Restrição do uso do celular nas escolas: Cartilha do MEC dá dicas para engajamento das escolas

O uso frequente de redes sociais e plataformas digitais pode levar à dependência, prejudicando o desempenho acadêmico. / Foto: Reprodução.

 

Realização de oficinas e encontros que abordem boas práticas no uso pedagógico de tecnologias, incentivando o planejamento intencional e a integração responsável dos dispositivos nas atividades educacionais. Essas e outras dicas estão no guia “Conscientização para o uso de celulares na escola: por que precisamos falar sobre isso?”, lançada pelo Ministério da Educação (MEC) para apoiar a implementação da lei que restringe o uso de celulares nas escolas (Lei nº 15.100).

O documento destaca que “cada escola deve buscar uma solução para essa questão”, desde que sejam respeitadas as premissas da legislação, com soluções adequadas à sua realidade. 

A participação da comunidade escolar é outro ponto de destaque no guia. O MEC recomenda o envolvimento de estudantes, famílias e profissionais da educação, como coordenadores pedagógicos, professores e demais integrantes da equipe escolar, na criação das regras, promovendo, por exemplo, rodas de conversa e debates sobre a implementação da lei. A construção coletiva das diretrizes busca garantir que as normas atendam às necessidades gerais dos envolvidos.

Para que a lei seja aplicada de forma efetiva, o material destaca três aspectos importantes: uso com intencionalidade pedagógica, garantindo que os dispositivos sejam incorporados ao aprendizado apenas com objetivos claros; monitoramento e avaliação, permitindo revisões periódicas das diretrizes com a participação da comunidade escolar; e integração de tecnologias alternativas, priorizando recursos educativos que incentivem a interação e o aprendizado coletivo.

Para o Sinpro, a implementação da legislação que regula o uso de tecnologias nas escolas é fundamental para garantir um ambiente de aprendizado mais adequado e seguro para os estudantes, protegendo crianças e adolescentes dos impactos negativos do uso excessivo de telas. No entanto, o sindicato alerta que a simples proibição de tecnologias no ambiente educacional não resolve a questão, especialmente em um contexto de transformação digital. 

O Sinpro destaca que é importante que os estudantes recebam uma educação digital adequada, e isso inclui a criação de espaços específicos para o desenvolvimento de habilidades digitais. Dessa forma, a proibição deve ser acompanhada de políticas que garantam acesso igualitário às ferramentas digitais e promovam o uso crítico e responsável dessas tecnologias.

 

Distração 

Em seu guia, o MEC apresenta informações do relatório de Monitoramento Global da Educação, lançado em 2023 pela Organização das Nações Unidas (ONU), no qual destaca, com base em dados de 14 países, que estar próximo de um celular já pode distrair e prejudicar a aprendizagem dos estudantes. “Essa conclusão é corroborada por dados do PISA (avaliação internacional para estudantes com 15 anos realizada pela OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), que apontam que 8 em cada 10 estudantes brasileiros de 15 anos relataram se distrair com o celular durante as aulas de matemática.”

Além disso, o uso frequente de redes sociais e plataformas digitais pode levar à dependência, prejudicando o convívio social, o desempenho acadêmico e o bem-estar geral dos estudantes. “Na escola, o uso prolongado de celular diminui as oportunidades de interação social entre os estudantes, prejudicando o desenvolvimento de habilidades sociais e emocionais”, aponta o documento.

>> Para acessar a íntegra do guia, clique aqui.

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Investimento na educação tem queda progressiva no governo Ibaneis

Mobilização durante a votação do PLOA em 10 de dezembro 2024. Fotos: Joelma Bomfim

 

Desde 2019, o governo Ibaneis Rocha-Celina Leão tem intensificado o sucateamento da educação pública com uma redução progressiva de investimento de recursos financeiros no setor. Em 2019, o percentual da educação sobre o orçamento total era de 17,9%, e caiu para 14,4% em 2024. Apesar de uma leve recuperação projetada para 2025 (15,3%), a tendência de redução da participação da educação nos recursos públicos é evidente.

A redução causa problemas estruturais na educação, como falta de investimentos em manutenção e ampliação da rede de ensino; limitação de reajustes salariais e capacitação docente; redução de programas educacionais com impacto em programas de apoio ao ensino, como transporte escolar e alimentação estão na lista de prejuízos causados pela política de desinvestimento. Sem falar no aumento da desigualdade educacional, com brusca ampliação da discrepância entre escolas públicas e privadas, o que compromete a equidade no ensino.

O Sinpro vem denunciando essa situação sistematicamente e, em dezembro de 2024, durante a aprovação do Projeto de Lei Orçamentária (PLOA) 2025, o sindicato denunciou o decréscimo no orçamento destinado à educação. Na matéria “PLOA 2025: Redução de orçamento para a educação é mais um ataque ao ensino público”, publicada no site do sindicato, é mostrado que o orçamento de 2025 destinado à educação é precário e, “em comparação com 2024, apresenta redução acentuada de rubricas para ações essenciais à qualidade do ensino público, tendo algumas delas atingido quase 100%”.

