As florestas e todo espaço verde que circundam as áreas urbanas e rurais são de fundamental importância para a sobrevivência da humanidade e para o futuro do nosso planeta. Mesmo sendo uma preocupação diária, o dia 17 de julho, Dia de Proteção às Florestas, é uma data especial para se chamar a atenção das pessoas para esta necessidade.
Cerca de 20% de todas as espécies do planeta Terra vivem no Brasil, em especial na Floresta Amazônica, constantemente ameaçada pelo desmatamento. O papel desta floresta e de todas as outras é essencial para o ecossistema, como por exemplo para o fornecimento de água, alimentos e medicamentos, sequestro de carbono, regulação do clima e controle de erosões. Também são fundamentais para manutenção da biodiversidade, desempenham funções sociais e econômicas importantes aos seres humanos, sem esquecer que as florestam também podem contribuir com oportunidades de geração de emprego e renda.
Segundo Florestas do Brasil: um resumo, relatório desenvolvido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o Brasil é um país florestal com aproximadamente 500 milhões de hectares (59% do seu território) de florestas naturais e plantadas, o que representa a segunda maior área de florestas do mundo. É preciso acabar com o desmatamento, com o desflorestamento e lutar pela valorização da bioeconomia de cada floresta.
Preocupações do governo federal
Assim que assumiu o mandato, Jair Bolsonaro expressou seu total desprezo pelo meio ambiente com a proposta de extinguir o Ministério do Meio Ambiente, além de favorecer o setor madeireiro, da mineração e da construção civil, criando normas e outros dispositivos infralegais (que não precisam passar pelo Congresso) para liberar a venda de madeira sem comprovação de origem, construções sobre mangues e restingas, anistia a desmatadores. Em seu governo deixou como legado desmatamento em alta, dois recordes sucessivos de queimadas na Amazônia, 26% do Pantanal carbonizado e a imagem internacional do país na lama.
Em contrapartida o governo Lula lançou a quinta fase do Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal, que traz mais de 130 metas para serem alcançadas até 2027. Dentre as metas está a de fiscalizar 30% da área desmatada ilegalmente identificada pelo sistema Prodes, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) – hoje estima-se que apenas 6% do que foi desmatada passa por fiscalização; embargar 50% da área desmatada ilegalmente em unidades de conservação federais e aumentar em 10% o número de autos de infração ambiental julgados em primeira instância.
Inscrições para afastamento remunerado para estudos vão até 23 de julho
Jornalista: Alessandra Terribili
As inscrições para a primeira etapa do processo seletivo para afastamento remunerado para estudos no segundo semestre de 2023 estão abertas até dia 23 de julho. As inscrições para a segunda etapa serão de 28/08 a 11/09. As etapas são independentes, e quem não participou ou não foi contemplado na primeira etapa poderá participar da segunda. A seleção é organizada pela Eape.
Para a carreira Magistério Público, serão 137 vagas, sendo 97 para mestrado e 40 para doutorado e pós-doutorado. O professor(a) ou orientador(a) educacional interessado(a) no afastamento remunerado para cursar mestrado deve ter, no mínimo, três anos de efetivo exercício. Para doutorado ou pós-doutorado, é necessário ter quatro anos de efetivo exercício.
Para participar da seleção, é preciso iniciar o processo no Sistema Eletrônico de Informações (SEI). No site da Eape, há um tutorial detalhado de como autuar o processo e inserir toda a documentação necessária. Clique AQUIpara ler o edital completo.
Servidores que ainda não estiverem inscritos, aprovados e/ou matriculados em um curso de pós-graduação podem participar do processo seletivo. O resultado final da seleção da primeira etapa está previsto para o dia 28/08 e, da segunda etapa, para o dia 11/10.
O afastamento remunerado pra estudos é uma conquista do Sinpro-DF, alcançada na última reformulação do Plano de Carreira (Lei 5.105/13) graças à unidade e à luta da categoria.
