Justiça suspende implementação de escolas cívico-militares em São Paulo

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo suspendeu a lei das escolas cívico-militares, criada e sancionada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos,) no estado. O desembargador Figueiredo Gonçalves acatou pedido da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) e decidiu que o projeto deve ficar suspenso até o julgamento por inconstitucionalidade que corre no STF – Superior Tribunal Federal.

Em sua decisão, o desembargador afirma que “é certo que se suscitam sérias controversas acerca da constitucionalidade desse programa, o que não recomenda sua implementação desde já, antes de decisão final acerca do tema”. Agora, cabe ao STF definir pela inconstitucionalidade ou não do projeto, a partir da Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 7662.

A Apeoesp comemorou a vitória: “Vamos prosseguir e intensificar nossa campanha contra as escolas-quartel em todo o estado, para garantir que não haja nenhum retrocesso nesta decisão e para conquistarmos cada vez mais corações e mentes em defesa de uma escola pública que garanta formação básica de qualidade para todos e todas, em ambiente de liberdade, diálogo e construção dos sonhos da nossa juventude”, afirmou o sindicato em seu boletim.

Em nota à imprensa, a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) também considerou a decisão uma grande vitória : “O modelo de escola militar não resolverá os imensos desafios da educação. Enquanto o foco para o aprimoramento deve ser a valorização dos professores, o investimento em infraestrutura e até a compra de itens básicos, o governo de São Paulo direciona sua atenção a um projeto que não tem qualquer fundamento para garantia na qualidade do ensino oferecido ou um clima de aprendizado saudável”, disse a entidade.

Importantes manifestações contrárias à lei das escolas militarizadas em São Paulo já haviam sido publicizadas antes da decisão do TJSP. A Advocacia-Geral da União (AGU) enviou manifestação ao STF em que expressa seu entendimento de que o projeto é inconstitucional. Da mesma forma, o Ministério Público Federal (MPF) enviou uma representação à Procuradoria-Geral da República (PGR) na qual também afirma que a lei de Tarcísio é inconstitucional.

 

Resistência

O texto da lei, de autoria do governador Tarcísio Freitas (Republicanos), foi aprovado em 21 de maio na Assembleia Legislativa de SP por 54 votos a favor e 21 contra. A sessão foi marcada por violência policial, repressão e até detenção de estudantes que protestavam. Uma demonstração ao vivo e a cores de como a polícia se relaciona com estudantes.

Em diversas escolas, há mobilização da comunidade contra a adesão ao projeto. Ganhou destaque na imprensa o caso da escola Vladimir Herzog, em São Bernardo do Campo, que leva o nome do jornalista brutalmente torturado e assassinado pelo regime militar em 1975, e que se tornou um símbolo da luta por democracia. A escola era uma das que havia manifestado interesse em implementar o modelo, mas a pressão da comunidade e da sociedade em geral fez com que a direção recuasse e retirasse a manifestação de interesse.

Recentemente, o diretor da escola Guiomar Rocha Rinaldi, na capital paulista, virou notícia e foi afastado do cargo por tentativa de censura e intimidação, após enviar um comunicado aos profissionais da escola orientando que eles não expressem publicamente seu ponto de vista sobre a militarização.

 

Os absurdos são muitos

Em São Paulo, as regras definidas pela secretaria para a “consulta” à comunidade têm sido muito questionadas: não é possível auditar a votação; e a maioria dos estudantes que potencialmente serão afetados não terá direito ao voto direto, por serem menores de 16 anos.

Além disso, o jornal Folha de S. Paulo revelou que os policiais militares aposentados que atuarem em escolas militarizadas vão receber um adicional de até R$ 6.034 — valor 13% maior que o piso salarial dos profissionais do magistério em São Paulo.

As críticas e questionamentos à militarização são semelhantes em todo o país, de movimentos da área da educação, especialistas e judiciário. Para Flavio José Roman, advogado-geral da União substituto, por exemplo, a lei estadual pela militarização e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) são incompatíveis.

Em sua manifestação à PGR, o procurador federal Nicolao Dino lembrou, entre outros pontos, que a chamada de militares da reserva para funções pedagógicas sem a exigência de formação específica ou aprovação em concurso público afronta o princípio constitucional de valorização dos profissionais de educação; além de configurar desvio de função da força militar.

Dino ressaltou ainda que a militarização abre caminho para contrariar o princípio da gestão democrática. Além disso, não há evidências científicas nem estudos conclusivos que atestem que o modelo cívico-militar implique na melhora no comportamento dos alunos e na qualidade do ensino.

 

No DF

Em nota técnica expedida ainda em 2022, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) utilizou esses argumentos para questionar a legalidade do projeto de militarização de Ibaneis.

