Educadoras se preparam para Marcha das Margaridas

Professoras e orientadoras educacionais da rede pública de ensino discutiram os 13 eixos da Marcha da Margaridas, nesse domingo (2/7). Realizado na Chácara do Sinpro, o curso de formação teve como objetivo preparar as educadoras para uma participação atuante na 7ª edição da marcha.

“Vamos marchar conscientes dos nossos passos, e vamos também levar a discussão de todos esses eixos e da própria história e exemplo de Margarida Alves para as escolas. Este é um momento histórico para o Brasil, momento em que cresce a discussão sobre os direitos das meninas e mulheres”, afirma a diretora do Sinpro-DF Mônica Caldeira.

No curso de formação para a Marcha da Margaridas, formam utilizados diversos recursos pedagógicos para inserir todas as participantes nas discussões dos temas abrangidos pela marcha. Em uma das atividades, as participantes escreveram nas pétalas de uma grande margarida de papel adjetivos relacionados a si próprias. “É uma forma de refletirmos sobre nós, sobre o que somos, o que queremos. É uma atividade que vai contra o silenciamento de nós mulheres”, explica a diretora do Sinpro-DF.

Segundo Mônica Caldeira, a Secretaria de Mulheres do Sinpro-DF organizará a ala da Educação para o dia da Marcha das Margaridas. “Vamos juntas marchar, até que todas nós sejamos livres. Essa ala já começou a ser criada nesse curso de formação, e seguirá forte”, diz a dirigente sindical.

O Curso de Formação para a Marcha das Margaridas é uma parceria do Sinpro-DF, da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e da Central Única dos Trabalhadores do DF (CUT-DF).

A Marcha
Dias 15 e 16 de agosto, mulheres do campo, da floresta, das águas e das cidades de todo o Brasil estarão em Brasília na 7ª Marcha das Margaridas.

O evento, considerado a maior ação de mulheres da América Latina, terá como lema a reconstrução do Brasil e o Bem Viver, sustentado em 13 eixos de luta. Entre eles, estão: Educação pública não sexista e antirracista e direito à educação do e no campo; Autonomia e liberdade das mulheres sobre o seu corpo e sua sexualidade; Democracia participativa e soberania popular; e Autodeterminação dos povos, com soberania alimentar, hídrica e energética.

Acesse o álbum de fotos do curso de Formação para a Marcha das Margaridas AQUI

 

 

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Mobilização nesta terça (04) em defesa do Fundeb e do Fundo Constitucional do DF

O novo arcabouço fiscal (PL 93/2023) deve ir a votação nesta terça-feira na Câmara dos Deputados. O projeto que saiu da Câmara foi alterado no Senado – que retirou dele o fundo constitucional do DF, os investimentos em Ciência e Tecnologia e a complementação ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

“A educação básica pública do Brasil e seus profissionais consideram pertinentes as mudanças feitas no Senado e, em respeito ao processo parlamentar democrático e aos interesses da sociedade brasileira, clamam pela manutenção das referidas alterações neste momento em que o projeto retorna à Câmara dos Deputados”, afirmou a CNTE em nota. A Confederação também destaca que não podemos correr o risco de travar novamente o País com regramentos fiscais que imporão mais arrocho à sociedade, e que a Câmara dos Deputados precisa confirmar seu apoio à proposta que melhor atende os interesses do Brasil e de seu povo.

O Sinpro também é parte dos esforços da sociedade civil em defesa do Fundeb, do Fundo Constitucional do DF e dos investimentos em Ciência e Tecnologia! Por isso, o sindicato convida professores(as) e orientadores(as) educacionais a participarem da mobilização e fazerem pressão sobre deputados e deputadas! Todos à Câmara Federal! Concentração às 9h no anexo II.

Fundo Constitucional

O Fundo Constitucional não é um privilégio do DF, mas sim, um recurso aplicado na capital federal porque ela arca com custos específicos pelo fato de ser a capital federal, como, por exemplo, sediar os três poderes, as embaixadas, as representações estaduais.

Por isso, todas as forças políticas do DF, todas as categorias de trabalhadores(as), todos os cidadãos e cidadãs da capital federal estão unidos em defesa de Brasília, para que a regra do Fundo Constitucional seja mantida da forma como está, e não prejudique fatalmente a capital do país e seu povo!

