Insegurança e outros problemas sérios rondam escolas públicas do DF
Jornalista: sindicato
De acordo com o Tribunal de Contas do Distrito Federal, um terço das escolas públicas da região apresenta graves problemas de segurança. Durante uma inspeção de três dias em abril, 38 unidades escolares foram avaliadas e constatou-se que 35% delas possuem buracos ou aberturas em muros e grades que permitem a entrada de pessoas estranhas. Além disso, 32% das unidades não possuem equipamentos de segurança, como vigias, câmeras ou botões de pânico, e 82% não têm equipamentos similares para situações de risco.
A inspeção avaliou quase 200 itens, incluindo infraestrutura, acessibilidade, higiene, saneamento básico, segurança, alimentação, esporte, recreação e espaços pedagógicos.
Incêndios – Problemas nos sistemas de segurança contra incêndios também foram identificados durante as visitas. Em 36% das escolas, não há extintores ou estão fora da validade, 79% delas não possuem hidrantes e 95% das escolas estão com o laudo de vistoria do Corpo de Bombeiros vencido. Além disso, foram encontrados extintores guardados de forma inadequada.
Questões de acessibilidade também foram observadas durante as inspeções. Metade das escolas apresentou falhas nesse quesito, incluindo falta de corrimão ou guarda-corpo em 55% das unidades, ausência de banheiros adaptados para pessoas com deficiência em 45% e rampas de acessibilidade em desacordo com as normas da ABNT em 38% das escolas. Apenas cinco escolas tinham sinalização tátil em pisos ou paredes.
Descaso – Itens de higiene também foram avaliados, e mais da metade das escolas apresentaram falta de sabonete e papel higiênico. Durante as visitas, foram encontrados inúmeros problemas de infiltração, pontos de alagamento, bebedouros quebrados, teto desabando, entulhos e restos de obras em quadras poliesportivas.
O Governo do Distrito Federal parece ignorar esses problemas e, pior, coloca a comunidade escolar em risco de que algo ainda pior possa acontecer.
Por isso, os professores e orientadores educacionais estão em greve, reivindicando uma escola pública de qualidade, com estrutura adequada, para que a comunidade escolar possa atingir seu potencial máximo. É hora de acabar com o descaso com a educação!
Atenção: Assembleia amanhã, quinta-feira (11/5), às 9h30, no estacionamento da Funarte. Sua participação é fundamental!
Sinpro disponibiliza ônibus para a Assembleia Geral nesta quinta (11/5)
Jornalista: Maria Carla
O Sinpro-DF disponibiliza ônibus para os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais participarem da Assembleia Geral, nesta quinta-feira (11/5), às 9h30, no estacionamento da Funarte. A atividade discutirá próximas ações da greve iniciada no dia 4 de maio. Os ônibus saem de 18 cidades-satélites, às 8h. Confira o horário e os locais de saída dos ônibus.
Águas Lindas (Shopping de Águas Lindas); Planaltina de Goiás (em frente ao Fórum); Planaltina (CEE 01 Planaltina, perto da Rodoviária); Sobradinho (CEM 01 – ginásio); Paranoá (Igreja da Praça Cental); CED PAD-DF; São Sebastião (CAIC Unesco); Riacho Fundo I e Núcleo Bandeirante (Cetelb passando pelo Cemub, respectivamente); Santa Maria (CE Especial, passando na EC 215); Gama (CEM02); Recanto das Emas (CRE, antiga Faculdade da Terra); Recanto das Emas (CED Miriam Ervilha/Escola Buriti); Samambaia (entre a feira permanente da 202 e o prédio); Taguatinga (estacionamento ao lado da administração do Taguaparque); Ceilândia (estacionamento do BRB do centro); Brazlândia (Praça do Laço); Formosa (Igreja Catedral, no centro); Guará (estacionamento do GG).
Mais informações sobre a greve
Vale destacar que representantes de pastas-chave do Governo do Distrito Federal (GDF) se reuniram com a Comissão de Negociação (durante a greve, formada por cinco representantes da diretoria do Sinpro e cinco representantes da base que componham o Comando de Greve), nesta quarta-feira (10), às 10h. O encontro foi articulado por parlamentares da Câmara Legislativa do DF (CLDF) e indica a reabertura do processo de negociação da greve da Educação, iniciada no último dia 4 de maio (Leia mais AQUI).
