Greve dos professores e orientadores recebe apoio do Sindicato dos Bancários

O Sindicato dos Bancários divulgou nota de apoio à luta dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais pela reestruturação da carreira. No texto, divulgado nas redes sociais, os Bancários afirmam: “Sindicato dos Bancários apoia a luta pela reestruturação imediata da carreira dos professores!”

Na nota, Kleytton Morais, presidente do sindicato, reconhece a luta dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais pela valorização e respeito e afirma que a situação suportada pelos(as) já passa de absurda. “O desrespeito e completo abandono do governo Ibaneis condena a categoria a amargar uma corrosão no seu poder de compra, segundo o Dieese, a menos da metade do que era em setembro de 2014, quando foi aplicada a segunda parcela do reajuste há época negociada com o GDF, já que as perdas inflacionárias acumuladas no período de setembro de 2014 a março de 2022 correspondem a 59,15% pelo IPCA/IBGE”, avalia Morais.

Em nota pública, o comando de greve declara Em nota divulgada nesse domingo (7/5), o comando de greve dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais afirma que quem está na ilegalidade é o governador Ibaneis, que não cumpre a Lei do Piso Nacional do Magistério, nem a Meta 17 do Plano Distrital de Educação (PDE). O documento, veiculado em todas as redes e no site do Sinpro, também mostra que, além de cometer o erro de judicializar a greve, o governador age com truculência, atitude que, por sinal, não é novidade.

Clique aqui e confira a nota do comando de greve: https://sinpro25.sinprodf.org.br/nota-comando-de-greve/

 

Clique no link, a seguir, e confira a nota do Sindicato dos Bancários na íntegra: https://bancariosdf.com.br/portal/sindicato-apoia-paralisacao-dos-professores/

E, no link a seguir, a postagem dos Bancários no Insgaram:

https://www.instagram.com/p/Crb1ZeEuFTx/?igshid=NjZiM2M3MzIxNA%3D%3D

 

 
 
 
 
 
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Sintect-DF divulga nota em apoio à greve da educação

O Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos do Distrito Federal e Região do Entorno (Sintect-DF) apoia a greve da educação. Em nota divulgada no site, a entidade afirma “seu total apoio à greve dos professores e orientadores educacionais da rede pública de ensino do Distrito Federal, iniciada no dia 4 de maio”.

Também informa que “desde de 2022, o Sindicato dos Professores do DF (Sinpro-DF) vem tentando negociar com o GDF alternativas para mitigar as perdas acumuladas nos últimos oito anos, geradas pelo congelamento salarial e descaso geral com a Educação. Nesse período, a perda inflacionária da categoria foi de mais de 30%”.

Em nota pública, o comando de greve declara Em nota divulgada nesse domingo (7/5), o comando de greve dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais afirma que quem está na ilegalidade é o governador Ibaneis, que não cumpre a Lei do Piso Nacional do Magistério, nem a Meta 17 do Plano Distrital de Educação (PDE). O documento, veiculado em todas as redes e no site do Sinpro, também mostra que, além de cometer o erro de judicializar a greve, o governador age com truculência, atitude que, por sinal, não é novidade.

Clique aqui e confira a nota do comando de greve: https://sinpro25.sinprodf.org.br/nota-comando-de-greve/

 

Clique no link, a seguir, e confira a nota do Sintect-DF na íntegra:
https://sintect.org.br/nota-de-apoio-a-greve-da-educacao/

Greve do Magistério recebe apoio do Sindetran-DF

O Sindetran-DF divulgou nota de solidariedade com os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais. No texto do Instagram, o sindicato escreve que “se solidariza com os professores no momento difícil de greve, porém necessário devido à falta de diálogo, compromisso e respeito do Governo para com os professores e professoras do DF”.

Além de desejar toda a força à categoria, o Sindetran-DF também escreve: “Que seja pedagógica e ensine o governo que o diálogo, respeito e valorização dos trabalhadores do seriço público são essenciais para a boa governança e manutenção dos serviços essenciais para a cidade”.

