoria Ativa. O objetivo do estudo, realizado de 04 de abril a 22 de maio de 2023, foi abrir um canal de comunicação com os(as) aposentados(as) por meio de uma pesquisa para conhecer o processo de aposentadoria na Secretaria de Educação do DF; a vida financeira; saúde e vida social destes(as) educadores(as).

Participe!

Reunião com delegados sindicais dia 29 de agosto

O Sinpro, por meio da Secretaria de Formação, realiza mais uma reunião com os(as) delegados(as) sindicais no dia 29 de agosto, às 19h, no auditório do Sinpro (SIG). Durante a reunião apresentaremos a formação por local de trabalho e informes jurídicos.

“A reunião com os delegados e delegadas é importante para debatermos temas relevantes e importantes para a nossa categoria. A nossa organização é fundamental para chegarmos às conquistas que tanto lutamos”, salienta a coordenadora da Secretaria de Formação do Sinpro, Vanilce Diniz.

É muito importante a participação de todos os delegados e delegadas regularmente eleitos(as) nas escolas. Somente a pressão da categoria organizada será capaz de ajudar na conquista de nossas vitórias.

 

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O mundo se despede da psicolinguista Emília Ferreiro

A Educação mundial perdeu, nesse sábado (26/8), uma de suas maiores teóricas. Faleceu, na Cidade do México, a psicolinguista argentina Emília Beatriz María Ferreiro Schavi. Nas descobertas resultantes de suas pesquisas acadêmicas, ela revelou que “a escrita da criança não resulta de simples cópia de um modelo externo, mas é um processo de construção pessoal”. Ela é considerada uma das maiores psicólogas e pedagogas da história da educação e uma das principais teóricas do campo da psicopedagogia na América do Sul e no mundo.

A frase supracitada resume um pouco de tudo que ela criou na teoria do construtivismo. O Sinpro lamenta e comunica, com profundo pesar, o falecimento da psicopedagoga, nesse sábado, aos 86 anos. Ela era doutora pela Universidade de Genebra, sob orientação de Jean Piaget – biólogo, psicólogo e epistemólogo suíço, considerado um dos mais importantes pensadores do século XX e criador da Teoria Cognitiva (ou teoria piagetiana, sobre a aprendizagem na educação infantil).

Ferreiro deixa um legado enorme para a área de Educação em todo o planeta. Ela deu prosseguimento às pesquisas piagetiana e, com base nisso, fez descobertas fundamentais que deram origem a sua teoria do construtivismo, que é base da educação pública no Brasil e no mundo. Seu pensamento é adotado pela Secretaria de Estado da Educação do Distrito Federal (SEE-DF). Um dos exemplos é o Currículo em Movimento.

Ferreiro é uma das teóricas com mais influência sobre a educação brasileira nas últimas décadas do século XX e nas primeiras do século XXI. A psicolinguista era argentina e saiu do país após o golpe de Estado civil-militar nos anos 1970. Sua pesquisa e seus livros causaram grande impacto na educação mundial e, no Brasil, isso ocorreu a partir de meados dos anos 1980 e modificou a concepção que se tinha do processo de alfabetização. No Brasil, o construtivismo começou a ser adotado em São Paulo, nos anos 1980. Depois se expandiu e influenciou até mesmo as normas de Educação do Estado nacional, as quais estão expressas nos Parâmetros Curriculares Nacionais.

Com muitos livros publicados, a obra “Psicogênese da Língua Escrita” é considerada a mais importante. É nessa obra que ela revela os processos de aprendizado das crianças e põe em questão os métodos tradicionais de ensino da leitura e da escrita. Ferreiro provou, em sua pesquisa, que “ler não é decifrar e escrever não é copiar”. Em síntese, sua pesquisa mostra que as crianças não aprendem do jeito que são ensinadas.

Numa entrevista à revista Nova Escola, em 2008, a educadora Telma Weisz, ex-aluna de Emília Ferreiro, afirmava que “a história da alfabetização pode ser dividida em antes e depois de Emília Ferreiro”. Nessa mesma matéria, a Nova Escola informa que “tanto as descobertas de Piaget como as de Emília levam à conclusão de que as crianças têm um papel ativo no aprendizado e constroem o próprio conhecimento – daí a palavra construtivismo”. Clique no link a seguir e conheça um pouco da teoria construtivista e as ideias de Ferreiro adotadas no Brasil: https://web.archive.org/web/20090330011606/http://revistaescola.abril.com.br/lingua-portuguesa/alfabetizacao-inicial/estudiosa-revolucionou-alfabetizacao-423543.shtml

 

 

Biografia resumida  

Emília Ferreiro nasceu em 5 de maio de 1936 na Argentina. Faleceu, nesse sábado (26/8), na Cidade do México. Doutorou-se na Universidade de Genebra, sob orientação do biólogo Jean Piaget, cujo trabalho de epistemologia genética (uma teoria do conhecimento centrada no desenvolvimento natural da criança) ela deu continuidade, estudando um campo em que o mestre não havia explorado: a escrita.

A partir de 1974, Emília desenvolveu, na Universidade de Buenos Aires, uma série de experimentos com crianças que deu origem às conclusões apresentadas em Psicogênese da Língua Escrita, assinado em parceria com a pedagoga espanhola Ana Teberosky e publicado em 1979. Ela se tornou professora titular do Centro de Investigação e Estudos Avançados do Instituto Politécnico Nacional, da Cidade do México, onde passou a residir após o golpe de Estado civil-militar aplicado contra a Argentina nos anos 1970.

