Sinpro questiona SEE-DF por devolução retroativa de professores do contrato temporário

O Sinpro protocolou ofício junto à Secretaria de Educação (SEE-DF) questionando o expediente adotado pela pasta de determinar que os professores em contrato temporário sejam devolvidos com data retroativa ao início do recesso escolar.

A prática levanta questionamentos da entidade sindical, primeiro porque não há justificativa para que se assine um documento com data retroativa, se somente agora os professores foram informados de suas devoluções, segundo porque parece haver uma motivação financeira por parte da SEE-DF em adotar tal medida, visando o não pagamento dos dias de recesso a estes profissionais.

O Sinpro solicita à SEE-DF que seja respeitada a data efetiva da comunicação da devolução aos professores temporários, e que estes não sejam constrangidos a assinar documentos com data retroativa, em evidente ilegalidade.

O ofício protocolado ressalta que, enquanto o contrato de trabalho estava vigente, os profissionais não buscaram outras oportunidades de emprego, pois confiavam na segurança jurídica do documento. O sindicato expressa sua preocupação: “A devolução antecipada compromete a subsistência desses professores e de suas famílias, além de resultar em um impacto financeiro adverso ao não pagamento dos salários devidos durante o recesso escolar.”

Em caso de dúvidas orientamos aos professores temporários que busquem auxílio jurídico nos plantões dos advogados disponibilizados na sede e subsedes do SINPRO.

O Sinpro estará também atento à folha do mês de julho para observar se o pagamento desses profissionais será realizado de forma correta. Não está descartada a possibilidade de ingresso na justiça, caso seja necessário.

 

Ibaneis e Celina escolhem negligenciar a educação

É inaceitável que o GDF baseie sua política para a educação em contratações temporárias, que precarizam o trabalho do professor e comprometem a sequência do trabalho realizado na escola, ao invés de nomear todos os aprovados e realizar concurso para preenchimento de vagas efetivas.

Na virada do semestre letivo, Ibaneis e Celina demitiram mais de 2 mil professores temporários, e lançaram a Portaria nº 805, de 25/07/24 que, dentre inúmeras barbaridades, estabelece que professores temporários trabalhem em ambos os semestres na mesma escola para receberem o pagamento do recesso de julho. O que se observa é que a portaria busca,  de alguma forma, “tornar regulares” uma série de flagrantes irregularidades do GDF.

A não prioridade do governo de Ibaneis Rocha e Celina Leão em relação à educação está evidente nas planilhas orçamentárias do governo. Basta dizer que o GDF pagou mais de R$ 219,5 milhões em propaganda em 2023. No mesmo ano, pagou R$ 128,3 milhões em alimentação escolar. Isso pode explicar a tentativa de Ibaneis e Celina de não pagarem o recesso aos professores do contrato temporário.

Não aceitaremos o projeto de desmonte da educação que Ibaneis e Celina defendem e representam!

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Pré-inscrição para cursos de formação continuada até sexta-feira

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Sinpro apoia chapa 90 “Pensar e fazer a UnB” para a Reitoria da UnB

 

A diretoria colegiada do Sinpro-DF reafirma seu compromisso incondicional com a democracia e seu apoio à consulta democrática à comunidade universitária para a escolha da nova gestão da Reitoria da Universidade de Brasília (UnB). A entidade ressalta a importância do voto na chapa 90, “Pensar e Fazer a UnB”, que tem como candidata a reitora a professora Olgamir Amancia Ferreira, ex-diretora do Sinpro-DF, que traz uma carreira sólida e dedicada ao ensino e à extensão universitária.

Ela foi Decana de Extensão desde 2016 e é professora da Faculdade UnB Planaltina. Também é professora aposentada da Secretaria de Estado da Educação (SEE-DF). O Sinpro ressalta a experiência de Olgamir, cuja trajetória é pautada na defesa da classe trabalhadora e no pensamento freiriano, com experiências fundadas no chão da escola e no movimento sindical.

A professora traz para a chapa 90, “Pensar e Fazer a UnB”, uma proposta de gestão pautada no pensamento de Paulo Freire e pela inovação e preservação das conquistas já alcançadas. Ela representa a continuidade de uma gestão vitoriosa, que enfrentou com altivez, entre 2016 e 2022, os desafios impostos por governos autoritários, como, por exemplo, redução drástica de investimentos públicos na educação superior pública e na pesquisa científica.

