Premiação do 2º Festival de Curtas será dia 13, no Cine Brasília

O Sinpro realizará na próxima quarta-feira (13/11) a cerimônia de premiação do 2º Festival de Curtas – Adélia Sampaio. A atividade será às 14h, no Cine Brasília.

 

 

“Realizaremos uma sessão histórica, com a exibição dos curtas selecionados e, em seguida, a premiação dos grandes vencedores. Esse será um momento que fará parte da história do Sinpro. Isso porque nosso sindicato acredita que a arte, sobretudo quando aliada à educação, é ferramenta poderosa de transformação social, pois gera reflexão, criticidade”, afirma o diretor do Sinpro Raimundo Kamir.

A Comissão Julgadora do festival selecionou 25 filmes, entre as categorias Educação Infantil; Ensino Fundamental; Ensino Médio e Educação do Sistema Socioeducativo ou do Sistema Prisional. Será premiado apenas um curta de cada uma dessas categorias. Também receberá prêmio o curta mais votado pelo júri popular.

A segunda edição do Festival de Curtas do Sinpro escolheu como tema “Escola é Lugar de Ser Feliz”. O objetivo é incentivar estudantes e toda a comunidade escolar a refletirem sobre os fatores geradores de violência dentro das escolas, além de analisar a quem se pode atribuir a responsabilidade desse fenômeno e as ações necessárias para garantir um ambiente escolar pavimentado na cultura de paz.

O Festival de Curtas do Sinpro é exclusivo para estudantes da rede pública de ensino do DF.

 

Veja lista dos 25 filmes selecionados pelo júri popular

>> Educação Infantil

O Bruxinho que Atrasava o Conhecimento
Escola Classe 12 do Gama
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Escola é Lugar de Ser Feliz
Escola Classe 06 de Taguatinga
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A Turma Feliz
Escola Classe 12 do Gama
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Reflexões de um Diário: O Impacto do Bullying
Escola Classe 65 de Ceilândia
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Entramos na Trend
Escola Classe 416 Sul
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O Sorrir Faz Parte da Nossa Escola
Centro de Ensino Especial 02 de Brasília
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Ensino Fundamental

Epílogo

Centro Educacional Darcy Ribeiro
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Horinhas de Descuido
CEF Gan
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Valores
Centro Educacional Darcy Ribeiro
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Acolher
Centro de Ensino Fundamental 602 do Recanto das Emas
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A Luz que se Apaga
Centro Educacional Darcy Ribeiro
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Queremos Crescer
Centro Educacional Darcy Ribeiro
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Superprofessores: Como Eles Estão Mudando a Educação
Centro de Ensino Fundamental 35 de Ceilândia
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VHS
CEF 113 do Recanto das Emas
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Escola, Lugar de Paz: Um Olhar Revolucionário para a Educação
Centro de Ensino Fundamental 35 de Ceilândia
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O Segredo do Ambiente: Como o Lugar Onde Estamos nos Transforma
Centro de Ensino Fundamental 35 de Ceilândia
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>> Ensino Médio

 

Mundo de Papel
Centro Educacional do Lago Norte
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Bia e Tiago
Centro de Ensino Médio Elefante Branco
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O Voleibol como Ferramenta de Inclusão
Centro Educacional Dona América Guimarães – Arapoanga
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Pétalas do Ébano
CEMI Gama
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Vivências do RAP na Escola
Cemi – Gama
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gALIENhada
Centro de Ensino Médio 01 do Paranoá
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Vivendo com Altas Habilidades/Superdotação
Polo de Altas Habilidades – CAIC Santa Maria
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>> Educação do Sistema Socioeducativo ou do Sistema Prisional

 

Violência Nunca Mais!
Núcleo de Ensino da Unidade de Internação de Santa Maria
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Esperançar, Educar, Ressignificar
Núcleo de Ensino da Unidade de Internação da Santa Maria
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SERVIÇO

Premiação do 2º Festival de Curtas do Sinpro – Adélia Sampaio: “Escola é Lugar de Ser Feliz”

Data: 13 de novembro de 2024
Horário: 14h
Local: Cine Brasília, SHCS EQS 106/107, s/nº – Asa Sul

 

* Publicado originalmente em 07/11/2024.