Em nota pública, o comando de greve declara Em nota divulgada nesse domingo (7/5), o comando de greve dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais afirma que quem está na ilegalidade é o governador Ibaneis, que não cumpre a Lei do Piso Nacional do Magistério, nem a Meta 17 do Plano Distrital de Educação (PDE). O documento, veiculado em todas as redes e no site do Sinpro, também mostra que, além de cometer o erro de judicializar a greve, o governador age com truculência, atitude que, por sinal, não é novidade.

 

Clique aqui e confira a nota do comando de greve: https://sinpro25.sinprodf.org.br/nota-comando-de-greve/

 

Clique no link, a seguir, e confira a nota do Sindetran-DF: https://www.instagram.com/p/Cr0DSa_uxWk/?igshid=NjZiM2M3MzIxNA%3D%3D

 

Link do Sindetran-DF no Instagram: https://www.instagram.com/sindetrandf/

 

 

 
 
 
 
 
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Sindicato dos Vigilantes apoia a greve dos professores e orientadores educacionais

O Sindicato dos Vigilantes do Distrito Federal divulgou nota em apoio à greve dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais da rede pública de ensino da capital do País. A nota foi divulgada no Plantão Olho Vivo, jornal impresso da categoria. Com a foto da última Assembleia Geral do Magistério, o Olho Vivo informa que os vigilantes apoiam a greve. “O futuro dos nossos filhos e do Brasil depende de educação de qualidade e professoras e professores valorizados”, diz a nota.

 

Em nota pública, o comando de greve declara Em nota divulgada nesse domingo (7/5), o comando de greve dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais afirma que quem está na ilegalidade é o governador Ibaneis, que não cumpre a Lei do Piso Nacional do Magistério, nem a Meta 17 do Plano Distrital de Educação (PDE). O documento, veiculado em todas as redes e no site do Sinpro, também mostra que, além de cometer o erro de judicializar a greve, o governador age com truculência, atitude que, por sinal, não é novidade.

Clique aqui e confira a nota do comando de greve: https://sinpro25.sinprodf.org.br/nota-comando-de-greve/

 

Clique no link, a seguir, e confira a nota do Sindicato dos Vigilantes do DF no Instagram: https://www.instagram.com/p/Cr1Q3ovJuqJ/

 

 

 
 
 
 
 
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Ao invés de investir na educação, GDF judicializa a greve da categoria e mostra que a educação nunca foi prioridade

Em nota a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) ressalta que o governador Ibaneis Rocha não esperou 3 dias para, em um plantão judiciário de final de semana, entrar com um recurso no Tribunal de Justiça local para atacar a greve. Em posição absolutamente alinhada com o governador, o juiz decretou a ilegalidade do movimento que atendeu a todos os requisitos previstos na legislação. Se não bastasse, o governador, em ações típicas de comportamento político pequeno, aciona os meios de comunicação locais para jogar a população contra os(as) trabalhadores(as). E ainda por cima, o governo do DF se rebaixa ainda mais pagando propagandas milionárias na televisão, em horário nobre, para falar contra a greve.

Os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais de todo o Brasil, que já se miraram no exemplo de Brasília quando a cidade garantia o maior salário para o magistério público de todo o país, se solidarizam com a luta dos(as) educadores(as) da capital federal. Ao tempo em que repudiam a postura truculenta da atual gestão e do alinhamento descabido da decisão monocrática do juiz, estamos unidos(as) e solidários(as) a essa tão importante greve do magistério do DF.

Confira abaixo a nota na íntegra:

DF CONTRA PISO

 

CNTE 600 px 450px

Depois de inúmeras tentativas de negociar com o Governo sua pauta de reivindicações durante esses quatro primeiros meses do ano de 2023, e ter como resposta o silêncio e a indiferença típicas da gestão do Governador Ibaneis Rocha, a categoria não encontrou outra alternativa se não o de deflagrar o movimento grevista.

