Não haverá expediente no Sinpro nos dias 30 e 31 de maio
Jornalista: Luis Ricardo
A diretoria do Sinpro informa que devido ao feriado de Corpus Christi, a sede e as subsedes do sindicato não funcionarão na quinta e sexta-feira, dias 30 e 31 de maio. O expediente voltará ao normal na segunda-feira, 03 de junho.
25 de maio: Dia do Trabalhador e da Trabalhadora Rural
Jornalista: Luis Ricardo
O Brasil possui uma das maiores diversidades do setor de hortifruti do mundo, sendo, também, um dos líderes na exportação de frutas, legumes e verduras para os quatro cantos do planeta. Toda esta riqueza vinda da terra é fruto do suor e do esforço do trabalhador e da trabalhadora rural, que diariamente dedica seu tempo para o cultivo de alimentos. Em homenagem a todos(as) os(as) lavradores, agricultores, cuidadores de animais e pequenos produtores que trabalham nas zonas rurais, campos e fazendas, desempenhando papel fundamental na produção e no desenvolvimento do setor agrícola do país, em 25 de maio é comemorado o Dia do Trabalhador Rural.
A data também traz uma importante reflexão: quais condições de trabalho estes(as) trabalhadores(as) encontram no campo? Dentre os principais desafios enfrentados pelo(a) produtor(a) rural no Brasil estão as pragas, a falta de mão de obra especializada, a ausência de investimentos e políticas públicas para o setor e o clima. No cenário climático, o trabalhador rural sofre com problemas referentes a secas, enchentes, fenômeno El Niño, geadas, granizo, entre outros, muitas vezes causado pela ação do próprio homem.
O Sinpro parabeniza estes(as) trabalhadores(as) por toda contribuição direcionada à sociedade e enaltece o papel crucial de todos(as) na produção de alimentos, garantindo a segurança alimentar, o crescimento econômico do país e o suprimento de recursos naturais para a população.
Comemoração anual da fundação, em 25 de maio de 1963, da Organização da Unidade Africana, atualmente conhecida apenas por “Unidade Africana”, e celebração da luta unificada pela libertação da África do domínio colonial. O Dia Mundial da África é festejado em vários países. No Brasil, a data é mais um momento de reflexão e fortalecimento da luta antirracista e anticolonialista.
O Sinpro-DF ressalta que a data é uma boa oportunidade para a categoria do magistério público reforçar, nas atividades pedagógicas, a Lei º 10.639/2003, que incluiu, no currículo oficial da rede pública de ensino em todo o País, a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira”. O sindicato destaca, ainda, sua atuação, por meio da Secretaria de Raça e Sexualidade, na luta contra o racismo.
Dentre as várias atividades e publicações produzidas pela entidade, o Sinpro convida a categoria a utilizar a cartilha intitulada “É preciso ser antirracista – Caderno de apoio para práticas pedagógicas de enfrentamento e combate ao racismo na escola”. Inclusive, a título de conhecimento, o nome da cartilha é inspirado na frase da filósofa, professora e ativista socialista, Angela Davis, em que declarou: “Numa sociedade racista, não basta não ser racista. É preciso ser antirracista”.
O sindicato sugere também a leitura do livro “O ensino de filosofia e a Lei 10.639”, de Renato Nogueira, como subsídio para apropriação do tema. Clique no link a seguir e acesse a cartilha “É preciso ser antirracista”:
Novo Ensino Médio foi o tema de reunião de delegados sindicais
Jornalista: Letícia Sallorenzo
A questão da lei do “Novo” Ensino Médio foi a pauta da reunião de delegados sindicais do Plano Piloto, realizada na sede do Sinpro na noite de quinta-feira (23/5). Na avaliação da dirigente da CNTE Rosilene Corrêa, é necessário que a categoria se una e faça pressão para que, no Senado, o desastre ocorrido na Câmara seja evitado.
Participaram do encontro, além de Rosilene, o professor da rede distrital e doutor em Políticas Públicas de Educação pela Universidade de Brasília, Ricardo Pacheco. A mesa foi coordenada pela diretora Vanilce Diniz e pelo diretor Levi Porto, ambos da Secretaria de Formação Sindical.
Para Vanilce, “o novo Ensino Médio, da forma como está, é desastroso para os filhos da Classe Trabalhadora que ficam afastados de uma educação de qualidade e são empurrados para subempregos, assim como também é danosa para os(as) professores já que aumenta a carga de trabalho e intensifica o processo de adoecimento da categoria”.
