Não haverá expediente no Sinpro nesta quarta-feira, 20/11

Em razão do feriado nacional do Dia da Consciência Negra, a diretoria colegiada do Sinpro informa que não haverá expediente na sede e nas subsedes do sindicato nesta quarta-feira, 20 de novembro. O atendimento voltará ao normal nesta quinta-feira (21/11).

Desejamos um bom feriado a todos e todas!

É HOJE! NÃO PERCA AS ATIVIDADES CULTURAIS DO ATO POLÍTICO-CULTURAL DO SINPRO

Os(as) professores(as), orientadores(as) educacionais e bancários(as) têm um encontro marcado com o ato político-cultural Manifestações culturais negras: Luta e resistência de um povo, que será realizado nesta segunda-feira, 18 de novembro, a partir das 19h, no Teatro dos Bancários (EQS 314/315 BL A – Asa Sul). Dentre as atrações já confirmadas para o encontro estão: a apresentação da peça teatral Corpo Fechado; apresentação da Companhia de Dança Corpus Entre Mundos; e o lançamento do livro De Cuba para a Ruralzinha: protagonismo infantil e inclusão rendem livro infantil.

Participe deste momento de luta, reflexão e debate por um mundo melhor e mais justo. Confira um pouco mais sobre cada atração:

 

Peça teatral Corpo Fechado

Valdeci Moreira é fundador, diretor e idealizador da Companhia de teatro “Semente”‘. A Companhia tem como missão prática, a releitura de grandes obras literárias de autores brasileiros, dando corpo, voz e sentimento aos mais diversos personagens das mais maravilhosas cenas. A ideia é se contrapor a unilateralidade de como a história das pessoas e dos eventos que marcaram a nossa formação enquanto povo.

A história contada apenas pelo olhar do vencedor. Por isso o Sinpro, por meio da Secretaria de Raça e Sexualidade, convidou o diretor Valdeci Moreira e sua Companhia, com o fim de oportunizar a todos os agentes da educação do Distrito Federal, um olhar negro sobre a cultura brasileira. É preciso sempre ser antirracista!

 

Companhia de Dança Corpus Entre Mundos

A Companhia de Dança Corpus Entre Mundos, fundada em 2013, no Rio de Janeiro (RJ), surge como uma verdadeira celebração da diversidade cultural e artística. Criada pelo bailarino e coreógrafo angolano Dilo Paulo, a companhia traz consigo uma essência multicultural que transcende fronteiras e conecta diferentes mundos através da linguagem universal da dança.

Desde sua origem, a Corpus Entre Mundos tem se destacado pela sua capacidade de mesclar diversas culturas, idiomas e formas de expressão, refletindo seu nome sugestivo que enfatiza a interseção entre os diversos universos. Sob a direção de Lenna Siqueira e Dilo Paulo, a companhia estabeleceu sua sede em Brasília, continuando a promover um diálogo cultural enriquecedor.

Com um repertório que abarca 10 espetáculos vibrantes, a companhia já percorreu diversos cenários no Brasil e em Angola, encantando plateias em teatros renomados e espaços culturais. De Luanda a Brasília, de São Luís a Belém, a Corpus Entre Mundos tem deixado sua marca em cada apresentação, mergulhando profundamente na essência das danças africanas e afro-brasileiras.

Além de suas performances cativantes, a companhia também se destaca por seu compromisso social e cultural. No território do Distrito Federal, a Corpus Entre Mundos se tornou uma voz proeminente na promoção da dança negra contemporânea, elevando os saberes estéticos e filosóficos africanos e afro-brasileiros. Sua presença reverbera na sociedade local, promovendo a autoestima e fortalecendo as identidades negras através da arte.

Mais do que simplesmente dançar, a Corpus Entre Mundos desafia as normas do mercado da arte, oferecendo empregabilidade e visibilidade para artistas negros e negras periféricos. A Cia não apenas encanta, mas também inspira, transformando o palco em um espaço de inclusão e empoderamento.

Em cada movimento, a Companhia de Dança Corpus Entre Mundos nos lembra da beleza da diversidade e da força da união, demonstrando que, verdadeiramente, a dança é uma linguagem universal que transcende barreiras e conecta corações.

