Letramento de gênero é tema central na II Imersão de Mulheres nos 21 Dias de Ativismo

Fazer com que as mulheres tenham consciência de que é possível ter projetos de vida sem a obrigatoriedade de inclusão do casamento, da maternidade e da validação masculina é trabalho estratégico na luta em defesa dos direitos, da emancipação das mulheres e, consequentemente, do combate à violência de gênero. Esse foi o tema central da II Imersão de Mulheres nos 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, realizado pela Secretaria de Mulheres Educadoras do Sinpro, no último 23 de novembro.

 

 

Durante o encontro, realizado na Chácara do Sinpro, dezenas de professoras e orientadoras educacionais praticaram atividades de autoconhecimento, autocuidado e debates políticos coletivos sobre a violência no trabalho e na vida. Além da reflexão sobre a temática para aplicação na vida pessoal, as participantes discutiram o papel da escola na conscientização das(os) estudantes.

“Se pretendemos fazer educação emancipadora na vida de estudantes, precisamos perceber e construir em nós essa emancipação enquanto professoras e orientadoras, para que possamos projetar essa educação para meninas e meninos”, afirma a diretora do Sinpro Mônica Caldeira.

A II Imersão de Mulheres nos 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres teve início com o contato das participantes com ervas medicinais, banhos para a saúde da mulher e escalda-pés, que dialogam com a necessidade do autocuidado diário.

Em seguida, foi trabalhado o uso da Educação Popular, da Pedagogia Griô e dos saberes ancestrais na luta pelo fim da violência contra as mulheres, facilitado por Dona Josefa, educadora popular, guardiã de saberes ancestrais e agricultora familiar. Isso porque essas três formas de vivência dão base à construção de relações mais justas e equitativas; valorizam a dimensão comunitária, promovendo a construção de relações de cuidado e proteção entre as mulheres; transmitem conhecimentos e experiências de forma mais acessível, entre outras ações.

Ainda na parte da manhã, a pesquisadora na área de Saúde Mental e Gênero Valeska Zanello realizou a palestra “Letramento de Gênero: O papel emancipador das escolas no combate às violências contra mulheres”. A professora do Departamento de Psicologia Clínica da Universidade de Brasília tem entre as publicações o livro “A Prateleira do Amor”, que traz como uma das frases-destaque: “Mulheres aprendem a amar os homens, homens aprendem a amar o que quiserem”. O nome do livro é uma metáfora criada pela pesquisadora para entender a lógica afetiva que as mulheres aprendem, mediada por um ideal estético e comportamental criado por uma cultura machista e patriarcal.

Em uma programação extensa, a diretora do Sinpro Berenice Darc falou sobre “Violência contra Educadoras”. A pesquisa “Mulheres e violência”, realizada pelo Sinpro em 2021, mostra que 60% das professoras avalia que a comunicação direta com a família e com os próprios estudantes são situações que trazem maior insegurança. O estudo ainda mostra que 46% das professoras somente às vezes sente segurança e tranquilidade para falar e expressar opiniões diante dos colegas, 38% afirmou que não é sempre que se sente respeitada pelos estudantes e 30% disse que, raramente, se sente segura no local de trabalho.

 

 

O debate sobre Feminismo Negro também foi pauta da II Imersão de Mulheres nos 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres. Facilitado pela diretora do Sinpro Márcia Gilda, o foco central do debate foi a intersecção entre gênero, raça e classe quando se fala de violência contra as mulheres. Para a dirigente sindical, uma das estratégias mais eficazes de combater o racismo e o machismo é dando protagonismo às mulheres negras na sala de aula. Para isso, ela sugeriu seja estudada de forma interdisciplinar a participação da mulher negra nos diversos segmentos da educação.

Na avaliação da diretora do Sinpro Regina Célia, a atividade realizada pelo Sinpro no último dia 23 é uma iniciativa que visa ampliar informações, contribuir com a formação continuada da categoria e debater medidas de prevenção de combate ao machismo. “Quando estamos interligadas a uma entidade sindical, conseguimos organizar melhor as lutas ao lado de pares, em reivindicações, e isso nos fortalece individual e coletivamente. É o fazer política para mulheres”, destaca.

