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Alunos ficam sem aula de biologia, história e química no 3º ano do novo ensino médio em SP
Jornalista: Luis Ricardo
O nefasto projeto do Novo Ensino Médio mal foi implementado e já está gerando uma série de transtornos em escolas estaduais de São Paulo. Segundo relatos da Secretaria de Educação do estado, estudantes estão sem aulas de história, geografia, biologia, química e física no último ano dessa etapa de ensino. A nova grade curricular também só prevê duas aulas por semana de matemática e duas de português.
O estado de São Paulo foi o primeiro a implementar as mudanças curriculares previstas pela lei do novo ensino médio, com as alterações entrando em vigor no primeiro ano do ensino médio em 2021, no segundo ano, em 2022 e, no terceiro ano, em 2023. Apesar da propaganda enganosa de que o projeto traria melhorias à educação, professores(as) e alunos(as) reclamam da ausência das disciplinas regulares que foram substituídas por matérias dos itinerários formativos.
Confira abaixo a matéria completa:
Alunos ficam sem aula de biologia, história e química no 3º ano do novo ensino médio em SP
Professores e estudantes reclamam da substituição de conteúdos tradicionais por itinerários
Com a implementação do novo ensino médio, estudantes das escolas estaduais de São Paulo estão sem aulas de história, geografia, biologia, química e física no último ano dessa etapa de ensino. A nova grade curricular também só prevê duas aulas por semana de matemática e duas de português.
São Paulo foi o primeiro estado a implementar as mudanças curriculares previstas pela lei do novo ensino médio. O então governador João Doria quis ser o pioneiro do modelo e, por isso, decidiu começar o processo um ano antes do restante do país. Assim, as alterações entraram em vigor no primeiro ano do ensino médio em 2021, no segundo ano, em 2022 e, no terceiro ano, em 2023.
Professores e alunos, no entanto, têm reclamado da ausência das disciplinas regulares que foram substituídas por matérias dos itinerários formativos. Ao todo, cerca de 400 mil estudantes da rede estadual estão no último ano do ensino médio —eles serão os primeiros do país a concluir essa etapa com o novo currículo.
Em nota, a Secretaria da Educação, da gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos), diz que estuda ajustes na grade curricular. A pasta defende a oferta de menos itinerários e novas abordagens “de forma a garantir direitos”, mas não indica se pretende ampliar a carga horária de disciplinas regulares.
A matriz curricular definida pela secretaria na gestão Doria concentrou as disciplinas das áreas de humanas e ciências da natureza nos dois primeiros anos do ensino médio. Assim, quando os alunos chegam ao último ano, passam a maior parte do tempo na escola com aulas dos itinerários.
Com o currículo antigo, os alunos tinham duas aulas por semana de cada uma dessas disciplinas em todos os três anos. Agora, no terceiro ano, não dispõem mais das aulas de química, física, biologia, história, geografia, filosofia e sociologia.
A carga horária de matemática e português também sofreu redução de 60% no último ano. Antes, eram cinco aulas por semana de cada uma delas. Hoje, são duas.
A redução ocorreu para dar espaço aos itinerários formativos —parte do currículo que, em tese, permite a alunos optar por uma área do conhecimento para aprofundar os estudos. O problema é que, conforme mostrou a Folha, em muitas escolas estudantes não têm tido a opção de escolha.
“Eu estou no último ano do ensino médio, devia estar me preparando para fazer o Enem, ter aulas do conteúdo que vai cair na prova. Mas chego à escola e só tenho aulas sem sentido, que não ajudam em nada”, queixa-se Laura Neris, 17, aluna da escola estadual Dom Pedro I, na zona leste da capital.
A jovem diz que quer cursar história na faculdade e, por isso, quando estava no primeiro ano do ensino médio, optou pelo itinerário de ciências humanas. Ela acabou direcionada pela escola para um itinerário chamado “Quem divide, multiplica”, que, segundo a ementa, reuniria conteúdos interdisciplinares de humanas e matemática.
“As aulas são confusas, os professores não sabem que conteúdo abordar”, afirma a estudante.
A Folha conversou com professores de escolas estaduais da capital e do interior que relatam sentir alunos mais desmotivados com os estudos. Para eles, as mudanças desorganizaram a grade curricular e esvaziaram os conteúdos escolares, fazendo com que os jovens não vejam sentido nas aulas.
Um professor de geografia de uma escola estadual, da zona norte paulistana, diz que a redução da carga horária de sua disciplina o forçou a assumir muitas aulas dos itinerários. Ele tem lecionado 12 matérias diferentes, recém-criadas, e nenhuma delas aborda os conteúdos de geografia.
O docente, que pediu para não ser identificado, afirma que em alguns momentos ignora o conteúdo das novas disciplinas para ensinar geografia, pois considera injusto que seus alunos não aprendam o que deveriam.
Segundo educadores, as mudanças têm exigido a busca de novas formas para motivar os alunos e encontrar alternativas para as lacunas de aprendizado.
Rebecca Cruz, 18, começou a fazer um cursinho popular em Guarulhos, na Grande São Paulo, aos sábados por indicação de um professor. “Ele viu que eu estava desanimada com as aulas e me deu a ideia de procurar um cursinho. É o que tem me dado esperança de que conseguirei passar no Enem, porque na escola não estou aprendendo nada”, diz a estudante, que pretende cursar jornalismo.