Ao lado do candidato a vice-reitor, Gustavo Romero, diretor da Faculdade de Medicina e ex-diretor do Hospital Universitário de Brasília (HUB), a chapa “Pensar e Fazer a UnB” apresenta um plano dividido em três eixos principais: Excelência com inclusão, Pessoas que fazem a UnB e Direitos humanos e sustentabilidade.

O Sinpro destaca a importância, para educação pública, da chapa 90 , “Pensar e Fazer a UnB” e reforça que, enquanto a professora Olgamir atuou como decana de Extensão, estabeleceu uma proximidade entre as cidades e as escolas públicas do Distrito Federal e da pesquisa científica com a Educação Básica pública.

A corrida para conquistar os votos da comunidade universitária começou há duas semanas e o primeiro turno da consulta está previsto para ocorrer nos dias 20 e 21 de agosto, com o segundo turno agendado para os dias 3 e 4 de setembro.

Clique no link a seguir e acesse a chapa 90 “Pensar e Fazer a UnB”:

https://www.pensarefazer90.com.br/

Acompanhe também pelo Instagram da professora Olgamir:

https://www.instagram.com/prof.olgamir?utm_source=ig_web_button_share_sheet&igsh=ZDNlZDc0MzIxNw==

 

Apoio à democracia na comunidade universitária

Além do apoio à chapa “Pensar e Fazer a UnB” e à candidatura da professora Olgamir, acreditando em seu compromisso com a educação pública, gratuita, inclusiva, laica e de qualidade, o Sinpro-DF presta apoio incondicional ao processo democrático de consulta universitária para escolha de reitor(a).

A participação democrática em consultas para escolha de Reitor(a) na UnB e a gestão democrática nas escolas da rede pública de ensino do Distrito Federal são fundamentais para assegurar educação pública, gratuita e de qualidade, bem como o fortalecimento da soberania do País

O Sinpro saúda também as chapas concorrentes intituladas “A UnB que queremos” e “Imagine UnB: participar e transformar”, lembrando que a UnB é uma das principais universidades do País e da América Latina, que, no início deste ano, foi considerada, pelo Webometrics Ranking of World Universities, como a terceira melhor instituição de ensino superior federal do Brasil.

UnB: patrimônio público a ser preservado e defendido

Atualmente, a UnB é dirigida pela professora Márcia Abraão, primeira mulher a ser reitora na história da instituição. Eleita em 2016 e reconduzida ao cargo em 2020, Márcia é professora do Instituto de Geociências da universidade e, em 2023, foi eleita presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).

Apuração do Correio Braziliense indica que, segundo dados de 2023, a UnB conta com cerca de 54 mil estudantes matriculados(as), distribuídos(as) nos quatro campi do Distrito Federal: o Campus Darcy Ribeiro (Asa Norte), Faculdade UnB Planaltina (FUP), Faculdade do Gama (FGA) e Faculdade de Ceilândia (FCE).

Ainda conforme esses dados, atualmente há 356 cursos de graduação ofertados, além de 102 programas de pós-graduação. O corpo docente conta com cerca de 2,6 mil professores. Os servidores técnicos-administrativos somam cerca de 3 mil. A Universidade de Brasília é a maior do Centro-Oeste.

 

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17ª edição da Jornada Literária do Distrito Federal é destaque do TV Sinpro desta quarta (31)

Imagine um encontro entre 21 autores(as) brasileiros(as) de literatura, 5 mil alunos(as), 200 professores(as) de 20 escolas da rede pública de ensino do Distrito Federal e uma grande paixão pelos livros. Este foi um pouco do sentimento presente durante a 17ª edição da Jornada Literária do Distrito Federal, que aconteceu dos dias 03 a 13 de junho, no Paranoá e São Sebastião. É justamente um pouco deste ambiente que o TV Sinpro mostra nesta quarta-feira (31), às 19h.

A preparação de professores(as) e estudantes para o encontro com os(as) autores(as) começou em abril, com as oficinas de mediação de leitura realizadas na sede da Associação da Jornada, no Paranoá, e no IFB de São Sebastião. Os professores tiveram contato com os livros que foram utilizados em sala de aula e receberam treinamento para utilizar as ferramentas de mediação. Nesta edição, a Jornada distribuiu 1.400 livros para as bibliotecas das escolas participantes. Em oito anos o projeto já alcançou mais de 150 mil estudantes e desde 2016 realizou encontros entre estudantes e escritores no Paranoá e Itapoã, em Ceilândia, Gama, Brazlândia, Sobradinho e São Sebastião.