A mulher trabalhadora aposentada também foi tema da II Imersão de Mulheres nos 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres. A diretora do Sinpro Elineide Rodrigues foi a facilitadora do debate, e disse que as principais violências cometidas contra mulheres aposentadas são a patrimonial e a emocional. Entretanto, a sindicalista ressaltou que essas mulheres fazem toda a diferença na luta da categoria do magistério público, de outras categorias e na luta feministas, sendo sempre um ser político.

 

 

“Mergulhamos num processo fluido, que correu transparente, que tomou a forma do ambiente seguro, afetuoso e verdadeiro que foi organizado pelo Sinpro. Vivemos uma experiência tocante, rara, irrepetível. Nesta experiência, peculiar e grupal, partilhamos situações e circunstâncias que transitam entre a esfera privada e a pública, entre o que sinto e o que sentimos, entre o que vivencio e o que vivenciamos, entre o que aspiro e o que aspiramos. Que venham outras imersões!”, pontua a professora aposentada Edna Rodrigues Barroso, que participou da II Imersão de Mulheres.

A atividade ainda teve automassagem, ginástica integrativa e cortejo com a Batucada Feminista. “A Imersão de Mulheres realizada pelo Sinpro é uma atividade de envolvimento, de trocas de experiências e atualizações de leis e estatísticas que demonstram onde ainda temos que avançar na busca de espaços, direitos e igualdade na sociedade”, finaliza a diretora do Sinpro Silvana Fernandes.

Acesse AQUI o álbum de fotos da II Imersão de Mulheres nos 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres

Sinpro participa da elaboração do Calendário Escolar 2025

Em reunião com a Subsecretaria de Planejamento, Acompanhamento e Avaliação do DF (Suplav), nessa quinta-feira (7/11), a Comissão de Negociação do Sinpro fechou as datas do Calendário Escolar 2025. No documento, o Sindicato garante que as escolas possam optar pela extensão de feriados, a partir da adesão a dias letivos móveis.

 

 

Para o Sinpro, essa é uma forma de contribuir com a qualidade de vida de professores(as) e orientadores(as) educacionais. Isso porque dá à categoria a oportunidade de passar mais tempo com a família e os amigos, planejar passeios e viagens, ter mais tempo contínuo de descanso. O Sindicato ainda destaca que o benefício atinge toda a comunidade escolar, já que, comprovadamente, mais tempo de descanso resulta em maior produtividade.

Um dos feriados prolongados poderá ser adotado em outubro, com a antecipação Dia do(a) Professor(a), comemorado em 15 de outubro, para 14 de outubro. De acordo com o Calendário Escolar de 2025, a rede pública de ensino do DF indica recesso no dia 13 de outubro. Com isso, a categoria poderá emendar os dias 13 e 14 de outubro (segunda e terça-feira). Considerado o fim de semana anterior, são quatro dias de folga.

Ainda em outubro de 2025, o Dia do(a) Servidor(a) Público(a) (28/10) cairá em uma terça-feira. Com a negociação com a Suplav, a Comissão do Sinpro garantiu que, no Calendário Escolar do ano que vem, o dia seja antecipado para 27 de outubro (segunda-feira), como dia letivo móvel. Com isso, contado com o fim de semana, são mais três dias de descanso.

O Calendário Escolar 2025 ainda traz outros quatro dias letivos móveis: 2 de maio, sexta-feira, após o Dia dos(as) Trabalhadores (1º/5); 20 de junho, sexta-feira, após Corpus Christi (19/6); 7 e 8 de julho, segunda e terça-feira que antecedem o início do recesso escolar do meio do ano. A reposição dos dias letivos móveis devem ser feitas no mesmo bimestre.

FÉRIAS

O Calendário Escolar 2025 indica que as férias da categoria do magistério público será de 6 de janeiro (segunda-feira) a 4 de fevereiro (terça-feira). De 2 a 5 de janeiro, a categoria terá recesso, e dia 1º é feriado.

