Nota da diretoria – ataque à creche Bom Pastor

Lamentar, ou atacar, ou condenar, ou repudiar o ocorrido na manhã desta quarta-feira numa creche em Blumenau é algo assombroso a se fazer. Ao se pensar só um pouco no que vamos escrever, percebemos como qualquer verbo usado para descrever o ocorrido é fraco e insuficiente para expressar o horror.

Antes de sermos dirigentes sindicais, somos mães, pais, familiares, responsáveis. Sabemos da rotina de deixar filhos e filhas numa creche para trabalhar. O assombro desta nota de diretoria começa ao nos colocarmos no lugar de quem perdeu filhos entre 4 e 7 anos assassinados porque um homem feito, ao que tudo indica, resolveu se mostrar másculo e capaz para os seus asseclas. É muito sórdido, é muito asqueroso, é um verdadeiro vilipêndio à própria essência do ser humano.

Respiramos fundo e desejamos às famílias que perderam seus filhos queridos muita força e paz de espírito para suportar uma dor que não temos capacidade de mensurar.

Como dirigentes sindicais, nos assombramos uma vez mais ao perceber que nosso local de trabalho, originalmente pensado para ser um local de acolhida a crianças e jovens, um local de troca de experiências, de socialização, de enriquecimento pessoal e de aprendizados múltiplos, pedagógicos ou não, está a cada dia que passa se tornando um alvo de violência, de ódio, de desamor, de cizânia, de desumanidade. Percebemos as consequências do discurso de ódio tão fomentado e tão incentivado nos últimos anos por tantos políticos, e tão copiado por tantos adoradores e admiradores dessa corja na sociedade. Quatro corpos de inocentes em Blumenau são a consequência de hoje dessa escalada do discurso de ódio, de misoginia, de racismo, de homofobia, do desprezo ao outro.

Está mais do que na hora de buscarmos a cura para essa verdadeira doença social. Como educadores e educadoras, nossa função é auxiliarmos a comunidade e ensinar nossas crianças e jovens o caminho da cidadania, da solidariedade, da harmonia, da empatia com o outro, com o diferente. Ensinar a importância de raciocinar, ponderar, questionar, criticar, e entender o lugar e o papel de todos e todas numa sociedade que precisa cada vez mais se curar de chagas cruéis, trazidas por uma escalada de ódio armamentista.

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Publicada portaria que suspende a implementação do NEM

O ministro da Educação, Camilo Santana, anunciou na tarde de terça-feira (04) a suspensão da implementação do Novo Ensino Médio (NEM) no país, e, consequentemente, os impactos que ela teria sobre o ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) 2024. A portaria nº 627 foi publicada no Diário Oficial da União nesta quarta, 5 de abril.

A decisão implica, na prática, em suspender por 60 dias os prazos previstos pelo Cronograma Nacional de Implementação do NEM. Com isso, o governo pretende mostrar que está atento às críticas e denúncias que vêm sendo apresentadas por diversos setores da área da Educação. “Vamos ampliar a discussão. O ideal é que, num processo democrático, a gente possa escutar a todos. Principalmente, quem está lá na ponta, que são os alunos, os professores e aqueles que executam a política, que são os estados”, disse o ministro.

Embora a suspensão para promover o debate público seja muito positiva, ela não indica, automaticamente, a revogação do NEM. Segundo o presidente da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), Heleno Araújo, é por isso que este é o momento de intensificar as lutas em defesa da revogação: “Para revogar a Lei 13.415 será necessário um novo projeto enviado pelo governo federal. Nossa expectativa é de que tenhamos a recomposição do Fórum Nacional da Educação, com as entidades de 2016, antes do golpe, conforme compromisso do governo Lula. Nesse espaço onde está o governo, o setor público e o privado, podemos abrir debate e fazer um grupo de trabalho temporário para elaborar uma proposta que o MEC possa assumir e enviar ao parlamento”, disse ele.

“O modelo que aí está não permite remendos e por isso a revogação é necessária. O que for definido tem de ser algo para melhorar e não este retrocesso que assistimos. Não dá para dizer se irá nos contemplar porque o MEC não anunciou ainda o que pretende para além desta consulta”, completa Rosilene Corrêa, dirigente da CNTE.

