Educadores(as) tomam a Rodoviária do Plano Piloto mais uma vez

Segunda-feira, 15 de maio, foi dia de tomar a Rodoviária do Plano Piloto mais uma vez! Professores(as) e orientadores(as) educacionais em greve chegaram ao local no fim da tarde, erguendo cartazes, pirulitos e distribuindo Sinpro Cidadão.

Os manifestantes dialogaram com a população para expor os motivos da greve e foram bem recebidos. Ao transitar pelas plataformas da rodoviária, os educadores e educadoras eram aplaudidos pelas pessoas que aguardavam seus ônibus nas filas.

A propaganda do governo não conseguiu enganar a população do DF, que sabe da falta de respeito com que o governador Ibaneis Rocha tem tratado a nossa categoria e da situação difícil das escolas públicas do DF.

Ao longo da semana, as mobilizações da greve continuam com piquetes nas cidades e uma grande assembleia geral na quinta-feira (18) pela manhã, no estacionamento da Funarte.

 

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Você já se vacinou contra a gripe?

Desde segunda-feira (15), todos(as) com mais de seis meses de idade já podem receber a vacinação contra a gripe (influenza) no Distrito Federal. São mais de 120 unidades de saúde preparadas para atender a população.

A lista completa está disponível no site da Secretaria de Saúde

A gerente da Rede de Frio da Secretaria de Saúde, Tereza Luiza Pereira, lembra que essa vacina pode ser tomada juntamente com outros imunizantes. “Quem for se vacinar, pode atualizar o cartão vacinal. Os que têm mais de 18 anos, por exemplo, podem receber a aplicação da vacina contra a gripe e a bivalente contra a covid-19”, afirma.

A vacina contra gripe aplicada em 2023 é do tipo trivalente, pois protege contra três vírus diferentes: A/Sydney/5/2021 (H1N1) pdm09, A/Darwin/9/2021 (H3N2) e B/Austria/1359417/2021 (linhagem B/Victoria, tendo sido desenvolvida a partir das cepas em circulação no Brasil). Após a imunização, em duas a três semanas passam a ser detectados anticorpos contra a doença. A duração varia de seis a 12 meses, dependendo do indivíduo, fato que justifica a vacinação ocorrer anualmente.

A secretária de Saúde, Lucilene Florêncio, faz um convite à sociedade para se vacinar. “As unidades de saúde estão abastecidas de doses contra a gripe (influenza). Vacina no braço é proteção. É não permitir, em nosso território, doenças que têm vacina”, alerta a secretária.

Com informações da Agência Brasília

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Sinpro Cidadão 56 é especial para estudantes

A edição 56 do jornal Sinpro Cidadão é especial para os estudantes. Totalmente voltado para alunos e alunas da rede distrital de educação, a publicação explica os motivos da greve da educação, e por que a greve também tem a ver com estudantes.
O jornal lembra das turmas superlotadas que prejudicam o processo educativo; lembra da irregularidade na oferta de merenda e como isso é prejudicial para os e as estudantes que só se alimentam adequadamente na escola por falta de recursos das famílias ou por falta de tempo, pois são jovens ou adultos trabalhadores. Também aborda da questão da violência contra as escolas e a quantidade excessiva de profissionais em contrato temporário de trabalho, o que gera uma rotatividade nas escolas que também prejudica o andamento das matérias.
Também são mencionadas as questões de Novo Ensino Médio (cujo objetivo é bem claro: dificultar o acesso de estudantes de escolas públicas à universidade), a questão da retomada pedagógica pós-pandemia, a falta de assistência adequada aos e às estudantes com necessidades educacionais especiais.
Todas essas questões têm relação direta com a qualidade do ensino que chega até os e as estudantes da rede distrital de educação. É por tudo isso que estamos em greve. É pelos nossos ganhos, mas é também pela qualidade do ensino que os e as estudantes recebem. Em outras palavras: a luta da greve da educação também é dos e das estudantes.