 

De Cuba para a Ruralzinha

Saltei em Cuba e vim parar na Ruralzinha é um livro produzido pela classe especial do professor Helder da Silva, da Escola Classe Riacho Fundo. A obra apresenta uma história real, contada por crianças. Fala sobre Danaerys, a coleguinha cubana que veio morar em Brasília e foi estudar na Ruralzinha. O livro, escrito de forma inclusiva por vários estudantes, será lançado no dia 18 de novembro, às 19 horas, no Teatro dos Bancários.

“O livro foi escrito de forma inclusiva por vários estudantes: a Alice Monteiro, que é a ilustradora; o Pedro Almeida, que tem uma criatividade e uma imaginação gigante, e escreveu o texto; e dois alunos autistas, o Cristian Gabriel, que tem uma capacidade organizacional também gigante; o Heitor César, que gosta muito de trabalhar texturas e outras coisas. O livro tem história, tem desenho, tem inclusão, sonho e infância”, conta o professor.

No livro, Danaerys é a coleguinha cubana, negra e migrante. Ela é acolhida pelos colegas, e se sente à vontade na escola nova. Dana fala com saudade de sua terra natal, e diz que tem um sonho: levar os coleguinhas para conhecer as praias de Cuba, porque ela morre de saudade das praias. “Dana vive sua identidade em outro país. Ela é a protagonista da história, é o que faz toda a diferença nesse livro”, avalia o orgulhoso professor.

 

Para participar é preciso fazer a inscrição. Clique aqui e garanta a sua vaga.

* Publicado originalmente em 12/11/2024.

17 de novembro – Dia Internacional dos Estudantes

O futuro do mundo e a correção de alguns erros registrados no percurso histórico da humanidade depende, e muito, das novas gerações, e os(as) estudantes têm papel fundamental nesta trajetória. Diante disto, o mundo celebra em 17 de novembro o Dia Internacional do Estudante, uma data que oportuniza lembrarmos da importância da educação no trajeto dos(as) estudantes, que lutam para alcançar seus objetivos de carreira e fazer a diferença.

É importante lembrar que a data faz uma homenagem a oito estudantes e um professor tcheco executados em 1939, mesmo ano em que 1.200 alunos da Universidade de Praga foram presos durante a Segunda Guerra Mundial. As dificuldades hoje são outras, mas trazem transtornos que, muitas vezes, forçam a saída precoce de jovens de escolas e universidades. Isto é um duro golpe para o crescimento do país, que perde futuros profissionais, líderes sociais ou trabalhadores(as) mais qualificados em todo o mundo.

Grande parte da nova geração, principalmente em países pobres, se depara com desafios que vão além das dificuldades encontradas na vida escolar, chegando a problemas de alimentação, estrutura adequada para o estudo, falta de escolas equipadas adequadamente para a prática educacional, conflitos dentro da própria casa, segurança, transporte adequado dentre outros pontos que afetam seu futuro. Mas do que nunca é necessário discutir e buscar soluções para problemas e dificuldades enfrentadas ao redor do mundo por estudantes dos mais variados países.

O Sinpro-DF tem lutado diariamente pelo respeito ao direito de cada criança, jovem e adulto de ter acesso a uma educação pública de qualidade, afinal, quando o povo tem acesso à educação pública de qualidade, tem acesso ao planejamento de um futuro que vem com mais possibilidade de emprego e renda. Mais que isso, uma educação pública de qualidade forma cidadãos e cidadãs com consciência crítica, capazes de questionar, de não se conformar e de lutar contra injustiças. Educação de qualidade é aquela que transforma a sociedade a partir do conhecimento. Investir na educação, com a valorização de seus profissionais, é imprescindível para consolidá-la como de qualidade.

MATÉRIAS EM LIBRAS

Educação em Destaque mostra entrevista com a diretora do Sinpro Mônica Caldeira

O episódio #95 do podcast Educação em Destaque, que vai ao ar nesta sexta-feira (15), às 12h, apresenta uma entrevista com a coordenadora da Secretaria de Assuntos e Políticas para Mulheres Educadoras do Sinpro, Mônica Caldeira. A dirigente sindical traz para o debate o assédio sofrido pelas mulheres, ressaltando que “não é fácil ser mulher. Qualquer mulher já foi assediada pelo menos uma vez na vida”.      