CAMPANHA SALARIAL: 19,8% JÁ! RUMO À META 17

A Campanha Salarial 2024 da categoria do magistério público está a todo vapor! Neste ano, a reivindicação é pelo reajuste imediato de 19,8%, rumo à meta 17 do Plano Distrital de Educação.

O índice de 19,8% repõe as perdas inflacionárias geradas de janeiro de 2019 a dezembro de 2023. Já a meta 17 do PDE equipara o vencimento básico de professores(as) e orientadores(as) educacionais à média da remuneração das demais carreiras de servidores públicos do DF de escolaridade equivalente. Aplicada a meta 17, o reajuste da remuneração ultrapassaria o índice de 67%.

O Sinpro lembra que as principais estratégias de qualquer Campanha Salarial são unidade e mobilização. Assembleias, atos, manifestações e demais atividades devem ter participação massiva da categoria.

 


O engajamento dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais também deve ser nas redes. O Sinpro vem publicando em seus veículos de comunicação uma série de peças que abordam a Campanha Salarial e a pauta de reivindicação vinculada. É essencial que esses materiais sejam curtidos, comentados e compartilhados para ampliar visualização e alcance, reforçar a mensagem e fortalecer o apoio público à luta.

Paralelamente, de forma responsável e comprometida, a Comissão de Negociação do Sinpro vem atuando junto ao GDF para construir os caminhos possíveis ao atendimento da pauta de reivindicações da Campanha Salarial. Para dar peso à luta, vem sendo articulado o apoio de parlamentares e de outros órgãos, como o Ministério Público, por exemplo.

O Sinpro ainda lembra que a pauta de reivindicação da Campanha Salarial caminha paralela à luta pela nomeação de todos(as) os(as) aprovados(as) no último concurso público do magistério, para além das vagas imediatas e do cadastro reserva; pelo cumprimento integral e célere do acordo de greve de 2023; pelo fim da superlotação das salas de aula; pela construção de escolas; por merenda de qualidade; pelo fortalecimento da EJA (Educação de Jovens e Adultos) e do Batalhão Escolar e do PDAF (Programa de Descentralização Administrava e Financeira); além de investimento na Educação Inclusiva e da defesa do Ensino Médio.

19,8% já!
Segundo o Dieese, a inflação dos últimos cinco anos no DF ficou em 33,3%. Em contraponto, o reajuste salarial do magistério acumulado no período de abril de 2022 a dezembro de 2023 foi de 11,3%. O reajuste de 19,8%, funciona, portanto, como um percentual de reposição de perdas inflacionárias.

Nesse acumulado, são considerados a primeira das seis parcelas do reajuste de 18% imposto pelo governador Ibaneis, realizado em julho de 2023; além da primeira parcela referente à incorporação da Gaped/Gase ao vencimento, paga em outubro do ano passado, após luta intensa da categoria.

Matéria publicada originalmente em 30 de abril de 2024, com edições

 

Consciência crítica e sensibilidade marcam XIV Concurso de Redação e Desenho

 

“Acredite! Você pode fazer o que quiser”. Alice Monteiro Torres tem apenas dez anos, mas já faz falas potentes como essa. Estudante do Ensino Fundamental da Escola Classe Riacho Fundo, a menina transferiu ao desenho elaborado para o XIV Concurso de Redação e Desenho do Sinpro o mesmo senso crítico e sensibilidade. Na obra, cenas cotidianas registradas nas escolas compõem a bandeira do Brasil, sem que isso fique evidente. No centro, a frase: “Construir-se como pessoa, transformar o mundo”, de Paulo Freire.

 

>>Acesse AQUI caderno com o trabalho de todos os vencedores do XIV Concurso de Redação e Desenho do Sinpro

 

Luiza da Costa Vieira é um pouco mais crescida, tem 16 anos. Ela cursa o Ensino Médio no CED Agrourbano Ipê, no Riacho Fundo II, e escolheu a modalidade redação para concorrer no XIV Concurso de Redação e Desenho do Sinpro. Em um texto emocionante, que cita até o filósofo Immanuel Kant, a menina faz um desabafo quanto à opressão imposta dentro do ambiente escolar a grupos historicamente excluídos.