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Sinpro pauta greve no Câmara nas Cidades em Sobradinho

O Sinpro participou, na semana passada, do projeto Câmara nas Cidade, realizado em Sobradinho. A diretora Vanilce Diniz, coordenadora da Secretaria de Formação Sindical do sindicato, juntamente com vários(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais que estavam compondo a mobilização da greve nas escolas pautaram o tema da luta da categoria nessa sessão itinerante da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF).

 

Na ocasião, explicaram ao público de Sobradinho I e II, e a quem mais participava do Câmara nas Cidades, os problemas da educação pública e os motivos da greve. A categoria criticou declarações de parlamentares e outras pessoas que se posicionaram contra a greve e alertaram os distritais sobre a falta de espaços de diálogo com o poder público.

 

Confira o vídeo.

Vamos subir nossa hashtag #IbaneisRespeiteaEducação nas redes sociais!

Nossa atuação piqueteira nas redes sociais tem hashtag! Vamos fazê-la subir? Quando você for postar algum conteúdo relacionado à greve da educação, não se esqueça de incluir a tag #IbaneisRespeiteaEducação !

O governador tem desrespeitado nossa categoria sistematicamente! Ao longo de todo o seu primeiro governo, manteve nossos salários congelados, o que causou enormes prejuízos. Agora, propõe um reajuste de 6% em 2023, que sequer repõe as perdas do último período – enquanto para ele mesmo, para a vice-governadora e todo o primeiro escalão do governo o aumento é de 25% de uma só vez.

Quando em campanha, Ibaneis afirmou que “professor deveria ganhar igual a juiz”. Mas a realidade, em seu governo, é de condições de trabalho precárias, desvalorização da carreira e falta de profissionais nas escolas.

É por isso que todos e todas gritamos bem alto: #IbaneisRespeiteaEducação !

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Sindsasc apoia e se solidariza com a greve do magistério

Leia abaixo a nota do Sindicato dos Servidores e Empregados da Assistência Social e Cultural do GDF (Sindsasc) em apoio à greve da educação! Para ler no site do Sindsasc, clique AQUI.

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Nota de apoio à greve dos professores e professoras

O Sindicato dos Servidores e Empregados da Assistência Social e Cultural do GDF (Sindsasc) manifesta seu apoio e solidariedade aos(às) colegas da carreira do magistério público do Distrito Federal que, reunidos em assembleia geral da categoria, aprovaram greve por tempo indeterminado. São justos os pleitos da categoria.

O Sindsasc defende e pratica a solidariedade de classes e atua permanentemente pela união da classe trabalhadora, especialmente quando as categorias se colocam em luta. Justamente por isso estamos engajados na convocação do 1º de Maio unitário, que acontece na próxima segunda, no Eixão Norte. Nossa própria categoria encontra-se em processo de mobilização, tendo realizado uma grande assembleia nesta terça, dia 25/04, que deliberou por uma paralisação de 48h nos dias 30 e 31/05/2023. Nossos motivos são semelhantes aos que levaram os professores e professoras a deflagrarem greve.

O Governo do Distrito Federal tem obrigação de estabelecer mesa de negociação e apresentar propostas aos servidores e servidoras da educação, assim como aos(às) da assistência social e das demais categorias que se colocarem em luta.

Brasília, 26/04/2023
Diretoria do Sindsasc

15 de maio – Dia da família

Hoje é o dia daquele grupo de pessoas que se amam, se protegem, cuidam uns dos outros e fornecem às crianças (quando elas chegam) um ambiente saudável e seguro para que cresçam de forma saudável.

A vida acabou por criar várias “configurações” para o que se chama família: duas mães com crianças, dois pais, uma mãe e um pai, avós ou tios/tias cuidando de sobrinhos… mas o importante é que sejam pessoas unidas por laços de amor, carinho, cuidado e responsabilidade.

Mas para que possam cuidar uns dos outros com responsabilidade, é necessário que as famílias tenham segurança. A segurança de chegar em casa e saber que é um espaço inviolável; a segurança de não morrer porque não quis entregar o celular na rua, mas também, e principalmente, a segurança de ter comida e uma casa. A segurança de saber que se as crianças ficarem doentes, vão ter médico e remédio. A segurança de saber que as crianças terão educação laica, de qualidade e socialmente referenciada, e que terão suas vidas, escolhas e crenças respeitadas.

