Golpistas criam nova modalidade de golpe contra a categoria

Estelionatários estão se passando por funcionários(as) do escritório Resende, Mori e Hutchison Advocacia para tentar aplicar golpes na categoria. Na nova modalidade os golpistas entram em contato com professores(as) e orientadores(as) educacionais se identificando como funcionários(as) do escritório ou pelo próprio Dr. Lucas Mori, advogado que presta serviços ao Sinpro, com informações sobre o último lote de precatórios, dados que não procedem.

Após informar alguns dados e dizer que o(a) educador(a) já tem direito a resgatar o valor do benefício, os criminosos solicitam o pagamento de taxas para que a quantia seja disponibilizada. Não caia nesta: é mais uma tentativa de golpe.

É sempre importante deixar claro que o Sinpro JAMAIS pede qualquer quantia em dinheiro para a liberação de precatórios ou solicita qualquer depósito bancário para a liberação de processos jurídicos.

Importante frisar que os(as) advogados(as) somente entram em contato para agendar atendimentos, que ocorrem na sede e subsedes do Sinpro, ou de forma virtual, sem cobrar qualquer valor. Em caso de dúvidas, ligue para o sindicato ou para o escritório Resende Mori e Hutchison Advocacia (3031-4400 – WhatsApp).

Veja abaixo outras modalidades de golpe que criminosos procuram aplicar na nossa categoria:

>>> Saiba mais: CRIMINOSOS USAM NOME DE ADVOGADO DO SINPRO PARA APLICAR GOLPE

 

Golpe 1

Criminosos entram em contato com professores(as) e orientadores(as) educacionais aposentados(as) informando sobre atualizações no processo de piso salarial e correções monetárias. Os golpistas, que se passam por funcionários do Escritório Resende Mori e Fontes, dizem que a suposta atualização, que na verdade é mais um golpe, diz respeito à cobrança de juros, correção monetária e pelo atraso do pagamento da folha salarial de 2015. Sob o argumento de liberar os valores das ações coletivas e repasse dos pagamentos em atraso, os criminosos pedem para que o(a) professor(a) ou orientador(a) educacional entre em contato com o suposto escritório. Ao ligar, o(a) aposentado(a) é informado que para receber o suposto valor deve depositar um valor na conta para o pagamento de custas advocatícias. O Sinpro volta a afirmar que nem o sindicato, nem os escritórios de advocacia ligados a ele, solicita que sejam feitos depósitos para liberação de valores. A Secretaria de Assuntos Jurídicos ainda ressalta que sindicato não tem processos referentes a piso salarial. Portanto, fique atento e não caia neste golpe.

 

Golpe 2

Uma mensagem enviada por WhatsApp, com foto de perfil com a marca do Sinpro, por um número que não é do sindicato, (61) 99872-4892, informa sobre o assunto: LIBERAÇÃO DO PRECATÓRIO EM FASE DE PAGAMENTO EM REGIME ESPECIAL, com os nomes dos advogados Drª Maria Rosali Barros ou Dr. Lucas Mori, indicando os números (61) 4042-0924 | WhatsApp: (61) 99840-3650 como contatos. Ao final, os golpistas colocam a observação falsa de que o sindicato não está atendendo presencialmente, em virtude os período pandêmico. Fique atento(a)! Isso é golpe! O Sinpro-DF está atendendo, normalmente, de forma presencial, das 8h às 17h, nas sedes e subsedes.

 

Golpe 3

Criminosos ligam para a casa de educadores(as) informando que foi liberado o alvará de precatório para pagamento. Em seguida, dizem que a vítima tem mais de R$ 100 mil para receber, pedem para ligar no número 99639-2111 e solicitam depósito de um valor na conta: NEXT 237 – AG: 3728 – CONTA 609240-3 (Anderson Fabio de Oliveira – CPF: 031.729.793-77). É importante ficar atento, pois a conversa é feita em aplicativo com perfil que leva a foto do logo do Sinpro-DF.