“Eu, como mulher negra, escuto muitas ‘piadas’ que, de fato, me deixam muito triste. As pessoas estão normalizando essas falas nas escolas. Falam e depois dizem que estão brincando. Mas ao meu ver, todo tipo de piada que mexe com uma característica física da pessoa ou com algo muito sensível para alguém não é brincadeira. E a normalização disso vem me deixando preocupada”, afirma a jovem.

Assim como Alice e Luiza, os(as) outros(as) estudantes vencedores(as) do XIV Concurso de Redação e Desenho do Sinpro imprimiram consciência crítica e sensibilidade como principais marcas dos trabalhos premiados na cerimônia realizada nessa quinta-feira (7), na sede do Sinpro.

“Há grandes potenciais nas escolas públicas. Em todas as salas têm muitas crianças talentosas. O que falta é oportunidade para mostrar isso”, afirma a professora Francinéia Soares, da Escola Classe Córrego do Arrozal Sobradinho. Ela acompanhou a produção da estudante Isa Emanuele Martins Soares, que levou o 1º lugar na categoria Redação I.

“Essa iniciativa do Sinpro é importantíssima. São temas delicados de trabalhar. Comecei a participar do concurso em 2019, quando o tema foi feminicídio, que é um tema complicado de tratar com as crianças. Então, com o concurso, levamos esse importante debate para dentro das escolas, trazendo isso para as crianças de forma crítica e fazendo reflexões de como podemos contribuir para mudanças. Acredito que aqui, com essa iniciativa, plantamos sementes para um futuro com pessoas mais preparadas dentro da sociedade”, avalia a professora Klévia Lima, que atua na turma de altas habilidades do CAIC JK, no Núcleo Bandeirante.

Emocionada, a diretora do Sinpro Letícia Montandon, que coordenou o XIV Concurso de Redação e Desenho do Sinpro, diz que a atividade vem alcançando resultados surpreendentes.

“É maravilhoso ver que dentro das escolas públicas, o lugar que a gente atua, que a gente defende, há pessoas, e muitas pessoas, que querem um mundo melhor, com mais justiça, inclusão, direitos. E quando eu falo pessoas, eu falo de estudantes, professores, orientadores educacionais, familiares, enfim, toda a comunidade escolar. O Concurso de Redação e Desenho do Sinpro dá espaço para que essas pessoas se mostrem, aprendam e ensinem ao mesmo tempo. E todos esses debates que promovemos não ficam restritos ao ambiente escolar: eles transpassam os muros das escolas”, afirma a sindicalista.

XIV Concurso de Redação e Desenho do Sinpro

Nesta edição, o Concurso de Redação e Desenho do Sinpro teve como tema: “Escola É Lugar de Ser Feliz”. Entre os objetivos está “incentivar estudantes da rede pública de ensino do DF fortalecerem a ideia de escola como um ambiente de paz e conhecimento; denunciar os problemas que levam a violência para dentro das escolas, além de indicar o que é necessário fazer para prevenir e combater qualquer tipo de agressão no ambiente escolar”.

O XIV Concurso de Redação e Desenho do Sinpro registrou 3.348 inscrições. O aumento é de 40% em relação ao concurso anterior, quando foram inscritos 2.390 trabalhos. Se comparado ao concurso de 2022, o crescimento é de mais de 100%. Acategoria mais procurada foi a Desenho II, que abrange 1º, 2º e 3º ano do Ensino Fundamental. Só para esta categoria, somam-se 859 inscritos(as).

Foram premiados os três primeiros lugares de cada uma das 11 categorias. Também foram contemplados professores(as) ou orientadores(as) indicados(as) pelos(as) estudantes vencedores(as) de cada categoria.