EDUCAÇÃO EM DESTAQUE é um programa semanal, que vai ao ar sempre às sextas-feiras, às 12h, produzido por Destaque 61 – Assessoria e Consultoria em Educação e Comunicação.

Proclamação da República: 135 anos

Há 135 anos, o Brasil ingressava na Era da República. Ainda que aos trancos e barrancos, iniciamos naquele 15 de novembro de 1889 uma construção coletiva de todos que acreditam na soberania popular e, mais do que isso, de todos que acreditam e confiam na sabedoria popular, que acreditam que pessoas são passageiras, mas as instituições devem ser fortalecidas, pois são permanentes e imprescindíveis para um Brasil melhor, para um Brasil de sucesso e progresso, para um Brasil com mais harmonia, com mais justiça social, com mais igualdade e solidariedade, para um Brasil com mais amor e esperança.

A diretoria colegiada do Sinpro acredita, também, que a República é o único caminho para a Democracia e o Estado Democrático de Direito, a forma de governo daqueles que acreditam na liberdade, na paz, no desenvolvimento, na dignidade da pessoa humana, no pleno emprego, no fim da fome, na redução das desigualdades, na prevalência da educação e na garantia de saúde de todas as brasileiras e brasileiros.

MATÉRIAS EM LIBRAS

Remanejamento externo: envio de carências estendido até 20/11

Devido a instabilidades no SIGEP, a Secretaria ampliou o prazo para que servidores(as) interessados em participar do processo enviem a lista de carências. O prazo termina na próxima quarta-feira, 20/11.

As demais datas do processo de remanejamento também devem sofrer alterações, e serão comunicadas em breve.

Pautas da classe trabalhadora no centro do debate do G20 Social

Desta quinta-feira (14) até sábado (16/11), o Rio de Janeiro recebe o G20 Social. A iniciativa busca ampliar a participação da sociedade civil nos processos decisórios do G20, grupo que reúne as 19 maiores economias do mundo, mais a União Europeia. O evento terá a participação ativa da Central Única dos Trabalha (CUT) e outras centrais sindicais, da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e de sindicatos de trabalhadores, que levarão como pauta a reflexão do mundo do trabalho a partir das mudanças tecnológicas, da emergência ambiental e da justiça social.

Palco montado para o G20 Social, na Praça Mauá, Rio de Janeiro. Foto: Franciéli Barcellos/G20 Brasil

O anúncio do g20 Social foi feio pelo presidente Lula na 18ª Cúpula de Chefes de Governo e Estado do G20, em Nova Délhi, na Índia, quando o Brasil assumiu simbolicamente a presidência do bloco.

Neste primeiro dia do G20 Social serão realizadas atividades autogestionadas pelas entidades sindicais. As discussões contribuirão para a construção e aprovação do texto “Transições no mundo do trabalho: garantir empregos de qualidade e promover a redução das desigualdades”. O material será apresentado junto com outras propostas das entidades civis no último dia do evento, quando será elaborado documento síntese da Cúpula Social.

Na atividade desta quinta-feira, a CNTE apresentou “A Carta de Fortaleza”, documento elaborado no Seminário Internacional da Educação, realizado no último mês de outubro, na capital do Ceará, com o lema “Do local ao global, fortalecendo a educação pública e a organização sindical!”. O seminário integrou a agenda de atividades do G20 Educacional.

A Carta de Fortaleza expressa preocupação e urgência em relação à situação da educação em nível global, além de apontar pautas que precisam ser assumidas por todos que defendem uma educação como direito.

