TV Sinpro Especial: Desenvolvimento de softwares para avaliação do impacto do processo de aprendizagem

O TV Sinpro especial desta terça-feira, 11 de abril, tratará do Desenvolvimento de softwares para avaliação do impacto do processo de aprendizagem. Para debater o tema, foram convidadas as pesquisadoras Ana Carolina de Castro (SEEDF e UnB) e Eloísa Pilati (UnB), e a diretora do Sinpro Mônica Caldeira.

As pesquisadoras apresentarão os resultados da pesquisa que estão desenvolvendo sobre um método online de avaliação, que mescla técnicas linguísticas e psicolinguísticas para avaliar o processo de aprendizagem. Elas utilizaram uma plataforma desenvolvida na Universidade do Minho (Portugal) para formular um protocolo, e agora trabalham em um software que permite a captura e análise desses dados para uma avaliação mais detida e profunda em formato online.

O TV Sinpro especial será transmitido ao vivo pela TV Comunitária nesta terça-feira (11), a partir de 19h. 

 

https://www.youtube.com/watch?v=EzYRL9zxtuY

24ª Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública: de 24 a 28 de abril

Em 2023, a Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública, promovida anualmente pela CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação) chega à sua 24ª edição. O evento acontece entre 24 e 28 de abril e terá atividades diárias (veja programação completa abaixo).

O tema da Semana será “Soberania se faz com educação pública e participação social”, e as ações envolvidas trarão a reflexão de que a soberania nacional exige um projeto educacional com participação popular. Entre essas ações estará a entrega do abaixo-assinado pela revogação do Novo Ensino Médio ao Ministério da Educação, dia 24 (segunda) e a Greve Nacional da Educação pela aplicação do reajuste do piso salarial inicial e na carreira para os e as profissionais da educação; e pela revogação do Novo Ensino Médio (NEM), dia 26 (quarta) – dia da nossa assembleia geral com paralisação e com indicativo de greve no DF.

As lives serão transmitidas pela página da CNTE e pelo canal da confederação no Youtube.

 

PROGRAMAÇÃO COMPLETA

Dia 24/4/23 (segunda-feira)
Em Brasília: entrega do abaixo-assinado pela Revogação do Novo Ensino Médio

LIVE às 19h – horário de Brasília | Transmissão: youtube.com/cntebrasil
Tema: As contradições do “projeto educacional” em vigor

Sugestão de atividade:
Debate com os estudantes e/ou pais/mães/responsáveis, gravar relatos dos/as estudantes no formato de vídeo de até um minuto e/ou textos de no máximo duas laudas para publicação. Enviar para o e-mail: imprensa@sinprodf.org.br. Mais informações: (61) 3343-4228.

Dia 25/4/23 (terça-feira)

LIVE às 19h – horário de Brasília | Transmissão: youtube.com/cntebrasil
Tema: A recomposição do FNE e os novos desafios

Sugestão de atividade:
Debate com os estudantes e/ou pais/mães/responsáveis, gravar relatos dos/as estudantes no formato de vídeo de até um minuto e/ou textos de no máximo duas laudas para publicação. Enviar para o e-mail: imprensa@sinprodf.org.br. Mais informações: (61) 3343-4228.

Dia 26/4/23 (quarta-feira)
Greve Nacional da Educação pela aplicação do reajuste do piso salarial inicial e na carreira para os/as profissionais da educação e pela revogação do NEM.

Assembleia Geral com paralisação dos professores(as) e orientadores educacionais do DF, com indicativo de greve!

LIVE às 19h – horário de Brasília | Transmissão: youtube.com/cntebrasil
Tema: Financiamento e valorização do Piso e da Carreira da Educação

Sugestão de atividade:
Panfletagem nas praças da cidade com uma síntese conceituando valorização profissional dos/as trabalhadores/as da educação.

Dia 27/4/23 (quinta-feira)

LIVE às 19h – horário de Brasília | Transmissão: youtube.com/cntebrasil
Tema: Gestão democrática com segurança alimentar

Sugestão de atividade:
Campanha de arrecadação de alimentos durante a 24ª Semana para doação no próprio bairro ou em outro espaço.

