Categoria em greve participa de doação de sangue no Hemocentro de Brasília

Professores(as) e orientadores(as) educacionais em greve participaram de uma doação coletiva de sangue no Hemocentro de Brasília na tarde desta segunda-feira (16/6). Além de um ato de solidariedade e respeito à vida, a atividade é parte do calendário de greve aprovado pela assembleia desta segunda (16), que manteve o movimento paredista em resposta à intransigência, truculência e desrespeito do governo Ibaneis/Celina com a educação pública e os(as) educadores(as).

Esta não é a primeira campanha de doação de sangue protagonizada pelo Sinpro, e as doações revelam a força da greve da educação e o quanto é necessária a luta pela reestruturação da carreira do magistério público. A atividade também reafirma a natureza solidária dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais, que ao mesmo tempo que denunciam a situação de precarização da educação pública do Distrito Federal e lutam pela mudança, promovem uma ação social em prol da sociedade.

A campanha ocorreu horas depois de educadores(as) serem covardemente agredidos por policiais militares durante ato público na sede da Secretaria de Educação do DF (SEEDF), no Shopping ID. Como de costume, os policiais receberam a categoria com gás de pimenta, o que, infelizmente, é a única resposta do GDF para a grave crise que passa a educação pública do DF.

Professores e orientadores educacionais participaram da doação coletiva de sangue no Hemocentro de Brasília.

Milhares de grevistas vão à sede da SEEDF; comissão será recebida nesta tarde

A assembleia geral desta segunda-feira (16) transformou-se em grande ato público. Milhares de professoras, professores, orientadoras e orientadores educacionais dirigiram-se em passeata do estacionamento da Funarte à sede da Secretaria de Educação, no Shopping ID.

Aqueles e aquelas que conseguiram entrar no shopping foram recebidos com gás de pimenta pela Polícia Militar na porta da secretaria. A recepção violenta não é novidade: ela está em consonância com a intransigência com a qual o governador Ibaneis Rocha vem tratando a categoria.

Educadores são recebidos com gás de pimenta na porta da secretaria. Fotos e montagem: Luzo Comunicação.

 

Mas a greve da educação é pra valer, e não tem medo de cara feia! Do lado de fora do shopping, educadoras e educadores deram seu recado à secretária Hélvia Paranaguá. Diversas faixas e cartazes exigiam respeito e defendiam as reivindicações da categoria: reestruturação da carreira, recomposição salarial, nomeação de todos os aprovados no último concurso, convocação de novo concurso, regularização no repasse do INSS de professores em contrato temporário, entre outras.

A pressão teve resultado: com a mediação do Tribunal de Justiça do DF (TJDFT), a comissão de negociação do Sinpro será recebida pelo governo na tarde desta segunda-feira (16).

Os manifestantes deixaram a sede da SEEDF por volta de 14h e se dirigiram ao Hemocentro, onde uma doação coletiva de sangue marcará as ações da greve nesta semana.

>> Leia também: Categoria decide manter greve para forçar negociação

 

Passeata segue rumo à SEEDF. Foto: Luzo Comunicação.

 

Manifestantes em frente ao Shopping ID, onde fica a sede da SEEDF. Foto: Joelma Bomfim.

 

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Manifestantes agredidos com gás de pimenta saem do Shopping ID, onde fica a sede da SEEDF.

Categoria decide manter greve para forçar negociação

Ao governador intransigente e truculento que disse querer ver o quanto a categoria aguenta, a categoria responde em uma só voz: a greve continua! Essa foi a decisão tomada na assembleia geral desta segunda-feira, 16 de junho.

Enquanto o governador Ibaneis se recusa a negociar e tenta intimidar o magistério público, esta greve já é histórica: o Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT) se propôs a cumprir um papel de mediação entre o movimento paredista e o governo do DF. A dinâmica é inédita e positiva, pois, além de colaborar para que o GDF negocie com os grevistas, também garante que a negociação seja documentada e o compromisso seja cumprido, pois tem força de decisão judicial transitada em julgado.

“O que resolverá nossa greve é proposta concreta do governo”, afirmou a diretora do Sinpro Márcia Gilda. “É reestruturação da carreira, recomposição salarial, nomeação de todos os aprovados, novo concurso público, regularização do repasse do INSS dos professores em CT”, completou.