O documento, expedido pela 2ª Promotoria de Justiça de Defesa da Educação (Proeduc), destaca a ausência de dados que comprovem o sucesso da proposta de militarização das escolas públicas: “Transcorridos 3 anos desde o início da implementação da Gestão Compartilhada, não apresentou a Secretaria de Educação o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – IDEB das unidades participantes, tampouco o índice de evasão escolar, índice de aprovação/reprovação, número de pedidos de transferências, entre outras informações requisitadas pelo Ministério Público, a fim de demonstrar a melhoria na qualidade do ensino”, aponta trecho da nota técnica.

A nota técnica do MPDFT alega também que a presença de policiais militares na função de direção compartilhada nas escolas públicas configura desvio de função. Pela Constituição Federal, profissionais da educação escolar da rede pública só podem ingressar na carreira por concurso público.

Além dessas questões, que vêm sendo levantadas nos questionamentos Brasil afora, o documento do MPDFT destaca os flagrantes atos de desrespeito contra os direitos humanos identificados na experiência específica do DF. São muitos os casos de abuso de autoridade, cerceamento à liberdade de expressão, interferência nos processos pedagógicos, intimidação de profissionais e de estudantes e, ainda, casos de assédio já foram fartamente denunciados por meio da imprensa.

>>> Leia mais: Ministério Público derruba legalidade de escolas militarizadas

O STF também deve analisar ação impetrada em 2021 questionando a legalidade da lei estadual paranaense que criou as escolas militarizadas. A ação continua sem uma decisão há quase três anos.

 

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Inscrições abertas para a Formação por Território para Aposentados

As inscrições para o curso de Formação por Território para Aposentados(as) sindicalizados(as) já estão abertas. Esta será uma edição de encerramento e ocorrerá na tarde de terça-feira (13/8), na sede do Sinpro-DF, no Setor de Indústrias Gráficas (SIG). Por ser a última formação, ela será ampliada, com inscrições abertas para todos(as) os(as) aposentados(as) sindicalizados(as) de todas as Regiões Administrativas (RAs).

O Sinpro informa que todas as pessoas que já participaram dessa formação em outras cidades-satélites e as que ainda não fizeram o curso, mas são sindicalizadas e têm o desejo de fazê-lo, devem fazer a inscrição no link a seguir. E alerta para o fato de que esta é a última oportunidade para quem deseja participar, pois se trata da última edição da formação.

Participe! Acesse o link a seguir e faça a sua inscrição!

 

Inscreva-se aqui

 

“Essa será também uma formação diferenciada porque se trata de uma edição de encerramento e vai contar com a participação especial de todos(as) os(as) cursistas que já fizeram a formação nas cidades-satélites, além da participação de convidadas e convidados especiais”, informa Elineide Rodrigues, coordenadora da Secretaria para Assuntos de Aposentados.

Nesta edição de encerramento, o curso vai contar com a presença de Rosilene Corrêa, professora aposentada da Secretaria de Estado da Educação do Distrito Federal (SEE-DF), dirigente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e ex-diretora do Sinpro-DF; Antônio Lisboa, professor aposentado da SEE-DF, dirigente da Central Única dos Trabalhadores (CUT Brasil), conselheiro da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e ex-diretor do Sinpro-DF; e Rodrigo Rodrigues, professor da SEE-DF, presidente da CUT-DF e ex-diretor do Sinpro-DF.

Embora seja uma edição especial, por ser um evento de encerramento, o Sinpro informa também que a formação será realizada normalmente com o tema “O cuidado como um direito humano: que história é essa?”, ministrado por Edna Barroso e Kátia Franca, do Instituto Horizonte.

O curso faz parte de uma agenda de ações para os(as) aposentados(as) definida na 1ª Conferência para Aposentados(as) do Sinpro, realizada em março deste ano. Elineide comemora o sucesso das formações realizadas no primeiro semestre, em Planaltina, Taguatinga, Gama, Brazlândia e Formosa, e afirma que essa formação é importante para que os(as) aposentados(as) debatam em que contexto eles e elas estão vivendo e o que podemos traçar daqui para a frente”, afirma.

Acesse o link a seguir e faça a sua inscrição:

https://sinpro25.sinprodf.org.br/curso-de-formacao-por-territorio-para-aposentadosas-sede/

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Pé-de-Meia da EJA entra na fase de adesão de municípios, estados e Distrito Federal

Estudantes jovens, adultos e idosos do Distrito Federal que não concluíram os estudos e precisam da Educação de Jovens e Adultos (EJA) para finalizar ou iniciar a educação básica poderão ser contemplados(as) com o Pé-de-Meia da EJA, uma bolsa que visa a garantir sua permanência na escola. Segundo informações da  Secretaria de Educação de Jovens e Adultos do Ministério da Educação MEC), até o fim de agosto, o link para adesão dos estados e municípios estará disponível no site do ministério.

