Convoca Já – A convocação de concursados significa mais qualidade de ensino e valorização da carreira magistério  

A convocação de professores(as) e orientadores(as) educacionais aprovados(as) no último concurso público do magistério é uma das grandes lutas do Sinpro. Hoje, grande parte dos(as) professores(as) da rede pública de ensino trabalha sob regime de contratação temporária. Dentre os exemplos estão a Escola Classe 01 de Taguatinga, com 7 professores(as) efetivos(as) e 12 temporários(as); o Centro de Ensino Fundamental 30 de Ceilândia, com 15 efetivos(as) e 23 temporários(as); e a Escola Classe 27 de Ceilândia, com 5 efetivos(as) e 17 temporários(as).

Desde a Constituição Federal de 1988, que estabeleceu o concurso público como forma legal para ingresso aos cargos públicos, a luta por concurso sempre esteve na pauta do magistério público do DF. Atualmente o Governo do Distrito Federal (GDF) ocupa vagas definitivas com cerca de dois terços de profissionais em regime de contratação temporária, o que é uma das formas de sucateamento da educação pública. A crítica não é relacionada ao profissional, totalmente qualificado para o exercício do cargo, mas por ser uma contratação totalmente precarizada. A luta por concurso público para o Magistério Público é fundamental não só para o cumprimento da Constituição, mas também é imprescindível para o fortalecimento da educação pública.

A campanha “Convoca já!” tem denunciado esta realidade em comerciais divulgados nas TVs abertas, outdoors, jornais, redes sociais, debates nas escolas, além das ações junto à Câmara Legislativa e ao Ministério Público. Também continua distribuindo cartazes que expõe o contraste entre o número de efetivos(as) e contratos temporários na rede pública de ensino, onde as escolas podem denunciar o excesso de contratações temporários da rede pública.

No final de 2023 o Sinpro-DF se reuniu com membros do Tribunal de Contas do DF (TCDF) reivindicando a nomeação de aprovados em concurso público. Em resposta o Ministério Público de Contas do DF (MPD/DF) apresentou representação que aponta possíveis irregularidades da Secretaria de Educação do DF na contratação de professores(as) substitutos(as). A ação também questionou a negligência do GDF ao não nomear professores(as) aprovados(as) no último concurso do Magistério Público, realizado em 2022. Em um trecho da representação o órgão diz que “apesar da existência de candidatos aprovados no concurso público regulado pelo Edital nº 31/2022 (…) e, ainda, a previsão orçamentária contida na LDO/2023 para a nomeação de 6.200 professores da Educação Básica (40h) visando ao provimento de cargos efetivos, a SEEDF opta, sem qualquer justificativa, pela contratação/manutenção de professores temporários substitutos, contrariando as normas de regência”. O Ministério Público ainda afirmou que a SEEDF interpreta “de forma errônea” a lei que trata da contratação de professores(as) substitutos(as), e reafirma que a Constituição Federal estabelece que “a aprovação em concurso público é o meio idôneo para investidura em cargos ou empregos públicos”.

Outra vitória significativa foi a publicada na Edição Extra do Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) do dia 15 de abril, autorizando a equipe econômica do GDF para a convocação do cadastro reserva dos(as) aprovados(as) em concurso público da Secretaria de Estado da Educação. A autorização em Lei Orçamentária Anual (LOA) é resultado da pressão da categoria em uma ação coordenada pela diretoria do Sinpro-DF e é o instrumento legal para a materialização do cumprimento de mais um dos itens do acordo de suspensão da greve de 2023.

A luta tem dado resultado. Prova disto é que em fevereiro de 2024, após pressão do Sinpro, o GDF anunciou a nomeação de 3,2 mil docentes do cadastro reserva aprovados no último concurso, realizado em 2022, e realizará novo certame, ainda em 2024, para a seleção de mais servidores efetivos para o ensino público do DF. A previsão é que as nomeações de todos(as) que ainda aguardam ocorram ainda neste semestre.