Novo FDE toma posse para o próximo biênio; coordenador é do Sinpro
Jornalista: Letícia Sallorenzo
Tomaram posse na manhã desta sexta-feira (14/7) os 27 integrantes do Fórum Distrital de Educação (FDE) e seus respectivos suplentes, para assumirem o mandato para o próximo biênio. Representando o Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF), os dirigentes Júlio Barros (titular) e Carlos Augusto Fernandez (suplente). Júlio Barros foi eleito, por aclamação, coordenador do FDE.
O Fórum é composto por entidades sindicais, acadêmicas, estudantis e dos movimentos sociais ligadas à educação, além de representantes do governo (SEE-DF).
Este mandato terá importantes atribuições, uma vez que os Planos Nacional e Distrital de Educação estão chegando em sua fase final, o que demanda a análise dos últimos dez anos e o planejamento para os próximos 10 anos, para a elaboração dos próximos PNE e PDE.
“Será este mandato do FDE que terá a importante função de construir coletivamente com a sociedade Civil e com o Estado o próximo Plano Distrital de Educação”, lembra Júlio Barros. Também será este mandato o responsável pela organização, aqui no Distrito Federal, da próxima Conferência Nacional de Educação Extraordinária (Conaee), que dará subsídio para elaboração do novo Plano Nacional de Educação (PNE).
Esta é a composição do Fórum Distrital de Educação, biênio 2023-2025:
I – Secretaria de Estado de Educação (SEE):
a) Gabinete da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal: titular JEAN FRANÇOIS DE FIGUEIREDO SIRINO e suplente BÁRBARA SILVA DINIZ.
b) Subsecretaria de Educação Básica (SUBEB): titular MARTA ELIAS FERREIRA e suplente LUCIANA CAVALCANTE MARQUES.
c) Subsecretaria de Educação Inclusiva e Integral (SUBIN): titular ÉRIKA BOTELHO GUIMARÃES e suplente DANIELA DE SOUZA SILVA.
d) Subsecretaria de Formação Continuada dos Profissionais da Educação (EAPE): titular MARIA DAS GRAÇAS DE PAULA MACHADO e suplente FELIPE DA CRUZ DIAS.
e) Subsecretaria de Gestão de Pessoas (SUGEP): titular ANA PAULA DE OLIVEIRA AGUIAR e suplente LEONARDO DE OLIVEIRA DOURADO MARINHO.
II – Secretaria da Família e da Juventude (SEFJ): titular RODRIGO GERMANO DELMASSO MARTINS e suplente RAFAEL MAZZARO.
III – Conselho de Educação do Distrito Federal (CEDF): titular ERENICE NATÁLIA SOARES DE CARVALHO e suplente CÍNTIA CRISTINA FAULHABER.
IV – Sindicato dos Professores no Distrito Federal (SINPRO): titular JÚLIO CEZAR BARROS DE FARIAS e suplente CARLOS AUGUSTO FERNANDEZ.
V – Sindicato dos Trabalhadores em Escolas Públicas no Distrito Federal (SAE/DF): titular EDIRAM JOSÉ DE OLIVEIRA SILVA e suplente JOÃO MARTINS F. BATISTA.
VI – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Brasília (IFB): titular JUANA DE CARVALHO RAMOS OLIVEIRA e suplente WILSON CONCIANI.
VII – Sindicato de Estabelecimentos Particulares de Ensino do Distrito Federal (SINEPE/DF): titular MARCO ANDRÉ SCUSSEL e suplente ADRIANO ANTÔNIO BAZZO.
VIII – Grupo de Trabalho Pró alfabetização – Fórum EJA DF: titular DORISDEI VALENTE RODRIGUES e suplente MARIA LUÍZA PINHO PEREIRA.
IX – Sindicato dos Professores dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Distrito Federal(SINPROEP/DF): titular TRAJANO SILVA JARDIM e suplente MAURA ELIZABETH ROCHA.