“Ibaneis deixa como legado a menor despesa de pessoal da história, queda acentuada nas matrículas da Educação de Jovens e Adultos, uma reforma da Previdência ainda mais agressiva que a implantada nacionalmente. A redução de recurso para a educação é mais um movimento que segue a linha de ataque e precarização da educação pública, seus e suas profissionais”, afirmou Márcia Gilda, diretora do Sinpro.

Clique na imagem a seguir e acesse o quadro completo com as despesas do Governo do Distrito Federal (GDF) com a educação pública entre 2019 e 2015.

 

 

Fonte: Ação Assessoria/Rafaela Tavares

 

Para a sindicalista, “a redução da participação da educação no orçamento reflete escolhas políticas e econômicas que priorizam outras áreas em detrimento do ensino público”. “O descompasso entre o crescimento do orçamento total e os recursos destinados à educação indica que o setor vem perdendo, continuadamente, espaço dentro das prioridades governamentais. Esse cenário reforça a necessidade de uma reavaliação das políticas públicas e do planejamento orçamentário para garantir que a educação receba investimentos proporcionais ao seu papel estratégico no desenvolvimento social e econômico do DF”, afirma.

Orçamento reduzido compromete o financiamento da educação 

Essas informações constam de um estudo da Ação Assessoria, segundo o qual, valores absolutos mostram que o orçamento da educação cresceu de R$ 6,9 bilhões, em 2019, para R$ 8,95 bilhões, em 2024. No entanto, essa ampliação não acompanhou o crescimento do orçamento total do Governo do Distrito Federal (GDF), que passou de R$ 38,7 bilhões, em 2019, para R$ 64,4 bilhões, em 2025. Em termos comparativos, enquanto o orçamento total aumentou 66,5% no período, o orçamento da educação cresceu apenas 29,7%.

 

Apesar do aumento nominal dos recursos da educação, a participação percentual demonstra uma trajetória de queda, indicando que a educação não tem acompanhado o crescimento global do orçamento do GDF. Fonte: Ação Assessoria/Rafaela Tavares

 

Esse descompasso demonstra que, mesmo com incremento nominal, a educação perdeu relevância na alocação de recursos. Um dos pontos mais críticos da redução orçamentária de 2024 foi o corte de mais de 40% dos recursos do Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF) para a educação. Em 2023, o montante destinado à educação a partir do FCDF foi de R$ 2,48 bilhões, mas, em 2024, esse valor caiu, drasticamente, para R$ 1,42 bilhão. Essa redução compromete, diretamente, o financiamento de programas educacionais, a manutenção da infraestrutura escolar e a remuneração dos profissionais da educação, tornando o planejamento do setor ainda mais desafiador.

Plano Distrital de Educação

Mobilização durante a votação do PLOA em 10 de dezembro 2024. Fotos: Joelma Bomfim

 

Para o Sinpro, a reformulação do Plano Nacional de Educação (PNE) e do Plano Distrital de Educação (PDE) apresenta uma oportunidade crucial para reavaliar a Meta 20, que trata do financiamento da educação, e buscar alterações legislativas que viabilizem um orçamento mais robusto para o setor. O PNE, instituído pela Lei nº 13.005/2014, teve sua vigência prorrogada até 31 de dezembro de 2025.  Já o PDE, estabelecido pela Lei nº 5.499/2015, possui vigência de 10 anos, estando em vigor até julho de 2025.

No entendimento da diretoria, uma estratégia para assegurar recursos consistentes para a educação seria a vinculação de um percentual específico do FCDF ao setor educacional. Atualmente, a destinação de recursos do Fundo para a educação não é obrigatória, o que pode resultar em alocações insuficientes diante de outras demandas orçamentárias. Implantar uma vinculação percentual garantiria uma fonte estável de financiamento, independentemente de flutuações políticas ou econômicas. Contudo, tal alteração requer modificações na legislação federal, uma vez que o FCDF é regulamentado por normas federais.

Texto: Carla Lisboa /Edição: Vanessa Galassi

 

Sinpro garante participação de CT’s na Semana Pedagógica

Com a presença da categoria do magistério público na galeria da Câmara Legislativa, o presidente da Casa, deputado Wellington Luiz (MDB), e a vice-governadora, Celina Leão, confirmaram a edição do decreto do Executivo que garante a participação dos(as) professores(as) em regime de contrato temporário na Semana Pedagógica de 2025. O anúncio foi feito durante a sessão de abertura do Ano Legislativo, nesta terça-feira (4/2).

