Sinpro garante suspensão liminar do reajuste do Inas

O Juiz Daniel Eduardo Branco Carnacchioni, da 2ª Vara da Fazenda Pública do DF, concedeu liminar suspendendo a portaria nº 102/23, que aumentava os valores das mensalidades do titular do GDF saúde em pelo menos 22,5% (os percentuais dos dependentes eram ainda maiores) até julgamento final, e pediu que o Ministério Público seja notificado para, se quiser, intervir na ação coletiva.

A decisão é válida apenas para professores(as) e orientadores(as) educacionais, uma vez que a liminar atende a ação do sindicato da categoria.

O Sinpro havia entrado com ação coletiva contra o Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores do GDF (Inas) para suspensão da portaria 102/23. De acordo com o entendimento com o departamento jurídico do sindicato, a decisão monocrática do GDF Saúde é irregular e passível de questionamento.

Dois motivos baseiam a ação movida pelo Dr Lucas Mori, advogado do Sinpro: em primeiro lugar, o Conselho do Inas não foi consultado para a decisão do aumento. Isto significa que trabalhadores e usuários do plano não foram ouvidos.

O Conselho do Inas nunca foi implementado, fato que também gerou cobranças por parte da Comissão de Negociação do Sinpro, que esteve em reunião com a diretoria do Instituto na última segunda-feira.

Outro motivo que, no entender do dr. Lucas Mori, torna a decisão do GDF Saúde irregular é o fato de o instituto não ter seguido os critérios da ANAS para instituir faixas de mensalidade pela idade.

 

Ilegalidade flagrante

Em seu despacho, o Juiz Daniel Carnacchioni analisa os argumentos do Sinpro, e entende que “há vício de competência em relação à Portaria, pois a Diretora Presidente do INAS não tem a atribuição legal de alterar os percentuais máximos e mínimos das contribuições dos beneficiários”. No entender do magistrado, “o diretor presidente não tem competência para alterar os percentuais máximo e mínimo das contribuições dos beneficiários. Tal competência administrativa, que é irrenunciável, é do Poder Executivo, a partir de provocação do Conselho de Administração do INAS”, conselho este que ainda não foi instituído.

Ainda de acordo com o juiz Daniel Carnacchioni, “há evidente ilegalidade na portaria n.º 102, que exige controle judicial. (…) Jamais o INAS poderia estabelecer novos percentuais de contribuições por portaria. Trata-se de erro técnico grave. Os percentuais devem ser fixados por ato normativo, em especial regulamento do Poder Executivo, conforme imposto por lei. Portanto, seja por vício de competência ou de forma, a ilegalidade é flagrante”.

“O Sinpro sempre defendeu o plano do GDF saúde, pois nossa categoria sempre careceu de um plano de sáude. Não abriremos mão de que esse plano continue a cumprir sua função de proteção social”, disse Élbia Pires, coordenadora da secretaria de assuntos de saúde do trabalhador do Sinpro.

Por ser decisão liminar e não atingir à totalidade dos servidores, ela ainda vai a julgamento – portanto, é passível de reversão. Por isso, está mantida a convocação da categoria a comparecer à Câmara Legislativa na próxima terça-feira (29/08) às 14h para pedir o apoio dos parlamentares ao Projeto de Decreto Legislativo (PDL) do deputado Gabriel Magno (PT), que suspende a portaria nº 102 do Inas.

Outros sindicatos estarão nesse ato. A presença de toda a categoria é fundamental.

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O que representa, para a Educação, a retirada do Fundeb e do FCDF do Arcabouço Fiscal

Uma vitória da classe trabalhadora marcou a história do Distrito Federal, e do Brasil, nesta semana. Das emendas feitas pelo Senado Federal no Arcabouço Fiscal (Projeto de Lei Complementar (PLP) 93/2023) para amenizar a dureza da Emenda Constitucional 95/16 (EC95), a Câmara dos Deputados aprovou o novo texto, deixando de fora do documento o Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF) e o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

A decisão dos(as) deputados(as) federais está estreitamente relacionada à força da mobilização da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), do Sinpro e de outras categorias e consolida a importância do investimento de recursos financeiros públicos na Educação e do FCDF para o funcionamento do Distrito Federal. O FCDF é importante porque é dinheiro público destinado às segurança, saúde, educação e a outros setores primários do Distrito Federal. Na época em que esse fundo não existia, havia um histórico de atrasos em pagamento de salários e falta de investimentos nesses e em setores essenciais para a população da capital do País. O Fundeb, por sua vez, é importante porque é a fonte de financiamento da educação básica de todo o País.

