Cirandas e Histórias na Terra das Memórias

O TV Sinpro desta quarta-feira (26/4) às 19h traz o projeto Chá Literário – cirandas e histórias na terra das memórias, conduzido pelo grupo Paepalanthus, formado por três professoras aposentadas da SEE-DF. Paepalanthus é o nome científico da sempre-viva, a flor típica do cerrado que cresce em lugares altos e arenosos.

No evento, realizado na semana de 20 a 24 de março na biblioteca de Brasília, as professoras Rose Costa, Simone Carneiro, Míriam Rocha e Aldanei Menegaz embarcaram junto com o público numa jornada literária e musical ao lado do Mestre sanfoneiro Sivuquinha de Brasília.

Teve muita ciranda encantada, muito conto e muitos causos contados por mulheres, em homenagem aos valiosos guardiões da nossa cultura e história.

O TV Sinpro vai ao ar nas redes do Sinpro e na TV Comunitária. Não perca!

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Sinpro denuncia descaso do GDF com a educação, no aniversário de Brasília

“Nestes 63 anos de Brasília, a educação pede respeito! Reestruturação da carreira já. A responsabilidade de uma greve está nas mãos do Ibaneis”. Essa foi a frase estampada em faixas expostas em pontos turísticos de Brasília nesse 21 de abril, aniversário de 63 anos da capital federal. A ação realizada pelo Sinpro denuncia o descaso do governador Ibaneis Rocha com a categoria do magistério público e a população do DF.

Espaços como Torre de TV, Espaço Cultural Renato Russo, Praça do Buriti e Cine Brasília foram palco para a denúncia.

Memorial dos Povos Indígenas
Biblioteca Nacional de Brasília
Cine Brasília
Torre de TV
Museu Nacional de Brasília
Palácio do Buriti
Praça do Buriti
Espaço Cultural Renato Russo

A categoria do magistério público está com os salários congelados há 8 anos. Sem diálogo, o governador Ibaneis Rocha estabeleceu um índice de reajuste insuficiente para todos os servidores e servidoras do GDF, dividido em 3 parcelas anuais de 6%, até 2024. Paralelamente, o chefe do Executivo aprovou aumento de 25% de uma vez só para si próprio e todo o primeiro escalão do governo.

Diante da imposição, a reestruturação da carreira é remédio eficaz para mitigar as perdas acumuladas, já que gera vantagens no vencimento, nas gratificações, progressões e outros componentes da carreira, tendo como princípios a isonomia e a paridade.

Eixo central da “Campanha Salarial 2023: Basta de Descaso com a Educação!”, a reestruturação da carreira abre possibilidade de reduzir os padrões da carreira de 25 para 15, obtendo mais rápido o teto do vencimento; de valorizar as tabelas de especialização, mestrado e doutorado; de incorporar gratificações, como Gaped/Gase, ao vencimento básico; de aumentar a quantidade de cargos para pedagogo – orientador educacional; de fortalecer a carreira com a nomeação de concursados, entre vários outros pontos.

Pressão
O Sinpro vem realizando uma série de ações para dialogar com a categoria e a sociedade sobre a importância da reestruturação da carreira. Cards explicativos nas redes sociais, outdoors, matérias no site do Sinpro e o diálogo corpo a corpo com a categoria explicam o ponto a ponto da reivindicação.

A reestruturação da carreira vem sendo debatida desde o ano passado em grupo de trabalho composto por representantes do GDF e a Comissão de Negociação do Sinpro-DF.

Assembleia
Professores(as) e orientadores(as) educacionais se reunirão em assembleia com paralisação e indicativo de greve nesta quarta-feira, 26 de abril. A atividade será às 9h, no estacionamento da Funarte.