Especialistas afirmam que, com a redução das aulas de disciplinas regulares e sem que os itinerários consigam abarcar os conteúdos tradicionais, o novo ensino médio deve piorar ainda mais os baixos índices de aprendizagem nessa etapa e aprofundar as desigualdades educacionais.
“As escolas particulares continuam ofertando todas as disciplinas regulares em todos os anos. Elas não abandonaram essas matérias porque sabem que precisam preparar seus alunos para os vestibulares”, diz Anna Helena Altenfelder, presidente do Cenpec (Centro de Estudos e Pesquisas em Educação).
A Folha consultou cinco escolas particulares de São Paulo. Todas reduziram a carga horária de disciplinas regulares, mas as mantiveram nos três anos.
Para Alexandre Schneider, pesquisador da FGV e ex-secretário municipal de educação de São Paulo, a redução dessas aulas é consequência de uma falha na concepção da lei do novo ensino médio, que limitou a oferta de disciplinas tradicionais para priorizar os itinerários.
“Se o país já não conseguia garantir que os alunos aprendessem o adequado em matemática e português com a carga horária antiga, como esperar que vai haver melhoria com a redução dessas aulas? A lei tem falhas na concepção, e o resultado é uma precarização ainda maior do que é oferecido aos alunos.”
Na avaliação de Rossieli Soares, que era secretário da Educação de São Paulo na época em que novo ensino médio foi definido para as escolas paulistas, “não há esvaziamento da formação” dos estudantes.
“A rede estadual definiu por não ofertar os itinerários na primeira série do ensino médio e concentrar mais na terceira série pelo fato de o estudante estar com mais maturidade e autonomia, dando a ele mais oportunidade de se aprofundar nas áreas de seu interesse nesse estágio de conclusão”, afirma ele, que hoje é secretário de Educação do Pará.
“Na verdade, o estudante tem a mesma carga horária de aulas, com mais aulas dos itinerários, que aprofundam o conhecimento da área de conhecimento da escolha dele.”
A CUT-DF preparou uma atividade especial para celebrar o Dia do Trabalhador e da Trabalhadora, dia 1º de maio. O ato político-cultural, desta vez, será em Ceilândia, na Praça da Feira Central, a partir das 10h. O Sinpro-DF é parceiro da iniciativa e estará presente.
Ceilândia é a região administrativa mais populosa do Distrito Federal. Além de concentrar milhares de trabalhadoras e trabalhadores, a cidade desempenhou papel fundamental na construção de Brasília e, ao longo dos anos, consolidou-se como um dos principais polos dos movimentos sociais, da cultura, das artes e da resistência do DF.
O Dia do Trabalhador e da Trabalhadora é uma data de lutas, que remete a uma história de resistência. Essa história é repleta de grandes personagens no Brasil e no mundo, e muitos(as) deles(as) tombaram no processo da luta. Graças a tantos heróis e heroínas, hoje há muitas conquistas a serem celebradas, e também há ainda muitas lutas por fazer.
Vivemos num tempo de profunda precarização do trabalho, de tentativas recorrentes de desregulamentação tanto de direitos trabalhistas quanto da proteção a trabalhadores e trabalhadoras. Hoje, também, em pleno século XXI, acompanhamos indignados(as) aos resgates de pessoas que trabalham em regime análogo à escravidão. E, quando damos recorte racial e de gênero ao mercado de trabalho e às estatísticas do desemprego e da informalidade, a situação também é preocupante.
Com a eleição de Lula, abriu-se um período de novas perspectivas e de esperança. Por isso, o 1º de maio nos lembra de que há muito por que lutar! “Só a organização da classe trabalhadora foi capaz de construir as conquistas que adquirimos ao longo dos anos. Agora, é fundamental que continuemos mobilizados para reconquistar os direitos perdidos e garantir uma vida mais digna para todas e todos”, afirma o presidente da CUT-DF, Rodrigo Rodrigues.
O ato político-cultural de 1º de maio, mais uma vez, reunirá a classe trabalhadora para fazer essa reflexão, promover união e consciência, e contribuir para avançar nas lutas fundamentais que a classe trabalhadora tem pela frente.
A diretoria do Sinpro-DF informa que não haverá expediente na sede e nas subsedes nesta sexta-feira (21) em razão do feriado do aniversário de Brasília. As atividades do sindicato retornam normalmente na próxima segunda-feira (24).
O sindicato deseja um bom feriado para todos e todas.
CED Stella de Planaltina lança projeto Baú das Artes, que irá escrever um livro
Jornalista: Maria Carla
O CED Stella Cherubins Guimarães Trois, em Planaltina, lançou, nessa segunda-feira (17/4), o projeto do livro que será a culminância da atividade pedagógica intitulada Baú das Artes – Pedra Fundamental. O lançamento dessa fase do projeto ocorreu no auditório Anjos Cênicos, da própria escola. A atividade contou com a presença da deputada federal Erika Kokay (PT-DF), do professor historiador Robson Eleuterio e de representantes do deputado distrital Gabriel Magno (PT), do administrador de Planaltina, da Coordenação Regional de Ensino (CRE), e do ECOMUSEU, dentre outras personalidades. Confira no Facebook do Sinpro o álbum de fotografias do evento.