Os/as professores/as do DF se depararam, assim, com um cenário desolador na capital da República: se não bastasse quase uma década inteira sem reajuste salarial, a primeira greve do magistério deflagrada desde que o atual governador se elegeu, ainda o ano de 2018, tem agora enfrentado a truculência de quem, definitivamente, não sabe conviver e viver na democracia. O Brasil inteiro conheceu esse perfil antidemocrático de Ibaneis Rocha no último dia 08 de janeiro, quando a cidade foi abandonada nas mãos de vândalos e terroristas e, por isso, o Supremo Tribunal Federal (STF) do país o afastou por 90 dias de seu cargo. Mas agora, diante da greve dos/as professores/as da cidade, sua truculência e verve antidemocrática se revelam ainda maiores.

O governador Ibaneis não esperou 3 dias para, em um plantão judiciário de final de semana, entrar com um recurso no Tribunal de Justiça local para atacar a greve. Em posição absolutamente alinhada com o governador, o juiz decretou a ilegalidade do movimento que atendeu a todos os requisitos previstos na legislação. Se não bastasse, o governador Ibaneis, em ações típicas de comportamento político pequeno, aciona os meios de comunicação locais para jogar a população contra os/as trabalhadores/as. E ainda por cima, o governo do DF se rebaixa ainda mais pagando propagandas milionárias na televisão, em horário nobre, para falar contra a greve.

Trata-se de um manual claro e evidente de um gestor público avesso à democracia e ao bom exercício do diálogo social. Se arvora a ser dono da verdade, mas não consegue sentar em uma mesa de negociação e dar vazão às enormes e verdadeiras demandas da educação do DF.

Cumpre destacar que, como o Sindicato dos Professores do DF (SINPRO) vem denunciando, ilegal mesmo não é a greve legítima dos/as educadores/as, mas sim a gestão de Ibaneis Rocha que paga hoje ao seu/ua professor/a no DF um salário menor do que o piso salarial nacional da categoria. E, ainda por cima, é a remuneração do/a professor/a uma das mais baixas de todas as remunerações dos servidores públicos do DF.

Os/as educadores/as de todo o Brasil, que já se miraram no exemplo de Brasília quando a cidade garantia o maior salário para o magistério público de todo o país, se solidarizam com a luta dos/as educadores/as da cidade. Ao tempo em que repudiam a postura truculenta da atual gestão e do alinhamento descabido da decisão monocrática do juiz. Estamos todos/as unidos/as e solidários/as a essa tão importante greve do magistério do DF!

Mais uma vez, GDF age com truculência contra a categoria

Na manhã deste domingo (07), o desembargador Roberto Freitas Filho emitiu decisão que acata ação do Governo do Distrito Federal, declarando ilegal a greve de professores(as) e orientadores(as) educacionais do DF. O Sinpro ainda não foi notificado judicialmente da decisão.

O desembargador se apoiou na alegação do GDF de que as negociações não estariam concluídas, ignorando o fato de que o Sinpro protocolou sete ofícios solicitando audiência só em 2023, mas não foi recebido pelo governador – o que mostra que não havia negociação em curso.

Na ilegalidade, está o governador Ibaneis Rocha, que não cumpre a Lei do Piso Nacional do Magistério, nem a meta 17 do Plano Distrital de Educação.

O tratamento truculento que o governador Ibaneis dispensa à nossa categoria não é inédito. Seu governo tem sido marcado por imposições e pela ausência de diálogo. E, mesmo diante dessa hostilidade, enquanto enfrentamos 8 anos de congelamento salarial e a degradação crescente das nossas condições de trabalho, esta é a primeira vez em quatro anos e meio de governo Ibaneis que a categoria recorre à greve como ferramenta para fazer com que o governador ouça as nossas reivindicações.

Entretanto, ao contrário do que fizeram todos os demais governadores, que negociaram com a categoria em greve, Ibaneis, mais uma vez, exime-se de sua responsabilidade e se dirige à Justiça para não ter que negociar. Ele inclui no processo, inclusive, mais um elemento de coação, ao executar a cobrança de uma multa de R$ 3 milhões, referente à última greve de professores(as) e orientadores(as) educacionais, em 2017 – multa essa ainda não consolidada, pois pendente de julgamento.