 

Golpe 4

Para o furto via telefone, usam vários nomes. O nome “Cláudia Maria Rodrigues”, que utiliza o telefone fixo 3181-0041 e o celular/WhatsApp, 96519820, é um dos denunciados pela categoria. O Sinpro-DF informa que o nome “Cláudia Maria Rodrigues”, utilizado pela quadrilha, pertence a uma advogada que também está sendo duramente prejudicada pelo bando. Ela avisou ao Sinpro-DF que já denunciou o caso à polícia e tem Boletim de Ocorrência para comprovar o uso indevido do nome dela. O outro nome usado é “Leonardo Mota” (Núcleo Bancário), com o telefone 3181-0285. Um terceiro nome identificado é “Dr. Marcelo Ricardo”, com o número de telefone 99849-7364.

 

Golpe 5

Para extorquir dinheiro das vítimas, a pessoa que realiza a chamada se passa por diretor, ex-diretor ou funcionário da Secretaria de Assuntos Jurídicos, Trabalhistas e Socioeconômicos do Sinpro-DF. Segundo denúncias realizadas ao Sindicato, em alguns casos, o golpista se apresenta como Dr. Daniel ou Dr. Dimas, e chega a utilizar em sua foto de perfil de WhatsApp a logomarca do Sinpro-DF. Em seguida, o farsante solicita depósito em conta bancária vinculada a uma suposta pessoa com nome de Priscila.

 

Golpe 6

Outra modalidade é o golpe com transferência por PIX. Assim como os outros métodos, o golpista solicita um valor para liberar uma quantia à vítima. No caso de transferência por PIX, não há um sistema de retorno ou cancelamento do envio.

 

Golpe 7

Nesta modalidade, o golpista envia à vítima, via WhatsApp ou e-mail, documento simulando papel timbrado do Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT). O documento ainda leva o nome de dirigentes do Sinpro-DF. No último relatado ao Sinpro-DF, constava o nome da dirigente Silvia Canabrava. O envio é feito posteriormente a uma ligação, em que o criminoso confirma vários dados da vítima, como nome completo, CPF e nome do pai e da mãe.

 

Golpe 8

O golpe mais recente consiste no envio de carta nominal, com logomarca de escritório de advocacia fantasma. O documento falso é enviado pelos Correios e traz uma série de argumentos jurídicos bem fundamentados, além de endereço de e-mail, telefones e assinatura com registro da OAB.

 

Golpe 9

O primeiro golpe de 2022 chega por WhatsApp e vem supostamente do “Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, DF”. É nominal, informa que o pagamento do precatório referente ao processo da pessoa está liberado para a data de hoje, “primeira ou segunda parcela”. O titular deverá entrar em contato com uma “Dra. CHRYSTIANE MAIA GUERCO FARIA LUCAS MORI (OAB: 38015/DF)” para solicitação do recolhimento dos alvarás de liberação do precatório, nos telefones (061) 99687-2994 ou (061) 99667-9219 (outros números também são usados nesse golpe), e se a pessoa não entrar em contato até às 15h, deverá esperar “uma segunda chamada com carência de tempo de 5 a 10 anos”. Mas é golpe.

 

Golpe 10

Na nova modalidade criminosa, os bandidos ligam pelo telefone 3322-1515 – contato oficial do Banco de Brasília (BRB), mas clonado – informando que o banco fez um PIX por engano para a conta do(a) professor(a) ou orientador(a) educacional, solicitando a devolução do valor. Além deste procedimento, os estelionatários também ligam dizendo ser de uma empresa jurídica ligada ao BRB, fazendo a cobrança de tarifas não pagas. Na maioria das vezes, os falsários enviam um link ou pedem dados para “corrigir o problema” e até mesmo solicitando dinheiro. Não abra o link, não forneça dados ou transfira qualquer quantia em dinheiro. Trata-se de um golpe!

 

Golpe 11

Em mais uma versão utilizada pelos estelionatários, um professor foi contatado e informado que havia sido autorizado o pagamento de R$ 108 mil referente ao precatório do Ticket Alimentação, ação movida por um suposto escritório jurídico do Sinpro. Porém, para receber o dinheiro, o educador deveria pagar as taxas, valor totalmente indevido, uma vez que o sindicato nunca solicita nenhum tipo de transação bancária para que professores(as) e orientadores(as) educacionais recebam vantagens financeiras. Para identificar se a ligação é um golpe, basta ficar atento ao pedido de qualquer tipo de taxa/valor/dinheiro para recebimento de precatório. Caso a pessoa peça dinheiro, tenha a certeza que se trata de um golpe!