SEMANA PEDAGÓGICA

A Semana Pedagógica começará logo após as férias do início do ano: dia 5 de fevereiro (quarta-feira) e segue até dia 7 (sexta-feira).

INÍCIO DO ANO LETIVO

Pelo Calendário Escolar de 2025, o início do ano letivo está programado para dia 10 de fevereiro (segunda-feira), após a Semana Pedagógica.

RECESSO MEIO DO ANO

O Calendário Escolar 2025 estabelece que o recesso do meio do ano seja realizado de 9 de julho (quarta-feira) a 27 de julho (domingo), totalizando 19 dias. Entretanto, caso a unidade escolar opte pela adesão aos dias letivos móveis previstos para 7 e 8 de julho, o recesso se estende para 23 dias, contado com o fim de semana (5 e 6/7).

INÍCIO SEGUNDO SEMESTRE

De acordo com o Calendário Escolar de 2025, o segundo semestre letivo do ano iniciará em 28 de julho, segunda-feira.

FIM DO ANO LETIVO

O término do ano letivo está programado para 18 de dezembro, quinta-feira. A avaliação final será dia 19 de dezembro, sexta-feira. O recesso escolar de fim de ano começa dia 22 de dezembro e segue até dia 31.

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TV Sinpro mostra Espetáculo Teatral Manual Antirracista, da EPAT

Desde 2022 a Escola Parque Anísio Teixeira (EPAT) de Ceilândia promove o Espetáculo Teatral Manual Antirracista, que tem por objetivo debater questões da negritude no Brasil. Dando a oportunidade aos(às) professores(as) e orientadores(as) educacionais conhecerem um pouco mais sobre este importante projeto, o TV Sinpro da próxima quarta-feira (27), às 19h, mostra o último espetáculo apresentado pelos(as) estudantes da EPAT.

Professora de Teatro, diretora da EPAT e idealizadora do projeto Manual Antirracista, Alana de Azevedo explica que a atividade nasceu dentro da oficina de teatro, com o tema Africanidade, Negritude e Empoderamento Negro. A partir das discussões os(as) alunos(as) trouxeram cenas, debates e foi feito um trabalho de escuta sensível com os estudantes para a criação do espetáculo mais próximo do contexto deles. “Em 2023 o espetáculo foi remontado para o Festival Estudantil de Teatro Amador, e neste Festival ganhamos os prêmios de melhor espetáculo e melhor dramaturgia. Em 2024 apresentamos para doze escolas, em onze apresentações, inclusive abertas para a comunidade”, ressalta a professora, complementando que o projeto visa a escuta para levar ao público e alunos o debate sobre o que é a questão da negritude no Brasil a partir do livro Pequeno Manual Antirracista, da filósofa Djamila Ribeiro.

O TV Sinpro desta quarta-feira (27), às 19h, é transmitido pela TV Comunitária de Brasília (Canal 12 da NET) e pelas redes sociais do sindicato (Facebook e Youtube). Não perca!

Letramento de gênero realizado pelo Sinpro nas escolas é levado para curso da EAPE

Combater o ciclo de violência contra as mulheres passa pelas escolas. Em reconhecimento ao engajamento e à atuação do Sinpro nesta temática, a Secretaria de Políticas para as Mulheres Educadoras do Sindicato foi convidada para realizar o fechamento do curso “Maria da Penha vai à Escola – violência contra mulheres”, promovido pela Subsecretaria de Formação Continuada dos Profissionais da Educação (EAPE).

 

 

Na exposição, realizada no último dia 21 de novembro, as dirigentes do Sinpro Mônica Caldeira e Regina Célia dialogaram com as participantes sobre as ações desenvolvidas pela pasta ao longo dos anos letivos. Cartilha sobre a Convenção 190 da OIT (assédio moral no local de trabalho); 8 de Março nas Escolas; Maria da Penha Vai às Escolas com o Sinpro; Faça Bonito com o Sinpro; panfletaço sobre o que é relacionamento tóxico e atividades de vivência pessoal e coletiva na Chácara do Sinpro foram algumas das ações expostas pelas dirigentes sindicais no curso da EAPE.