Ao final dos encaminhamentos, a assembleia geral transformou-se em ato público, e educadores e educadoras saíram em marcha para uma manifestação pacífica na sede da Secretaria de Educação, no shopping ID. Os manifestantes pretendem pressionar a secretária e o GDF para que apresentem uma proposta em resposta às reivindicações à categoria.

Assembleia decidiu manter a greve. Foto: Luzo Comunicação.

 

Resoluções

O calendário aprovado pela assembleia inclui a doação coletiva de sangue no Hemocentro, que acontecerá ainda na tarde desta segunda-feira (16). O Congresso dos Trabalhadores em Educação (CTE) ficou adiado para o segundo semestre.

A próxima assembleia geral foi agendada para dia 24 de junho, terça-feira, com possibilidade de alteração.

MATÉRIAS EM LIBRAS

Cumprimento do PDE daria mais R$ 31 bi à educação; GDF poderia ter evitado a greve

Se as metas do Plano Distrital de Educação (PDE) tivessem sido seguidas, o orçamento da educação teria mais R$ 31,27 bilhões, valor que poderia ter alterado significativamente o panorama que levou à greve da educação deste ano. É o que aponta o estudo do Coordenador do Fórum Distrital de Educação (FDE), professor Júlio Barros, que também é dirigente do Sinpro.

Em debate da Comissão Geral realizado nesta quinta-feira (12/6) na Câmara Legislativa (CLDF), por convocação do deputado Gabriel Magno, Barros apontou o gritante processo de desinvestimento em educação no Distrito Federal.

Júlio Barros destaca, em seu estudo, que o cumprimento da Meta 18, por exemplo, adequaria o plano de carreira do magistério público. Essa é uma das reivindicações centrais do magistério distrital.

Ainda segundo o estudo de Barros, outra meta estabelecida pelo PDE em 2015 deixa patente que a queda no orçamento da educação demonstra a prioridade desse direito constitucional nos governos neoliberais que comandaram o Brasil de 2016 a 2022 – e ainda comandam o Palácio do Buriti.

“A Meta 20 do PDE previa que o investimento em educação fosse dobrado, tomando como base de cálculo a relação investimento/PIB distrital. Mas o que houve, na prática, foi um retrocesso no investimento. Pela meta 20, em 2024, o GDF deveria ter investido na educação, com orçamento próprio, 4,44% de seu PIB. E com orçamento acrescido do Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF), o percentual deveria ser de 6,24% do PIB. O orçamento de 2024 indica que, na prática, esses percentuais ficaram em 1,81% e 3,19%, respectivamente”, afirma Julio Barros.

Quanto à meta 17, que prevê a remuneração básica do magistério igual à média das outras carreiras públicas com igual formação acadêmica, seu cumprimento levaria o reajuste no salário dos professores a 56,8%, explica Julio Barros.

Desinvestimento

No evento dessa quinta-feira (12/6), a queda assombrosa no investimento em educação no governo Ibaneis-Celina foi apontada pelo deputado Gabriel Magno (PT): “Só no período do governo Ibaneis, em 2019, o orçamento total do DF foi de R$ 36 bilhões. Este ano, é de R$ 73 bilhões. O orçamento mais que dobrou. Logo, era mais que possível, justo e viável ter dobrado o investimento em educação, mas foi retirado dinheiro da educação”.

Outro representante do Sinpro e da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Cláudio Antunes apontou no evento as discrepâncias orçamentárias do GDF com relação à educação.

“O atual governo classifica como gasto em educação uma série de verbas que nunca foram atreladas a este segmento. E quanto à primeira meta do PDE, que diz respeito às creches, não justifica, pois o déficit de vagas é de mais de 60 mil no Distrito Federal, muito embora o governo federal, ainda em 2014, tenha destinado em suas obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) muitas construções de creches e escolas de educação infantil. Não há explicação”, denuncia.

Antunes aponta que, no próximo PDE, um dos mecanismos que pode garantir o cumprimento das metas é a criação da Lei de Responsabilidade Educacional, que prevê responsabilização para o gestor que não executar minimamente as metas dos Planos de Educação.