 

Golpe 12

No dia 11 de novembro, o Sinpro recebeu denúncias de que várias pessoas da categoria estão recebendo mensagem de WhatsApp sobre um falso pagamento de precatório. A pessoa da mensagem diz que é do escritório de advocacia e tenta aplicar o crime de extorsão. Uma das vítimas percebeu a tentativa de golpe e avisou o Sinpro que recebeu a mensagem pelo WhatsApp do próprio celular e também pelo da filha dela. “Desconfiei, pois o número era diferente do que eu tinha na Procuração do escritório dos advogados Resende – Mori Fontes –. Liguei para o escritório e a moça que me atendeu me disse ser golpe. O telefone era totalmente diferente dos telefones do escritório. Fiz o print da mensagem e enviei para o e-mail que ela me indicou”. A mensagem inicia com o nome do escritório e o da vítima e segue um texto dizendo que “a Câmara de conciliação de PRECATÓRIOS, informa o resultado do julgamento das propostas de acordo do ultimo loto, nos termos do edital (21/06/2021)”. É escrito assim mesmo, repleto de erros gritantes de português e, após isso, prossegue com um texto repleto de informações erradas.

 

Golpe 13

Supostos parentes fazendo pedidos de envio de PIX de um telefone “provisório” parece não ter mais tanto efeito no mundo dos golpes bancários. Agora, a pergunta feita pelos golpistas é: reconhece esse PIX feito da sua conta bancária? A estratégia é a seguinte: é feita uma chamada telefônica supostamente do BRB, de um número que realmente coincide com o do banco (3322-1515). Na ligação, a funcionária fake pergunta se a vítima reconhece uma transferência via PIX realizada de sua conta bancária. Ao negar a transação, a vítima recebe um número de protocolo e é encaminhada para um pseudo “setor responsável pela segurança bancária”. O golpista que se passa pelo responsável do “setor” solicita que a vítima abra o aplicativo do BRB, mantenha-o aberto, vá até a loja de aplicativos e baixe a atualização do app do banco. Ao fazer a atualização, o golpista consegue todos os dados pessoais e bancários da vítima. Outra estratégia é pedir para que a vítima desligue e ligue de volta para o BRB, no número 3322-1515. Quando a pessoa realiza a chamada, o golpista intercepta a ligação e captura dados solicitados, como senha bancária numérica e dados como data de nascimento e CPF. É importante lembrar que os bancos não entram em contato por telefone com correntistas. Dados pessoais e bancários, de forma alguma, devem ser passados via telefone ou qualquer outra forma de comunicação não presencial. O Sinpro ainda reforça que não solicita qualquer depósito bancário para liberação de processos jurídicos.

 

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Encontro do Coletivo de Trabalhadores(as) PcD é destaque do TV Sinpro desta quarta (26)

O Coletivo dos Trabalhadores e Trabalhadoras com Deficiência (Coletivo dos PcD) do Sinpro se reuniu no dia 29 de junho com a participação de boa parte dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais com deficiência, marcando a retomada das atividades do grupo, que ficaram arrefecidas durante o período da pandemia de Covid-19. O encontro, que teve a presença dos três diretores da Secretaria de Saúde do Trabalhador do Sinpro, Élbia Pires (coordenadora), João Braga, Rodrigo Teixeira, e de Carlos Maciel, diretor da Secretaria de Política Educacional, será destaque do TV Sinpro da próxima quarta-feira (26), às 19h.

Durante o encontro foram debatidos temas relevantes, exemplo do levantamento do número de professores(as) e orientadores(as) educacionais da Secretaria de Educação do DF (SEEDF); sobre a pesquisa de acessibilidade feita pela Secretaria de Saúde do Trabalhador para analisar as condições de trabalho das pessoas com deficiência; a Lei Brasileira de Inclusão; a Lei de Cotas e também sobre a avaliação biopsicossocial, dentre outros pontos.

Não perca o TV Sinpro, que vai ao ar às 19h de quarta-feira, dia 26 de julho, na TV Comunitária, e no Youtube e Facebook do sindicato.

 

 

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Educação do campo, antirracista e não-sexista está entre eixos de luta da Marcha das Margaridas

Dias 15 e 16 de agosto, mulheres do campo, da floresta, das águas e das cidades de todo o Brasil estarão em Brasília na 7ª Marcha das Margaridas. O evento terá como lema a reconstrução do Brasil e o Bem Viver, sustentado em 13 eixos de luta, entre eles “Educação pública não sexista e antirracista e direito à educação do e no campo”.