“O retorno das participantes com a exposição do Sinpro foi muito bom. Inclusive, várias profissionais fizeram convite para que o Sindicato realize o trabalho de formação nas escolas que atuam”, disse a professora da Secretaria de Educação do DF e formadora em atuação na EAPE Gisele Dantas.

Segundo ela, que fez o convite para que o Sinpro participasse do curso, a atuação do Sindicato nas escolas deve ser reconhecida. “O Sinpro tem feito um trabalho de fortalecimento da discussão dessa temática (combate à violência contra as mulheres) na rede de ensino, divulgando para mais colegas a importância desse conteúdo à nossa categoria. Isso é muito importante”, afirma.

De acordo com a diretora do Sinpro Mônica Caldeira, “a penalização criminal não é suficiente para consolidar uma sociedade segura para as mulheres”. “Nós precisamos formar as pessoas sobre os direitos das mulheres, as desigualdades de gênero existentes, as legislações vigentes, a história de opressão vivida pelas mulheres. Essa é uma questão que deve ser tratada desde cedo, inclusive nas escolas, para que possamos formar cidadãos e cidadãs conscientes. E para que estudantes possam ser formados sob essa perspectiva, é preciso que tenhamos professoras e professores conhecedores do tema”, afirma.

Regina Célia, que também compõe a diretoria do Sinpro, lembra que “a luta pelo fim da violência contra as mulheres é uma pauta estrutural do Sindicato”. “O que é plantado nas escolas, floresce na sociedade. Temos que ter a consciência de que enquanto uma só mulher sofrer violência pelo fato de ser mulher, todas as outras também estarão suscetíveis, inclusive nós, professoras, orientadoras, mães, estudantes”, alerta.

O curso “Maria da Penha vai à Escola- violência contra mulheres”, da EAPE, é oferecido a professores(as) e servidores(as) da Educação, além de profissionais da Rede de Proteção de instituições. “O objetivo é fortalecer o enfrentamento das violências, sobretudo a doméstica e intrafamiliar contra crianças, adolescentes e mulheres”, afirma Gisele Dantas.

Formação
A unidade escolar da rede pública de ensino interessada em realizar formação sobre letramento de gênero, que aborda temas como desconstrução de estereótipos, promoção da igualdade, prevenção da violência, entre outros, deve entrar em contato com: Mônica Caldeira, telefone (61) 99951-6710; Silvana Fernandes, telefone (61) 99664-6314 ou Regina Célia, telefone (61) 99939-8917.

 

 

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IV Narrativas interculturais, decoloniais e antirracistas em educação: por equidade, justiça e bem-viver

O grupo GPDES – Educação, Saberes e Decolonialidades e a Universidade de Brasília (UnB) realizam de 05 a 08 de dezembro, na Faculdade de Educação da UnB, o IV Narrativas interculturais, decoloniais e antirracistas em educação: por equidade, justiça e bem-viver. O IV Narrativas constitui um espaço de reflexão teórico-metodológica, diálogo de saberes e intercâmbio de práticas e vivências sobre o potencial educativo da diversidade cultural, étnica e epistêmica que constitui a sociedade brasileira e outros contextos latino-americanos e africanos.

O evento tem dentre seus objetivos fomentar o diálogo e o intercâmbio de saberes e práticas educativas a partir de abordagens interculturais, decoloniais e antirracistas para o enfrentamento coletivo do racismo e da desigualdade racial dentro e fora de espaços formais de educação; proporcionar letramento racial e fundamentos teóricos, metodológicos e pedagógicos visando a construção da educação antirracista; e promover justiça epistêmica na sociedade brasileira, através da valorização dos conhecimentos da tradição oral de comunidades tradicionais (indígenas, quilombolas, campesinas etc). Desse modo, o Narrativas abarca um público diversificado, oriundo de diferentes espaços de atuação e etapas de formação no campo da Educação, dentre os quais estão: pesquisadoras/es, professoras/es do ensino superior e da educação básica, educadoras/es populares, mestras e mestres do conhecimento tradicional, artistas populares, intelectuais de dentro e de fora da academia, estudantes da graduação e da pós-graduação.