X – Sindicato dos Auxiliares de Administração Escolar em Estabelecimentos Particulares de Ensinono Distrito Federal (SAEP/DF): titular MARIA DE JESUS DA SILVA e suplente ADRIANO KARLIN LOPES DE SOUSA.
XI – Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituições Federais de EnsinoSuperior e Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (PROIFES/FEDERAÇÃO): titular ROBERTO DOS SANTOS DA SILVA e suplente NORIVAN LUSTOSA LISBOA DUTRA.
XII – Fórum de Educação Infantil do Distrito Federal (FEI): titular MARIA APARECIDA CAMARANO MARTINS e suplente CRISTINA MADEIRA MASSOT COELHO.
XIII – Universidade do Distrito Federal – Professor Jorge Amaury Maia Nunes (UnDF): titular MICHELLE GUITTON COTTA e suplente DANIEL LOUZADA DA SILVA.
XIV – Fórum Permanente de Educação do Campo do Distrito Federal (FECAMPO): titular SÉRGIO LUIZ TEIXEIRA e suplente VILMA GONÇALVES DO VALE.
XV – Associação dos Servidores do INEP (ASSINEP): titular MARCIO ALEXANDRE BARBOSA LIMA e suplente ALEXANDRE RAMOS DE AZEVEDO.
XVI – Comissão de Educação, Saúde e Cultura (CESC/CLDF): titular MÔNICA DE SOUZA SANTOS e suplente LUCIANO DARTORA.
XVII – Conselho Regional de Psicologia do Distrito Federal (CRP 01): titular CAMILA MOURA FÉ MAIA e suplente MICHELLE DE FARIA NUNES.
XVIII – Observatório de Educação Básica da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília(ObsEB/FE/UnB): titular EDILEUZA FERNANDES DA SILVA e suplente MARIA ABÁDIA DA SILVA.
XIX – Universidade de Brasília (UNB): titular ELOÍSA SILVA NASCIMENTO PILATI e suplente MARCELO PINHEIRO CIGALES.
XX – Associação Nacional de Política e Administração da Educação no Distrito Federal (ANPAE/DF): titular SABRINA GOMES DOS SANTOS COSTA LEITE e suplente CLERTON OLIVEIRA EVARISTO.
XXI – Associação Mães da Resistência: titular LEILA D’ARC DE SOUZA e suplente MARCIA SOUSA DE ABREU.
XXII – Campanha Nacional pelo Direito à Educação: titular PATRÍCIA RAMIRO SILVA SOUZA e suplente DEISE RAMOS DA ROCHA.
XXIII – Associação Nacional de Formação dos Profissionais da Educação DF – ANFOPE-DF: titular PEDRO OSMAR FLORES DE NORONHA FIGUEIREDO e suplente JUSSARA CORDEIRO LIMEIRA.
Noite de Autógrafos é destaque do TV Sinpro do dia 19 de julho
Jornalista: Luis Ricardo
O Sinpro promoveu, no dia 23 de junho, uma noite especial com professores(as) e orientadores(as) educacionais que, além de educadores(as), são, também, autores(as) de obras literárias. Com direito a música ao vivo e coquetel, a Noite de Autógrafos ainda prestou uma justa homenagem à professora Holanda, que nos deixou em junho e também era autora. A atividade será destaque do TV Sinpro da próxima quarta-feira (19), às 19h, com transmissão da TV Comunitária e do Youtube e Facebook do sindicato.
Durante o evento dezenas de autores e autoras da categoria apresentaram seus trabalhos ao público, que perpassam por vários gêneros que vão de contos e poesias a pesquisas e ensaios, passando, é claro, pela literatura infantil. O Sinpro entrevistou muitos(as) deles(as) e você pode conferir as obras e um pouco da história destes(as) educadores(as) neste TV Sinpro.
Não perca o TV Sinpro, que vai ao ar às 19h de quarta-feira, dia 19 de julho, na TV Comunitária, no Youtube e no Facebook do sindicato.
