Sinpro rebate militarização e reivindica investimento para a educação pública

Cinco anos após a implementação da militarização de escolas públicas, feita por uma canetada do governador do DF, Ibaneis Rocha, as unidades que contam com a chamada gestão compartilhada não apresentam resultados que sustentam a manutenção do sistema. O tema foi tratado em comissão geral na Câmara Legislativa, nessa quinta-feira (28/11).

 

 

O deputado Gabriel Magno (PT) apresentou dados da Secretaria de Segurança Pública do DF que despertam, no mínimo, um alerta sobre o sistema de militarização das escolas públicas. Segundo o estudo, de 2019 para 2022, aumentou a sensação de insegurança tanto nas imediações das escolas militarizadas como dentro das unidades escolares.

“Em 2019, 10% dos estudantes se sentiam inseguros nas imediações das escolas militarizadas. Agora, são 21,7%: mais que o dobro. O sentimento de insegurança dentro da escola saiu de 6% em 2019 para 14% em 2022. E o mais intrigante: em 2019, 97% dos militares respondeu que a gestão compartilhada tornou a escola um lugar melhor para estudar. Em 2022, esse percentual caiu para 66%”, apresentou Magno.

O parlamentar ainda colocou abaixo a falsa justificativa de que as escolas militarizadas têm melhor rendimento escolar que as não militarizadas. “O Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) 2023 trouxe nos três primeiros lugares escolas militares, e não militarizadas, ou seja, escolas que não fazem parte da rede pública de ensino do DF. Se excluirmos as escolas militares, o primeiro lugar fica com o CEF 3 do Gama, depois vem o Caseb, todas escolas não militarizadas. Só lá no sétimo lugar aparece uma escola de gestão compartilhada”, destaca o parlamentar.

A diretora do Sinpro Márcia Gilda foi enfática ao afirmar que “a educação pública é criminalizada no momento em que se coloca a polícia dentro da escola”. “Escola não é caso de polícia, mas esse governo é”, disse ela ao ressaltar o descumprimento de leis que o GDF vem cometendo, seja quanto ao orçamento mínimo obrigatório para a educação, seja quanto à proposta de educação pública democrática e plural.

“O caos é um projeto para não deixar a potência da escola pública brilhar. Finda-se com serviço público nas áreas de limpeza, vigilância. Ao mesmo tempo, não se viabiliza contratação de profissionais para portaria, por exemplo. A militarização é uma cortina de fumaça. A periferia está entregue à própria sorte”, avalia.

Segundo a liderança da categoria do magistério público do DF, “militarizaçao não combina com democratização das escolas”.

Professora de História do Ensino Médio do CED 1 da Estrutural, Vilmara do Carmo reconhece o clamor da comunidade por mais segurança para seus filhos, mas percebe que a militarização da unidade escolar vai na contramão disso.

“Não queremos negar os fatos, o que queremos é garantir que a aprendizagem aconteça. Mas na maior escola da Regional de Ensino do Guará (que abrange a Estrutural), não temos auditório, o acervo é pouco, não tem sala de coordenação, não tem internet”, denuncia. Segundo ela, “a militarização das escolas apresentou uma didática opressiva, alicerçada no racismo, machismo, na homofobia, e não acrescentou em nada os recursos materiais para a escola”.

“Não são as escolas que produzem a violência. Ao contrário, elas são vítimas”, destaca a diretora da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) Rosilene Corrêa. Para ela, o bom resultado de escolas públicas depende de investimento. “Se quer bom resultado, é investindo. Se quer ter boa educação, é valorizando seus trabalhadores com boa Carreira, com bom salário; é tendo escolas equipadas. E se é para ter segurança, é para que não tenhamos medo na rua, no cinema, na igreja; onde quer que estejamos”, afirma a dirigente sindical.

 

 

O projeto de lei orçamentária anual (PLOA) para 2025 estima um montante de R$ 66,6 bilhões para o Distrito Federal. Entretanto, para a educação, foi apresentada a redução de R$ 52,7 milhões nos recursos do Fundo Constitucional do Distrito Federal.

>> Leia também: PLOA 2025: GDF escamoteia redução de recursos para a educação

Repúdio
Durante o debate na Câmara Legislativa sobre as escolas militarizadas, os participantes repudiaram a fala da secretária de Educação do DF, Hélvia Paranaguá. Em vídeo, ela afirma: “quem é contrário às escolas militarizadas quer ‘reforçar a bandidagem’”.