O IV Narrativas será presencial, com inscrição 100%. As Sessões Conversatórios constituem espaços decoloniais e interculturais para o intercâmbio de experiências e debates teóricos transdisciplinares em torno de grandes temas correlatos à temática geral do evento. Assim, os Conversatórios são conduzidos a partir de metodologias participativas e dialógicas de modo a assegurar a circularidade da palavra e a horizontalidade das trocas. Diferentemente dos formatos convencionais comumente adotados em eventos acadêmicos, aqui as autoras e os autores serão convidadas/os a compartilharem suas experiências, pesquisas e reflexões teóricas em uma grande roda de conversa.

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II Imersão de Mulheres será neste sábado (23)

A II Imersão de Mulheres nos 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher acontecerá neste sábado, 23 de novembro, na Chácara do Sinpro, de 9h a 16h. A imersão é uma atividade de vivência pessoal e coletiva, em contato com a natureza, para refletir sobre o que é ser mulher na Secretaria de Educação com escuta e acolhimento.

O encontro inclui atividades de autoconhecimento, autocuidado, e debates políticos coletivos. Na programação, além de uma roda de conversa sobre violência contra mulheres educadoras, haverá aula de hidroginástica, escalda-pés e vivência sistêmica, pedagogia griô e saberes ancestrais, além de um almoço cultural com música ao vivo.

 

21 dias de ativismo

A campanha 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres é realizada desde 1991, mundialmente. Internacionalmente, a campanha começa dia 25 de novembro, Dia Internacional da Eliminação da Violência contra as Mulheres, e termina no dia 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos. No Brasil, a campanha começa antes: no dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, para enfatizar a dupla discriminação sofrida pelas mulheres negras.

 

Programação

9h Acolhida com café da manhã

9h30 Escalda-pés e vivência sistêmica

Facilitadora: Juh Travassos, terapeuta integrativa

Educação Popular, Pedagogia Griô e Saberes Ancestrais

Facilitadora: Dona Josefa, educadora popular, guardiã de saberes ancestrais e agricultora familiar

11h Letramento de Gênero: O papel emancipador das escolas no combate às violências contra mulheres

Facilitadora: Valeska Zanello, pesquisadora na área de Saúde Mental e Gênero e professora do Departamento de Psicologia Clínica da UnB

12h Violência contra Educadoras

Facilitadora: Berenice Darc, diretora do Sinpro e secretária de Mulheres da CNTE

13h Almoço Cultural

14h30 Feminismo Negro

Facilitadora: Márcia Gilda, coordenadora da Secretaria de Raça e Sexualidade do Sinpro

15h A Mulher Trabalhadora Aposentada

Facilitadora: Elineide Rodrigues, coordenadora da Secretaria de Aposentados do Sinpro

15h30 Hidroginástica

Facilitadora: Simone Fernandes, professora de Educação Física

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22 de novembro – Dia da Consciência Ambiental

A humanidade tem colhido os frutos de suas ações, muitas delas irresponsáveis e nocivas para o planeta e para as futuras gerações. O lixo acumulado que polui a água e atrai vetores de doenças; o esgoto despejado nos rios, matando peixes e inviabilizando a captação de água para uso humano; e o ar poluído pelos carros, que afeta o desenvolvimento de crianças são apenas algumas das causas para mudanças climáticas, aquecimento global e tragédias ao redor do mundo. A consciência ambiental, mais do que nunca, é uma preocupação necessária e urgente.

Além de comemorar o Dia da Consciência Ambiental, 22 de novembro se coloca como uma data para repensar as nossas atitudes e o que queremos do futuro. Mais do que nunca é preciso colocar em prática ações de proteção do Meio Ambiente, uma responsabilidade que assumimos com os(as) nossos(as) filhos(as), netos(as), sobrinhos(as) e com as futuras gerações, que herdarão o planeta para cuidar e dele extrair a sua sobrevivência. A consciência ambiental é uma ferramenta chave para que as transformações sejam materializadas, produzindo mudanças. Para isto é necessário medidas que provoquem reflexão, análise, conscientização e elaboração de medidas práticas, ponto que a educação tem papel fundamental.

