Sinpro disponibiliza ônibus para a Assembleia Geral desta quarta (26)
Jornalista: Luis Ricardo
O Sinpro-DF informa que vai disponibilizar ônibus para os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais participarem da Assembleia Geral com paralisação desta quarta-feira (26), às 9h, no estacionamento da Funarte. A assembleia dará andamento à Campanha Salarial 2024.
Confira abaixo os locais dos ônibus. Saída às 8h.
Assembleia Geral
Essa será a quarta e última assembleia do semestre, que antecede o recesso escolar do meio do ano. A categoria do magistério público intensificará a luta da Campanha Salarial, que traz a reivindicação de reajuste salarial imediato de 19,8%, rumo a meta 17.
O índice de 19,8% repõe as perdas inflacionárias geradas de janeiro de 2019 a dezembro de 2023. Já a meta 17 do PDE (Plano Distrital de Educação) equipara o vencimento básico de professores(as) e orientadores(as) educacionais à média da remuneração das demais carreiras de servidores públicos do DF de escolaridade equivalente. Com isso, o reajuste da remuneração da categoria superaria o índice de 67%.
Também estão na pauta da assembleia o cumprimento integral do acordo de greve, assinado em 2023, e da pauta de reivindicação atualizada da categoria.
Na assembleia do dia 26 de junho, professores(as) e orientadores(as) educacionais, novamente, denunciarão e exigirão soluções para situações inaceitáveis que fazem parte do dia a dia das escolas públicas. Entre elas, merenda com larvas e cardápio sem variedade de produtos alimentícios; superlotação das salas de aula; ensino inclusivo sem qualquer suporte; escolas sem condições mínimas de infraestrutura; pane no sistema que dá acesso ao Diário de Classe; omissão à violência contra professores(as) e orientadores(as) educacionais em exercício.
A categoria do magistério público avalia que a política antieducação do governador Ibaneis Rocha e de sua vice, Celina Leão, já ultrapassou todos os limites. Professores(as) e orientadores(as) educacionais não tolerarão mais o descaso e os desmandos com a categoria e com o povo do DF.
O Sinpro reafirma que a unidade e a mobilização da categoria são imprescindíveis para avançar em mudanças e conquistas. Para o sindicato, o momento é descaso com a educação: ao mesmo tempo que mostra o caos na educação, impõe à categoria um governador que tem como legado a menor despesa total de pessoal da história.
Núcleo de Ensino da Unidade de Internação de Santa Maria é finalista a prêmio de melhor escola do mundo
Jornalista: Luis Ricardo
O projeto RAP, que preconiza a Ressocialização, Autonomia e Protagonismo, inseriu o Núcleo de Ensino da Unidade de Internação de Santa Maria no mapa. Diante da repercussão e da importância do projeto, a unidade escolar está no Top 10 do Prêmio das Melhores Escolas do Mundo 2024 (World Best School Prize) na Categoria Superando as Adversidades. A escola ficou à frente de milhares de outras unidades espalhadas por mais de 100 países. A escolha da Melhor Escola do Mundo é feita por votação popular e os concorrentes disputam um prêmio de R$ 50 mil em cada categoria do concurso. As votações vão até o dia 28 de junho e podem ser feitasclicando aqui.
Música que inspira
O Núcleo de Ensino da Unidade de Internação de Santa Maria funciona dentro de uma instituição de acolhimento para jovens em conflito com a lei, atendendo aproximadamente 150 adolescentes. Diante deste cenário, a escola passou a implementar o projeto RAP, que ensina respeito e trabalho em equipe por meio da música, principalmente rap e hip hop, e da poesia. Por meio de debates sobre música e cinema, todos(as) são ensinados(as) a trabalhar em equipe e a respeitar a diversidade.
Cabeça à frente da iniciativa, criada em 2015, o professor de história Francisco Celso afirma que a música é uma poderosa ferramenta pedagógica. “Talvez eu tenha sido o camarada que tenha tido a sensibilidade, como diz o Paulo Freire, de perceber que os nossos estudantes não são copos vazios e que eles carregam essa potência do hip-hop, da cultura urbana. O que a gente fez foi dar uma oportunidade a eles”.
Siga o passo a passo para votar:
1–Entre no link da votação: https://bit.ly/NúcleoDeEnsinoDaUnidadeDeInternaçãoDeSantaMaria
2 – Escolha a opção “Overcoming Adversity”
3 – Escolha o “Núcleo de Ensino da Unidade de Internação de Santa Maria”
4 – Clique em “Vote agora”
5 – No campo “First Name” digite o seu primeiro nome.