 

MATÉRIAS EM LIBRAS

Ato político-cultural celebra o Mês da Consciência Negra debatendo os desafios da população negra no Brasil

O Sinpro-DF, em parceria com o Sindicato dos Bancários, organiza a atividade político-cultural Manifestações culturais negras: Luta e resistência de um povo para o dia 18 de novembro em reflexão ao Dia da Consciência Negra. Repleta de apresentações culturais, a atividade se propõe a debater os desafios da população negra no Brasil. O evento acontecerá a partir das 19h, no Teatro dos Bancários (EQS 314/315 BL A – Asa Sul), e será aberto para professores(as) e orientadores(as) educacionais e bancários.

Para participar é preciso fazer a inscrição. Clique aqui e garanta a sua vaga.

Márcia Gilda, diretora do Sinpro, ressalta que além de celebrar o Dia da Consciência Negra, o ato representa um grito de resistência da população negra no Brasil. “O dia 20 de novembro não é uma data festiva, mas um dia de luta, de resistência. A partir da reflexão e de expressões culturais, possibilitamos vivenciar, discutir e propor ações de enfrentamento ao racismo na busca por uma sociedade com mais equidade”, ressalta.

Participe deste momento de luta, reflexão e debate por um mundo melhor e mais justo.

 

Confira um pouco mais sobre as atrações:

  1. De Cuba para a Ruralzinha: protagonismo infantil e inclusão rendem livro infantil

Saltei em Cuba e vim parar na Ruralzinha é o livro produzido pela classe especial do professor Hélder da Silva, da Escola Classe Riacho Fundo. Tem como protagonistas as crianças e a inclusão, o resultado foi a elaboração uma obra infantil produzida pela classe especial do professor Hélder da Silva, da Escola Classe Riacho Fundo.

 

  1. Peça teatral Corpo Fechado

Dirigida pelo professor Valdeci Moreira, que é fundador, diretor e idealizador da Companhia de teatro “Semente”‘. A Companhia tem como missão prática, a releitura de grandes obras literárias de autores brasileiros, dando corpo, voz e sentimento aos mais diversos personagens das mais maravilhosas cenas. A ideia é se contrapor a unilateralidade de como a história das pessoas e dos eventos que marcaram a nossa formação enquanto povo.

Para o diretor do Sinpro Carlos Fernandes, esta apresentação teatral irá oportunizar a todos os agentes da educação do DF, um olhar negro sobre a cultura brasileira. É preciso ser sempre antirracista!

 

  1. Companhia de Dança Corpus Entre Mundos

A Companhia de Dança Corpus Entre Mundos apresentará o espetáculo SENUTSOC, que significa A gente se acostuma, mas não deveria, trecho do poema Eu sei mas não devia, de Marina Colasanti. É um despertar da potência individual e fortalecimento do coletivo, trazendo vida e ancestralidade à palavra no movimento Ubuntu: Eu sou o que nós somos.

 

Para a diretora do Sinpro Ana Cristina, a arte e a educação são armas poderosas para combater o racismo, o preconceito e a discriminação racial em defesa de direitos que garantam a dignidade, a equidade, o respeito e acima de tudo a vida. “Este 20 de novembro tem um simbolismo especial por ser o primeiro ano que temos esta data como um feriado nacional, uma reivindicação história do movimento negro e um reconhecimento de um dos nossos heróis negros deste país, Zumbi dos Palmares”, ressalta Ana Cristina.

Faça sua inscrição

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Artigo | Novo Plano Nacional de Educação: um desafio para próxima década

A educação é um ato de amor, por isso, um ato de coragem.

Não pode temer o debate.

A análise da realidade.

Não pode fugir à discussão criadora,

sob pena de ser uma farsa. (Paulo Freire)

 

(*) Por Rosilene Corrêa Lima

Em junho, poucos meses antes do aniversário de 103 anos de nascimento do educador Paulo Freire (Recife, 19/09/1921 – São Paulo, 02/05/1997), Patrono da Educacional Nacional e do Distrito Federal, a Câmara dos Deputados aprovou a extensão do atual Plano Nacional de Educação-PNE (2014-2024), para 31 de dezembro de 2025.