Em um mundo cada vez mais capitalista e movido pela ganância e irresponsabilidade de grupos espalhados pelo mundo, o respeito e a proteção ao meio ambiente representa vida e futuro.

 

Sinpro na luta pela educação ambiental

O Sinpro é parceiro na luta pela reflexão, análise, conscientização e elaboração de medidas práticas em prol do meio ambiente e do planeta em que vivemos, prova disto é o Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com a Central de Cooperativas de Trabalhadores em Material Reciclável (Centcoop) pela melhoria da qualidade de vida da população do Distrito Federal e a defesa do meio ambiente na capital do País. Durante 3 anos o Sinpro e a Centcoop colocarão em prática ações de esclarecimento da população acerca da importância de sua escolha na consumação de produtos, adotando os princípios da redução, reaproveitamento e reciclagem, bem como o adequado tratamento dos resíduos pós-consumo e a separação de materiais dos resíduos gerados.

O sindicato tem levado a preocupação ambiental para algumas escolas, incentivando a coleta seletiva no DF. Algumas escolas já se colocaram à disposição, como o Setor Oeste, o Centro Educacional Agrourbano Ipê do Caub 1 e o CEF 33 de Ceilândia, em que já existe um projeto de educação ambiental em curso, que envolve agrofloresta e outras experiências de proteção às nascentes e mantém um trabalho de preservação ambiental.

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Data do Remanejamento Externo prorrogada para esta sexta-feira (22). Confira novos prazos!

O Sinpro informa que a data do Remanejamento Externo foi prorrogada para esta sexta-feira (22/11) e, o resultado, para terça-feira (26/11). O sindicato orienta a categoria a compartilhar as novas datas para mais pessoas fiquem sabendo da mudança. A lista com as novas datas mais importantes nesta nova etapa do procedimento:

13 a 22/11 – Os(as) servidores(as) devem enviar a lista de carências no Sigep para participação no Remanejamento Externo

26/11 – Sai o resultado preliminar.

26 e 27/11 – Cabe a você, servidor(a), apresentar recursos ao resultado preliminar do remanejamento externo. (Em Processo SEI, encaminhar DISET).

26/11 a 06/12 – Período de análise dos recursos do resultado preliminar do remanejamento externo.

9/12 – O resultado final do procedimento de remanejamento externo e resultado final geral do procedimento de Remanejamento 2024-2025 estão previstos para ocorrerem no dia 9 de dezembro.


Resultado geral e comprovante de bloqueio

9 a 11/12 – Lembre-se: após o resultado final do procedimento de remanejamento, você, servidor(a) ainda deve, entre os dias 9 e 11 de dezembro, apresentar o comprovante de bloqueio no Procedimento de Remanejamento Interno/Externo 2024-2025 e entregar a documentação para validação de pontuação para o procedimento de distribuição de turmas / carga horária / atribuição de atendimentos da UE/UEE / ENE de destino. Não se esqueça dessa última etapa, pois em 16 de dezembro a EU/UEE/ENE fará o procedimento de distribuição de turmas / Carga Horária / atribuição de atendimentos.

 

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Sinpro celebra Dia Nacional de Dandara, Zumbi e da Consciência Negra com Arte

O combate ao racismo passa, necessariamente, pela visibilidade das pessoas negras. Essa visibilidade deve ser concretizada em todos os espaços, inclusive na Arte, que é instrumento de conscientização e de denúncia. O ato político-cultural do Sinpro “Manifestações culturais negras: Luta e resistência de um povo”, realizado nessa segunda-feira (18/11) em celebração ao Dia de Dandara, Zumbi e da Consciência Negra, deu materialidade a essa ideia.

No centro do palco do Teatro dos Bancários, negras e negros contaram suas histórias, lutas e resistências em forma de texto, dança, discurso, dramatização. Lições que também lembram que é o povo preto que segue sustentando o Brasil.