3 de julho – Dia Nacional de Combate à Discriminação Racial

Celebrado no dia 3 de julho, em referência à aprovação da Lei nº 1.390, em 1951, o Dia Nacional de Combate à Discriminação Racial foi a primeira lei contra o racismo no Brasil e se coloca como um importante ponto de reflexão sobre a necessidade da mobilização e da luta contra o preconceito racial. A data celebra o respeito à diversidade, fator necessário para que sejam construídas sociedades melhores e com uma democracia cada vez mais evoluída.

A Lei surgiu depois que uma bailarina foi impedida de se hospedar em um hotel de São Paulo por ser negra. Diante da repercussão, a legislação trouxe à tona a discussão sobre o racismo. Naquele tempo a instauração da lei teve pouco efeito pela falta de condenação. Décadas após sua criação, o cumprimento das normas ainda não é eficaz, fazendo com que a população negra continue desassistida no combate aos crimes raciais. O Dia Nacional de Combate à Discriminação Racial é, assim, um grito de socorro para que os crimes tenham as suas devidas punições.

 

Discriminação em vários setores

A discriminação não está ligada apenas ao preconceito racial, mas nos mais diversos setores da sociedade. No Brasil convivemos com o extermínio de jovens negros das favelas e periferias por ações policiais. A cidade do Rio de Janeiro tem sido o principal centro desta política em que o aparato de guerra do estado mata negro e pobres. Segundo estatísticas, 86% das pessoas mortas por ações policiais no Rio são negras.

Outro setor que segrega é o mercado de trabalho. Negros e negras recebem salários inferiores mesmo tendo mais qualificação profissional e nível de escolaridade, são os mais afetados pelo desemprego e são discriminados nos locais de trabalho. Uma pesquisa feita pelo Instituto Guetto revelou que quase metade das pessoas negras não se sentem pertencentes ao seu ambiente de trabalho por sofrerem algum tipo de discriminação em sua atividade profissional. Já uma pesquisa realizada pela Catho, marketplace de tecnologia mostrou que 58% dos(as) profissionais negros(as) disseram não ter as mesmas oportunidades que os brancos.

O racismo estrutural impregnado na sociedade traz consequências imensuráveis para a vida da população negra diariamente. Seja nas ruas, nas redes sociais, no ambiente de trabalho, ou até mesmo nas instituições públicas, os(as) negros(as) lidam com esse tipo de preconceito há séculos. Mesmo com o avanço tecnológico, o grande fluxo de informações e as leis contra atos discriminatórios, vivemos um retrocesso racial, em que atitudes criminosas surgem de meios virtuais e presenciais, sem que os valores humanos sejam praticados.

A Declaração Universal das Nações Unidas é muito clara quando diz que a “discriminação racial significa qualquer distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada na raça, cor, ascendência, origem étnica ou nacional com a finalidade ou o efeito de impedir ou dificultar o reconhecimento e exercício, em bases de igualdade, aos direitos humanos e liberdades fundamentais nos campos político, econômico, social, cultural ou qualquer outra área da vida pública”.  

 

Sinpro na luta contra o racismo

A luta contra todo tipo de preconceito é uma das bandeiras de luta do Sinpro desde a sua fundação. Trazendo esta preocupação para dentro da escola, o sindicato lançou no dia 11 de abril o caderno É Preciso ser antirracista: caderno de apoio para práticas pedagógicas de enfrentamento e combate ao racismo na escola”, que traz dispositivos legais que respaldam, orientam e determinam o trabalho antirracista na escola; datas importantes para a luta antirracista; expressões racistas que devem ser extintas; e conceitos importantes dos estudos antirracistas.

A publicação ainda traz diversas sugestões para se trabalhar o combate ao racismo dentro das salas de aula, nas diversas disciplinas; e orientações para desenvolver práticas pedagógicas de reconhecimento e valorização das contribuições da população negra. O tema foi tratado no TV Sinpro do dia 28 de junho, que contou com a participação dos(as) organizadores(as) do caderno: professor Adeir Ferreira Alves e as professoras Aldenora Conceição de Macedo e Elna Dias Cardoso. “Formação antirracista é o que determinam as diretrizes da lei 10.639/2003 – que inclui o ensino de história e cultura afro-brasileiras nos currículos oficiais”, lembra a coordenadora da secretaria de raça e sexualidade do Sinpro, Márcia Gilda.