Métricas do próximo PNE

O representante do Ministério da Educação, Lucas Fernandes, indica que os próximos Planos de Educação deverão incluir recortes étnico raciais e socioeconômicos em suas métricas quantificáveis de acesso à educação.

Fernandes aponta que, no último PNE, as 20 metas não evidenciaram alguns detalhes da dinâmica da educação brasileira.

Para ele, o próximo PNE deve incluir métricas de mensuração da participação de indígenas, quilombolas, educação do campo, Educação de Jovens e Adultos, educação especial, educação bilíngue de surdos, educação ambiental e de enfrentamento à violência extrema nas escolas.

Segundo o representante do MEC, ainda que a grande maioria das metas dos Planos de Educação (nacional, estaduais e distrital) não tenham sido cumpridas, os planos são bem estruturantes para a educação brasileira, e graças a essas leis foi possível implementar uma série de avanços.

A secretária de Educação do DF, Hélvia Paranaguá, foi convidada a participar da Comissão Geral, mas não enviou sequer representantes.

MATÉRIAS EM LIBRAS

Dicas de atuação nas redes para ampliar a luta pela educação pública

A greve é nas ruas, mas há estratégias nas redes que colaboram com o movimento paredista. É possível ampliar ao número de aliados e disputar a narrativa.

A palavra-chave das redes sociais é engajamento. Quanto mais curtida e compartilhada é uma postagem, mais visível ela se torna para as pessoas, por conta dos algoritmos que regem a dinâmica dos posts.

Por esse motivo, é importante buscar compartilhar as postagens do Sinpro, para engajar e dar ainda mais relevância à presença do sindicato nas redes sociais.

E, ao citar a greve da educação, use sempre a hashtag #GreveDaEducaçãoDF.

A seguir, dicas importantes para quem quer apoiar a greve da educação:

Não interaja com posts contrários à greve

Compartilhe publicações do Sinpro

Use a #GreveDaEducaçãoDF nas postagens sobre a greve

Marque o @sinprodf nas postagens sobre a greve

Participe das campanhas de rede elaboradas pelo Sinpro

Denuncie fake news sobre a greve da educação

Bloqueie e silencie contas que espalham desinformação

Compartilhe conteúdos que desmontem a narrativa contrária à greve

•  Crie e peça para seus amigos criarem vídeos em apoio à greve da educação. Publique nas suas redes sociais e marque o @sinprodf

Marque professores e orientadores que ainda não aderiram à greve

Seja gentil ao responder questionamentos sobre a greve da educação, e isso vale também para o ambiente off-line

Lembre-se: Ainda que essas estratégias valham a pena, é importante lembrar que as redes sociais, apesar de se apresentarem como espaços abertos e livres, não são verdadeiramente democráticas devido a uma série de fatores estruturais e operacionais que beneficiam interesses privados, manipulam a informação e excluem vozes dissidentes.

MATÉRIAS EM LIBRAS

Ibaneis não vai calar a educação

O governador Ibaneis Rocha fala sem qualquer pudor em responsabilidade fiscal para justificar a desvalorização dos professores(as) e orientadores(as) educacionais, dos(as) servidores(as) da saúde pública e de categorias do funcionalismo essenciais à garantia da dignidade humana. Mas sua gestão conta outra história.

São bilhões do orçamento do DF em renúncia fiscal e perdão de dívidas. Segundo dados do próprio governo, tem mais dinheiro aplicado em propaganda para promover o GDF do que em merenda escolar. O orçamento para construção de viaduto é maior do que para a construção de escola. Quem ganha com essas escolhas? O povo do DF não é!

Ibaneis também não tem qualquer constrangimento de falar que vai cortar ponto – e tirar dinheiro – de pais e mães de família que estão em greve para que nossas crianças e adolescentes tenham uma educação pública de qualidade. Aliás, o governador mostra certo tom de satisfação ao dizer publicamente: “quero ver quanto tempo eles (nós, professores e orientadores educacionais) aguentam com corte de ponto”. A verdade, governador, é que a gente não aguenta mais desrespeito.

Ao contrário do que diz o governador, nossa greve não é abusiva. Abusivo é não regularizar o repasse da contribuição previdenciária dos professores(as) em contrato temporário ao INSS e deixar mais de 16 mil pessoas sem acesso a auxílio-saúde, auxílio-maternidade, aposentadoria.