Por todas as justificativas elencadas acima, por entender que a greve é justa e que a saída para ela está nas mãos do governador Ibaneis, o Sinpro-DF recorrerá da decisão do desembargador Roberto Freitas Filho.

O Comando de Greve reafirma que quem define o fim da greve não é o poder executivo nem o poder judiciário, mas sim, os trabalhadores e trabalhadoras reunidos em sua assembleia geral.

Portanto, o calendário de mobilização está mantido. De segunda a quarta, teremos nossos piquetes; às 16h de segunda-feira faremos faixaço e panfletagem na Rodoviária do Plano Piloto; e o Comando de Greve voltará a se reunir na noite de quarta-feira. Na quinta-feira, 11 de maio, às 9h30, acontecerá nossa próxima assembleia geral. O local será divulgado em breve.

Estudantes apoiam a greve da educação

Os estudantes também se somaram à luta de nossa categoria. A União dos Estudantes Secundaristas do Distrito Federal (UES-DF) fechou apoio ao movimento do magistério. Em entrevista ao site do Sinpro, o vice-presidente da entidade, Lucas Souza Cruz, declarou que “nós, estudantes da Rede Pública, somos os mais afetados pela desvalorização profissional dos nossos professores e professoras. Reconhecemos e valorizamos os esforços do Sindicato dos Professores e interpretamos que o Governo do Distrito Federal, na pessoa do seu chefe-executivo, tem total responsabilidade acerca da greve dos professores e professoras” aprovada em 26 de abril.

Lucas disse também que os 8 anos sem reajuste para os professores e professoras da rede pública no Distrito Federal, devem ser entendidos como “uma das piores violências contra a comunidade escolar”.

Para o vice-presidente da UES-DF, os educandos e educandas são imprescindíveis no processo pedagógico, e a luta da entidade dialoga com a luta dos professores e professoras. “É por isso que os estudantes da rede pública de ensino apoiam com veemência a greve dos professores e professoras”, conclui.

Na assembleia de 4 de maio, vários estudantes estiveram presentes. Além de Lucas Souza Cruz, presidente da UES-DF (que discursou durante a assembleia), um grupo do CEM02 do Gama levou cartazes em apoio à greve do magistério. A escola não tem grêmio formalmente constituído, mas Eduarda, Henrique, Graziela, Rafaela e Isabelle levaram cartazes apoiando a greve dos professores.

  

Ibaneis judicializa greve para, mais uma vez, não ter que dialogar com a nossa categoria

Por ordem do governador Ibaneis Rocha, a Procuradoria-Geral do DF (PGDF) entrou na Justiça para declarar ilegal a greve de professores(as) e orientadores(as) educacionais. Em caso de o Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT) deferir a liminar, a multa a ser aplicada ao sindicato é de R$ 300 mil por dia de paralisação.

Diante da falta de argumentos que justifiquem o tratamento que Ibaneis tem dispensado à educação pública nos últimos cinco anos, ele apela para a tentativa de criminalização de um movimento legítimo que apresenta uma pauta de reivindicações justa – conhecida por ele desde a sua primeira campanha eleitoral.

O Sinpro tem provas de todas as tentativas feitas para estabelecer diálogo com o governo. Só neste ano, sete pedidos de audiência foram protocolados, sendo o último deles em março, quando o governador retornou do afastamento que a Justiça lhe impôs. Não obtivemos resposta.

Ibaneis nos trouxe a nova realidade de ilegalidade diante do Piso Nacional do Magistério. Está na ilegalidade também pelo não cumprimento da meta 17 do Plano Distrital de Educação, aprovado em 2015, que estabelece que os salários do magistério devem equivaler às médias dos salários das carreiras de ensino superior do GDF. Hoje, entre as carreiras de ensino superior do GDF, o magistério é o penúltimo quando nos referimos aos vencimentos, perdendo apenas para outra carreira da educação, a carreira assistência.