A escola planeja lançar o livro em agosto deste ano. Por isso que a escritura do livro já vem sendo realizada desde o início de março deste ano e envolve as disciplinas história, a eletiva “Planaltina e suas peculiaridades”, bem como português, abrangendo redação e escrita criativa. Os(as) professores(as) das referidas disciplinas estão trabalhando com oito turmas, fazendo visitas técnicas na parte histórica da cidade, realizando palestras com pessoas de diversas áreas, como astronomia, geografia, povos originários
Projeto centenário Pedra Fundamental foi realizado na ocasião das comemorações do centenário da Pedra Fundamental de Brasília no ano passado. A Pedra Fundamental de Brasília foi instalada no Morro do Centenário, em Planaltina. O obelisco foi construído como monumento arquitetônico para lançar a construção de Brasília e foi assentado no local em 7/9/1922.
Atual coordenadora da escola, a professora de matemática Mara Müller explica que a realização do projeto Baú das Artes em 2023 está relacionado com as atividades de 2022. “No ano passado, fizemos um projeto de comemoração do centenário da Pedra Fundamental de Brasília com várias atividades pedagógicas intitulado Baú das Artes – Pedra Fundamental, como um concurso de redação, passeio ciclístico, visita técnica à Pedra Fundamental contando a parte histórica, encontros com os estudantes registrando de que forma, como e por que a Pedra Fundamental da construção do Distrito Federal foi instalada em Planaltina-DF”, conta.
No ano passado, além dessas atividades, a escola enterrou a “Cápsula do Tempo” na área do obelisco, a qual será aberta em 2122, daqui a 99 anos. “Com isso, o projeto Baú das Artes, cujo criador foi o professor e historiador Robson Eleutério, tem subsídios para que este ano a gente escreva o livro sobre as comemorações para ter um registro histórico delas”, informa a professora.
Projeto pedagógico: a realização de um livro
“O livro terá cinco capítulos com participação dos estudantes com uma página nos quatro primeiros capítulos. O quinto e último capítulo será todo da escola. Ou seja, a escola vai escrever o quinto capítulo todo, relatando como surgiu toda a comemoração do centenário em 2022”, informa Mara Müller.
Ela afirma que este projeto só está sendo possível porque contou com o apoio da deputada federal Erika Kokay (PT-DF) e do deputado distrital Gabriel Magno (PT). “Eles estão na parte de apoio financeiro para que a gente consiga visitar os locais necessários, realizar as palestras e os estudantes ficam mais informados e adquiram mais conhecimento”, finaliza.
Em audiência pública, CNTE reafirma legalidade da lei do Piso Nacional do Magistério
Jornalista: Alessandra Terribili
Em audiência pública proposta pela deputada federal Professora Luciene Cavalcante (PSOL-SP), a CNTE reafirmou a legalidade da Lei do Piso, e apontou que ilegais são as ações para fraudar o pagamento dos profissionais do magistério. A deputada Luciene disse ter apresentado um projeto de lei para tornar crime de improbidade o não cumprimento do piso do magistério, com mecanismos de punição. Leia abaixo matéria da CNTE sobre a audiência.
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Em audiência pública, CNTE reafirma legalidade da lei do Piso Nacional do Magistério
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) participou nesta segunda-feira (17) de uma audiência pública proposta pela deputada federal Professora Luciene Cavalcante (PSOL-SP) na Comissão de Educação para discutir o pagamento do Piso Nacional do Magistério na educação básica. Apesar de garantido por meio da lei n° 11.738 desde julho de 2008, o piso não é cumprido por muitos estados e municípios, que buscam mecanismos para burlar o compromisso.
Durante o encontro, o coordenador da Comissão Permanente de Educação do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União, Lucas Sachsida Carneiro, apontou que a Confederação Nacional dos Municípios (CNM) conta com um parecer jurídico que tenta impedir a aplicação da lei.
A vice-presidente da CNTE, Marlei de Carvalho, rebateu a afirmação e apontou que a medida já foi referendada inclusive pela maior instância do país, o Supremo Tribunal Federal (STF).
“A lei do piso está em vigência e precisa ser aplicada nos estados e municípios a partir da integralidade do que diz. Já tivemos duas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADI), 4.167 e 4.848, e ambas reiteraram a constitucionalidade do piso. A primeira, inclusive, dizendo que deveria ser aplicado no nível do magistério respeitadas as carreiras dos profissionais da educação do país. Essa história do parecer fake da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) é porque perderam na lei, nas duas ações diretas e neste Parlamento, quando não deixamos que fosse aprovado o recurso especial 108 que definiria o aumento apenas pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor)”, apontou.
A dirigente alertou ainda, que todas as ações dos governadores e prefeitos para fraudar o pagamento são ilegais, inclusive, o achatamento da tabela e a oferta de abono em vez de aumento, que têm sido utilizados para não elevar os salários com base na lei.
Para Marlei, ajustes são necessários, mas devem tratar apenas da inclusão e não da retirada de direitos. “Precisamos avançar e para isso a lei do novo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) traz a atualização para que possamos, de fato, colocar na Lei do Magistério os demais profissionais da educação que estão no artigo 61 da LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional)”, pontuou.