“Repudiamos a fala da secretária, que sequer compareceu ao debate que ela foi convidada. É inaceitável que escola pública seja ligada, em qualquer sentido, à formação de criminosos. Comprovadamente, quem planeja crime, assassinato, são pessoas envolvidas na Operação Punhal Verde Amarelo e defendidas por este governo ”, disse Márcia Gilda.

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Sinpro realiza reunião com representantes das escolas de ensino médio e define próximos passos para esse debate

Na quarta-feira, 27 de novembro, o Sinpro reuniu representantes das escolas de ensino médio da rede pública do DF para debater a construção do Novo Ensino Médio e traçar a estratégia do movimento sindical para tratar do tema.

A implementação do novo sistema começará em 2025, para estudantes do 1º ano. Em 2026, ele será ampliado para estudantes do 2º ano e, em 2027, também para o 3º ano. Além disso, as diretrizes curriculares serão revistas e os itinerários formativos mais elaborados.

Na reunião, foram ouvidos e discutidos os problemas recorrentes das unidades escolares que implementaram a reforma desta etapa de ensino. Esses debates se somarão às contribuições para a elaboração dos Parâmetros Nacionais para a Oferta dos Itinerários Formativos, documento que deve ser apresentado pelo Conselho Nacional de Educação e pelo MEC até março de 2025.

 

Breve histórico

O contexto da reforma do ensino médio é o golpe de 2016. O documento “Ponte para o Futuro”, apresentado pelo MDB capitaneado pelo então vice-presidente Michel Temer em 2015, já expressava algumas das concepções que depois, no governo golpista, se materializariam na medida provisória 746/2016 e, depois, a lei 13.415/2017, que estabeleceram o “novo” ensino médio (NEM).

A proposta se baseava em princípios ditados pelo Banco Mundial. Com a reconfiguração do Conselho Nacional de Educação (CNE), dentro da nova dinâmica pós golpe, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) também foi aprovada seguindo aqueles critérios, e os itinerários “formativos” jamais foram regulamentados.

A implantação do NEM foi, como era previsível, bastante heterogênea. Houve resistência de alguns estados, que buscavam afirmar outra concepção de educação; em outros casos, incompatibilidade técnica e/ou pedagógica com a oferta dos itinerários. A lógica privatista ganhou força, e pôde ser notada especialmente por meio da expansão dos cursos técnicos e da Educação à Distância (EAD).

Durante todo esse período, os movimentos sindicais e sociais da educação impuseram resistência, e, quando da eleição de Lula, em 2022, foi possível interromper aquele processo. A consulta pública realizada em 2023 foi um marco, e apontou aspectos muito importantes que, depois, foram contemplados no projeto de lei (PL) proposto pelo atual Ministério da Educação.

Esse PL ainda tinha problemas em relação à proposta dos movimentos, porém, num contexto de redemocratização do CNE e com as conferências de educação, foi possível construir um projeto que revertesse alguns dos enormes prejuízos que a lei 13.415/2017 trazia e avançasse na direção de uma educação emancipadora.

Depois de uma disputa fragorosa no Congresso Nacional, o Presidente Lula sancionou a lei 14.945/2024. Muitas das mudanças positivas que tinham sido feitas pelo Senado foram descartadas quando a matéria voltou à Câmara dos Deputados, resultando numa lei que ameniza parcialmente os efeitos do Novo Ensino Médio (NEM) lançado no governo golpista de Michel Temer, mas fica aquém do que é necessário para fortalecer a educação pública e a igualdade de oportunidades para os estudantes em situação de maior vulnerabilidade.

>>> Leia mais: Lei 14.945/24, que reforma o ensino médio, foi sancionada com um veto

 

Novas Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio

No último dia 13 de novembro, o CNE divulgou nova resolução, atualizando as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio e estabelecendo orientações gerais para os itinerários formativos. Em determinado trecho, a resolução aponta que o Ensino Médio deve prover “a compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos produtivos, relacionando a teoria com a prática, nas diferentes áreas do conhecimento e no ensino de cada componente curricular.”