 

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Aposentados e pensionistas: atenção para a prova de vida de julho

O Sinpro-DF alerta os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais aposentados(as) e os(as) pensionistas que fazem aniversário no mês de julho para ficarem atentos para a prova de vida. O prazo para a entrega é até 30 de julho e é de grande importância cada aposentado(a) e pensionista fazer, uma vez que é uma comprovação anual obrigatória e necessária para o pagamento regular de aposentadorias e pensões.

O procedimento pode ser realizado de forma presencial, ou seja, o(a) beneficiário(a) pode ir pessoalmente a qualquer Agência do BRB ou pode fazer virtualmente, por meio do aplicativo disponível nas lojas da iOS e Android. Confira o procedimento virtual no final desta matéria.

 

Nascidos em fevereiro que não fizeram a prova de vida têm até 11 de julho

O sindicato ainda informa que o Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (Iprev-DF) ampliou por poucos dias o prazo dessa comprovação de vida para atender os(as) nascidos(as)  em fevereiro que não fizeram a prova de vida no mês correto.

Clique aqui e confira matéria do Iprev.

O Iprev-DF ainda ressalta que caso os(as) nascidos(as) em fevereiro não fizerem agora, terão o benefício suspenso. O prazo para os nascidos no segundo mês do ano que não fizeram a prova de vida em 2023 vai até 11 de julho.

De acordo com a autarquia, a medida foi necessária para atender 705 pessoas aniversariantes do segundo mês do ano que ainda não realizaram a comprovação anual. 

 

Aplicativo Prova de Vida GDF

Criado durante a pandemia da Covid-19, o aplicativo Prova de Vida GDF oferece agilidade no atendimento e comodidade nessa tarefa anual. Para realizar a prova de vida por meio digital, os(as) aposentados(as) e pensionistas precisam baixar o aplicativo Prova de Vida GDF, inserir o CPF e confirmar alguns dados. Após essa etapa, serão solicitadas a captura do documento do(a) beneficiário(a) e uma foto selfie, com boa qualidade, tirada em ambiente bem iluminado.

Para finalizar, o(a) usuário(a) deve informar endereço, número do telefone celular e e-mail. Após preencher e enviar todas as informações, os(as) aposentados(as) receberão um e-mail com a confirmação do resultado da criação dessa conta (login) no aplicativo da prova de vida.

 

Outras formas de fazer a prova de vida

Aposentados(as) e pensionistas impedidos(as) de comparecer presencialmente em qualquer agência do BRB ou que não tenham acesso ao aplicativo, podem solicitar a visita domiciliar para fazer a prova de vida. O(a) mesmo(a) deverá anexar atestado médico comprovando a impossibilidade. Para beneficiário(a) com mais de 90 anos, também pode ser feita a solicitação pelo e-mail agendamento@iprev.df.gov.br. Brasileiros(as) que residem exterior, a prova de vida deve ser encaminhada por meio de consulado ou da representação diplomática do Brasil no país em que reside. Basta encaminhar ao Iprev correspondência com declaração de comparecimento emitida pela representação do País com cópia dos documentos autenticados. Se o país onde reside não tiver representação, a pessoa deve acessar o Formulário Específico de Atestado de Vida disponível no site do Iprev: https://www.iprev.df.gov.br/prova-de-vida/

 

 

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PARTICIPE | Consulta pública sobre o Novo Ensino Médio vai até dia 5

O Ministério da Educação (MEC) prorrogou até dia 5 de julho a participação na consulta pública sobre a Lei 13.415/2017, do Novo Ensino Médio (NEM). Professores(as), orientadores(as) educacionais, estudantes, pesquisadores e toda a sociedade civil pode responder à pesquisa que tem por objetivo abrir diálogo sobre a revisão e reestruturação da política nacional do ensino médio (Veja o passo a passo de como participar no fim da matéria).

“É urgente que nós, professores e professoras, orientadores e orientadoras educacionais do DF, bem como toda a comunidade escolar, participemos dessa pesquisa. O NEM é o desmonte do ensino médio. Ao invés de qualificar a formação, fazendo com que o estudante tenha condições de refletir sobre as condições de trabalho, ele impõe ao jovem de baixa renda a entrada no mercado de trabalho de forma precarizada”, afirma a diretora do Sinpro-DF Berenice Darc.

Segundo o MEC, até dia 29 de junho, 75,7 mil pessoas participaram da Consulta Pública online para discutir a reestruturação do ensino médio. Dados da pasta mostram que, das 27 unidades da federação, o DF é o 5º pior no quesito participação. Foram apenas 59 opiniões. São Paulo é o mais bem colocado, com 5.511 votos.