Ainda precisa melhorar
De acordo com o coordenador-geral de Planos Decenais de Educação da Secretaria de Articulação Intersetorial e com os Sistemas de Ensino e representante do Ministério da Educação (MEC) no debate, Maurício Prado, a lei do piso tem garantido aumento real para os profissionais do magistério, quase sempre acima da inflação. De 2012 a 2023, o piso aumentou mais de 300%, segundo Prado, enquanto o índice nacional de preços ao consumidor ficou pouco acima de 81% no mesmo intervalo.
Ainda assim, Prado ressaltou que o valor permanece abaixo da meta prevista no Plano Nacional de Educação de igualar os salários dos professores da educação básica à média recebida por demais profissionais de mesmo nível de escolaridade.
Em janeiro deste ano, o MEC anunciou o reajuste do piso salarial dos professores e professoras em 14,95%, medida que elevou o pagamento de R$ 3.845,63 para R$ 4.420,55 aos profissionais da rede pública que mantém jornada máxima de 40 horas semanais.
O cálculo sobre o valor a ser aplicado é realizado pelo governo federal e pago pelos governos estaduais e prefeituras com recursos do Fundeb. O índice leva em conta a variação dos dois anos anteriores à data da atualização.
Punição a quem ataca a educação
O coordenador da Comissão Permanente de Educação do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União, Lucas Sachsida Carneiro, apontou que as alegações de prefeitos e governadores descomprometidos com a educação não têm fundamento jurídico, mas defende que a questão poderia ser resolvida por meio da alteração da nova lei do Fundeb com critérios claros de correção.
“É algo muito simples, porque não é possível se interpretar que a Lei do Piso deixou de existir, como querem muitos. Vivemos sob a vigência do princípio da continuidade das leis: uma lei só é revogada quanto outra a revoga expressamente, e a lei nova do Fundeb revogou a lei antiga, não a lei do piso”, disse.
A partir do documento apresentado pela CNM, o deputado estadual por São Paulo, Carlos Giannazi (PSOL), alertou que a confederação estaria instruindo os prefeitos a não pagarem o piso corretamente e, portanto, a orientação seria burlar a lei. Já a professora Luciene Cavalcante disse ter apresentado um projeto de lei para tornar crime de improbidade o não cumprimento do piso do magistério com mecanismos de punição.
No aniversário de 44 anos, o Sinpro lança um aplicativo para estar ainda mais próximo da categoria. Agora, o app está disponível gratuitamente tanto na PlayStore quando na AppleStore. Ao baixá-lo, você poderá atualizar cadastro, acompanhar as notícias do Sinpro, acessar a carteirinha virtual e fazer agendamentos para eventos na chácara do Sinpro, ver a listagem de convênios disponíveis e diversas outras ações. Além disso, se você está sob o regime de contrato temporário pode baixar o boleto de mensalidade sindical.
19 DE ABRIL | Educação é peça-chave para respeito e valorização dos povos indígenas
Jornalista: Vanessa Galassi
Visitação de estudantes das escolas públicas do DF ao Memorial dos Povos Indígenas
Na última década, a área garimpada dentro das Terras Indígenas brasileiras aumentou 625%, segundo o MapBiomas.
Em janeiro deste ano, o Ministério da Saúde anunciou que pelo menos 570 crianças do povo Yanomami foram mortas nos últimos quatro anos pela contaminação de mercúrio, por desnutrição, pela fome e a falta de acesso a medicamentos.
Dados da Agência Pública mostram que Bolsonaro certificou 239 mil hectares de fazendas dentro de terras indígenas. O número foi apresentado dois anos após a Instrução Normativa nº 9, que permitiu certificação e registros de fazendas no Sistema de Gestão Fundiária federal.
Fome, miséria, doenças, roubo de terras marcam, historicamente, a vida dos povos indígenas no Brasil. O cenário é de terror, mas são parcos o apoio e a comoção popular e, sobretudo, as ações do Estado para corrigir a situação que coloca indígenas como subhumanos.
Para a professora da rede pública de ensino do DF Karine Lemes, “o apagamento das nossas raízes” é um dos principais pilares de uma sociedade avessa aos povos originários e aos seus direitos.
“A gente não se reconhecendo, não conhecendo a nossa história, o movimento dos nossos povos nativos, quem somos nós, adquirimos uma identidade forjada. Nós não valorizamos aquilo que é nosso, no sentido do nosso país, da natureza, da nossa terra, valores, cultura. Isso gera estranhamento, gera violência; e um desastre enquanto cultura”, afirma a professora.
Na contramão do apagamento da história do povo brasileiro, sustentado pelo interesse de latifundiários, garimpeiros, madeireiros e até da indústria farmacêutica, professora Karine desenvolve um trabalho de resgate das raízes do Brasil, por meio do projeto Territórios Culturais, uma parceria entre as secretarias de Educação e de Cultura do DF.
Visitação de estudantes das escolas públicas do DF ao Memorial dos Povos Indígenas. Mediação da professora Karine Lemes
O espaço de atuação da professora Karine é o Memorial dos Povos Indígenas, que fica no centro de Brasília. Lá, ela recebe estudantes das escolas públicas de todo o DF, que têm a oportunidade de conhecer a história dos povos indígenas, correlacionando o passado e o presente, com ressignificação de narrativas, expressões e práticas existentes nas comunidades indígenas.