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23 de abril – Dia Mundial do Livro

23 de abril, Dia Mundial do Livro, é uma data para reconhecer o símbolo da busca pelo conhecimento e desenvolvimento intelectual. Escolhida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) para celebrar o livro, incentivar a leitura, homenagear autores e refletir sobre seus direitos legais, o dia carrega uma carga simbólica e marca a morte de três grandes escritores: o inglês William Shakespeare, o espanhol Miguel de Cervantes e o peruano Inca Garcilaso de La Vega.

Os livros têm sido instrumentos fundamentais no desenvolvimento intelectual e espiritual de estudantes e da população em geral, e por meio de suas páginas é possível conhecer diferentes histórias, realidades, pessoas e culturas, sem precisar sair do lugar. É por meio dos livros que a população tem a possibilidade de criar uma sociedade igualitária e justa, pautada no pensamento crítico e na prática democrática.

Por meio do Projeto de Lei 3965/23, o Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD) é um dos mais antigos programas voltados à distribuição de obras didáticas, pedagógicas e literárias nas redes públicas de Ensino do país. Através dele, as escolas participantes recebem materiais de forma regular e gratuita. Estudantes e professores de escolas públicas da Educação Básica são o público-alvo, mas o PNLD também contempla instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos e conveniadas com o Poder Público.

O Sinpro reforça a importância do livro na sala de aula e a necessidade de discutirmos formato, conteúdo e o investimento em políticas que disponibilizem as obras a todas as escolas públicas do país.

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“Querem nos calar”, diz diretor do CEM 01 do Gama após episódio de assédio

A criminalização de professores(as) e orientadores(as) educacionais da rede pública tornou-se uma constante. No último dia 17 de abril, o alvo foi uma professora do Centro de Ensino Médio 01 do Gama. Após ameaças físicas e violência verbal da mãe de uma estudante do 2º ano, a docente recebeu indicação médica de afastamento das atividades laborais por 30 dias, devido ao abalo psicológico.

As agressões vieram à tona após a professora explicar à estudante que, pela Constituição brasileira, em regra, não cabe ao Poder Judiciário a elaboração e revogação de leis. Essa é uma prerrogativa do Poder Legislativo.

A explicação, feita com embasamento teórico, foi feita após a estudante ter escrito em uma redação que o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes havia acabado com as leis do Brasil.

“A aluna ligou para a mãe contado o que a professora tinha falado. A mãe, imediatamente, mandou áudio para a supervisora da escola dizendo que não aceita, de modo algum, que a filha seja doutrinada”, conta o diretor do CEM 01 do Gama, Macário dos Santos Neto.

Segundo o gestor, a mãe ainda afirmou que “é amiga do deputado Nikolas Ferreira, do deputado Gustavo Gayer e do senador Cleitinho”, e que “se a escola não desse um jeito, ela ia esfregar o celular na cara da professora para mostrar que as leis foram mudadas, sim”. As falas estão gravadas.

Não contente com as ameaças feitas pelo telefone, a mãe da estudante chegou a ir à escola. Lá, ela repetiu todo o repertório e disse que “ia atrás dos seus direitos”.

Chocado com a situação, professor Macário Neto ainda diz que a categoria do magistério público não tem o apoio devido do governo do DF. “Vivemos diante de uma Secretaria de Educação que não nos dá apoio nenhum diante de situações como essa. Os professores da rede estão jogados à própria sorte.”

Diretores do Sinpro, assim que souberam do caso, foram à escola para averiguar a situação e dar total apoio à professora. “Não há dúvidas de que isso é um claro ataque à liberdade de cátedra. Escola é lugar de conhecimento, de diálogo, de tolerância, de respeito à diversidade”, disse o diretor do sindicato Raimundo Kamir.