“Precisamos incentivar que trabalhadores e alunos respondam à consulta. Temos que mostrar nossa força contra a Lei 13.415/2017”, afirma o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo. Segundo ele, o ensino médio precisa ser fortalecido com visão sistêmica, e “não dá para fazer isso sem uma regulamentação do custo aluno-qualidade, sem o Sistema Nacional de Educação, sem as leis específicas de gestão democrática e sem o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica”.

Aprovado em 2017, ainda no governo Michel Temer, o Novo Ensino Médio agrupa disciplinas tradicionais (Biologia, Português e etc) em áreas do conhecimento. São elas: Matemática, Linguagens, Ciências da Natureza, Ciências Humanas e formação profissional. O NEM ainda prevê que o aluno deve optar por um “itinerário formativo” (projetos, oficinas, núcleos de estudo). No DF, há relatos de ofertas de cursos que ensinam práticas semelhantes àquelas necessárias para atuação em pet shop, por exemplo.

Como participar
Para participar da consulta, veja abaixo o passo a passo e vote não a este retrocesso:

PASSO 1

O primeiro passo é o cadastro na plataforma de autenticação do governo federal, a Acesso GovBR (clique aqui para se cadastrar). Se você já é cadastrado no GOV, siga direto para o PASSO 2.

PASSO 2

Acesse a pesquisa clicando na plataforma PARTICIPA+BRASIL.

PASSO 3

No canto superior direito, clique em “Entrar”. Insira seus dados de identificação com CPF e senha cadastrados no GOV.

PASSO 4

Leia as orientações da pesquisa, descendo o cursor para baixo: as perguntas estarão disponíveis a partir da metade da página, após as orientações iniciais do texto do MEC intitulado “Avaliação e Reestruturação da Política Nacional de Ensino Médio”.

PASSO 5

Para cada pergunta, você tem que marcar “concordo com a proposição” ou “discordo da proposição” e também inserir um comentário. O Sinpro orienta responder “discordo da proposição” em todas as questões, além de incluir um comentário para cada uma das perguntas.

 

É possível responder à Consulta por WhatsApp, enviando “MEC” para o número (11) 97715-4092, ou por meio do link bit.ly/consultapublicaonlinemec-web, que direciona para o aplicativo.

Campanha do Sinpro
No dia 13 de junho, o Sinpro-DF lançou a campanha “Educação não é mercadoria. Diga NÃO ao Novo Ensino Médio”. O objetivo é abordar os prejuízos do NEM e incentivar a participação na consulta pública sobre a revisão e reestruturação da política nacional do ensino médio. Veja mais AQUI

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Sinpro realiza reunião do Coletivo de Trabalhadores(as) PcD

O Coletivo dos Trabalhadores e Trabalhadoras com Deficiência (Coletivo dos PcD) do Sinpro se reuniu, na tarde desta quinta-feira (29/6), com participação de boa parte dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais com deficiência. O coletivo é aberto a todos(as) os(as) trabalhadores(as) do Magistério Público com deficiência.

O encontro desta quinta marca a retomada das atividades do grupo, que ficaram arrefecidas durante o período da pandemia de Covid-19. Com a presença dos três diretores da Secretaria de Saúde do Trabalhador do Sinpro, Élbia Pires (coordenadora), João Braga, Rodrigo Teixeira, e de Carlos Maciel, diretor da Secretaria de Política Educacional.

Na reunião, os(as) participantes conversaram sobre o levantamento do número de professores(as) e orientadores(as) educacionais da Secretaria de Educação do DF (SEE-DF); sobre a pesquisa de acessibilidade feita pela Secretaria de Saúde do Trabalhador para analisar as condições de trabalho das pessoas com deficiência, dentre outros temas.

Carlos Maciel falou da resposta da SEE-DF ao levantamento do número de profissionais do magistério com deficiência, que foi o Ofício 217/2022. “Segundo esse ofício, há 552 trabalhadores e trabalhadoras PcD, dos quais 74 PcD readaptados(as), e um total de 2.510 servidores(as) readaptados(as)”.

Na reunião, foi discutida a retomada das atividades e explicado que, durante a pandemia, houve muita prudência e as consequentes dificuldades em razão do momento pandêmico para marcar reuniões. Em seguida, o país iniciou o processo eleitoral de 2022, o que justificou a realização de apenas uma reunião do coletivo no ano passado, realizada de forma virtual.