 A trajetória desses fundos no vaivém do Arcabouço Fiscal dentro do Congresso Nacional foi feita de recuos e avanços. Quando o governo federal apresentou o PLP 93/23 à Câmara, buscou corrigir e eliminar as injustiças impostas pela EC 95/16, mas as bancadas neoliberais, por intermédio do relator deputado Cláudio Cajado (PP-BA), desconfiguraram completamente o texto original. Dentre os vários problemas criados, incluíram o Fundeb e o FCDF no teto de gastos. No Senado, esses fundos foram retirados do texto aprovado pelos(as) deputados(as). De volta à Câmara, o texto foi votado, nessa terça-feira (22/8), e os dois fundos ficaram de fora graças à pressão dos movimentos sindical, populares e sociais.

Teto de gastos e a necessidade de mobilização diária

Na avaliação do Sinpro, o conceito de “teto de gastos” contido na EC 95 deve ser extinto do Brasil. Esse conceito foi criado por meio do golpe de Estado de 2016 por setores neoliberais e pelo sistema financeiro para retirar dinheiro público dos setores primários do Estado nacional e, principalmente, para desviar percentuais elevados do Orçamento público para financiar uma dívida pública obscura e não auditada. O ideal para o Brasil é auditar a dívida pública e repensar o sistema fiscal do País para taxar os super-ricos e garantir o financiamento público dos setores primários, como prevê a Constituição Federal.

No entanto, modificar esse cenário depende da mobilização da classe trabalhadora e das forças políticas que atuam no Congresso Nacional, cujas maiorias definem os tons das vitórias e das derrotas. Se houver força e número de votos nas bancadas progressistas, as causas da classe trabalhadora serão vitoriosas. Mas, se essa maioria estiver nas bancadas neoliberais, que são muitas, irão prevalecer os interesses mercantilistas contra os direitos trabalhistas.

O resultado da votação do Arcabouço Fiscal, nesta semana, na Câmara dos Deputados, é um exemplo da importância da luta das categorias, que obrigaram os(as) deputados(as) a retirarem os dois fundos do texto do teto de gastos.

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Divulgada banca para novo processo seletivo simplificado de temporários

O Diário Oficial distrital desta quinta-feira (24/8) publicou, à pág. 61, aviso de resultado de procedimento de dispensa de licitação. Por essa publicação, fica informado que o Instituto Americano de Desenvolvimento (Iades) é a instituição sem fins lucrativos especializada para “realizar o processo seletivo simplificado da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal, para formação de banco de professores substitutos, para contratação temporária”. Isso significa que o processo seletivo está próximo.

Ainda que o processo seletivo para cadastro reserva de professores(as) seja importante, é importante lembrar que a defasagem de profissionais do magistério na rede distrital é muito grande. Dentre as pessoas que estão em regência de classe, estima-se que 2/3 sejam de profissionais em regime de contrato temporário.

 

Convoca já!

Uma das conquistas da última greve foi o compromisso da SEE-DF de nomeação de todos os aprovados para as vagas imediatas e para cadastro reserva. A cobrança desse item fundamental é parte integrante das demandas da Comissão de Negociação do Sindicato, que está em constante cobrança nas reuniões junto à SEE-DF.

Manteremos a categoria informada tão logo tenhamos novidades a esse respeito.

Também é parte integrante do acordo de suspensão da greve e pauta das reuniões da comissão de negociação a autorização para a realização de novo concurso público, para nomeação de mais profissionais efetivos para a rede distrital de ensino.

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Por uma inclusão verdadeira: conheça o trabalho da Sala de Recursos do CEF 5 do Gama

Embora costumeiramente se pense no desenvolvimento pleno de uma sociedade como o avanço das suas tecnologias e a ampliação do seu conhecimento sobre o universo em que ela se insere, um indicador fundamental da evolução de uma sociedade é sua capacidade de incluir. Ao longo da história da humanidade, a luta para que as desigualdades sejam desnaturalizadas e combatidas fez avançar os padrões de civilização.