“Em um momento em que os desafios enfrentados pelas nações exigem uma reflexão profunda e ações concretas, é imperativo que a educação pública, gratuita, laica, democrática, inclusiva, de boa qualidade e socialmente referenciada seja colocada no centro das prioridades dos países que compõem o G20”, diz trecho do documento. Entre os problemas da educação, o documento destaca a desvalorização profissional. “A valorização dos/as trabalhadores/as da educação não apenas melhora a qualidade do ensino, mas também contribui para a retenção e atração de talentos para a carreira docente”, aponta o texto. (Leia a íntegra da Carta de Fortaliza AQUI)

Essa é a primeira vez que os movimentos sindical e social estão integrados ao G20. Nos outros encontros, os debates sobre decisões a respeito de assuntos que afetam a economia mundial e, consequentemente, a vida da classe trabalhadora, ficaram restritos aos chefes de Estado. “Ficávamos à margem das discussões, realizando atividades paralelas que não eram nem reconhecidas. Agora, participamos institucionalmente”, afirma o presidente da CUT, Sérgio Nobre.

O sindicalista ainda destaca que as reflexões da classe trabalhadora não ficarão restritas ao Brasil. “Não vamos pensar, por exemplo, em geração de emprego no Brasil, ou a melhoria da saúde no Brasil. Nós vamos pensar no planeta, combater o desemprego, as desigualdades sociais no planeta. E a ideia é que nossas pautas sejam entregues ao presidente Lula para que ele coloque nos seus discursos com os líderes mundiais”, diz.

O documento “Transições no mundo do trabalho: garantir empregos de qualidade e promover a redução das desigualdades” que será apresentado na Cúpula Social do G20 pelas centrais sindicais brasileiras terá, ao menos, 20 demandas:

1 – Implementação de políticas de desenvolvimento econômico socialmente justo e ambientalmente sustentável, com redução das diferentes dimensões das desigualdades.

2 – Garantia de acesso público, universal e de qualidade à saúde, educação, aos serviços de cuidado e seguridade para as populações ao longo de toda a vida.

3 – Garantia de direitos trabalhistas, previdenciários e sindicais, revertendo processos de precarização do trabalho difundidos ao redor do mundo, revendo o estabelecimento de contratos de trabalho precários.

4 – Fortalecimento da liberdade de organização sindical e a negociação coletiva nos setores público e privado, combate de práticas antissindicais e garantia de autonomia dos trabalhadores na definição do sistema de financiamento sindical.

5 – Implementação da política de valorização salarial.

6 – Ampliação da adesão às Convenções da OIT, como a convenção 156, sobre a adoção de medidas para impedir que demandas familiares dificultem o acesso ao emprego e o crescimento profissional; criação de convenções que tratem das novas formas de trabalho mediadas pela digitalização e pelo uso da Inteligência Artificial.

7 – Ampliação das oportunidades orientadas pelos princípios do trabalho decente para mulheres, população negra, juventude, LGBTQIA+ e pessoas com deficiência, além de combater o trabalho escravo e erradicar o trabalho infantil.

8 – Atualização das regulações da jornada laboral de modo a limitar a fragmentação do tempo de trabalho por meio das novas tecnologias.

9 – Garantia de formação profissional permanente e de qualificação profissional para novos postos de trabalho em casos de empresas afetadas pela automação.

10 – Eliminação de processos produtivos prejudiciais à saúde dos trabalhadores garantindo saúde e segurança no trabalho.

11 – Garantia de proteção aos desempregados através de políticas como seguro-desemprego, formação profissional, intermediação de mão de obra e programas de transferência de renda.

12 – Instituição da renda básica universal como direito social, complementar aos direitos do trabalho.

13 – Implementação de tributação progressiva sobre renda e patrimônio e o aumento da tributação sobre grandes heranças e fortunas, lucros e dividendos para a criação de um fundo mundial para transição energética e o combate à pobreza e às desigualdades.

14 – Implementação de políticas de transição, recuperação e preservação ambiental que incluam a geração de trabalho decente e amparo para todas as comunidades afetadas.

15 – Garantia da valorização da agricultura familiar, da agroecologia, da economia circular e redução da poluição nas cidades e no campo.

16 – Implementação de investimentos em energia limpa, renovável e acessível, garantindo que a população tenha acesso a padrões de vida dignos e mobilidade.

17 – Ampliação dos investimentos em infraestrutura para uma produtividade ancorada em ciência e tecnologia e criação de empregos formais de qualidade e sustentáveis.

18 – Estabelecer infraestrutura econômica, social e ambiental para uma industrialização sustentável, revertendo o processo de reprimarização em países da periferia.