Em sua fala, Pacheco demonstrou que a destruição do Ensino Médio é um projeto iniciado pela classe dominante do país “com o objetivo de mudar o modelo de Estado de bem-estar social para neoliberal” (estado mínimo). Nesse modelo neoliberal, “uma das formas de conservar a hegemonia política na educação pública básica é manter os profissionais de educação, estudantes e suas famílias subalternizados”.
A apresentação de Pacheco é fruto de sua Tese de doutorado, defendida em 2022: “A coexistência das perspectivas de gestão gerencialista e democrática no contexto do Novo Ensino Médio público do Distrito Federal”, e pode ser obtida no link abaixo.
Rosilene lembrou que o Novo Ensino Médio foi imposto à sociedade sem a possibilidade de participação popular, por meio de Medida Provisória do presidente golpista Michel Temer e de seu ministro da Educação, Mendonça Filho. O texto da lei destruiu a Formação Geral Básica, dentre outras atrocidades.
Ao reassumir o governo, o ministério da Educação de Lula convocou consulta popular ampla, geral e irrestrita para reorganizar o Ensino Médio. O resultado de todas as consultas populares, que ouviram estudantes, profissionais da educação, estudiosos do tema e toda a sociedade civil tornou-se um Projeto de Lei que foi encaminhado para a Câmara dos Deputados – e entregue pelo presidente da Câmara, Arthur Lira, ao deputado Mendonça Filho, o mesmo ministro da Educação de Temer. Mendonça Filho desconfigurou todo o PL e o deixou bem parecido com sua Medida Provisória enquanto ministro da Educação. O projeto de Mendonça foi aprovado na Câmara, e está tramitando no Senado.
Membros da CNTE e de diversos sindicatos de professores de todo o país peregrinam semanalmente pelos corredores do Senado, mas a dificuldade de diálogo é imensa, diante de um Congresso majoritariamente conservador. Na avaliação da dirigente da CNTE, é necessário e fundamental que ocorra mais pressão popular e da nossa categoria.
Rosilene também destacou a importância das eleições municipais, pois estas influenciam no projeto de educação nacional. É importante que os delegados fomentem o debate nas escolas em defesa de uma educação emancipatória e de valorização do cidadão.
Após muita cobrança e pressão da sociedade civil, a Secretaria da Pessoa com Deficiência do Distrito Federal (SEPD) convocou nos dias 20 e 21 de maio na EAPE a V Conferência Distrital dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CODPED). Foram eleitos 10 delegados para participarem da Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, e houve a aprovação de um documento que vai ser encaminhado à Conferência Nacional, para contribuir para o debate e apontamento de políticas voltadas para essa comunidade.
A participação do GDF na organização do evento foi a perfeita descrição do descaso e da negligência do governo Ibaneis com toda e qualquer questão social: não houve suporte financeiro adequado por parte do GDF para a realização do evento.
O Conselho Distrital de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Coddede) denuncia também que não foram realizadas conferências macrorregionais. A portaria do Governo Federal que convocou a Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência estabelece que cabe aos Conselhos Estaduais fixar prazo para realização das conferências municipais. A própria realização da CODPED deveria ter ocorrido até o dia 30 de abril, de acordo com a portaria federal.
Moção de repúdio contra o GDF
Os e as participantes aprovaram uma moção de repúdio contra o Governo do Distrito Federal “em virtude de explícito descaso em relação à realização da V Conferência Distrital dos Direitos da Pessoa com Deficiência”, em que acusam o governo de Ibaneis e Celina Leão de “intenção sistemática e deliberada de inviabilização do evento”.
“Um dos grandes problemas da pessoa da deficiência é mobilidade, que acaba sendo uma barreira, principalmente para aquelas que moram na periferia, que são as que mais deveriam ser ouvidas e provavelmente muitos não vão conseguir atravessar a cidade para participar”, afirma Carlos Maciel, Dirigente do Sinpro, representante titular da CUT-DF no Coddede e um dos dez delegados eleitos para a Conferência Nacional.
“A falta de investimento na CODPED foi visível. Houve um sem-número de problemas de comunicação e no processo de inscrições. Por conta de todo esse descaso, a V CODPED teve uma participação social reduzida e um número de presentes aquém do esperado”, completa Carlos.