“Essa vitória mostra que a luta vale a pena. Articulamos em todas as frentes o cumprimento desse acordo. E o anúncio de hoje (da participação dos CT’s na Semana Pedagógica) é resultado dessa luta e da responsabilidade do Sinpro enquanto entidade sindical”, afirma o diretor do Sinpro Cleber Soares.

 

Mobilização total do Sinpro na CLDF, pela participação dos(as) professores(as) CT’s na Semana Pedagógica | Foto: Deva Garcia

 

Para ele, a participação dos(as) CT’s na Semana Pedagógica interfere diretamente na qualidade da educação pública. “O processo de início das aulas se dá exatamente na Semana Pedagógica. Então, ter o conjunto daquelas e daqueles que vão estar nas escolas trabalhando coletivamente, planejando as ações é fundamental. Isso obviamente se reflete na qualidade da educação”, ressaltou.

Para formalizar a participação dos(as) professores CT’s na Semana Pedagógica, o governador do DF, Ibaneis Rocha, assinará um decreto, que deve ser publicado no Diário Oficial do DF (DODF) entre esta terça e quarta-feira. Paralelamente, o Executivo enviará um projeto de lei à CLDF para aprovação de crédito adicional de R$ 15 mi destinado ao pagamento da participação remunerada dos(as) professores(as) CT’s na atividade.

Luta do Sinpro

A participação remunerada dos(as) professores(as) em regime de contratação temporária na Semana Pedagógica é uma luta antiga do Sinpro, e foi, inclusive, um dos pontos firmados entre o Sindicato e o GDF na greve em 2023. Entretanto, o acordo não foi cumprido pelo governo Ibaneis em 2024, o que, mais uma vez, mostra o descaso do governo local com a Educação.

 

 

Desde então, a Comissão de Negociação do Sinpro intensificou a articulação nos gabinetes parlamentares, na Secretarias de Educação e de Economia, na Casa Civil e outros espaços, como explica a diretora do Sinpro e integrante da Comissão de Negociação Berenice Darc.

“Desde que terminou a greve de 2023, ficamos lutando pelo cumprimento de todos os pontos do acordo de greve, e esse, em específico, nos custou muito. Foram meses de luta, e finalmente hoje vencemos. E isso não é pouco. A participação de todas e todos é fundamental para o fazer pedagógico, para a qualidade da educação”, disse.

 

Categoria do magistério público presente na sessão de abertura do Ano Legislativo da CLDF, pela participação dos(as) CT’s na Semana Pedagógica | Foto: Deva Garcia

 

Manifestação legítima

O magistério público do DF atendeu à convocação do Sinpro e fez valer o direito de manifestação amparado pelo artigo 5° da Constituição Federal. “O Sinpro somos nós, nossa força, nossa voz”, gritaram os presentes na galeria do plenário da CLDF.

“É por meio das lutas que vêm as conquistas, e não foi diferente dessa vez. Nós decidimos fazer esse ato para mostrar que essa categoria é de luta e não iria aceitar levar mais um calote do governo com relação a essa pendência. Vamos acompanhar atentos até que o decreto seja publicado”, afirmou Samuel Fernandes, integrante da Comissão de Negociação do Sinpro.

Mobilização continua

O diretor do Sinpro e integrante da Comissão de Negociação Raimundo Kamir destacou que mesmo com a conquista, a luta do Sinpro vai continuar. Isso porque a categoria iniciará o ano de 2025 com Campanha Salarial, que abrange não só reajuste da remuneração, mas a reestruturação da Carreira.

“Este ano, temos uma campanha salarial extremamente importante, e precisamos recompor os salários da educação que estão bastante defasados. A campanha vai tomar ainda mais fôlego, e esperamos que o governo venha para a Mesa de Negociação e faça uma proposta decente”, afirma.

 

>> Veja álbum da ação do Sinpro na CLDF

 

Edição: Vanessa Galassi

 

Aposentadas(os) e pensionistas: atenção para a prova de vida de fevereiro

O Sinpro lembra aos(às) professores(as) e orientadores(as) educacionais aposentados(as) e pensionistas que fazem aniversário no mês de fevereiro para ficarem atentos e atentas à prova de vida. O prazo para a entrega é até 28 de fevereiro. O sindicato alerta para a importância dessa comprovação anual e obrigatória: ela é necessária para o pagamento regular de aposentadorias e pensões.

A prova de vida pode ser realizada de forma presencial, ou seja, o beneficiário ou beneficiária pode ir pessoalmente a qualquer agência do BRB. Também é possível fazer virtualmente, por meio do aplicativo disponível nas lojas da iOS e Android. Confira o procedimento virtual no final desta matéria.