O Sinpro-DF vê, nessa oportunidade, uma das raras chances de a Secretaria de Estado da Educação do Distrito Federal (SEE-DF) melhorar a situação da EJA na capital do País, incluir mais estudantes e retirar a modalidade do pleno sucateamento, como vem acontecendo. De um lado, o Pé-de-Meia da EJA é mais um dos vários investimentos financeiros que o atual governo federal destina a essa modalidade de educação em estados, municípios e Distrito Federal.

De outro lado, a bolsa vai contribuir para a permanência, como já visto em momentos anteriores, quando as turmas da EJA estavam incluídas na formação profissional por meio de cursos de Formação Inicial e Continuada (FIC) e os estudantes recebiam bolsa. Os cursos FIC eram organizados para preparar os(as) estudantes para a vida produtiva e social, promovendo a inserção e reinserção de trabalhadores(as) no mundo do trabalho.

Yann Evanovick, coordenador-Geral de Juventude Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão do Ministério da Educação (Secadi/MEC), informa que o Pé-de-Meia da EJA foi lançado dentro do Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e, em breve, o governo federal irá disponibilizar o link para adesão dos entes federados. O Pé-de-Meia EJA visa a beneficiar cerca de 540 mil estudantes em todo o País.

“E importante considerar que após a pandemia de covid-19, entre 2020-2022, as matrículas na EJA diminuíram muito, pois muitos estudantes trabalham na informalidade e não tiveram, e nem têm, escolha entre sustentar a família e estudar. Sem escolarização, as chances no mundo do trabalho são muito restritas. Hoje a gente vê fortemente a substituição humana por máquinas automatizadas e não se tem lugar para pessoas sem escolarização. Até mesmo quem possui curso superior no Distrito Federal tem enfrentado a falta de emprego, que é uma tendência no Brasil e no mundo”, completa a professora da SEE-DF, Dorisdei Valente Rodreigues, doutora em Educação e pesquisadora da EJA, arte e tecnologia digital, metodologia ativa, pesquisa-ação, aprendizagem colaborativa, formação de professores, currículo integrado e integração da EJA/EP e integrande do Grupo de Trabalho Pró-Alfabetização do Distrito Federal e do Fórum EJA (GTPA/Fórum EJA).

Dados do governo federal dão conta de que todo o público-alvo da EJA será beneficiado pelo Pacto pela Superação do Analfabetismo e Qualificação na Educação de Jovens e Adultos, que investe, nos sistemas públicos de ensino, inclusive entre os estudantes privados de liberdade, 3,3 milhões de novas matrículas da EJA e da oferta integrada à educação profissional.

Segundo informações do governo, “além dessas, o Programa Brasil Alfabetizado (PBA), criado em 2003, será retomado com a oferta de 900 mil vagas para estudantes e de 60 mil bolsas para educadores populares. O PBA oferece a alfabetização para pessoas com mais de 15 anos com flexibilidade e diversidade dos locais de funcionamento e dos horários das aulas. As turmas podem ser instaladas em espaços da comunidade, facilitando o acesso ao programa para os jovens, adultos e idosos que não sabem ler e escrever”.

Segundo informações da Cartilha do Pacto pela Superação do Analfabetismo e Qualificação na Educação de Jovens e Adultos, serão alocados cerca de R$ 4 bilhões para investimentos em diferentes ações para a superação do analfabetismo e a qualificação da EJA. Apuração do site Agência Gov informa apenas 16% das redes municipais de ensino não aderiram ao Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da Educação de Jovens e Adultos (Pacto EJA).

O governo alerta para o fato de que “a iniciativa busca a superar o analfabetismo e a elevar a escolaridade de jovens e adultos no País. Os estados com menor participação entre os seus municípios são Espírito Santo (51,3%), Mato Grosso ( 56,7%) , Tocantins ( 56,8%), Rondônia (59,6%) e São Paulo (60,3%)”.

O MEC prorrogou até domingo (12/8) o prazo para adesão ao Pacto e reforça a importância da participação de todos os municípios na luta para ampliar a oferta de matrículas da EJA nos sistemas públicos de ensino, inclusive entre os estudantes privados de liberdade. Confira aqui a matéria da Agência Gov.

Seminário “Desafios da Educação de Jovens e Adultos” acontece no Sinpro dia 28 de agosto

No dia 28 de agosto, às 19h, a Secretaria de Políticas Educacionais do Sinpro-DF realiza o seminário “Desafios da Educação de Jovens e Adultos (EJA) no Distrito Federal”. O evento ocorrerá na sede do sindicato no SIG e é aberto a toda a categoria. Haverá certificação.

O Sinpro informa que, embora aberto a todos(as), é necessário se inscrever. O período de inscrições vai de 5 a 27 de agosto. Clique aqui e acesse o link da inscrição.