A maior ação de mulheres da América Latina entende que “a luta por educação também diz respeito à garantia do direito das diferentes gerações de mulheres, sobretudo as negras e indígenas, a terem condições de acesso e permanência na escola e universidades”.

Além disso, para as Margaridas, “o direito à educação exerce papel fundamental para reparar as desigualdades por elas vividas”. A garantia de creches para crianças, a oferta de educação infantil e de todos os outros níveis de ensino pela rede pública são essenciais para que as mulheres do campo, da floresta, das águas e das cidades possam se inserir no mundo do trabalho e terem autonomia financeira.

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua: Educação 2022, do IBGE, 25,8% das mulheres que estão no grupo de 49 milhões de pessoas de 15 a 29 anos não estavam ocupadas, nem estudando ou se qualificando. Entre os homens, esse índice era de 14,3%.

Ainda de acordo com a pesquisa, dos 9,5 milhões de jovens com 14 a 29 anos que não completaram o ensino médio, seja por terem abandonado a escola antes do término dessa etapa ou por nunca a terem frequentado, 58,8% homens e 41,2% mulheres. Para os homens (51,6%) o principal motivo para figurar neste grupo é a necessidade de trabalhar. Para as mulheres, há o fato da necessidade de trabalhar (24%). Entretanto, o grupo abrange também outros motivos que têm flagrante recorte de desigualdade de gênero: 22,4% delas apontam a gravidez como principal motivo por terem abandonado a escola antes do término dessa etapa ou por nunca a terem frequentado; e 10,3% das mulheres apontam a obrigação de realizar afazeres domésticos ou cuidar de pessoas – em comparação com 0,6% dos homens que apontaram esse mesmo motivo.

Em todos os índices da PNAD Contínua: Educação 2022, as pessoas negras são maioria quando levantadas questões relacionadas aos prejuízos educacionais, como analfabetismo, por exemplo. Pela pesquisa, no ano passado, 7,4% do número de pessoas pretas ou pardas com 15 anos ou mais eram analfabetas: mais que o dobro da taxa encontrada entre as pessoas brancas (3,4%). “No grupo etário de 60 anos ou mais, a taxa de analfabetismo dos brancos foi de 9,3%, enquanto entre pretos ou pardos ela chegava a 23,3%”.

“Nós, Margaridas, temos consciência da nossa missão pela reconstrução do Brasil, com democracia e soberania popular, justiça e livre de violência. Depois do golpe político que tirou injustamente a presidenta Dilma Rousseff e dos últimos governos marcados por retrocessos e a exclusão de direitos, programas e políticas públicas das mulheres, nossa luta segue ainda mais forte para enfrentar as desigualdades de gênero, de classe e de raça, e contra tudo que nos ameaça à vida”, afirma a secretária de Mulheres da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Mazé Morais, em matéria publicada no site organização.

 

DF não faz o dever de casa

O Distrito Federal é a unidade da federação com menor índice de analfabetismo (1,9%), na frente do Rio de Janeiro (2,1%), de São Paulo (2,1%) e de Santa Catarina (2,2%). Entretanto, discute-se – e questiona-se – o modelo de educação que vem sendo implementado nas escolas públicas.

A diretora de Raça e Sexualidade do Sinpro Márcia Gilda diz que, no Distrito Federal, por iniciativa de alguns professores(as) e orientadores(as) educacionais, tem-se hoje “uma pedagogia de projetos antirracistas instituída em algumas escolas”. “É preciso avançar, pois temos um dispositivo legal que garante que a pauta antirracista não é uma sugestão de trabalho, é uma questão que deve ser cumprida”, avalia.

Segundo ela, iniciativas do próprio Governo do Distrito Federal vão contra a lei que garante uma educação antirracista nas escolas. É o caso da militarização das escolas. Em vigor desde janeiro de 2019, o projeto implementado por decreto pelo governador Ibaneis Rocha teve revogada sua legalidade a partir de nota técnica do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), mas continua sendo implementado em várias unidades escolares.