6 – No campo “Last Name” digite o seu último nome
7 – No campo “Email” digite o seu endereço de email
8 – No campo “What is your country of residence?” informe o país que você reside.
9 – No campo “Which of the following describe best your profession?” diga se você é” professor” (Teacher) “aluno” (Student) ou, na dúvida escolha a opção “outro” (Other).
10 – No campo “Are you 18+ years old? (Please note, there is no age limit for voters)” se você tiver menos de 18 anos de idade escola a opção “No, I’m under 18 years old” ou se você tiver mais de 18 anos de idade escolha a opção “Yes, I’m more than 18 years old”.
11 – Caso você seja maior de 18 anos, no campo “If you are +18 years old, you work within an education community, and you’d like to receive further communications from T4 Education, please confirm below” clique no quadradinho para receber as notificações da T4 Education (organizadora do prêmio)
12 – Após a conclusão do voto no site, vá até a sua caixa de e-mail e confirme o voto para que o mesmo seja validado.
4ª Noite de Autógrafos acontece nesta sexta, 21, na sede do Sinpro
Jornalista: Alessandra Terribili
O Sinpro convida todos e todas para sua 4ª Noite de Autógrafos, que acontece nesta sexta-feira, 21 de junho, às 19h, na sede do sindicato no SIG. A homenageada dessa edição é a professora aposentada e ex-dirigente do Sinpro Maria Augusta. Trinta autores e autoras da nossa categoria colocarão seus livros à venda no evento e estarão à disposição do público para autografá-los (veja lista abaixo).
A Noite de Autógrafos é uma realização, em parceria, da Secretaria de Cultura e da Secretaria de Aposentados do Sinpro. É um momento de encontros, descontração, e valorização da produção de conhecimento e de arte na categoria! Um coquetel será servido aos presentes e os autores e autoras terão a oportunidade de, no palco, recitar um poema ou apresentar sua obra ao público. Leve um casaco, porque o evento será realizado ao ar livre, no estacionamento do Sinpro! Até lá!
As obras que serão apresentadas:
A Enfezada Melissa – Cilsa Tavares Universidade do Caminho – Francisco das Chagas Branda Brisa, Sertão de Maraiva, Escola de Joaninhas – Ana Magalhães Meu neto vai ganhar uma irmã e eu não sou avó – Márcia Lucindo Mundo Encantado das Dobraduras – Lair Franca Donatello O menino que mudava de cor – Magda Oliveira Investigações em ensino de matemática – Maria Dalvirene Control C Control Verso – Luis Felipe Vitteli Peixoto Manuela e as Borboletas Amarelas – Janilce Rodrigues Nós de de oito eus – Gilda Andrade Agrestina – José Sóter As sacolas enigmáticas de dona Emengarda – Débora Bianca Letras e Pedagogias – Um necessário enlace – Celina Cassal Poesias acres-doces – Paulo Palmerio De capa, máscara e boné – Rafael F. Souza Liberdade de ser, coragem para sentir – Rafaela Farias Os bem nascidos – Ruth Meyre Dona Bolota, a bolha de sabão – Sirlene Lopes Nascimento Putas e outras pátrias – Vicente de Melo Espaço de Recordações – Ana Paula de Rezende Navarro Esporte negócio: Uma estratégia de marketing esportivo – Antônio Donizete Educação geográfica: possibilidades e desafios contemporâneos – Maria Solange Melo Luz, uma canção em silêncio – Andréia Moreira A Creche da Dona Coruja – Alice de Sousa Garimpo: Uma verdade sobre a Chapada dos Veadeiros – Jorge Monicci O Menguinho Sapeca – Arlene Muniz Sem tempo para sentir medo – Carlos Simões dos Santos Faces de um velho punk – Gilberto Luiz Fios que atravessam o tempo – Hozana Costa O Sorriso de Eva – Natanael de Abreu “A gente só é, e pronto!” Uma análise linguístico-discursiva sobre os impactos da LGBTIfobia na escola – Leonardo Café
CONCURSO 2022 | Sinpro garante conquistas para novos nomeados
Jornalista: Vanessa Galassi
A Comissão de Negociação do Sinpro avançou em uma série de conquistas para novos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais que passarão a integrar a rede pública de ensino em 2024. As vitórias foram firmadas em reunião com membros da Secretaria de Educação do DF (SEEDF), nesta quinta-feira (20/6).