Também faz parte do calendário da greve, a VI Feira Cultural das Aposentadas e dos Aposentados, a ser realizada nesta sexta-feira (12/5), na Ceilândia. Será uma atividade cultural coordenada pelas Secretarias para Assuntos dos Aposentados e Secretaria de Assuntos Culturais do Sinpro. Clique aqui e confira. Participe! Nossa união e participação é que garantem nossas vitórias!
SindPsiDF exige respeito à luta dos educadores do DF
Jornalista: Luis Ricardo
O Sindicato das Psicólogas e Psicólogos do Distrito Federal (SindPsiDF) manifestou publicamente seu apoio à greve dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais do DF, vigente desde 4 de maio. A entidade exige respeito ao direito de greve e se coloca à disposição do Sinpro, bem como da categoria, para compartilhar forças.
Em nota o SindPsiDF espera que o GDF passe a ter uma postura ética, compromissada com a educação e coerente com os discursos feitos em época de campanha. “O governador eleito posiciona-se contra os direitos da categoria e, consequentemente, da educação de qualidade em todo o território do DF. Desse modo, o SindPsiDF denuncia e repudia a postura de Ibaneis Rocha, que está explicita e sistematicamente perseguindo a categoria. Além de não dialogar, chegou a judicializar a greve na tentativa de impedir a concretização dos direitos históricos das professoras e professores”, sinaliza.
Professores(as) e orientadores(as) educacionais do DF realizarão assembleia geral nesta quinta-feira (11), às 9h30, no estacionamento da Funarte. A atividade discutirá as próximas ações da greve iniciada no dia 4 de maio. Nossas vitórias só serão materializadas com uma greve forte, com a participação e a união da nossa categoria.
ADUnB em apoio à greve de professores e orientadores educacionais do DF
Jornalista: Luis Ricardo
A direção da Associação dos Docentes da Universidade de Brasília (ADUnB) – Seção Sindical do ANDES-SN, manifesta seu apoio total e irrestrito à greve dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais da rede pública de ensino do Distrito Federal. Em nota o sindicato afirma que a categoria não recebe reajuste salarial há oito anos, período em que se acumulam cerca de 30% de perdas inflacionárias. Neste contexto, o aumento linear decidido pelo governo de Ibaneis Rocha – 6% ao ano ao longo deste ano, de 2024 e 2025 – é um acinte, representando a institucionalização das disparidades salariais no Distrito Federal.
As demandas da categoria, pela reposição das perdas, contra a superlotação de salas, pela contratação de professores(as) efetivos(as) e construção de escolas, são justas e correspondem ao anseio da sociedade por uma educação pública de qualidade. A greve é um direito da categoria docente, seja do ensino básico, seja do superior. Toda tentativa de criminalizar este direito deve ser repudiada.
A Direção da ADUnB-S.Sind reafirma seu apoio e solidariedade às(aos) professoras(es) e orientadoras(es) educacionais do DF e ao seu direito constitucional de greve.
Professores(as) e orientadores(as) educacionais do DF realizarão assembleia geral nesta quinta-feira (11), às 9h30, no estacionamento da Funarte. A atividade discutirá as próximas ações da greve iniciada no dia 4 de maio. Nossas vitórias só serão materializadas com uma greve forte, com a participação e a união da nossa categoria.
Trabalhadores do comércio manifestam apoio à greve da educação
Jornalista: Letícia Sallorenzo
A Federação dos trabalhadores no comércio e Serviços do DF (Fetracom-DF) é mais uma entidade a se solidarizar e apoiar a luta de professores(as) e orientadores(as) educacionais.
Em nota publicada em seu Instragram, a Federação lamenta a atitude dúbia de Ibaneis Rocha que, enquanto candidato, garantiu que os professores seriam prioridade em sua gestão – o que não aconteceu em seu primeiro mandato e nem se vislumbram no atual.
A Fetracom também repudia a tentativa de judicialização da greve e a truculência do GDF, que considera “atitudes lamentáveis e que não contribuem para a solução dos problemas”.
A Fetracom-DF se solidariza com a luta dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais e reforça seu compromisso com a defesa dos direitos trabalhistas e da educação pública, gratuita e de qualidade.
Professores(as) e orientadores(as) educacionais do DF realizarão assembleia geral nesta quinta-feira (11), às 9h30, no estacionamento da Funarte. A atividade discutirá as próximas ações da greve iniciada no dia 4 de maio. Nossas vitórias só serão materializadas com uma greve forte, com a participação e a união da nossa categoria.
