Inscrições prorrogadas para o 2º Festival de Curtas do Sinpro
Jornalista: Vanessa Galassi
Estudantes das escolas públicas ganharam um tempo a mais para garantir participação no 2º Festival de Curtas – Adélia Sampaio, que tem como tema “Escola é lugar de ser feliz”. As inscrições que seriam encerradas neste dia 26 de setembro foram prorrogadas até 6 de outubro. Para participar, clique AQUI.
O principal objetivo da 2ª edição do Festival de Curtas do Sinpro é incentivar estudantes e toda a comunidade escolar a refletirem sobre os fatores geradores de violência dentro das escolas, além de analisar a quem se pode atribuir a responsabilidade desse fenômeno e as ações necessárias para garantir um ambiente escolar pavimentado na cultura de paz.
O Festival de Curtas é voltado aos(às) estudantes, professores(as) e orientadores(as) educacionais da rede pública de ensino do DF. São cinco categorias: Educação Infantil; Ensino Fundamental; Ensino Médio; Educação de Jovens e Adultos (EJA); Educação do Sistema Socioeducativo ou do Sistema Prisional.
As obras serão avaliadas por uma Comissão Julgadora, que elegerá os cinco melhores filmes de cada categoria e, posteriormente, o melhor filme de cada categoria. Os 25 filmes selecionados (cinco de cada categoria) serão disponibilizados para votação popular, de 25 de outubro a 6 de novembro.
Receberão premiação de R$ 2 mil o melhor filme de cada uma das cinco categorias e também o mais votado, entre todas as categorias, pelo Júri Popular. Professores(as) e orientadores(as) educacionais que coordenarem os curtas vencedores também serão premiados com R$ 1 mil. A premiação será realizada na primeira quinzena de novembro.
Sinpro lança cartaz que denuncia aumento da idade mínima para aposentar com a PEC 66
Jornalista: Vanessa Galassi
A campanha contra a PEC 66, conhecida como PEC da Morte, avança com força total. Como parte das ações, o Sinpro elaborou cartaz que denuncia uma das maldades da famigerada Proposta de Emenda à Constituição: o aumento drástico da idade mínima para aposentar.
Caso a PEC 66 seja aprovada, a regra previdenciária impões que professoras tenham pelo menos 57 anos para aposentar, e professores, 60 anos. Já orientadoras educacionais precisarão ter, no mínimo, 62 anos de idade, e orientadores, 65 anos. Atualmente, a regra previdenciária prevê idade mínima de aposentadoria de 50 anos para professoras e 55 para professores. Já para orientadoras educacionais devem ter idade mínima de 55 anos, e orientadores, 60 anos.
Articulada na marcha dos prefeitos em Brasília, a PEC 66 obriga todos os entes federativos a adotarem integralmente em seus Regimes Próprios de Previdência Social a reforma da Previdência de 2019 (Emenda Constitucional 103/2019), de Jair Bolsonaro. Isso inclui não só o aumento da idade mínima para aposentadoria, mas também mais tempo contribuição, redução dos valores de benefícios e aumento das alíquotas de contribuição para servidores ativos e aposentados.
A PEC 66 foi aprovada pelo Senado Federal em meados de agosto e, agora, está em tramitação na Câmara dos Deputados. Ela aguarda despacho do presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL). Em seguida, irá para a Comissão de Constituição e Justiça e, se analisado que a proposta está dentro dos princípios constitucionais, a PEC seguirá para uma Comissão Especial, que tem o papel de analisar o mérito da proposta. Se aprovada, ela é promulgada pelo próprio parlamento. O Executivo federal não tem qualquer poder de sanção ou veto sobre Proposta de Emenda à Constituição.
Para que seja aprovada na Câmara dos Deputados, a PEC 66 precisa de três quintos dos votos dos parlamentares (308).
>> Leia mais sobre a luta do Sinpro contra a PEC 66
O TV Sinpro de quarta (25) será uma Odisseia Cultural
Jornalista: Luis Ricardo
A categoria magistério público poderá conhecer um pouco mais sobre um projeto realizado pelo Centro Educacional 06 de Ceilândia, que mobiliza da direção à equipe de apoio, e deixa todo mundo empolgado. O TV Sinpro desta quarta-feira (25), às 19h, fala sobre o Odisseia Cultural, tradicional projeto que aborda diferentes temas e é escolhido pelos(as) estudantes da escola.