Bolsa Família retira 18,5 milhões de famílias da linha da pobreza
Jornalista: Letícia Sallorenzo
A Reestruturação das políticas públicas realizada pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) retirou 18,52 milhões de famílias da linha da pobreza em junho. O Bolsa Família foi relançado em março e teve seu processo de reimplementação concluído em junho. O programa é o grande responsável por elevar a renda da população mais vulnerável acima da linha da pobreza, que é de R$ 218 per capita por residência.
A Bahia foi o estado com maior número de famílias que ultrapassaram essa faixa de renda, com 2,26 milhões de lares alcançando essa condição. Em seguida, São Paulo teve 2,25 milhões de famílias saindo da linha da pobreza. Rio de Janeiro (1,63 milhão), Pernambuco (1,48 milhão) e Minas Gerais (1,38 milhão) vêm na sequência. No Distrito Federal, foram 148.200 famílias a saírem da linha de pobreza.
Fome aumentou nos últimos três anos
Nesta quarta-feira (12/07), o relatório “O Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo (SOFI)” da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), mostrou uma piora dos indicadores de fome e insegurança alimentar no Brasil nos últimos três anos.
Diante do cenário, um Governo Federal comprometido com o bem-estar de todos e de todas, mas principalmente dos mais vulneráveis, adotou uma série de medidas para reestruturar as políticas sociais e retirar o Brasil, novamente, do mapa da fome, como ocorreu em 2014.
A nova estrutura do Bolsa Família conta com:
Valor per capitapago a cadapessoada família: R$ 142;
Cada família recebe, no mínimo, R$ 600;
Dependendo da composição familiar, pode ser necessário o repasse do Benefício Complementar para que o lar atinja o valor mínimo de R$ 600;
Benefício Primeira Infância (0 a 6 anos): R$ 150 por criança;
Benefício Variável Familiar: R$ 50 para gestantes, crianças e adolescentes (7 a 18 anos);
Benefício Extraordinário de Transição: para casos específicos, garantindo que ninguém receba menos do que recebia no programa anterior.
As famílias beneficiárias devem cumprir compromissos nas áreas de saúdee de educação para reforçar o acesso aos direitos sociais básicos.
Realização do acompanhamento pré-natal;
Acompanhamento do calendário nacional de vacinação;
Acompanhamento do estado nutricional das crianças menores de sete anos;
Para as crianças de quatro a cinco anos, frequência escolar mínima de 60% e 75% para os beneficiários de seis a 18 anos incompletos que não tenham concluído a educação básica;
Ao matricular a criança na escola e ao vaciná-la no posto de saúde, é preciso informar que a família é beneficiária do Programa Bolsa Família.
Regra de proteção
A novidade incorporada ao Bolsa Família neste mês garante que, mesmo conseguindo um emprego e melhorando a renda, a família possa permanecer no programa por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo (R$ 660). Com isso, está garantido o apoio à família de forma a assegurar maior estabilidade financeira e estimular o emprego e o empreendedorismo. Se a família perder a renda depois dos dois anos, ou tiver pedido para sair do programa, ela tem direito ao Retorno Garantido, e o benefício volta a ser pago.
Busca ativa de famílias
Além do programa de transferência de renda, o MDS lançou o Programa Emergencial de Atendimento do Cadastro Único no Sistema Único de Assistência Social (Procad-SUAS) ainda em março. Para manter o funcionamento do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), aprimorar o atendimento dos beneficiários dos programas sociais, atualizar o Cadastro Único e realizar busca ativa das famílias, o Governo Federal vai transferir mais de R$ 3,5 bilhões aos estados e municípios até o fim de 2023.
Na busca ativa, o MDS iniciou diálogo e parceria com diversos movimentos representativos da sociedade civil e de grupos mais vulneráveis de população. O MDS também retomou, em março, as capacitações de entrevistadores e de operadores do Cadastro Único, tal como a orientação a municípios e estados. Esses processos estavam paralisados desde 2020.