Pelo Regulamento Disciplinar para as Unidades de Ensino do Distrito Federal participantes do Programa Colégios Cívico-Militares, um cabelo Black Power ou o uso de guias de religiões de matriz africana, por exemplo, podem ser considerados infrações. “A militarização das escolas compactua com o racismo uma vez que não respeita a identificação pessoal do estudante, já que padroniza a apresentação desses e dessas estudantes”, avalia Márcia Gilda.

O DF também não faz o dever de casa completo quando o tema é educação pública não sexista. Mônica Caldeira, diretora de Política para as Mulheres Educadoras do Sinpro-DF, diz que, assim como a pauta antirracista, a educação não-sexista existe em algumas unidades escolares enquanto projeto e, além disso, é componente curricular obrigatório da Educação Básica.

Entretanto, a sindicalista destaca que, mais uma vez, projetos políticos geram o avesso do que diz a própria lei. “É o caso do Escola Sem Partido, defendido por parlamentares alinhados à direita e ao governador Ibaneis Rocha. Com o projeto, temas como a cultura do estupro, por exemplo, são banidos de sala de aula. E é importante a gente lembrar que milhares de meninas e mulheres são estupradas e nem sabem que estão sendo, justamente por falta de conhecimento sobre o tema. Definitivamente, a escola precisa ser terreno de luta por equidade de gênero e pelo fim da violência contra as mulheres”, destaca Mônica Caldeira.

Berenice Darc, também diretora do Sinpro-DF, diz que a educação do campo no DF é marcada por diretrizes importantes que promovem uma educação que proporciona ao estudante a continuidade da vida no campo, caso seja esse o desejo dele.

Segundo ela, uma das questões que precisam ser aprimoradas é o tempo escolar. “Tempos da educação do campo são os mesmos da escola urbana. Entretanto, as crianças da escola do campo vivem junto com suas famílias o momento de plantio, de colheita. Então, deveria se pensar um calendário escolar diferenciado”, avalia.

Também diretora do Sinpro-DF, Letícia Montandon, que já atuou em escola do campo, alerta quanto ao problema do transporte escolar para essas áreas. “São ônibus precários. Muitas vezes, a gente recebe alunos de assentamento. E em épocas de chuva, tem aluno que fica todo o período inteiro (de chuva) sem ter como ir para a escola porque os ônibus não passam perto de onde ele mora, ou porque os ônibus podem atolar”, lembra.  Segundo ela, outro problema flagrante é o da especulação imobiliária, que força uma outra configuração para o campo, gerando consequências para a vivência nessas regiões.

 

Benfeitoria

A 7ª edição da Marcha das Margaridas lançou campanha de crowdfunding para apoiar o evento. O objetivo é levar ao menos 100 mil Margaridas para marchar em Brasília.

As doações podem ser feitas a partir de R$ 10. A cada R$ 100, está garantida a ida de mais duas Margaridas, e o doador ganha recompensas exclusivas.

Para mais informações sobre a campanha, o endereço é www.benfeitoria.com/marchadasmargaridas2023.

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Estados e municípios têm até 31 de julho para enviar diagnóstico das suas redes

Como parte das ações previstas no Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, estados e municípios têm até o dia 31 de julho para encaminhar o diagnóstico de suas redes escolares. Segundo o Ministério da Educação, o levantamento visa conhecer as principais ações desenvolvidas com foco na garantia do direito à alfabetização. 

Realizado em regime de colaboração entre União e os entes federados, o objetivo do “Compromisso Nacional Criança Alfabetizada” é garantir que 100% das crianças brasileiras estejam alfabetizadas ao final do 2º ano do ensino fundamental, conforme a meta 5 do Plano Nacional de Educação (PNE). 

De acordo com o MEC, o Programa busca, ainda, implementar a recomposição das aprendizagens, com foco na alfabetização, de 100% das crianças matriculadas no 3º, 4º e 5º ano, tendo em vista o impacto da pandemia para esse público. 

“O Compromisso não propõe uma resposta única ou centralizada para todo o país. Cada estado, em colaboração com seus municípios, elaborará sua política de alfabetização do território, de acordo com as suas especificidades”, informa a página oficial do Ministério da Educação.

Ainda de acordo com o MEC, o diagnóstico “permitirá que a elaboração do Plano de Ações do Território Estadual (PATe) e da Política de Alfabetização do Território contemple ações que compõem os eixos (ver abaixo) e esteja alinhada com as necessidades e especificidades de cada ente subnacional”. 