19 – Regulamentação do uso de tecnologias que impactam negativamente os postos e as condições de trabalho, de forma que as inovações sejam elementos de promoção e melhoria da vida em sociedade.

20 – Compartilhamento dos ganhos de produtividade advindos de avanços tecnológicos com os trabalhadores (por meio da redução da jornada de trabalho e da valorização dos salários) e com o Estado (arrecadação de tributos).

Estudantes dão aula na premiação do 2º Festival de Curtas do Sinpro

O conceito de felicidade é uma questão filosófica. Para Sócrates, a felicidade só poderia ser atingida por uma conduta virtuosa e justa. Aristóteles entendia felicidade como o fim que todo ser humano busca. Para Hannah Arendt, a felicidade se encontra na participação ativa na vida política e na construção do mundo comum. Na filosofia africana Ubuntu, a felicidade individual está diretamente ligada à felicidade do outro.

A premiação do 2º Festival de Curtas do Sinpro – Adélia Sampaio, realizada nessa quarta-feira (13/11), deu prosseguimento ao debate que atravessa os tempos. De realidades diversas, muitas vezes duras, estudantes das escolas públicas do DF fizeram análises sensíveis, críticas e impactantes sobre o que é felicidade ao elaborar filmes de até 5 minutos com o tema “Escola é Lugar de Ser Feliz”.

Para eles, felicidade é não conviver mais com o bullying; é ser acolhido por colegas da sala de aula; é sair de um lar conturbado e encontrar amizades verdadeiras; é ser livre para assumir a orientação sexual; é ter acesso ao conhecimento que liberta; é ter inclusão. Felicidade também é receber o apoio de um professor; é brincar na hora do recreio; é comer a merenda – muitas vezes, a única refeição do dia; é fazer rimas e grafites bem elaborados; é ter oportunidade para construir um futuro sem grades.

“Neste 2º Festival de Curtas do Sinpro, quem teve aula fomos nós, os professores e orientadores educacionais. É emocionante ver como os estudantes, independente da idade, fazem discussões tão profundas para que tenhamos uma sociedade onde haja mais paz, mais sorrisos, mais solidariedade, mais acolhimento, mais justiça”, avalia o diretor do Sinpro Raimundo Kamir.

Para o sindicalista, “o maior prêmio desta edição do Festival foi dado ao coletivo”. “Acredito que saímos daqui (da cerimônia de premiação), todos e todas, premiados. Discutimos, conjuntamente, o que nossa comunidade escolar quer e precisa para ser feliz. Apontamos falhas que embarreiram viver em felicidade, como a desvalorização da nossa categoria e a violência que nasce da ausência do Estado e invade as escolas. Mostramos que as escolas públicas são definitivas para a formação de crianças e jovens, e que é necessário investimento para a educação. Esses ensinamentos serão espalhados e, com certeza, contribuirão para a construção de um DF e um Brasil melhor.”

A chegada
Cerca de 40 minutos antes do horário de início da cerimônia de premiação do 2º Festival de Curtas do Sinpro, agendada para 14h, ônibus lotados de estudantes de várias cidades do DF começaram a chegar ao Cine Brasília.

Tanto os pequenos como os mais crescidos observavam atentamente o espaço que abrigou figuras ilustres da cinematografia e exibiu obras revolucionárias para o cinema brasileiro.

De uniforme escolar, os estudantes entraram curiosos no último cinema de rua do DF, projetado por Oscar Niemeyer, por onde já passaram o cineasta Vladimir Carvalho, a atriz Sônia Braga, o músico e cantor Paulo Miklos e tantos outros. Fizeram pausa para registrar o momento com selfies e, claro, para pegar a pipoca. Afinal, a sessão estava prestes a começar.

Da esquerda para direita: Lehandro Lira, jurado; Joana Darc, diretora do Sinpro; Cleber Soares, representante da CUT e diretor do Sinpro


A sessão

Em poucos minutos após a abertura da sala de cinema, os mais de 600 lugares do Cine Brasília foram ocupados quase que completamente. E não demorou muito para que os gritos de “já ganhou” começassem, antes mesmo que fossem exibidos os 25 curtas selecionados pela Comissão Julgadora do 2º Festival de Curtas do Sinpro.

