Sinpro lança plataforma para valorizar projetos educacionais de protagonismo das mulheres

A Secretaria de Mulheres do Sinpro lança nesta quarta-feira (12/2) a plataforma Mulheres. A ideia é fazer um repositório de projetos educacionais que discutam e valorizem as vivências e conquistas das mulheres em diversas áreas.

A Plataforma Mulheres é um site colaborativo, que receberá de professoras e orientadoras sindicalizadas seus projetos sobre o ensino de mulheres que se destacam nas áreas científica, social, artística, cultural, econômica e política. As titulares dos 40 primeiros projetos enviados receberão um exemplar do livro Prateleira do Amor, da psicóloga e pesquisadora de gênero da Universidade de Brasília (UnB) Valeska Zanello.

Plataforma Mulheres

“A ideia do site é dar evidência para vidas e biografias de mulheres, para resgatar suas memórias e valorizar seus feitos. Queremos reunir, nesse site, uma coleção de práticas fundamentadas na perspectiva feminina. Os projetos que resgatam as contribuições, vivências e conquistas das mulheres tornam o ensino mais igualitário e ajudam a desconstruir estereótipos de gênero”, conta a coordenadora da Secretaria de Mulheres do Sinpro, Mônica Caldeira.

“Nós sabemos que esses projetos existem nas escolas públicas do DF. Queremos reuni-los num único repositório para que essas boas ideias e boas práticas estejam ao alcance de toda a rede”, completa a diretora do Sinpro Regina Célia, que compõe a Secretaria de Mulheres do Sindicato.

Já Silvana Fernandes, que também integra a pasta de Mulheres do Sinpro completa: “observamos que o ensino do conteúdo curricular a partir da perspectiva feminina se traduz em elevação da autoestima nas estudantes, ao fomentar o respeito e a admiração a mulheres de relevo na história da humanidade”.

 

É lei

O site Mulheres vai ao encontro da Lei 14.986 de 2024, que inclui na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) a obrigatoriedade de abordagens fundamentadas nas experiências e nas perspectivas femininas nos conteúdos curriculares do ensino fundamental e médio. Essa mesma lei institui a Semana de Valorização de Mulheres que Fizeram História no âmbito das escolas de educação básica do País, a ser realizada anualmente na segunda semana do mês de março.

Plataforma Mulheres

 

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Inscrições encerradas para a X Corrida do Sinpro

As vagas disponíveis para a X Corrida do Sinpro estão esgotadas. Com isso, estão encerradas as inscrições para as modalidades do evento (corrida, caminhada ou passeio ciclístico), que será realizado dia 15 de março. A concentração para a X Corrida do Sinpro será a partir das 18h, na Praça do Buriti. Largada marcada para 19h.

Independente da modalidade, os(as) inscritos percorrerão um trajeto de 5 quilômetros, nas imediações da Praça do Palácio do Buriti.

 

 

Os kits para as(os) inscritas(os) estarão disponíveis para retirada de 10 a 14 de março, das 8h às 17h, na sede e subsedes do Sinpro. O(a) inscrito(a) deverá apresentar a carteirinha do Sinpro, RG ou CNH, além do contracheque ou a Declaração de Autorização para Terceiros.

Aniversário do Sinpro-DF
Nesta edição, a X Corrida do Sinpro celebra os 46 anos de lutas e conquistas do Sindicato e prepara uma grande festa, com show do grupo Samba Urgente. Portanto, as pessoas da categoria que não conseguiram se inscrever também são muito bem-vindas para confraternizar e aproveitar o show.

“A X Corrida do Sinpro é, sem dúvida, um momento especial em que o esporte se torna um espaço de resistência política e de fortalecimento da nossa luta. É por isso também que comemoramos o aniversário do Sinpro nessa atividade que sempre reúne a categoria em peso”, afirma Bernardo Távora, diretor do Sinpro e coordenador da Secretaria de Assuntos Culturais.