“A gente faz um planejamento pedagógico para cada turma que vai receber, dentro do Currículo em Movimento e dentro da necessidade da escola, de acordo com a série e a faixa etária deles. A mediação é totalmente diferente de uma mediação feita em qualquer espaço museal ou de galeria. Faço trabalho de trazer terminologias conceituais atualizadas, corretas, pois recebemos estudantes que chamam indígenas de índio, de tribo, com uma percepção estereotipada. Com estudantes maiores, por exemplo, mostro o mapa do Brasil de 1600 em comparação com o mapa atual para a gente compreender o processo de invasão do Brasil e a constituição do nosso povo”, explica.
Visitação de estudantes das escolas públicas do DF ao Memorial dos Povos Indígenas. Mediação da professora Karine Lemes
Professora Karine conta que é por meio do projeto que a maioria dos estudantes compreendem a luta dos povos indígenas. “Quando eles (estudantes) chegam, a gente percebe um estranhamento, como se eles estivessem em um espetáculo. Eles imaginam que vão ver alguém de sunguinha, cocar; que são outros seres. E a gente mostra que os povos indígenas são uma categoria étnica que pede respeito, mas que não é algo espetacular, que vai chegar de arco e flecha. São pessoas que estão tomando seus espaços profissionais, que estão, muitas vezes, aqui dentro da cidade, mas que precisam ter respeitada sua cultura.”
Todo o processo de preparação e pós-visitação é feito pela professora Karine: programação, marcação, confirmação, visitação, material pedagógico, estudos, agenda, relatórios. “É muito trabalho”, confessa a professora selecionada para atuar no Memorial dos Povos Indígenas, que não esmorece diante da demanda.
Visitação de estudantes das escolas públicas do DF ao Memorial dos Povos Indígenas. Mediação da professora Karine Lemes
“Nos momentos que não tenho escola visitando (o Memorial dos Povos Indígenas), visito as escolas com slides mostrando o que é o projeto. Já consegui uma demanda enorme. Hoje mesmo, só no período da manhã, já atendi 380 estudantes. Do ano passado para cá, esse esforço de formiguinha nosso, já tem feito diferença. Entretanto, a divulgação do projeto é muito deficitária”, comenta a professora. Para ela, “a pouca divulgação desse espaço é um reflexo da cultura de apagamento das nossas raízes”.
Segundo a diretora do Sinpro Márcia Gilda, “o Memorial dos Povos Indígenas ganhou um potencial educativo sem igual”. “A educação pública, quando focada em emancipar, é transformadora. Viva os povos indígenas”, reflete.
Visitação
Escolas interessadas em fazer visitação mediada no Memorial dos Povos Indígenas devem preencher formulário e aguardar retorno. Acesse o formulário AQUI
Você sabia? O Memorial dos Povos Indígenas foi projetado por Oscar Niemeyer. A forma de espiral remete a uma maloca redonda dos povos Yanomami. O espaço tem área construída de quase 3 mil metros quadrados. Veja história completa do Memorial AQUI
Programação especial
Neste mês de abril, quando se celebra o Dia dos Povos Indígenas, o Memorial dos Povos Indígenas traz programação gratuita e livre para todas as idades. Oficinas, contação de histórias, rodas de debates e feira de artesanato estão na programação. Acesse no perfil @memorialdospovosindigenas no Instagram.
Brasília 63 anos: Sinpro realiza ação por respeito à Educação
Jornalista: sindicato
Na semana em que Brasília comemora 63 anos, o magistério público do DF pede respeito e valorização. Como forma de denunciar o descaso do GDF com a educação pública, o Sinpro realizará ação que envolve toda a categoria pelo fortalecimento da campanha salarial 2023.
“Nas celebrações do aniversário de Brasília, queremos lembrar que somos construtores e construtoras fundamentais da história, do presente e do futuro desta cidade! Não queremos nada além do que merecemos: respeito e o devido valor que nosso trabalho tem”, reforça a diretora do Sinpro Luciana Custódio.
A estratégia tem três eixos de ação. Um é afixar em pontos turísticos de Brasília faixas com a frase “Nestes 63 anos de Brasília, a Educação pede respeito. Reestruturação da Carreira Já! A responsabilidade de uma greve está nas mãos do Ibaneis”.
Outro eixo é a publicação, nas redes sociais do Sinpro-DF, de fotos de professores(as) e orientadores(as) educacionais segurando cartazes que denunciam o descaso do GDF com a educação e mostram o principal eixo da campanha salarial 2023: a reestruturação da carreira.
Para participar, veja o passo a passo:
Vista sua camiseta da campanha salarial;
Baixe e imprima um ou mais cartazes da ação (disponíveis no fim da matéria). Se preferir, faça o seu cartaz;
Tire uma foto segurando o cartaz;
Envie para o email imprensa@sinprodf.org.br, até dia 21 . Não esqueça de mandar nome completo e a escola que atua, ou se é aposentado(a).
Veja o exemplo
O terceiro eixo também tem foco nas redes sociais. Nele, a orientação é para que, no dia 21 de abril, aniversário de Brasília, professores(as) e orientadores(as) educacionais usem a camisa da campanha salarial e tirem fotos em locais da cidade (comércios, avenidas, monumentos). Depois, poste a foto nas redes sociais e marque o Sinpro (@sinprodf).