Foi a luta das pessoas com deficiência, por exemplo, que fortaleceu as políticas públicas para esse setor. Acessibilidade e visibilidade são condições para que as pessoas com deficiência – seja ela física, sensorial, intelectual, múltiplas – possam desfrutar do mundo tanto quanto as demais pessoas.

A inclusão é um pressuposto da civilidade e da democracia, e a educação cumpre um papel fundamental nisso. De um lado, é preciso garantir condições de aprendizagem adequadas para as pessoas com deficiência, de outro lado, a educação também tem o potencial de questionar os valores da desigualdade e da exclusão.

Por isso, o Sinpro costuma afirmar e reafirmar a importância de o GDF investir nas reformas que sejam necessárias nas escolas, na formação e na qualificação de profissionais da educação para atuar com esse setor, na nomeação de monitores e monitoras, em equipar as salas de recursos. E, sobretudo, valorizar os profissionais de educação, que se dedicam de corpo e alma a realizar bem seu trabalho, pelo bem dessas crianças e adolescentes e pelo bem da sociedade como um todo.

 

Experiências que orgulham o DF

A rede pública do DF tem profissionais qualificados(as) e dedicados(as), bem como experiências exitosas em educação especial e educação inclusiva. A sala de recursos do CEF-05 do Gama, por exemplo, é uma referência no DF no atendimento de estudantes com deficiência, TEA (transtorno do espectro autista) e altas habilidades.

A sala dispõe de ferramentas pedagógicas variadas e de um corpo docente que colhe as crianças e adolescentes e as acompanha no dia-a-dia da sala de aula. “É importante orientar o professor ou professora na adequação curricular e de material desses estudantes”, aponta o professor Anderson Guimarães. “A questão é atender demandas específicas. Portanto, não se trata de um trabalho sofisticado, mas sim, de um trabalho com foco”, completa ele.

Na sala de recursos, os materiais são fartos e diversos: instrumentos musicais, microscópios, jogos, objetos de interesse científico, uma horta e até uma impressora tridimensional. Os professores destacam a importância do trabalho dos monitores, do empenho da direção da escola e da aplicação da verba necessária. “Só é possível desenvolver um bom trabalho, no qual o aluno ou aluna tenha o atendimento adequado, com a disponibilização de verba para isso”, ressalta o professor Cosme André, que está readaptado e cuida com todo carinho da sala de recursos do CEF 05.

Falando em inserção na sociedade, a Feira de Ciências do CEF 05 desenvolveu uma atividade na qual os estudantes regulares experimentam sentir o mundo como seu colega que tem uma deficiência. A intenção é promover o hábito de se colocar no lugar do outro, e que os colegas entendam, com mais concretude, a importância da inclusão. “Criar um ambiente acolhedor na turma requer ações pedagógicas importantes que beneficiarão a todos”, afirma André.

 

Construir autonomia com acolhimento

Para a construção de um ambiente acolhedor, onde todos os estudantes sejam parceiros, comprometam-se com o projeto de inclusão, o trabalho do profissional de educação é decisivo. A experiência e o olhar atento ajuda, inclusive, a identificar estudantes que chegam à escola sem que os pais ou responsáveis saibas que ali há diagnóstico de TEA, por exemplo. Assim, a partir da escola, a família procura os profissionais de saúde apropriados para ter um laudo e melhor construir o caminho daquela criança ou adolescente.

“O que buscamos é a construção da autonomia dos estudantes com deficiência, TEA ou altas habilidades. Que vão para o ensino médio, para a universidade, para o mercado de trabalho”, diz o professor Anderson. “Se esses estudantes tiverem o atendimento adequado, vão desenvolver suas potencialidades e melhor se inserir na sociedade”, completa ele.

O CEF 05 tem experiências de sucesso para apresentar. Estudantes ali formados, atendidos pela sala de recursos, hoje ocupam seu lugar na UnB, em cursos como Engenharia, por exemplo. “Nosso trabalho pode fazer muita diferença na trajetória de tantas crianças e adolescentes com deficiência, TEA ou altas habilidades. Para termos sucesso, é preciso investimento do governo, é preciso recursos”, reafirma o professor André.