Passo a passo para a adesão

Confira na imagem, o passo a passo para a adesão. Em seguida, acesse a Cartilha Pacto EJA para mais informações.

Confira no site outras matéria da campanha permanente do Sinpro em defesa da EJAIT

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Campanha “Juventude trabalhadora na educação” visa a traçar perfil da categoria

A campanha intitulada “Juventude trabalhadora na educação” visa a traçar o perfil de jovens trabalhadores(as) da educação do Distrito Federal. Essa campanha tem o objetivo de estimular todos(as) os(as) professores(as), orientadores(as) educacionais e técnicos-administrativos(as) da rede pública de ensino da capital do País a participarem a uma pesquisa da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e da Escola Nacional Paulo Freire (ENPF) que busca traçar o perfil desse(as) jovens trabalhadores(as) brasileiros(as).

Assim, o Sinpro convida a todos(as) os(as) jovens, com idade entre 18 a 35 anos, e que exerçam atividades remuneradas na rede pública de ensino do Distrito Federal a participarem da “Pesquisa Nacional da CNTE: Juventude Trabalhadora da Educação”. São apenas 10 minutos para responder. Opine e contribua para a construção do perfil da juventude trabalhadora na educação. Além de traçar o perfil da categoria, os dados coletados no DF vão se somar aos das demais unidades federativas do País e, com isso, a CNTE e a ENPF vão construir o perfil da juventude trabalhadora brasileira na educação.

A pesquisa vai ficar disponível para respostas até o último dia de agosto deste ano. O Sinpro orienta a categoria a divulgar a pesquisa e a estimular a juventude trabalhadora da rede a participar, respondendo ao questionário on-line. “Traçar o perfil e conhecer a juventude trabalhadora é fundamental para os sindicatos construírem uma política sindical que dialogue com as necessidades desse grupo”, afirma a diretora do Sinpro, Ana Bonina.

Realizada pelo Coletivo da Juventude da CNTE, essa pesquisa é um instrumento que busca compreender e identificar o perfil dos(as) jovens trabalhadores(as) em educação e como se relacionam com as entidades sindicais. “As respostas vão nos dar subsídios para construir um quadro da situação e do sentimento da juventude trabalhadora em educação de todo o Brasil. Queremos saber como pensa essa juventude para podermos atuar melhor e em maior sintonia com os e as jovens”, afirma Bruno Vital, professor de inglês da rede estadual de educação do Rio Grande do Norte (RN), coordenador do Departamento de Juventude da CNTE, coordenador Geral do Sindicato dos(as) Trabalhadores(as) em Educação da Rede Pública do RN (SINTE-RN).

O sindicalista destaca ainda que, outra vantagem de responder a essa pesquisa, é ela dar ao movimento sindical os subsídios necessários para a construção de uma luta em defesa da juventude trabalhadora e contra a precarização do trabalho. “Cabe destacar que a juventude é o segmento mais precarizado no mundo do trabalho e não tem se identificado com os seus sindicatos. Precisamos estabelecer esse laço e entender o que a juventude quer para si”.

Acesse o link da campanha e preencha a pesquisa < https://ee.kobotoolbox.org/x/C0wmPymt>

Contextualização e importância

Em abril, o Coletivo de Juventude da CNTE lançou a pesquisa “Juventude Trabalhadora em Educação”,  em parceria com a Escola Nacional Paulo Freire (ENPF), com o intuito de coletar dados para compreender qual o perfil dos(as) jovens trabalhadores(as) em educação e como  se relacionam com o sindicato.

Segundo a CNTE, “atualmente, os(as) profissionais da educação mais jovens correspondem ao menor número entre filiados e filiadas aos sindicatos. Segundo justifica a pesquisa da CNTE, a falta de acesso às memórias das lutas, de uma maior compreensão sobre os direitos trabalhistas, a ameaça dos gerentes e patrões, e a redução de renda pelo desconto da sindicalização são causas comuns que podem dificultar essa aproximação”.

Luiz Felipe Krehan, coordenador do Coletivo de Juventude da CNTE, explica que o objetivo é conseguir traçar o perfil desses(as) jovens trabalhadores(as) em educação em suas mais variadas formas de atuação, sejam esses(as) professores(as), orientadores(as) educacionais, funcionários(as) técnico-administrativos(as) de escolas, efetivos(as) ou contratados(as). “Compreender a juventude hoje não é algo de curto prazo. Mas tê-los nos sindicatos é a garantia de que nos próximos 40 anos teremos lideranças em uma luta que não está fácil. Esperamos que, a partir dos resultados dessa pesquisa, possamos dar luz para a situação da docência no nosso país, e dos trabalhadores e trabalhadoras em educação”, finaliza.