A Odisseia Cultural nasceu de um desejo de um trabalho coletivo, científico/cultural, mas que fugisse um pouco das feiras de ciências tradicionais. Então, ao invés de uma turma com pequenos grupos com seus trabalhos, o CED 06 promove uma atividade em um formato em que cada turma forma um único grupo e apresenta seu trabalho. Não há tema gerador: a premissa principal da Odisseia é a liberdade. O resultado final são alunos(as) que acabam por se revelar atores, cantores, desenhistas, roteiristas, coreógrafos, figurinistas, maquiadores, enfim, grandes líderes.
O TV Sinpro desta quarta-feira (25), às 19h, é transmitido pela TV Comunitária de Brasília (Canal 12 da NET) e pelas redes sociais do sindicato (Facebook e Youtube). Não perca!
Edição 2024 do Baile dos Aposentados do Sinpro é um sucesso
Jornalista: Maria Carla
O Baile das Aposentadas e dos Aposentados já é consolidado como tradição entre os aposentados e as aposentadas da categoria do Magistério Público sindicalizados(as) no Sinpro-DF. Este ano, a festa ocorreu na sexta-feira (20/9), a partir das 21h, no Clube do Exército, com animação da Banda Os Naftalinas. O sindicato serviu o seu tradicional buffet para animar os(as) participantes. Confira as fotos nas redes sociais do Sinpro.
Para o Sinpro e para a Secretaria de Aposentados do sindicato é uma satisfação realizar esse evento porque se vê no rosto de cada aposentada e aposentado o sorriso e a felicidade. Ano após ano, a cada edição do baile, constatamos que, nessa atividade, professores(as) e orientadores(as) educacionais aposentados(as) se sentem representadas e cuidadas por este sindicato.
“Ver a felicidade delas ao reencontrarem pessoas que há muito tempo não se viam. É muito satisfatório para nós. Entendemos que o momento de lazer, de cultura, de encontro, revivendo momentos, a música, a dança mexendo com o corpo, o movimento de aposentados que continua acontecendo. É uma realização nossa que a gente pretende continuar, com alguns ajustes, mas sabendo que esse momento é importante para as pessoas da nossa categoria que estão aposentadas. Até para que elas se sintam vivas e atuantes e relembrando, inclusive, momentos de lutas que tiveram durante o período em que atuavam no chão da escola. Saímos deste evento com uma felicidade enorme porque a felicidade de nossa categoria é a nossa felicidade”, afirma Elineide Rodrigues, coordenadora da Secretaria para Assuntos de Aposentados.
Todo ano a edição do Baile das Aposentadas e dos Aposentados do Sinpro é um sucesso. E, justamente por ser uma atividade exitosa, é muito procurada. Com isso, muitas vezes, não cabem todos e todas que querem participar dentro dos locais em que a festa é realizada. A entidade delimita uma quantidade de pessoas justamente para garantir a segurança da festa. “Vamos fazer novos ajustes para melhorar também esse aspecto do baile e melhorar os próximos”, finaliza.
Comissão de negociação atua para barrar a PEC 66 em encontro com senador Izalci
Jornalista: Maria Carla
O Sinpro continua a se mobilizar para barrar a Proposta de Emenda à Constituição 66/2023 (PEC 66), a PEC da Morte. Na sexta-feira (20), a comissão de negociação do sindicato se reuniu com o senador Izalci Lucas (PL-DF), no gabinete do parlamentar, para discutir o apoio dele à reivindicação da categoria do Magistério Público de não votar a favor da PEC 66/23.
O senador não participou do Café da Manhã com Parlamentares do Distrito Federal, realizado na segunda-feira (16/9), na sede do Sinpro no Setor de Indústrias Gráficas (SIG), mas convidou a entidade para uma reunião em seu gabinete na sexta (20). Mesmo tendo sido a PEC 66 aprovada no Senado, na reunião, Izalci se dispôs a apoiar o pleito da categoria e a articular esse apoio junto à bancada do DF na Câmara, e, ainda, se a PEC voltar para o Senado, ele irá sustentar essa promessa.
Derrubar a PEC 66/2023 é um dos grandes desafios deste ano da categoria e de todos(as) os(as) servidores(as) do Governo do Distrito Federal (GDF) porque, se aprovada no Congresso Nacional, afetará de maneira catastrófica a aposentadoria dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais e de todo o funcionalismo público distrital. O Sinpro tem um calendário e um cronograma de ações para mobilizar a categoria e a população do DF a fim de impedir a aprovação dessa proposta.