Conforme depoimento da deputada Socorro Neri (PP-AC), a extensão se fez necessária para que não houvesse descontinuidade no planejamento educacional no Brasil, uma vez uma vez que o projeto do novo plano (PL 2614/24), de autoria do Poder Executivo, com 18 objetivos para serem cumpridos até 2034, aguarda votação na Câmara.

Enviado pelo Planalto em 26 de junho, o novo PNE, que é um plano de Estado e não de governo, requer, em seu processo de aprovação e implementação, um amplo processo de diálogo para que, nesta próxima década, o Brasil não passe pelo vexame de ver atingidos apenas 3 dos 56 indicadores aprovados no PNE de 2014.

O deputado Reimont (PT-RJ) aponta que as metas não foram cumpridas por uma descontinuidade do processo de educação que vinha sendo construído no País, como, por exemplo, o impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff. Entretanto, quaisquer que sejam as razões do fracasso, a educação brasileira não pode se dar o direito fracassar por mais um decênio.

Para isso, ainda é tempo de apreender e inserir no novo PNE as contribuições inovadoras e revolucionárias de Paulo Freire, reconhecidas globalmente, para que as novas gerações possam se educar por meio de uma conscientização crítica e de uma aprendizagem dialógica, onde “educando/a e educador/a” possam colaborar, em parceria, no maravilhoso processo da aprendizagem.

Nesse sentido, o Novo PNE, elaborado a partir de consulta com os diversos setores e segmentos da Educação brasileira, sobretudo com os insumos da última Conferência Nacional de Educação (Conae), convocada pelo Decreto-Lei n. 11.697/23 e realizada em Brasília, em janeiro/24, que, em sua Plenária Final, avaliou o documento-referência do novo PNE (2024-2034).

O tema da Conae 2024 – “Plano Nacional de Educação 2024-2034: política de Estado para garantia da educação como direito humano com justiça social e desenvolvimento socioambiental sustentável”, pautou as diretrizes propostas pelo Ministério da Educação (MEC) em busca de uma melhor compreensão dos problemas atuais e das necessidades presentes e futuras da Educação brasileira.

Embora o Novo PNE apresente uma base sólida de diretrizes, objetivos, metas e estratégias para a Educação no País, seu sucesso vai depender, principalmente, de sua articulação com os planos decenais de educação nos municípios, nos estados e no Distrito Federal. Uma mesma direção pedagógica depende da adesão nacional dos e das profissionais da educação, dos governos e da sociedade brasileira. Dela depende, em grande parte, o sucesso do novo PNE.

 

(*) Rosilene Corrêa Lima – vice-presidenta do PT-DF. Diretora da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). Ex-diretora do Sinpro-DF.

Artigo publicado, originalmente, na Revista Xapuri, em 1º/11/2024.

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PLOA 2025: GDF escamoteia redução de recursos para a educação

O projeto de lei orçamentária anual (PLOA) para 2025 estima um montante de R$ 66,6 bilhões para o Distrito Federal. O valor reservado à educação, entretanto, além de ser insuficiente para as necessidades do setor, apresenta uma série de inconsistências e polêmicas. A análise foi compartilhada pelo Sinpro e parlamentares, após apresentação do texto do projeto de lei por técnicos da área econômica do GDF em audiência pública realizada nesta quarta-feira (6/11), na Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF) da Câmara Legislativa.

“Nós do Sinpro marcamos presença na audiência na CEOF e mostramos que não abriremos mão da garantia de recursos suficientes para a educação no orçamento de 2025. Sem isso, não há valorização profissional, não há ensino público de qualidade. Nos manteremos firmes em mais essa batalha”, afirma a diretora do Sinpro Márcia Gilda.

 

 

Uma das primeiras observações feitas pelo deputado Gabriel Magno (PT) quanto ao PLOA 2025 foi a redução de R$ 52,7 milhões nos recursos do Fundo Constitucional do Distrito Federal para a educação.

A proposta, enviada pelo Executivo local à CLDF no último dia 15 de setembro, contraria a perspectiva de incremento de mais de R$ 300 milhões apresentada pelo próprio governo durante a discussão da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 2025, no primeiro semestre deste ano.