Dia 28/4/23 (sexta-feira)

LIVE às 10h00 – horário de Brasília | Transmissão: youtube.com/cntebrasil
Tema: Revogação do PECIM

LIVE às 19h – horário de Brasília | Transmissão: youtube.com/cntebrasil
Tema: A democracia, o novo PNE, o SNE e a soberania do povo brasileiro

Sugestão de atividade:
Promover um passeio ciclístico, ou uma caminhada pela cidade com a comunidade escolar e a sociedade, que divulgue a importância do Novo Plano Nacional de Educação.

MATÉRIA EM LIBRAS

CNTE lança abaixo-assinado pela educação pública de qualidade e valorização profissional

Você sabia? As fragilidades na lei acabam permitindo que prefeitos(as) e governadores(as) ataquem os planos de carreira nos estados e municípios, prejudicando trabalhadores e trabalhadoras da educação.

 

Por isso, contamos com o seu apoio para pressionar o Ministério da Educação (MEC) a enviar, de forma urgente, um Projeto de Lei (PL) sobre o Piso Salarial e as Diretrizes Nacionais de Carreira dos Profissionais.

 

Assine agora a petição da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação: https://chng.it/jZjmvXPS4z

 

O abaixo-assinado será protocolado no Ministério da Educação no próximo dia 24 de abril. Repasse essa mensagem nos seus grupos e amplie a mobilização!

Feridas abertas pela ditadura influenciam – e redes sociais potencializam – violência nas escolas

2023 04 06 ataque blumenau
 
 Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
 
 
Discurso de ódio, contra a democracia e desprezo pelos direitos humanos são também resultado da impunidade. Escola pode ser instrumento de combate à intolerância e ao ódio
 
Os ataques às escolas vêm crescendo, no último período, e tem sido motivo de preocupação para pais, mães, especialistas e trabalhadores/as da educação, entre outros atores. A origem dessa violência ainda não é bem definida. As feridas abertas pela ditadura, bem como as redes sociais, são apontadas como dois dos motivos que influenciam e potencializam atos de violência contra a comunidade escolar.
 
No último dia 31, enquanto o Clube Militar, no Rio de Janeiro, celebrava os 59 anos da ditadura no Brasil – período que deixou um rastro de mortes e retrocessos, inclusive na educação – ignorando orientação do Ministério da Defesa para não fazer menção à data, o país discutia como frear o avanço da extrema-direita nas escolas brasileiras.
 
Apenas quatro dias antes, em 27 de março, a professora Elisabete Tenreiro, de 71 anos, teve uma parada cardíaca e morreu após ser atacada a facadas, por um aluno de 13 anos, numa escola da Zona Sul de São Paulo, onde voltara a lecionar por amor ao magistério. Lamentavelmente, outro atentado chocou o país, nesta quarta-feira (5), quando um homem de 25 anos invadiu a creche Cantinho Bom Pastor, em Blumenau (SC), e assassinou ao menos quatro crianças a golpes de machado
 
 
Saiba mais
 
Casos de violência em escolas expõem sucateamento da educação no país e escalada do extremismo de direita. Somente em quatros meses de 2022, o país teve ao menos oito ataques em escolas; nos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Ceará e São Paulo, e especialistas apontam, como um dos principais fatores, a exposição dos jovens aos discursos de ódio, combustível do governo de Jair Bolsonaro (PL), o candidato derrotado nas últimas eleições, e de seus apoiadores.
 
“A suscetibilidade dos jovens a aderirem a ideias extremistas, faz dos espaços, onde frequentam, importantes aliados na prevenção e formação de um perfil capaz de conviver com a diversidade”, analisa a professora e doutora em Ciências da Educação, Sandra Petit. “Porém, a capacidade de compreender a pluralidade como parte de uma rotina não é o suficiente se não houver justiça”, aponta.
 
 
Silenciosa, a ditadura continua
 
Ela destaca que o fortalecimento da extrema-direita, impulsionado pelo vácuo deixado a partir do golpe contra a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), em 2016, permitiu a instalação de uma concepção menos aberta para questões sociais e de equidade racial e de gênero. Esse novo cenário, aliado à impunidade dos criminosos, durante o período da ditadura militar, acende um alerta, pois cria uma falsa ideia de que a violência é um caminho viável e produtivo.
 