Além de atividades diárias e também futuras, realizou, por exemplo, um Café da Manhã com Parlamentares; uma reunião com delegados e delegadas sindicais sobre o tema; e mutirões na Câmara Legislativa do DF (CLDF), na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, em uma campanha de comunicação sobre os danos da proposta. Irá também realizar seminários para debater a perversidade da PEC; diálogos com a população e várias outras ações estão entre as iniciativas listadas no cronograma de lutas.
O calendário envolverá não só a categoria do magistério público, mas todas as organizações sociais e sindicais, em nível nacional, que defendem um serviço público forte e de qualidade. Saiba tudo sobre esse assunto acessando as matérias a seguir.
Entenda por que o Sinpro luta para derrubar a PEC 66/2023:
A preservação da fauna e da flora é um verdadeiro ato de consciência e um apelo à qualidade de vida dos seres humanos e ao futuro da humanidade. Em tempos de desmatamentos, queimadas criminosas e total desrespeito com a vida vegetal e animal, o dia 22 de setembro ganha proporções ainda mais importantes em comemoração ao Dia de Defesa da Fauna. A data é um pedido de socorro cada vez mais eminente.
Segundo dados e pesquisas, o Brasil tem uma das mais diversas faunas do mundo, com 322 aves, 54 anfíbios, 34 mamíferos e 25 répteis monitorados. São mais de 100 mil espécies de animais e cerca de 40 mil vegetais conhecidos. Algumas espécies animais e vegetais possuem alta sensibilidade e dependem de condições ambientais adequadas para sua sobrevivência, o que permeia a conservação de matas, florestas e a manutenção do habitat natural destes seres. O que vemos hoje, infelizmente, é um cenário totalmente contrário e devastador.
Além do prejuízo financeiro, algo em torno de R$ 1 bilhão desde janeiro de 2024, as queimadas trazem transtornos ao turismo, com destruição de pontos turísticos; dizimam as mais variadas espécies animais e vegetais, causando sérios prejuízos à fauna e à flora; reduzem a cobertura vegetal; diminuem a fertilidade do solo e comprometem a qualidade do ar, provocando vários tipos de doenças, principalmente respiratórias.
Para o Sinpro, preservar a fauna é manter o equilíbrio do ecossistema, é proteger animais, é promover qualidade de vida para a nossa e para as futuras gerações. Comemorar o Dia de Defesa da Fauna é lutar contra queimadas criminosas, conscientizar cada cidadão e cidadã sobre a importância de se preservar o ecossistema e ter a consciência de sua importância para a humanidade.
O sindicato parabeniza todos(as) os(as) profissionais(as) da área e àqueles(as) que têm lutado diariamente pelo fim dos focos de incêndio espalhados pelos quatro cantos do Brasil.
21 de setembro | Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência
Jornalista: Alessandra Terribili
O Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência é celebrado em 21 de setembro desde o início dos anos 80 por iniciativa dos movimentos pelos direitos das pessoas com deficiência. Em 2005, a data foi oficializada pelo presidente Lula.
Essa é uma data de reivindicar igualdade, de combater o capacitismo e de refletir muito para construir um mundo onde todos possam se inserir livremente, do seu jeito, com as suas características. As cidades, o mundo do trabalho, as oportunidades, a educação e as relações humanas devem estar abertas e disponíveis para todas as pessoas, independentemente se ela tem uma deficiência ou não.
No Brasil, marcos importantes das conquistas são a Lei Brasileira de Inclusão e a Lei de Cotas. Para o movimento sindical, a Lei de Cotas tem um significado especial, porque se trata de uma elaboração coletiva que interfere na organização do trabalho. Ela precisa estar em permanente atualização e aprimoramento, e sua aplicação precisa ser monitorada, para que efetivamente aconteça.
No que se refere à educação, é obrigação do Estado oferecer ensino de qualidade 100% acessível para toda criança ou adolescente com deficiência, seja qual for sua condição. Para isso, são necessários profissionais de educação qualificados, valorizados e preparados para esse atendimento. É necessário que a escola disponha de espaços acessíveis e que as salas de recurso estejam adequadamente equipadas para receber esses estudantes.
Para garantir o direito das crianças e jovens com deficiência, é necessário investimento em educação especial na perspectiva da educação inclusiva. Essa é uma bandeira que o Sinpro levanta e que tem reforçado ainda mais!
Reunião do Sinpro com delegados sindicais é estratégica na luta contra PEC 66
Jornalista: Vanessa Galassi
Delegados(as) sindicais levarão aos(às) professores(as) e orientadores(as) educacionais das suas escolas a gravidade da Proposta de Emenda à Constituição 66/2023, conhecida como PEC da Morte por enterrar de vez o direito à aposentadoria. A tarefa urgente foi orientada pelo Sinpro, em reunião nessa quinta-feira (19/9).