Como forma de apoio, servidores(as) do CEM 01 do Gama lançaram nota de repúdio contra o caso de assédio. “Qualquer prática infundada (seja por atos verbais ou físicos) que desqualifique o nosso trabalho em sala de aula deve ser rechaçado o mais rápido possível, para a garantia de um ambiente de trabalho saudável que se desdobre em respeito e na garantia de direitos inalienáveis”, diz trecho do documento. No texto, os(as) servidores(as) afirmam também que os(as) professores(as) do CEM 01 do Gama “possuem alto nível de conhecimento acadêmico e técnico”, e que “primam pela busca incessante de profissionalismo e ética, dentro e fora da sala de aula”.

A afirmação exposta na nota de repúdio é embasada pelo rendimento dos(as) estudantes do CEM 01 do Gama. De acordo com informações da equipe gestora, todos os anos, mais de 100 estudantes são aprovados no vestibular da Universidade de Brasília (UnB).

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Aposentados(as) e professores(as) do contrato temporário contam com novo Sistema Peticionamento Eletrônico

O Sinpro-DF informa aos(às) professores(as) do contrato temporário (CT’s) e aos(às) aposentados(as) que a Secretaria de Estado de Educação do DF (SEEDF) disponibilizou nova forma de pedir documentação via Internet. O novo sistema facilita a vida de quem não têm acesso ao SEI e garante mais autonomia e independência para a petição de alguns documentos na secretaria.

Basta clicar no link do Sistema de Peticionamento Eletrônico (Sispe), acessá-lo pelo gov.br < https://sistemas.df.gov.br/sispe/login>, fazer o login, entrar na SEEDF e buscar o documento de que necessita. Confira o passo a passo no final da matéria.

O novo Sispe (as) oferece a rapidez da Internet e o acesso on-line com navegação fácil e intuitiva. Inclusive os(as) novos(as) professores(as) nomeados(as), que ainda não têm acesso ao SEI, podem usar o sistema para acessar, por exemplo, o link da “Posse eletrônica para servidores nomeados para cargos efetivos”.

Já os(as) professores(as) do contrato temporário e aposentados(as) conseguem fazer diversas ações pelo novo sistema, incluindo pedidos de revisão de pagamento, declaração de despesa de exercício anterior, fichas financeiras, revisão de aposentadoria/pensão e gratificações, entre outras.

Acesse! Clique no link do peticionamento, navegue, conheça, confira e utilize: https://sistemas.df.gov.br/sispe/login

Confira a seguir o passo a passo para acessar os peticionamentos disponíveis da SEEDF:

1 – Acesse o link do peticionamento: https://sistemas.df.gov.br/sispe/login

2 – No topo, selecione o “Novo Peticionamento”

3 – Pesquise pela SEE-DF e selecione o órgão à esquerda

4 – Ao abrir a página da SEE-DF, pesquise o que precisa nos espaços destinados à pesquisa ou abaixo confira os peticionamentos disponíveis.

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Festa e luta no 1º de maio; confira a programação

Música, atrações infantis, gastronomia e luta estão na agenda do 1º de maio da Central Única dos Trabalhadores do DF (CUT-DF). No Dia da Classe Trabalhadora, ato político-cultural ocupará o Eixão do Lazer (altura da 106 Sul), a partir das 9h.

Nei Casemiro e trio, Sambarrumadin e Claudinha Costa e trio levam samba e MPB para a festa. Para a criançada, brinquedos infláveis. No espaço também haverá food trucks, com comida boa. E quem quiser, pode levar seu isoporzinho.

Com o entendimento de que a classe trabalhadora é uma só, a diretoria do Sinpro convida todos(as) os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais para o 1º de maio da CUT-DF. Para o sindicato, a construção de uma sociedade justa e igualitária passa necessariamente pela unidade de todos os trabalhadores e todas as trabalhadoras.