No encontro desta quinta, os(as) participantes discutiram a Lei Brasileira de Inclusão, a Lei de Cotas e também sobre a avaliação biopsicossocial. Houve também explicações sobre aposentadoria, dificuldades de trabalhar na rede pública de ensino e falta de investimentos para que os(as) trabalhadores(as) com deficiência tenham acessibilidade.

Após o debate, que contou com a participação de Anaildes Campos Sena, coordenadora de Acessibilidade e Tecnologia Assistiva da Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SNDPD) do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. Também participou o advogado Felipe Pontes, presidente da Comissão da Advocacia com Deficiência da Associação de Advogados Trabalhistas do DF.

Carlos falou da necessidade do coletivo se reunir com regularidade e de aprofundar os temas da pessoa com deficiência. Nova reunião do coletivo será marcada para o próximo semestre.

O dirigente do Sinpro também relatou a criação do coletivo de trabalhadores com deficiência da CNTE, que será composto por integrantes de vários sindicatos de trabalhadores(as) em educação. Representando o Sinpro-DF, estarão ele (Carlos Maciel) e Walquíria Gonçalves Ramos, da EC Guariroba.

Maciel lembrou ainda que atualmente o GDF tem entendido que os trabalhadores com deficiência devem ser aposentados com os direitos de trabalhadores aposentados por invalidez. É uma das poucas, senão a única, unidade da federação a adotar esse entendimento, que acaba por gerar muitas perdas de direitos. Para se resolver essa questão o dirigente avalia ser necessário até mesmo a mobilização de parlamentares.

Este é um ano muito importante, pois vamos escolher os conselhos das entidades representativas da sociedade civil. Vai haver eleições para os conselhos da pessoa com deficiência e conselhos tutelares, e é também o ano de preparação das conferências nacional, estaduais, distrital e municipais da pessoa com deficiência.

Maciel conclui: “Precisamos continuar unidos e dialogando com relação à pauta das pessoas com deficiência. Neste momento ainda há muitos ataques à educação especial e inclusiva, e é muito importante que esse coletivo se reúna e dialogue para que as políticas da secretaria, tanto para pessoas com deficiência quanto para acessibilidade, sejam melhoradas”

Confira aqui o álbum com todas as fotos

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TV Sinpro desta quarta (05) aborda estratégias de negócios para aposentados(as)

O TV Sinpro da próxima quarta-feira (05/07) vai contar como foi a palestra sobre Estratégia de Negócios oferecida pelo Sinpro-DF aos aposentados e aposentadas da categoria. A atividade aconteceu em abril no auditório do Sinpro, e foi produto de uma demanda apresentada por professores(as) e orientadores(as) educacionais aposentados(as).

A palestra foi realizada em parceria com o Sebrae, e contribuiu para potencializar produções manuais, intelectuais e artesanais dos(as) participantes, impulsionando, assim, uma aposentadoria ativa. O TV Sinpro vai ao ar às quartas-feiras a partir de 19h na TV Comunitária e redes sociais do Sinpro (Facebook e YouTube). Não perca!

 

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Sinpro alerta para o prazo final da prova de vida de aposentados e pensionistas nascidos em junho

O Sinpro-DF alerta os(as) aposentados(as) e pensionistas que fazem aniversário no mês de junho e ainda não fizeram a prova de vida que o prazo vai até esta sexta-feira (30/6). A prova de vida é uma comprovação anual obrigatória e necessária para o pagamento regular de aposentadorias e pensões.

O procedimento pode ser realizado de forma presencial, ou seja, o(a) beneficiário(a) por ir, pessoalmente, a qualquer Agência do BRB e fazê-la. Ou pode fazer virtualmente, on-line, por meio do aplicativo disponível nas lojas da iOS e Android. Confira o procedimento virtual no final desta matéria.

 

Nascidos em fevereiro que não fizeram a prova de vida têm até 11 de julho

O sindicato informa que o Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (Iprev-DF) ampliou por poucos dias o prazo dessa comprovação de vida para atender os(as) nascidos(as)  em fevereiro que não fizeram a prova de vida no mês correto.