O deputado ainda apontou inconsistência nos números da PLOA para a educação. “O orçamento da educação é de R$ 14,3 bi, só que quando a gente pega todas as unidades orçamentárias e soma, dá R$ 12,9 bi. Onde está afixada essa diferença de valores?”, questionou.

Outro ponto polêmico é a manobra feita pelo GDF para atingir o mínimo constitucional de 25% de recursos para a educação. Na contramão de legislações vigentes, o governo insere no percentual os recursos voltados ao passe livre estudantil e à Universidade do DF, mesmo que a lei vete que despesas com educação superior sejam computadas para limite dos mínimos constitucionais.

Durante a audiência pública, o deputado Gabriel Magno afirmou que incluir no mínimo constitucional valores que não são de competência da educação significa “diminuição de recurso para as escolas, para reformas, para pessoal”. Na mesma linha, a deputada Paula Belmonte (Cidadania) abordou a questão da transferência da responsabilidade orçamentária pelo passe estudantil ser da Secretaria de Educação. “Precisamos entender qual é a estratégia política do governo. Estamos falando aqui de aumentar acessibilidade do passe estudantil, vamos começar a falar de gratuidade, que é algo que concordamos 100%. Mas isso vai cair na conta de quem? Na conta dos alunos e dos professores.”

Ainda na área de educação, chama atenção no PLOA os aumentos indicados para o setor: todos voltados a instituições privadas.

Questionados se a PLOA garantia recursos para cumprir os acordos firmados com os diversos setores do funcionalismo público, inclusive com o magistério público, os representantes da Secretaria de Economia do GDF titubearam. Segundo eles, em evidência, estão garantidos recursos para cumprir com o reajuste salarial de 6%, firmado até a metade de 2025.

O cronograma de eventos referente à tramitação do PLOA 2025 na CLDF indica para dia 12 de novembro a apreciação e votação dos pareceres parciais do PLOA.

Acordo
Por meio de acordo articulado por um conjunto de parlamentares que defendem a educação pública, estão garantidas as correções de emendas voltadas à educação e vetadas na Lei de Diretrizes Orçamentárias 2025.

Assista à audiência pública AQUI

 

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Formação sindical em Caldas Novas para a 35ª turma de aposentados(as) foi um sucesso

O Sinpro-DF realizou, entre os dias 28 e 31 de outubro, a 35ª turma do curso de formação sindical para aposentados(as) sindicalizados(as), em Caldas Novas, Goiás. Cerca de 50 professores(as) e orientadores(as) educacionais aposentados(as) filiados(as) à entidade participaram da atividade, considerada um sucesso tanto pelos(as) participantes quanto pela diretoria do sindicato. O evento teve o objetivo de aprofundar o envolvimento dos(as) aposentados(as) da categoria no movimento sindical, mantendo-os(as) informados(as) sobre questões políticas e sociais, além de proporcionar um ambiente de lazer e convivência.

O curso é uma parceria entre o Sinpro-DF e a Escola da CUT da Região Centro-Oeste (ECOCUT) e visa a proporcionar a continuidade da formação sindical. Para muitos(as), essa foi a oportunidade de participar de um curso que não haviam conseguido realizar enquanto estavam na ativa. A proposta é promover aprendizado, fortalecer os laços de solidariedade entre os(as) participantes incentivados a se manterem ativos no movimento sindical e social.

Elineide Rodrigues, coordenadora da Secretaria para Assuntos de Aposentados, destacou a importância do curso, ressaltando que a combinação de estudos e momentos de lazer em Caldas Novas contribui para o sucesso da iniciativa. “A cidade, com suas águas termais, oferece um ambiente de bem-estar para os aposentados(as), que, muitas vezes, estão na faixa etária acima de 50 anos. Além de aprenderem, eles e elas também se divertem, fazem novas amizades e renovam os laços com o movimento sindical”, afirmou.