 

Aplicativo Prova de Vida GDF

Para realizar a prova de vida por meio digital, os(as) aposentados(as) e pensionistas precisam baixar o aplicativo Prova de Vida GDF, inserir o CPF e confirmar alguns dados. Após essa etapa, serão solicitadas a captura do documento do(a) beneficiário(a) e uma foto selfie, com boa qualidade, tirada em ambiente bem iluminado. Confira no link: https://www.iprev.df.gov.br/prova-de-vida

Para finalizar, o(a) usuário(a) deve informar endereço, número do telefone celular e e-mail. Após preencher e enviar todas as informações, os(as) aposentados(as) receberão um e-mail com a confirmação do resultado da criação dessa conta (login) no aplicativo da prova de vida.

 

Outras formas de fazer a prova de vida

Aposentados(as) e pensionistas impedidos(as) de comparecer presencialmente em qualquer agência do BRB ou que não tenham acesso ao aplicativo, podem solicitar a visita domiciliar para fazer a prova de vida. O(a) mesmo(a) deverá anexar atestado médico comprovando a impossibilidade. Para beneficiário(a) com mais de 90 anos, também pode ser feita a solicitação pelo e-mail agendamento@iprev.df.gov.br.

Para brasileiros(as) que residem no exterior, a prova de vida deve ser encaminhada por meio de consulado ou da representação diplomática do Brasil no país em que reside. Basta encaminhar ao Iprev correspondência com declaração de comparecimento emitida pela representação do País com cópia dos documentos autenticados. Se o país onde reside não tiver representação, a pessoa deve acessar o Formulário Específico de Atestado de Vida disponível no site do Iprev: https://www.iprev.df.gov.br/prova-de-vida/.

 

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CLDF em 2025 e os desafios da educação pública

O ano legislativo da Câmara distrital, que se inicia no próximo dia 1º de fevereiro, traz uma série de desafios às pautas da educação. Além dos projetos que tramitam na Casa, houve alterações na composição da Mesa Diretora e de Comissões, o que pode impactar nas pautas da categoria do magistério público.

Há cerca de 70 projetos de Lei em tramitação relacionados à educação. Alguns dialogam com a luta dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais. Outros estão na contramão de uma educação pública de qualidade socialmente referenciada.

O Sinpro está em constante atuação na CLDF

 

O PL 1177, do deputado Gabriel Magno (PT), é um dos projetos que repercutem positivamente para a categoria do magistério público. Em análise na Comissão de Assuntos Sociais, o PL garante o livre exercício da profissão de professor de Educação física. A proposta é uma das respostas da mobilização do Sinpro e diversas outras entidades para evitar que o Conselho Regional de Educação Física (CREF) exija o registro de professores de educação física como condição para lecionar.

Também de autoria de Gabriel Magno, o PL 1251 define as condições mínimas de infraestrutura para escolas públicas, e é uma das ações contra a superlotação das escolas públicas do DF, que vem se agravando ano após ano em meio à negligência do governo Ibaneis.

Já na contramão de uma educação que incentiva o pensamento crítico e a paz, há projetos que preveem posto permanente de segurança armada nas escolas, como o da Política distrital de Segurança nas Escolas, além daqueles que são contra a liberdade religiosa e a liberdade de cátedra.

Cargos e consequências

A Mesa Diretora da CLDF recebe três nomes novos: Paula Belmonte (Cid) assume o recém-criado cargo da segunda vice-presidência da Casa; Robério Negreiros (PSD) estará à frente da quarta Secretaria. Ambos têm posicionamento polêmico com relação ao funcionalismo público distrital.

A presidência e a primeira vice-presidência da Mesa Diretora permanecem inalteradas, sob os respectivos comandos de Wellington Luiz (MDB) e Ricardo Vale (PT).

Algumas Comissões Permanentes da CLDF, que têm competências fundamentais no debate e na aprovação de projetos que afetam o cotidiano da educação e da qualidade do ensino no DF, também tiveram mudanças.

 

Deputado distrital Gabriel Magno (PT), presidente da Comissão de Educação e Cultura (CEC) Foto: Carlos Gandra/CLDF

 

A principal delas para o magistério público, a Comissão de Educação e Cultura permanece sem alteração, sob o comando de Gabriel Magno (PT), professor da rede pública, dirigente sindical e ativista na defesa da educação pública de qualidade.

Outras comissões tiveram alterações em suas presidências. É o caso da Comissão de Assuntos Sociais (CAS), que discute temas que afetam diretamente servidores(as) públicos, como direitos trabalhistas, condições de trabalho e previdência – muitos deles, temas da pauta do magistério público. A CAS passa ao comando de Rogério Morro da Cruz (PRD). O parlamentar está alinhado à base governista.

Foram criadas duas novas Comissões na CLDF, que também podem apresentar algum impacto para questões educacionais. A Comissão de Saúde (CS) pode influenciar debates sobre a saúde de professores(as) e estudantes, especialmente em temas relacionados à infraestrutura escolar e condições sanitárias. Essa nova comissão estará a cargo de Dayse Amarílio (PSB), que até o ano passado comandava a CAS. Em algumas pautas, a deputada (que também é professora e pedagoga) acompanhou a defesa dos direitos dos(as) professores(as).