Esse é um tema fundamental sobre o qual os movimento da Educação devem se debruçar. O CNE tem prazo até 31 de dezembro para normatizar os itinerários formativos, e haverá espaço para uma regulamentação regional também. A luta pela revogação da BNCC em vigor deve ganhar força, já que, agora, ela está em desconformidade com os novos parâmetros estabelecidos pela lei 14.945/24.

A partir dos debates nacionais, será o momento de discutir qual a proposta pedagógica será implementada no Ensino Médio do DF. As diretrizes gerais dão essa autonomia e protagonismo às regiões, materializando a gestão democrática. Portanto, esse debate ganhará muita importância nos próximos meses, e o Sinpro estará atento, em diálogo com a categoria.

 

Encaminhamentos

A reunião do Sinpro com representantes das escolas de Ensino Médio do DF tirou alguns encaminhamentos importantes:

1. Construção do Fórum Permanente de debate do Ensino Médio;
2. Realização de reuniões descentralizadas por regional de ensino;
3. Realização de um seminário para aprofundar o debate sobre as diretrizes nacionais e os parâmetros a serem estabelecidos no DF.

Acesse AQUI o álbum de fotos da reunião.

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Sinpro defende a vida e afirma que criança não é mãe

Um dos temas mais falados desde essa quarta-feira (27/11) foi a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição que obriga mulheres estupradas e com gestação que coloca a própria vida em risco a seguirem com a gravidez. A PEC, de número 164 de 2012, foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, por 35 a 15.

O Sinpro alerta que a PEC 164 não só viola o direito das mulheres ao aborto legal, garantido desde 1940 pelo Código Penal, mas ataca o direito à vida e à infância. Por isso, o Sindicato avalia que é urgente a mobilização da sociedade civil organizada.

 

 

“Precisamos explicar que nossas vidas estão em jogo com essa PEC. Esse é um debate que tem que ser feito em todos os espaços, inclusive nas escolas. O Sinpro está junto nesta luta, e vai dialogar não só com a comunidade escolar, mas com a sociedade do DF, além de pressionar o parlamento a barrar essa proposta”, afirma a diretora do Sinpro Mônica Caldeira.

Segundo ela, “é preciso pensar: qual é a culpa que tem uma menina ou mulher que foi estuprada ou pode morrer diante de uma gestação de alto risco? Por que a vida de uma mulher ou de uma menina vale menos?”, questiona a diretora, e continua: “Quantos e quantas de nós, professoras e professores, orientadoras e orientadores educacionais, vemos nas nossas salas de aula meninas do 6ª, 5º ano vítimas de abuso sexual realizado por parentes ou pessoas próximas? Queremos que essa nossa estudante morra? Pois é isso que a PEC 164 quer”, afirma.

Para a diretora do Sinpro, a defesa do aborto legal não se compara em nenhum espectro com defesa de assassinato. “Aliás, muitos dos parlamentares que votaram ‘sim’ para a PEC 164 são defensores dos articuladores da Operação Punhal Verde Amarelo. Isso sim é defender assassinato”, aponta.

Com a aprovação na CCJ da Câmara dos Deputados, agora o PL do Estupro seguirá para a análise de uma Comissão Especial. Só então ela seguirá para o Plenário da Casa, onde precisa de 308 votos para ser aprovada.

A PEC 164/12 é de autoria dos ex-deputados Eduardo Cunha (PMDB/RJ), cassado há oito anos, e João Campos (PSDB/GO). Diferente do PL 1904/2024 – barrado pela luta da sociedade civil –, que tinha os mesmos objetivos, a PEC 164 proíbe os casos de interrupção da gravidez em qualquer fase da gestação, e não só após a 22ª semana.

 

 

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Novo plano odontológico para carreira do magistério está disponível

O Sinpro informa que os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais da carreira do magistério público têm um novo plano odontológico. A nova assistência dental será prestada na forma de um auxílio, com caráter indenizatório, mediante o ressarcimento de 99% do valor para a contratação do plano odontológico, com débito direto na Folha de Pagamento, sendo R$ 29,70 pagos pelo Governo do Distrito Federal (GDF) e apenas R$0,30 pagos pelo(a) servidor(a) público(a). As adesões serão realizadas pelo Club Diamond Seguros.