“Essa foi a primeira reunião de delegados e delegadas do segundo semestre, e ela tem uma importância imensa: fortalecer a mobilização contra uma das PECs mais perversas para nossa categoria e demais servidores públicos do DF, dos estados e municípios. Os delegados e as delegadas sindicais são essenciais nessa luta, já que estão todos os dias com seus colegas e atuam como um elo fundamental entre o Sinpro e a categoria”, afirma a diretora do Sinpro Vanilce Diniz.
Durante a reunião dessa quinta, diretores do Sinpro explicaram que a PEC 66/2023 obriga todos os entes federativos a adotarem integralmente em seus Regimes Próprios de Previdência Social a reforma da Previdência de 2019 (Emenda Constitucional 103/2019), de Jair Bolsonaro. Isso inclui questões como aumento da idade mínima para aposentadoria, tempo maior de contribuição e diferença dos valores de benefícios.
No caso da categoria do magistério público do DF, a aprovação da PEC 66 traria, entre os prejuízos, o aumento da idade mínima para aposentar. Pela PEC da Morte, professoras devem ter pelo menos 57 anos e professores, 60 anos. Já orientadoras educacionais precisarão ter, no mínimo, 62 anos de idade e orientadores, 65 anos. Atualmente, a regra previdenciária prevê idade mínima de aposentadoria de 50 anos para professoras e 55 para professores. Já para orientadoras educacionais devem ter idade mínima de 55 anos e orientadores, 60 anos.
“Essa PEC prejudica todos e todas nós, mas principalmente as mulheres. Professoras terão acréscimo de 7 anos na idade mínima para aposentar e orientadoras educacionais, de 2 anos. Esse é apenas um dos prejuízos. Também há perdas no tempo de contribuição e proventos. Além disso, pela PEC 66, se o DF, estado ou município tiver ou quiser implementar regras ainda mais rígidas, eles podem”, ressalta a diretora do Sinpro.
A reunião com delegados(as) sindicais realizada pelo Sinpro nessa quinta (19/9) é uma orientação realizada em nível nacional pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e da Central Única dos Trabalhadores (CUT), à frente da luta contra a PEC 66.
>> Leia mais sobre a luta do Sinpro contra a PEC 66
Sinpro e Comissão dos Aprovados(as) entregam cestas básicas a comunidade carente
Jornalista: Luis Ricardo
Em mais uma atividade que marca a campanha Convoca Já, o Sinpro e a Comissão dos(as) Aprovados(as) entregaram cestas básicas para a comunidade carente da Estrutural. No último sábado (14) professores(as), orientadores(as) educacionais, aprovados(as) em concurso e diretores(as) do sindicato entregaram alimentos na Associação Mães Guerreiras, promovendo mais uma ação social da campanha.
A diretora do Sinpro Ana Bonina salienta que a rede pública do DF nunca teve tantos professores(as) em contratação temporária como é o caso de hoje, fruto de uma política de precarização adotada no governo Ibaneis e que foi implementada com a reforma Trabalhista de 2017 do governo Bolsonaro, e que a luta é pela recomposição do quadro de efetivos. “Tivemos nomeações expressivas este ano, fruto da nossa luta e mobilização, mas ainda são insuficientes devido à demanda da rede pública de ensino, que é muito grande”.
O Sinpro reforça que a luta pela nomeação de todos os(as) aprovados(as) tem como objetivo evitar a precarização da educação, já que, sem a condição de efetivo(a), professores(as) substitutos(as) são submetidos(as) a legislação que traz direitos reduzidos. Além disso, a luta mira na continuidade do acompanhamento pedagógico e na ampliação da qualidade da educação pública, viabilizados com o fim da rotatividade de mão de obra.
Sinpro sedia e integra 1º Encontro das Subcomissões da CTD para o novo PDE 2025-2035
Jornalista: Maria Carla
Na manhã desta quinta-feira (19), o Sinpro-DF recebeu o 1º Encontro das Subcomissões da Comissão Técnica Distrital (CTD), dedicado à elaboração do novo Plano Distrital de Educação (PDE) para o período 2025-2035. O sindicato é uma das entidades que integram o CTD. Durante o encontro, as 17 subcomissões deram início às discussões sobre o diagnóstico, uma das etapas essenciais do plano estratégico que guiará a construção do novo documento.