“Hoje não teremos os melhores. Teremos os melhores momentos dos curtas selecionados, pois cada um já deu o melhor de si”, disse o jurado Lehandro Lira, diretor de arte, arte educador, coreógrafo e ativista cultural.

Ao lado dele, a diretora do Sinpro Joana Darc afirmou que os estudantes levariam aquele momento para sempre na lembrança. “Lançamos a semente. Daqui, muita coisa boa vai sair, principalmente a ideia de que realmente precisamos de mais livros e menos armas. E, para isso, é urgente mais investimento na educação”, afirmou.

Como representante da Central Única dos Trabalhadores (CUT), o diretor do Sinpro Cleber Soares seguiu a linha de Darc, e completou: “Uma escola só é feliz se for cuidada. E escola cuidada é escola que tem investimento do governo”, disparou, e recebeu aplausos que confirmaram que esse era um pensamento compartilhado por todos ali.

Minutos depois, as luzes se apagaram. No telão, o aviso: “Desliguem os celulares. A sessão vai começar”. O público foi à loucura. Faltava pouco para o anúncio dos grandes vencedores.

A premiação
Abraços, pulos, sorrisos, gritos a cada anúncio dos curtas que se destacaram nas categorias do 2º Festival de Curtas do Sinpro. Não importava a idade. Alguns se emocionaram, outros fizeram dancinha no palco. Comemorações de fazer inveja a vencedores do Oscar.

Rafael Francisco, de 10 anos, foi o protagonista do curta “O Bruxinho que Atrasava o Conhecimento”. A história traz uma criatura que invade a sala de aula e joga um feitiço nos estudantes para que ninguém mais consiga aprender. O que essa criatura não esperava era que ali, naquele espaço de conhecimento, havia a arma perfeita para combate-la. “Eu criei essa história. Ela saiu da minha cabeça. No dia, eu estava inspirado, e aí disse: tio, bora fazer desse jeito? Aí ele topou, arrumou algumas coisas que eu tinha falado, e aí foi”, contou orgulhoso. O curta, realizado pela Escola Classe 12 do Gama, foi o escolhido na categoria Educação Infantil.

Para o professor Higor Lucas da Rocha Alencar, do CED Darcy Ribeiro, no Paranoá, o Festival de Curtas do Sinpro proporcionou aos estudantes da unidade escolar a consciência de que eles também podem fazer cinema. “Têm alunos nossos que nunca foram ao cinema. Com o Festival de Curtas, nós levamos até os estudantes não só a oportunidade de virem ao Cine Brasília, de prestigiarem os outros colegas, mas também de fazer filmes. Isso é fantástico”, avaliou o docente que coordenou a elaboração do curta “Epílogo”, um stop motion de papel, escolhido na categoria Ensino Fundamental.

Já o professor Francisco Celso Leitão Freitas, do Núcleo de Ensino da Unidade de Internação da Santa Maria, avalia que os curtas exibidos no Festival promovido pelo Sinpro “mostram a potência da educação pública do DF”. “Costumo dizer que a linguagem artística toca muito mais mentes e corações do que qualquer discurso eloquente. A sétima arte é uma ferramenta muito poderosa de educomunicação, ainda mais em um espaço de silenciamento tanto das vozes quanto dos corpos.” Ele coordenou o curta “Violência Nunca Mais!”, vencedor da categoria Educação do Sistema Socioeducativo ou do Sistema Prisional.

Além da premiação dos curtas escolhidos em cada uma das categorias do Festival do Sinpro, também foram entregues menções honrosas para filmes que se destacaram. “Foram muitos trabalhos maravilhosos. É preciso reconhecer a dedicação, o empenho e, principalmente, o olhar crítico dos nossos estudantes, professores, orientadores educacionais, dos trabalhadores que fazem a merenda, dos que realizam a limpeza das unidades escolares. Toda a comunidade escolar foi envolvida nesses trabalhos, o que mostra que escola é também um lugar de partilha, de horizontalidade, de trabalho em conjunto. Definitivamente, escola é lugar de ser feliz”, afirma a diretora do Sinpro Letícia Montandon.