>> Leia também: CATEGORIA DO MAGISTÉRIO PÚBLICO SE SOMA AO 1º DE MAIO DA CUT

Sinpro e Cine Cultura exibem “Meu amigo Lorenzo – Autismo, um lugar de amor” com sessão de debate

O Cine Cultura do Liberty Mall exibe na próxima terça-feira (23), às 20h30, o longa-metragem Meu amigo Lorenzo – Autismo, um lugar de amor, de André Luiz Oliveira. Após a sessão haverá debate com a diretora do Sinpro Luciana Custódio, o cineasta e músico André Luiz Oliveira e a musicoterapeuta Clarisse Prestes.

O filme conta a relação de amizade musical entre o músico/cineasta André Luiz e Lorenzo Barreto, um menino dentro do espectro autista, ao longo de 15 anos. O longa teve início em 2007, quando Clarisse recebe Lorenzo, criança autista de quatro anos de idade para uma sessão. Ela então convidou André Luiz para gravar algumas imagens e após dez anos de filmagens, em 2017, o cineasta percebeu que tinha acumulado um verdadeiro tesouro de imagens e registros de uma experiência existencial preciosa e incomum.

Clarisse explica que o filme mostra que há outras formas de se estar com o indivíduo com autismo, já que estamos caminhando em outro sentido. “O importante para nós, que lidamos por quase duas décadas com essas crianças, é o amor incondicional, o respeito ao outro, e o estar junto na prática, sem imposição de teorias ou modelos externos pré-determinados. Afinal, além de um diagnóstico, existe ali um sujeito com sua individualidade e suas preferências, que pode se manifestar desde que encontre um ambiente seguro e acolhedor”, afirma.

Divertido, imerso em música, laços de amizade e afeto, o filme foi premiado como melhor longa-metragem pelo público do Festival Primavera do Cine de Vigo, na Galícia.

Para participar da exibição do filme e do debate o(a) professor(a) e orientador(a) educacional precisarão fazer inscrição gratuita AQUI. O espaço é sujeito à lotação.

 

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Publicado originalmente em 17/04/2024

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Assembleia define pauta de reivindicações da categoria

Professores, professoras, orientadores e orientadoras educacionais da rede pública de educação do DF aprovaram a pauta de reivindicações da categoria em assembleia realizada neste sábado, 20 de abril, no auditório da Câmara Legislativa.

A última atualização do documento havia sido feita em 2018. A pauta de reivindicações do magistério público é o documento que orienta a atuação da comissão de negociação do Sinpro junto ao GDF, e contém tanto pontos econômicos quanto pedagógicos.

O primeiro ponto da pauta de reivindicações destaca e reforça a luta pelo cumprimento da meta 17 do Plano Distrital de Educação (PDE), equipara o vencimento básico de professores e professoras à média da remuneração das demais carreiras de servidores públicos do DF de escolaridade equivalente. Essa tem sido uma luta prioritária do Sinpro desde a aprovação do Plano, em 2015.

Para Berenice Darc, diretora do Sinpro que compôs a mesa de organização dos trabalhos, a assembleia foi vitoriosa: “Nossa categoria se debruçou sobre sua pauta de reivindicações e deliberou de forma unitária, mostrando que é o processo democrático que nos fortalece”, destacou Berenice. “A assembleia mostrou que a categoria está unida em torno de suas reivindicações, com toda disposição para construir uma campanha salarial potente e conquistar vitórias”, afirmou a diretora do Sinpro Márcia Gilda.

A íntegra da pauta de reivindicações aprovada em assembleia será disponibilizada pelo Sinpro nesta segunda-feira (22).

 

19,8% já!

Na primeira assembleia geral do ano, realizada dia 20 de março, professores(as) e orientadores(as) educacionais aprovaram para a campanha salarial 2024 o índice de reajuste salarial de 19,8%. O índice repõe as perdas inflacionárias geradas de janeiro de 2019 a dezembro de 2023.

Além desse item, também são pontos centrais da campanha salarial a luta permanente pelo cumprimento da meta 17 do PDE; o cumprimento integral do acordo de greve firmado em 2023; e investimento na educação pública.