O tema da V CODPED foi: Cenário atual e futuro na implementação dos direitos da pessoa com deficiência: construindo um Brasil mais inclusivo. Cada uma das unidades da federação realizou uma Conferência Estadual, com o objetivo de discutir e articular propostas, estratégias e diretrizes para as políticas públicas relativas aos direitos das pessoas com deficiência. Essas conferências foram, portanto, etapas preparatórias para a realização da V Conferência Nacional dos Direitos das Pessoa com Deficiência.
Documentário sobre fundação da CUT pode ser assistido no Youtube
Jornalista: Vanessa Galassi
Pessoas de qualquer parte do planeta interessadas em saber como nasceu a maior central sindical do Brasil, da América Latina e a 5ª maior do mundo poderão assistir ao documentário “A geração que criou a CUT: a história contada por quem faz”. A obra está disponível no canal da Central, no Youtube. Veja abaixo.
O documentário foi lançado na última terça-feira (21/5), no Teatro dos Bancários de Brasília, com a participação de fundadores e fundadoras da CUT.
Para Gilberto Carvalho, uma das pessoas que ajudaram a construir a Central, o documentário tem o papel de fortalecer o movimento sindical cutista. “Um movimento que perde a memória, perde o rumo”, disse.
No lançamento, Carvalho falou da crise que a organização da classe trabalhadora vive. “Se a gente enfrentava antes uma direita que tinha poder econômico, poder de comunicação, poder de máquina, hoje, esse quadro mudou. Eles (a direitra) têm um líder popular inquestionável. Louco, mas popular. Eles têm massa, e massa militante. Eles estão cooptando a parcela da população que é a razão maior da nossa luta: os excluídos”, alertou.
Gilberto Carvalho, que foi Chefe de Gabinete da Presidência da República nos dois primeiros governos Lula e ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República no governo Dilma, instigou os sindicalistas a compreenderem a atual conjuntura e buscarem uma saída. “Ou nós conseguimos com que o atual governo nos ajude a fortalecer órgãos da luta de classes, construindo um poder popular, ou a ilusão que nos levou da última vez, de achar que governo é que muda a sociedade, vai nos levar, inevitavelmente, a uma derrota”, considerou.
O documentário “A geração que criou a CUT: a história contada por quem faz” foi produzido pela CUT em parceira com a Fundação Perseu Abramo e o Instituto Lavoro. A obra, com duração de mais de 1 hora, traz 30 entrevistas com militantes históricos e fundadores da CUT, além de imagens e vídeos de manifestações de massa realizadas nos anos 1980.
O projeto de relembrar a história da CUT começou ainda durante a pandemia de Covid-19 (2020-2022), e resultou primeiro no lançamento de livro homônimo, em dezembro de 2023, organizado pelo professor Iram Jácome Rodrigues, sociólogo e professor da USP.
Coletivo LGBTQIA+ do Sinpro se reúne para planejar o ano
Jornalista: Letícia Sallorenzo
O Coletivo LGBTQIA+ do Sinpro reuniu-se no último dia 20 de maio para planejamento e avaliações. Ficou decidido que no segundo semestre haverá a 2ª Edição do Piquenique LGBTQIA+, que foi um sucesso no ano passado, além do Seminário do Coletivo, marcado para dia 19/8.
A diretora Márcia Gilda comemorou o crescimento do coletivo e o compromisso do grupo de transformar o debate em políticas públicas que de fato combatam a homofobia nas escolas. “Lembro que o mote que lançamos no piquenique do ano passado foi justamente o respeito à diversidade”, completou.
A diretora Ana Cristina destacou que é compromisso do sindicato defender melhores condições de trabalho para todas as pessoas da categoria, e também fazer valer o currículo em movimento, que prevê o respeito à diversidade e a todos os seres humanos. “A construção promovida pelo coletivo LGBTQIA+ do Sinpro nos ajuda a impulsionar a pauta de um ambiente escolar pautado pelo respeito. O que observamos é um adoecimento tanto de estudantes quanto de profissionais da educação – e os (as) trabalhadores(as) LGBTQIA+ têm no preconceito uma causa extra de adoecimento”, apontou.
Durante o encontro, foi apresentado o histórico do coletivo. A diretora Elbia Pires contou sobre a semente do coletivo: o grupo de professores pela diversidade, e as diversas lutas construídas ao longo do tempo.