Outra comissão criada e que terá início no ano legislativo de 2025 é a Comissão dos direitos das Mulheres, a cargo da deputada Doutora Jane (MDB).

“Num cenário de uma Câmara pouco afeita às pautas da classe trabalhadora, buscamos estabelecer diálogo direto com cada um dos parlamentares que compõem a Casa Legislativa. Na Comissão de Educação, conseguimos empunhar nossas causas sempre, mas nem sempre é possível obter, em plenário, a maioria favorável à nossa pauta”, explica a diretora do Sinpro Márcia Gilda.

Segundo ela, “a mobilização da categoria é imprescindível”. “Só com a mobilização da categoria conseguimos pautar a valorização da carreira magistério e de melhores condições de trabalho”, alerta.

 

Edição: Vanessa Galassi

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Sinpro soma forças pela aprovação de PDL que suspende alterações no pagamento do 13º

A Câmara Legislativa do DF retoma suas atividades no dia 2 de fevereiro com a tarefa de avaliar o Projeto de Decreto Legislativo que anula as alterações no pagamento do 13º dos(as) servidores(as) públicos. Propositores do PDL, os deputados Chico Vigilante, Gabriel Magno e Ricardo Vale, da bancada do PT, atuam para que o projeto seja apreciado diretamente pelo Plenário da Casa.

Segundo o texto do PDL, a Instrução Normativa que parcela o pagamento do 13º salário dos servidores é ilegal, fere o Regime Jurídico Único dos Servidores e apresenta “vícios que maculam alguns de seus dispositivos”.

“A data de pagamento (do 13º salário), em casos excepcionais, até pode ser alterada por ato do Governador do Distrito Federal, mas não por ato de Secretário de Estado, pois esse não representa o Poder Executivo. No entanto, para alterar a data de pagamento, é preciso criar um regime de transição”, destaca o texto do projeto.

O PDL ainda argumenta que o pagamento do 13º no mês de aniversário do(a) servidor(a), prática adotada há 20 anos, é “um direito que já está integralmente incorporado ao patrimônio jurídico dos servidores efetivos, razão por que não pode haver modificação, a não por lei, que também deverá ter um prazo de transição para ser bem inserida no ordenamento jurídico”.

CLDF retoma as atividades legislativas no dia 2 de fevereiro

 

Para o deputado Chico Vigilante, a Instrução Normativa é “economia de palito em festa com caviar”. “A arrecadação do GDF apresenta ótimos número. Essa medida é totalmente desnecessária, afronta aos direitos dos servidores e não tem qualquer respaldo legal. Estamos mobilizados e acreditamos que esse PDL será aprovado”, afirma o parlamentar.

A mudança no pagamento do 13º salário caiu como uma bomba para a categoria do magistério público. Submetidos(as) à política de desvalorização salarial imposta pelo atual governo local, professores(as) e orientadores(as) educacionais trazem ao Sinpro inúmeros relatos de problemas financeiros graves.

“Essa política de desinvestimento na educação, associada à política de juros estratosféricos do BRB, impõe à nossa categoria uma situação de superendividamento. Com a decisão unilateral do GDF de parcelar o 13º dos servidores, aqueles e aquelas que haviam se organizado financeiramente, voltam a entrar no desespero. Mais que ilegal, essa Instrução Normativa é desumana”, afirma a diretora do Sinpro Márcia Gilda.

Segundo ela, o Sinpro vai somar esforços para a aprovação do PDL que anula as alterações no pagamento do 13º. “Esse projeto é necessário. Parlamentares que não estiverem de acordo com o PDL, indicarão que não têm compromisso com a categoria do magistério e com o conjunto do funcionalismo”, afirma a dirigente sindical.

De acordo com a Instrução Normativa nº 1, de 26 de dezembro de 2024, o pagamento do 13º salário, realizado integralmente no mês de aniversário dos servidores, passa a ser pago em duas parcelas: 60% no mês do aniversário e 40% até dia 20 de dezembro, com os descontos tributários e previdenciários.

Faça pressão: Ibaneis, tire a mão do meu 13º!
O Sinpro mobiliza a categoria do magistério público do DF a acionar os deputados e as deputadas da Câmara Legislativa através da plataforma online Educação Faz Pressão, na busca de apoio para reverter as mudanças no pagamento do 13º, encaminhadas pelo governador Ibaneis Rocha.