Metodologia

Enquanto trabalhadores jovens, a pesquisa identifica aqueles que estão na faixa etária até 35 anos de idade. Ao longo do período de levantamento dos dados, até novembro de 2024, a pesquisa buscará identificar dois aspectos:

I- A situação desses trabalhadores (Quantidade; em quais condições de trabalho; qual a remuneração média; e tipo de vínculos trabalhistas); e

II- Quais os seus interesses (Quem são; como veem o sindicato; como se relacionam com a política, etc.).

“Que essa próxima etapa da pesquisa possa nos ajudar a alterar esse perfil da nossa categoria – em que os jovens ainda representam uma parcela pequena dos sindicalizados – e trazer a juventude para a nossa profissão, com muita garra, disposição e disponibilidade para fazer valer o direito de cada cidadão e cidadãs à educação pública em nosso país, com os enfrentamentos necessários”, considerou o presidente da CNTE, Heleno Araújo.

Além das representações da CNTE, o lançamento da pesquisa contou com a participação da deputada estadual por Goiás, Bia Lima, da senadora Teresa Leitão (PT-PE), da deputada estadual por São Paulo, Professora Bebel, da secretária de Juventude da CUT, Cristiane Paiva, e dos representantes da Escola Nacional Paulo Freire, Rafael Versolato e Vitor Alcântara.

Clique aqui e confira matéria da CNTE na íntegra.

Matéria publicada, originalmente, no dia 05/07/2024

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Ibaneis veta emendas à LDO que viabilizariam meta 17 e recursos para as escolas

Os vetos do governador Ibaneis Rocha à LDO – Lei de Diretrizes Orçamentárias – confirmam o que o Sinpro-DF vem denunciando há muito tempo: esse governo não tem intenção de investir numa educação pública de qualidade. Os vetos atingiram, em especial, o cumprimento da meta 17 do PDE (Plano Distrital de Educação), os recursos dirigidos às escolas e a gratificação da equipe gestora. A análise foi feita pela assessoria parlamentar do Sinpro.

Ainda é possível reverter esses prejuízos ao orçamento da educação: a Câmara Distrital tem o poder de derrubar os vetos de Ibaneis. Para isso, é fundamental a participação e a mobilização de toda categoria para pressionar os parlamentares. Um grande ato do magistério público pela derrubada dos vetos acontece no próximo dia 22 de agosto, quinta-feira, na Câmara Legislativa do DF. A manifestação começa às 14h e haverá paralisação.

 

Os vetos

O principal impacto dos vetos de Ibaneis à LDO está no Anexo IV, que versa sobre despesas sobre pessoal. Nessa parte do documento, o governador que antes afirmava que professor deveria ter salário igual ao de juiz vetou o reajuste da categoria magistério com base na meta 17 do PDE. Também vetou o reajuste da gratificação das equipes gestoras.

A meta 17 do PDE é aquela que prevê a valorização dos profissionais da educação, equiparando o vencimento básico de professores e orientadores educacionais à média da remuneração das demais carreiras de servidores públicos do Distrito Federal de escolaridade equivalente.

O governador também vetou artigos do texto principal que têm impacto direto na adequação e reforma de unidades escolares e em programas educacionais. Esses vetos afetam rubricas específicas para equipamentos e condições sanitárias nas escolas. Sem recomposição inflacionária, as escolas podem enfrentar dificuldades financeiras adicionais, prejudicando questões de manutenção e o funcionamento de programas essenciais.

Para a diretoria do Sinpro, os vetos de Ibaneis, além de causar empecilhos para uma política de valorização do magistério, resultarão na falta de recursos direcionados para a infraestrutura escolar, tecnologia, questões sanitárias e cumprimento de metas legais e educacionais, o que impacta negativamente a qualidade do ambiente escolar e a implementação de políticas educacionais. Ou seja, mais um passo na direção do sucateamento.

 

LDO e LOA: diferenças

A LDO, Lei de Diretrizes Orçamentárias, é aprovada no final do primeiro semestre. Cabe a essa lei, anualmente, enunciar as políticas públicas e respectivas prioridades para o exercício seguinte.

Já a Lei de Orçamento Anual (LOA) tem como principais objetivos estimar a receita e fixar a programação das despesas para o exercício financeiro. O projeto da LOA 2025 começa a tramitar na CLDF a partir de meados de setembro. A sessão do ano de 2024 se encerra com a aprovação da LOA 2025, que tem referência na LDO.

A diretoria colegiada do Sinpro mobiliza toda a categoria a participar do ato dia 22 na CLDF, com paralisação, ação que foi definida na assembleia geral de 26 de junho e faz parte da Jornada em Defesa da Educação. Os motes centrais do ato serão por todas as nomeações e pela aprovação da LDO com mais recursos para a educação.