Dia 15 de março, a CNTE apoiou a iniciativa da Ubes (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas) de promover o Dia Nacional Contra o Novo Ensino Médio, que levou milhares de estudantes às ruas em mais de 50 municípios. Os movimentos da área da educação fazem resistência à implementação do NEM desde 2017, quando o projeto foi imposto por medida provisória pelo governo golpista de Michel Temer. A avaliação é de que ele promove um sucateamento acelerado da escola pública e aprofundará as desigualdades sociais, econômicas e educacionais no país.

 

Em discussão também no Senado

Uma subcomissão temporária sobre o tema foi criada no Senado para debater amplamente uma nova estrutura e avaliar a Lei 13.415/2017, que instaurou o NEM. A senadora Teresa Leitão (PT-PE) foi eleita para presidir a subcomissão.

Teresa terá 180 dias para ouvir todos os setores envolvidos e impactados pelo projeto para discutir desafios e perspectivas. A primeira reunião da subcomissão está agendada para 12 de abril.

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Retratos da Escola e o Novo Ensino Médio

Neste momento em que as atenções da Educação se voltam para a suspensão (com vistas à revogação) do Novo Ensino Médio, lembramos que em 2022 dois dos três números da revista Retratos da Escola, publicada pela Escola de Formação (Esforce) da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), trouxeram dossiês especiais sobre o tema.

O número 34 da revista (jan a abr 2022) traz um dossiê sobre o que esperar do Novo Ensino Médio. Os oito artigos que compõem o dossiê, todos assinados por mestras e doutoras em educação, questionam o caráter “novo” do projeto e apontam a customização neoliberal por trás da concepção. O editorial visa: a reforma do ensino médio anuncia-se “autoritária e regressiva”.

No número seguinte, o 35 (mai a ago 2022), um compilado de estudos sobre a implementação do NEM Brasil afora. A edição reúne 13 artigos com relatos de experiências do processo de mudança no Ensino Médio no Rio Grande do Norte, Pernambuco, Ceará, Amapá, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo. Alguns trechos de títulos dos artigos dão uma ideia das dificuldades encontradas no caminho: Parcerias público-privadas, ressignificações docentes, não está calado quem peleia, desafios de diretores, “Liberdade de escolha” (enunciada assim mesmo, entre aspas). O editorial desse número lembra: Educação pública e popular se constrói com democracia e participação social.

O número 34 da Revista Retratos da Escola está disponível aqui

O número 35 da Revista Retratos da Escola está disponível aqui

E se você quiser ver os outros números dessa publicação lançada em outubro de 2007 pela CNTE, pode clicar aqui. São diversos temas abordados, todos na área de educação. São reflexões atuais de extrema relevância ao cenário político educacional.

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CNTE apoia a suspensão da implementação do Novo Ensino Médio e afirma que vai manter o debate sobre as alterações na Lei 13.415/2017

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Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

 

Nessa segunda-feira (3), a informação de que o Ministério da Educação (MEC) pretende suspender temporariamente a implementação do Novo Ensino Médio (NEM) foi motivo de celebração por parte das organizações em defesa da educação pública e de qualidade, mas também de fortalecimento das mobilizações e do debate pela revogação total do NEM .

A medida foi reforçada nesta terça-feira (4) na imprensa. O ministro da educação, Camilo Santana, anunciou a suspensão do cronograma da Reforma do Ensino Médio e a publicação de uma portaria que pretende interromper mudanças previstas para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2004. 

O presidente da CNTE, Heleno Araújo, aponta que a entidade lutará para que o grupo de coordenação que discute o ensino médio intensifique o trabalho nos próximos 90 dias e pense em um novo projeto para ser enviado ao Congresso Nacional que resulte na extinção da reforma.

“Para revogar a Lei 13.415 será necessário um novo projeto enviado pelo governo federal. Nossa expectativa agora é de que tenhamos a recomposição do Fórum Nacional da Educação, com as entidades de 2016, antes do golpe, conforme compromisso do governo Lula. Nesse espaço onde está o governo, o setor público e o privado, podemos abrir debate e fazer um grupo de trabalho temporário para elaborar uma proposta que o MEC possa assumir e enviar ao parlamento”, explicou.