Diante da exposição de diversos casos de homofobia ocorridos nas escolas e das lutas travadas pelas pessoas presentes no chão da escola, Elbia concluiu: “Precisamos quebrar a barreira da sala dos professores. Quebrando as barreiras das salas dos Professores, nós vamos quebrar as barreiras das salas de aula. Essa deve ser a centralidade da nossa atuação. Quebrar todas as barreiras nas formações do sindicato. Onde houver formação oficial, devemos levar nossa pauta. Também pensar na proteção da nossa categoria. É preciso pensar na saúde das professoras e professores que sofrem opressão por sua orientação sexual ou identidade de gênero.”
Conquistas, avaliações e planejamento
Durante a reunião, as pessoas presentes destacaram o sucesso das atividades promovidas pelo coletivo no ano passado. O sucesso do Piquenique foi unanimidade nas avaliações. Outra importante conquista de sucesso foi a aprovação, na Assembleia de Atualização de Pautas da categoria, das pautas específicas da comunidade LGBTQIA+.
“A avaliação positiva da atuação do coletivo ao longo dos últimos 2 anos demonstra o amadurecimento da pauta LGBTQIA+”, aponta a diretora Márcia Gilda.
Na mídia | Artigo de diretora do Sinpro-DF debate educação especial na perspectiva da educação inclusiva
Jornalista: Alessandra Terribili
Artigo da diretora do Sinpro-DF Luciana Custódio que debate a educação especial na perspectiva da educação inclusiva foi publicado pelos portais Revista Fórum, Brasil de Fato, Brasil Popular e pelo jornal BSB Capital.
No texto, Luciana expõe que a falta de investimento e de uma política estruturada de atendimento a estudantes com deficiência ou transtorno faz com que professoras e professores fiquem sobrecarregados. “Para garantir os direitos das pessoas com deficiência ou transtorno e suas famílias, os profissionais de educação precisam ter as condições adequadas de trabalho”, destaca ela.
Leia o artigo na íntegra abaixo.
Educação especial na perspectiva da educação inclusiva
Por Luciana Custódio
A rede pública de ensino no DF está bem longe de se constituir como um sistema de ensino inclusivo. A realidade da rede é marcada por carência de professores do quadro efetivo, turmas superlotadas, descumprimento da estratégia de matrículas e, sobretudo, escolas sendo vistas, por parte do governo, como depósitos de alunos.
Dessa forma, o GDF está cerceando o direito da população que depende da escola pública a uma educação de qualidade. Com um requinte de perversidade: o sequestro da própria dignidade humana das pessoas com deficiência e suas famílias.
A falta de investimento e de uma política séria de atendimento a estudantes com deficiência ou transtorno faz com que professoras e professores fiquem sobrecarregados. A ausência do trabalho em rede, que deveria ser articulado pelo GDF, deixa crianças e jovens alijados de seus direitos e mantém os profissionais de educação isolados no atendimento, lançados à própria sorte.
Onde está o governo para garantir a estudantes autistas, por exemplo, o direito a uma escola que o inclua? O direito a uma equipe multidisciplinar para ajudá-los a transpor as barreiras cognitivas, sensoriais, afetivas? A ter acesso a um programa alimentar que venha a atender as especificidades da seletividade alimentar, muitas vezes presentes em estudantes com TEA (Transtorno do Espectro Autista)? Onde está o suporte de assistência social e psicológica para as famílias, que são parte fundamental do processo, e muitas vivem em situação de vulnerabilidade social?
Para garantir os direitos das pessoas com deficiência ou transtorno e suas famílias, os profissionais de educação precisam ter as condições adequadas de trabalho. Precisam estar no quadro efetivo, para poder dar sequência ao acompanhamento do(a) estudante – critério importantíssimo -; precisam de profissionais de apoio; precisam que as turmas não estejam superlotadas; precisam de formação permanente.
Diante do exposto, urge a necessidade de a SEEDF implementar políticas públicas que promovam a efetiva inclusão nas escolas públicas do DF, em um sistema articulado com outras secretarias de estado, como as da saúde, desenvolvimento social e outras. Não são as pessoas com deficiência, superdotação ou altas habilidades, e transtornos que devem se adaptar a espaços hostis, mas sim, os espaços devem estar adaptados para serem acessíveis a elas. Isso é inclusão. Isso é democracia.