Para ter essa segurança, é fundamental que as pessoas responsáveis pelo sustento das famílias recebam um salário digno.

Para ter essa segurança, é fundamental que essas pessoas trabalhem em locais com condições dignas.

Para tudo isso, é também importante que essas pessoas que cuidam sejam bem cuidadas.

É por isso que, neste dia 15 de maio, o Sinpro deseja que todas as famílias entendam e apoiem os motivos de nossa greve.

Estamos há oito anos com reajuste zero.

2/3 de nossa força de trabalho foram contratados pelo GDF em regime de contrato temporário de trabalho, e não como efetivos – ainda que o concurso para seleção tenha tido o mesmo grau de dificuldade.

Queremos ser tratados com dignidade para que, ao chegar em casa após um dia de trabalho, a gente possa cuidar com carinho e responsabilidade de quem depende de nós.

VÍDEO-HOMENAGEM | Professora Holanda é mãe que inspira luta

O corredor principal do segundo pavimento da sede do Sinpro-DF expõe galeria de fotos históricas da categoria do magistério público. Em uma delas, professora Maria Holanda Lopes Carvalho ocupa o primeiro plano. Ela sopra uma corneta, e se destaca no grupo que percorre uma avenida em protesto por melhores condições de vida, de trabalho e, sobretudo, por uma educação pública de qualidade. Do lado direito da professora, uma placa avisa: professores(as) em greve. Do lado esquerdo, uma bandeira do Sinpro é empunhada e mostra a organização da categoria.

Holanda é e sempre foi luta. Desde que que entrou para o magistério, há mais de meio século, participou e foi uma das lideranças de todos os movimentos grevistas. Mas neste ano, pela primeira vez, professora Holanda não estará nos piquetes e assembleias.

Dia 14 de maio fará quatro meses que professora Holanda está em um leito de UTI. O estado dela é estável, mas ainda grave. Nesse período, ela, que tem 84 anos, foi entubada, extubada, venceu uma paralisação dos rins. Agora, segue sedada, fazendo hemodiálise e com a ajuda de ventilação mecânica.

“Lembro que, em fevereiro, ela estava em coma. Aí, o Sinpro começou a colocar propaganda na televisão, dizendo que ia ter assembleia. Ela em coma, não mexia nada. Aí eu falei assim: mãe, olha o Sinpro vai fazer assembleia, pode ter greve. Vamos lá atrás dos pelegos. E quando eu falei isso, os olhos dela mexeram”, conta a filha de Holanda, Jaqueline Lopes Carvalho.

Jaqueline, 57 anos, fica com a mãe todos os dias, das 7h30 até meia noite. A dedicação é reflexo da batalha de Holanda, que lutava também pela felicidade dos quatro filhos, segundo Jaqueline.

“Minha mãe é uma batalhadora. Criou os quatro filhos estudando, trabalhando longe. Chegava em casa 1h, e às 5h já estava na parada para pegar ônibus. Não tem como descrever o que é ela pra gente. Ela é nosso tudo. Ser filha dela é o meu maior privilégio”, declara Jaqueline, que admira incondicionalmente a mãe.

Professora Holanda é mãe que inspira luta. E embora não esteja presencialmente neste movimento paredista, seus ensinamentos são repassados por quem esteve com ela em tantas trincheiras.

É com imenso orgulho que o Sinpro lança vídeo-homenagem à professora Maria Holanda Lopes Carvalho: uma mulher arretada, mãe, nascida no Ceará e criada na Paraíba, que encantou o povo do DF e que segue inspirando professores(as) e orientadores(as) educacionais a fazerem a luta. Assista ao vídeo AQUI

Tomada da rodoviária confirmada para segunda-feira (15/5)

Na próxima segunda-feira (15/5), a partir das 16h, a plataforma superior da Rodoviária do Plano Piloto, ao lado do Conic, vai ser palco de um grande panfletaço. O ato faz parte do calendário de mobilizações do comando de greve aprovado na última assembleia.

O objetivo é conscientizar a população dos motivos da greve da educação: salas com turmas superlotadas, merenda insuficiente para todo mundo, transporte escolar insuficiente.