“É um grande alento ver de volta aquele país que cuida de seus filhos mais vulneráveis e, principalmente, observar que a contrapartida para receber o benefício do Bolsa-Família é manter as crianças na escola até os 18 anos. Para além de tirar o Brasil do mapa da fome, o principal objetivo do Bolsa Família é tirar as famílias do ciclo vicioso da evasão escolar que gera adultos com baixa escolaridade que não conseguem empregos com boa remuneração. Apesar da má notícia da piora dos indicadores de fome e insegurança alimentar no Brasil nos últimos três anos, temos um governo que está trabalhando em várias frentes para apagar esse passado de trevas da nossa história”, declarou o dirigente do Sinpro Raimundo Kamir.
Nota de Repúdio | Racismo institucional também é crime
Jornalista: Alessandra Terribili
Segundo dados do Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal, a maioria da população do DF é composta por pessoas que se declaram negras ou pardas. Esse fato não tem alterado o olhar eurocêntrico do GDF sobre seu povo, triste constatação que se traduz na lamentável peça publicitária veiculada desde a última quarta-feira, 12 de julho, em jornais locais.
A peça mostra a imagem de um homem negro, cujo cabelo black power se confunde com a mata incinerada. Mais uma vez, o corpo das pessoas negras é relacionado a algo negativo: o GDF usa o cabelo de um homem negro para remeter ao meio ambiente destruído e à falta de responsabilidade das pessoas sobre essa questão.
No texto que acompanha a imagem, palavras e expressões como: implacável, destruição, morrem, sofrem, saúde afetada, poluição, crime. Tudo isso ilustrado pelo rosto e pelos cabelos de um homem negro.
Desconsiderar a importância do plano simbólico é produto da dissimulação do opressor, que busca legitimar a exclusão e a exploração. Sob justificativas formuladas no plano simbólico para esse fim, povos negros foram escravizados por séculos, e até hoje sofrem as consequências daquele processo, ainda – como se vê – tão presente nos dias de hoje.
O Sinpro-DF repudia com veemência a propaganda citada, compreendendo-a como uma nítida e inaceitável demonstração de racismo estrutural por parte do governo. A retirada da peça de circulação não basta: é necessária uma retratação do GDF.
Dando continuidade ao espaço de diálogo e debate que o Sinpro vem mantendo com os(as) gestores(as), o sindicato mobiliza todos(as) os(as) gestores(as) das escolas públicas do Distrito Federal para reunião ordinária na próxima segunda-feira (17), às 16h, em modelo virtual pelo Zoom. Todos(as) aqueles(as) que estão nas nossas listas de transmissão receberão o link automaticamente. Os(as) que não receberem devem ligar para Joelma (3343-4209).
A reunião faz parte da agenda de lutas da categoria e a participação de todos(as) os(as) gestores(as) é de grande importância.
Falta de merenda em escolas públicas do DF é questionada pelo Ministério Público
Jornalista: Luis Ricardo
Após denúncias sobre problemas no fornecimento da alimentação para escolas públicas do Distrito Federal, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) oficiou o GDF sobre esta situação. Nos últimos dias o MPDFT foi informado que o fornecimento dos alimentos em algumas escolas era extremamente falho, além do governo não apoiar o Conselho de Alimentação Escolar. Tudo isto foi relatado em documento recebido pela 1ª Promotoria de Justiça de Defesa da Educação (Proeduc).
Em documento o procurador de Justiça da Proeduc, Anderson Pereira, afirma que “diante do exposto, oficie-se à Secretária de Educação do DF, com a urgência que o caso requer, questionando-lhe acerca das razões da Recomendação referida e requisitando-lhe informações sobre os casos noticiados na imprensa de merendas inadequadas (por sua pobreza nutricional) fornecidas aos alunos das escolas públicas do Distrito Federal”.
Sinpro cobra mudanças
Em matéria divulgada pelo Sinpro na última terça-feira (11), denúncias apresentadas pelo CAE (Conselho de Alimentação Escolar) dão conta de que a distribuição de alimentos para a merenda escolar está inadequada no Distrito Federal. Em visita ao CEF 05 de Taguatinga Sul e ao CEM 02 do Gama, conselheiros apontaram uma realidade que, infelizmente, não é isolada.