 

Sem remendos, revoga já!

Heleno faz a ressalva de que a expectativa de apresentação da portaria não foi atendida durante a reunião que ocorreu nesta segunda-feira (3) com o grupo de coordenação da consulta sobre as mudanças necessárias para melhorar o ensino médio. O dirigente esteve presente no encontro como representante do Fórum Nacional Popular da Educação (FNDE) e apontou que a secretária-executiva do MEC, Izolda Cela, se mostrou surpresa com a notícia sobre a mudança.

Mesmo que ocorra a suspensão, ainda não é suficiente para atender as reivindicações dos trabalhadores e trabalhadoras da educação, aponta a secretária de finanças da CNTE, Rosilene Corrêa Lima.

“O modelo que aí está não permite remendos e por isso a revogação é necessária. O que for definido tem de ser algo para melhorar e não este retrocesso que assistimos. Não dá para dizer se irá nos contemplar porque o MEC não anunciou ainda o que pretende para além desta consulta”, explica.

A secretária de assuntos educacionais da confederação, Guelda de Oliveira Andrade, ressalta que não há espaço de negociação sobre o novo modelo do ensino médio, que não é capaz de atender a qualquer necessidade, seja dos estudantes, dos trabalhadores da educação ou do país.

“A educação básica tem o papel de oferecer as condições para que os estudantes comecem a construir o conhecimento. O papel da escola é dar condições e o novo ensino médio não corresponde a nada das expectativas da nossa juventude, muito menos da soberania de um povo. Temos de trabalhar em cima do velho modelo para aprimorar, não colocar no lugar dele outro que não atende em nada as necessidades”, crítica.

 

O que dizem os/as estudantes

Em nota, a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) apontou que “frear a implementação do Novo Ensino Médio é um passo importante para os estudantes e professores que estão sofrendo os impactos de uma medida aprovada sem o amplo debate e o aperfeiçoamento de quem vive a escola diariamente além de possibilitar a construção de uma nova proposta para o Ensino Médio brasileiro.”

Mas, destacou que “defende que o calendário de implementação seja “congelado” até a revogação e não por um prazo de 90 dias, para evitar ainda mais danos à essa geração e construir uma nova proposta de Reforma para etapa de ensino.”

A entidade afirma ainda que apresentará uma nota técnica ao MEC, com recomendações para o ensino médio.

Também em nota, a União Nacional dos Estudantes (UNE) destacou que a “possibilidade de suspensão da implementação do Novo Ensino Médio representa uma grande vitória para os estudantes, professores e, sobretudo para a sociedade, que correria o risco de ampliar abismos educacionais e impactar na democratização do acesso ao ensino superior”.

A UNE diz esperar “que aconteça, sim, uma reforma no ensino médio, mas que seja debatida amplamente com todo o setor educacional e acompanhada de investimentos em tecnologia e estrutura.”

 

Mobilização continua

Diante do atual cenário, a confederação mantém o calendário de lutas que se estenderá por todo o mês de abril e defende a importância de manter a mobilização e a luta contra o retrocesso.

Na semana que se inicia em 23 de abril, a entidade organizará a 24ª Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública, com coleta de assinaturas de parlamentares ao Manifesto da CNTE pela Revogação do Novo Ensino Médio e a criação de Comitês de Luta pela Revogação.

Em 24 de abril, haverá a entrega do manifesto no MEC sobre a revogação NEM e pelas Diretrizes Nacionais da Carreira, com a presença de parlamentares.

No dia 26 de abril, a comunidade escolar promoverá uma Greve Nacional da Educação pela aplicação do reajuste do piso no salário inicial e na carreira para todos os profissionais da educação.

Por fim, no dia 28 de abril haverá uma live nacional pela revogação do Programa Escola Cívico-Militares.

Além dessas datas, a CNTE também participará da mobilização dos estudantes pela revogação total e imediata do ENEM no formato proposta originalmente a partir da reforma no próximo dia 19 de abril.