Abusivo é colocar 40 estudantes em uma sala de aula que não tem sequer ventilador.

Abusivo é assinar acordo de greve e não cumprir.

Abusivo é ver milhares de pessoas nas filas dos hospitais públicos e não cuidar da saúde pública.

Basta! Ibaneis ultrapassou todos os limites.

Nós do magistério público sabemos porque estamos em greve. E o governador Ibaneis, ganha o que tendo nas mãos um orçamento recorde de R$ 73 bilhões e, mesmo assim, se negando a valorizar professores e a educação pública?

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Essenciais à vida, educação e saúde denunciam política de desinvestimento do GDF

Desvalorização profissional, déficit de quadro efetivo, superlotação, local de trabalho sem a infraestrutura necessária e criminalização do direito de greve. Esses e outros problemas são vividos tanto por profissionais do magistério como da saúde pública. Em ato unificado nesta quarta-feira (11/6), em frente ao Palácio do Buriti, as categorias se reuniram para exigir do governador Ibaneis Rocha diálogo e investimento nas áreas essenciais do serviço público.

Profissionais da educação e da saúde unidos por valorização | Foto: Deva Garcia

Assim como professores(as) e orientadores educacionais da rede pública de ensino, enfermeiros(as) da rede pública de saúde receberam multa por recorrerem ao direito de greve, após serem esgotadas as tentativas de diálogo com o governo.

No caso do magistério, a multa imposta a pedido do Governo do Distrito Federal, anunciada antes mesmo do início do movimento paredista, foi de R$ 1 milhão por dia de greve. A partir de ação do Sinpro, o ministro Flávio Dino do Supremo Tribunal Federal (STF) suspende a decisão dada pelo Tribunal de Justiça do DF e Territórios. O mérito da ação ainda será analisado.

Para os(as) enfermeiros da saúde pública, a multa pela paralisação de 12 horas realizada nesta quarta-feira (11/6) foi de R$ 100 mil, somados a mais R$ 800 mil referentes às ações realizadas no ano passado pelo mesmo motivo das manifestações atuais.

“A saúde pública tem passado por um processo constante de sucateamento. Da mesma forma é a educação. Esse caos que a gente está passando na saúde faz parte também do caos que a educação pública passa, gerada pelo desinvestimento”, afirma o presidente do Sindicato dos Enfermeiros do DF (Sindenfermeiro), Jorge Henrique Sousa.

Segundo ele, mais que a luta pela reestruturação da carreira, a categoria da enfermagem está mobilizada há anos pela nomeação de novos servidores. Hoje, faltam quase 2 mil enfermeiros na rede pública.

Déficit de profissionais também é problema que assola a educação no Distrito Federal. Há pouco mais de 24 mil professores(as) ativos, dos quais 16 mil são profissionais do contrato temporário, com direitos precarizados. A maioria foi aprovada no último concurso para professor efetivo, mas segue aguardando nomeação.

Os(as) profissionais do contrato temporário ainda não podem acessar auxílio-doença, auxílio-maternidade, aposentadoria e qualquer direito concedido pelo INSS. Isso porque o governo Ibaneis-Celina segue sem regularizar o repasse das contribuições previdenciárias.

“Não é por acaso que o governo tenta atacar as duas principais categorias onde garantimos o direito à política pública aos filhos e filhas da classe trabalhadora do DF. A educação e a saúde são centrais no direito à dignidade humana. E o que estão tirando de nós e da população que a gente atende é justamente este direito”, afirma a diretora do Sinpro Luciana Custódio. Ela afirma que “precisamos unir a nossa força, pois somente assim venceremos”.

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Apoio
Presente no ato desta quarta-feira (11/6), o deputado Gabriel Magno (PT) afirmou que a oposição vem atuando para somar na luta do magistério público. “Estamos em obstrução desde o início da greve dos professores, não vamos votar nenhum projeto de interesse do Executivo até abrir a negociação com a categoria e apresentar uma proposta”, afirma.

Por iniciativa do parlamentar, a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) realizará Comissão Geral para discutir os Planos Nacional e Distrital de Educação. A atividade será nesta quinta-feira (12), às 15h, no Plenário da Casa.