Clique aqui e confira matéria do Iprev: https://www.iprev.df.gov.br/nascidos-em-fevereiro-devem-realizar-prova-de-vida-ate-11-de-julho/

Em nota publicada nessa quarta-feira (28), o Iprev-DF informa que deu novo prazo para os nascidos em fevereiro que não fizeram a prova de vida este ano e ressalta que, se não fizerem agora, terão o benefício suspenso. O prazo para os nascidos no segundo mês do ano que não fizeram a prova de vida em 2023 vai até 11 de julho.

De acordo com a autarquia, a medida foi necessária para atender 705 pessoas aniversariantes do segundo mês do ano que ainda não realizaram a comprovação anual. 

Aplicativo Prova de Vida GDF

Criado durante a pandemia da covid-19, o aplicativo Prova de Vida GDF oferece agilidade no atendimento e comodidade nessa tarefa anual. Para realizar a prova de vida por meio digital, os(as) aposentados(as) e pensionistas precisam baixar o aplicativo Prova de Vida GDF, inserir o CPF e confirmar alguns dados. Após essa etapa, serão solicitadas a captura do documento do(a) beneficiário(a) e uma foto selfie, com boa qualidade, tirada em ambiente bem iluminado.

Para finalizar, o(a) usuário(a) deve informar endereço, número do telefone celular e e-mail. Após preencher e enviar todas as informações, os(as) aposentados(as) receberão um e-mail com a confirmação do resultado da criação dessa conta (login) no aplicativo da prova de vida.

 Outras formas de fazer a prova de vida

Aposentados(as) e pensionistas impedidos(as) de comparecer presencialmente em qualquer agência do BRB ou que não tenham acesso ao aplicativo, podem solicitar a visita domiciliar para fazer a prova de vida. O(a) mesmo(a) deverá anexar atestado médico comprovando a impossibilidade. Para beneficiário(a) com mais de 90 anos, também pode ser feita a solicitação pelo e-mail agendamento@iprev.df.gov.br. Brasileiros(as) que residem exterior, a prova de vida deve ser encaminhada por meio de consulado ou da representação diplomática do Brasil no país em que reside. Basta encaminhar ao Iprev correspondência com declaração de comparecimento emitida pela representação do País com cópia dos documentos autenticados. Se o país onde reside não tiver representação, a pessoa deve acessar o Formulário Específico de Atestado de Vida disponível no site do Iprev: https://www.iprev.df.gov.br/prova-de-vida/

 

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Morte matada ou morrida: a imprensa brasileira e o feminicídio

Na noite desta quarta-feira (28/6) a Secretaria de Mulheres Educadoras do Sinpro realizou uma noite de debates com as autoras do livro Histórias de Morte Matada Contadas Feito Morte Morrida, Niara de Oliveira e Vanessa Rodrigues.

As duas jornalistas estiveram ontem no auditório do Sinpro para conversar sobre o livro, o primeiro que escreveram em parceria e que foi finalista do prêmio Jabuti 2022.

No evento, mediado pelas diretoras da secretaria de mulheres educadoras do Sinpro, Mônica Caldeira, Regina Célia e Silvana Fernandes, Niara e Vanessa contaram que o machismo está tão entranhado na sociedade que a forma como a imprensa cobre os feminicídios não só reflete esse machismo como contraria os principais manuais de redação e estilo dos jornais.

As autoras mergulharam em matérias publicadas, nos últimos 40 anos, sobre o assassinato de mulheres por motivações misóginas, incluindo casos como os de Ângela Diniz e Eliane de Grammont, até Sandra Gomide, Eloá Pimentel, Eliza Samudio, Viviane do Amaral, Viviane Sptinizer, Patrícia Accioli, Marielle Franco e outras vítimas de menor repercussão, mas com igual importância.

No dia do orgulho LGBTQIA+, as autoras ainda revelaram que, se o feminicídio de mulheres cis é subnotificado pela polícia e pelas secretarias de segurança Brasil afora, o feminicídio de mulheres trans é ainda mais invisibilizado, pois quase nunca se credita a morte de uma mulher trans como feminicídio.

Segundo as autoras, existem dois artifícios que são praticamente clichê na construção de textos jornalísticos sobre feminicídios. Um é a corresponsabilização: a mulher também tem um pouco de culpa por sua própria morte. O ciúme do (ex-)parceiro explica, “desculpa” tudo e acaba por amenizar a responsabilidade do assassino.