O TV Sinpro do dia 31 de julho começa às 19h na TV Comunitária de Brasília (Canal 12 da NET) e nas redes sociais do sindicato (Facebook e Youtube). Não perca!

Sinpro deseja um bom retorno às aulas a toda categoria e à comunidade escolar

A diretoria colegiada do Sinpro-DF deseja um excelente retorno às aulas a todos(as) os(as) professores(as), orientadores(as) educacionais e à comunidade escolar para o segundo semestre letivo, e que na volta às aulas não nos falte motivação para nos mantermos firmes na luta pela qualidade da educação do Distrito Federal, na defesa intransigente dos nossos direitos e no combate contra todo o tipo de injustiça cometida contra a categoria magistério público.

Nossa luta também deve ser pela garantia de mais verbas para a educação com a aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), já que sua aprovação é importante para assegurarmos a qualidade da educação pública, além de ser uma forma de fazer com que o orçamento do DF tenha meios para viabilizar nossa luta rumo à meta 17 do PDE, que equipara o vencimento básico de professores(as) e orientadores(as) educacionais à média da remuneração das demais carreiras de servidores públicos do DF de escolaridade equivalente. Também continuaremos, juntos e juntas, exigindo a nomeação de todos(as) os(as) aprovados(as) no último concurso público do magistério.

Nossas vitórias terão o tamanho da nossa mobilização. Sigamos sempre em frente!

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28/07 – Dia do Agricultor e da Agricultora

Em 1960 a data foi criada pelo presidente Juscelino Kubitschek, em alusão aos 100 anos do Ministério da Agricultura, pasta criada por Dom Pedro II, em 1860. O Dia do Agricultor e da Agricultora (28/07) é uma homenagem a todos e todas que todos os dias, produzem mais de 70% dos alimentos que chegam à mesa da população.

A agricultura não se restringe ao setor alimentício e também está presente em matérias-primas fundamentais para indústrias têxteis, combustíveis e de cosméticos, por exemplo. Portanto, a relevância para a economia brasileira e mundial é enorme, é um dos mais importantes serviços prestados à sociedade.

Apesar de a data ser comemorada desde 1960, é possível dizer que o exercício de agricultor e agricultora é dos mais antigos da história da humanidade, remetendo há cerca de 10 mil anos, das primeiras sociedades e civilizações. Com o passar dos anos, o ofício do manejo da terra foi gradualmente se transformando com as transformações das técnicas da agricultura. 

Após o início da colonização portuguesa, o Brasil sofreu com o extrativismo vegetal do Pau-Brasil e as monoculturas agrícolas, com a mão de obra escrava. O principal produto era a cana-de-açúcar, com o café ganhando força com o passar dos séculos e atualmente a soja sendo protagonista. Hoje, o país é o maior produtor mundial de café e soja. Cerca de 10% da população mundial consome o que é produzido pela agricultura brasileira.

Agricultura familiar

É preciso valorizar este segmento que produz emprego e renda, preserva as culturas, o meio ambiente e garante a saúde por meio da segurança alimentar, que são características encontradas nos agricultores familiares.

Agricultores familiares são mais de 2 bilhões no mundo. No Brasil, as propriedades de agricultura familiar são 3,9 milhões, o que significa 77% de todos os estabelecimentos agrícolas, ocupando mais de 80 milhões de hectares, com mais de 10 milhões de trabalhadores (as), produzindo mais da metade da cesta básica dos(as) brasileiros.

Na agricultura familiar brasileira estão sete de cada dez postos de trabalho no campo, resultado de muita luta e mobilizações ao longo do tempo, contra o latifúndio e o agronegócio. 

Ser agricultor e agricultura familiar é muito mais do que um ofício. É um modo de vida, é uma filosofia. É estabelecer uma relação de sustentabilidade com a natureza e de solidariedade com as pessoas.

Muitas das conquistas hoje no campo são fruto da luta dos agricultores e agricultoras familiares organizados em entidades sindicais e em movimentos sociais. Uma luta que é constante, pois desafios novos se apresentam a cada dia. 

Dentre todos os direitos conquistados, há o Estatuto do Trabalhador Rural (1963) e em 1988 foi consagrado o princípio da universalidade da previdência. 

