Texto conjunto de Centrais Sindicais exige retirada de Fundeb e FCDF do arcabouço fiscal

As centrais Sindicais reunidas assinaram documento conjunto exigindo a retirada imediata do Relatório do Arcabouço Fiscal do artigo que trata do Fundo Constitucional do DF, do FUNDEB, do piso de Enfermagem e do congelamento do funcionalismo público.

O texto alerta sobre a gravidade que representa a emenda de Autoria do deputado Cláudio Cajado (PP-BA), relator do Novo Arcabouço Fiscal na Câmara Federal e os riscos que ela trará para o Distrito Federal.

Assinam o texto a Central Única dos Trabalhadores do Distrito Federal (CUT-DF), Central das Trabalhadoras e dos Trabalhadores do Brasil (CTB), Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores (UGT), Nova Central (NCST), Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) e Intersindical – Central da Classe Trabalhadora.

O relator do PLP 93/2023, deputado federal bolsonarista Cláudio Cajado (PP-BA), quer incluir o Fundeb no teto de gastos. Além do Fundeb, ele também encara como despesa os mínimos constitucionais da educação e da saúde. Cajado pretende ainda reduzir o valor do Fundo Constitucional do Distrito Federal.

Na nota conjunta, as centrais avisam que “esse texto substitutivo prejudica substancialmente o Novo Arcabouço Fiscal ao incluir no teto de gastos os mínimos constitucionais da educação e da saúde. Isso prejudicará o FUNDEB, o piso da Enfermagem e o funcionalismo público.”

As centrais também lembram que “Essa nova versão do arcabouço fiscal irá impedir também a retomada dos investimentos necessários para impulsionar áreas sociais que são as que mais necessitam e contam com essa ajuda. Sendo assim, é condição indispensável que o Distrito Federal permaneça unido para combater essa afronta ao seu orçamento e estabilidade financeira. “

O Fundo Constitucional é regulamentado pela lei 10.633/2002, “com a finalidade de prover os recursos necessários à organização e manutenção da polícia civil, da polícia militar e do corpo de bombeiros militar do Distrito Federal, bem como assistência financeira para execução de serviços públicos de saúde e educação, conforme disposto no inciso XIV do art. 21 da Constituição Federal” que trata das obrigações da União.

Por ser a Capital do país, o Distrito Federal tem demandas específicas que devem ser custeadas pela União. A segurança dos prédios públicos federais e das embaixadas se enquadra nessas demandas específicas. Além disso, Brasília foi construída para ser uma cidade exclusivamente administrativa e ter, no máximo, 500 mil habitantes. Hoje o DF tem mais de 3 milhões de habitantes – além de 1 milhão de pessoas que vivem no entorno, que demandam por serviços de saúde, educação e segurança em Brasília – demanda essa que cresce de forma exponencial.

Ao mudar as regras do FCDF, Cajado afeta toda a população do Distrito Federal, e de forma bem negativa. Pelas atuais regras do FCDF, o total disponível para o Distrito Federal ficaria em torno de R$ 35 bilhões nos próximos 10 anos; com as novas regras, esse valor seria de R$ 23 bilhões. A perda de receita é de R$ 12 bilhões.

Vídeo explica ponto a ponto proposta do GDF ao magistério público

Propostas apresentadas pelo Governo do Distrito Federal à Comissão de Negociação do Sinpro-DF foram comentadas, uma a uma, em live realizada pelo Sindicato, nessa segunda-feira (22). Aqueles que não assistiram à apresentação ou querem rever o conteúdo, podem acessá-lo pelo link https://youtu.be/1HvIIf4XTGE

A explicação dos oito pontos da proposta do GDF foi feita pelo diretor do Sinpro Cláudio Antunes. “É um momento de estudo, de entender como funciona e como ficam essas propostas dentro da carreira”, disse. “É muito importante que a gente compreenda essa primeira proposta que a nossa categoria teve”, avaliou a diretora do sindicato Regina Célia. A live teve 12 mil visualizações até o fechamento desta matéria.