Entre as conquistas, está a garantia de que professores(as) que atuam em regime de contratação temporária e foram recentemente nomeados(as) migrem as aptidões adquiridas em exercício para a nova matrícula como efetivos(as).
A apresentação dos documentos que comprovam a realização de cursos e das aptidões deverão ser entregues no ato da posse, que poderá ser realizada até dia 15 de julho.
Durante a reunião, foi informado que serão apresentadas vagas em todas as regionais de ensino. A Comissão de Negociação do Sinpro ressaltou a importância de todas as carências definitivas (vagas resultantes de aposentadorias e vacâncias) serem apresentadas para a escolha dos novos(as) efetivos(as).
Com a negociação, professores(as) aprovados(as) no último concurso e que já atuavam como efetivos(as) na rede de educação com jornada de 40 horas poderão pleitear o acúmulo da carga horária, somando 60 horas semanais de trabalho. Isso caso haja carência de 20 horas na sua atual área de atuação. Ou seja, a redução da carga horária será solicitada para a matrícula mais antiga. Todos(as) os(as) novos(as) concursados(as) do magistério deverão assumir em jornada de 40 horas.
A Comissão de Negociação do Sinpro ainda garantiu que as vagas tornadas sem efeito (não empossadas) serão destinadas aos(às) aprovados(as) que ficaram de fora do cadastro reserva do concurso de 2022. O trâmite será feito, segundo a Secretaria de Educação, em prazo de, em média, 60 dias.
Datas importantes
15 de julho: último dia para tomar posse como professor(a) ou orientador(a) educacional da rede pública de ensino (aprovados no concurso de 2022)
17, 18 e 19 de julho: Curso online de formação para empossados(as). Material disponível na plataforma da Eape.
22, 23, 24 de julho: Encaminhamento para lotação.
25 e 26 de julho: Empossados(as) deverão se apresentar na Coordenação Regional de Ensino (CRE) em que está lotado(a).
29 de julho: Início do exercício na unidade escolar de atuação.
Diário eletrônico
Outro ponto importante da reunião da Comissão de Negociação do Sinpro com a SEEDF foi quanto a não responsabilização e penalização dos(as) professores(as) pelos erros do sistema Educa-DF, que gere o diário de classe eletrônico. Com isso, não será estabelecido prazo fixo antes do fim do ano para que o(a) professor(a) apresente o diário de classe preenchido.
Manifesto pede apoio em defesa da vida e pelo fim da violência sexual; Sinpro é signatário
Jornalista: Vanessa Galassi
O Brasil inteiro está chocado com o projeto de lei da gravidez infantil, também chamado de projeto de lei do estuprador (PL 1904/24). Na corrida contra o tempo para arquivar a proposta que tramita na Câmara dos Deputados, o grupo “Criança não é mãe – Movimento Brasília/DF”, composto por centenas de mulheres e homens de mais de 60 movimentos sociais e sindical, entre eles o Sinpro-DF, lançou manifesto convidando “todas e todos que defendem a vida e abominam a violência sexual contra meninas e mulheres a se juntarem” à iniciativa.
“O Sinpro assina o manifesto contra o PL da gravidez infantil justamente porque, historicamente, lutamos em defesa da vida. Quantos e quantas de nós, professoras e professores, orientadoras e orientadores educacionais, vemos nas nossas salas de aula meninas do 6ª, 5º ano vítimas de abuso sexual realizado por parentes ou pessoas próximas? Queremos que essa nossa estudante seja presa? Pois é isso que o PL 1904 quer”, afirma a diretora do Sinpro Mônica Caldeira.
O texto do manifesto foi lindo nessa quarta-feira (19), durante ato realizado no Anexo II da Câmara. Entre as justificativas para arquivar o PL, o manifesto lembra que o projeto de lei da gravidez infantil obriga meninas e mulheres estupradas a abrirem mão do direito à interrupção da gravidez, caso estejam com 22 ou mais semanas de gestação.
“Desde 1940, o Código Penal garante o aborto legal em casos de estupro ou quando a gravidez coloca em risco a vida da gestante (…) Os dados nos revelam que 123 crianças de até 13 anos são estupradas por dia no Brasil (…)Muitas dessas crianças nem sabem o que é estupro”, diz trecho do documento, e continua: “As vítimas de estupro normalmente são ameaçadas pelo estuprador para manter o silêncio (…) A gravidez de crianças e adolescentes, muitas vezes, só é percebida por um adulto quando a gestação já está avançada”.