Durante a primeira etapa do curso, os participantes debateram temas relevantes, como o contexto político atual no Distrito Federal, no Brasil e no mundo. A discussão sobre a mulher trabalhadora aposentada foi um dos pontos centrais. Elineide enfatizou como a participação da mulher na sociedade e no mercado de trabalho se transformou ao longo dos anos, desafiando as estruturas patriarcais e garantindo o espaço da mulher no mercado de trabalho, na aposentadoria e em movimentos sociais. A reflexão gerada durante os debates trouxe uma energia positiva para todos(as) os(as) presentes, que se sentiram empoderados para continuar sua jornada de participação política.

A segunda etapa do curso está prevista para o primeiro semestre de 2025, quando outros(as) aposentados(as) que não puderam participar da primeira fase terão a oportunidade de se aprofundar no conteúdo. O curso é realizado anualmente, sendo a primeira etapa realizada no segundo semestre, geralmente, entre outubro e novembro; e, a segunda, no primeiro semestre do ano seguinte. A pré-inscrição para participar da atividade deve ser feita na Secretaria de Aposentados do Sinpro, com a funcionária Elieuza, para que os interessados possam garantir sua vaga.

Além das palestras e debates, o Sinpro-DF disponibiliza o transporte para os(as) participantes, que são acompanhados(as) por diretores(as) do sindicato e da Secretaria para Assuntos de Aposentados. No fim do curso, os(as) participantes recebem um certificado de conclusão, emitido pela Escola da CUT e pela Secretaria de Formação do Sinpro. Este curso é uma oportunidade valiosa para os(as) aposentados(as) se manterem atualizados(as) sobre temas importantes e continuarem a contribuir para o fortalecimento do movimento sindical, mostrando que a luta não tem prazo de aposentadoria.

 

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Sinpro participa de reunião pública sobre a falta de bibliotecários escolares no DF

Na noite de segunda-feira, 4 de novembro, a Comissão de Educação, Saúde e Cultura (CESC) da Câmara Legislativa promoveu uma reunião pública sobre a falta de bibliotecários escolares no DF. A coordenação dos trabalhos foi do presidente da CESC, deputado distrital Gabriel Magno (PT).

O Sinpro esteve presente na mesa de debates, representado pela diretora Élbia Pires. Além de Élbia e Gabriel, compuseram a mesa o presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia – 1, Johnathan Pereira Alves Diniz, e o presidente do Conselho Federal de Biblioteconomia, Fábio Cordeiro.

O parlamentar abriu as discussões sobre o déficit de bibliotecários na rede pública de educação do DF. “As bibliotecas são muito importantes na difusão do livro e da leitura, e nós sabemos que as bibliotecas escolares atendem a comunidade”, apontou Gabriel Magno. “Mas elas têm diminuído a oferta desse serviço porque faltam servidores”, disse.

Em alguns casos, o GDF promove uma substituição de bibliotecários por professores readaptados, o que prejudica a dinâmica da biblioteca e o trabalho de ambos os profissionais. “Os trabalhos se complementam, um não pode substituir o outro, porque o trabalho do professor na biblioteca é pedagógico”, destacou Gabriel.

Para o deputado, o grande problema da educação pública é a falta de recursos, e é, mais uma vez, essa questão que se verifica na falta de bibliotecários e bibliotecárias na rede.

Representando o Sinpro-DF na mesa, a dirigente Élbia Pires concorda. “Hoje, custos do passe livre e da universidade distrital estão inseridos no orçamento da educação básica, mas não deveriam”, enfatizou ela, que já teve experiência na Biblioteca Escolar Comunitária de Planaltina.

Élbia lembrou que 56 bibliotecários aprovados no concurso de 2022 aguardam nomeação. “Se o GDF respeitasse o mínimo constitucional a ser aplicado na educação básica, esses profissionais já estariam trabalhando”, afirmou ela.

“Incentivar o hábito da leitura passa por termos bibliotecas organizadas nas escolas, passa por termos investimento nas estruturas das nossas bibliotecas e nos recursos humanos, passa por termos preocupação com os livros que ali estarão disponíveis”, destacou Élbia. Assim como o deputado Gabriel, a dirigente do Sinpro reafirmou que professores que atuam nas bibliotecas cumprem papel pedagógico, e não estão lá pra assumir o papel dos bibliotecários. “São papeis importantes e que se complementam, um não prescinde do outro”, finalizou.