Na lista de propostas apresentada pelo GDF estão:

>> Convocação de todos(as) os (as) aprovados(as) no último concurso público realizado para o magistério, em 2022;

>> Direito a atestado de acompanhamento para professores(as) em regime de contratação temporária;

>> Aproximação entre as tabelas PQ1 (sem conclusão de graduação), PQ2 (licenciatura curta) e PQ3 (com graduação);

>> Extensão para aposentados(as) sem paridade dos R$ 200 referentes ao auxílio saúde incorporado ao vencimento da categoria;

>> Incorporação da Gaped/Gase a partir de 2024 (em três anos, com duas parcelas de 5% a cada ano);

>> Concessão de ampliação de carga horária para solicitações feitas até o momento;

>> Encaminhar projeto de lei para assegurar participação remunerada dos(as) professores(as) em contrato temporário na semana pedagógica;

>> Encaminhar projeto de lei para validar o tempo de exercício como contrato temporário ao se tornar efetivo, o que impacta na progressão da carreira.

A Comissão de Negociação do Sinpro avalia que a proposta do GDF indica avanços. Entretanto, ainda há ajustes a serem feitos para que os pontos estejam mais próximos de atender as necessidades da categoria do magistério público. Entre as alterações pleiteadas estão: a antecipação da incorporação da Gaped/Gase para este ano; a redução de padrões para chegar mais rápido ao topo da tabela salarial; e a melhoria dos percentuais da progressão horizontal e do step vertical, por exemplo.

Nova reunião entre a Comissão de Negociação do Sinpro e o GDF está agendada para esta quarta-feira (24). Na quinta-feira (25), professores(as) e orientadores(as) educacionais realizarão assembleia geral, às 9h30, no estacionamento da Funarte.

Recepção a deputados no aeroporto de Brasília defende Fundeb e FCDF

Na manhã desta terça-feira (23/5), defensores da educação pública foram ao Aeroporto Internacional de Brasília recepcionar os parlamentares que começam a chegar à Capital Federal para a votação do arcabouço fiscal.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e o relator do projeto do arcabouço fiscal, Cláudio Cajado (PP-BA), vão buscar um acordo hoje com líderes da Câmara para votar o texto com as novas regras fiscais sem alterações substanciais. Lira vai bater o martelo quanto à data de votação do arcabouço, após o encontro com as lideranças. Ele decidirá se será hoje ou amanhã (24).

Cajado quer resistir à pressão das bancadas e entregar um relatório que tenha a adesão da maioria dos partidos, mas sem mexer na atual proposta.

O relator do PLP 93/2023, deputado federal bolsonarista Cláudio Cajado (PP-BA), quer incluir o Fundeb no teto de gastos. Além do Fundeb, ele também encara como despesa os mínimos constitucionais da educação e da saúde. Cajado pretende ainda reduzir o valor do Fundo Constitucional do Distrito Federal.

Em nota publicada no último dia 17 de maio, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) requereu de Cajado e dos(as) deputados(as) a manutenção das “exceções de despesas no arcabouço fiscal, tal como consta no projeto original do Poder Executivo, uma vez que representam salvaguardas mínimas a setores vulneráveis da sociedade”. Segundo a Confederação, o substitutivo de Cajado traz medidas “incoerentes e desproporcionais”, e pode fazer retornar “o cenário de carestia imposto pela EC nº 95 às políticas sociais no Brasil, entre elas, a execução do Plano Nacional de Educação”.

O Fundo Constitucional é regulamentado pela lei 10.633/2002, “com a finalidade de prover os recursos necessários à organização e manutenção da polícia civil, da polícia militar e do corpo de bombeiros militar do Distrito Federal, bem como assistência financeira para execução de serviços públicos de saúde e educação, conforme disposto no inciso XIV do art. 21 da Constituição Federal” que trata das obrigações da União.