O plano é ofertado por meio da Operadora Odontogroup, com sede em Brasília, registrada na Agência Nacional de Saúde (ANS) sob o nº 38.9854 e conta com uma rede de prestadores de serviço em todo o Brasil. As adesões serão realizadas por meio da Club Diamond Seguros, que juntamente com a Odontogroup, fará todo o processo de ativação dos planos.

A nova assistência odontológica foi instituída pelo GDF por meio do Decreto nº 46.102/2024, para atender às(aos) servidoras(es) civis efetivas(os), inativas(os), pensionistas ou comissionadas(os) da Administração Direta, Autárquica e Fundacional e, com isso, os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais da carreira magistério terão direito ao benefício.

Importante ressaltar que o plano contempla apenas os(as) servidores(as)efetivos(as) e seus(as) cônjuges e filhos(as) até 24 anos. A efetivação dos(as) dependentes só será feita quando o(a) titular for efetivado(a).

Confira alguns diferenciais:

  • Plano Completo: limpeza, restaurações, canal, raio-X, prótese, emergência 24 horas, odontopediatria, radiologia, cirurgia, endodontia, dentística, periodontia e mais de 200 procedimentos inclusos.
  • Plano sem carência e sem limite de utilização.
  • Descontos em medicamentos, vacinas e exames.
  • Telemedicina: atendimento clínico médico, com tele consultas, prescrição de exames e atestados médicos. 24 horas por dia e 7 dias por semana.

Confira o texto da lei que instituiu a assistência odontológica:

Lei nº 7.524, de 15 de julho de 2024 (Autoria: Poder Executivo)

Autoriza a instituição de assistência odontológica destinada aos servidores civis da administração direta, autárquica e fundacional do Distrito Federal.

O GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL, FAÇO SABER QUE A CÂMARA

LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL DECRETA E EU SANCIONO A

SEGUINTE LEI:

Art. 1º O Poder Executivo do Distrito Federal fica autorizado, nos termos da Lei Complementar nº 840, de 23 de dezembro de 2011, art. 271, IV, a instituir assistência odontológica destinada aos servidores civis da administração direta, autárquica e fundacional do Distrito Federal, bem como a seus dependentes.

Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 15 de julho de 2024

135º da República e 65º de Brasília

IBANEIS ROCHA

Sempre pensando na saúde e no bem-estar dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais, o Sinpro destaca que, quem fizer a adesão até o dia 5 de dezembro, terá a efetivação do plano a partir de 5/1/2025.

 

Ative seu plano por meio do link: https://lp.odontogroup.com.br/gdf-diamont/

Maiores informações pelo WhatsApp (61) 4007-2555 (Opção 3 – plano odontológico)

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Comissão Geral na CLDF debaterá militarização nesta quinta (28)

O Sinpro mobiliza todas e todos para a comissão geral que debaterá a militarização de escolas públcias no DF. O evento é realizado em parceria com o mandato do deputado distrital Gabriel Magno (PT-DF), e acontece na próxima quinta-feira, 28 de novembro, às 15h, no Plenário da CLDF.

A militarização é um tema que impacta diretamente a comunidade escolar e o futuro da educação pública, e suas consequências já têm sido verificadas. Precisamos debater os efeitos dessa política e buscar caminhos que fortaleçam uma educação democrática, inclusiva e de qualidade.

A comissão geral proporcionará um debate que visa a fortalecer uma escola que respeite a diversidade, valorize os profissionais da educação e atenda às reais necessidades dos estudantes.

🗓️ 28 de novembro | Quinta-feira
⏰ 15h
📍Plenário da CLDF

 

* Publicado originalmente em 25/11/2024.

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TV Sinpro desta quinta (28) reprisa Aulão de Redação para o Vestibular 60+ da UnB

No próximo domingo, dia 1º de dezembro, a Universidade de Brasília (UnB) realizará o Vestibular 60+, processo seletivo para preenchimento de vagas extraordinárias destinadas às pessoas idosas nos cursos de graduação. O certame deve reunir vários(as) interessados(as) e o TV Sinpro especial desta quinta-feira (28), às 17h, reprisa o aulão de redação para o vestibular 60+ da UnB com o objetivo de ajudar aqueles(as) que participarão do vestibular.

O aulão, oferecido pela Secretaria de Assuntos de Aposentados(as) do Sinpro, teve a participação da professora da rede distrital, Danielle Sousa, e apresentou uma série de dicas sobre como fazer uma redação discursiva para o Vestibular, como estruturar o texto, como explorar os temas, organização de parágrafos, conectores e repertório.