 

> Leia também: Combater a evasão escolar demanda investimento na educação pública e o fim do Novo Ensino Médio

Fonte: CNTE

Magistério intensifica luta pela reestruturação da carreira

O plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou nesta terça-feira (4/4) o reajuste imposto pelo governador Ibaneis Rocha aos servidores públicos do DF. A categoria do magistério público, que pressionou os(as) parlamenteares durante a sessão, intensifica a luta pela reestruturação da carreira como medida mais eficaz na recomposição das perdas acumuladas nos últimos oito anos.

A proposta do Executivo, prevista no projeto de lei nº 237/2023, define que as carreiras do funcionalismo público receberão reajuste salarial de 6% em julho deste ano; 6% em julho de 2024 e 6% em julho de 2025.

“São oito anos de congelamento salarial. Não podemos desconsiderar isso. A reestruturação da carreira do magistério continua sendo eixo central da nossa campanha salarial. Com os princípios da isonomia e da paridade, a reestruturação da carreira traz conquistas importantíssimas a efetivos e contratos temporários, para quem está na ativa ou já aposentou. As mudanças possíveis com ela alteram positivamente tanto questões financeiras como pedagógicas”, afirma a diretora do Sinpro Luciana Custódio.

Entre os avanços que podem ser obtidos com a reestruturação da carreira estão a valorização das tabelas de especialização, mestrado e doutorado; a incorporação da Gaped/Gase aos vencimentos básicos; o fortalecimento da carreira com a nomeação de concursados; a possibilidade de atingir o teto do vencimento antes dos 25 anos de carreira, com a antecipação de padrões.

“Nosso calendário de mobilização segue firme. Dia 26 de abril temos assembleia. A responsabilidade de uma greve está nas mãos do GDF”, disse Luciana Custódio.

O projeto de lei 237/2023 segue agora para a sanção do governador Ibaneis Rocha.

Cobrança
Na sessão desta terça-feira, diversos parlamentares discursaram para exigir que Ibaneis Rocha negocie questões específicas com o magistério público – e outras carreiras.

O deputado Gabriel Magno (PT) ressaltou a situação de professores(as) e orientadores educacionais das escolas públicas. Ele lembrou que a categoria está nas últimas posições das 33 carreiras de nível superior do DF em relação ao salário.

Já o deputado Chico Vigilante (PT) lembrou que os 6% “já foram engolidos pela inflação”, o que mantém a defasagem salarial.

Emendas
Aprovada pelos parlamentares distritais, emenda do deputado Jorge Viana (PSD) destaca que deve ficar claro a forma de incidência dos percentuais de 6% anuais do reajuste imposto pelo GDF. Isso para que a parcela seja cumulativa.

O deputado Fábio Felix (Psol) também apresentou emenda, mas a proposição foi rejeitada pela maioria do plenário. O texto tinha como objetivo fazer com que o reajuste salarial dos servidores públicos do DF fosse feito em duas parcelas anuais e sucessivas de 9%, a partir de julho deste ano.

Plenárias
As ações do calendário de mobilização do magistério público seguem.

As plenárias regionalizadas do Paranoá, Plano Piloto, Recanto das Emas e Samambaia, agendadas para dia 6, e as plenárias de Santa Maria, São Sebastião e Taguatinga, agendadas para dia 13, serão realizadas de forma unificada. As reuniões serão na Câmara Legislativa do DF (CLDF), dia 13, às 9h e às 14h.

A mudança foi realizada devido ao ponto facultativo para servidores(as) do GDF no dia 6 de abril, e o local foi escolhido para dar amplitude à luta.

O Sinpro disponibilizará ônibus nos dois turnos para facilitar a ida da categoria às plenárias. Os horários e locais de saída serão disponibilizados em breve.

Dia 26 de abril será realizada assembleia geral com paralisação e indicativo de greve.