Por ser a Capital do país, o Distrito Federal tem demandas específicas que devem ser custeadas pela União. A segurança dos prédios públicos federais e das embaixadas se enquadra nessas demandas específicas. Além disso, Brasília foi construída para ser uma cidade exclusivamente administrativa e ter, no máximo, 500 mil habitantes. Hoje o DF tem mais de 3 milhões de habitantes – além de 1 milhão de pessoas que vivem no entorno, que demandam por serviços de saúde, educação e segurança em Brasília – demanda essa que cresce de forma exponencial.

Ao mudar as regras do FCDF, Cajado afeta toda a população do Distrito Federal, e de forma bem negativa. Pelas atuais regras do FCDF, o total disponível para o Distrito Federal ficaria em torno de R$ 35 bilhões nos próximos 10 anos; com as novas regras, esse valor seria de R$ 23 bilhões. A perda de receita é de R$ 12 bilhões.

“Isso compromete o caixa, compromete a qualidade dos serviços oferecidos à população, compromete a realização de novos concursos e ainda reduz a quantidade de dinheiro circulando no DF, o que resulta em menos emprego e menos consumo. Não é bom pra ninguém”, resume a ex-dirigente do Sinpro e dirigente da CNTE Rosilene Correa. “Se pensarmos na categoria da educação, que vem, historicamente, travando lutas árduas para conquistar avanços, temos que nossa categoria pode vir a ser especialmente prejudicada por esse recálculo”, explica Rosilene.

Em defesa pelo Fundo Constitucional do DF, 18 representantes de partidos e 17 parlamentares assinaram a carta contra o congelamento do Fundo Constitucional, a qual será levada aos presidentes da Câmara Federal e do Senado. Assinaram o documento PSD, PT, PV, PDT, PSB, PSDB, PP, União Brasil, PL, MDB, Cidadania, PSC, Podemos, Avante, Republicanos, PCdoB, PSol e PMN.

Vídeo de Simão de Miranda apresenta “Entre greves, pelegos e patrões”

Neste momento em que a categoria do Magistério da rede pública de ensino do Distrito Federal está em greve geral, o professor Simão de Miranda lança um vídeo no YouTube em que explica o que é e como surgiu a greve e do papel de cada trabalhador(a) durante uma luta por melhores salários e condições de trabalho decentes. Confira o vídeo no final desta nota.

Com o título “Entre greves, pelegos e patrões”, o vídeo descreve um pouco dos papeis que cada uma dessas personagens (pelegos e patrões) desempenha durante um movimento paredista. “Hoje o assunto é grave. O assunto é greve. Nossa conversa de hoje é sobre grevistas, pelegos e patrões. Conheça os papéis de cada um destes personagens nos movimentos reivindicatórios da classe trabalhadora. Por favor, assistam e passem adiante. Quem sabe desperta a consciência de classe dos pelegos!”, anuncia o professor.

Simão de Miranda é autor de várias obras e palestras disponíveis no seu website www.simaodemiranda.com.br. Ele também está nas redes digitais Instagram @simaodemiranda. Confira também o link para o artigo “Que tipo de pelego você é?”, assinada por Augusto Azevedo na revista eletrônica Berro, citado no vídeo: https://revistaberro.com/literatura/cronica/que-tipo-de-pelego-voce-e/

Clique no link do YouTube a seguir e assista “Entre greves, pelegos e patrões”

 

Sinpro participa de audiência pública da Câmara dos Deputados sobre escolas militarizadas

O Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (Pecim), do governo Jair Bolsonaro (PL), foi tema de uma audiência pública realizada, nessa segunda-feira (22), pela Comissão de Educação da Câmara dos Deputados. O Sinpro-DF contou com a participação de vários(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais da rede pública de ensino do Distrito Federal, dentre eles(as), a professora Thaísa Magalhães, secretária da Mulher Trabalhadora da CUT-DF.

Entre os(as) convidados(as) para expor a situação da escolas submetidas a esse projeto bolsonarista estava Fátima Silva, secretária-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). Na ocasião, ela e outros(as) representantes de instituições de Ensino Fundamental e Médio defenderam o fim das escolas cívico-militares.