> Acesse aqui o álbum de fotos da premiação

Ao todo, cinco filmes receberam premiação de melhor curta (Veja lista abaixo) nas categorias Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio e Educação do Sistema Socioeductivo ou do Sistema Prisional), além da avaliação do Júri Popular.

O próximo Festival de Curtas do Sinpro – Adélia Sampaio será em 2025. A contagem regressiva para a terceira edição já começou.

PREMIADOS

Educação Infantil

O Bruxinho que Atrasava o Conhecimento
Escola Classe 12 do Gama
ACESSE AQUI


Educação Fundamental

Epílogo
Centro Educacional Darcy Ribeiro
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Ensino Médio

Mundo de Papel
Centro Educacional do Lago Norte
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Educação do Sistema Socioeducativo ou do Sistema Prisional

Violência Nunca Mais!
Núcleo de Ensino da Unidade de Internação de Santa Maria
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 Júri Popular

Pétalas do Ébano
Centro de Ensino Médio Integrado do Gama
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MENÇÃO HONROSA

Educação Infantil

Escola é Lugar de Ser Feliz
Escola Classe 06 de Taguatinga
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A Turma Feliz
Escola Classe 12 do Gama
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Ensino Fundamental

Horinhas de Descuido
CEF Gan
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Valores
Centro Educacional Darcy Ribeiro
ACESSE AQUI

Ensino Médio

Bia e Tiago
Centro de Ensino Médio Elefante Branco
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Educação do Sistema Socioeducativo ou do Sistema Prisional

Esperançar, Educar, Ressignificar
Núcleo de Ensino da Unidade de Internação da Santa Maria
ACESSE AQUI

 

MATÉRIAS EM LIBRAS

Não haverá expediente no Sinpro nesta sexta-feira, 15/11

Em virtude do feriado da Proclamação da República, a diretoria colegiada do Sinpro informa que não haverá expediente na sede e nas subsedes do sindicato nesta sexta-feira, 15 de novembro. O atendimento voltará ao normal na segunda-feira, 18.

Desejamos um bom feriado a todos e todas!

14 de novembro | Dia Nacional da Alfabetização

Dia 14 de novembro é o Dia Nacional da Alfabetização. No Brasil, há que se comemorar que, hoje, 93% da população está alfabetizada, mas isso não anula a necessidade de incluir os demais 7% que não estão – número que representa quase 15 milhões de pessoas.

Os dados mencionados são do Censo Demográfico do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2022, que também identificou que jovens de 15 a 19 anos representam o grupo com menor taxa de não alfabetização (1,5%). O grupo de 65 anos ou mais permaneceu com a maior taxa (20,3%) – ainda muito alta!

Essas informações indicam que o fortalecimento da Educação de Jovens e Adultos (EJA) é estratégia central para a erradicação do analfabetismo no Brasil. Entretanto, infelizmente, o que se vê no Distrito Federal, por exemplo, é justamente o contrário: o governo Ibaneis/Celina tem promovido o sucateamento e o desmonte da EJA.

São necessárias ações de ampla divulgação das turmas e de facilitação do acesso e permanência dos e das estudantes nessa modalidade de ensino, mas o que se vê é o contrário. Além disso, o GDF insiste em não valorizar a categoria responsável pela alfabetização da população.

>>> Leia mais: Educação de Jovens e Adultos em crise: o descaso do governo Ibaneis-Celina

 

Analfabetismo e desigualdade

Os índices de alfabetização também revelam desigualdades raciais e regionais. O Censo 2022 apontou que a taxa de analfabetismo de pessoas de cor ou raça branca e amarela com 15 anos ou mais era de 4,3% e de 2,5%, respectivamente, enquanto a taxa de analfabetismo de pretos, pardos e indígenas na mesma faixa etária era de 10,1%, 8,8% e 16,1%, respectivamente.

A Região Sul tem a maior taxa de alfabetização de pessoas com 15 anos ou mais: 96,6%. Enquanto isso, o percentual de alfabetização da Região Nordeste, embora tenha se ampliado, ainda é o mais baixo do país, com 85,8%.

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