Fotos: Deva Garcia

 

 

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Categoria prestigia peça Vozes da floresta: Chico Mendes Vive

Com interpretação da atriz Lucélia Santos e texto da jornalista e editora da Revista Xapuri, Zezé Weiss, a peça “Vozes da floresta: Chico Mendes vive” levou professores(as) e orientadores(as) educacionais ao Teatro dos Bancários nesse fim de semana. A peça conta a história de Chico Mendes do ponto de vista de Weiss, que, por sua vez, a escreveu, exclusivamente, para a interpretação de Lucélia.

O espetáculo exclusivo para os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais sindicalizados(as) ocorreu no domingo (23), sessão das 18h, no Teatro dos Bancários. Antes disso, na quinta-feira (20/4), a atriz Lucélia Santos conversou com Rosilene Corrêa, diretora da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE); Iolanda Rocha, professora e ativista socioambientalista e membro da revista Xapuri; e Raimundo Kamir, coordenador da secretaria de Políticas Sociais do Sinpro, numa edição especial do TV Sinpro. Clique no link a seguir e confira o TV Sinpro Especial com Lucélia Santos: https://www.facebook.com/sinprodf/videos/783066949882155

A atriz encena a memória da luta de Chico Mendes, sob a companhia e o olhar histórico de Valdiza Alencar e Cecília Mendes, três mulheres da resistência que dão o tom da peça. Elas intercalam seus sentimentos e paixões em narrativas que são a voz do próprio Chico Mendes. Ele é o fio condutor no relato da história coletiva do movimento de resistência dos seringueiros acreanos, sendo, em essência, a sua própria história também.

No espetáculo, trechos inéditos de sua entrevista gravada há 34 anos são usados para retratar o ápice do conflito entre seringueiros e ruralistas. A persistência em resistir contra a derrubada da floresta onde vivia e trabalhava serviu e serve até hoje como exemplo para as gerações presentes e futuras. A peça traz a defesa de um legado que precisa perdurar. A força e a voz de Lucélia em cena, celebram e honram os ideais de Chico.

Clique no título, a seguir, e aprecie um pouco do texto da peça:  Vozes da floresta: Chico Mendes vive

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Assembleia Geral de 26 de abril: confira os locais de saída dos ônibus

O Sinpro-DF disponibiliza transporte aos(às) professores(as) e orientadores(as) educacionais para participarem da Assembleia Geral com paralisação e indicativo de greve, nesta quarta-feira (26/4), no estacionamento da Funarte. Confira locais e horários das saídas dos ônibus.

Os ônibus saem, às 8h, de Águas Lindas, Planaltina de Goiás, Planaltina, Sobradinho, Paranoá, São Sebastião, Núcleo Bandeirante, Santa Maria, Gama, Recanto das Emas (CRE e CED Mirian Ervilha), Samambaia, Taguatinga, Ceilândia, Brazlândia, Formosa, Guará.

Confira na imagem, a seguir, os locais de saída dos ônibus, às 8h.

 

 

 

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Sinpro realiza debate após sessão de “O pastor e o guerrilheiro” no Cine Cultura

O Sinpro-DF realizou, na quinta-feira (20), um debate com quem assistiu o filme “O pastor e o guerrilheiro”, de José Eduardo Belmonte, no Cine Cultura do Liberty Mall. O debate ocorreu após a sessão das 20h30 e contou com a participação da atriz Gabriela Correia; do produtor executivo do filme, Caetano Curi; do produtor Nilson Rodrigues; do diretor do Sinpro, Bernardo Távora; e do professor, ex-deputado federal por Mato Grosso e integrante do conselho editorial da Revista Xapuri, Gilney Viana.

“O pastor e o guerrilheiro” também foi exibido em 10 escolas da rede pública de ensino pelo “Cinema nas Escolas – Circuito de Cinema Brasileiro”. Trata-se de um projeto da Associação Amigos do Cinema e da Cultura (AACIC) com o apoio do Sinpro-DF, que levou o cinema brasileiro para as escolas públicas do Distrito Federal entre os dias 28 de fevereiro e 16 de março.