Cinco eixos

O diagnóstico de redes é composto por cinco eixos propostos no Compromisso: gestão e governança; formação; infraestrutura física e pedagógica; sistema de avaliação; e reconhecimento de boas práticas. 

Passo a passo para realização do diagnóstico 

1) Acesse o site https://simec.mec.gov.br/login.php realize o login com o CPF e senha ou pela conta Gov.br.   

2) Clique no módulo Compromisso Nacional Criança Alfabetizada. Depois, preencha o Diagnóstico de Redes, clicando no número da questão e marcando a opção desejada de resposta. 

De acordo com as orientações do MEC, é possível retornar e alterar a resposta, se necessário. Mas após concluir o preenchimento de todas as questões e clicar nas abas “Síntese” e “finalizar diagnóstico”, não será possível realizar alterações. Na aba “Síntese” é possível visualizar todas as questões e respostas preenchidas. 

Com informações da Assessoria de Comunicação do MEC

Fonte: CNTE 

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Confira a última edição do Jornal Quadro Negro

O Sinpro disponibiliza o link do jornal Quadro Negro nº 208, que retrata a luta coletiva dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais na Greve de 2023. Nesta edição você poderá relembrar a construção do movimento paredista iniciado em 2020, que garantirá avanços para o magistério público, exemplo da incorporação da Gaped/Gase ao vencimento; o direito de professores(as) em contrato temporário a atestado de acompanhamento; o direito de transformar licença-prêmio em pecúnia; semana pedagógica remunerada para contratos temporários; nomeação de aprovados(as) no concurso de 2022 para vagas imediatas, dentre outros.

A edição já está sendo entregue nas casas dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais, mas o jornal pode ser lido na íntegra clicando aqui.

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Grupo Cultural Obará apresenta o 3° Seminário Zumbi Não Morreu

O Grupo Cultural Obará apresentará, de 28 de julho a 04 de agosto, no Espaço Cultural Renato Russo (508 Sul), o seminário Zumbi não morreu. O evento, que conta com a parceria do Sinpro, promoverá oficinas; feirinha de artesanato com mulheres artesãs; discotecagem e rodas de conversa sobre a arte negra com grandes nomes da cultura afro-brasileira, e ainda terá a participação da coordenadora da Secretaria de Raça e Sexualidade do Sinpro Márcia Gilda na mesa de abertura. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas clicando aqui.

O seminário tem o objetivo de potencializar a formação educacional, política, cultural e artística do povo negro por meio de oficinas e palestras. Dentre os nomes já confirmados para esta edição estão o de Obará; de representantes do Boi do seu Teodoro; Seu Gois, diretor do Araketu; do pai de santo Adisson Júnior; do bailarino José Calixto de Andrade; da dançarina cantora Osana Oliveira; além de sacerdotes de religiões de matrizes africanas de todo o Brasil, da secretária de Educação do DF Helvia Paranaguá, de deputados federais e distritais, e do secretário de Cultura do DF, Claudio Abrantes. No âmbito das oficinas, o evento dará foco para muita música, danças e capoeira.

Márcia Gilda explica que nos dias 28, 29 e 30 de julho o seminário será aberto ao público, no dia 31 não haverá atividades e de 01 a 04 de agosto o evento receberá as escolas públicas na plateia. “Zumbi representa força, resistência e liberdade para o povo preto. Neste sentido, a realização deste 3° Seminário resgata este legado deixado por Zumbi através de um ciclo de palestras, oficinas e atividades culturais reverberando as potencialidades da negritude que contribuiu e contribui diuturnamente para a construção do nosso país e da formação de uma sociedade com mais equidade”.  

Os(as) participantes ainda terão a oportunidade de apreciar a culinária negra, com o tabuleiro de acarajé, uma Yabassé (responsável pelo preparo dos alimentos sagrados no candomblé) servindo uma comida tradicionalmente negra, e no final do dia e das atividades de formação a apresentação da DJ pretx Beatmilla.

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Artigo | Quem teme o professor doutrinador?

Artigo do professor Wilson Gomes, da Universidade Federal da Bahia, publicado no jornal Folha de S. Paulo de 19/07/2023, aborda a construção da figura do “professor doutrinador” como um personagem de fábula, criado para assustar, e, portanto, gerar um efeito moral nos ouvintes ou leitores.