Dirigentes do Sinpro com a Companhia de teatro Semente

 

“Através da Arte, dialogamos sobre o sistema racista, sobre o mito a democracia racial implantado pela elite para dizer que não há racismo, mas que fecha todas as portas para que a gente não tenha espaço. É uma noite para dizer que podemos ser atores e atrizes, ilustradores e ilustradoras, escritores e escritoras, médicos e médicas, engenheiros e engenheiras. Nós, o povo preto, podemos ser o que quisermos”, disse a diretora do Sinpro Márcia Gilda.

O ato político-cultural do Sinpro teve início com o lançamento do livro “Saltei em Cuba e vim parar na Ruralzinha”, produzido pela classe especial do professor Helder da Silva, da Escola Classe Riacho Fundo. Em seguida, foi apresentada a peça teatral “Corpo Fechado”, da Companhia de Teatro Semente. Também subiu ao palco a Companhia de Dança Corpus Entre Mundos, criada pelo bailarino e coreógrafo angolano Dilo Paulo.

“Essa noite é como se fosse um grão de areia de uma grande praia que cerceia o mar que nos trouxe até aqui diasporicamente. Precisamos ter certeza de que mesmo sendo grãos de areia, nós constituímos a praia”, disse a professora Neide Rafael.

Durante o evento, a diretora do Sinpro Ana Cristina Machado lembrou Nelson Mandela. “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo. Essa educação que Nelson Mandela definiu é a educação que a gente acredita e usa para resistir.”

Bailarino e coreógrafo angolano Dilo Paulo, da Companhia de Dança Corpus Entre Mundos


Feriado Nacional

Presente no ato-cultura do Sinpro, a professora Leda Gonçalves lembrou que, pela primeira vez, o dia 20 de novembro é celebrado como feriado nacional, agora com o nome de Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra.

“Temos sim muito a celebrar; muitas lutas e resistência. O nosso país foi invadido há 524 anos. Temos mais tempo do regime de escravidão do que o atual capitalismo dependente. Quem sustentou esse país nos braços foi a população negra. Ela resistiu na escravidão e resiste atualmente neste capitalismo dependente”, disse. Entretanto, para ela, também é urgente romper com a desigualdade de gênero, raça e renda. “O Brasil tem 1% de ricos e 100 milhões de pobres, a maioria a população negra, a mulher negra”, contextualizou.

 

Professor Helder da Silva, da Escola Classe Riacho Fundo, com as dirigentes do Sinpro Ana Cristina Machado (de vermelho) e Márcia Gilda, e estudantes que produziram o livro “Saltei em Cuba e vim parar na Ruralzinha”

 

A deputada Érika Kokay (PT-DF) se somou à atividade e lembrou que a pauta antirracista ainda tem dificuldade de fazer parte do dia a dia do Congresso nacional diante do “racismo estrutural perenizado com sua própria negação”.

 

 

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2ª Mostra de Dança entre as Escolas-Parque é destaque do TV Sinpro

As Escolas-Parque realizaram nos dias 25 e 26 de outubro, no Teatro da Escola-Parque 307/308 Sul, a 2ª Mostra de Dança entre as Escolas-Parque, que este ano teve como tema A Dança Vive nas Escolas!. Projeto que ressalta a dança enquanto importante área de conhecimento na formação integral do(a) educando(as), enquanto ser único, criativo, artístico, crítico e principalmente, protagonista da sua própria história, a Mostra será o destaque do TV Sinpro desta quarta-feira (20), às 19h.

O evento reuniu professores(as) das Escolas-Parque de Brasília que ministram aulas de diferentes linguagens artísticas, como dança, teatro e música, além de professores(as) de educação física. Cada escola contou com um grupo de estudantes para representá-la. A Mostra cumpriu um papel muito importante de fortalecer esta área de conhecimento que é a dança na escola.

O TV Sinpro desta quarta-feira (20), às 19h, é transmitido pela TV Comunitária de Brasília (Canal 12 da NET) e pelas redes sociais do sindicato (Facebook e Youtube). Não perca!

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