 

Confira outras matérias sobre o tema:

 

Projeto levará o cinema brasileiro para dentro das escolas públicas do DF: https://bit.ly/41w5LbU 

 

TV Sinpro: O pastor e o guerrilheiro nas escolas: https://bit.ly/41c81Fq

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Temporários(as): Folha suplementar corrigiu erros de pagamento

Em reunião com a Sugep (Subsecretaria de Gestão de Pessoas da SEEDF) na última quarta-feira, 19, o Sinpro levou demandas de professores e professoras em regime de contrato temporário.

Aqueles e aquelas que foram prejudicados nas folhas de pagamento referentes a fevereiro e março tiveram os erros em salário retificados em folha suplementar. Os pagamentos foram feitos de quinta (20) para sexta-feira (21). Entretanto, o Sinpro identificou que ainda há erros a serem corrigidos, e estes devem ser retificados na próxima folha de pagamento. Ao perceber erros de pagamento não corrigidos, o Sinpro pede que o professor ou professora solicite o repag e entre em contato com o diretor que acompanha sua escola.

Os erros identificados no pagamento de benefícios, como vale-refeição ou vale-transporte, serão corrigidos na próxima folha de pagamento (maio, referente a abril).

As direções de escola devem registrar imediatamente no sistema que gerencia os recursos humanos que o professor ou professora de contrato temporário entrou em exercício. Para evitar contratempos, o Sinpro orienta que todos os professores e professoras em regime de contrato temporário tenham o hábito de checar o sistema Kronos, para conferir o lançamento de suas horas de trabalho. Quando o erro é detectado somente após o fechamento da folha de pagamento, a retificação do problema só será feita no mês subsequente.

Os benefícios, como vale-refeição ou vale-transporte, precisam ser solicitados pelo professor ou professora junto à escola. Eles não são concedidos automaticamente – é preciso solicitar! Posteriormente, é importante acompanhar o encaminhamento da solicitação. Enquanto a escola não encaminhar a solicitação ao núcleo de pagamento da SEEDF, o benefício não será pago! E não será pago de forma retroativa por atraso de solicitação. Portanto, é importante que as direções façam essa solicitação tão logo o professor ou professora temporária chegue à escola.

Licença acompanhamento

Quanto à licença acompanhamento, o Sinpro, mais uma vez, reafirmou a importância da garantia desse direito, especialmente tendo em vista que se trata de uma categoria majoritariamente feminina, e que as mulheres são, quase sempre, as responsáveis por crianças, idosos e pessoas doentes na família. Esse é um direito que não existe para trabalhadores e trabalhadoras da iniciativa privada, porém, existe para servidores(as) públicos(as), ainda que descontada do tempo de serviço. O GDF seguirá em negociação com o sindicato sobre essa questão, e uma nova reunião está prevista para essa finalidade.

O Sinpro seguirá acompanhando a resolução dos problemas identificados pelos professores e professoras, e, tão logo haja novas informações, socializará com a categoria.

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Sinpro e UnB fazem pesquisa sobre aposentadoria no magistério

O Sinpro, por meio da secretaria de Assuntos dos Aposentados, convida aposentados e aposentadas a responderem a um inventário cujo objetivo é investigar indicadores relativos à saúde física, social e mental de servidores(as) aposentados(as).

Você já se aposentou da carreira do magistério? Você está satisfeito(a) com sua vida econômica e social? Que tipo de dificuldades você enfrenta?

Essas e outras perguntas fazem parte do inventário que, ao fim e ao cabo, irá contribuir não só para a elaboração de políticas de saúde para aposentados(as) como também para quem ainda vai se aposentar.

Clique aqui para responder à pesquisa

A iniciativa do questionário é uma parceria do Sinpro com o Laboratório de Psicodinâmica e Clínica do Trabalho da Universidade de Brasília.