Para assistir à íntegra da reunião pública, clique abaixo.

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Audiência pública na CLDF apresenta PLOA 2025, nesta quarta (6)

A Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF) da Câmara Legislativa do DF realizará nesta quarta-feira (6/11) audiência pública para apresentar o Projeto de Lei Orçamentária Anual 2025 (PLOA) (PL 1.294/2024). A atividade será às 10h, na CLDF.

A direção do Sinpro orienta que a categoria do magistério público participe em peso da audiência, já que é urgente garantir recursos para a educação. “Sem dinheiro para a educação, não há valorização dos profissionais da área, não há escolas bem estruturadas, não há educação pública de qualidade, não há desenvolvimento social e econômico justo. Precisamos pressionar”, afirma a diretora do Sinpro Márcia Gilda.

 

 

Fundamental para a gestão financeira do DF por definir as prioridades do governo e assegurar que os recursos públicos sejam utilizados de forma eficiente e transparente, o PLOA 2025 impõe redução de R$ 52,7 milhões nos recursos do Fundo Constitucional do Distrito Federal para a educação.

A proposta, enviada pelo Executivo local à CLDF no último dia 15 de setembro, contraria a perspectiva de incremento de mais de R$ 300 milhões apresentada pelo próprio governo durante a discussão da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 2025, no primeiro semestre deste ano.

Além disso, o PLOA 2025 apresenta mínimo constitucional da educação fixado em 25,32%, o menor da história do DF.

Na outra ponta, é registrado aumento de mais de 400% na renúncia fiscal. “Foram R$ 7,2 bilhões em renúncia fiscal, e o desemprego no DF continua sendo um dos maiores do país”, afirma o deputado distrital Gabriel Magno (PT).

O parecer preliminar da CEOF será apresentado no dia 15 de outubro. A previsão é de que o parecer geral seja votado antes de ir ao plenário, no dia 3 de dezembro.

 

Assista AQUI, ao vivo, a audiência pública que apresenta a PLOA 2025

 

* Publicado originalmente dia 05/11/2024.

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Remanejamento Externo ocorre ao longo de novembro; confira as principais datas

Com a chegada do mês de novembro, começa o processo de remanejamento externo. O Sinpro preparou esta lista com as datas mais importantes nessa nova etapa do procedimento:

5/11 – A Sugep divulga as carências do remanejamento externo.

5 e 6/11 – Cabe a você, servidor(a), nessas duas datas, apresentar o recurso das carências para o remanejamento externo. A Sugep tem até o dia 11 para analisar os recursos, e até dia 13 para fazer a divulgação final das carências do remanejamento externo.

13 a 17/11 – Cabe a você, servidor(a), enviar a lista de carências no SIGEP, para participação no remanejamento externo.

19/11 – Sai o resultado preliminar.

19 a 21/11 – Cabe a você, servidor(a), apresentar recursos ao resultado preliminar do remanejamento externo. (Em Processo SEI, encaminhar DISET). A Sugep tem até o dia 25 para analisar os recursos.

9/12 – Resultado final do procedimento de remanejamento externo e Resultado final geral do procedimento de Remanejamento 2024-2025.

 

Resultado geral e comprovante de bloqueio

9 a 11/12 – Lembre-se: após o resultado final do procedimento de remanejamento, você, servidor(a) ainda deve, entre os dias 9 e 11 de dezembro, apresentar o comprovante de bloqueio no Procedimento de Remanejamento Interno/Externo 2024-2025 e entregar a documentação para validação de pontuação para o procedimento de distribuição de turmas / carga horária / atribuição de atendimentos da UE/UEE / ENE de destino. Não se esqueça dessa última etapa, pois em 16 de dezembro a EU/UEE/ENE fará o procedimento de distribuição de turmas / Carga Horária / atribuição de atendimentos.

 

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