Assembleia
Professores(as) e orientadores(as) educacionais realizarão assembleia geral na próxima segunda-feira (16/6), às 9h, no estacionamento da Funarte. Na atividade, a categoria avaliará o movimento paredista e decidirá os rumos da greve.

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VÍDEO | Sinpro dialoga sobre a greve com a população do DF

Em vídeo que será veiculado na TV aberta, o Sinpro mostra à população do Distrito Federal as ações do desgoverno Ibaneis-Celina e os prejuízos trazidos à educação pública, aos(às) profissionais da área e à sociedade. Os argumentos mostram que a greve é legal, justa e necessária.

Questões como o não repasse da contribuição previdenciária dos(as) professores(as) em regime de contratação temporária ao INSS; o congelamento do auxílio-alimentação e a carência de efetivos mesmo com milhares de professores(as) esperando para serem nomeados são temas falados no vídeo direcionado à população.

Assista

Categoria pressiona e abre possibilidade para avançar nas negociações

Casa Civil, Secretaria de Economia e Secretaria de Educação deverão se reunir ainda nesta semana com a comissão de negociação do Sinpro. A possibilidade da agenda foi indicada após ato realizado por professores(as) e orientadores(as) educacionais em greve, que ocuparam a pista em frente ao Palácio do Buriti e exigiram avanço nas negociações.

Diante da manifestação, a comissão de negociação, acompanhada do deputado distrital Gabriel Magno (PT) e do deputado federal Reginaldo Veras (PV-DF), chegou a ser recebida por representantes da Secretaria de Economia e da Secretaria de Relações do Tesouro do DF.

“Desde a semana passada, nenhum contato do GDF havia sido feito. Foi a nossa atuação que abriu essa agenda”, disse o diretor do Sinpro Cléber Soares, membro da comissão de negociação.

Foi reforçado, entretanto, que o perfil do governo Ibaneis Rocha não é de conciliar, mas de atacar. A categoria está preparada. Em assembleia geral realizada nesta terça-feira (10/6), professores(as) e orientadores(as) educacionais mostraram que estão dispostos(as) a seguir na luta até que o GDF apresente uma proposta que atenda às reivindicações apresentadas.

>> Leia também: A greve continua! Assembleia mostra categoria mobilizada para avançar

 

Proposta do GDF
Resultado do movimento grevista, no dia 5 de junho, o GDF apresentou à categoria do magistério público:

1) Convocação de 3 mil professores e professoras em dezembro/2025;

2) Prorrogação do concurso realizado em 2022;

3) Convocação de novo concurso público;

4) Construção do calendário para elaboração do PL da reestruturação da carreira, com mediação do Tribunal de Justiça do DF (TJDFT), e a participação da Casa Civil e das secretarias de Educação e de Economia, com conclusão em até 90 dias.

A proposta foi considerada insuficiente pela categoria, que decidiu pela manutenção da greve.

Assembleia geral
Professores(as) e orientadores(as) educacionais se reunirão em assembleia na próxima segunda-feira (16/6), às 9h, no estacionamento da Funarte. Na atividade, a categoria avaliará o movimento paredista e decidirá os rumos do movimento.

Campanha salarial
A campanha salarial da categoria do magistério público tem como objetivo garantir 19,8% de reajuste salarial, rumo ao cumprimento da Meta 17 do Plano Distrital de Educação (PDE), além de realizar a reestruturação da carreira.

A Meta 17 equipara o salário do magistério à média das demais carreiras do funcionalismo de mesma escolaridade.

Já a reestruturação do plano de carreira provoca mudanças estruturais na tabela salarial, resultando em ganhos substanciais para a categoria. Entre os principais pontos de alteração estão a redução dos padrões de 25 para 15, para chegar mais rápido ao topo da carreira salarial; dobrar, no mínimo, os percentuais de titulação; além da ampliação do percentual entre padrões.