“É importante que todo mundo responda a essa pesquisa. Já existem alguns estudos que indicam a tendência de aumento da população idosa. Na nossa categoria, isso não muda. Então, essa pesquisa será de suma importância para que, a partir de seus resultados, busquemos políticas públicas pra essa população de pessoas idosas e especialmente para a categoria de professores(as) e orientadores(as) educacionais.”, lembra Elineide Rodrigues, coordenadora da secretaria de assuntos dos aposentados do Sinpro, que gravou um vídeo 

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24 de abril – Dia da Língua Brasileira de Sinais

O dia 24 de abril não faz referência apenas ao Dia da Língua Brasileira de Sinais (Libras), mas, principalmente, mostra a importância e a necessidade da Libras para a comunidade surda brasileira. A partir de 2002, com a Lei nº 10.436, o meio foi regulamentado, oficialmente, como forma de comunicação da comunidade surda, sendo o léxico composto por cinco parâmetros próprios da língua de sinais.

A língua de sinais exerce um papel fundamental na inclusão social dessa parcela da população, sendo uma ferramenta essencial para interação com familiares, amigos, colegas de trabalho e com a sociedade como um todo. A luta dessa comunidade, para ter reconhecidos os próprios direitos, foi extensa e merece todo o respeito e celebração. A regulamentação dessa lei para as pessoas surdas foi uma grande vitória e um marco para a diminuição do preconceito e de toda a desigualdade.

Segundo Censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 10 milhões de pessoas têm algum nível de surdez, o que representa 5% da população total do país. Para o diretor do Sinpro, Carlos Maciel, a utilização da Libras é uma forma de garantir a preservação da identidade das pessoas surdas. Além disso, contribui para a valorização e o reconhecimento da cultura surda que, por tanto tempo, foi o alvo da hegemonia da cultura ouvinte.

“A Libras abre inúmeras possibilidades para que as pessoas surdas tenham condições de se comunicarem melhor no dia a dia, além de usufruir de direitos básicos concedidos pela Constituição, como o acesso ao ensino público”, salienta.

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Seminário gratuito e online discute desinformação e reconstrução democrática do Brasil

Entre os dias 25 e 28 de abril acontecerá o I Seminário Nacional para discutir a comunicação e a reconstrução democrática no Brasil. Coordenado pelo Observatório das Eleições e da Democracia, o seminário será gratuito e totalmente online, com transmissão ao vivo no canal do Barão de Itararé no Youtube.

O Seminário é coordenado pelo Observatório das Eleições e da Democracia e o Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé.

Serão 12 mesas compostas por pesquisadores, professores, jornalistas, ministros e ex-ministros para debater temas relevantes sobre a desinformação e o papel da comunicação para enfrentar a atual conjuntura do país.

 

Confira a programação do Seminário:

Dia 25/4 às 10h: Abertura virtual, com convidados

 

MESAS:

25/04 – terça-feira

1 O papel do jornalismo em tempos de resistência – 25/04 (11h as 13h)

Convidados: Alceu Castilho, Helena Chagas, Solon Neto e Elaíze Farias

Mediação: Cristina Serra

 

2 Pandemia, jornalismo e os negócios de Jair – 25/04 (14h as 16h)

Convidados: Carla Jimenes, Kennedy Alencar e Juliana Dal Piva

Mediação: Malu Delgado

 

3 Ecossistema de desinformação e o ataque ao Estado Democrático

brasileiro – 25/04 (16h30 as 18h30)

Convidados: Esther Solano, Eliara Santana, Luciana Salazar, João Brant

Mediação: Thaís Reis Oliveira

 

 

26/04 – quarta-feira

4 Inteligência artificial, plataformas e o que vem por aí – 26/04 (11h as

13h)