Fátima Silva destacou o fato de que a presença de militares nas escolas, com sua “natureza disciplinar, de obediência e hierarquia, fere princípios constitucionais do ensino, como a liberdade de aprender e ensinar”. Primeira a se pronunciar, ela disse que a inexistência de base legal para a implantação do Pecim.

Ao se referir ao Decreto Federal 10.004/2019 e a todo e qualquer outro modelo de militarização de escolas proposto por Estados ou Municípios, Fátima afirmou que “esse programa é incompatível com os preceitos constitucionais, ferindo o Estatuto da Criança e do Adolescente, a lei do Plano Nacional de Educação (PNE) e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB)”.

Ela lembrou que a CNTE entregou ao MEC a Carta da Sociedade Civil pela Desmilitarização da Educação e da Vida. “Sou favorável ao uniforme escolar para identificação do aluno/a, mas sou contrária à farda e à linguagem militar para dentro do ambiente escolar”, reiterou a Secretária Geral da CNTE.

Disparidade de remuneração

Durante a audiência, o diretor de Políticas e Diretrizes da Educação Integral Básica do MEC, Alexsandro Santos, o Brasil tem cerca de 138 mil escolas de educação básica, das quais, atualmente, 202 são fomentadas pelo Pecim, com uma concentração maior na rede municipal (107 unidades) do que na estadual (75). Ele disse que existem 15 colégios criados e geridos pelas Forças Armadas Brasileiras e outros colégios militares estaduais geridos pelas Polícias Militares e Corpos de Bombeiros dos Estados.

Ele também revelou que a remuneração dos oficiais de apoio em escolas fomentadas pelo Pecim está acima da média salarial de professores(as) e de orientadores(as) educacionais e acima da remuneração de quem ocupa cargos de gestão, como diretor(a) e vice-diretor(a).

“Além do valor que já recebem da sua remuneração de reserva, os militares que trabalham para o Pecim podem ganhar, no mínimo, R$8343; e o valor máximo pode chegar a R$9152. Acho que os deputados sabem quanto ganham uma diretora ou professora de escola no Brasil…”, ironizou Santos.

Segundo ele, o oficial recebe entre R$ 8.343 e R$ 9.553 pela atuação na rede pública de ensino, além do que ganha das Forças Armadas. Já a remuneração básica de um profissional do magistério com ensino superior é de R$ 4.420.

E informou que o MEC já decidiu não financiar mais o programa de escolas cívico-militares. No entanto, explicou que cabe aos estados e municípios decidir o que fazer nas escolas que já foram militarizadas.

A audiência pública foi solicitada pelo deputado federal Pedro Uczai (PT-SC) e, além da participação da CNTE e do Sinpro-DF, contou com representantes do Ministério da Educação (MEC), da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes) e do Fórum Nacional Popular de Educação (FNPE).

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Reunião virtual com gestores discute greve da Educação, nesta terça (23)

Sinpro-DF realiza reunião com gestores(as) das escolas públicas nesta terça-feira (23), para discutir a greve do magistério público, iniciada no dia 4 de maio. A reunião será às 17h, pela plataforma Zoom.

O link da reunião será enviado automaticamente aos(às) gestores(as) cadastrados(as) nas listas de transmissão do Sinpro. Aqueles e aquelas que não receberem o endereço de acesso virtual, podem entrar em contato com o sindicato pelos telefones 3343-4209 ou 9323-8140.

A reunião será virtual para possibilitar a participação maciça dos(as) profissionais.

Professores(as) e orientadores(as) educacionais realizarão assembleia geral no próxima quinta-feira (25/5). A atividade será às 9h30, no estacionamento da Funarte.