Nos governos Lula/Dilma, a agricultura familiar foi reconhecida como uma categoria, com maiores conquistas e políticas públicas para os (as) trabalhadores (as) do campo (como o Pronaf – crédito rural, transporte rural e infraestrutura). Conquistas viabilizadas com forte organização sindical dos agricultores familiares, articulada com os movimentos sociais, que têm poderes para combinar as lutas por condições de produção e trabalho rural, com as batalhas mais amplas por cidadania, direitos, liberdade e autonomia, dignidade e emancipação da classe trabalhadora.

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28/07 – Dia Mundial da Conservação da Natureza

Criada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1972, o Dia Mundial de Conservação da Natureza (28/07) alerta para o quão importante é preservar e manter os recursos naturais do planeta.

É um momento para reflexão sobre a situação dos ecossistemas, oceanos, das florestas, de avaliar como a humanidade está mantendo o planeta Terra e de como deveria melhorá-la. Pois não basta apenas não poluir, não destruir, muitas vezes também é necessário além de preservar, de reconstruir, replantar, recriar espaços, repensar ideias, concepções sobre como os habitantes deste planeta estão lidando com isso.

Políticas ambientais de proteção e manutenção de nascentes e áreas florestais, além de planos diretores para uma urbanização que respeite as leis ambientais, são medidas que muitas vezes são esquecidas em virtude da sanha capitalista de empresas que só visam o lucro de seus empreendimentos.

Brasil

São 500 milhões de hectares do país cobertos por florestas (dois terços é a Amazônica), representando 59% do território. Mas infelizmente nos últimos anos do governo Jair Bolsonaro, ele promoveu uma política de destruição ambiental e de desmonte das principais agências de fiscalização e de combate ao desmatamento.

Em 2020, simplesmente 30% do Pantanal foi destruído por conta das queimadas. Estimativas são 17 milhões de animais vertebrados mortos, mais da metade serpentes aquáticas (Scientific Reports, Springer Nature, 2021).

Em 2022, último ano de Bolsonaro, a Amazônia teve a maior taxa de desmatamento em 15 anos, com 9.069km2 (Imazon). No ano seguinte, já no governo Lula, a região apresentou o menor desmatamento em 5 anos: 3.516km2 (Imazon). O desmatamento total no Brasil em 2023 caiu 11,6% em relação ao ano anterior (MapBiomas).

Entre Agosto/2023 e Junho/2024, o recuo foi de 51% (Inpe/Ministério do Meio Ambiente/Ministério Ciência e Tecnologia). Os números mostram que o meio ambiente voltou a ser uma prioridade do Governo Federal, mas é uma batalha árdua que não se ganha da noite para o dia.

Além das mudanças que dependem de cada um, é preciso um compromisso de governo em todas as esferas, para políticas públicas em prol da preservação ambiental. Para isso, carece fiscalização rígida, punições mais severas para quem descumpre a lei e investir na educação ambiental, desde os ensinos Infantil e Fundamental.

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Coletivo da Juventude do Sinpro aprova carta-compromisso

O Coletivo da Juventude do Sinpro aprovou, em reunião virtual no último dia 23 de julho, sua Carta-Compromisso do 1º Encontro do Coletivo da Juventude do Sinpro-DF. O documento denuncia o desalento das gerações mais jovens do Magistério público diante de um processo neoliberal de precarização das condições de trabalho, e reconhece a importância da organização sindical para os desafios enfrentados pela juventude.

“A juventude assiste a esse processo [de flexibilização dos direitos trabalhistas e precarização do trabalho] sendo a faixa etária mais afetada, enfrentando as piores condições de trabalho, salários mais baixos e falta de reconhecimento”, aponta o documento.

A carta-compromisso do Coletivo da Juventude do Sinpro denuncia que “Os(as) professores(as) mais jovens estão na linha de frente e são os que mais sofrem com a instabilidade e vulnerabilidade da contratação temporária. Sem garantia de direitos básicos, os(as) professores(as) mais jovens se veem cada vez mais adoecidos(as) e frustrados(as), por isso temos que lutar por mais vagas e mais concursos públicos”, e aponta como tarefa fundamental do coletivo lutar contra todo e qualquer tipo de informalidade.