Os profissionais de educação dedicam suas vidas, seu tempo – inclusive fora do horário de trabalho – a contribuir para que seus estudantes realizem seu potencial e seus sonhos. O governo precisa fazer a parte dele.

 

Educar para a inclusão

Para a diretoria do Sinpro, é dever do Estado oferecer a alunos e alunas com deficiência as condições necessárias para que o processo de ensino-aprendizagem lhes esteja disponível sem contratempos. Para que isto ocorra, é necessário que toda a infraestrutura, física e humana, seja pensada para isso. São necessários, para além de uma estrutura arquitetônica amigável, profissionais para cuidar, atender e educar crianças e jovens com deficiência.

Esses profissionais devem ter formação adequada para atender a estudantes com deficiência, servidores(as) que sejam bem remunerados e que escolhem trabalhar com alunos com esse perfil porque assim o desejam – e não porque precisam. Também é importante que não estejam sobrecarregados de trabalho, e que a escola disponha de monitores, profissionais suficientes na coordenação, orientação educacional, e professores(as) suficientes em regência de classe.

>> Leia mais: NOTA DA DIRETORIA: GDF PRECISA CUIDAR DA EDUCAÇÃO ESPECIAL 

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Inscreva-se para o VI Encontro Anual da Rede Nacional de Ciência para Educação

O VI Encontro Anual da Rede Nacional de Ciência para Educação (Rede CpE) acontecerá de 19 a 21 de outubro de 2023 no Centro Cultural da ADUnB em Brasília. As inscrições estão abertas e, até dia 10 de setembro, podem ser feitas com desconto pela página do Encontro. 

O tema deste ano será Conversas em Rede, e serão debatidas emoções e aprendizagem; estratégias pedagógicas inclusivas para melhorar o ensino para todos; a digitalização da aprendizagem e IA na Educação; aprendizagem criativa baseada em evidências; entre outros subtemas. Os objetivos do evento são: discutir políticas públicas a partir da perspectiva da ciência para educação; disseminar pesquisas e ações realizadas pelos grupos de pesquisa associados à Rede CpE; promover trocas entre os pesquisadores, professores e estudantes; e incentivar novas colaborações.

Pesquisadores(as) e pós-graduandos(as) podem submeter seu resumo e apresentar seus resultados de pesquisa na sessão de pôsteres durante o VI Encontro. Parte dos trabalhos, que se destacarem pelo mérito científico, serão selecionados para comunicações orais. O prazo para submissão é 28/08, e mais informações podem ser encontradas no site do evento

​Paralelamente ao encontro, acontecerá o II Evento Satélite da Cátedra Unesco de Ciência para Educação (dia 18 de outubro) e a cerimônia de premiação do II Prêmio CpE na Sala de Aula.

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Invisibilizados – Exposição fotográfica retrata temática racial, étnica e social

 

O fotógrafo brasiliense Marco Mota apresenta de 24 de agosto a 5 de outubro, na sede do Sinpro (SIG), a mostra Invisibilizados, um trabalho artístico relacionado à temática racial, étnica e social. A atividade é gratuita e os(as) interessados(as) poderão conferir o trabalho de 8h às 18h.

O projeto exibirá uma coleção com 21 fotografias autorais, tratadas em múltiplos processos de sobreposição de imagens, colagens e intervenções digitais. Desse total, 14 delas têm como base reproduções de registros históricos digitalizados e disponibilizados pelo Arquivo Público do DF e pelo Instituto Moreira Sales. “Os trabalhos têm como objetivo principal ampliar o debate sobre temas ainda tão presentes em nossa sociedade, e retratam situações de preconceito, privação de direitos, falta de acesso e de exclusão, em diferentes momentos da nossa história”, afirma Marco Mota.

A abertura da exposição marca o Dia Mundial da Fotografia, celebrado em todo o mundo em 19 de agosto. Nessa data, em 1839, a Academia Francesa de Ciências anunciava a invenção do daguerreótipo, o antecessor das câmeras fotográficas.

    

 

Depois de encerrada a exibição de Invisibilizados, a inciativa, que tem como apoiador principal o Sinpro-DF, terá ainda um desdobramento direcionado à educação. Serão realizadas visitas a escolas públicas do Distrito Federal, a serem definidas posteriormente, para a apresentação do trabalho. O fotógrafo Marco Mota participará destas visitas e detalhará aos(às) alunos(as) os processos de concepção e de produção, além das técnicas utilizadas.