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Curso de Formação Continuada – confirmação de matrícula chega por e-mail hoje (7/8)

A Secretaria de Políticas Educacionais, responsável pelo Curso de Formação Continuada do Sinpro, divulga hoje, quarta-feira 7 de agosto, os nomes das pessoas selecionadas para os cursos de Elaboração de Projetos de Pesquisa e de Educação Especial na Perspectiva Inclusiva.

Quem fez a inscrição para o curso deve receber um e-mail informando se conseguiu ou não a vaga para o curso desejado. Se você não recebeu nenhum e-mail, verifique sua caixa de spam ou a lixeira. Para sanar dúvidas, entre em contato com Joelma pelo WhatsApp 99323-8140.

A primeira aula do Curso de Formação Continuada será presencial, e ocorre na próxima quarta-feira, 14 de agosto, na sede do Sinpro no SIG, às 19h. A presença é obrigatória, e a falta acarretará a perda da vaga.

Dia 15 de agosto, haverá uma segunda chamada para preenchimento das vagas que remanescerem por desistência ou por falta na primeira aula.

Os cursos terão duração de 120h, e se estenderão de agosto a dezembro de 2024. As demais aulas serão oferecidas na plataforma online do sindicato, de forma síncrona, de acordo com cronograma disponibilizado no AVA.

18 anos da Lei Maria da Penha

Neste 7 de agosto de 2024, o Brasil entende a urgência, a importância e a necessidade de leis como a Lei Maria da Penha, que protejam e amparem mulheres vítimas de violência doméstica. E quem nos demonstra isso, mais uma vez, é a farmacêutica Maria da Penha Maia Fernandes.

Por conta do suposto documentário sobre a vida de Maria da Penha, publicado por uma produtora de vídeos desinformativos, a farmacêutica precisou ser incluída, no início de junho, no Programa de Proteção aos Defensores dos Direitos Humanos do governo do Ceará.  Ela se tornou vítima de diversos ataques de extremistas da direita.

A ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, pediu pessoalmente ao governador cearense Elmano de Freitas a inclusão de Maria da Penha no programa de proteção.

Uma vez que a escola é uma pequena amostra da sociedade, faz parte do trabalho que os educadores e educadoras levam para a escola o debate sobre a violência contra as mulheres, e assim tornar meninas conscientes da violência de que são vítimas, e meninos da importância de não normalizarem a violência contra meninas/mulheres.

O Sindicato dos Professores no Distrito Federal tem uma secretaria especializada em levar às escolas discussões para promover a conscientização de gênero, combate à exploração e ao abuso sexual infantil. A Secretaria de Assuntos e Políticas para Mulheres Educadoras faz esse trabalho, como o projeto Faça Bonito, que luta contra o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes.

Atualmente, a legislação brasileira prevê, por meio do art. 26 da Lei nº 14.164 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), a aplicação de conteúdos relativos aos direitos humanos e à prevenção de todas as formas de violência contra crianças, adolescentes e mulheres, de modo adequado em cada nível de ensino.

A lei 11.342 de 2006, conhecida como Lei Maria da Penha, além de focar em punição a agressores, dá ênfase à prevenção e à proteção às vítimas. Essas características fizeram da Lei Maria da Penha referência mundial no combate à violência contra as mulheres.

Aqui no Distrito Federal, só em 2023 foram 78 tentativas de feminicídio e 34 casos fatais.

O documentário desinformativo dá voz ao agressor de Maria da Penha, seu ex-marido, que foi condenado, sentenciado, passou por todo o processo legal e teve direito a defesa. À agredida, vítima de duas tentativas de feminicídio, foram concedidos apenas 15 minutos.

É gritante o contraste entre a vanguarda da legislação brasileira e a mentalidade machista, ultrapassada e criminosa de certos setores da sociedade brasileira que insistem em diminuir, destruir e calar a existência das mulheres.

Dezoito anos depois, a Lei Maria da Penha se revela fundamental para a proteção das cidadãs brasileiras.

Hoje às 19h, o auditório do Sinpro recebe integrantes do Levante Feminista Contra o Feminicídio para debater esse importante marco na defesa dos direitos – e das vidas – das mulheres brasileiras. Não perca!

 

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TV Sinpro mostra a Festa das Regiões da EC 11 de Sobradinho

Durante quinze anos a Escola Classe 11 de Sobradinho tem inserido os(as) estudantes dos anos iniciais do Ensino Fundamental nos aspectos culturais e sociais de cada uma das regiões do país. Este ano, a comunidade escolar e os 380 estudantes participaram ativamente da Festa das Regiões, projeto que o TV Sinpro desta quarta-feira (07) vai destacar. A 15ª edição do evento ocorreu no dia 15 de junho.