O documento aprovado pelo coletivo também aponta a luta contra o racismo, machismo e LGBTQIAPN+fobia como fundamental para a promoção de um ambiente educacional inclusivo e livre de preconceitos, propiciando assim uma escola que forme cidadãos e cidadãs conscientes de seus direitos.

Outro eixo assinalado pelo documento do coletivo da Juventude do Sinpro-DF é a pauta do esporte, lazer e meio ambiente. Após afirmar a necessidade de se construir nas escolas mais debates e formações sobre o bem-viver e o meio ambiente, o texto afirma que o coletivo da Juventude do Sinpro “assume o compromisso de lutar por melhores estruturas nas escolas das periferias, que são as mais afetadas pelas mudanças climáticas, e com a luta por mais oferta de serviços públicos que possibilitem a juventude ter mais acesso à cultura, esporte e lazer.”

Por fim, o coletivo da Juventude lembra da importância de fomentar o pertencimento transgeracional a partir de ações de aproximação com a juventude trabalhadora para o fortalecimento da luta coletiva.

Apenas a luta coletiva é capaz de proporcionar vitórias importantes para a categoria.

 

 

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Publicado edital para processo eleitoral em escolas que não elegeram diretor, vice e conselho escolar em 2023

Foi publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta quinta-feira (25) o edital de processo eleitoral para escolha de Conselheiros Escolares, Diretores e Vice-Diretores das unidades escolares da Rede Pública de Ensino do Distrito Federal. Ficam convocadas a participar do processo eleitoral as unidades escolares que não elegeram chapa para Diretor e Vice-Diretor nas eleições convocadas pelo edital do processo eleitoral de 2023; que foram recém-instaladas, desde que os membros da comunidade escolar cumpram os requisitos exigidos pela Lei no 4.751/2012; e cujos Conselhos Escolares não estejam constituídos ou que possuam vagas dentro do quantitativo estabelecido no Anexo Único da Lei nº 4.751, de 2012.

A gestão democrática da educação básica do DF é regulada pela Lei n.º 4.751/2012 e institui o processo eleitoral para escolha dos(as) profissionais como forma de participação ativa da comunidade escolar na tomada de decisões, promovendo a transparência e a gestão responsável no ensino público.

A inscrição das chapas e dos(as) candidatos(as) ao Conselho Escolar junto à Comissão Eleitoral Local (CEL) deverá ser feita de 19 a 23 de agosto, mesmo período para o recebimento das inscrições das chapas e dos(as) candidatos(as) ao Conselho Escolar, bem como das solicitações de credenciamento dos fiscais. A elaboração de edital próprio contendo o resultado final, deferido ou indeferido, das inscrições das chapas e dos(as) candidatos(as) ao Conselho Escolar, bem como do credenciamento dos fiscais será publicado entre 16 e 19 de setembro. O período destinado à campanha eleitoral é de 23 de setembro a 19 de outubro, e as eleições ocorrem em 23 de outubro. Confira o cronograma completo ao final da matéria.

 

Operacionalização do processo eleitoral

Para participar do processo eleitoral os(as) candidatos(as) deverão compor chapa na qual indique, explicitamente, quais candidatos concorrerão à função de diretor e de vice-diretor, devendo ser efetuada, necessariamente, uma das seguintes composições: professor e professor, sendo que um destes deverá ter, no mínimo, três anos de regência de classe como servidor efetivo da Carreira Magistério Público; servidor da Carreira Políticas Públicas e Gestão Educacional do DF e professor com, no mínimo, três anos de regência de classe como servidor efetivo; especialização em educação e professor com, no mínimo, três anos de regência de classe como servidor efetivo da Carreira Magistério Público.

Para a inscrição os(as) candidados(as) para a função de diretor e de vice-diretor deverão apresentar uma foto facial, física ou digital, no formato 3×4, com fundo branco; comprovante das exigências contidas no art. 12 desta Resolução e nos incisos I a IV e VI do art. 40 da Lei nº 4.751, de 2012; Termo de Compromisso assinado por ambos os candidatos da chapa, se comprometendo a frequentar o curso de gestão escolar; Plano de Trabalho para a Gestão da Escola, cujo teor aborde, necessariamente, a explicitação dos aspectos pedagógicos, administrativos e financeiros prioritários, assim como os objetivos e as metas para a melhoria da qualidade da educação; e Declaração de Inexistência de Causa de Inelegibilidade e de Impedimentos, em consonância ao Anexo II do Decreto nº 39.738, de 28 de março de 2019.