 

 

Até 5 de outubro escolas que queiram levar suas turmas para visitar a exposição poderão agendar a visitação pelo e-mail secretaria.cultura@sinprodf.org.br. Informações: (61) 3343-4202. “Em 2023, com o apoio imprescindível do Sinpro, estabelecemos uma parceria com o professor Marco Antônio Mota, que realiza um trabalho fotográfico sensível e denso, cujos temas apresentados nessa exposição estão em sintonia com a agenda política-cultural do sindicato e com os anseios da nossa população brasileira, que vive um momento de resgate de suas identidades. A exposição irá surpreender os visitantes com a beleza das obras e, com certeza, despertará sentimentos pela profundidade com que são construídas”, ressalta o professor Luis Guilherme.

 

 

SERVIÇO

Invisibilizados – exposição fotográfica

Local: Sinpro-DF (SIG Quadra 6 Lote 2260)

Abertura: 24 de agosto (quinta-feira), às 19h

Data: 24/8 a 5/10/2023

Horário de funcionamento: comercial, 8h às 18h

Informações: (61) 3343-4202

 

 

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Justiça determina revisão da Gase de orientadores(as) aposentados(as)

O Sinpro ganhou na Justiça do Distrito Federal ação coletiva que garante a contagem de todo o tempo na carreira de orientador educacional para fins de incorporação da Gratificação de Atividade de Suporte Educacional (Gase) após a aposentadoria.

Muitos(as) orientadores(as) educacionais que trabalharam durante anos na SEE-DF tiveram o valor da Gase drasticamente reduzido: o GDF entendia que somente o tempo trabalhado após 2004 poderia ser contado para fins de incorporação da gratificação. Isso causava grandes discrepâncias entre os aposentados mais antigos e aqueles mais recentes.

“Além de corrigir uma grande injustiça contra orientadores(as) que durante anos serviram de forma exemplar o ensino público do DF, com essa decisão judicial o Sinpro garante o respeito à categoria do magistério público”, aponta a coordenadora da secretaria de assuntos dos aposentados, Elineide Rodrigues.

“Esta decisão significa uma vitória importante para os(as) Orientadores(as) Educacionais. Como nós passamos a ter direito à GASE, a partir 2004 esta decisão corrige esse desrespeito e desvalorização com estes profissionais de educação. O Sinpro está atento e atuante na defesa dos direitos conquistados e adquiridos”, declarou Luciano Matos, orientador educacional e diretor do Sinpro.

Se você é orientador(a) aposentado(a) e está na situação acima mencionada, marque um  atendimento jurídico no sindicato para confirmar se seu caso faz jus ou não, e entregar a documentação para o sindicato ingressar em juízo.

 

ATENÇÃO: Contato do jurídico apenas para agendar atendimento presencial

O Escritório de advocacia Resende Mori e Hutchison, que representa o Sinpro, está entrando em contato com servidores identificados como prováveis afetados pela decisão.

No entanto, é sempre importante lembrar que esse contato tem como objetivo tão somente agendar atendimentos na sede ou subsedes do Sinpro. O sindicato ou funcionários(as) do escritório de advocacia NUNCA PEDEM qualquer quantia em DINHEIRO para a liberação de precatórios NEM SOLICITAM qualquer DEPÓSITO BANCÁRIO para a liberação de processos jurídicos.

Em caso de dúvidas, ligue para o Sinpro ou para o escritório Resende Mori e Hutchison Advocacia (3031-4400 – WhatsApp).

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UnB está entre as sete melhores universidades federais do País em ranking internacional

A Universidade de Brasília (UnB) está entre as sete melhores universidades federais, e, no cenário nacional, aparece entre 10 mais bem avaliadas do Brasil, segundo o Ranking de Xangai ou Academic Rankin of World Universities (ARWU). O site da UnB informa que, se consideradas as participantes do mundo nessa classificação, ela é uma das oitocentas instituições mais bem avaliadas (faixa 701-800).

Todo ano o Ranking de Xangai classifica mais de 2.500 universidades e, as melhores, aparecem na lista. Em 2022, a UnB também figurou entre as 10 melhores federais (posição 8a-10a) e entre, no cenário nacional, foi classificada entre as 13 (posição 11a -13a) mais bem avaliadas. Este ano, a instituição subiu duas categorias. No ranqueamento mundial, não houve alteração.