O DF, que sempre se orgulhou de pagar corretamente os servidores e servidoras da educação, hoje não cumpre a lei. E recorre à Justiça para continuar não cumprindo a lei.

A Secretaria de Educação tem divulgado dados inverídicos sobre a remuneração do magistério no DF. “O DF é uma das unidades da federação que paga os melhores salários do Brasil para os seus professores”, afirma o site da SEEDF. Para se valer da afirmação, a pasta apresenta o valor da remuneração total da categoria, e não o vencimento básico. A afirmação desconsidera, inclusive, decisão do Supremo Tribunal Federal. Há cerca de uma década, o STF decidiu que o piso salarial se refere ao vencimento básico, e não à soma desse vencimento com outros valores, como faz a Secretaria de Educação.

Matéria do portal G1 ainda demonstra que nove estados brasileiros estão na legalidade quanto à lei do piso. O DF não é um deles. Veja aqui.

Em outubro de 2022, o próprio governador estabeleceu, via edital, um grupo de trabalho com a finalidade de discutir e encaminhar propostas para a reestruturação da nossa carreira. Os trabalhos foram finalizados em dezembro, e a expectativa de educadores e educadoras era de que eles se desdobrassem em mudanças concretas. Entretanto, em meio à ausência de diálogo, o governador anunciou reajuste falacioso de 18% para a educação.

E qual o problema disso?

O primeiro problema é que, ao contrário do que o governo alardeia, não se trata de um reajuste de 18%, mas sim, de 6% neste ano, o que sequer cobre as perdas inflacionárias do período e não nos tira da ilegalidade de estar abaixo do piso nacional do magistério. Outros 6% serão aplicados em 2024, e outros 6%, em 2025. Além disso, diante da desigualdade salarial entre as carreiras de ensino superior do GDF, o impacto de 6% sobre um salário de R$ 10 mil é um; sobre um salário de R$ 4 mil, é outro bastante diferente.

Segundo levantamento do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), 6% a mais no vencimento básico de professores(as) e orientadores(as) educacionais representa pouco mais de R$ 200. Enquanto isso, com o reajuste de 25% de uma só vez, o salário de Ibaneis Rocha terá acréscimo de mais de R$ 5,8 mil.

É apenas matemática: o índice proposto é insuficiente diante dos prejuízos decorrentes de oito anos de congelamento salarial. Enquanto isso, o governador, a vice-governadora e todo o primeiro escalão do governo receberão um aumento de 25% de uma só vez.

Um segundo problema se refere ao método: outra grande limitação do governo Ibaneis. Com o trabalho do GT finalizado, o governador simplesmente atravessou todo o debate realizado ao anunciar, de forma unilateral, o reajuste proposto por ele. Tal ação descolou a pauta financeira das questões relativas a carreira e condições de trabalho, desconsiderando estas últimas.

Portanto, temos todas as provas e demonstrações de que o Sinpro tem buscado diálogo junto ao governo há mais de ano. Quando fomos ignorados, os debates travados em espaços chamados pelo próprio governo foram desconsiderados, de modo que não nos resta outra opção senão paralisar as atividades para fazer com que Ibaneis nos ouça.

As reivindicações vão muito além da pauta financeira

Além de amargarmos um período de pior salário da história da categoria, ainda enfrentamos todas as dificuldades impostas pelo abandono das escolas públicas pelo governo. São salas de aula superlotadas, a insegurança diante da violência, falta de professores(as) e orientadores(as) educacionais, sucateamento da educação inclusiva e da educação de jovens e adultos, atrasos recorrentes nos repasses do PDAF (Programa de Descentralização Financeira e Orçamentária), estrutura inadequada.

Os problemas são muitos, e é por isso que lutamos: pela defesa da qualidade da escola pública, onde estuda a grande maioria dos filhos e filhas da classe trabalhadora do DF. Não existe valorização da educação pública se não houver valorização dos profissionais que nela atuam.