O manifesto ainda lembra que a pena para a mulher que decidir interromper a gravidez fruto de estupro após a 22ª semana será de 20 anos de prisão, comparando-as a homicidas. Para o estuprador, a pena máxima é de 10 anos de prisão.
Para as(os) signatárias(os) do manifesto contra o PL 1904/24, caso o projeto passe a ser lei, “o Estado pactuará com a crueldade e o desprezo contra milhares de brasileiras”.
A estimativa é que ocorram 822 mil estupros de meninas e mulheres por ano no Brasil. No país, 123 crianças de até 13 anos são estupradas por dia, indica o manifesto.
Pedido de arquivamento na CLP
O movimento contra o PL da gravidez infantil, protagonizado por mulheres do DF e de todo o Brasil, teve sua primeira vitória nessa quarta-feira (19/6). O pedido de arquivamento da proposta foi aprovado na Comissão de Legislação Participativa (CLP) da Câmara dos Deputados, a partir de requerimento apresentado pela deputada Sâmia Bomfim (Psol-RJ). Durante a sessão da comissão, o manifesto também foi lido na íntegra.
Outra parceira do movimento “Criança não é mãe” é a deputada federal Érika Kokay (PT-DF). “Temos coerência e a firmeza na defesa da vida das mulheres. Não recuaremos diante do fundamentalismo e da misoginia que transformam o parlamento em um verdadeiro circo de horrores”, disse a parlamentar nas redes sociais ao postar uma foto onde segura um cartaz com a frase “criança não é mãe, estuprador não é pai. Não ao PL 1904”.
Entretanto, o PL 1904/24 continua tramitando na Câmara dos Deputados com pedido de urgência. O status, garantido com manobra do presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), viabiliza que a proposta vá direto para votação do Plenário, não passando pelas comissões que poderiam discutir o tema e ouvir especialistas e a sociedade civil.
Todavia, em pronunciamento nessa terça (18/6), Lira disse que poderá criar uma comissão pluripartidária para debater o PL da gravidez infantil. Segundo ele, o projeto será discutido no segundo semestre, após o recesso parlamentar.
Seminário debate os 10 anos de PNE e o Novo Plano Nacional de Educação
Jornalista: Luis Ricardo
O Sinpro mobiliza os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais para participarem do seminário 10 anos de PNE e o Novo Plano Nacional de Educação, uma pauta estruturante para o futuro da educação. O evento, organizado pela Frente Parlamentar Mista da Educação (FPME) da Câmara dos Deputados, será realizado na próxima quarta-feira, dia 26 de junho, das 8h às 18h, no auditório Nereu Ramos. Clique aqui e faça já a sua inscrição.
Durante a programação serão debatidos a Universalização da Educação Básica: Desafios e Perspectivas; Desafios Educacionais: Alfabetização, Tempo Integral e Qualidade; Valorização, Financiamento e Gestão Democrática na Educação Pública: Desafios da Educação Brasileira; Formação Docente: Desafios e Perspectivas para a Educação Básica e Superior; e Desafios da Educação ao Longo da Vida: Alfabetização, Educação Profissional, EJA e Acesso ao Ensino Superior.
Importância do PNE
As metas 13, 14, 15 e 16 do PNE trazem uma série de critérios que buscam consolidar uma educação de qualidade e referenciada para toda a população. Das 20 metas do PNE, apenas as metas 13 e 14, que dizem respeito à educação superior, foram cumpridas. Nenhuma das outras foi alcançada. Para o Sinpro, o Plano Nacional de Educação traz mecanismos e ferramentas necessárias para a valorização de professores(as) e orientadores(as) educacionais, e consolida a busca por uma educação pública de qualidade.
Este seminário é uma grande oportunidade para discutir os avanços, desafios e perspectivas do Plano Nacional de Educação (PNE), especialmente no contexto do novo PNE, aprovado por meio do Requerimento 24/2024, na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados. Dada a relevância do tema e a necessidade de um amplo debate para a construção de políticas educacionais mais eficazes, a presença da categoria magistério público será de grande importância.
Senado aprova nova reforma do Ensino Médio; matéria volta para a Câmara
Jornalista: sindicato
Em votação simbólica, nesta quarta-feira (19), o PL 5.230/2023, que prevê nova reforma do ensino médio, foi aprovado pelo plenário do Senado Federal. O projeto é uma alternativa apresentada pelo poder executivo para substituir o modelo instituído durante o governo de Michel Temer. O substitutivo da senadora Dorinha Seabra (União-TO) retornará para análise na Câmara dos Deputados.