“Quando bem definida, a Gestão Democrática preserva a autonomia de todos que compõem a comunidade escolar. Fortalece os vínculos dentro da escola, aproxima escola, pais e a sociedade para promover uma educação de qualidade, e que estimule o exercício da cidadania”, salienta a diretora do Sinpro Solange Buosi. Carlos Fernandes, também diretor do sindicato complementa que a Gestão Democrática é uma de nossas maiores conquistas históricas, não só para os professores e orientadores pedagógicos, mas para todos os trabalhadores, mães, pais e demais responsáveis inseridos nos processos de educação. “A escola, além de reproduzir as práticas sociais, tem a função precípua de orientar a formação dos cidadãos do futuro. A democracia exercida dentro das nossas escolas serve como valorosa referência para quem começa a perceber como deve ser o funcionamento de uma sociedade sadia. A diretoria do Sinpro trabalha incessantemente para garantir que a Gestão Democrática siga o espírito para que foi criada”.

Clique aqui e leia a íntegra do edital publicado no DODF.

 

Veja abaixo o cronograma do processo eleitoral:

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26 de julho | Dia dos Avós

O Sinpro parabeniza a todos(as) os(as) vovôs e vovós da categoria. Neste Dia dos Avós, o sindicato também lembra da importância do cuidado. “Este é um dia especial para homenagearmos os avôs e as avós, pessoas incríveis, experientes e fundamentais na vida das crianças, adolescentes e até na vida de pessoas adultas. Quem tem ou teve a oportunidade de conviver com avós carinhosos e respeitosos terá memórias afetivas significativas para o enfrentamento dos desafios da vida”, afirma Elineide Rodrigues, coordenadora da Secretaria para Assuntos de Aposentados do Sinpro-DF.

Ela diz que o fato de haver na categoria do Magistério Público uma boa parte de avós da ativa, e, sobretudo, de aposentados e aposentadas, a data enseja a lembrança do cuidado e da valorização dos direitos humanos. “Vem a lembrança de que, na categoria, temos uma boa parte de professores, professoras, orientadores e orientadoras educacionais aposentada e, portanto, uma parcela considerável de vovós e vovôs que estão vivenciando momentos de um prazer fraternal incrível, acompanhando seus netos e netas, mas, ao mesmo tempo, precisam desfrutar desse prazer com dignidade salarial, com acesso à saúde, ao lazer e a outros direitos trabalhistas e humanos”.

Ela observa que, no Brasil, a população está cada vez mais idosa e precisa valorizar, muito mais, os direitos humanos. “Temos trabalhado o conceito de direitos humanos no curso Formação por Território para Aposentados(as), com os temas “O cuidado como um direito humano: que história é essa?”, ministrado pelo Instituto Horizonte; e “Sociedade do cuidado”, apresentado pelo Coletivo Filhas da Mãe”.

E ressalta que, quando se fala de avós, remete-se a uma população que está, em sua maioria, idosa, ou, pelo menos, partindo para isso. “Trata-se de uma população que já tem uma caminhada, uma experiência de vida e, ao mesmo tempo que sentem essa emoção e esse prazer de estar com seus netos e netas, acompanhando-os(as), precisam, ao mesmo tempo, de cuidado do Estado. Ou seja, o Estado precisa cuidar cada vez mais dessa população porque cada vez mais envelhecendo, portanto, o País terá mais avós e avôs e precisam ter seu direito humano de ser avós garantido”.

O Sinpro aproveita a data para destacar a importância da assistência social como um direito social constitucional e um serviço público fundamental, que precisa de profissionais concursados(as) e efetivos(as) para execução das políticas públicas do cuidado. E lembra que a assistência social caminha lado a lado com a educação e a saúde públicas. Nesse sentido, lembra que, este ano, pela primeira vez no Brasil, um governo federal inaugurou a Política Nacional de Cuidados (PNC).

A PNC visa a promover mudanças necessárias para uma divisão mais igualitária do trabalho de cuidados dentro das famílias e entre a comunidade, o Estado e o setor privado. Segundo matéria do Palácio do Planalto, essa política inova ao reconhecer a importância da corresponsabilização social e de gênero nas tarefas do cuidado. Confira: https://agenciagov.ebc.com.br/noticias/202404/brasil-elabora-proposta-de-politica-nacional-de-cuidados-e-um-plano-nacional-de-cuidados

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