Além da atividade de professora – que exerceu também viajando pelo mundo, incluindo frequentes visitas ao Brasil –, a psicolinguista esteve à frente do site www.chicosyescritores.org, em que estudantes escrevem em parceria com autores consagrados e publicam os próprios textos.

Com informações da revista Nova Escola

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Sessão solene na Câmara dos Deputados homenageia os 40 anos da CUT

Em homenagem aos 40 anos da Central Única dos Trabalhadores (CUT), comemorados nesta segunda-feira (28), a Câmara dos Deputados, por meio do deputado Vicentinho (PT-SP), realizou uma sessão solene para celebrar e relembrar todas as lutas travadas pela CUT em defesa da classe trabalhadora. Diretores(as) do Sinpro participaram da atividade, que também teve a presença do presidente nacional da CUT, Sérgio Nobre, e de Rodrigo Rodrigues, presidente da CUT DF.

Durante a sessão solene os(as) presentes no Plenário da Casa promoveram um minuto de palmas em homenagem ao professor, dirigente da Apeoesp e ex-presidente da CUT, João Felício, e a Kjeld Jakobsen, eletricista e também ex-presidente da Central, falecidos nos últimos anos.

A maior central sindical da América Latina nasceu em plena ditadura para lutar pela redemocratização do país e enfrentar um modelo de organização sindical que não representava os(as) trabalhadores(as). Além da Câmara dos Deputados, a celebração pelas quatro décadas de fundação da Central está sendo feita em Assembleias Legislativas de São Paulo, Rio Grande do Sul e Espírito Santo, na Câmara Municipal da cidade de São Paulo e também de Santo André, Diadema, Mauá, Campinas, Limeira e no Distrito Federal.

Em 1983, a CUT nascia lutando pela democracia, pela volta das eleições diretas, pelos direitos dos(as) trabalhadores(as) e na defesa do salário. Hoje, 40 anos depois, a manutenção da democracia e dos direitos sociais e trabalhistas continuam sendo bandeiras de luta. As quatro décadas de fundação da CUT consolida a unidade do movimento sindical e as inúmeras vitórias para o conjunto da classe trabalhadora do Brasil.

Jair Meneguelli, ex-presidente da CUT por onze anos. “A entidade foi criada durante o 1º Congresso Nacional da Classe Trabalhadora (CONCLAT). Desde então, a classe trabalhadora brasileira tem papel fundamental em toda história de luta. O movimento sindical não é apenas movimento reivindicatório. Nós somos, enquanto sindicalistas, ente político deste país. Temos que discutir porque tudo passa pela política. É preciso ampliar esta luta sempre”, ressalta.

Confira todas as fotos da sessão solene no Facebook do Sinpro.

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Uma história de luta em defesa da classe trabalhadora

A Central Única dos Trabalhadores completa 40 anos neste 28 de agosto. Nascida a partir da insistência da classe trabalhadora em ter direitos, democracia e justiça social, a Central encarou desafios que, muitas vezes, pareceram insuperáveis. Seja no início de sua construção, diante da ditadura militar, ou depois de já consolidada, quando enfrentou com bravura o desgoverno Bolsonaro.

Ao completar 40 anos, a CUT se vê diante de um cenário distinto, com um novo modelo de exploração capitalista, que tem como um dos principais pilares um mundo do trabalho plataformizado, pulverizado e precarizado. Com isso, a Central Única dos Trabalhadores se debruça sobre a construção de um formato de organização capaz de dialogar e defender os milhares de trabalhadores e trabalhadoras submetidos a esse sistema.

Entretanto, a mudança dos rumos políticos do Brasil apresenta à CUT tempos de mais esperança, com possibilidades reais de resgate dos direitos e da dignidade do povo brasileiro. A postura da Central, todavia, deve permanecer sendo a classista. Cabe à CUT se manter fiel aos seus princípios de liberdade, autonomia e solidariedade de classe. E dessa forma, atuar para a conscientização da população sobre a necessidade da manutenção e da conquista de políticas públicas voltadas à redução das desigualdades socioeconômicas.

Fortaleçamos a CUT, que segue firme na construção de uma história de luta em defesa da classe trabalhadora.

Parabéns Central Única dos Trabalhadores! Que venham muitos outros anos.

 

Diretoria Colegiada do Sinpro-DF

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Câmara Federal realiza sessão solene em comemoração pelos 40 anos da CUT

Em comemoração aos 40 anos da Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Câmara Federal, por meio do deputado Vicentinho, realiza uma Sessão Solene em homenagem à CUT no dia 28 de agosto, a partir das 10h, no Plenário Ulysses Guimarães. A sessão faz parte de uma série de atividades em respeito à Central.

A criação da CUT desafiou a legislação sindical da década de 1980, que proibia a organização dos(as) trabalhadores(as) de diferentes categorias em uma só entidade e, mesmo assim, foi a primeira central sindical criada após o golpe de 1964 e a primeira no país a ser lançada pela base. Essa história começou em um 28 de agosto de 1983 e, pela voz e voto de mais de cinco mil trabalhadores e trabalhadoras vindos de todas as regiões do país, nascia a CUT.

Em números exatos foram responsáveis pela criação da Central 5.059 delegados(as), representando 912 entidades – 335 urbanos, 310 rurais, 134 associações pré-sindicais e 99 associações de funcionários públicos, cinco federações, oito entidades nacionais e confederações. Trabalhadores e trabalhadoras que ocuparam o galpão que um dia sediou o maior estúdio cinematográfico brasileiro, o extinto Vera Cruz.

 

➖ Sessão Solene em Homenagem aos 40 anos da CUT

🗓️ Dia 28/8

🕙 a partir das 10h

📍 Plenário Ulysses Guimarães, Câmara Federal

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