Para a diretora do Sinpro diretora Fátima Almeida, a Fatinha, “diante dos desafios e ataques aos direitos trabalhistas, corrida, caminhada e pedal são momentos de união e fortalecimento da unidade”. “Além de promover atividade física, esses eventos favorecem o convívio social e reafirmam nossa resistência política”, afirma.

Já a diretora do sindicato Leilane Costa, destaca que a Corrida do Sinpro é mais que um evento esportivo, é um símbolo de luta. “Em celebração aos 46 anos do Sinpro, a atividade une lazer e saúde à nossa luta por direitos e melhores condições de trabalho. É um momento de confraternização e fortalecimento da nossa organização sindical frente aos ataques à categoria”, avalia.

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História do professor Carlos Mota, assassinado por combater tráfico de drogas, vira filme produzido por seu filho

Em 2008, Otávio tinha apenas 8 anos de idade. Suas memórias do pai, assassinado naquele ano, eram poucas. Por isso, resolveu produzir o documentário “Carlos Mota – entre arquivos e lembranças”, para resgatar a memória e a trajetória do pai e aprender um pouco mais sobre o então diretor do Centro de Ensino Fundamental do Lago Oeste, um homem que marcou a educação da região e todo o Distrito Federal.

O filme, de 28 minutos, está disponível desde o início deste mês de fevereiro na íntegra, no Youtube. A obra reúne reportagens e debates da época do assassinato brutal do pai, e traz também depoimentos exclusivos de colegas, alunos e familiares de Carlos Mota.

“Se tivessem deixado, ele teria feito”
O assassinato do ex-diretor do Centro de Ensino Fundamental do Lago, no dia 20 de junho de 2008, foi um grande choque para a cidade. “Ele queria transformar o CEFLO na melhor escola rural da américa Latina. Se tivessem deixado, ele teria feito”, conta Rosilene Corrêa, secretária da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e amiga pessoal do professor.

“Questões que discutimos hoje, de meio ambiente e de como o ser humano não está separado da natureza, Carlos já falava há 20 anos”, lembra o irmão, Marco Mota. “Da cantina à quadra, passando pela biblioteca, tudo ele fez com que elevasse o nível, sabe?”, lembra o ex-aluno Adilvan de Souza. “Aproveitava o resto da comida da cantina para compostagem, trazia a produção da horta escolar para a cozinha, enxergava a escola como um gestor”, completa.

 

“Quem bate na escola maltrata muita gente”
Carlos Mota, que costumava dizer que “quem bate na escola maltrata muita gente”, foi assassinado brutalmente por traficantes, a quem havia proibido, dias antes, de entrar na escola. Foi o tema do primeiro Concurso de Redação do Sinpro, criado no ano de seu assassinato em homenagem ao diretor do CEFLO.  “Foi a defesa da escola, a defesa da educação, a defesa de educadoras e educadores que o tornou vítima de tamanha violência contra toda a educação e contra a própria cidade”, a firma a deputada federal Erika Kokay (PT-DF).

Um ano após a morte de Carlos Mota, a Câmara Legislativa do DF concedeu o título de cidadão honorário de Brasília ao professor. E Centro de Ensino Fundamental do Lago Oeste mudou de nome. Passou a se chamar Centro de Ensino Fudamental Professor Carlos Mota.

 

 

MATÉRIAS EM LIBRAS

Estudantes do CED 06 de Ceilândia comemoram aprovação no PAS e defendem valorização do magistério

Estudantes e professores do CED 06 Ceilândia comemoram as aprovações no vestibular

 

Preparados(as) pelo corpo docente do Centro Educacional 06 de Ceilândia, 20 estudantes da escola foram aprovados(as) no Programa de Avaliação Seriada (PAS) da Universidade de Brasília (UnB) em cursos como Medicina, Direito e Engenharia. Entre eles está Guilherme Lima Carvalho, aprovado para Engenharia de Produção em sete universidades federais do Brasil.