Nesta edição do Ranking de Xangai, foram listadas 18 universidades na avaliação nacional e 15 na classificação das federais. Em entrevista ao site da UnB, a reitora Márcia Abrahão disse que “esse ótimo resultado é uma conquista de toda a comunidade da Universidade de Brasília. Mesmo ainda sofrendo efeitos dos graves e constantes cortes orçamentários promovidos contra a nossa instituição nos governos anteriores, nós nos reafirmamos como uma universidade de excelência. Temos compromisso com a valorização da educação pública, sabemos que só por meio do ensino, da pesquisa e da ciência vamos reconstruir o Brasil”.

O site da UnB comemora a nota. A decana de Planejamento, Orçamento e Avaliação Institucional, Denise Imbroisi, disse que “a melhora na avaliação da UnB mostra a dedicação e o esforço de docentes, estudantes e técnicos-administrativos em fazer da Universidade de Brasília uma instituição cada vez mais relevante para o desenvolvimento social e economia do Brasil”. E completou: “Tivemos uma melhor performance no Ranking de Xangai, evidenciando as nossas pesquisas e nossa inegável contribuição para a ciência. Continuamos trabalhando para promover ainda mais a inovação na comunidade acadêmica e apoiando a publicação de artigos científicos pelos nossos pesquisadores”.

Ranking de Xangai

Ainda segundo apuração do site da UnB, o Ranking de Xangai utiliza seis indicadores para avaliar as universidades: ganhadores de prêmio Nobel e Medalhas Fields entre egressos; ganhadores de prêmio Nobel e Medalhas Fields entre pesquisadores; pesquisadores altamente citados em revistas internacionais selecionados pela Clarivate; número de artigos publicados nas revistas Nature e Science entre 2018 e 2022; artigos indexados no Science Citation Index-Expanded e Social Science Citation, em 2022; e um indicador que pondera os escores dos cinco indicadores anteriores pelo quantitativo de pessoas que atuam na área acadêmica da instituição.

“O Ranking de Xangai foi publicado pela primeira vez em junho de 2003 pela Shanghai Jiao Tong University, China, e atualizado anualmente. Desde 2009, quem cuida do ranking é a Shanghai Ranking Consultancy, uma organização independente em inteligência de ensino superior que não é subordinada a nenhuma universidade ou agência governamental”, finaliza.

 

Com informações do site da UnB.

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VPNIs de décimos e quintos devem ser reajustadas na folha de agosto

Com o reajuste geral concedido às servidoras e servidores públicos do GDF, dividido em três parcelas de 6%, algumas VPNIs (Vantagem Pessoal Nominalmente Identificada) dos profissionais do magistério devem ser reajustadas. 

Entretanto, a Secretaria de Educação não conseguiu concluir todos os cálculos, que são individuais, e, assim sendo, professores(as) e orientadores(as) educacionais que recebem VPNIs de décimos e quintos não perceberam o acréscimo no mês 7, quando ele deveria ter ocorrido. De acordo com a SEEDF, o problema está identificado e deve ser sanado na folha do mês 8, com o pagamento, também, do retroativo referente a julho.

O Sinpro orienta que aqueles e aquelas que se encontram nesse caso (VPNIs de décimos e quintos) confiram o valor de sua(s) VPNI(s) – pode ser que um profissional tenha mais de uma – no contracheque do mês 6 e compare com o mês 8. Em havendo se mantido o mesmo valor, a SEEDF continua em dívida com esse(a) profissional: será necessário abrir um processo de Repag. Profissionais da ativa podem fazê-lo via SEI (Sistema Eletrônico de Informações), e aposentadas e aposentados deverão comparecer à sede da sua regional ou à Sugep (Subsecretaria de Gestão de Pessoas da SEEDF) e efetuar a solicitação de Repag no protocolo. Para solucionar dúvidas, procure um diretor ou diretora ou o jurídico do Sinpro.