“Estamos com os salários congelados há 8 anos. Sem diálogo, o governador Ibaneis Rocha estabeleceu um índice de reajuste insuficiente para todos os servidores e servidoras do GDF. Além disso, esse reajuste será dividido em 3 parcelas anuais de 6%, até 2024. Enquanto isso, para o governador e todo o primeiro escalão do governo, o aumento será de 25% de uma vez só. Basta de descaso com a educação. A reestruturação da carreira é um remédio eficaz para mitigar essas perdas, já que gera vantagens no vencimento, nas gratificações, progressões e outros componentes da carreira”, afirma Luciana Custódio.
Dia 26 de abril, a categoria realizará assembleia geral com paralisação e indicativo de greve. A atividade será às 9h, no estacionamento da Funarte.
Veja abaixo os modelos de plaquinhas, imprima, tire sua foto e fortaleça a luta. Basta de descaso com a educação!
Criminosos inovam na tentativa de dar golpe na categoria. Não caia nessa!
Jornalista: Luis Ricardo
Mesmo diante de todas as informações e avisos divulgados pelo Sinpro, criminosos inovam nas artimanhas na tentativa de aplicar golpes nos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais. Na última semana um golpista, se passando por funcionário do escritório Resende Mori Fontes Advocacia, entrou em contato com um professor informando que a Câmara de Conciliação de Precatórios já tinha o resultado do julgamento das propostas de acordo do último lote do benefício. Ao contrário do procedimento utilizado pelo Sinpro, o falsário pede o contato imediato com o suposto advogado e o pagamento de taxas para a liberação do valor. É golpe!
O sindicato tem recebido denúncias de que professores(as) em atividade e aposentados(as) estão recebendo ligações telefônicas de golpistas se passando por diretores(as), ex-diretores(as), advogados(as) e funcionários(as) da Secretaria de Assuntos Jurídicos do Sinpro para extorquir dinheiro das vítimas. Em nenhum momento ou sob qualquer hipótese o sindicato pede dinheiro para a liberação de precatórios.
Além da atenção redobrada em não enviar dinheiro para os criminosos, é importante ter cuidado e não clicar em links suspeitos, não baixar arquivos sem verificar a procedência e não enviar sua documentação a não ser que tenha certeza que é para o Sinpro. Em caso de dúvidas, ligue para o sindicato. Fique atento(a) e não caia no golpe.
Confira abaixo algumas modalidades de golpe:
No exemplo a seguir, eles se apresentam como um advogado de um antigo escritório que não presta mais serviços ao Sinpro. Essas e outras abordagens fazem parte de uma série de mensagens enviadas a professores(as) e orientadores(as) educacionais negociando o recebimento de precatórios. Cuidado! O Sinpro e os escritórios de advocacia parceiros não pedem depósitos ou transferências para receber benefícios. Fique atento(a) às mensagens. Em caso de dúvidas, entre em contato pelos números: 3343-4200 / 3343-4201.
Confira a abordagem criminosa utilizada pelos golpistas:
Fique atento(a) aos tipos de golpes aplicados pelo WhatsApp
Em um novo formato de golpe para lesar a nossa categoria, criminosos têm procurado professores e professoras que têm precatórios a receber, apresentando-se como uma suposta funcionária do escritório Resende Mori Fontes chamada “Joana Vasconcelos”.
Em outros casos, uma mulher se apresenta como dra Luiza Franco de Castro, falsa advogada, e faz contato pelo WhatsApp (61) 9945-7295 e pelo (61) 9643-1866. O Sinpro e o escritório Resende Mori Fontes alertam que essas funcionárias não existem, e destacam, mais uma vez, que os(as) advogados(as) do Sinpro jamais pedirão dinheiro para liberação de precatórios, para se obter vantagens processuais e muito menos ameaçarão parar o processo caso não seja depositada alguma quantia em dinheiro. Isso é golpe!
Confira abaixo as mensagens que têm sido enviadas a professores(as) nessa nova abordagem:
Atenção: os golpistas estão informando um número de telefone fixo muito parecido com o contato verdadeiro do escritório Resende Mori Fontes. O telefone correto do escritório de advocacia é o (61) 3031-4400. Confira abaixo a mensagem com o número errado informado pelos criminosos.
Fique atento(a)! O Sinpro funciona nos endereços descritos no link a seguir e o telefone correto do escritório Resende Mori Fontes é o (61) 3031-4400.
Os golpistas também mandam falsas ordens de pagamento e documentos de arrecadação tributária, em PDF, fraudando a marca do TJDFT e do escritório Resende Mori Fontes. Confira os modelos abaixo e não caia em golpes:
Por e-mail
Diversas abordagens
Escutem os áudios a seguir e observem o modus operandi dos golpistas em outras situações:
Golpes pela Internet
O Sinpro pede a todos e todas para não se deixarem cair em golpes. Fiquem atentos(as) às “modalidades” de golpe de extorsão de dinheiro. A cada nova abordagem, os(as/es) bandidos(as/es) se aperfeiçoam e procuram facilitar e aligeirar o furto de dinheiro de quem tem processos a receber. É preciso ter cuidado e boa observação para não cair no golpe. Não é porque seu nome completo e CPF constam na mensagem, que ela é verdadeira (esses dados podem ser facilmente coletados na Internet). O Sinpro-DF recebe, diariamente, várias denúncias de professores(as/es) e orientadores(as/es) educacionais acusando o recebimento de mensagens que usam o nome do Dr. Lucas e do seu escritório. Nessa modalidade de golpe, uma pessoa diz, na mensagem, que foi autorizada a ordem de pagamento do processo e, em seguida, solicita que o(a) professor(a) ou orientador(a) educacional entre em contato com uma advogada pelos telefones 2626-5741 e 99859-9031. Tudo isso não passa de manobra criminosa para lesar pessoas com processos judiciais e financeiros movidos pelo sindicato. Preste atenção às mensagens! Não caia no golpe! Denuncie! O Sinpro e os escritórios de advocacia ligados a ele NÃO solicitam que sejam feitos depósitos para liberação de valores.