“Os torturadores e as forças militares, no comando durante a ditadura, não foram encarados com o devido senso de justiça. Não foram julgadas e não precisaram responder por crimes contra a democracia. Não houve cura contra a ditadura e a arbitrariedade sobreviveu ao fim dela. Basta ver quantos militares, que atuaram durante esse período, continuam agindo hoje e estiveram envolvidos nos atos terroristas de 8 de janeiro. Não há uma real ruptura com o modelo arbitrário de segurança pública”, avalia Sandra.
 
 
Ataques potencializados
 
Segundo análise da professora, a chegada de Bolsonaro ao poder, fortalecido pelas redes sociais, encontrou nova forma de fazer política, que se mantém por fake news e atinge milhões de pessoas com informações deturpadas e conteúdo de apologia ao ódio, à violência e à intolerância. Com maior liberdade e um filtro menor para separar mentira e verdade, o ambiente digital se torna um espaço para semear e organizar os futuros atores, que promoverão ações de violência.
 
Os números confirmam a avaliação de Sandra Petit. Até 2018, foram oito registros de violência extrema em escolas. Entre 2019, primeiro ano do governo Bolsonaro, e 2023, os casos quase dobraram e subiram para 14
 
Os responsáveis pelos ataques compartilham um perfil. De acordo com pesquisa do Instituto de Estudos Avançados da Unicamp, há um recorte racial nas ações, já que a maioria dos autores dos atentados são jovens, brancos e do gênero masculino. De acordo com a pesquisa, eles utilizam as redes sociais, geralmente são frequentadores de fóruns e jogos online e a maior parte utilizou arma de fogo – metade deles convivia com o armamento em casa – e buscaram vingança e reconhecimento
pela ação.
 
 
Escola combate a intolerância
 
Em dezembro de 2022, um grupo de estudiosos, que há anos se debruça sobre as causas da violência nas escolas, entregou ao então presidente recém-eleito,Luiz Inácio Lula da Silva (PT) o relatório “Ultraconservadorismo e Extremismo de Direita entre Adolescentes e Jovens no Brasil” , encaminhado ao grupo de transição da área de educação do governo.
 
O documento associa o crescimento de atos de violência à escalada do ultraconservadorismo e do extremismo de direita no país, e à falta de controle e criminalização desses discursos e práticas. Segundo o levantamento, ao longo dos anos 2000, ocorreram 16 ataques em escolas brasileiras, que mataram 35 pessoas e deixaram 72 feridas.
 
As comunidades escolares, portanto, alvos de ataques também são frentes de resistência. Porém, na opinião do professor Daniel Cara, dirigente da Campanha Nacional pelo Direito à Educação (CNDE) e um dos organizadores do estudo, a sociedade brasileira lida com o problema de forma superficial e efêmera. Para ele, as comunidades escolares permanecem desamparadas. A opinião é compartilhada por Sandra Petit, que enxerga no país um déficit de conhecimento mais politizado.A escola não tem sido instrumento de valores democráticos, não tem conseguido ajudar mais pessoas a construírem conhecimento sobre si mesmas. Por isso o investimento e um olhar atencioso à formação é fundamental neste momento em que vivemos”, defende a educadora.
 
 
Educação antirracista para combater o ódio
 
Para além disso, a educomunicadora e analista de comunicação do Instituto Palavra Aberta, Elisa Tobias, defendeu em artigo no portal Geledés, a necessidade de uma educação antirracista para enfrentar os casos de nazismo. “Sendo assim, abordar as relações étnico-raciais é fundamental para que educadores e instituições revejam sua postura e comecem a atuar de forma pedagógica, para combater o ódio”, aponta. “A legislação brasileira garante isso, desde janeiro de 2003, por meio da Lei 10.639, que obriga as escolas de ensino fundamental e médio a discutirem, em sala de aula, a história e cultura afro-brasileira”, complementa.
 
 
Resposta do governo
 
Nesta segunda-feira (3), 10 homens apontados por neonazismo em Santa Catarina, estado onde ocorreu o atentado à creche, foram presos. Eles eram responsáveis pelo recrutamento de jovens já radicalizados e buscavam futuros integrantes na internet ou em encontros entre células brasileiras. De acordo com a antropóloga Adriana Dias, que pesquisa o neonazismo no Brasil desde 2002, os grupos vem crescendo no Brasil 270%, desde 2019, e há ao menos 530 núcleos extremistas, um universo que pode reunir até 10 mil pessoas.
Como resposta ao ataque desta quarta-feira (5), o Ministério da Educação (MEC) informou que articula um decreto interministerial para instalação de um grupo de trabalho, com o objetivo de elaborar uma política nacional de combate à violência nas escolas.