Filho da escola pública, Guilherme credita seu sucesso ao esforço de professores(as), da direção e de toda escola, que diariamente é obrigada a superar obstáculos. “Apesar de a escola pública não ter a mesma estrutura que as escolas privadas, a educação que recebemos é de muita qualidade. Temos professores muito capacitados, que nos apoiam desde os primeiros anos escolares, mas percebemos que a falta de apoio do GDF tem prejudicado a escola pública”, afirma.

Para o estudante, “um dos grandes problemas é a mudança de professores durante o ano letivo”. “Como muitos (professores) eram de contrato temporário, acabávamos perdendo uma sequência de estudo por conta da troca de professores, e isso prejudicou muito”, comenta. Atualmente, 70% dos(as) professores(as) do CED 06 de Ceilândia são de contrato temporário.

Mesmo aprovado nas universidades federais do Rio de Janeiro, da Bahia, do Rio Grande do Norte, de Minas Gerais e de Goiás, Guilherme escolheu a Universidade de Brasília. “A universidade federal foi feita para nós da escola pública, e a gente não pode deixar de acreditar que podemos fazer parte dela.”

A dedicação dada pela equipe docente do CED 06 de Ceilândia foi um dos diferenciais apontados pelos(as) estudantes aprovados(as) no PAS. Com foco na aprovação para a UnB, a unidade escolar ofereceu cursinhos preparatórios, iniciativa que ajudou na formação para o processo seletivo.

“No caminho até o vestibular, nós temos muitos problemas, dificuldades, mas os professores sempre nos apoiaram e deram a força que precisávamos. Apesar disso, é triste ver que o esforço deles não é recompensado”, diz Letícia Soares, aprovada em Enfermagem no PAS.

Para a estudante, “a falta de investimentos do governo na escola pública é visível, e quem mais sente isso tudo é o estudante”. “O governo precisa entender que quanto mais investimento na educação pública, mais resultado”, avalia.

 

Estudante de escola pública pode chegar aonde quiser

Os estudantes conseguiram superar várias dificuldades até a aprovação  

 

Para a estudante do CED 06 de Ceilândia Brenda Fernandes Freire, os resultados do PAS mostram que o esforço e a dedicação fazem a diferença. Aprovada em Pedagogia no PAS, ela conviveu com vários obstáculos, mas em nenhum momento desistiu.

“Não me sinto menor que alunos de escolas particulares. Convivemos com desafios, muitos por conta da falta de incentivo do governo, como pouca verba para a educação, mais professores para a escola. Mesmo assim, o CED nos deu todo apoio, materiais focados para o vestibular, cursinho aos sábados e toda base necessária. É por isso que eu falo: todo estudante de escola pública é capaz de chegar aonde quiser”, considera a futura pedagoga.

Professor de Sociologia e Filosofia do CED 06 de Ceilândia, Osvaldo Lima de Oliveira diz que a escola pública é espaço de criação de projetos de vida, e o ingresso no ensino superior é uma importante etapa deste projeto. O percurso, lembra o professor, não tem sido fácil. “Uma das funções da escola pública é suprir algumas ausências, mas muitas vezes ficamos impossibilitados de fazer mais por conta da falta de investimento do governo e de estrutura. É possível uma escola pública de qualidade? É possível uma educação de qualidade e gratuita? É possível, é real e o resultado está aí”, comemora Osvaldo.

O CED 6 é referência na aprovação de alunos(as) para o ensino superior em cursos concorridos, e um dos motivos para isso é a crença de todos(as) na educação.

“Acredito que a educação liberta, a educação transforma, dá possibilidade de um aluno de periferia voar alto, superar desafios econômicos e sociais. Por mais que recebamos ‘não’ do governo, no sentido de melhorar a estrutura, de garantir os direitos dos alunos, a gente consegue, aos trancos e barrancos, com todas as dificuldades, mostrar que a escola pública é capaz de excelência, de qualidade e de dar esperança para mudar o status quo dos nossos alunos”, analisa o professor da Sala de Recurso do CED, Wellington Nascimento, que atua na escola há 17 anos.