 

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Quem teme o professor doutrinador?

Wilson Gomes *

 

Fábulas são eficientes recursos pedagógicos. Fábulas infantis foram usadas desde sempre para que toda noite as crianças assimilem valores, representações e significados compartilhados em sua comunidade.

E tão cientes estamos de que se educa por meio de mitos, relatos e lendas mais do que por qualquer outro meio, que até os textos sagrados mais arcaicos, transmitidos oralmente ou por escrituras, são em grande parte coleções de histórias.

Há vários lugares-comuns nas histórias que contamos. Um desses lugares-comuns diz respeito aos personagens usados para se colocar os ouvintes exatamente na posição cognitiva e na disposição emocional que o narrador deseja.

O bicho-papão, por exemplo, representa o que nos assombra e deve ser temido, a condensação do mal. O sedutor —que, literalmente, nos desvia do caminho— é outro lugar-comum das fábulas moralizantes. Não por nos assombrar, mas, ao contrário, porque captura nosso desejo, como o lobo mau que desencaminhou a menina do chapeuzinho vermelho e a levou sorrateiramente à floresta sombria.

A política é também uma arte narrativa, pois depende da conquista de corações e mentes, e de histórias emocionantes e plausíveis que são o meio mais curto e eficiente para a realização dessa tarefa.

Novos movimentos políticos não se estabelecem sem capturar a imaginação de uma parte importante da sociedade, sem novas mitologias políticas que redesenhem valores e virtudes, sem uma nova épica.

Na semana passada, flagramos um dos roteiristas desses novos movimentos, Eduardo Bolsonaro, enquanto vendia a sua história para — vejam só — lobistas de armas.

“Prestem atenção na educação dos filhos. Tirem um tempo para ver o que eles estão aprendendo nas escolas e não vai ter espaço para professor doutrinador tentar sequestrar nossas crianças. Não tem diferença de um professor doutrinador para um traficante de drogas que tenta sequestrar e levar os nossos filhos para o mundo do crime. Talvez até o professor doutrinador seja ainda pior.”

O professor doutrinador é personagem frequente nessa forma de fabulação que são os boatos que os ultraconservadores contam e em que acreditam. Assim como o gay pedófilo, o liberal cristofóbico, o esquerdista que induz criancinhas à homossexualidade, a pessoa trans que se esgueira em banheiros unissex para espiar mulheres, o sinistro comunista, dentre outros tantos tipos extravagantes que povoam as suas histórias de terror moral, o professor doutrinador, basicamente, serve para assombrar.

Aliás, o grande mérito da extrema direita no período da sua ascensão foi a sua capacidade de identificar os estratos de medo e de raiva dos brasileiros e de extrair deles o combustível para a sua boataria.

Na doutrina por trás da fábula, o professor doutrinador é um bicho-papão e um lobo mau. Ele sequestra e alicia criancinhas, mas é, também, a soma de todos os nossos medos, uma vez que a sua maldade consegue alcançar até mesmo a dimensão mais preciosa e protegido da nossa vida particular: nossos filhinhos.

Depois de identificar o mal e de isolá-lo em um grupo, os professores, duas ações precisam ser tomadas. A primeira é uma clivagem moral, pela qual nos separamos dos que participam ou são cúmplices da maldade, no caso, a esquerda progressista, classe a que os docentes pertenceriam.

Com isso, os virtuosos conservadores reivindicam sua superioridade moral ante o vício e a malignidade dos que profanam a infância. A segunda ação requerida depois de isolar a maldade consiste em projetá-la sobre quem pode ser materialmente punido: o bode expiatório.

Lugares-comuns dizem muito sobre as sociedades e os grupos em que prosperam, pois costumam expressar e, ao mesmo tempo, reforçar, determinados sentimentos subjacentes aos coletivos, como hostilidade, esperanças ou temor.

A distribuição proporcional do tipo de personagem tende a indicar qual é a moral dominante em um grupo: excesso de confiança e otimismo dão margem a personagens de sonhos dourados; desespero social e moral em baixa são povoados por personagens de pesadelos: bichos-papões, lobos maus e bodes para a conveniente expiação coletiva.