O projeto é uma importante ferramenta no aprofundamento das características das regiões brasileiras, como fauna, clima, flora, relevo, a parte histórica, as músicas, ritmos, promovendo ganhos pedagógico e na psicomotricidade do aluno. A culminância do projeto contou com apresentações de danças típicas das regiões estudadas, promovidas pelos(as) alunos(as), apreciadas pela comunidade escolar numa festa aberta.

O TV Sinpro do dia 07 de agosto começa às 19h na TV Comunitária de Brasília (Canal 12 da NET) e nas redes sociais do sindicato (Facebook e Youtube). Não perca!

Secretaria de Mulheres debate 18 anos da Lei Maria da Penha

A Secretaria de Assuntos e Políticas para mulheres educadoras do Sinpro realiza, no dia 7 de agosto às 19h, uma plenária com as integrantes do Levante Feminista Contra o Feminicídio para comemorar os 18 anos da Lei Maria da Penha.

As inscrições para a plenária começam dia 1º de agosto, e vão até o dia 7 de agosto, ao meio-dia, abertas a quem quiser participar.

A plenária contará com a diversas lideranças feministas para debaterem o assunto:

Gisele Cristine da Silva Dantas, Professora-formadora da rede educacional pública, nos Cursos Maria da Penha vai à Escola – SEE-DF/TJDFT, Psicóloga, Mestre e Doutora em Psicologia Clínica e Cultura pela Universidade de Brasília.

Sonia Reis, líder da Comunidade Cigana Romani Lovara do DF, servidora da SEE-DF, diretora da frente de Mulheres do Campo, do Cerrado e Entorno pela União Brasileira de Mulheres – DF, e coordenadora da Cufa em Brazlândia.

Renata Parreira é pedagoga, professora da SEE-DF, especialista em história e cultura Africana e Afrobrasileira e também em Direitos Humanos e Diversidade, com ênfase na EJA; é coordenadora do Movimento Março por Marielle – DF e entorno, dentre outros.

Ana Liési Thurler, Mestra em Filosofia, Doutora em Sociologia. Organizou, pelo Fórum de Mulheres do DF e Entorno, Ato em Memória de Thaís Mendonça, aluna da UnB, vítima de feminicídio, em julho 1987. Integrante do Levante Feminista Contra o Feminicídio-DF.

 

Levante Feminista presente

Durante a plenária, o coletivo Levante Feminista contra o Feminicídio apresentará dados, estatísticas e informações sobre os feminicídios no DF.

Para o Levante Feminista Contra o Feminicídio, as mortes violentas de mulheres mobilizam, movem, escandalizam, indignam. O feminicídio é um fenômeno social que manifesta toda a face perversa, cruel, letal da violência de gênero que recai sobre as mulheres ao longo de suas vidas. O feminicídio viola, mutila, aniquila corpos femininos e feminizados em um contexto social misógino, LGBTQIAPN+fóbico, racista, classista, capitalista, patriarcal.

A lei 11.342 de 2006, conhecida como Lei Maria da Penha, além de focar em punição a agressores, dá ênfase à prevenção e à proteção às vítimas. Essas características fizeram da Lei Maria da Penha referência mundial no combate à violência contra as mulheres.

O termo feminicídio surgiu no Tribunal Internacional sobre Crimes Contra a Mulher, em março de 1976, em Bruxelas. Somente em 2015, o Brasil aprovou a Lei do Feminicídio. Foi necessário inscrever o termo feminicídio no texto da lei, mas a lei, agora, precisa se enraizar, se incorporar à cultura e à vida social. Feminicídio é o descarte, é a expulsão da mulher de espaços vitais no âmbito da intimidade e, também, no âmbito dos espaços públicos, como feminicídios políticos de mulheres líderes comunitárias, casos de Dorothy Stang, Margarida Alves, Marielle Franco – dentre tantas outras.

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EDUCAÇÃO INCLUSIVA: DESAFIO É VENCER O CAPACITISMO

Como fazer a perspectiva da inclusão se sobrepor à perspectiva capacitista e medicalizada dos alunos com deficiência? O Sinpro promoveu no último fim de semana o Seminário Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, e trouxe especialistas para debaterem a dimensão social da perspectiva inclusiva versus o modelo biomédico, que induz ao capacitismo.

O evento foi aberto pela fanfarra do Centro de Ensino Especial 01 de Taguatinga. A seguir, a primeira palestra debateu a Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva.

 

Matrículas aumentam; formação de profissionais tem oferta insuficiente

A primeira a falar foi a professora Olga Freitas, Pedagoga, professora aposentada da SEEDF, doutora em Educação, mestra em Neurociência do Comportamento, especialista em Neuropsicologia, Neuropsicopedagogia, Gestão Escolar, Libras e em Educação Inclusiva e Consultora da Unesco.