>> Veja mais sobre a Campanha Salarial 2023 no link https://sinpro25.sinprodf.org.br/plenarias-regionalizadas-2023/

>> Acesse materiais da Campanha Salarial 2023 no link https://sinpro25.sinprodf.org.br/acesse-os-materiais-da-campanha-salarial-2023-basta-de-descaso-com-a-educacao/

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Sinpro está na televisão com a Campanha Salarial 2023

O Sinpro está nas televisões com a Campanha Salarial 2023 “Reestruturação da carreira já”. Com um vídeo de 60 segundos, a entidade resume a recente história do achatamento salarial do Magistério Público, iniciado, em 2015, no governo Rodrigo Rollemberg (PSB), e piorado nos governos Ibaneis Rocha (MDB).

“Quando foi criado o Piso Nacional do Magistério, em 2008, o DF era motivo de orgulho. O salário era o maior entre professores da rede pública de todo o País. Isso se manteve por muitos anos enquanto a Lei do Piso já vigorava e fazia com que a educação fosse sendo valorizada. De 2015 para cá, as coisas mudaram”, conta o professor e ator Luiz Guilherme, no VT que vai para as TVs do DF.

O VT completo está no final desta matéria. Confira nele um pouco da história dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais nos três últimos governos (2015-2022).

Há 8 anos, a educação pública do País começou a sofrer todo tipo de ataque para ser privatizada. Esse desmonte se intensificou entre 2017 e 2022, sobretudo no Distrito Federal, unidade da Federação em que esses ataques foram ainda pior porque, nesse período, as demais unidades federativas concediam algum reajuste à categoria, mas os governos do DF congelaram os salários e pioraram as condições de trabalho com sucateamento das estruturas dentre outras coisas.

“Antes, o que era motivo de orgulho, hoje é motivo de vergonha para o Distrito Federal: o salário que era o maior do País, hoje, já está abaixo do Piso Nacional do Magistério”, denuncia o vídeo. Os últimos dois governos distritais pioraram tanto a situação do Magistério Público, que, hoje, é preciso realizar a reestruturação da carreira para atender aos princípios da paridade e da isonomia. “A reestruturação da carreira atinge efetivos e contratos temporários, ativos e quem está aposentado”, informa a diretora do Sinpro, Luciana Custódio.

 

Por que estamos em campanha pela reestruturação da carreira?

Com a reestruturação da carreira, o Sinpro pleiteia, entre outros pontos, a valorização das tabelas de especialização, mestrado e doutorado; incorporação da Gaped/Gase aos vencimentos básicos; fortalecimento da carreira com a nomeação de concursados; a possibilidade de atingir o teto do vencimento antes dos 25 anos de carreira com a antecipação de padrões.

Para dialogar com a própria categoria, a comunidade escolar e com a população do DF, o Sinpro elaborou vários materiais de campanha. Além das matérias veiculadas no site e redes digitais, o sindicato tem distribuído jornais impressos explicativos. Também está com a divulgação da campanha em outdoors em todo o DF. Clique aqui e confira. https://sinpro25.sinprodf.org.br/acesse-os-materiais-da-campanha-salarial-2023-basta-de-descaso-com-a-educacao/.

A campanha está em pleno vapor. Com o lema “Basta de descaso com a educação – Reestruturação da carreira já!”, a campanha reflete o cenário imposto à categoria do magistério público do DF, que traz desde o congelamento salarial de 8 anos até condições de trabalho precárias.

A campanha é estruturada em várias ações junto à categoria e outros setores, como plenárias regionalizadas, Sinpro nas Cidades, reuniões com gestores, delegados(as) sindicais, concursados(as); mutirão nos gabinetes da Câmara Legislativa, entre outras. Todas as atividades estão no calendário de mobilização aprovado na assembleia geral do dia 14 de março, que aprovou indicativo de greve.

“Isonomia e paridade são princípios da nossa campanha. Nossa pauta atinge toda a categoria: efetivos e contratos temporários, ativos e aposentados”, explica Custódio.

E atenção: Assembleia Geral marcada para o dia 26 de abril, com paralisação e indicativo de greve. A atividade será às 9h, no estacionamento da Funarte.