Em mais uma demonstração de autoritarismo, governo volta a acionar a Justiça e orienta CREs a corte de ponto

Em uma nova demonstração de truculência e de autoritarismo, o governador Ibaneis Rocha acionou a Justiça, mais uma vez, para punir a greve de professores(as) e orientadores(as) educacionais. O governo solicitou dobrar a multa diária imposta ao Sinpro pela paralisação (que é de R$ 300 mil e irá, se deferido, para R$ 600 mil) e o bloqueio (ou seja, o não repasse) de todo o valor das contribuições sindicais mensais para o sindicato, buscando inviabilizar a organização da luta da categoria.

Na segunda (22), a Secretaria de Educação emitiu memorando orientando o corte de ponto dos servidores e servidoras em greve. Todas essas iniciativas mostram que o governo de Ibaneis Rocha não respeita o direito de greve e se movimenta para não ter que negociar!

Foi a greve que fez com que o governo, finalmente, negociasse com a categoria e apresentasse uma proposta. Agora, essa proposta está cumprindo os trâmites democráticos do movimento, sendo debatida pelo conjunto dos profissionais do magistério em seus fóruns adequados. Nesta segunda, houve quatorze assembleias regionais. Quinta-feira acontecerá uma nova assembleia geral.

O Comando de Greve dos professores(as) e orientadores(as) educacionais já afirmou e reafirma que quem decide o fim da greve é a categoria em suas assembleias. A solução para o impasse está nas mãos do governo, não por meio do Poder Judiciário, mas sim, por meio da negociação! Para isso, é fundamental que na reunião desta quarta o governo traga avanços sobre a proposta apresentada.

Nesta terça (23) às 17h haverá reunião virtual com gestores e gestoras das escolas públicas. Pauta: greve da educação.

E, quinta-feira, 25 de maio, às 9h30, todas e todos à assembleia geral no estacionamento da Funarte! É muito importante que nossa assembleia seja grande e forte para respondermos aos ataques do governo e decidirmos os rumos do movimento!

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PL de Diretrizes Orçamentárias apresenta números “dramáticos” para a Educação

Após o anúncio de bloqueio de R$ 1 bilhão do Orçamento do Distrito Federal deste ano, conforme divulgado pelo Palácio do Buriti, e das medidas contra a inclusão do Fundo Constitucional do DF no arcabouço fiscal, a Comissão de Educação, Saúde e Cultura (CESC) da Câmara Legislativa discutiu a situação dessas áreas no projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o próximo ano (PL nº 371/2023). A intenção da CESC é obter informações para apresentar emendas que possam corrigir a proposta do GDF, que será votada até junho. A LDO serve como base para o Orçamento.

No início da reunião, o presidente da comissão, deputado Gabriel Magno (PT), e o membro do colegiado, deputado Ricardo Vale (PT), analisaram a conjuntura atual e destacaram o contingenciamento determinado pelo governador Ibaneis Rocha, além da possível perda de recursos caso o arcabouço fiscal restrinja o repasse da União para o Distrito Federal.

Em seguida, foi apresentada a situação dos setores de educação, saúde e cultura na proposta da LDO, com ênfase na previsão de nomeações de servidores concursados para este e o próximo ano. Na maioria dos casos, não há estimativa de contratações.

A diretora do Sinpro-DF, Luciana Custódio, considerou os números dramáticos e afirmou que as carreiras, como a dos docentes, estão sendo abandonadas neste governo.

Na mesma linha, o diretor Cleber Soares também expressou sua indignação com a proposta da LDO, destacando a substancial redução de recursos para a Educação, tanto do Fundo Constitucional quanto dos recursos próprios. Ele afirmou que “faremos gestões junto à Câmara Legislativa para que a LDO reflita, efetivamente, o respeito aos profissionais do Magistério Público”.

Após ouvir os argumentos, o deputado Gabriel Magno declarou que uma das ideias da comissão será apresentar emendas ao PL nº 371/2023, de modo a recompor, no mínimo, os quantitativos de nomeações nos mesmos parâmetros da Lei de Diretrizes Orçamentárias em vigor.

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Sinasefe apoia greve da Educação

O Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) lançou nota de apoio à greve dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais da rede pública de ensino do DF. O movimento paredista da categoria foi iniciado no dia 4 de maio.