 

Educação deve ser prioridade

Estudantes e o diretor do CED 06, Jefferson Lobato, comemoram o sucesso no PAS da UnB

 

Professor Wellington Nascimento denuncia que o ano letivo começou e o CED 06 ainda não recebeu a verba do Fundeb, o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação. O Fundo é uma importante ferramenta que contribui para a redução das desigualdades educacionais existentes, estabelecendo mais equidade na distribuição dos recursos disponíveis no âmbito das esferas de governo. A verba é destinada à rede pública de ensino do DF desde 2007.

“Eu acredito que a maior forma de transformação aqui para garantir uma educação com mais e melhores resultados é que o governo cumpra o papel dele, cumpra a aplicação correta da verba pública, do Fundeb, que cumpra o PDE, que realmente estabeleça como meta a educação. Se o governo investisse o que de fato está previsto na legislação para a educação e valorizasse o professor como ele merece, a escola pública seria muito melhor do que já é.”

Para o diretor do CED 06 da Ceilândia, Jefferson Lobato, “a escola pública tem muito o que oferecer. Basta que o GDF tenha a educação como prioridade e invista nela”. “Convivemos com falta de estrutura, internet ruim, muitos alunos por sala, professores e professoras adoecidos, falta de educadores por conta da falta de concurso público. Isso tudo traz prejuízos grandiosos para a nossa busca por uma educação de qualidade”, avalia o gestor.

 

Se a sua escola tem uma história importante para contar, entre em contato com o Sinpro pelo email imprensa@sinprodf.org.br

 

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Agende sua revisão de aposentadoria no Sinpro

O Sinpro informa aos(às) professores(as) e orientadores(as) educacionais sindicalizados(as) que continua realizando as revisões de aposentadoria para quem se aposentou nos últimos cinco anos. A revisão também pode ser feita para pensionistas que passaram a receber a pensão a menos de 5 anos.

“As ações revisionais de aposentadoria são necessárias para corrigir eventuais distorções no cálculo dos recebimentos dos aposentados e das aposentadas, e essas cobranças devem acontecer no prazo máximo de cinco anos. Portanto, é necessário que os professores e as professoras, os orientadores e as orientadoras educacionais fiquem atentos a esses prazos e busquem nosso jurídico para que ingressemos com essas ações revisionais”, ressalta Dimas Rocha, coordenador da Secretaria para Assuntos Jurídicos, Trabalhistas e Socioeconômicos do Sinpro.

 

 

Muitas vezes, servidores(as) da educação não sabem de direitos excluídos no momento da aposentadoria, como, por exemplo, o direito à incorporação de gratificações, à revisão dos valores pagos a título de licença-prêmio, aos exercícios findos e ao aumento da média salarial.

Como cada situação depende da análise detalhada, o Sinpro orienta os(as) aposentados(as) filiados(as) a agendarem um horário na sede ou nas subsedes para a revisão de aposentadoria.

Você sabe o que é revisão de aposentadoria?

A revisão de aposentadoria é um procedimento para corrigir erros no cálculo ou promover atualizações no valor do benefício da pessoa aposentada ou pensionista.

Ela pode ser feita para quem já se aposentou há mais de cinco anos.  Contudo, como a maioria dos ajustes prescrevem em cinco anos, a preferência para essa revisão é para quem se aposentou nesse período.

Como ocorre a revisão?

A pessoa aposentada e sindicalizada deve agendar sua vinda ao Jurídico do Sinpro, que irá fazer uma análise da vida do(a) filiado(a) após a aposentadoria. Caso haja algum direito a ser recebido, o setor jurídico do Sinpro indicará a documentação necessária e dará prosseguimento às ações judiciais necessárias.

Os agendamentos de revisão de aposentadoria devem ser feitos pelo telefone Whatsapp (61) 3031-4400

Semana Pedagógica do Sinpro levanta desafios e aponta caminhos para a educação pública no DF

De 5 a 7 de fevereiro, o Sinpro realizou sua tradicional Semana Pedagógica, atividade que antecede o início do ano letivo e é fundamental para a capacitação contínua de professores(as) e orientadores(as) educacionais. O objetivo da atividade é promover a troca de experiências e práticas inovadoras, ajustando-as às necessidades dos(as) estudantes.