A categoria e a comunidade escolar estão pedindo socorro! Queremos uma escola feliz, inclusiva, que garanta o acesso e a equidade social, que é a “garantia da universalização do acesso aos direitos previstos em nossa Constituição e, portanto, para um projeto de sociedade justa e fraterna”. Só com investimento o governo vai realizar o que é seu dever.
* Luciana Custódio é professora da educação especial e dirigente do Sinpro-DF.
SUPERLOTAÇÃO EM PLANALTINA: EDUCAÇÃO INCLUSIVA PREJUDICADA
Jornalista: Letícia Sallorenzo
Os professores do CEM 01 de Planaltina (Centrão) denunciam o descaso e a negligência do governo de Ibaneis e Celina Leão com a superlotação das turmas, o que tem inviabilizado o atendimento aos Estudantes com Necessidades Educacionais Especiais (ENEE).
O CEM 01 de Planaltina atende cerca de 3.000 estudantes. Segundo denúncia dos professores recebidas pelas diretoras Consuelita Oliveira, Berenice Darc e Elbia Pires, além da superlotação, faltam as condições de trabalho que garantam uma educação de qualidade e inclusiva. São vários os problemas.
Os Diários de classe eletrônicos, assim como em outras unidades escolares do DF, estão com problemas desde o início do ano letivo. Os professores não conseguem registrar frequência, notas, nenhuma das informações dos estudantes fica registrada no EducaDF.
Falta apoio técnico. Não há monitores suficientes para o suporte pedagógico. Há necessidade de ampliação das equipes.
O Sinpro intensifica a luta contra a superlotação nas salas de aula. Convidamos professores e professoras (efetivos(as) e do contrato temporário), além de orientadores(as) educacionais a, juntos, denunciarmos o descaso de Ibaneis e Hélvia com a educação, em mais uma etapa de sua campanha.
Foram confeccionadas placas para denunciar a superlotação nas salas de aula. Solicite à diretora ou ao diretor do Sinpro que atende a sua escola uma placa, escreva com pincel de lousa o número ideal de alunos da sua turma e quantos existem de fato. Tire uma foto da placa presa perto da porta da sua sala de aula e envie a imagem (com o nome da escola, regional, e a turma em que você leciona) para imprensa@sinprodf.org.br
Luta do magistério do DF integra pauta da Marcha da Classe Trabalhadora
Jornalista: Vanessa Galassi
Professores(as) e orientadores(as) educacionais das escolas públicas do DF se uniram à Marcha da Classe Trabalhadora, nesta quarta-feira (22/5). Após assembleia, a categoria desceu em caminhada até o Congresso Nacional com milhares de trabalhadores e trabalhadoras de vários estados do Brasil.
O encontro de professores(as) e orientadores(as) educacionais do DF com as diversas categorias de trabalhadores e trabalhadoras teve como propósito tanto a solidariedade de classe como a luta em defesa de uma agenda que garanta a revogação do Novo Ensino Médio e da Reforma da Previdência, melhores salários, valorização do serviço público e o combate à Reforma Administrativa (PEC 32), entre outros pontos.
Para o Sinpro, a pauta específica do magistério público do DF converge completamente com a pauta da Marcha da Classe Trabalhadora. Isso porque o desenvolvimento econômico e social do DF – e do Brasil – passa, necessariamente, pela valorização da educação.
O sindicato reforça que, para que isso seja alcançado, é urgente o reajuste salarial de 19,8% rumo à meta 17; a nomeação dos(as) aprovados(as) no último concurso público do magistério; investimento na educação para que se possa ter condições de desenvolver um ensino público de qualidade, além do atendimento de toda a pauta de reivindicação da categoria. (Veja AQUI pauta de reivindicações completa)
Unidade e mobilização
Durante a assembleia do magistério público do DF, a categoria deixou claro que o governo Ibaneis Rocha já ultrapassou todos os limites, e que não há mais condições de admitir a aplicação de uma política contrária à educação pública e ao povo do DF. Na mesma medida, professores(as) e orientadores(as) educacionais fortaleceram a estratégia de unidade e mobilização, que vem gerando resultados positivos.
A partir da Mesa de Negociação Permanente, conquistada com a Greve da Educação de 2023, o GDF anunciou que, até dia 29 de maio, serão nomeados(as) 1.600 professores(as) e 40 orientadores(as) educacionais aprovados(as) no último concurso do magistério público. O compromisso é de que os(as) demais aprovados(as) sejam nomeados(as) até o fim de agosto.