Professores(as) e orientadores(as) educacionais têm como um dos eixos centrais da pauta de reivindicação a reestruturação da carreira do magistério, que mitiga perdas impostas nos últimos oito anos.

A greve da Educação vem recebendo apoio de diversas organizações do movimento sindical e dos movimentos sociais, além de parlamentares.

Leia AQUI a nota do Sinasefe 

Líderes políticos do DF se unem contra recálculo do Fundo Constitucional

Representantes de 15 partidos políticos do Distrito Federal se reuniram na tarde desta segunda-feira (22/5) para traçar estratégias para retirar o Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF) da lei do Arcabouço Fiscal, que está sob relatoria do deputado federal Cláudio Cajado (PP-BA).

O evento contou com a participação de deputados federais e distritais de 15 partidos, dois dos três senadores do DF (Izalci Lucas do PSDB e Leila do Vôlei do PDT) e diversos presidentes regionais dos partidos. Rosilene Correia, ex-diretora do Sinpro, esteve presente como presidente em exercício do PT-DF.

A mobilização geral se explica: o relator do PLP 93/2023, deputado federal bolsonarista Cláudio Cajado, incluiu no texto um artigo não previsto no texto original encaminhado pelo ministério da Fazenda. Esse artigo muda a forma de cálculo do Fundo Constitucional ano a ano. Cajado quer estabelecer um teto.

Ocorre que o Fundo Constitucional é regulamentado pela lei 10.633/2002, “com a finalidade de prover os recursos necessários à organização e manutenção da polícia civil, da polícia militar e do corpo de bombeiros militar do Distrito Federal, bem como assistência financeira para execução de serviços públicos de saúde e educação, conforme disposto no inciso XIV do art. 21 da Constituição Federal.”

Por ser a Capital do país, o Distrito Federal tem demandas específicas que devem ser custeadas pela União. A segurança dos prédios públicos federais e das embaixadas se enquadra nessas demandas específicas. Além disso, Brasília foi construída para ser uma cidade exclusivamente administrativa e ter, no máximo, 500 mil habitantes. Hoje o DF tem mais de 3 milhões de habitantes – além de 1 milhão de pessoas que vivem no entorno, que demandam por serviços de saúde, educação e segurança em Brasília – demanda essa que cresce de forma exponencial.

Ao mudar as regras do FCDF, Cajado afeta toda a população do Distrito Federal, e de forma bem negativa. Pelas atuais regras do FCDF, o total disponível para o Distrito Federal ficaria em torno de R$ 35 bilhões nos próximos 10 anos; com as novas regras, esse valor seria de R$ 23 bilhões. A perda de receita é de R$ 12 bilhões.

“Isso compromete o caixa, compromete a qualidade dos serviços oferecidos à população, compromete a realização de novos concursos e ainda reduz a quantidade de dinheiro circulando no DF, o que resulta em menos emprego e menos consumo. Não é bom pra ninguém”, resume Rosilene Correa. “Se pensarmos na categoria da educação, que vem, historicamente, travando lutas árduas para conquistar avanços, temos que nossa categoria pode vir a ser especialmente prejudicada por esse recálculo”, explica a ex-dirigente do Sinpro.

Na reunião desta tarde, ficou decidido que os representantes dos partidos iriam procurar os líderes de suas bancadas na Câmara Federal para conversarem com o deputado Cláudio Cajado para que o artigo seja retirado do PLP 93/2023.

A Central Única dos Trabalhadores no Distrito Federal (CUT-DF) também fez nota hoje contra a inclusão do FCDF no arcabouço fiscal, e lembra que “além do Fundo Constitucional, esse texto substitutivo prejudica substancialmente o Novo Arcabouço Fiscal ao incluir no teto de gastos os mínimos constitucionais da educação e da saúde. Isso prejudicará o FUNDEB, o piso da Enfermagem e o funcionalismo público.”

A CUT marcou para amanhã (23/5) reunião com as demais centrais para que também o movimento sindical se manifeste e pressione as bancadas federais.

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