Com temas relevantes e um olhar crítico sobre a educação pública no DF, a Semana Pedagógica do Sinpro reafirmou a importância da luta sindical e da união entre profissionais da educação para a construção de uma educação pública de qualidade. O evento também deixou explícito que, mesmo diante das dificuldades, a mobilização e o compromisso com a educação são fundamentais para avançar nas conquistas.

Primeiro dia
No primeiro dia, o debate foi sobre o tema Educação Especial Inclusiva. Liliane Garcez, coordenadora-geral do Ministério da Educação (MEC), apresentou um panorama atual das políticas públicas voltadas à educação inclusiva. Ela destacou o Plano Nacional de Afirmação e Fortalecimento da Educação Especial (PNAFEE), lançado pelo MEC, cujo objetivo é, até 2026, ampliar o acesso à educação de qualidade para pessoas com deficiência.

Ela abordou os desafios de retomar o trabalho da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), recriada pelo governo federal em 2023, que havia sido negligenciada no governo anterior. E anunciou que o Distrito Federal recebeu um investimento de R$ 1,8 milhão para a instalação de 90 salas de recursos.

>> Semana Pedagógica do Sinpro abre com apresentações das políticas inclusivas do MEC

 

Segundo dia
A primeira palestra do segundo dia da Semana Pedagógica do Sinpro teve como tema: “Conhecendo a Equipe Especializada de Apoio à Aprendizagem – EEAA”. O painel teve como palestrantes Rosimeire Dutra, Fernanda Colares e Angélica Aparecida Silva. Durante as discussões, foi destacado que ainda há desafios no aproveitamento pleno do potencial das EEAA, como a falta de integração com os(as) professores(as) das escolas e a ausência de uma equipe multidisciplinar completa.
A valorização das EEAA como parte essencial para a melhoria da educação foi um dos pontos chave da discussão, com a necessidade de expandir e reforçar a presença dessas equipes nas escolas.

>> Leia também: EEAA: uma parceira importante da comunidade escolar

Já na parte da noite do segundo dia, o painel da Semana Pedagógica do Sinpro foi: “Organização do trabalho pedagógico para o início do ano letivo”. Nele, as professoras Camilli de Castro, Rosimeire Dutra e Valdirene Reis, três profissionais com mais de 20 anos de experiência na Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), mostraram que é possível traduzir ações diárias e experiências em uma educação de qualidade.

Criadoras do Canal Pedagógico professoras e professores em movimento, as educadoras mostraram a importância de ampliar os horizontes, desenhar processos, projetos e práticas pedagógicas; construir soluções, reconhecer potencialidades e, principalmente, valorizar a qualificação da atuação docente.

 

>> Leia também: Como traduzir ações diárias e experiências em educação de qualidade

Terceiro dia

Na sexta-feira (7/2), o evento trouxe uma análise do Plano Distrital de Educação (PDE), com um painel mediado por Júlio Barros, diretor do Sinpro e coordenador do Fórum Distrital de Educação.

A discussão girou em torno das preocupações com o cumprimento das metas do PDE, destacando que mais de 50% das reivindicações do magistério estão relacionadas a temas como valorização profissional, melhoria da infraestrutura das escolas e condições de trabalho.

Durante a palestra, foi ressaltado que a principal barreira para a execução do PDE é a falta de financiamento da educação. Auditoria realizada pelo Tribunal de Contas do DF sobre o PDE recebeu da Secretaria de Fazenda e da Secretaria de Educação do DF a informação de que o governo local não segue os parâmetros estabelecidos na Meta 20 do PDE para financiar a educação pública. Segundo as pastas, o índice estabelecido é “inexequível”.

A Meta 20 prevê que o percentual de investimento em relação ao Produto Interno Bruto do DF deve ser, ao fim de 2024, de 6,12% (recursos do FCDF incluídos). Paralelamente, de 2015 a 2021, foi registrado déficit de investimento em educação na ordem de R$ 31,27 bilhões. A maior parte desse desinvestimento gerado no governo Ibaneis Rocha.