A categoria está há oito anos com reajuste zero, e desde 2019 solicita negociação com o GDF para a reestruturação da carreira.

A greve continua, e quem decide pelo seu final é a assembleia da categoria.

Todos juntos rumo ao panfletaço, segunda-feira (15/5) às 16h na plataforma superior da Rodoviária do Plano Piloto, próximo ao Conic.

Campanha Nacional pelo Direito à Educação apoia luta dos educadores do DF

A Campanha Nacional pelo Direito à Educação, por meio do Comitê DF, manifesta apoio amplo, geral e irrestrito à greve dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais do Distrito Federal. Após longo período de tentativas de negociação frustradas com o Governo do Distrito Federal, em especial com o governador Ibaneis Rocha, que sequer recebia a categoria para ouvir as reivindicações dos(as) educadores(as), a categoria conseguiu reabrir a mesa de negociação.

O último reajuste salarial concedido a professoras(es) e orientadoras(es) educacionais foi em 2015. Depois de 8 anos de congelamento salarial, sem negociação com a categoria, o governador Ibaneis Rocha anunciou reajuste de 6%, índice que não repõe sequer a inflação do período, e que não foi acatado pela categoria, que recebe hoje abaixo do piso nacional do magistério.

Atualmente, o déficit de professoras(es) efetivas(os) e orientadoras(es) educacionais é grave. A rede pública de ensino do DF tem quase 15 mil professoras(es) com contrato temporário. Isso representa mais de 50% da regência de classe. Professores(as) com contrato temporário – altamente qualificadas(os) – têm vínculo trabalhista fragilizado, com condições de trabalho precarizadas.

Respeito e valorização do magistério público estão diretamente ligados à garantia de direitos, vínculo trabalhista fortalecido e condições de trabalho dignas. Isso só pode ser estabelecido na lei da Carreira do Magistério Público. E só fazem parte dessa carreira professores(as) e orientadores(as) concursados(as).

A categoria reivindica, nesse sentido, que sejam convocadas(os) todas(os) as(os) aprovadas(os) no último concurso para a Carreira do Magistério, realizado em 2022. A reivindicação é para que nomeiem tanto os aprovados para vagas de provimento imediato como aqueles que ficaram no cadastro reserva. Ainda assim, as carências de educadoras(es) na rede pública de ensino não serão resolvidas. Por isso, a realização de concursos públicos para a educação deve ser uma política permanente.

A greve denuncia, também, a estratégia de matrícula feita arbitrariamente pelo GDF, que acarretou em aumento de estudantes por sala de aula. A categoria do magistério luta para que a quantidade de estudantes por sala de aula siga o que está definido no Plano Distrital de Educação. Uma educação pública de qualidade não é possível com salas de aula superlotadas.

Outra defesa das trabalhadoras e trabalhadores da educação é acerca dos direitos das(os) estudantes com deficiência nas escolas públicas do Distrito Federal. A categoria reivindica que o GDF cumpra os dispositivos que constam no Capítulo IV, do Direito à Educação, Art. 28, da Lei Brasileira de Inclusão das Pessoas com Deficiência.

Em Assembleia Geral datada do dia de hoje, 11 de maio de 2023, professoras(es) e orientadoras(es) educacionais decidiram pela continuidade da greve e aprovaram novo calendário de mobilização.

A greve é um direito fundamental dos trabalhadores e trabalhadoras, abrigada no art. 9º da Constituição Federal de 1988, o qual define que compete aos trabalhadores a decisão sobre a oportunidade de exercer tal direito e de determinar quais interesses serão defendidos por meio da greve. Repudiamos, nesse sentido, a tentativa de criminalizar as(os) trabalhadoras(es) da educação pela greve por meio de ação judicial movida pela Procuradoria-Geral do DF (PGDF), e aprovada pelo Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT).

Manifestamos, nesse sentido, irrestrita solidariedade e apoio às trabalhadoras e trabalhadores em greve da educação do Distrito Federal.

 

Brasília, 11 de Maio de 2023

Comitê DF da Campanha Nacional pelo Direito à Educação    

                          

Clique aqui e confira a nota na íntegra.

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