>>> Saiba mais: CAMPANHA SALARIAL 2024: 19,8% JÁ! RUMO À META 17

 

Próxima assembleia

A próxima assembleia geral do magistério público do DF será dia 22 de maio, quarta-feira, com paralisação. Nessa data, acontecerá a Marcha da Classe Trabalhadora a Brasília, e nossa assembleia se unirá a ela.

Entre abril e maio, haverá atos regionalizados, direcionados a demandas locais de cada regional de ensino.

Veja as fotos

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Sinpro realiza assembleia para atualizar pauta de reivindicações, dia 20

Professores(as) e orientadores(as) educacionais se reunirão em assembleia no próximo dia 20 de abril para aprovar a nova pauta de reivindicações da categoria. A atividade será às 9h, no auditório da Câmara Legislativa do DF.

A atualização do documento faz parte do Calendário de Mobilização aprovado na assembleia desse mês de março, que encaminhou a Campanha Salarial 2024. (Saiba mais AQUI)

A pauta de reivindicações do magistério público contém tanto pontos econômicos como pedagógicos. Entre eles, a garantia da isonomia salarial com a média das carreiras de nível superior do GDF, a garantia da redução do número de estudantes na estratégia de matrícula, além da garantia da oferta da educação inclusiva, com suporte técnico para isso.

A última atualização da pauta de reivindicações do magistério pública foi feita em 2018, na transição do governo Rollemberg para o Ibaneis Rocha. De lá pra cá, houve avanços – como a incorporação da Gaped/Gase e do auxílio saúde ao vencimento, por exemplo –, bem como o surgimento de novas demandas da categoria.

Assim como as pautas de reivindicações anteriores, o documento atualizado refletirá as expectativas tanto da categoria do magistério público como de toda a comunidade escolar.

O Sinpro ressalta a importância da participação da categoria na assembleia do dia 20, já que os pontos que serão aprovados orientam as ações do sindicato na luta em defesa dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais e de uma educação pública de qualidade socialmente referenciada.

 

Publicada originalmente em 02/04/2024

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Sinpro realiza debate sobre PNE na 25ª Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública

No próximo dia 26 de abril, sexta-feira, o Sinpro-DF realizará debate sobre o novo Plano Nacional de Educação 2024-2034, aprovado na Conferência Nacional de Educação (Conae), realizada em janeiro deste ano. A atividade será às 19h, no auditório do Sinpro e com transmissão ao vivo pelo canal do sindicato no Youtube. Não é necessário fazer inscrição para o evento, e todos(as) os(as) participantes receberão certificado.

A atividade será conduzida pela Secretaria de Políticas Educacionais do Sinpro, composta pelos diretores Cláudio Antunes, Alberto Ribeiro e Carlos Maciel. O convidado para o debate é Júlio Barros, diretor do Sinpro e coordenador do Fórum Distrital de Educação. A mesa ainda terá participação de representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).

O evento do Sinpro sobre o novo PNE compõe a 25ª Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública, proposta pela CNTE, de 22 a 26 de abril. Este ano, o tema é: “O PNE como Política de Estado e as Urgências da Educação Brasileira”. O objetivo é ampliar a conscientização sobre o novo Plano Nacional de Educação, que entrará na pauta do Congresso Nacional.

A proposta da 25ª Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública é que as organizações filiadas à CNTE em todo o Brasil realizem, de acordo com suas realidades, os debates. A Confederação disponibilizou um livreto que apresenta sugestões de temas para debate e atividades que podem ser desenvolvidas durante a semana.

>> Acesse AQUI o folheto da 25ª Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública

Na apresentação do material-guia da 25ª Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública, a CNTE destaca que também faz parte da atividade “a luta pelo piso e por planos de carreira dignos para todos/as os/as profissionais da educação, a gestão democrática nas escolas e nos sistemas de ensino, a segurança nas escolas e demais pautas”.

No documento, a CNTE destaca que ela e seus sindicatos filiados integrarão a Marcha da Classe Trabalhadora, organizada pela CUT e demais centrais sindicais, para o dia 22 de maio. “A pauta da educação será um dos temas centrais dessa importante mobilização”, traz o texto de apresentação do livreto.