 

> Leia também: PDE contempla mais de 50% das reivindicações do magistério público

 

Edição: Vanessa Galassi

Bem-vindos e bem-vindas às aulas e à luta

O ano letivo de 2025 começa com desafios a serem enfrentados para garantir a valorização da categoria do magistério público do Distrito Federal. Mas também traz a esperança de novas vitórias, pavimentada pela unidade dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais.

 

 

Ao entrarmos em sala de aula, sentiremos a emoção que só o início de um novo ano letivo pode trazer: rostos curiosos, olhares cheios de expectativas, risadas, histórias para contar e sonhos para construir. Mais uma vez, nós, professores e professoras, orientadores e orientadoras educacionais, assumimos o papel essencial de contribuir para a formação de cidadãs e cidadãos críticos, a partir de uma educação transformadora e emancipadora.

No entanto, para garantir uma educação que transforme vidas e seja socialmente referenciada, é imprescindível valorizar aqueles e aquelas que estão na linha de frente desse processo.

Por isso, iniciamos o ano letivo fortalecendo nossa “Campanha Salarial: 19,8%, rumo à Meta 17. Pela reestruturação da Carreira Já!”.

Que neste ano letivo, nossa união e resistência, marcas da nossa categoria, se fortaleçam ainda mais. Juntos e juntas, avançaremos na luta por uma educação verdadeiramente valorizada.

Bem-vindos e bem-vindas às aulas e à luta!

Diretoria colegiada do Sinpro

 

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VÍDEO | Sinpro dá as boas-vindas à categoria e chama para a luta

Está na TV aberta e nas salas de cinema do Cine Cultura Liberty Mall vídeo do Sinpro desejando para a categoria bom retorno às aulas e à luta. O material começou a ser veiculado nessa quinta-feira (6/2), durante a Semana Pedagógica.

 

No vídeo, a diretora do Sinpro Márcia Gilda ressalta a importância da educação para o futuro de uma nação e da busca de toda a categoria do magistério público por uma educação pública de qualidade para a população do Distrito Federal.

Professores(as) e orientadores(as) educacionais iniciam o ano com força total pela valorização da categoria do magistério público e pela defesa da educação pública, com a “Campanha Salarial 18,9% rumo à Meta – pela reestruturação da Carreira Já!”.

Aposentadorias e pensões passam a ser geridas pelo Iprev; instituto garante que categoria não terá perdas

O Sinpro ressalta que não haverá nenhum impacto financeiro para a categoria. / Foto: Reprodução.

 

O Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal ( Iprev-DF) passou a ser responsável pela centralização das atividades de concessão, manutenção, revisão e cessação dos benefícios previdenciários de aposentadoria e pensão por morte dos servidores públicos efetivos do DF e seus dependentes. A mudança teve início no início deste mês.

A alteração ocorre em conformidade com a Portaria nº 56, de 27 de dezembro de 2024. Cabe registrar que a solicitação para a aposentadoria permanece sendo feita pelo Sistema Eletrônico de Informações (SEI). Com isso, o processo tramita pela Secretaria de Estado de Educação. 

No entanto, assuntos relacionados a inclusão, alteração e exclusão de dados cadastrais e financeiros dos(as) aposentados(as), bem como solicitações de auxílios, agora devem ser feitas diretamente pelo Iprev-DF

De acordo com informações do Instituto, todos os processos de aposentadoria e pensão por morte serão publicados pelo Iprev-DF no Diário Oficial do DF, sempre no primeiro dia útil de cada mês. 

Apesar da transferência de responsabilidade, o acesso ao contracheque, ficha financeira e declaração de rendimentos, por exemplo, continua sendo realizado normalmente pelo Portal do Servidor, sem qualquer alteração na senha ou no procedimento já utilizado pelos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais.