Ainda na manhã de quarta-feira, a Comissão de Educação da casa havia aprovado, em reunião extraordinária, a versão da relatora para o projeto. Entre as alterações, decidiu retomar a carga horária de disciplinas obrigatórias para 2.400h anuais, após negociação com o Ministério da Educação (MEC). A proposta anterior da senadora pedia a redução para 2.200 horas.
Segundo o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), Heleno Araújo, a luta pela educação continua, agora mobilizada para garantir a aprovação das propostas do Senado, por esta ter mais avanços.
“A luta por um ensino médio inclusivo e que de fato atenda as demandas das nossas juventudes continua. O relatório da senadora Dorinha aprovado na Comissão de Educação do Senado foi fruto de muitas negociações e disputas com o setor privado (Sistema S), que tem o apoio do CONSED, aprovado com as alterações indicadas, o PL volta para Câmara para definir entre o aprovado na Câmara ou o do Senado, logo, precisamos continuar em alerta e mobilizados para garantir o que foi aprovado no Senado, por ter mais avanços. Sigamos firmes nas Lutas!”, reforça Heleno.
Cerca de 74 emendas para o texto alternativo da senadora foram avaliadas. Dessas, 14 foram acatadas integralmente e 39 parcialmente. As 2.400 horas para formação geral básica já tinham sido aprovadas durante a tramitação do PL na Câmara dos Deputados. Com a decisão, a carga horária para itinerários formativos estabelecida pelos deputados durante a tramitação também voltou a ser de 600 horas. Inicialmente, Dorinha havia proposto o aumento para 800h.
“Trata-se de alterações ao texto construídas com base no diálogo, que não perdem de vista a necessidade de avançarmos com celeridade, mas sem deixar de aprimorar o que precisa ser aprimorado para dar aos nossos jovens um ensino médio articulado às necessidades do mundo moderno e à qualidade necessária para que eles sejam os protagonistas de seu futuro, no ensino superior, no mundo do trabalho e na vida em sociedade”, justificou a senadora.
Além de fortalecer a formação geral básica, o projeto apresenta novas regras para os itinerários formativos, principal mudança adicionada na reforma feita em 2017 com a lei 13.415.
Os itinerários formativos são caracterizados por disciplinas, projetos, oficinas e núcleos de estudo que os estudantes podem escolher nos três anos do ensino médio. No entanto, como foram desenvolvidos recebeu críticas por propor conteúdos e atividades pouco relevantes para o desenvolvimento da aprendizagem dos estudantes.
Com o novo projeto, os itinerários formativos deverão ser articulados com as quatro áreas de conhecimento previstas pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC):
Linguagens e suas tecnologias, integrada pela língua portuguesa e suas literaturas, língua inglesa, artes e educação física;
Matemática e suas tecnologias;
Ciências da natureza e suas tecnologias, integrada pela biologia, física e química; e
Ciências humanas e sociais aplicadas, integrada pela filosofia, geografia, história e sociologia.
O projeto impacta milhões de estudantes brasileiros que cursam ou irão cursar os últimos anos da educação básica. Segundo o presidente da CE, senador Flávio Arns (PSB-PR), há um grande movimento em todo o país para a revogação do atual ensino médio. Para o senador, o objetivo é ter um ensino médio que, de fato, atenda as necessidades dos estudantes.
“Há o novo ensino médio e, ao final da proposta legislativa, revogam-se as disposições em contrário. O objetivo é termos um ensino médio que atenda às necessidades e isso foi fruto dessa ampla discussão com todos os setores da sociedade”, enfatizou.
Fonte: CNTE, com informações da Agência Senado – Fotografia: PEDRO FRANÇA/AGÊNCIA SENADO
Governo Ibaneis-Celina deixa mais de 1 milhão de estudantes do DF fora da EJA
Jornalista: Maria Carla
Do ano passado para cá, quase nada mudou no atendimento à demanda de trabalhadores(as) que buscam a escola pública para ingressar na Educação de Jovens, Adultos e Idosos Trabalhadores (EJAIT). Os números continuam praticamente os mesmos revelados pelo estudo nº 1.030, de 2023: mais de 1 milhão de pessoas fora da escola porque não têm acesso à EJA no Distrito Federal. Esse estudo foi realizado coletivamente pela Terceira Secretaria da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) e mostrou que, entre 2019 e 2023, a capital do País havia registrado uma queda acentuada nas matrículas da EJA, e tudo continua do mesmo jeito este ano.