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Gestão democrática: processo para eleições diretas começa dia 21

Inscrições dos(a)s candidatos(as) ao Conselho Escolar e das chapas de diretor(a) e vice-diretor(a) ao processo eleitoral da gestão democrática nas escolas do DF será de 21 a 25 de agosto. As eleições estão programadas para dia 25 de outubro. Embora a gestão democrática seja um direito garantido na Constituição Federal, apenas nove unidades da federação têm eleição direta para diretor(a), vice-diretor(a) e para o Conselho Escolar. O DF é uma delas.

 

 

Segundo o diretor do Sinpro-DF Bernardo Távora, titular representante do Sindicato na Comissão Eleitoral Central, a conquista é resultado da atuação de um sindicado do magistério público forte e consciente e de uma base mobilizada e atuante”. “As eleições diretas para diretor e diretora, vice-diretor e vice-diretora e Conselho Escolar estabelecem parâmetros e instrumentos de participação que fortalecem a democracia nas escolas públicas”, destaca o sindicalista.

Entretanto, Bernardo Távora afirma que as eleições diretas são apenas uma das etapas gestão democrática. “Efetivamente, é no dia a dia, com o processo democrático de decisão e o envolvimento dos diversos atores, que ela (a gestão democrática) se consolida como ferramenta imprescindível de fortalecimento da escola como formadora de cidadãos e cidadãs críticos e críticas”, diz.

A suplente representante do Sinpro na Comissão Eleitoral Central, Ritinha Olly, destaca que é essencial participar das eleições diretas para a gestão democrática e de todo processo de escolha dos rumos das escolas. “É importante que tenhamos tanto um número grande de chapas – e, consequentemente, de projetos – para diretor e diretora, vice-diretor e vice-diretora e candidatos e candidatas ao Conselho Escolar, como ampla participação no dia da votação. A gestão democrática é uma valiosa conquista da categoria do magistério público do DF. Ela expressa a concepção de Educação que entende a escola como espaço coletivo de aprendizagem e convivência, e contempla os princípios de participação, pluralismo, autonomia, transparência e qualidade social. Depende de nós fortalecer esse projeto.”

No DF, a Lei da Gestão Democrática (Lei nº 4.751/2012) é de autoria da então deputada distrital Rejane Pitanga e, sobretudo, um produto da trajetória da categoria do magistério público em defesa de uma educação pública de qualidade socialmente referenciada. O remédio legal propõe ainda outros instrumentos de participação e controle social, como o Conselho de Classe, Conselho de Educação do DF, Fórum Distrital de Educação, Conferência Distrital de Educação, Assembleia Geral Escolar e grêmio estudantil.

 

Participação
O processo de eleições diretas para a gestão democrática nas escolas do DF exige uma série de pré-requisitos para se candidatar ao Conselho Escolar, diretor(a) ou vice-diretor(a).

Para o Conselho Escolar, podem se candidatar os quatro segmentos da comunidade escolar: profissionais do magistério público; servidores(as) da Carreira Assistência à Educação; estudantes; pais, mães ou responsáveis por estudantes.

Já para diretor(a) ou vice-diretor(a), podem candidatar-se apenas servidores(as) efetivos(as) da Carreira Magistério Público do DF ou da Carreira Assistência à Educação do DF. Professores(as) em regime de contratação temporária ou aposentados(as) não estão aptos(as) à candidatura.

A lista de pré-requisitos e documentos necessários para candidatura também devem ser observados com atenção. O(a) estudantes que quiser se candidatar ao Conselho Escolar, por exemplo, deve ter, no mínimo, 13 anos. Já professores(as) que pleitearem o cago de diretor(a) ou vice-diretor(a) deve ter, entre outros requisitos, 3 anos de regência de classe.

A votação, agendada para 25 de outubro, é aberta a toda a comunidade escolar. Os nomes das pessoas habilitadas a votar estarão da Lista de Eleitores por Segmento. Ela será elaborada pela secretaria escolar da respectiva escola e encaminhada à Comissão Eleitoral Local para homologação e afixação em lugar visível no interior da própria unidade escolar.

A nomeação no Diário Oficial do DF dos(as) diretores(as) e vice-diretores(as) e a posse do Conselho Escolar serão realizadas no dia 2 de janeiro de 2024. O mandato é 4 anos.

CLIQUE AQUI E ACESSE O EDITAL COMPLETO DAS ELEIÇÕES DIRETAS DA GESTÃO DEMOCRÁTICA

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