Não sei quantos creem nas fábulas que o bolsonarismo conta para assombrar e organizar a raiva, a ansiedade e a frustração das massas ultraconservadoras a que se dirigem. Só sei que os seus roteiristas e dramaturgos suam a camisa várias vezes todos os dias para, como diria Carluxo, disputar a narrativa. E vender assombrações.

 

*Professor titular da UFBA (Universidade Federal da Bahia) e autor de “Crônica de uma Tragédia Anunciada”. Artigo publicado na Folha de S. Paulo de 19 de julho de 2023.

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Ato Nacional em Defesa da Educação Pública será realizado no dia 9 de agosto

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A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) realizará, no dia 9 de agosto, em Brasília, o Ato Nacional em Defesa da Educação Pública. 

A manifestação tem como objetivo continuar fazendo pressão junto ao MEC pela revogação do Novo Ensino Médio (NEM), além de promover outras pautas como a educação inclusiva, o financiamento para o setor e a desmilitarização das escolas. 

“O MEC tem 30 dias para apresentar proposta sobre a Consulta Pública do NEM e o encaminhamento sobre a reforma. É por isso que nós chamamos esse Ato Nacional para o dia 9 de agosto, considerando que o Ministério tem até o dia 6 de agosto para fazer um encaminhamento sobre o tema”, explica o presidente da CNTE, Heleno Araújo. 

Veja a programação do evento e programe-se para participar: 

Quarta-feira, 9/8/2023, em Brasília

10h – Grande abraço de pressão no MEC

15h – Mobilização dos Trabalhadores em Educação no estacionamento do anexo 2 da Câmara dos Deputados 

Fonte: CNTE

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Revista Xapuri de julho/2023 já está no ar!

A 105ª edição da revista Xapuri está no ar! Em julho, a revista destaca o Pantanal em sua capa, um antigo desejo do jornalista Jaime Sautchuk, editor da Xapuri falecido há dois anos.

A matéria do Sinpro conta a experiência do CEF 111 do Gama, que tem se tornado uma referência em sustentabilidade! Em um projeto audacioso realizado por estudantes e professores, a escola pretende se tornar a primeira escola 100% sustentável do Distrito Federal..

Com a instalação de 100 placas de energia fotovoltaica no telhado do ginásio de esportes, o CEF 11 conseguiu reduzir a conta de energia de R$ 4 mil para aproximadamente R$ 300 por mês. O projeto de energia solar fotovoltaica, garantiu à escola o prêmio Educador Transformador, promovido pelo Sebrae.

O segundo passo do projeto é uma horta sustentável e, em seguida, um biodigestor, equipamento para transformar matéria orgânica em biofertilizantes e biogás.

Acesse a íntegra da revista Xapuri nº 105 clicando AQUI.

Você também pode fazer sua assinatura da revista e apoiar esse belo trabalho! Para isso, clique aqui: https://xapuri.info/revista-assine.

 

 

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Reunião com gestores: eleições para gestores, PLs da greve na CLDF e Cartão PDAF

A reunião com gestores, ocorrida na tarde desta segunda-feira (17/7) teve uma série de informes tanto da comissão de negociação quanto da comissão eleitoral, além de manifestações de gestores sobre vários temas.

 

Eleições para gestores

Foi informado que a data de realização das eleições para gestores e conselhos escolares está prevista para 25 de outubro, e a publicação do edital e a resolução de regulamentação do processo eleitoral, previstos para 4 de agosto.

 

Comissão de negociação

Foi relatado que o Projeto de Lei de incorporação da Gaped/Gase está previsto para ir a votação em regime de urgência na primeira quinzena de agosto no plenário da CLDF.

Outros PLs estão em fase de redação, e devem ser apresentados à comissão de negociação até o fim do mês, para que se verifique se estão de acordo com o combinado, e então sejam encaminhados para votação na Câmara Distrital. A incorporação da Gaped e da Gase inicia no mês de outubro.

Gestores sobrecarregados

Os gestores reclamaram da movimentação do PDAF. O cartão PDAF, que está em projeto piloto na regional de Ceilândia, e segundo relatos de gestores não está funcionando. Quem já teve o sistema implantado não consegue movimentar o dinheiro, que está parado na regional de ensino.

Também há muita preocupação com relação a substituição de professores e falta de pessoal, o que gera sobrecarga de trabalho. Muitos pediram a contratação mais que imediata dos aprovados no último concurso, cuja homologação deve sair no próximo dia 27.

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