Começa, nesta segunda (10), a vacinação do Magistério contra a influenza

A partir desta segunda-feira (10/4), a campanha de vacinação 2023 contra o vírus da influeza (gripe) está focada nos grupos prioritários, dentre os quais está a categoria do Magistério Público. A campanha deste ano começou com as crianças de seis meses a cinco anos, 11 meses e 29 dias.

Para se vacinar, é necessário apresentar documento de identificação da criança e o cartão de vacina. Quem for se vacinar por conta da categoria profissional, deve apresentar crachá, contracheque ou outro documento comprovatório.

No caso das condições de saúde, é necessário apresentar relatório médico, exame ou outro documento comprovatório. Para saber mais informações e os locais de vacinação, clique AQUI

A vacinação contra a gripe é muito importante para proteger os profissionais da Educação do vírus influenza, prevenindo o contágio e limitando suas complicações. Além disso, a presença dos(as) trabalhadores(as) do Magistério Público no grupo de prioritários é uma luta vitoriosa do Sinpro-DF e da categoria.

 

Não deixe de se vacinar: a vacina salva vidas!

MATÉRIA EM LIBRAS

9 de abril – Dia Nacional da Biblioteca

Os livros guardam riquezas imensuráveis e conhecimentos capazes de transformar o mundo, e as bibliotecas ocupam uma importância gigantesca em todo este processo, uma vez que “preservam” todas estas riquezas. Um Decreto brasileiro datado de 9 de abril de 1980 instituiu, no país, a Semana Nacional do Livro e da Biblioteca, bem como o Dia do Bibliotecário. Por este motivo, o dia 9 de abril é lembrado como o Dia Nacional da Biblioteca.

Como dizia o teórico Jacques Bossuet, “é na biblioteca que se cura a ignorância, a mais perigosa das enfermidades e a origem de todas as outras”. Além de destacar a data como um incentivo à leitura como ferramenta base para a educação e formação dos indivíduos, a biblioteca é um lugar que merece ser sentido, vivenciado, ocupado e compartilhado por todos(as). A comemoração desta data é essencial para relembrarmos a importância da leitura para as gerações presentes e futuras.

A leitura estimula o raciocínio, ativa o cérebro, aumenta a imaginação, melhora o vocabulário, desenvolve o pensamento crítico, combate o estresse, dá um gás motivacional, amplia criatividade, estimula a capacidade de concentração e o leitor ainda transforma a sua escrita. Soma-se a tantos predicados o fato do indivíduo, à partir da leitura, ficar imune à onda de Fake News, movimento permissivo e capaz de provocar problemas imensuráveis na sociedade moderna.

Para o Sinpro, a leitura é um dos grandes passos para a busca de uma sociedade mais justa. A diretora do sindicato, Solange Buosi, ressalta que esses espaços devem ser ampliados e acessíveis, com o objetivo de fortalecer a leitura nas escolas. “Quando penso na importância das bibliotecas, acabo pensando na questão associada a este momento que estamos vivendo hoje, em que estes espaços, a princípio, podem desparecer, a se transformar em espaços sem atrativos por conta até mesmo da tecnologia, assim como do empobrecimento cultural. Por isto é extremamente importante tratar deste assunto, lembrar desta data e dos profissionais que fazem toda organização deste acervo. Tudo isto segue no caminho da cidadania, de indivíduos capazes de refletir sobre o mundo em que vivem, de saírem de um ambiente muitas vezes de angústia e aflições”, finaliza.

MATÉRIA EM LIBRAS

Bullying, discurso de ódio e ostentação armamentista: desafios para docentes

O Dia nacional de combate ao Bullying foi criado em 2016, na data que marca o aniversário do massacre de Realengo: em 2011, Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, invadiu a Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, subúrbio do Rio de Janeiro, armado com dois revólveres, e começou a disparar contra os alunos presentes. 11 meninas e 1 menino, com idades entre 13 e 15 anos foram mortos. Outras 22 ficaram feridas. Wellington foi interceptado por policiais, mas cometeu suicídio antes de ser detido.