Esse levantamento de 2023 mostrou que, em 2019, havia 45.259 estudantes matriculados nessa modalidade de ensino, e, em 2023, caiu para 32.958 matrículas. Este ano, embora o Governo do Distrito Federal (GDF) tenha anunciado o aumento de matrículas na EJA, ao contabilizar os(as) estudantes oriundos(as) do ensino especial, o número de matrículas continua caindo. Em breve, o Fórum Distrital de Educação (FDE) divulgará novos dados sobre isso.
Assim, o decréscimo de matrículas persiste e, segundo o estudo do ano passado, isso se traduz em “evasão escolar”. O documento da CLDF apontava, em 2023, que essa evasão era decorrente da pandemia da covid-19, uma vez que essa queda ocorreu, justamente, entre 2020 e 2022, nos 2 anos em que o mundo viveu a crise sanitária do coronavírus. A CLDF também levou em consideração o resultado da atuação insuficiente da Secretaria de Estado da Educação do Distrito Federal (SEE-DF), que, na emergência da pandemia, não realizou eficientemente o mapeamento de estudantes que não participaram das aulas remotas, ou seja, não fez a busca ativa contínua, e nem ofereceu garantia de condições adequadas para o acesso a essas atividades.
No entanto, a fase crítica da pandemia passou e, em 2023, a vida voltou ao normal. A EJA continuou com uma baixa considerável no número de matrículas. E mantém esse descréscimo em 2024. A CLDF chamou de “abandono” as vagas dos(as) trabalhadores(as) jovens e adultos que não conseguiram permanecer na EJA por diversas razões e mostrou que, no primeiro semestre de 2019, o índice desse “abandono” correspondia a 37,24% das matrículas; em 2020, a 3,97%; e, em 2021, a 7%. O índice de reprovação, por sua vez, no mesmo período, foi de 22,60%, em 2019; 48,97%, em 2020; e, em 2021, 55,73%. O estudo informa ainda que na plataforma de dados educacionais mantida pela SEE-DF não se encontram disponibilizados os índices de abandono e reprovação de 2022 e 2023.
Lógica perversa
Uma análise do Grupo de Trabalho Pró-Alfabetização do Distrito Federal/Fórum de Educação de Jovens e Adultos do Distrito Federal (GTPA-Fórum EJA) do documento da CLDF indica que a evasão na Educação de Jovens, Adultos e Idosos Trabalhadores (EJAIT) resulta do agravamento das desigualdades sociais durante a sindemia global/pandemia com efeitos na modalidade EJA integrada à Educação Profissional e que isso revela haver mais de 1 milhão de trabalhadores do DF impedidos de acessarem a educação pública por falta de investimento do governo em várias ações de promoção da EJA. Aliás, o que tem ocorrido, é o fechamento de turmas dessa modalidade e até o encerramento da educação pública no turno noturno.
“A métrica estatística do sistema escolar, que mantém a lógica de quem está e de quem sai da escola, não dá conta, efetivamente, do problema estrutural da Educação de Jovens e Adultos na forma integrada à educação profissional porque esta tem como referência a identidade dos trabalhadores que não têm educação básica completa. Portanto, evasão, repetência, reprovação, e até mesmo a expressão estúpida de ‘abandono’, como se fosse uma culpabilização do trabalhador e não uma interrupção do percurso escolar dele pela dificuldade de se manter na escola, tudo isso leva a uma constatação de que, de 2019, com 45.259 matrículas, e em 2023, com 32.958 matrículas, isso representa 3,29% que, na verdade, não atinge a mais de 1 milhão de trabalhadores que sustentam a economia do Distrito Federal cotidianamente sem direito à educação básica”, alerta Maria Luiza P Maria Luiza Pereira, professora aposentada da UnB e membro do GTPA-Fórum EJA.
Problema estrutural
Ela diz que é preciso haver uma compreensão maior desse problema por parte dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais da rede pública de ensino, bem como por parte da classe trabalhadora, de que, “em se tratando de um problema estrutural da sociedade capitalista, que, no DF é revelada pela alta concentração de renda, a possibilidade de um(a) trabalhador(a), seja ele(a) formal ou colocado na situação de informalidade, no momento, e há algum tempo, está impregnado de condições e relações de trabalho impeditivas do tempo de estudar porque esse trabalhador, para sobreviver, precisa de se dedicar à sobrevivência de si e de sua família”.