Convidados: Sergio Amadeu, Renata Mielli, Helena Martins e Eduardo

Barbabela

Mediação: Gustavo Conde

5 As heranças da Lava Jato – 26/04 (14h as 16h)

Convidados: Amanda Rodrigues, Ricardo Coutinho e Márcia Lucena

Mediação: Conceição Lemes

6 Letramento midiático e direitos humanos – 26/04 (16h30 as 18h30)

Convidados: Claudia Wanderley, Eduardo Reina e José Carlos Moreira

Mediação: Cristina Serra

 

 

 

27/04 – quinta-feira

7 Papel do TSE nas eleições 2022 – 27/04 (11h as 13h)

Convidados: Marjorie Marona, Fábio Kerche e Gisele Ricobom

Mediação: Letícia Sallorenzo

8 Lawfare e Lava Jato – 27/04 (14h as 16h)

Convidados: Gisele Cittadino, Cleide Barbosa, Pedro Serrano

Mediação: Maria Luiza Alencar Feitosa

9 Pauta feminina/questão de gênero e eleições 2022 – 27/04 (16h30 as

18h30)

Convidadas: Anna Christina Bentes, Elizângela Bare e Luciana Santana

Mediação: Vanessa Lippelt

 

 

28/04 – sexta-feira

10 Desinformação, papel da escola e formação em cidadania – 28/04

(11h as 13h)

Convidados: Adail Sobral, Junia Zaidan, Juliana Alves Assis

Mediação: Haroldo Ceravolo

11 Democracia e participação social – 28/04 (14h as 16h)

Convidados: Leonardo Avritzer, João Paulo Rodrigues e Wagner Romão

Mediação: Natália Satyro

 

12 Comunicação pública e democracia – 28/04 (16h30 as 18h30)

Convidados: Juarez Guimarães, Franklin Martins e Altamiro Borges

Mediação: Luis Nassif

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No Dia Mundial do Livro e dos Direitos Autorais, o Sinpro reforça luta por “mais livros, menos armas”

O Dia Mundial do Livro e dos Direitos Autorais deste ano está repleto de apelos. O Sinpro aproveita esta ocasião para reforçar a campanha por “mais livros, menos armas”. Nos últimos 20 anos, segundo a mídia, o Brasil teve ao menos 16 ataques em escolas. Um levantamento feito pelo Instituto Sou da Paz, em novembro do ano passado, revelou que, desde 2003, o Brasil registrou 11 episódios de ataques com armas de fogo em escolas.

O site Poder360 informa que nos últimos 12 anos pelo menos 52 pessoas morreram em atentados em instituições brasileiras. “Foram 12 atentados desde 2011 em unidades de ensino em todo o País, sendo o massacre de Janaúba (MG) o mais fatal, com 13 mortes. O ataque mais recente foi no dia 5 de abril de 2023, em uma creche em Santa Catarina, e quatro crianças morreram durante o crime”, diz o jornal. (https://www.poder360.com.br/brasil/brasil-teve-5-ataques-com-mortes-em-escolas-em-2022-e-2023/)

O caso da creche Cantinho Bom Pastor, em Blumenau, Santa Catarina, ocorreu, praticamente, 10 dias após um estudante de 13 anos do 8º Ano da Escola Estadual Thomazia Montoro, na Vila Sônia, Zona Oeste da capital paulista, ter esfaqueado quatro professoras e um estudante  em 27 de março. Uma das professoras, Elisabete Tenreiro, de 71 anos, teve uma parada cardíaca e morreu no Hospital Universitário da USP.

Inspirado no mote “mais livros, menos armas”, o Sinpro observa que é preciso cortar o mal pela raiz desde a escola, a começar pela eliminação dessa doutrinação de crianças, jovens e adultos feita por grupos autoritários e neoliberais, com viéses nazistas, fascistas, fundamentalistas e de extrema direita e outras nuances terroristas, como é o chamado “bolsonarismo”.