No CEF 05, os freezers e o depósito estão praticamente vazios. No depósito do CEM 02 do Gama, a situação é a mesma. A escola, que recebe, diariamente, cerca de 2 mil estudantes, tem disponibilizado um forno de microondas para que adolescentes aqueçam marmitas trazidas de casa para poderem se alimentar. Em ambas as escolas, tem sido oferecido, na maioria das vezes, somente biscoito com suco ou com leite.
No CEM 01 do Gama, estudantes relataram ao CAE que, geralmente, se são liberados depois de outras turmas, a refeição já está acabada, ou sobram apenas os restos queimados do fundo da panela. Eles também afirmam que faltam temperos, como sal, e suco para acompanhar alimentos secos. “A falta de merenda adequada não é um caso isolado”, aponta o diretor do Sinpro Samuel Fernandes, membro do CAE. “O governo não vem entregando alimentos como carne, frango e verduras, em muitas escolas”. Samuel também denuncia que o governo não disponibiliza transporte para que os conselheiros cumpram seu papel de fiscalizar, como deveria fazer. “Estamos recebendo, a cada dia, relatos de que as direções não conseguem fazer a substituição dos gêneros alimentícios”, complementa Ricardo Gama, também conselheiro do CAE representando o Sinpro. “Nossos conselheiros não recebem do GDF a devida atenção e apoio logístico para atuar”, destaca ele.
O CAE protocolou uma denúncia junto à Proeduc (Promotoria de Justiça de Defesa da Educação, do Ministério Público), na qual relata a situação encontrada nas escolas, inclusive os materiais inadequados de que as merendeiras dispõem para trabalhar. O Sinpro segue acompanhando de perto, exigindo que a SEEDF tome as providências cabíveis.
Governo Lula decide pelo fim do programa de escolas cívico-militares
Jornalista: Alessandra Terribili
O Governo Lula decidiu encerrar o Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (Pecim), após processo de avaliação e decisão que envolveu os Ministérios da Educação e da Defesa. Ofício enviado a Secretarias Estaduais de Educação de todo o país na segunda-feira (10) informou a decisão.
Segundo o documento, o programa deverá ser encerrado progressivamente, até o final do ano. As estratégias de reintegração das escolas à rede regular de ensino serão debatidas e definidas por cada estado. O ofício diz que vai começar um “processo de desmobilização do pessoal das Forças Armadas envolvidos em sua implementação e lotado nas unidades educacionais vinculadas ao Programa, bem como a adoção gradual de medidas que possibilitem o encerramento do ano letivo dentro da normalidade necessária aos trabalhos e atividades educativas”.
Uma nota técnica obtida pelo jornal O Estado de São Paulo afirma que, entre os motivos para o fim do projeto, o “programa induz o desvio de finalidade das atividades das Forças Armadas”. Além disso, o MEC identificou problema de execução orçamentária no programa e que os investimentos poderiam ser mobilizados em outras frentes da pasta. Outras justificativas são problema de coesão com o sistema educacional brasileiro e o modelo didático-pedagógico adotado.
No DF, em maio de 2022, a Proeduc – Promotoria de Justiça de Defesa da Educação, do Ministério Público – emitiu despacho considerando ilegal a implementação do projeto Escola de Gestão Compartilhada. Na ocasião, o MPDFT solicitou que a Secretaria de Educação apresentasse índices de desenvolvimento da educação básica das unidades participantes do modelo cívico-militar; de evasão escolar; de aprovação e reprovação; o número de pedidos de transferências; e outras informações que demonstrassem a eventual melhoria da qualidade do ensino.
A decisão é uma grande vitória do movimento sindical, estudantil, movimentos e entidades de defesa da educação em geral, que fizeram resistência ao projeto desde o início da sua implementação.
Clique AQUI para ler a íntegra do ofício enviado às secretarias estaduais.