A professora explica que há uma situação criada para impedir mesmo que esse(a) trabalhador(a) acesse de fato a educação pública. “Ele e ela vivem em transportes coletivos que não permitem uma mobilidade em tempo hábil para chegar a uma escola; e, além disso, são pessoas que têm famílias que tem condições e possibilidades de expandir a sua criatividade, sua condição mesmo de sustentação, sejam homens e mulheres, e não tem, por ser difícil, condição de estar na escola. E, mais, se muda o seu lugar de moradia, muda também a sua condição de permanecer na escola”, afirma.
Maria Luiza diz também que “é preciso que entendamos que o processo de inserção, de inclusão dos trabalhadores na educação básica requer não apenas um esforço na direção da política educacional, mas de todas as políticas setoriais de saúde e de assistência social, de segurança pública e de mobilidade urbana, coisa que no DF, praticamente, não se tem, além de ser muito caro, no sentido de ser um investimento que requer de fato pela ‘carrocracia’, que é a ditadura dos carro próprios e não do transporte coletivo, que impede esse trabalhador de estar na escola. O mais grave é que ele é também alvo de manipulações de suas mentes e corações e até mesmo sequestros de suas almas por ideias que não lhe dão a consciência política necessária que são sujeitos de direitos já pagaram com impostos a educação que não têm, a saúde que não têm, a segurança pública, o saneamento, a coleta de lixo e a própria moradia com dignidade que também não tem”.
Nesta segunda matéria da campanha de defesa da EJA, o Sinpro mostra um dos aspectos que têm impedido boa parte da classe trabalhadora de acessar essa modalidade de ensino para que, com esse conhecimento, a sociedade brasiliense se mobilize em favor do direito à educação para todos e todas. Confira a seguir a primeira matéria da série.
Seminário sobre educação inclusiva produz debate rico e se tornará documento
Jornalista: Alessandra Terribili
Na segunda-feira, 17 de junho, a Comissão de Educação, Saúde e Cultura (CESC) da Câmara Legislativa (CLDF) realizou o seminário Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. A iniciativa foi do deputado distrital Gabriel Magno, presidente da comissão, em parceria com o Sinpro-DF.
A mesa de abertura foi composta pelo deputado Gabriel; Anna Paula Feminella, Secretária Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Governo Federal; Alexandre Mapurunga, Diretor de Políticas de Educação Especial na Perspectiva Inclusiva do MEC; Heleno Araújo, presidente da CNTE; e Luciana Custódio, diretora do Sinpro.
Já o painel teve as contribuições de Olga Freitas, professora e consultora da Unesco e do MEC; Andréa Medrado, ativista, mãe típica e atípica, membro do grupo Pitt-Hopkins Brasil; Amanda Cristina Ribeiro Fernandes, da Defensoria Pública e do Coddede (Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência do DF); Dulcinete Alvim, Diretora de Educação Especial da SEEDF, representando a secretária; Alexandre Mapurunga; e o debate foi fechado pela diretora do Sinpro-DF Luciana Custódio.
Participativo
O seminário contou com expressiva participação de profissionais do magistério e de estudantes, produzindo um debate muito rico que revelou que, nas escolas, as reflexões e discussões têm acontecido com vigor. Luciana Custódio destacou a importância dessa escuta: “Nosso objetivo é realizar um seminário pulsante, porque é isso que tem acontecido nas escolas, mesmo com todas as dificuldades. É essencial ouvir essa pulsação. Nós temos vivido um abandono por parte do Estado; e educação inclusiva não é um favor, é um direito!”, ressaltou ela.
Em sua fala, a professora Olga falou da importância de diagnósticos mais precisos. “Hoje, uma em cada 36 crianças tem um diagnóstico de autismo, e também há uma explosão de casos de TDAH [transtorno do déficit de atenção com hiperatividade]. Recentemente foi publicada uma pesquisa de duas professoras da USP que apontava que, de 43 crianças envolvidas no estudo, diagnosticadas com TDAH, somente três realmente manifestavam plenamente aquelas características”, informou ela.
Olga afirmou que acolher a diversidade é produzir a realidade pensando na inclusão igualitária de todos e todas: “Precisamos garantir acessibilidade, permanência, êxito nas aprendizagens e plena participação dos estudantes com deficiência. Nenhum passo atrás, nenhum direito a menos”, registrou.
Andréa Medrado expressou sua preocupação quanto à discriminação e à falta de preparo e de formação para acolher as pessoas com deficiência. Para ela, crianças com deficiência são, muitas vezes, vistas como problema pela sociedade, classificadas como incapazes. “Pessoas com deficiência devem ser vistas como capazes, porque elas são”, disse.