 

 

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Sinpro é recebido pelo colégio de líderes da CLDF

A comissão de negociação do Sinpro participou, na tarde dessa segunda-feira (03), de reunião do colégio de líderes da Câmara Legislativa (CLDF), com a finalidade de chamar a atenção dos parlamentares e pedir apoio para a necessidade de reestruturação da carreira do magistério. O encontro foi articulado pelo deputado distrital Gabriel Magno.

O colégio de líderes é uma instância que representa o conjunto da CLDF. Ele reúne os líderes de bancadas – partidos e blocos – e os membros da mesa diretora da Câmara; e tem a incumbência de definir a ordem do dia, a agenda e as prioridades na pauta da CLDF.

O Sinpro tem buscado todas as mediações possíveis para viabilizar uma reunião com o governador Ibaneis Rocha. No dia 17 de março, o sindicato protocolou uma solicitação de reunião com o governo, e ainda não obteve resposta.

A diretora do Sinpro Luciana Custódio falou para os parlamentares da importância da pauta: “Em 2022, o próprio governador instituiu um grupo de trabalho, publicado em Diário Oficial, composto pela Secretaria de Educação e pela comissão de negociação do Sinpro. Trabalhamos de outubro a dezembro, produzimos uma minuta para a reestruturação da nossa carreira, e queremos que ela seja negociada”, disse Luciana.

A última reestruturação pela qual a carreira do magistério passou foi em 2012. Agora, a categoria reivindica que a mesa de negociação seja retomada para que a minuta seja debatida e encaminhada.

“Fomos pegos de surpresa com um anúncio unilateral de reajuste de 18%, dividido em três anos, que não resolve toda desvalorização financeira que nossa categoria tem enfrentado. O DF, inclusive, está na ilegalidade tanto com a meta 17 do PDE quanto com a Lei do Piso Nacional”, ponderou Luciana. “Por isso, queremos dar sequência ao debate da reestruturação da nossa carreira, queremos ir além daquele percentual. E contamos com o apoio desta casa para isso”, pontuou.

A meta 17 do Plano Distrital de Educação garantiria aos profissionais do magistério isonomia salarial com as demais carreiras de ensino superior do DF. “Hoje estamos em penúltimo lugar, entre essas carreiras, no que se refere aos vencimentos básicos”, apontou Luciana. Além disso, o DF, que já foi referência no Brasil com vencimentos 101% acima do piso, agora convive com a triste realidade de ver a capital federal 4,3% abaixo do piso nacional.

Na reunião, também foram levantadas pautas importantes para a categoria, como a necessidade de realização de concursos públicos e nomeações visando a melhores condições de trabalho e à qualidade da educação pública.

O debate sobre a reestruturação da carreira vem sendo construído há meses, e desde o ano passado o Sinpro busca articulação com a Câmara Legislativa para dar sequência e esse processo. Na reunião desta segunda, os parlamentares se comprometeram a acolher a reivindicação e apoiar o pleito apresentado por professores(as) e orientadores(as) educacionais.

Nesta terça-feira (04), o plenário da CLDF pode votar a proposta de reajuste encaminhada pelo poder executivo. Por isso, o Sinpro está mobilizando a categoria a estar presente e ocupar as galerias da Câmara a partir de 14h, para fazer pressão e garantir que a reestruturação da carreira seja encaminhada pelo GDF.

Fotos de Palloma Barbosa.

Comissão de negociação do Sinpro na reunião do colégio de líderes.
Comissão de negociação do Sinpro com deputado distrital Gabriel Magno.
Comissão de negociação do Sinpro com deputado distrital Wellington Luiz, presidente da CLDF.
Comissão de negociação do Sinpro com deputado distrital Ricardo Vale.
Comissão de negociação do Sinpro na reunião do colégio de líderes da CLDF.

 

 

Campanha Salarial 2023: Outdoors estampam luta do magistério

Outdoors com a frase “Reestruturação da carreira já” foram espalhados pelas principais vias do Distrito Federal nesta segunda-feira (3/4). Este é eixo central da “Campanha Salarial 2023: Basta de descaso com a educação!”.