Utilizar a plataforma Educação Faz Pressão é simples. Basta clicar na campanha “Ibaneis, tire a mão do meu 13º” e, em seguida, definir por qual rede social deseja fazer o contato com o parlamentar: WhatsApp, Instagram ou e-mail. Acesse a plataforma pelo botão abaixo:

 

EDUCAÇÃO FAZ PRESSÃO

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Luta do Sinpro pelo pagamento dos retroativos avança com decisão favorável do STF

A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Cristiano Zanin quanto à constitucionalidade do Plano de Carreira do Magistério Público do DF indica que o pagamento do retroativo da sexta parcela do reajuste salarial de 2013 está cada vez mais perto. Não cabe mais recurso à ação, que foi acompanhada pelo Sinpro desde que chegou ao STF.

“Realizamos uma série de diálogos (sobre o pagamento do retroativo) no Supremo, assim como também estamos fazendo no Judiciário local. Esse valor é um direito nosso, e não vamos abrir mão disso. Vamos continuar acompanhado o processo aqui no DF, onde o TJDFT (Tribunal de Justiça) julgará o mérito da ação que pauta o pagamento do que nos é devido”, afirma o diretor do Sinpro Cleber Soares. Ele lembra que o retroativo é consequência do “calote que a categoria levou”. “A sexta parcela do reajuste de 2013 deveria ter sido paga em setembro de 2015, mas só foi quitado em 2022, como resultado da luta organizada pelo Sinpro.”

A decisão de Zanin, já transitada em julgado (sem direito à recurso), deve interferir diretamente na ação rescisória do GDF que pede a suspensão dos processos judiciais referentes à quitação dos retroativos.

A desembargadora Vera Lúcia Andrighi é relatora dessa ação rescisória do GDF. No ano passado, ela chegou a conceder liminar ao governo local, suspendendo o pagamento dos retroativos à categoria do magistério público. Entretanto, para o Sinpro, agora não há mais espaço para questionamentos do GDF.

O mérito da ação rescisória do GDF deve ser julgado pelo conjunto dos desembargadores do TJDFT ainda neste primeiro semestre. Desde o ano passado, o Sinpro está em constante diálogo com o Judiciário local para colocar o tema em pauta e garantir o valor devido aos(às) professores(as) e orientadores(as) educacionais.

>> Leia também: Retroativos: Sinpro disponibiliza link para envio online de documentação 

 

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Letramento midiático nas escolas é caminho para superar fake news

Relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, de 2024, aponta que o Brasil é o país em que a população menos consegue reconhecer e rejeitar as chamadas fake news. Segundo a OCDE, a disseminação de informação falsa ou enganosa representa riscos significativos para o bem-estar das pessoas e da sociedade. Esses conteúdos podem contribuir para a polarização, prejudicar a implementação de políticas e minar a confiança em instituições e processos democráticos.

Neste cenário, promover o letramento midiático dentro das escolas viabiliza a formação de estudantes com capacidade crítica para identificar, analisar e combater a desinformação. Esse é um dos passos prioritários para combater as fake news e rebater seus prejuízos.

“O letramento midiático nos ensina a desconstruir uma notícia, identificar suas fontes, verificar a veracidade das informações e reconhecer possíveis vieses. Com ele, aprendemos como as notícias são produzidas, distribuídas e consumidas, entendendo os interesses por trás de cada mensagem”, explica a coordenadora da Secretaria de Imprensa do Sinpro, Letícia Montandon.

Segundo ela, “ao analisar criticamente uma informação, podemos detectar inconsistências, contradições e sinais de manipulação”. “O espaço escolar é determinante para que estudantes e toda a comunidade que frequenta a escola tenham acesso a esse tipo de letramento”, defende Letícia Montandon.

A analista de discurso Eliara Santana, que cita em seus trabalhos a instrumentalização de medos, crenças e valores para a produção de narrativas falsas convincentes, aponta a importância do papel da escola e de professores(as) no letramento midiático de estudantes. Para ela, um dos pontos mais urgentes a serem tratados nesse segmento é: quem perde e quem ganha com a disseminação das fake news.

“É importante mostrar que se trata de um processo de produção e disseminação de mentiras, muito mais complexo do que apenas espalhar boatos. Essa ideia precisa ficar muito clara, e assim situar o processo no ecossistema de desinformação. Cabe ao professor demonstrar que essa produção não é aleatória. Existe todo um esquema que gera, produz e distribui esses conteúdos”, explica pesquisadora, que é autora do livro “Jornal Nacional, um ator político em cena” e organizadora da coleção de artigos “Eleições 2022 e a reconstrução da democracia no Brasil”.

Eliara Santana ainda avalia que é necessário demonstrar em sala de aula que fake news não é algo que acontece com o outro, mas impacta na vida de toda a sociedade. “Quando há um volume muito grande de mentiras sobre vacinas, as pessoas deixam de ir ao posto para se vacinarem. A sua mãe e a sua tia acreditam numa mentira sobre a vacina, espalham essa mentira, e como consequência, a cobertura imunológica do país cai a níveis assustadores, porque as pessoas estão com medo de se vacinarem”, explica.