A diretora do Sinpro, Elineide Rodrigues, reforça que a mudança de gestão não altera as regras da aposentadoria da categoria. “Estamos atentos e em constante contato com o IPREV e a Secretaria de Educação, tanto para buscar mais informações quanto para levar as demandas da categoria à gestão do Instituto”, afirma.

O Sinpro ressalta que não haverá nenhum impacto financeiro para a categoria, garantindo que os direitos e benefícios dos(as) aposentados(as) e pensionistas seguem assegurados. Mais informações diretamente com o Iprev-DF ou com o próprio Sindicato.

 

Entenda 

Em 2008, o Governo do Distrito Federal publicou a Lei Complementar nº 769, que estabelece a reorganização e unificação do Regime Próprio de Previdência Social do DF. A legislação também criou o Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (Iprev-DF) como gestor único do regime previdenciário no Distrito Federal.

Mais recentemente, a Portaria Nº 56 de dezembro de 2024, definiu que, a partir da competência 02/2025, a inclusão, alteração e exclusão de dados cadastrais e financeiros dos aposentados e pensionistas vinculados à Secretaria de Educação serão de responsabilidade exclusiva do Iprev-DF.

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CT’s na Semana Pedagógica é marco na valorização dos profissionais da educação

Vitória é resultado de uma luta coletiva, que inclui o apoio de parlamentares que entenderam a importância dessa pauta para a educação, afirma diretora do Sinpro. Foto: Arquivo Sinpro

 

Em edição extra do Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) dessa quarta-feira (5/2), foi publicado o decreto que garante a participação remunerada dos professores e professoras em regime de contratação temporária na Semana Pedagógica. A conquista é resultado de luta intensa do Sinpro e de parlamentares que atuam em defesa da educação pública, bem como da ampla mobilização da categoria do magistério. 

“O professor e a professora precisam se sentir parte do Projeto Político Pedagógico que será desenvolvido durante todo o ano na escola. A contribuição de todos é fundamental. Há muito tempo não tínhamos essa forma remunerada de participação, então isso é um avanço que reflete em melhorias para a educação pública e, ao mesmo tempo, caminha em direção à valorização profissional”, afirma a diretora do Sinpro Márcia Gilda. 

A dirigente sindical enfatiza o papel fundamental de aliados na garantia da vitória, entre eles o deputado Chico Vigilante. “Ele foi incansável na articulação com o governo, com a Secretaria de Economia, a Casa Civil e a Secretaria de Educação. O deputado foi, de fato, muito vigilante, como diz o nome, para que os processos burocráticos não colocassem em risco a participação dos professores na Semana Pedagógica”, explica.

Além de Chico Vigilante, a diretora do Sinpro também agradeceu ao deputado Wellington Luiz, presidente da Câmara Legislativa, e ao deputado Gabriel Magno, que foram essenciais no momento final das negociações. “Eles ajudaram a garantir o compromisso e a efetivação da vontade política do governador para assinar o decreto. Essa vitória é resultado de uma luta coletiva, que inclui o apoio de parlamentares que entenderam a importância dessa pauta para a educação”, concluiu Márcia Gilda.

 

O decreto

A publicação altera o Decreto nº 37.983, de 1º de fevereiro de 2017, que regulamenta a contratação temporária de professor substituto, e passa a incluir a participação dos professores CT’s nas atividades de planejamento realizadas no período da Semana Pedagógica. 

O decreto estabelece ainda que a carga horária e a remuneração da coordenação pedagógica, assim como das atividades de planejamento feitas durante a Semana Pedagógica, seguirão a mesma proporção das horas-aula semanais que o professor tem em sala de aula.

A Semana Pedagógica é espaço essencial para discutir toda a proposta político-pedagógica que será desenvolvida ao longo do ano nas unidades escolares. Para o Sinpro, a prática pedagógica só tem sucesso e impacta diretamente a comunidade escolar se for construída coletivamente.

 

>> Leia também: CT’s na Semana Pedagógica é marco na valorização dos profissionais da educação

 

Edição: Vanessa Galassi.

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