“Estamos mostrando para todo o DF a nossa luta e a nossa pauta. Os outdoors são apenas um dos materiais de diálogo com a categoria e a população. A cidade inteira precisa saber que nossa campanha reflete o cenário imposto: 8 anos de congelamento salarial e condições de trabalho precárias”, afirma a diretora do Sinpro Luciana Custódio.

A dirigente sindical destaca que a reestruturação da carreira atende aos princípios da Campanha Salarial 2023: paridade e isonomia. “A reestruturação da carreira atinge efetivos e contratos temporários, ativos e quem está aposentado.”

 

Com a reestruturação da carreira, o Sinpro reivindica, entre outros pontos, valorização das tabelas de especialização, mestrado e doutorado; incorporação da Gaped/Gase aos vencimentos básicos; fortalecimento da carreira com a nomeação de concursados; a possibilidade de atingir o teto do vencimento antes dos 25 anos de carreira com a antecipação de padrões.

Veja mais sobre a Campanha Salarial 2023 e acesse materiais da campanha no link https://sinpro25.sinprodf.org.br/acesse-os-materiais-da-campanha-salarial-2023-basta-de-descaso-com-a-educacao/

Assembleia geral com indicativo de greve está agendada para 26 de abril, às 9h, no estacionamento da Funarte.

 

 

 

Anunciada portaria com suspensão de implementação do NEM

A Folha de SPaulo desta segunda-feira (3/4) traz uma importante informação: nos próximos dias, o governo Lula deve publicar portaria suspendendo a implementação do Novo Ensino Médio. O documento, que altera a portaria 521 de julho de 2021, traz como consequência imediata o adiamento no novo formato do Enem em 2024.

De acordo com o site 247, a suspensão ocorrerá enquanto durar o prazo da consulta pública em andamento sobre o tema, que tem duração de 90 dias, prorrogáveis, e mais 30 dias para o MEC (Ministério da Educação) elaborar um relatório.

O anúncio é resultado de intensa mobilização e luta de professores, estudantes e especialistas em educação que, desde o início da nova gestão do governo federal, vêm criticando o governo e a (até agora) manutenção de um projeto de ensino que, no ensino público, revelou-se limitador e elitista, que piora o ensino e amplia a evasão escolar. Isso cria um abismo na qualidade da educação oferecida na educação do ensino público, quando comparada com a do ensino privado.

Mas suspensão não é revogação, como lembram dirigentes do Sinpro-DF e da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).

 “O anúncio da portaria é muito importante, pois demonstra que o governo escuta a população. Esperamos que essa primeira portaria com a suspensão da implementação do NEM seja apenas um movimento burocrático que evolua para a revogação do NEM”, declara Berenice Darc, secretária de Relações de Gênero da CNTE e de políticas educacionais do Sinpro-DF. “É importante que o governo, agora, chame para diálogo as entidades da educação envolvidas na questão do NEM, dentre as quais a CNTE e a UBES, para a construção de uma nova proposta de ensino”.

Para o coordenador da secretaria de políticas educacionais do Sinpro-DF, Cláudio Antunes, não devemos confundir suspensão com revogação. “A suspensão é um gesto político de ouvir os estudantes secundaristas, os professores e a comunidade escolar. Mas suspensão não é revogação. O que queremos é a total revogação do NEM”.

O presidente da CNTE, Heleno Araújo, também defende a revogação da portaria 521: “A expectativa é grande para que a Portaria MEC n. 521/2021 seja revogada pelo Ministro Camilo Santana. A portaria 521 determina o tempo para adequar o ENEM a Lei 13.415/2017 e Base Nacional Comum Curricular. É importante e necessário revogar a portaria 521, para que possamos ter mais tempo para formular novo projeto de lei sobre a estrutura para o ensino médio, a ser enviado ao Congresso nacional e com isto, revogar a Lei 13.415/2017.”

Expediente do Sinpro durante o feriado da Semana Santa

Em virtude do feriado da Semana Santa, a diretoria do Sinpro informa que não haverá expediente na sede e nas subsedes do sindicato nesta quinta (06) e sexta-feira (07). O funcionamento voltará ao normal na próxima segunda-feira (10).

Um bom feriado para todas e todos.

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