Formação é urgente
Diretora do Sinpro, Márcia Gilda lembra que, antes de professores e professoras levarem para dentro das salas de aula o letramento midiático, é necessário que haja uma política consolidada de formação desses profissionais.

“Assim como toda a sociedade, nós da categoria do magistério público também somos vítimas de fake news. Por isso, é imprescindível que haja formação sobre o tema para a nossa categoria, além de infraestrutura para que possamos desenvolver a temática com qualidade”, ressalta.

Entretanto, para ela, o cenário é adverso. “No DF, há várias escolas sem a infraestrutura necessária para fazer esse letramento midiático, em um mundo cada vez mais digital. Não é comum ter laboratórios de informática, computadores e nem mesmo internet. As bibliotecas com acervos que auxiliam nesse tipo de trabalho também não são comuns. Em um mundo assolado pelas fake news, esse tipo de cenário imposto às escolas e à sociedade mostra a desvalorização da educação pública e de seus profissionais”, avalia Márcia Gilda.

Liberdade de expressão
A liberdade de expressão evocada por quem defende qualquer tipo de atrocidade nas redes sociais se choca frontalmente com o que dizem organismos internacionais como a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização dos Estados Americana (OEA). De acordo com esses organismos, o direito à liberdade de expressão não está acima dos demais direitos humanos. A liberdade de expressão não tem dimensão unicamente individual, mas principalmente coletiva.

Segundo o Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014) a liberdade de expressão pode ser limitada em respeito aos “direitos humanos, o desenvolvimento da personalidade e o exercício da cidadania em meios digitais”.

Operação Verdade

Na Paraíba, o brasiliense Tiago Aguiar desenvolve junto com sua orientanda na UFPB, Giulia Siqueira, o game batizado “Operação Verdade”, que trabalha com a identificação do que é uma notícia falsa ou fabricada a partir de recursos sintáticos dos textos apresentados.

“Tudo começou com um projeto de iniciação científica para analisar desinformação. Analisamos o conteúdo do site Golpeflix, um repositório de textos de conteúdo desinformativo coletados entre o segundo turno das eleições de 2022 até o 8 de janeiro de 2023. A Giulia trouxe a proposta de desenvolver um game trabalhando a transitividade das frases”, conta o orientador.

“Fazemos uma análise da escala de transitividade das frases, que cuida não só de observar se o verbo é transitivo ou intransitivo, mas uma coleção de dez elementos para perceber, dentre outras características, quantas pessoas estão descritas na frase e se o texto fala de uma suposição ou uma ação, por exemplo. É observar a coleção de diferenças entre as frases ‘ele achou que poderia ter trazido flores’ e ‘ele me trouxe flores’. Esses elementos, combinados, nos demonstram, por exemplo, que quanto mais falsa a informação, mais baixa é a escala de transitividade”, conta a orientanda.

O trabalho de Iniciação Científica do professor Tiago, usando o ensino de Língua Portuguesa para combater a desinformação, já foi aplicado na rede pública da Paraíba. “Os alunos dizem que gostam das discussões, mas eu não estou muito satisfeito ainda. Pretendo elaborar uma agência de checagem na escola, a partir de metodologias mais ativa”, explica Tiago.

O game de Giulia, Operação Verdade, está em fase final de elaboração. O projeto piloto foi apresentado em seu TCC, e quem quiser aplicá-lo na escola pode baixar o material pedagógico no link abaixo.

Edição: Vanessa Galassi

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Faça pressão: Ibaneis, tire a mão do meu 13º!

O Sinpro mobiliza a categoria do magistério público do DF a acionar os deputados e as deputadas da Câmara Legislativa através da plataforma online Educação Faz Pressão, na busca de apoio para reverter as mudanças no pagamento do 13º, encaminhadas pelo governador Ibaneis Rocha.


No apagar das luzes de 2024, e como de praxe de forma unilateral, Ibaneis Rocha definiu que o pagamento do 13º salário, realizado integralmente no mês de aniversário dos servidores, mudará. O valor será pago em duas parcelas: 60% no mês do aniversário, e os outros 40%, até o dia 20 de dezembro, com os descontos tributários e previdenciários.

A iniciativa do governador, tomada por meio de Instrução Normativa publicada no Diário Oficial do DF de 30 de dezembro de 2024, impacta diretamente na vida dos(as) professores(as), orientadores(as) educacionais e do conjunto do funcionalismo público.

Utilizar a plataforma Educação Faz Pressão é simples. Basta clicar na campanha “Ibaneis, tire a mão do meu 13º” e, em seguida, definir por qual rede social deseja fazer o contato com o parlamentar: WhatsApp, Instagram ou e-mail. Acesse a plataforma pelo botão abaixo:

 

EDUCAÇÃO FAZ PRESSÃO

 

Qualquer pessoa poderá, com poucos cliques, cobrar o compromisso dos deputados e deputadas distritais com a defesa dos direitos da categoria.