Também a partir da Mesa de Negociação Permanente, foi confirmado o pagamento de mais um lote dos exercícios findos até o fim deste mês de maio para servidores(as) da carreira magistério público que tiverem direito aos valores devidos, sejam efetivos(as) ou em regime de contratação temporária.
A expansão do avanço na luta pela ampliação da carga horária de 20 horas para 40 horas foi outra conquista. O acordo de greve garantiu a ampliação para 221 professores(as) e orientadores(as) educacionais. Como esse total não foi preenchido, profissionais da categoria que tiverem interesse na ampliação da carga horária poderão solicitá-la até o fim deste ano, respeitado o limite de 221 ampliações.
Força-tarefa
Parlamentares distritais e federais que encampam a luta pela educação pública participaram da assembleia do magistério público do DF nesta quarta (22/5) e anunciaram ações que fortalecem as reivindicações da categoria.
“Essa semana fomos ao Ministério Público do Trabalho e ao Tribunal de Contas pedir responsabilização, inclusive criminal, da secretária de Educação. Isso porque não investir na escola, não valorizar professores e orientadores, não cumprir o Plano Distrital de Educação é crime. Vamos seguir denunciando o governador Ibaneis, a vice-governadora Celina Leão e a secretária de Educação”, disse o deputado distrital Gabriel Magno (PT).
Já a deputada federal Érika Kokay (PT-DF) lembrou que “enfrentamos na Câmara dos Deputados uma tentativa permanente de criminalização dos movimentos sociais e sindical”. Segundo ela, essa perseguição é bancada pela política do caos. “Se você tira o ódio e a mentira, eles (os parlamentares) não têm como manter os seus mandatos. Por isso eles têm tanto medo da educação”, disse.
O deputado distrital Chico Vigilante (PT) e o deputado federal e Reginaldo Veras (PV-DF) também participaram da assembleia.
Brasil unido Mais de 20 mil trabalhadores e trabalhadoras de todo o Brasil, entre professores(as) e orientadores(as) educacionais, lotaram a Esplanada dos Ministérios na Marcha da Classe Trabalhadora.
O objetivo do movimento é apresentar ao governo federal e ao Congresso Nacional uma agenda que garanta justiça para o povo brasileiro.
“Justiça é a construção de uma sociedade onde todos são portadores de direitos; uma sociedade em que a democracia é muito mais do que você se expressar, do que poder votar. É ter direito de comer, ter direito a emprego, ao respeito e à igualdade entre homens e mulheres”, disse o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sérgio Nobre.
O presidente da CUT-DF, Rodrigo Rodrigues, lembrou que a política adotada pelo governador do DF, Ibaneis Rocha, vai na contramão da luta da classe trabalhadora.
“Aqui no DF, o governador quer um Estado fraco, que não valoriza os serviços públicos, que mercantiliza a educação, que sucateia a saúde pública, que adota reformas antipovo, como a reforma da Previdência, que conseguiu ser ainda mais perversa que a reforma implementada em nível nacional, por Bolsonaro. É por isso que a classe trabalhadora do DF precisa se unir e ter, sobretudo, consciência de classe.”
A pauta de reivindicações da classe trabalhadora será entregue ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), nesta quarta-feira (22/5), às 17h. O documento também será entregue ao presidente Lula, na próxima semana, ocasião em que as centrais sindicais falarão da situação dos trabalhadores e das trabalhadoras do Brasil.
Confira a pauta de reivindicações da classe trabalhadora neste 22 de maio:
> Pela reconstrução do estado do Rio Grande do Sul e por medidas de proteção e amparo a seus trabalhadores e trabalhadoras;
>> Educação: Revogação do Novo Ensino Médio;
>> Valorização do Serviço Público: Contra a PEC 32/Reforma Administrativa;
>> Em defesa da Convenção 151/defesa da negociação coletiva;
>> Trabalho decente: redução da jornada de trabalho e empregos decentes;
>> Salário igual para trabalho igual – Em defesa da lei de igualdade salarial entre homens e mulheres;
>> Reforma agrária e alimento no prato!;
>> Menos impostos para trabalhadores: juros baixos e correção da tabela de imposto de renda;
>> Valorização do salário mínimo e das aposentadorias;
>> Transição justa e ecológica em defesa da vida;
>> Em defesa do PLC 12/24, por Direitos dos Motoristas por Aplicativos.