O assunto é difícil, duro e espinhoso, mas tem que ser encarado de frente por todo mundo do campo da educação. A nota de suicídio então deixada por Wellington, bem como o testemunho de familiares, que o atirador era reservado, sofria bullying e pesquisava muito sobre assuntos ligados a atentados terroristas e a grupos religiosos fundamentalistas.

Há, portanto, dois aspectos a lidar em se tratando de bullying. Um deles é o assédio moral e psicológico praticado contra estudantes adolescentes.

O Bullying é um fenômeno social, que ocorre nas escolas de maneira mais ou menos sutil e com características próprias. São atos de intimidação repetida contra indivíduos específicos, vulneráveis e incapazes de defesa e que não têm quem lhes defenda. Violência escolar, portanto.

Quem sofre com o bullying o faz em silêncio; essa dor é devastadora, leva à queda no rendimento escolar do(a) estudante, isolamento e, muitas vezes, no aumento de ausências da vítima do assédio.

 

Discurso de ódio levou o bullying a novos patamares

Existe outro aspecto escondido sob as inter-relações sociais problemáticas de docentes: o discurso de ódio que fomenta o bullying torna o fenômeno ainda mais peculiar. O ataque à creche Cantinho Bom Pastor, em Blumenau (SC), ocorrido na quarta-feira (5/4), deixa isso bem evidente.

No Twitter, o professor e dirigente da Campanha Nacional pelo Direito à Educação (CNDE), Daniel Cara, aponta que “a sociedade brasileira lida com o problema de forma superficial e efêmera”, e que as “comunidades escolares permanecem desamparadas”.

Cara foi organizador do relatório “Ultraconservadorismo e Extremismo de Direita entre Adolescentes e Jovens no Brasil”, lançado em dezembro de 2022 e encaminhado ao grupo de transição da área de educação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Nesse documento, elaborado por dezenas de educadores e educadoras, além de especialistas em monitoramento da extrema-direita, o crescimento de atos de violência é associado à escalada do ultraconservadorismo e do extremismo de direita no país e à falta de controle e criminalização desses discursos e práticas.

O relatório coordenado por Daniel Cara demonstra que ao longo dos anos 2000, foram 16 ataques em escolas brasileiras que mataram 35 pessoas e deixaram outras 72 feridas.

Letícia Oliveira, uma das coautoras do estudo coordenado por Cara, é também editora do site El Coyote, que monitora grupos de extrema direita no brasil há 11 anos. Ela explica que comunidades específicas nas redes sociais cultuam quem comete atentados nas escolas e consideram ações violentas como os massacres de Suzano, em São Paulo, e Realengo, no Rio de Janeiro, marcos desse movimento.

Neste ano de 2023, até o fechamento deste texto, desde o mês de março ocorreram os ataques na escola Thomazia Montoro, em São Paulo, que resultou na morte da professora Elisabete Tenreiro, de 71 anos, e no ataque à creche Bom Pastor, em Blumenau, com 4 crianças mortas. E, aqui em Brasília, houve várias ameaças de ataques a escolas, em várias regiões administrativas.

“Os meses de março e abril são os mais propensos a ataques contra escolas.  O massacre de Suzano ocorreu num 13 de março; em abril, além do Massacre de Realengo, houve também o massacre de Columbine, nos Estados Unidos, ocorrido num dia 20”, avisa.

Para Letícia, o monitoramento das ações e a atenção em sinais de preconceitos são essenciais para identificar possíveis agressores.

“Uma das formas de prevenção é entender como funcionam os meandros desses jovens que cultuam assassinos em massa nas escolas e dar ferramentas que possibilitem a comunidade escolar perceber se os alunos e alunas estão sendo cooptados pela extrema direita ou estão frequentando algum tipo de comunidade, muitas delas abertas e acessíveis a todos. Atos de misoginia e racismo são sinais mais característicos de alguém com potencial para ataques”, recomenda.

Para a CNDE, medidas como o fim dos programas de militarização de escolas, o desarmamento da sociedade, a promoção de políticas de saúde mental e a resposta firme e contrária aos discursos fascistas são medidas indispensáveis para prevenir atos terroristas.