A Mesa de Abertura contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o deputado distrital Gabriel Magno (PT), Rosilene Corrêa, da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), e Francis Ferreira, subsecretária de Planejamento, Acompanhamento e Avaliação da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (Suplav/SEE-DF), entre outros.
Histórico
Ao abrir o evento, Márcia Gilda Moreira, diretora do Sinpro-DF, destacou o papel da entidade como um espaço de luta e responsabilidade em relação à educação pública. “Estamos sempre à disposição para colaborar com esse debate essencial. O nosso PDE foi construído à luz de um Plano Nacional de Educação progressista, e precisamos que ele tenha a força de lei, tornando-se uma política pública de Estado, não apenas de governo”, afirmou.
O deputado Gabriel Magno ressaltou a importância da data, que marca o aniversário de 103 anos de Paulo Freire, educador e Patrono da Educação Brasileira. “Hoje celebramos não apenas a educação, mas também os desafios que enfrentamos. A entrega da segunda edição do Prêmio Paulo Freire de Educação da CLDF, com 274 projetos inscritos, é um motivo de comemoração”, disse.
Magno também apontou os desafios enfrentados na construção do novo PDE, mencionando a necessidade de resistir a forças políticas que tentam desqualificar iniciativas educacionais. “Há um movimento nos Poderes Legislativos, atacando espaços democráticos e classificando-os como instrumentos de doutrinação”, destacou.
Desafios e oportunidades
Rosilene Corrêa, da CNTE, enfatizou que a construção do PDE é um processo repleto de adversidades. “Discutir o PDE e o PNE é a nossa oportunidade de mudar a realidade da educação. Precisamos democratizar esse debate e garantir que seja uma pauta coletiva, não apenas dos trabalhadores da educação”, afirmou.
Francis Ferreira acrescentou que a elaboração de metas exequíveis é crucial. “Precisamos ousar, mas com responsabilidade. O PNE é o ponto de partida, mas devemos ir além, pensando em propostas que possam ser implementadas e acompanhadas efetivamente”, comentou, anunciando que cada subcomissão contará com um representante do setor econômico para auxiliar na formulação de metas.
Edileuza Fernandes, professora da Universidade de Brasília, celebrou a presença expressiva no auditório e reconheceu os avanços em relação ao Plano Nacional de Educação anterior. No entanto, alertou sobre a necessidade de um debate mais profundo sobre o conteúdo do PNE e a disputa de projetos educacionais no país. “A lógica de avaliação ligada ao mercado precisa ser questionada. Devemos garantir uma educação emancipatória que fomente o pensamento crítico”, disse.
Planejamento e financiamento
Júlio Barros, diretor do Sinpro-DF, destacou a importância de abordar o financiamento da educação. “Os Planos Nacional e Distrital de Educação devem guiar os Planos Orçamentários, e não o contrário”, alertou. Ele enfatizou a necessidade de pressionar os governos para a implementação do Custo Aluno-Qualidade (CAQ) nas leis orçamentárias, criticando a desvalorização do magistério e a abordagem atual do IDEB.
Metodologia
O encontro, promovido pelo Sinpro-DF em colaboração com a Secretaria de Estado da Educação do DF (SEE-DF), Câmara Legislativa do DF (CLDF), Fórum Distrital de Educação (FDE), Observatório da Educação Básica da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (FE-UnB) e outras entidades, orientou as subcomissões a identificar problemas e soluções para a educação. Lívia Queiroz, gerente de Planejamento e Acompanhamento do PDE, informou que o trabalho das subcomissões se baseará em um diagnóstico iniciado na reunião, com foco na construção do novo PDE.
Ela informou que a equipe técnica do PDE da SEE-DF, bem como o FDE e o Conselho de Educação do DF, participaram, nos dias 11 e 12 de setembro, Encontro Nacional de Cooperação Técnica no Âmbito dos Planos Decenais de Educação do Ministério da Educação (SASE/MEC), que definiu um cronograma de trabalho e, dentre outros encaminhamentos, apresentou 18 problemas da educação nacional para serem comparados e avaliados pelos estados, municípios e Distrito Federal e servirem de temas para um diagnóstico do PDE 2014-2024 e construção do novo.
Assim, na reunião desta quinta, as subcomissões iniciaram o diagnóstico para a construção do PDE 2025-2035. Dessa forma, o encontro no Sinpro-DF marcou um passo significativo na construção de um futuro educacional mais robusto e inclusivo para o Distrito Federal.