O TV Sinpro desta quinta-feira (28), às 17h, é transmitido pela TV Comunitária de Brasília (Canal 12 da NET) e pelas redes sociais do sindicato (Facebook e Youtube). Não perca!

Agendas Sinpro 2025 já estão disponíveis para professores(as) e orientadores(as) educacionais sindicalizados(as)

A Agenda Sinpro 2025 está disponível para professores(as) e orientadores(as) educacionais filiados(as) a partir desta quarta-feira, 27 de novembro, na sede e nas subsedes da entidade no horário comercial, de 8h a 17h. Para retirar a sua, basta apresentar a carteirinha – inclusive a digital, que pode ser acessada pelo app do Sinpro.

>>> Já baixou? Sinpro App está disponível nas lojas de aplicativos

 

 

Neste ano, o tema da agenda é “Cuidar da Educação é Construir o Futuro!”. Com isso, o Sinpro traz para o centro das reflexões a questão da violência nas escolas, a agressão contra profissionais do magistério, que precisa ser combatida e exterminada.

No texto de apresentação da agenda, o sindicato aponta que a sociedade tem se tornado mais violenta, os discursos de ódio ganham eco desde as profundezas da internet, e vemos muitos se orgulharem da própria intolerância. Todo esse contexto se reflete na escola. Mas acontece que essa violência não é nossa, essa violência não é da escola.

A escola é lugar de questionar: o mundo não precisa ser assim. Precisamos acolher a diversidade e fortalecer laços de amizade, fraternidade e empatia. Afinal, na escola, constroem-se lembranças que durarão para sempre! Que elas sejam belas!

A agenda está em preto e verde, que são as cores da nossa campanha salarial 2024.

 

>>> Campanha Salarial: 19,8% já! Rumo à meta 17

 

Mais uma vez, o Sinpro-DF oferece um planejador, mais do que uma simples agenda. No mesmo caderno estão disponíveis espaços para anotações e planejamentos, além de outras informações, como calendários, telefones úteis e um histórico de lutas da categoria.

Venha retirar a sua! A entrega será suspensa dia 20 de dezembro, por causa do recesso de Natal e Ano Novo, e retomada a partir do dia 06 de janeiro de 2025.

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Sinpro realiza reunião para discutir construção do NEM, dia 27

Na próxima quarta-feira (27/11), o Sinpro realizará reunião com representantes das escolas de Ensino Médio da rede pública do DF para discutir a construção do Novo Ensino Médio. O encontro será às 14h, no auditório da sede do Sindicato (SIG).

Na reunião, também serão ouvidos e discutidos os problemas recorrentes das unidades escolares que implementaram a reforma desta etapa de ensino.

 

 

Para que o debate seja amplo, diverso e representativo, o Sinpro orienta que cada unidade escolar de Ensino Médio envie ao menos um representante.

Com a nova lei do ensino médio, a implementação do sistema começará em 2025, para estudantes do 1º ano. Em 2026, será ampliado para estudantes do 2º ano e em 2027, também para o 3º ano. Além disso, as diretrizes curriculares serão revistas e os itinerários formativos melhor elaborados.

Outra mudança na legislação do Novo Ensino Médio foi quanto à carga horária desses itinerários formativos, que caiu de 1,2 mil horas para 600 horas.

O Sinpro alerta que os debates realizados na reunião do próximo dia 27 se somarão às contribuições para a elaboração dos Parâmetros Nacionais para a Oferta dos Itinerários Formativos, documento que deve ser apresentado pelo Conselho Nacional de Educação e pelo MEC até março de 2025.

 

* Publicado originalmente em 25/11/2025.

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27 de novembro | Dia Nacional de Combate ao Câncer

Criado pela Portaria do Ministério da Saúde GM nº 707, em dezembro de 1988, o Dia Nacional de Combate ao Câncer, realizado no dia 27/11, é mais uma data para fortalecer e ampliar o conhecimento da população sobre o câncer, principalmente acerca da prevenção à doença. Este ano, o Sinpro ressalta a importância da prevenção do câncer orofaríngeo, conhecido como câncer de garganta, que afeta com frequência a categoria do magistério.