O outro artifício é sintático. O feminicídio é comumente contado na voz passiva. Assim, o sujeito “Mulher morta” é muito mais comum do que “Homem mata mulher”. Esse artifício destaca dá o protagonismo da história à mulher, e “apaga” a importância do causador de sua morte – e é um dos motivos do título do livro, que destaca duas construções no particípio passado (matada e morrida).

Além disso, a vítima do feminicídio é muitas vezes colocada sob uma lupa moral, o que inclui desde a foto que estampa a matéria até a falta de busca por informações mais profundas sobre a história de vida dessa mulher assassinada. Para as autoras, é como se redações de imprensa de norte a sul do país seguissem um manual de redação informal, não escrito, sobre como fazer a cobertura dos casos de feminicídio.

Durante os debates, as professoras presentes contaram que o machismo está presente nas crianças, desde a mais tenra idade. E que trabalhar a forma como as crianças veem o mundo é primordial. A autora Niara de Oliveira lembrou: “a escola é onde se percebem os primeiros indícios de violência doméstica. As professoras devem estar preparadas para lidar com isso, seja do ponto de vista pedagógico, seja do ponto de vista profissional.”

Outra professora contou que “um dia eu me vi sentada à mesa com cinco mulheres. Pela conversa, percebi que eu era a única a não ter sofrido violência de marido ou namorado – porque nunca me casei!” Vanessa Rodrigues aproveitou a fala dessa professora e complementou: “enquanto a imprensa brasileira escolher, deliberadamente, contar a história de um feminicídio a partir da ótica do ‘foi por ciúmes’, não veremos um ‘ela foi vítima do machismo da sociedade’”.

“Cada capítulo desse livro fustiga a leitora. O texto, a forma como Niara e Vanessa escrevem, é uma grande epifania. Esse é o tipo de livro que faz pensar. Faz pensar em aulas, em seminários, em alunos e alunas, em nossa postura diante da sala de aula… simplesmente fundamental para vencermos o machismo tão entranhado na sociedade”, disse a coordenadora da secretaria de mulheres educadoras, Monica Caldeira.

O livro, totalmente produzido por mulheres, está disponível no site da Drops Editora por R$ 55,00.

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Sistemas penitenciário e educacional têm base colonizadora e racista, mostra professora

“Tanto o sistema penitenciário quanto o sistema educacional em nosso país têm suas raízes em um projeto colonizador, racista, que mantém e intensifica as desigualdades sociais em nosso país”. A constatação é da professora da Educação de Jovens e Adultos (EJA) Vanessa Bomfim, na dissertação “Pedagogia da Resistência: Pelo direito de ser mais”.

Professora no sistema prisional desde 2005, Vanessa fará a defesa do material nesta sexta-feira (30/6), e é com ele que quer avançar na luta para que a EJA nas prisões “tenha o papel reparador de devolver às pessoas privadas de liberdade o título de sujeitos de direitos em busca de serem mais”.

“O título da dissetação está relacionado a uma pedagogia que resiste ao projeto colonizador que desumaniza e estigmatiza pessoas negras em nosso país, tornando-as menos humanas, proibidas de ser, saber e poder ainda quando criança quando não se sentem acolhidas pela escola e buscam na criminalidade uma forma de sobreviver”, explica a professora.

O trabalho de Vanessa Bomfim traz narrativas autobiográficas de professoras coordenadoras que trabalharam na EJA nas prisões nos últimos 20 anos, e falam da luta de professores e alunos para desenvolver uma educação libertadora e promotora dos direitos humanos.

“São quatro mulheres que ignoram os rótulos, os julgamentos, as insinuações e não permitem que nada as desanimem. Vestem-se da força de quem sabe pelo que lutam e mostram que é preciso inteligência e sabedoria para driblar a alienação, o ambiente antagônico aos princípios da EJA”, diz a professora Vanessa Bomfim. Segundo ela, “as narrativas trazidas por essas professoras coordenadoras mostram que os avanços obtidos até hoje foram garantidos a partir de muita luta dos professores, mas que sempre estão no processo de avançar e retroceder, muito semelhante com o que ocorre com a EJA regular”.

Dados de 2022 da Secretaria Nacional de Políticas Penais mostram que apenas 7,96% da população carcerária tem acesso à educação formal (presencial). “Das 26 estratégias da meta 10 do PDE (Plano Distrital de Educação), pouquíssimas sequer foram iniciadas. É uma educação que se encontra invisibilizada”, declara professora Vanessa Bomfim.

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