Letícia Oliveira enfatiza: o bullying não necessariamente está atrelado ao cometimento de atentados contra as escolas. Mas ambientes virtuais de redes sociais, como grupos de WhatsApp ou Telegram, aplicativos como Discord e chats de games online, que são locais com zero acompanhamento pedagógico e zero monitoramento de responsáveis, são o local perfeito para a implantação e disseminação de discursos de ódio entre adolescentes que ainda estão em fase de amadurecimento psicológico. Associados à cultura de enaltecimento de escolas militarizadas, ambiente que corrobora com o discurso armamentista e com a opressão por meio da violência como forma de “promover a disciplina”, são o terreno mais que fértil para a deturpação de visão de mundo dos adolescentes influenciáveis.

MATÉRIA EM LIBRAS

Dia Mundial da Saúde e a luta pelo bem-estar físico, mental e social da população

Após 6 anos de um mergulho profundo no negacionismo científico, mecanismo utilizado nos governos Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL) para enevoar e omitir o sucateamento intenso da Saúde Pública, principalmente, do Sistema Único de Saúde (SUS), o Brasil comemora, nesta  sexta-feira (7), o Dia Mundial da Saúde com a recuperação do setor.

O Dia Mundial da Saúde foi criado pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1948, para conscientizar a população a respeito da qualidade de vida e dos diferentes fatores que afetam a saúde da população e definiu o conceito de saúde.

Segundo a organização, “saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença ou enfermidade”. Ou seja, a saúde está diretamente ligada à qualidade de vida. Com base nesse conceito, a cada ano, as Nações Unidas adotam um tema diferente relacionado a problemas que afetam a saúde populacional em todo o planeta.

Este ano, o tema é “Saúde para todos: fortalecendo a atenção primária à saúde para construir um sistema resiliente” (do original em inglês: Health for All: strengthening primary health care to build resiliente system).

Fortalecimento do SUS

No Brasil, para além do seu projeto de saúde pública e gratuita para toda a população, o novo governo Lula também está conectado com o tema da campanha da ONU. Uma das várias ações do novo governo federal para o fortalecimento do SUS foi o lançamento, nessa segunda-feira (3), da política para fortalecer indústria ligada à saúde. Trata-se do Complexo Econômico-Industrial da Saúde com medidas para reduzir a dependência do Brasil e assegurar o acesso universal à saúde.

Ou seja, o objetivo é que, em 10 anos, 70% dos medicamentos e equipamentos necessários ao SUS sejam produzidos no Brasil. Com isso, retoma os conceitos de soberania nacional e a concepção original do sistema. E, ainda, além de garantir acesso à saúde, a estratégia irá gerar empregos e fortalecer a ciência e inovação.

Histórico da política de saúde pública

Importante registrar que o SUS foi criado pela Assembleia Nacional Constituinte, em 1987, e adotado na Constituição Federal como a principal política de saúde pública do Brasil. Os dois últimos governos tentaram esmigalhar esse sistema para privatizar o setor da saúde. Também vale lembrar que entre os países com mais de 200 milhões de habitantes, o Brasil é o único com um sistema de saúde pública universal forte totalmente financiado pela União.

Campanha salarial 2023 e a saúde do magistério

Na contramão do tema da ONU e do projeto de soberania nacional em saúde do governo federal, o Governo do Distrito Federal (GDF) continua conectado com os interesses privatistas do governo federal anterior e mantém o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (Iges-DF) e políticas a arrocho salarial, que afetam a saúde do funcionalismo público, com destaque para a saúde dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais, que sobrevivem há 8 anos de congelamento salarial.

“O GDF não tem essa harmonia com o tema da ONU, mas a nossa campanha salarial sim: está sintonizada com o tema do Dia Mundial da Saúde 2023. Digo isso porque a linha condutora de quase todos os itens da Campanha Salarial 2023, cujo lema é ‘Basta de descaso com a educação – Reestruturação da carreira já!’, remetem aos problemas de saúde da categoria que são consequência de 8 anos de congelamento salarial e das condições de trabalho precárias pela falta de investimento do GDF na educação pública”, afirma Élbia Pires, coordenadora da Secretaria de Assuntos de Saúde do Trabalhador do Sinpro-DF.

Ela alerta para o fato de que o Projeto de Lei (PL) nº 237/2023, do Poder Executivo, aprovado pelos deputados distritais, na terça-feira (4/4), em Plenário da Câmara Legislativa do DF (CLDF), e que define que as carreiras do funcionalismo público receberão reajuste salarial de 6%, em julho deste ano; 6%, em julho de 2024; e, 6%, em julho de 2025; não recompõe a defasagem acumulada pelos 8 anos de congelamento.