>> Leia também: Reestruturação do plano de carreira dobra vencimento base da categoria

A pauta da educação pública não se limita a questões financeiras. Uma dos pontos urgentes levantados pelo movimento grevista é a regularização do repasse da contribuição previdenciária dos professores em regime de contratação temporária ao INSS. Por descumprimento de acordo do GDF, mais de 17 mil professores(as) substitutos(as) não podem acessar auxílio-doença, auxílio-maternidade, aposentadoria e outros direitos vinculados ao Instituto.

Também está na pauta de reivindicação do magistério a nomeação de todos os professores(as) aprovado no último concurso, realizado em 2022. Atualmente, há estudantes sem professores e milhares de professores esperando apenas uma canetada do governador Ibaneis Rocha para irem às salas de aula.

Além disso, a categoria está em greve para garantir o fim da superlotação das salas de aula; escolas com bibliotecas e laboratórios; transporte escolar para todos(as) os(as) estudantes; merenda de qualidade; acompanhamento especializado para estudantes com transtorno e/ou deficiência e uma série de outras questões.

 

 

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A greve continua! Assembleia mostra categoria mobilizada para avançar

A categoria do magistério público compareceu em peso à sua assembleia geral e decidiu: a greve continua, e a responsabilidade é de Ibaneis! Reunidos na manhã desta terça-feira, dia 10, professores, professoras, orientadores e orientadoras educacionais do DF avaliaram os rumos do movimento paredista, e entenderam que é possível e necessário avançar mais.

Se, por um lado, é preciso reconhecer os avanços arrancados pela resistência; por outro, a categoria exige uma proposta que, de fato, corresponda às demandas e à importância do papel do magistério. Por isso, a decisão foi por manter a união e a mobilização.

 

Categoria decide por manter a greve. | Foto: Luzo Comunicação

 

A comissão de negociação informou que diversas ações têm fortalecido a busca pela retomada de diálogo com o governo. “É preciso que o GDF apresente algo mais concreto, além dos 4 itens que já estão postos”, destacou Cleber Soares, integrante da comissão. “A expectativa é de restabelecer a mesa de negociação, de onde não partimos mais do zero, mas sim, com essa primeira proposta”, disse.

Nesse sentido, é muito importante que tenha o procurador-geral do Ministério Público do DF, Georges Seigneur, se somado a esses esforços. Ele esteve com representantes do movimento nesta segunda-feira, 9. Ele se dispôs a fortalecer as ações de retomada de negociação, assim como, na semana passada, havia feito o desembargador Waldir Leôncio Júnior, presidente do Tribunal de Justiça do DF.

Além disso, a grande vitória que representa a suspensão da multa de R$ 1 milhão por dia, decidida pelo ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), mostra a força do movimento, que tem se ampliado. Ao longo de nove dias de greve, a comunidade escolar e a população em geral têm expressado seu apoio, bem como parlamentares distritais e federais, entidades do movimento sindical e social.

Para a diretora do Sinpro Márcia Gilda, a categoria não ganhou nada de presente, a proposta do governo foi arrancada pela mobilização. “Nós sempre estivemos dispostos e dispostas a dialogar e negociar, mas precisamos recorrer à greve para que o governo nos apresentasse uma proposta”, lembrou a dirigente do Sinpro-DF Márcia Gilda. “O apoio e a solidariedade que estamos recebendo nas ruas e através de moções são uma demonstração de que estamos no caminho certo, e sairemos deste movimento com vitória”, concluiu.

 

A luta continua

A categoria do magistério também definiu um cronograma de ações que culmina com a próxima assembleia geral na segunda-feira, 16 de junho (com possibilidade de alteração). Veja abaixo o calendário aprovado.

Ao final da assembleia, educadores e educadoras saíram em passeata pelo Eixo Monumental até o Palácio do Buriti, para dar seu recado diretamente ao governador: queremos, precisamos e podemos mais! Até o fechamento desta matéria, a ação ainda estava acontecendo.

 

Primeira proposta

Os itens que integram a proposta apresentada pelo governo na reunião de negociação de 5 de junho foram:

1) Convocação de 3 mil professores e professoras em dezembro/2025;

2) Prorrogação do concurso realizado em 2022;

3) Convocação de novo concurso público;

4) Construção do calendário para elaboração do PL de reestruturação da carreira, com mediação do TJDFT, e a participação das secretarias Casa Civil, de Educação e de Economia, com conclusão em até 90 dias.

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