Na avaliação da diretoria colegiada da entidade, a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a Presidência da República foi um passo fundamental do Brasil para acabar com o regime autoritário anterior, que fazia apologia à violência e à morte. No entanto, isso não é o suficiente para acabar com a cultura do ódio, que a cada dia ganha dimensões gigantescas, principalmente nas redes digitais, e tem cooptado pessoas de todas as idades. A escola é um dos locais capazes de instruir para a cidadania e destruir esse tipo concepção de vida que tem adoecido e assustado a comunidade escolar.

Desde o fim de março, grupos terroristas têm anunciado nas redes digitais que, na quinta-feira (20/4/23), haveria ataques a escolas brasileiras. Essa data, por sua vez, faz uma referência ao massacre ocorrido na Columbine High School, nos EUA, em 1999, que assombrou o mundo: dois alunos seniores, Eric Harris e Dylan Klebold, mataram 12 estudantes e um professor, feriram outras 24 pessoas e trocaram tiros com a polícia. O cineasta Michael Moore fez um documentário premiado sobre o crime, intitulado “Tiros em Columbine”.

Governo federal inicia combate aos ataques

No Brasil, o Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), do Ministério da Justiça, registrou grande circulação de mensagens nas mídias sociais com conteúdo de violência por ocasião do dia 20 de abril. No dia 10 de abril, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou a criação de um canal de denúncias para evitar novos ataques. Por meio do Ministério da Justiça e Segurança Pública e em parceria com a Safernet, lançou o Escola Segura para receber informações sobre possíveis ameaças a escolas. A plataforma permite que as denúncias sejam investigadas de forma mais rápida e eficiente. Clique aqui e acesse o canal.

Na terça-feira (18/4), Lula da Silva (PT) se reuniu com ministros, representantes do Legislativo e Judiciário, governadores, prefeitos e secretários de Educação para discutir o enfrentamento da violência nas escolas. Na ocasião, o presidente Lula anunciou que 225 pessoas foram presas ou apreendidas em 10 dias por suspeita de participarem de ameaças ou ataques a escolas no País. Para Lula, o Brasil vive uma situação nova acerca da qual há pouco conhecimento sobre o que fazer. No encontro, os ministros Camilo Santana (Educação) e Flávio Dino (Justiça) apresentaram as medidas já tomadas pelo grupo interministerial criado por Lula em 5 de abril, logo após o ataque à creche de Blumenau (SC).

Dentre as ações, estão a liberação de mais de R$ 3,4 bilhões para que estados e municípios implantem ações de prevenção, segurança e apoio psicossocial nas escolas; uma cartilha com orientações para gestores escolares; e a abertura de canais de denúncias que já estão ajudando no combate a atentados. Clique aqui e confira o que o governo federal já providenciou

Em recente audiência pública na Câmara dos Deputados, no dia 12 de abril, o ministro da Educação, Camilo Santana, defendeu as ações adotadas pelo governo federal após os ataques da escola em São Paulo e da creche em Blumenau (SC) e afirmou que uma solução para esse problema não será conseguida “da noite para o dia”. O ministro apontou agravantes, como o crescimento do que chamou de uma “cultura do ódio” propagada pelas redes sociais, e ressaltou a necessidade de controlar essas mensagens.

O Dia Mundial do Livro e dos Direitos Autoriais

Comemorado no dia 23 de abril, o Dia Mundial do Livro e dos Direitos Autorais foi criado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) em homenagem a três autores celebres: Miguel de Cervantes, Willian Shakeaspere  e Inca Garcilaso de La Vega. “O dia 23 de abril é uma data simbólica na literatura mundial. É a data em que vários autores proeminentes, como William Shakespeare, Miguel Cervantes e Inca Garcilaso de la Vega morreram”.

Diz ainda que a “data foi uma escolha natural para a Conferência Geral da Unesco, realizada em Paris em 1995, para prestar um tributo mundial a livros e autores nesta data, encorajando todos a terem contato com livros – a mais bela invenção para compartilhar ideias além das limitações humanas de espaço e tempo, bem como a força mais poderosas para a erradicação da pobreza e para a construção da paz”.

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