Texto sugerido para as mensagens:

 

Sou profissional do Magistério público do DF e preciso do seu apoio para reverter as mudanças no pagamento do nosso 13º, encaminhadas pelo governador Ibaneis, sem discussão com ninguém. Ajude-nos! Essa mudança feita de forma arbitrária vai nos endividar ainda mais junto ao BRB e desorganizar a vida de muitos em nossa categoria!

 

Edição: Vanessa Galassi

 

 

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No Dia dos Aposentados, Sinpro reafirma luta pela revisão da alíquota previdenciária

O reajuste da alíquota previdenciária e a ampliação da base de cobrança para aposentados(as), implementados com a reforma da Previdência, ainda impactam significativamente a vida financeira dessas pessoas. Por isso, neste 24 de janeiro, Dia das Aposentadas e dos Aposentados, o Sinpro traz como uma das principais lutas a revisão da alíquota aplicada de maneira inconstitucional pelo Governo do Distrito Federal.

“O Dia da Aposentada e do Aposentado é uma data de reflexão e valorização da experiência e da história dessas pessoas. Isso passa, necessariamente, pela valorização de seus benefícios previdenciários, essenciais para a garantia da dignidade da pessoa humana”, explica a coordenadora da Secretaria de Assuntos dos Aposentados do Sinpro, Elineide Rodrigues.

 

Elineide Rodrigues, coord. da Secretaria de Assunto dos Aposentados do Sinpro, em atividade na CLDF, pela revisão das alíquotas previdenciárias

 

Com a reforma da Previdência, aposentados(as) e pensionistas do DF que recebem até o teto do Regime Geral de Previdência Social (R$ 8.157,41 em 2025), antes isentos, passaram a ter desconto de 11% sobre o que exceder o salário mínimo (R$ 1.518,00 em 2025). E quem tem remuneração superior ao teto do RGPS é taxado em mais 14%. Cada percentual incide sobre uma faixa salarial. A regra adotada pelo governo Ibaneis Rocha é mais severa do que a adotada pelo antigo governo federal, além de ferir os trâmites legais previstos na própria reforma da Previdência.

“Assim que tivemos informações sobre esse verdadeiro golpe nos aposentados e nas aposentadas, nós do Sinpro iniciamos uma luta intensa e permanente para suspender essa alteração. Nossa luta vem surtindo efeito”, afirma Elineide Rodrigues. Ela se refere à posição do Supremo Tribunal Federal (STF), que iniciou o julgamento sobre o tema e tem maioria formada (7 x 3) contra a aplicação e ampliação da alíquota previdenciária para aposentados(as) com salário inferior ao teto do RPPS (mesmo valor do RGPS), antes da adoção de outras medidas que poupam esse grupo.

A diretora do Sinpro Consuelita Oliveira, também da Secretaria de Assunto dos Aposentados, lembra que “o STF voltará a analisar a questão neste ano, e pode ser que a avaliação dos ministros mude”. “Por isso, é importante que fiquemos atentos e mobilizados para cobrar da Corte uma posição que garanta alívio e justiça financeira para nós, aposentadas e aposentados”, alerta a dirigente sindical.

Chicão Alves, que também é diretor do Sinpro, na pasta de aposentados, ressalta que “a Secretaria de Assuntos dos Aposentados do Sinpro tem sido uma voz ativa nessa luta das aposentadas e dos aposentados”. “Defendemos uma política de cuidado, promovendo o bem-estar, a dignidade e a valorização, incondicional,

da vida. Isso passa, necessariamente, pelos direitos trabalhistas, por melhores condições de trabalho e garantias salariais.”

 

Da esquerda para direita, Chicão Alves, Elineide Rodrigues e Consuelita Oliveira, diretor e diretoras do Sinpro, na Secretaria de Assuntos dos Aposentados

 

Intergeracionalidade
Para a coordenadora da Secretaria de Assuntos dos Aposentados, Elineide Rodrigues, a luta intergeracional é essencial para garantir a continuidade da qualidade na educação pública, e está diretamente ligada à luta sindical.

“Ao unir diferentes gerações professores, professoras, orientadores e orientadoras educacionais em torno de um objetivo comum, fortalecemos a luta sindical e ampliamos nossa capacidade de incidir nas políticas públicas educacionais. Essa união intergeracional nos permite compartilhar experiências, construir um legado de conhecimento e garantir que as conquistas já alcançadas sejam preservadas e ampliadas para as futuras gerações, assegurando assim uma educação pública de qualidade para todos e todas”, afirma Elineide Rodrigues.

Segundo ela, essa luta intergeracional ganha destaque diante “de um cenário de mudanças e desafios para o serviço público”.

 

Edição: Vanessa Galassi

 

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