Era dia de apresentação na Escola Classe Juscelino Kubitschek Sol Nascente. Estudantes do 2º ano da educação básica, que têm entre 7 e 8 anos de idade, cantavam uma música sobre dedicação, cuidado, amor. Pendurado no pescoço de cada um, um crachá com a foto de quem cuidava deles. A hora do refrão era esperada por todos: os crachás seriam levantados com entusiasmo para mostrar para quem os assistia aquele ou aquela pessoa especial. Neste momento, uma das crianças, um menino pequeno, desatou em choro. Ele havia perdido alguém que amava.
A maioria dos estudantes da Escola Classe Juscelino Kubitschek Sol Nascente entende o sentimento do coleguinha. Afinal, 70% dos mil alunos e alunas dessa unidade escolar, crianças de 4 a 11 anos, estão em vulnerabilidade social, e muitos deles moram em abrigos.
Dia de Quem Cuida da Gente realizado no dia 8 de julho de 2023
Mesmo diante de uma realidade dura – indimensionável para quem nunca passou por isso – as crianças da Escola Classe Juscelino Kubitschek Sol Nascente aprendem desde cedo que sempre há alguém que está por perto. O trabalho é feito durante todo o ano, mas tem culminância em abril, quando é realizado O Dia de Quem Cuida da Gente, que substitui a festa da família, realizada em outras unidades escolares.
“O Dia de Quem Cuida da Gente é um dia em que o objetivo principal é a criança compartilhar com quem ama, quem cuida, ainda que seja o cuidador ou a cuidadora do abrigo, as atividades da escola. São desenvolvidas oficinas, pintura de rosto, confecção de pipa, massinha de modelar. As crianças fazem homenagens de cunho afetivo. É um momento de troca de afeto, onde todos participam de forma igual”, explica a diretora da unidade escolar, Marilda Rosa Coelho.
Há 33 anos na rede pública de ensino do DF, a professora chegou à Escola Classe Juscelino Kubitschek Sol Nascente em 2020, ano de inauguração da unidade. Ela conta que ao ser convidada para assumir a diretoria da escola, abriu mão do cargo de assessora da regional de ensino que atuava, porque “queria muito” contribuir com a experiência adquirida nessas três décadas de carreira, além de querer o “desafio de aplicar as políticas públicas de educação à comunidade carente”.
Segundo a diretora Marilda Rosa, o carro-chefe do Projeto Político Pedagógico da EC JK são as histórias de vida dos estudantes, da comunidade escolar. “As histórias vão se fundindo, e essa rede vai se constituindo e fazendo todas essas maravilhas que só a educação consegue. Não tem nenhuma outra área que seja capaz de realizar o que a educação faz”, diz a diretora.
No contexto de vulnerabilidade social, as histórias levadas para dentro da EC JK são várias e, muitas vezes, tristes. São crianças que sofrem violência em casa, ou que a mãe é dependente de substâncias químicas, ou o pai está preso, ou ainda tudo isso junto. Mas para a diretora Marilda Rosa, se esse é o contexto, é preciso saber enfrentá-lo.
No projeto Dia de Quem Cuida da Gente, família tem várias formatações, e todas elas são muito bem vindas
“Nos dias de hoje, é muito difícil trabalhar a tristeza, a perda. Mas a gente precisa trabalhar isso nas crianças. A gente percebe que há diversos problemas gerados pela ausência de abordagem desses sentimentos. Trabalhar isso é importante para que as crianças se tornem adultos seguros, e saibam seguir em frente com suas próprias dores”, reflete.
A diretora do Sinpro-DF Mônica Caldeira participou do mais recente Dia de Quem Cuida da Gente, realizado em 8 de julho. Assim como muitas daquelas crianças, ela também pertenceu a um arranjo familiar sem pai nem mãe. Mônica foi criada pela avó materna, que faleceu quando a hoje professora e sindicalista tinha apenas 15 anos.