Trata-se de uma doença que se desenvolve em qualquer tecido da região da orofatinge – parte posterior da boca, base da língua, palato mole, amígdalas e úvulas (um apêndice cônico do véu palatino, situado na parte posterior da boca).

É preciso cuidar da voz: de olho nos sinais

Problemas de saúde na voz é muito comum entre professores e professoras e, muitas vezes, pode degenerar em câncer. Daí a importância de estabelecer cuidados diários e preventivos com a voz, uma vez que esse é um dos principais instrumentos de trabalho da categoria. Os cuidados básicos com a voz podem evitar uma série de doenças, sobretudo o câncer de garganta.

Dentre os sintomas que demonstram sinais de câncer de garganta, destaque para as alterações de voz, rouquidão; dificuldade para deglutir; dor no ouvido; irritação de garganta; dificuldade ao respirar; perda de peso inexplicável; surgimento de ínguas (gânglios) no pescoço; tosse frequente; ronco excessivo.

Geralmente, as causas do câncer na garganta vêm de um histórico familiar, infecção por HPV, tabagismo e alcoolismo. Para se prevenir desse tipo de doença, é importante manter hábitos saudáveis, como atividades físicas, alimentação nutritiva, realização de exames de rotina; parar de fumar e de ingerir bebidas alcoólicas em excesso; vacinar-se contra o HPV. Confira também outras doenças relacionadas à voz na seguinte matéria do Sinpro: 16 de abril: Dia Mundial e Nacional da Voz.

Atividades físicas e a prevenção

O Instituto Nacional do Câncer (Inca) e o Ministério da Saúde tem uma programação completa, com palestras e outras atividades, para explicar tudo sobre o combate à doença. Para quem se interessar pelo tema, basta acessar o seguinte link do Inca: https://www.youtube.com/live/_PRmBolgzao?si=b14E8sYUYNG9A5cz

O Inca sempre destaca que a melhor maneira de evitar um câncer é se manter em movimento. “Movimentar o corpo é importante aliado na prevenção do câncer”, afirma o instituto. Novos  estudos reforçam que a atividade física ajuda na prevenção da doença em homens e mulheres, por isso, ser  fisicamente ativo como parte da rotina diária é uma atitude valiosa para prevenir o câncer.

Diferentes tipos da doença podem ser prevenidos co prática da atividade física, dentre eles os mais comuns no Brasil, como os de mama e intestino grosso (cólon). E isso não necessariamente está relacionado a frequentar academias, fazer parte de um time de futebol ou correr maratonas. A recomendação de alcançar 150 minutos semanais de atividade física de intensidade moderada é importante, mas, segundo o INCA, qualquer tempo dedicado a movimentar o corpo, em qualquer intensidade, trará benefícios para a saúde.

Tudo isso vale para outros tipos de cânceres, como, por exemplo, cânceres muito comuns e curáveis quando detectados a tempo, como o de mama, o de colo do útero, câncer de intestino e o de próstata.

Os outros cânceres que também afetam, com frequência, a categoria

Colo de útero

No Brasil, o câncer do colo do útero é um problema de saúde pública, sendo o terceiro tumor maligno mais frequente na população feminina (excetuando-se o câncer de pele não melanoma), e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no País.

Essa informação é do Inca, que também alerta para o fato de que esse tipo de câncer atinge, principalmente, mulheres com maior dificuldade de acesso aos serviços de saúde. Apesar de ser um câncer frequente, suas lesões iniciais podem ser identificadas pelo teste de Papanicolau (exame preventivo) e, quando tratadas, evitam o surgimento da doença. O instituto informa também que, a exposição traz informações para que a população conheça melhor esse câncer e suas formas de enfrentamento ao longo da história até os dias de hoje.

Mama

O câncer de mama atinge as mulheres e os homens. Trata-se de outra doença curável se detectada precocemente. Por isso, na ocasião do lançamento 2024 da campanha Outubro Rosa, a ministra da Saúde (MS), Nísia Trindade, informou que o foco do MS é a prevenção e detecção precoce. O Inca tem investigado para saber por que há mais casos de câncer de mama agressivo nas brasileiras negras.