Temos dito e repetimos: Ibaneis, a responsabilidade sobre a saída da greve é sua! Mas não vai ser na Justiça. Vai ser respeitando os professores(as) e orientadores(as) educacionais do Distrito Federal, considerando-os com a importância que de fato temos na vida das famílias do DF, dialogando com nossa pauta e buscando atender as demandas da educação pública, que, como sabemos, está em nítido processo de sucateamento, com turmas superlotadas, falta de estrutura, falta de pessoal e profissionais desvalorizados.

Quem definirá o fim da greve será a categoria, avaliando a proposta que o governo apresentar!

Direção Colegiada do Sinpro-DF

MATÉRIA EM LIBRAS

Assembleias regionais elegem o Comando de Greve

A categoria mostrou que o movimento grevista terá a força que o magistério público merece. Com uma participação representativa, as assembleias regionais deram o tom desta greve e mostraram que nossas reivindicações são legais e necessárias para que tenhamos uma educação pública de qualidade.

Durante as assembleias os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais apresentaram ideias, ouviram propostas e deram início aos preparativos da luta que está por vir.

O Sinpro convoca todos e todas para que participem das assembleias regionais convocadas pelo Comando de Greve, pois são nestes espaços que aprovaremos as propostas indicadas pelo Comando. A primeira reunião do Comando será nesta sexta-feira (05).

 

Comando de Greve

Com uma participação representativa de professores(as) ativos(as), aposentados(as), em contrato temporário e de orientadores(as) educacionais, o Comando de Greve foi definido nas assembleias regionais realizadas durante a manhã desta sexta-feira (05), nas regionais de ensino do Distrito Federal. O Comando de Greve tem uma importância fundamental para o movimento paredista, uma vez que é essencial para o processo de mobilização, é o responsável por pensar as ações da greve, promover debates, participar de todo processo de negociação com o GDF e para a organização dos atos e da organização da categoria.

A partir de agora o Comando de Greve criará estratégias de mobilização para que o movimento paredista se torne cada vez mais forte. É importantíssimo o apoio de toda a categoria neste momento nos encaminhamentos feitos pelo Comando. Nossa vitória dependerá da unidade e da participação de todos e todas.

Todos à luta!

 

Sinpro disponibiliza banner sobre motivos da greve

 

Nove dos principais motivos da greve da Educação estão estampados em banner confeccionado para ser exposto nas escolas públicas do DF.

O material será distribuído nas assembleias regionalizadas, mobilização nas escolas, atos. Quem preferir, pode solicitar os banners aos(às) diretores(as) do Sinpro que visitam a unidade escolar interessada.

O objetivo do material é dialogar com a sociedade sobre o que motiva a greve da categoria do magistério. Entre os pontos apresentados, estão os oito anos sem reajuste salarial, falta de professores(as) e orientadores(as) educacionais, fechamento de turmas da EJA (Educação de Jovens e Adultos) e falta de concurso público.

Uma série de materiais impressos e digitais também foram produzidos pelo Sinpro-DF para fortalecer a mobilização da categoria do magistério para a greve da educação. Foram confeccionados cartazes, plaquinhas, adesivos, banner, faixas, melequinhas, informativos sobre os motivos da greve. Professores(as) e orientadores(as) também podem adicionar o tema “Greve da Educação” aos seus avatares (foto do perfil nas redes sociais). Essa opção também é dada a apoiadores da greve, que podem adicionar aos avatares o tema “Eu Apoio a Greve da Educação”. Clique AQUI e saiba como acessar/retirar os materiais.

A categoria do magistério público iniciou a greve no dia 4 de maio. A reunião com as secretarias de Economia e de Educação do GDF, realizada no último dia 2, assegurou mesa de negociação permanente durante o movimento. Uma nova reunião será agendada para tratar de itens referentes à reestruturação da carreira.

O movimento grevista vem se intensificando. O Sinpro-DF orienta que a categoria fique atenta às atividades programadas, que sempre serão divulgadas nos meios de comunicação do Sindicato.

 

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