Olga apontou que a educação inclusiva vai muito além do acesso. É necessário garantir a acessibilidade, ou seja, os produtos, meios e ferramentas concretos que possibilitem usos específicos. A partir da acessibilidade, é possível garantir a permanência e a aprendizagem dos alunos público-alvo da educação inclusiva, com participação plena, ou seja, a execução de todas as atividades em condições de igualdade em relação aos demais estudantes.

Ao apresentar dados sobre a explosão de diagnósticos, principalmente de Transtornos do Espectro do Autismo (TEA), com um aumento de 280% em 2022, Olga trouxe a seguinte reflexão: esses comportamentos de diferentes ordens vêm sendo apresentados como doenças, transtornos, distúrbios que camuflam questões políticas, sociais culturais e afetivas q afligem a vida das pessoas. Estamos voltando ao modelo médico da deficiência ou estamos sem saber como lidar com comportamentos próprios de uma geração? Para a neuropsicopedagoga, a escola não consegue mais dialogar com a capacidade de aprendizagem de uma geração que já nasceu em ambiente digital.

Olga entende que a escola deve ser não apenas um espaço físico para transmitir conhecimentos, mas um ambiente dinâmico e interativo, que utiliza as tecnologias de ponta para construir conhecimentos e oferecer uma educação personalizada e adaptada às necessidades e interesses de cada aluno. Para ela, incluir é valorizar a diversidade cognitiva.

A coordenadora geral de Estruturação do Sistema Educacional Inclusivo da Diretoria de Políticas de Educação Especial na Perspectiva Inclusiva do ministério da Educação, Liliane Garcez, lembrou em sua palestra que inclusão é a mudança de posturas e atitudes – e isso só acontece quando eu, de fato, convivo com o outro.

A representante do ministério da Educação informou que o número de matrículas da educação especial chegou a 1,8 milhão em 2023 – aumento de 41,6% em relação a 2019. De 2008 a 2022, as matrículas da Educação Especial aumentaram em 219%, sendo que as matrículas em classes comuns quadruplicaram, enquanto as ocorridas em classes exclusivas reduziram pela metade.

Para além da explosão de matrículas de alunos com deficiência, Garcez também apontou como desafios da educação brasileira na perspectiva inclusiva a exclusão e a evasão escolar, escolas com baixa acessibilidade, oferta insuficiente de formação para profissionais de educação e estudantes sem acesso ao atendimento educacional especializado (como salas de recursos).

A coordenadora do Ministério da Educação lembrou também que o governo anterior simplesmente desativou a Secadi, a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de jovens e adultos e Diversidade e Inclusão.

Confira a seguir a apresentação da fanfarra do CEE 01 de Taguatinga e a primeira palestra do Seminário

 

Capacitismo x inclusão: quem vence?

Na palestra do sábado, sobre Problemáticas na Rede e Capacitismo, a Ativista, integrante da Frente Parlamentar em Defesa da Educação Inclusiva do DF, mãe típica e atípica e membro do grupo Pitt-Hopkins Brasil, Andréa Medrado, lembrou que o capacitismo é estrutural na sociedade. Ela alertou para algumas expressões capacitistas, como aluno “laudado”, ou “anjo”, ou “aluno com necessidades especiais”, ou mesmo expressões como “ele vive no mundo da lua”; “é incapaz de ser alfabetizado”; “ela vai ser curada, tenha fé”, ou “fingir demência”, dentre outros. Ensinou que o correto a se utilizar é “pessoa com deficiência”. O termo foi definido na Convenção Internacional sobre o direito das Pessoas com Deficiência, na ONU, e ratificado no Brasil, por decretos e leis. O modelo biomédico cuida da “cura” da deficiência, e a trata como anormalidade, o que induz à ideia de que existem estudantes capazes e incapazes. Já o modelo social da inclusão entende que o problema da deficiência reside na estrutura social que oprime a pessoa PcD, uma vez que ser deficiente é uma das muitas formas de estar no mundo. Logo, é preciso tornar os ambientes acessíveis por meio da eliminação das barreiras.

O Diretor de Políticas de Educação Especial na Perspectiva Inclusiva do Ministério da Educação, Alexandre Mapurunga, trouxe alguns dados de sua dissertação de mestrado recém-defendida, sobre o capacitismo no contexto escolar. Para ele, a escola deve educar todos os alunos em igualdade de condições e proteger os alunos com deficiência de todas as formas de discriminação. O capacitismo é uma dinâmica que nega a inclusão, naturaliza a exclusão cria barreiras para participação plena e resulta na justificação do uso de práticas pedagógicas excludentes, falta de recursos adequados para práticas inclusivas e a segregação em ambientes educacionais exclusivos.

 

Confira a seguir a palestra do segundo dia do seminário

 

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