“O reajuste ofertado pelo governo Ibaneis é bem-vindo, mas não resolve o problema. Precisamos da reestruturação da carreira para recuperarmos a saúde financeira e, consequentemente, a saúde física, emocional e profissional da categoria totalmente afetada pela perda do poder aquisitivo, pelas dificuldades nas condições de trabalho, como salas de aula superlotadas pela falta de investimento público na educação. A defasagem criada nos 8 anos de congelamento não será resolvida só com esse percentual parcelado do GDF”, pondera Élbia.

Luciana Custódio, diretora do Sinpro, ressalta que não se pode desconsiderar 8 anos de congelamento salarial. “A reestruturação da carreira do magistério continua sendo eixo central da nossa campanha salarial. Com os princípios da isonomia e da paridade, a reestruturação da carreira traz conquistas importantíssimas a efetivos e contratos temporários, para quem está na ativa ou já aposentou. As mudanças possíveis com ela alteram positivamente tanto questões financeiras como pedagógicas”, finaliza.

Acesse o link a seguir e confira o calendário de lutas da Campanha Salarial 2023:

Magistério intensifica luta pela reestruturação da carreira

MATÉRIA EM LIBRAS

Hoje é dia do Sinpro no cinema

Hoje (06/04) é dia do Sinpro no cinema, no Liberty Mall. Toda quinta-feira, você, professor(a) e orientador(a) educacional, paga 10 reais na entrada, com direito a um acompanhante que pagará também o mesmo valor. Para aproveitar o benefício, é preciso ser sindicalizado(a) e apresentar a carteirinha válida, em versão física ou digital. Esqueceu a carteirinha? Não tem problema. Você pode apresentar o último contracheque com o desconto da contribuição sindical.

 

Confira a programação:

6 de abril – Dia Internacional do Esporte para a Paz e o Desenvolvimento

Muito além de um incentivo à prática esportiva e consequentemente à saúde, o esporte tem ganhado cada vez mais o poder de promover solidariedade e respeito pelos quatro cantos do planeta. Em tempos de intolerância, se torna um importante e necessário motor para a igualdade, especialmente a igualdade de gênero. É diante desta premissa que o mundo comemora, no dia 6 de abril, o Dia Internacional do Esporte para a Paz e o Desenvolvimento.

Estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2013, a data tem como objetivo promover a paz entre as pessoas através da prática esportiva, mostrando como as pessoas podem interagir, sem barreiras, através do esporte. Paixão compartilhada por mulheres e homens em todo o mundo, o esporte é a plataforma mais poderosa, capaz de nutrir valores como a solidariedade, a responsabilidade, o respeito, a honestidade, mantendo conectados a prática esportiva com a luta pela igualdade, a autoestima e, principalmente, a paz.

A noção do esporte como instrumento de paz é bastante antiga e sua origem remonta à Trégua Olímpica (Ekecheiria) instituída no século IX a. C. na Grécia Antiga. Durante o período da Trégua, os territórios nos quais eram realizados os Jogos Olímpicos ficavam imunes às constantes guerras, de modo que as tropas que entrassem ali tinham de depor as armas, conferindo assim segurança aos(às) atletas, treinadores(as), oficiais e espectadores. Mais recentemente, o espírito de paz também foi presenciado durante a Primeira Guerra Mundial, quando as tropas alemãs e inglesas fizeram uma pausa nos conflitos para trocar alimentos, presentes e disputar partidas de futebol. O episódio ficou conhecido como a Trégua de Natal.

Para o Sinpro, a inclusão do esporte como ferramenta estratégica de transformação social deve ser empreendida de forma a considerar a singularidade de cada contexto, permitindo, assim, que contextos de exclusão e conflitos sejam alterados na direção do desenvolvimento e da paz. “O esporte tem um importante papel na inclusão social, pois é capaz de diminuir desigualdades e dar oportunidades para grupos que, muitas vezes, vivem em condições de vulnerabilidade social. Isso é fundamental em um país como o Brasil, visto que grandes parcelas da sociedade ainda não têm acesso a espaços e serviços básicos que são essenciais para uma vida digna. Dessa forma, a inclusão social por meio do esporte pode transformar realidades de muitas pessoas”, ressalta o coordenador da Secretaria de Assuntos Culturais do Sinpro, Bernardo Távora.

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