SINDSER apoia luta dos educadores por reajuste decente e reestruturação da carreira
Jornalista: Luis Ricardo
O Sindicato dos Servidores e Empregados da Administração Direta, Fundacional, das Autarquias, Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista do Distrito Federal (SINDSER) também manifestou seu apoio ao movimento grevista dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais do DF. Em seu site a entidade afirma que a luta dos(as) educadores(as) da capital federal é legítima e merece o apoio de todo o movimento sindical e da comunidade escolar.
Para o SINDSER, as reivindicações representam a esperança de um futuro melhor, com valorização dos profissionais de educação e melhor qualidade de ensino. “O futuro do nosso Brasil passa necessariamente pelas mãos dos professores, professoras e demais funcionários de escolas públicas, que também são educadores”, ressalta o boletim da entidade.
PCdoB do Distrito Federal presta todo o apoio aos(às) professores(as)
Jornalista: Letícia Sallorenzo
A executiva distrital do PCdoB-DF publicou nesta terça-feira (9/5) nota em apoio “ao movimento legítimo dos(as) professores(as) do DF em defesa dos salários, da dignidade e da educação pública.”
No documento (disponível no site do partido), a executiva do partido afirma que “Não há como conceber o futuro de uma nação desenvolvida sem pensarmos nos investimentos necessários para a educação. Neste sentido, é mais do que justa a reivindicação dos professores e professoras por uma recomposição salarial que permita uma melhor qualidade de vida para os profissionais e uma melhor qualidade de ensino para nossos filhos e filhas.”
O PCdoB é mais uma entidade a repudiar a judicialização da greve da educação: “Também repudiamos as tentativas do GDF de criminalizar o direito à greve, protegido pela Constituição Federal e um dos direitos amparados pela legislação nacional e internacional.”
Professores(as) e orientadores(as) educacionais do DF realizarão assembleia geral nesta quinta-feira (11), às 9h30, no estacionamento da Funarte. A atividade discutirá as próximas ações da greve iniciada no dia 4 de maio. Nossas vitórias só serão materializadas com uma greve forte, com a participação e a união da nossa categoria
O Sindicato dos Trabalhadores de Empresas e Órgãos Públicos e Privados de Processamento de Dados, Serviços de Informática, Similares e Profissionais de Processamento de Dados do Distrito Federal (Sindpd-DF) também se solidaria e apoia a luta de professores(as) e orientadores(as) educacionais.
Em nota publicada em seu site, o Sindpd-DF também repudiou a judicialização da greve de nossa categoria. Afirma a entidade que “investir em educação se mostra não ser o objetivo desse governo, que prefere investir em campanhas difamatórias nos meios de comunicação locais para jogar a população contra os(as) trabalhadores(as), e pagando propagandas milionárias na televisão, em horário nobre, para falar contra a greve.”
Professores(as) e orientadores(as) educacionais do DF realizarão assembleia geral nesta quinta-feira (11), às 9h30, no estacionamento da Funarte. A atividade discutirá as próximas ações da greve iniciada no dia 4 de maio. Nossas vitórias só serão materializadas com uma greve forte, com a participação e a união da nossa categoria.
O texto da moção ainda afirma que os deputados e as deputadas distritais estão dispostos “à busca pelo estabelecimento do diálogo entre o Governo do Distrito Federal e o Sinpro, de modo que se alcance entendimentos que possam atender os interesses da categoria”. A moção foi elaborada e aprovada nessa segunda-feira (8/5), pela Comissão de Educação, Saúde e Cultura, presidida pelo deputado distrital Gabriel Magno (PT).
Durante a sessão no plenário da CLDF, o deputado Gabriel Magno, mais uma vez, lamentou a judicialização da greve da Educação, acionada pelo governador Ibaneis Rocha, através da Procuradoria-Geral do DF (PGDF), e aprovada pelo Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT).
Para ele, o caminho para solucionar a greve é o diálogo e a apresentação de propostas, e a insistência do governador Ibaneis Rocha em radicalizar as ações poderá gerar atuações mais contundentes na CLDF. “Essa casa também tem seus instrumentos. Se percebermos que o impasse à greve não vai ser resolvido, e ela está nas mãos do governador Ibaneis, nos colocamos à plena disposição da categoria, inclusive, para obstruir a votação de projetos do Executivo e do GDF”, discursou.