“Era muito difícil para mim. Eu sempre gostei muito de dançar, de interpretar. E eu me apresentava para ninguém. Não tinha o Dia da Avó. E isso influenciou muito na minha personalidade e na minha aprendizagem. Na aprendizagem porque eu não me sentia pertencente à escola, não me identificava com os livros didáticos, que sempre traziam esse arranjo familiar composto por pai, mãe e filhos. Na minha personalidade, porque as apresentações que eu fazia reforçavam a ausência. Cresci com reflexos na autoestima, na coragem, no reconhecimento, questões que influenciam, inclusive, na aprendizagem”, relata.
Durante a festa do Dia de Quem Cuida da Gente, Mônica se emocionou não apenas por reviver a infância, mas por ver que aquelas crianças têm a oportunidade de crescer com inclusão, direito de todos e de todas. “É uma felicidade ter uma escola com esse pedagógico cuidadoso. Gera esperança”, afirma.
Monica Caldeira, diretora do Sinpro (esquerda), e Marilda Rosa, diretora da EC jJuscelino Kubitschek
Ferramenta pedagógica
O Dia de Quem Cuida da Gente também se configura como uma ferramenta pedagógica. A essência do projeto é trabalhada de forma transversal durante todo o ano, e os resultados são surpreendentes.
“Quando a gente fala de alguém da família, de alguém que cuida, a criança já vai construindo as suas atividades de desenho, pintura, trabalhando os eixos transversais que estão no currículo. O coral que as crianças participam, por exemplo, serve para a produção de texto. São coisas que instigam, que provocam, que trazem prazer; e isso favorece as aprendizagens”, explica a diretora da EC JK, Marilda Rosa.
“Trabalhamos muito a desconstrução da ideia de que a criança não aprende porque tem uma família desestruturada, que não a acompanha. A gente aproveita todo o tempo dela na escola para favorecer as aprendizagens”, diz.
Barreiras
A diretora da Escola Classe Juscelino Kubitschek Sol Nascente conta que a preparação para o Dia de Quem Cuida da Gente é longa. “Há todo um envolvimento, contato com a família, convencimento das famílias irem para dentro da escola”, diz.
Embora toda a disposição da equipe e a grandiosidade do projeto, são impostas barreiras à realização da ação.
“Nossa escola é nova, mas o espaço não é adequado. Todas as nossas atividades, por exemplo, são feitas em uma quadra esportiva. Mas a falta de recursos humanos é o nosso principal problema. Nossa escola não tem pessoas suficientes para dar conta de um trabalho desse âmbito. Então, a gente se desdobra, a gente faz coisa que nem é da nossa função”, diz a diretora da EC JK.
Oficina de pipa é uma das atividades realizadas no Dia de Quem Cuida da Gente
Atualmente, a unidade escolar que tem a demanda de mil estudantes – e mil famílias – conta apenas com cinco pessoas na equipe gestora, três coordenadoras, um pedagogo, uma orientadora educacional e 42 professores regentes. “Do grupo de professores, apenas nove são efetivos”, relata a Marilda Rosa.
Exemplo
A Escola Classe Juscelino Kubitschek Sol Nascente é uma referência para a comunidade do Sol Nascente. É neste espaço que as famílias – em todos os seus arranjos – se encontram, se divertem, são acolhidas.
“A comunidade é grata à escola. Aqui é baixíssimo o número de abandono. A escola é um espaço de referência”, conta com alegria a diretora da EC JK, Marilda Rosa.
Mas não são só os estudantes e suas famílias/cuidadores que têm a escola como espaço de aprendizado e afeto. A diretora da unidade, por exemplo, diz que a EC JK é uma “escola mágica”. “Eu tenho gratidão pela oportunidade. Estou quase finalizando meu ciclo, pois estou perto de aposentar, e com o coração cheio de alegria por ter contribuído com meu trabalho e com meu amor pela educação”, relata.
A EC JK está muito além de salas de aula, quadros, calendários, cronogramas. A maior lição da escola é saber viver a vida, e a construção desse aprendizado é mútuo, sem hierarquização. É a educação que liberta.