Andréa ressaltou que a rede pública de educação precisa ampliar seu quadro de professores e professoras efetivos, para fortalecer os vínculos entre profissionais, estudantes e comunidade. “Esse vínculo é ainda mais importante neste tema”, afirmou, destacando a necessidade de também se ampliarem as salas de recurso, profissionais que atuam nelas e também o número de monitores.
Esse é um problema latente na rede pública de educação do DF. A Escola Parque 313/314 Sul, por exemplo, tem matriculados 37 estudantes com deficiência, e apenas um monitor e poucos educadores sociais voluntários em relação à demanda – e eles são contratados em regime de precarização e sem a formação que seria desejável. A equipe gestora da escola passou todo o primeiro bimestre fazendo, junto à SEE-DF, a solicitação por mais monitores. Agora, algumas famílias têm, inclusive, recorrido ao Ministério Público.
O CEM 01 de Planaltina (Centrão) vive problema semelhante, que, infelizmente, tem sido uma realidade comum a quase todas as escolas do DF. O Centrão atende cerca de 3.000 estudantes, e, segundo denúncia dos professores recebidas pela diretoria do Sinpro, as turmas estão superlotadas e faltam as condições de trabalho adequadas que garantam uma educação de qualidade e inclusiva. Além, disso, também falta apoio técnico: não há monitores suficientes para o suporte pedagógico e é necessária a ampliação das equipes.
Atualizar e ampliar
Alexandre Mapurunga informou que o MEC tem se debruçado sobre o tema para atualizar políticas e materiais que datam de 2008. Segundo ele, o conhecimento e as informações produzidas e socializadas nesse período são substanciais e precisam ser incorporadas às políticas públicas. “Hoje sabemos mais do que antes que a escola precisa estar preparada para receber essas pessoas. Por exemplo, pensar nas barreiras que pessoas autistas enfrentam, pensar na acústica, na iluminação. Identificar as barreiras e o apoio necessário”, disse ele.
Fechando o evento, a diretora do Sinpro Luciana Custódio dirigiu-se à representante da SEE-DF pedindo que haja corresponsabilidade com as discussões que estão sendo travadas. “O que vemos hoje são poucos orientadores educacionais na rede, o desmonte de salas de recursos, o adoecimento de professores, porque estão sobrecarregados se responsabilizando por algo que seria tarefa do governo”, destacou Luciana.
Luciana também frisou que é urgente um sistema educacional inclusivo em parceria com outras áreas de governo, como saúde, desenvolvimento social, segurança pública. “Esse trabalho precisa ser articulado em rede, e essa é uma reivindicação do Sinpro”, disse ela.
O seminário resultará em um documento que contempla as principais reivindicações desse segmento, e ele será encaminhado ao governo. O Sinpro-DF continua em campanha por investimento na educação inclusiva, afinal, educação inclusiva não é um favor: é um direito!
Preservação da Arie JK e do Rio Melchior será destaque do TV Sinpro
Jornalista: Luis Ricardo
O TV Sinpro desta quarta-feira (19), às 19h, coloca em pauta a preservação da Arie JK e do Rio Melchior. O programa terá a colaboração do Coordenador da Secretaria de Políticas Sociais do Sinpro Raimundo Kamir; da fundadora da Casa da Natureza e militante no Movimento Salve ARIE JK e Rio Melchior Ivanete Silva dos Santos; de Massae Watanabe, membro diretiva da Cooperativa dos Produtores do Mercado Orgânico de Brasília e da Associação dos Produtores do NR de Taguatinga, e de Felipe Resende Oliveira, membro do Conselho Comunitário de Segurança de Taguatinga e do Conselho Regional de Saúde de Taguatinga.
Coletivos e associações de Ceilândia, Samambaia, Sol Nascente e Taguatinga criaram o Movimento Salve Arie JK/Rio Melchior com os objetivos de preservar esta importante Arie da nossa cidade e salvar o Rio Melchior, impedindo a criação do Centro Metropolitano de Taguatinga, empreendimento imobiliário que trará uma série de danos ambientais para a localidade. O movimento também traz como metas a luta contra a lógica da especulação imobiliária, a preservação dos recursos hídricos, a qualidade ambiental para a população local e a garantia de um futuro sustentável para as gerações presentes e futuras.
O TV Sinpro começa às 19h na TV Comunitária de Brasília (Canal 12 da NET) e nas redes sociais do sindicato (Facebook e Youtube).