Segundo o instituto, as mulheres negras têm 57% de chance a mais de morrer de câncer de mama do que as brancas. Nas pardas, a probabilidade é de 10% a mais. Este ano, durante o Outubro Rosa, mês e cor dedicados à conscientização sobre o câncer de mama, o Inca lançou uma publicação intitulada “Controle do câncer de mama no Brasil: dados e números 2024”.

Próstata

No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, representando cerca de 29% dos casos de câncer, segundo dados do Inca. Somente em 2023, foram estimados mais de 70 mil novos casos no País, o que ressalta a importância de iniciativas que promovam a conscientização e o diagnóstico precoce.

No Nordeste, a situação é alarmante. Dados mostram que a taxa de mortalidade é significativa, com uma média de, aproximadamente, 15,9 mortes a cada 100 mil habitantes, superior à média nacional. É por isso que existe a campanha “Novembro Azul” para conscientização sobre a doença e incentivar os homens a cuidarem da saúde e realizarem exames preventivos.

Intestino

O câncer de intestino, por sua vez, abrange os tumores que se iniciam no intestino grosso, chamado cólon, e no reto (15-12cm finais do intestino, imediatamente antes do ânus). Também é conhecido como câncer de cólon e reto ou colorretal.

Segundo o Inca, é outro problema tratável e, na maioria dos casos, curável ao ser detectado precocemente, quando ainda não se espalhou para outros órgãos. Grande parte desses tumores se inicia a partir de pólipos, lesões benignas que podem crescer na parede interna do intestino grosso.

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CAMPANHA SALARIAL: 19,8% JÁ! RUMO À META 17

A Campanha Salarial 2024 da categoria do magistério público está a todo vapor! Neste ano, a reivindicação é pelo reajuste imediato de 19,8%, rumo à meta 17 do Plano Distrital de Educação.

O índice de 19,8% repõe as perdas inflacionárias geradas de janeiro de 2019 a dezembro de 2023. Já a meta 17 do PDE equipara o vencimento básico de professores(as) e orientadores(as) educacionais à média da remuneração das demais carreiras de servidores públicos do DF de escolaridade equivalente. Aplicada a meta 17, o reajuste da remuneração ultrapassaria o índice de 67%.

O Sinpro lembra que as principais estratégias de qualquer Campanha Salarial são unidade e mobilização. Assembleias, atos, manifestações e demais atividades devem ter participação massiva da categoria.

 


O engajamento dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais também deve ser nas redes. O Sinpro vem publicando em seus veículos de comunicação uma série de peças que abordam a Campanha Salarial e a pauta de reivindicação vinculada. É essencial que esses materiais sejam curtidos, comentados e compartilhados para ampliar visualização e alcance, reforçar a mensagem e fortalecer o apoio público à luta.

Paralelamente, de forma responsável e comprometida, a Comissão de Negociação do Sinpro vem atuando junto ao GDF para construir os caminhos possíveis ao atendimento da pauta de reivindicações da Campanha Salarial. Para dar peso à luta, vem sendo articulado o apoio de parlamentares e de outros órgãos, como o Ministério Público, por exemplo.

O Sinpro ainda lembra que a pauta de reivindicação da Campanha Salarial caminha paralela à luta pela nomeação de todos(as) os(as) aprovados(as) no último concurso público do magistério, para além das vagas imediatas e do cadastro reserva; pelo cumprimento integral e célere do acordo de greve de 2023; pelo fim da superlotação das salas de aula; pela construção de escolas; por merenda de qualidade; pelo fortalecimento da EJA (Educação de Jovens e Adultos) e do Batalhão Escolar e do PDAF (Programa de Descentralização Administrava e Financeira); além de investimento na Educação Inclusiva e da defesa do Ensino Médio.

19,8% já!
Segundo o Dieese, a inflação dos últimos cinco anos no DF ficou em 33,3%. Em contraponto, o reajuste salarial do magistério acumulado no período de abril de 2022 a dezembro de 2023 foi de 11,3%. O reajuste de 19,8%, funciona, portanto, como um percentual de reposição de perdas inflacionárias.

Nesse acumulado, são considerados a primeira das seis parcelas do reajuste de 18% imposto pelo governador Ibaneis, realizado em julho de 2023; além da primeira parcela referente à incorporação da Gaped/Gase ao vencimento, paga em outubro do ano passado, após luta intensa da categoria.

Matéria publicada originalmente em 30 de abril de 2024, com edições

 

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