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19 de abril | Dia dos Povos Indígenas

O relatório Estado dos Povos Indígenas no Mundo, elaborado pelo Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais (DESA) da Organização das Nações Unidas (ONU) em 2021, aponta que, embora os povos indígenas representem 5% da população mundial, eles são responsáveis pela preservação de cerca de 80% da nossa biodiversidade. Entretanto, esses povos ainda lutam pelos seus direitos legais a terras, territórios e recursos.

Segundo Anne Nuorgam, presidente do Fórum Permanente da ONU para Assuntos Indígenas, houve um aumento nos casos de invasão de terras e territórios indígenas durante a pandemia de Covid-19 e os subsequentes lockdowns. “As razões para conflito são muitas: desde extração, desmatamento, terra para fontes de energia renováveis e agronegócio até conflito entre pastorais indígenas, herdeiros nômades e fazendeiros sobre reduzidas terras em função de guerras, além dos efeitos das mudanças climáticas e o estabelecimento de áreas de conservação”, afirmou Anne em comunicado.

Por tudo isso, no Brasil, dia 19 de abril não é o dia do índio, mas sim, o Dia dos Povos Indígenas. É uma data para reforçar a luta por direitos básicos e pelo reconhecimento das vivências plurais desses povos que, há mais de 500 anos, têm sua existência ameaçada – e não para se fantasiar de “índio” e reforçar estereótipos sobre os povos e seus costumes.

 

Realidade brasileira

No Brasil, existem pelo menos 305 etnias falando 274 línguas diferentes, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A demarcação de terras é a mais forte das demandas.

Os adversários dos direitos dos povos indígenas são o agronegócio, indústrias extrativistas, o garimpo ilegal, caçadores e pecadores clandestinos. Esses setores invadem as terras indígenas, contaminam seu solo, suas águas, destroem o meio ambiente em que eles se inserem, espalham doenças. Em diversos casos, lideranças indígenas são assassinadas por representarem um empecilho aos interesses desses setores.

Atualmente, as terras indígenas ocupam 13% do território nacional, com 778 terras espalhadas pelo Brasil em diferentes fases do procedimento demarcatório, sendo 524 homologadas e reservadas, 66 declaradas, 46 identificadas e 142 em identificação, segundo o ISA (Instituto Socioambiental).

Hoje, pela primeira vez na história do país, temos um Ministério dos Povos Indígenas, sob o comando de Sônia Guajajara, do povo Guajajara/Tentehar. A estrutura é fundamental para concentrar esforços, levantar dados e informações, influenciar políticas públicas em todas as áreas e fortalecer um potencial elaborador e executor de ações de defesa dos direitos, dos territórios e da cultura dos povos indígenas.

Além disso, é fundamental visibilizar a situação atual e as demandas dessas populações, afinal, os povos indígenas não são comunidades exóticas, mas sim brasileiros e brasileiras que têm direito a viver em paz em suas terras e conforme suas próprias tradições, que são anteriores à apropriação do continente pelos europeus.

 

Acampamento Terra Livre

O Acampamento Terra Livre (ATL) é uma mobilização nacional dos povos indígenas, realizado anualmente desde 2004. O objetivo da ação tornar visível a situação dos direitos indígenas e reivindicar do Estado Brasileiro o atendimento das suas demandas e reivindicações.

Este ano, o ATL vai para sua 20ª edição e terá o tema: “Nosso marco é ancestral. Sempre estivemos aqui”. A ação acontece entre os dias 22 e 26 de abril no espaço da Funarte em Brasília. Para saber a programação, clique: https://apiboficial.org/atl2024/.

Clique no botão abaixo para ouvir o programa Rádio Peão especial Povos Indígenas, que traz a participação da deputada federal Juliana Cardoso (PT-SP) e a música de artistas indígenas de diversas partes do Brasil.

Ouça aqui!

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