Para facilitar a compreensão de todos(as) sobre as estratégias utilizadas pelos(as) golpistas, seguem todas as versões usadas e denunciadas ao Sinpro:
Golpe 1
Criminosos entram em contato com professores(as) e orientadores(as) educacionais aposentados(as) informando sobre atualizações no processo de piso salarial e correções monetárias. Os golpistas, que se passam por funcionários do Escritório Resende Mori e Fontes, dizem que a suposta atualização, que na verdade é mais um golpe, diz respeito à cobrança de juros, correção monetária e pelo atraso do pagamento da folha salarial de 2015. Sob o argumento de liberar os valores das ações coletivas e repasse dos pagamentos em atraso, os criminosos pedem para que o(a) professor(a) ou orientador(a) educacional entre em contato com o suposto escritório. Ao ligar, o(a) aposentado(a) é informado que para receber o suposto valor deve depositar um valor na conta para o pagamento de custas advocatícias. O Sinpro volta a afirmar que nem o sindicato, nem os escritórios de advocacia ligados a ele, solicita que sejam feitos depósitos para liberação de valores. A Secretaria de Assuntos Jurídicos ainda ressalta que sindicato não tem processos referentes a piso salarial. Portanto, fique atento e não caia neste golpe.
Golpe 2
Uma mensagem enviada por WhatsApp, com foto de perfil com a marca do Sinpro, por um número que não é do sindicato, (61) 99872-4892, informa sobre o assunto: LIBERAÇÃO DO PRECATÓRIO EM FASE DE PAGAMENTO EM REGIME ESPECIAL, com os nomes dos advogados Drª Maria Rosali Barros ou Dr. Lucas Mori, indicando os números (61) 4042-0924 | WhatsApp: (61) 99840-3650 como contatos. Ao final, os golpistas colocam a observação falsa de que o sindicato não está atendendo presencialmente, em virtude os período pandêmico. Fique atento(a)! Isso é golpe! O Sinpro-DF está atendendo, normalmente, de forma presencial, das 8h às 17h, nas sedes e subsedes.
Golpe 3
Criminosos ligam para a casa de educadores(as) informando que foi liberado o alvará de precatório para pagamento. Em seguida, dizem que a vítima tem mais de R$ 100 mil para receber, pedem para ligar no número 99639-2111 e solicitam depósito de um valor na conta: NEXT 237 – AG: 3728 – CONTA 609240-3 (Anderson Fabio de Oliveira – CPF: 031.729.793-77). É importante ficar atento, pois a conversa é feita em aplicativo com perfil que leva a foto do logo do Sinpro-DF.
Golpe 4
Para o furto via telefone, usam vários nomes. O nome “Cláudia Maria Rodrigues”, que utiliza o telefone fixo 3181-0041 e o celular/WhatsApp, 96519820, é um dos denunciados pela categoria. O Sinpro-DF informa que o nome “Cláudia Maria Rodrigues”, utilizado pela quadrilha, pertence a uma advogada que também está sendo duramente prejudicada pelo bando. Ela avisou ao Sinpro-DF que já denunciou o caso à polícia e tem Boletim de Ocorrência para comprovar o uso indevido do nome dela. O outro nome usado é “Leonardo Mota” (Núcleo Bancário), com o telefone 3181-0285. Um terceiro nome identificado é “Dr. Marcelo Ricardo”, com o número de telefone 99849-7364.
Golpe 5
Para extorquir dinheiro das vítimas, a pessoa que realiza a chamada se passa por diretor, ex-diretor ou funcionário da Secretaria de Assuntos Jurídicos, Trabalhistas e Socioeconômicos do Sinpro-DF. Segundo denúncias realizadas ao Sindicato, em alguns casos, o golpista se apresenta como Dr. Daniel ou Dr. Dimas, e chega a utilizar em sua foto de perfil de WhatsApp a logomarca do Sinpro-DF. Em seguida, o farsante solicita depósito em conta bancária vinculada a uma suposta pessoa com nome de Priscila.
Golpe 6
Outra modalidade é o golpe com transferência por PIX. Assim como os outros métodos, o golpista solicita um valor para liberar uma quantia à vítima. No caso de transferência por PIX, não há um sistema de retorno ou cancelamento do envio.
Golpe 7
Nesta modalidade, o golpista envia à vítima, via WhatsApp ou e-mail, documento simulando papel timbrado do Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT). O documento ainda leva o nome de dirigentes do Sinpro-DF. No último relatado ao Sinpro-DF, constava o nome da dirigente Silvia Canabrava. O envio é feito posteriormente a uma ligação, em que o criminoso confirma vários dados da vítima, como nome completo, CPF e nome do pai e da mãe.