Deputado Gabriel Magno ainda afirmou que Ibaneis não fala a verdade quando aborda em discursos e peças publicitárias o suposto cumprimento da Lei Nacional do Piso do Magistério. “O GDF diz que cumpre a Lei do Piso: é mentira”, afirma. Ele explica que, enquanto o piso do magistério é de R$ 4.420, o vencimento inicial de professores(as) e orientadores(as) educacionais com especialização é de R$ 4.228. Já professores enquadrados na tabela salarial de nível médio têm vencimento inicial de R$ 3.382: mais de R$ 1 mil abaixo do piso do magistério.
As inverdades propagadas pelo governador Ibaneis Rocha e o descumprimento de leis do setor de Educação renderam ainda duas representações no Tribunal de Contas do DF contra o GDF, ambas do deputado Gabriel Magno. A primeira fala do descumprimento da Meta 17 do Plano Distrital de Educação, que estabelece que a categoria do magistério público deve receber como vencimento inicial a média do que recebem as demais carreiras de nível superior do DF.
Já a segunda representação, exige a retirada imediata do ar de propaganda do GDF que diz que a greve da Educação é sem sentido. “Sem sentido é a forma como o governador trata os amigos empresários, por exemplo, com repasse de R$ 1 bi para empresa de ônibus Marechal, que no contrato deveria renovar 100% da frota e renovou só 21%; mas quando trata dos empresários amigos, a lógica é: mais 10 anos de concessão. Não se cobra o que está no contrato. E com professores e professoras, é ameaça de corte de ponto, é judicialização, é criminalização da greve e uma tentativa de multar o sindicato (Sinpro), que a gente lamenta e repudia”, rebateu o deputado Gabriel Magno.
Na sessão desta terça-feira (9/5), o deputado Chico Vigilante também criticou a judicialização da greve da Educação e exigiu que o governo do DF negocie e apresente propostas à categoria do magistério.
“A greve é o momento mais penoso e dolorido que uma categoria tem. Portanto, é preciso que governo tenha sensibilidade e faça processo de negociação para que os trabalhadores saiam da greve”, avaliou Chico Vigilante.
Ele ainda lembrou que, atualmente, das carreiras de nível superior do DF, professores(as) e orientadores(as) educacionais estão em penúltimo lugar no ranking salarial. “O governador Ibaneis disse, e está gravado, que professores tinham que ganhar igual juiz. E nisso eu concordo com ele. Agora, na hora que a categoria faz greve, ele procura a Justiça para humilhar os trabalhadores”, disse, se referindo à judicialização do movimento paredista.
Até mesmo o deputado Pastor Daniel de Castro (PP), base do governo, disse que são “legítimas as demandas dos professores”, apela para que o governo retome o diálogo. “Se nosso desejo é reconstruir a estrutura da nossa sociedade (…), o primeiro passo é a valorização dos professores”, declarou.
Representantes de pastas-chave do GDF se reunirão com a Comissão de Negociação (durante a greve, formada por 5 representantes da diretoria do Sinpro e 5 representantes da base que componham o Comando de Greve), nesta quarta-feira (10), às 10h. O encontro foi articulado por parlamentares da Câmara Legislativa (CLDF), e indica a reabertura do processo de negociação da greve da Educação, iniciada no último dia 4 de maio (Leia mais AQUI).
Também no dia 10, quarta-feira, serão realizados piquetes e a reunião do Comando de Greve. Na sexta-feira, dia 12, será realizada atividade cultural coordenada pelos(as) aposentados(as), na Feira Central de Ceilândia.
Sindvalores manifesta apoio irrestrito à luta dos educadores do DF
Jornalista: Luis Ricardo
A solidariedade de classe tem crescido cada vez mais e a luta dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais ganhou o apoio do Sindicato dos Empregados do Transporte de Valores, nas Bases de Valores e Similares do Distrito Federal (Sindvalores). Manifestando apoio irrestrito à luta dos(as) educadores(as) da capital federal, a entidade afirma que as reivindicações da categoria são muito mais que justas e refletem o anseio do Brasil por um mundo justo, igualitário e educação de qualidade com valorização da categoria magistério público do DF.
A entidade ainda afirma que os(as) educadores(as) são essenciais para a formação de cidadãos e cidadãs.