Golpe 8
O golpe mais recente consiste no envio de carta nominal, com logomarca de escritório de advocacia fantasma. O documento falso é enviado pelos Correios e traz uma série de argumentos jurídicos bem fundamentados, além de endereço de e-mail, telefones e assinatura com registro da OAB.
Golpe 9
O primeiro golpe de 2022 chega por WhatsApp e vem supostamente do “Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, DF”. É nominal, informa que o pagamento do precatório referente ao processo da pessoa está liberado para a data de hoje, “primeira ou segunda parcela”. O titular deverá entrar em contato com uma “Dra. CHRYSTIANE MAIA GUERCO FARIA LUCAS MORI (OAB: 38015/DF)” para solicitação do recolhimento dos alvarás de liberação do precatório, nos telefones (061) 99687-2994 ou (061) 99667-9219 (outros números também são usados nesse golpe), e se a pessoa não entrar em contato até às 15h, deverá esperar “uma segunda chamada com carência de tempo de 5 a 10 anos”. Mas é golpe.
Golpe 10
Na nova modalidade criminosa, os bandidos ligam pelo telefone 3322-1515 – contato oficial do Banco de Brasília (BRB), mas clonado – informando que o banco fez um PIX por engano para a conta do(a) professor(a) ou orientador(a) educacional, solicitando a devolução do valor. Além deste procedimento, os estelionatários também ligam dizendo ser de uma empresa jurídica ligada ao BRB, fazendo a cobrança de tarifas não pagas. Na maioria das vezes, os falsários enviam um link ou pedem dados para “corrigir o problema” e até mesmo solicitando dinheiro. Não abra o link, não forneça dados ou transfira qualquer quantia em dinheiro. Trata-se de um golpe!
Golpe 11
Em mais uma versão utilizada pelos estelionatários, um professor foi contatado e informado que havia sido autorizado o pagamento de R$ 108 mil referente ao precatório do Ticket Alimentação, ação movida por um suposto escritório jurídico do Sinpro. Porém, para receber o dinheiro, o educador deveria pagar as taxas, valor totalmente indevido, uma vez que o sindicato nunca solicita nenhum tipo de transação bancária para que professores(as) e orientadores(as) educacionais recebam vantagens financeiras. Para identificar se a ligação é um golpe, basta ficar atento ao pedido de qualquer tipo de taxa/valor/dinheiro para recebimento de precatório. Caso a pessoa peça dinheiro, tenha a certeza que se trata de um golpe!
Golpe 12
No dia 11 de novembro, o Sinpro recebeu denúncias de que várias pessoas da categoria estão recebendo mensagem de WhatsApp sobre um falso pagamento de precatório. A pessoa da mensagem diz que é do escritório de advocacia e tenta aplicar o crime de extorsão. Uma das vítimas percebeu a tentativa de golpe e avisou o Sinpro que recebeu a mensagem pelo WhatsApp do próprio celular e também pelo da filha dela. “Desconfiei, pois o número era diferente do que eu tinha na Procuração do escritório dos advogados Resende – Mori Fontes –. Liguei para o escritório e a moça que me atendeu me disse ser golpe. O telefone era totalmente diferente dos telefones do escritório. Fiz o print da mensagem e enviei para o e-mail que ela me indicou”. A mensagem inicia com o nome do escritório e o da vítima e segue um texto dizendo que “a Câmara de conciliação de PRECATÓRIOS, informa o resultado do julgamento das propostas de acordo do ultimo loto, nos termos do edital (21/06/2021)”. É escrito assim mesmo, repleto de erros gritantes de português e, após isso, prossegue com um texto repleto de informações erradas.
Golpe 13
Supostos parentes fazendo pedidos de envio de PIX de um telefone “provisório” parece não ter mais tanto efeito no mundo dos golpes bancários. Agora, a pergunta feita pelos golpistas é: reconhece esse PIX feito da sua conta bancária? A estratégia é a seguinte: é feita uma chamada telefônica supostamente do BRB, de um número que realmente coincide com o do banco (3322-1515). Na ligação, a funcionária fake pergunta se a vítima reconhece uma transferência via PIX realizada de sua conta bancária. Ao negar a transação, a vítima recebe um número de protocolo e é encaminhada para um pseudo “setor responsável pela segurança bancária”. O golpista que se passa pelo responsável do “setor” solicita que a vítima abra o aplicativo do BRB, mantenha-o aberto, vá até a loja de aplicativos e baixe a atualização do app do banco. Ao fazer a atualização, o golpista consegue todos os dados pessoais e bancários da vítima. Outra estratégia é pedir para que a vítima desligue e ligue de volta para o BRB, no número 3322-1515. Quando a pessoa realiza a chamada, o golpista intercepta a ligação e captura dados solicitados, como senha bancária numérica e dados como data de nascimento e CPF. É importante lembrar que os bancos não entram em contato por telefone com correntistas. Dados pessoais e bancários, de forma alguma, devem ser passados via telefone ou qualquer outra forma de comunicação não presencial. O Sinpro ainda reforça que não solicita qualquer depósito bancário para liberação de processos jurídicos.
Confira nas matérias, a seguir, as modalidades e o modus operandi: