Já estão abertas as inscrições para o IV Torneio de Futebol Paulo Freire

Se você, professor(a) e orientador(a) educacional, já participou ou tem vontade de participar do torneio de futebol promovido pelo Sinpro, esta é a sua chance. Já estão abertas as inscrições para o IV Torneio de Futebol Paulo Freire. As inscrições podem ser realizadas pelo site do Sinpro (sinprodf.org.br) e vão de 02 a 20 de abril de 2024. As vagas são limitadas e estão disponíveis em duas modalidades: masculina e feminina. Apenas um membro do time (que pode ser o capitão) fará a inscrição de toda a equipe.

 

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O torneio será realizado nos dias 02/06, 09/06, 16/06, 23/06 e 30/06 no campo de futebol da Chácara do Sinpro, iniciando às 8h, com término previsto para as 17h. Serão permitidas as inscrições de 18 professores(as) e orientadores(as) por equipe e integrantes da comissão técnica, sendo a participação exclusiva para professores(as) filiados(as) ao Sinpro-DF que estejam com a contribuição em dia. Os três primeiros colocados ganharão troféus e todos os participantes receberão camiseta do evento. O regulamento da competição será discutido em congresso técnico após o dia 20 de abril, podendo ser modificado.

 

A competição tem como objetivo recepcionar a categoria para mais um ano letivo, além de promover momentos de confraternização e celebração entre os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais. “O Torneio de Futebol Paulo Freire já faz parte da agenda esportiva da nossa categoria e é um momento importante para nos unirmos ainda mais, além de termos um momento de congraçamento. Convidamos todos e todas a participarem deste torneio, que tem o objetivo de trazer alegria e descontração”, ressalta o coordenador da Secretaria de Cultura do Sinpro, Bernardo Távora.

 

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Monte seu time, traga sua família e comemore esse momento conosco.

Clique aqui e confira o regulamento na íntegra.

 

Confira o vídeo com o passo a passo da inscrição:

 

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Cinema e educação é tema do TV Sinpro desta quarta (3)

Cinema pode ser usado como recurso pedagógico de grande potencial. No TV Sinpro desta quarta-feira (3/4), os professores Allan Domingos Alves e Wellington Araújo de Sousa, do Centro de Educação Fundamental (CEF) 10 do Gama, e a diretora do sindicato Ritinha Olly falarão sobre o tema, a partir das 19h. Transmissão pela TV Comunitária de Brasília (canal 12 da NET) e redes do sindicato (Facebook e Youtube).

Os professores Allan e Wellington são idealizadores e coordenadores do Cine 10. O projeto, desenvolvido com estudantes do 9º ano do CEF 10 do Gama desde 2017, trabalha a produção de filmes de ficção de, em média, 5 minutos. As obras são elaboradas a partir dos conhecimentos de várias disciplinas. Pela proposta do Cine 10, os(as) estudantes passam por todas as etapas do processo de produção, desde o roteiro até a criação de cartazes da obra.

As edições do TV Sinpro ficam salvas no canal do Sinpro no Youtube. Assista AQUI

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2 de abril | Dia Internacional do Livro Infantil

O Dia Internacional do Livro Infantil, comemorado em 2 de abril, tem o objetivo de despertar o amor pela leitura nas crianças. A leitura estimula esse público a desenvolver concentração, memória, raciocínio e compreensão, além de aprimorar o vocabulário para linguagem oral e escrita e de ampliar a capacidade criativa.

Propor livros dirigidos à infância significa valorizar o universo das crianças, buscando envolvê-las com a leitura e desenvolvendo seu interesse pelo livro. O livro infantil valoriza o repertório que as crianças já têm para ampliar seus horizontes.

A data de 2 de abril foi escolhida por conta do nascimento do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen, um pioneiro da produção de literatura para crianças e adolescentes no Ocidente. Andersen é autor de livros conhecidos mundialmente, como A Roupa Nova do Imperador, Soldadinho de Chumbo, O Patinho Feio e A Pequena Sereia, entre outros. Ao longo de sua vida, Andersen escreveu mais de 150 narrativas ficcionais.

O Brasil também conta com grandes autoras e autores de livros infanto-juvenis. Uma delas é Ana Maria Machado, que tem extensa obra publicada e é vencedora de prêmios importantes tanto da literatura infantil como da ficção adulta. Outros nomes importantes são Edimilson de Almeida Pereira, poeta, professor universitário e um dos mais premiados autores da literatura brasileira; e Ziraldo, cartunista, desenhista, jornalista, cronista, criador do famoso personagem O Menino Maluquinho.

Para celebrar o Dia Internacional do Livro Infantil, é interessante propor reflexões, eventos, atividades de incentivo à leitura e homenagens a obras e autores(as) do gênero. Em atividades como essas, pode ser que as crianças se sintam motivadas a produzir suas próprias histórias.

O livro é uma ferramenta para semear a imaginação, e um recurso fundamental das atividades pedagógicas! Viva o livro, viva os autores e autoras, e viva a literatura infanto-juvenil!

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Dia da conscientização do autismo

Neste 2 de abril é comemorado o dia de conscientização do autismo. A data foi instituída mundialmente pela ONU em 2007, e nacionalmente pela Lei 13.652/2018, sempre com a ideia de promover conhecimento sobre o espectro autista. Mas no DF de Ibaneis Rocha essa data lembra o descaso para com crianças e jovens do espectro autista em fase escolar.

Atualmente o autismo é classificado em três níveis.

  • Nível 1 – pouca necessidade de suporte
  • Nível 2 – necessidade de suporte moderada
  • Nível 3 – muita necessidade de suporte

Esses suportes (que, no Brasil, são direito das pessoas do espectro autista, e dever do estado de prover) são realizados por equipes multidisciplinares (médicos, psicólogos, fonoaudiólogos, pedagogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e educadores físicos). Conferem às pessoas do espectro autista maior autonomia e qualidade de vida.

A rede pública do Distrito Federal tem uma das equipes profissionais mais bem preparadas de todo o território nacional para lidar com crianças do espectro autista e outras demandas específicas. A rede distrital oferece turmas comuns inclusivas e também classes especiais para alunos com TEA com nível de suporte maior. Mas em todas as regionais de ensino surgem denúncias de fechamento de turmas especiais, e alunos com necessidades específicas matriculados de qualquer forma em turmas regulares. Os professores e as professoras dessas turmas acabam fazendo o trabalho de dois profissionais, pois não há monitor suficiente para dar conta dessa demanda.

O fechamento de turmas especiais é efeito colateral da superlotação de todas as turmas da rede distrital de educação. Os(as) alunos(as) especiais, com demandas específicas e mais constantes, são os que mais sofrem com esse descaso e negligência.

Resultados: profissionais sobrecarregadas(os) e estressadas(os), e crianças e jovens negligenciadas(os). Essa situação é uma preocupação do Sinpro, que vem denunciando a escalada desse problema ano a ano.

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Sinpro negocia critérios para reposição de aulas do dia 20 de março

A comissão de negociação do Sinpro se reuniu na tarde desta segunda-feira (1º/4) com representantes da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEE-DF), que anunciaram a publicação de uma circular com critérios e orientações para reposição de aulas do dia 20 de março último, quando houve paralisação da categoria para realização de Assembleia.

Participaram da reunião a secretária Helvia Paranaguá, o subsecretário Isaías Aparecido e as subsecretárias de gestão de pessoas (Sugep), Ana Paula Aguiar, e de planejamento, acompanhamento e avaliação (Suplav), Francisleide Ferreira.

Ficou decidido que a reposição de dias paralisados deve ser feita dentro do 1º semestre letivo (que se encerra em 10 de julho). A escola terá autonomia para avaliar o melhor sábado para essa reposição, desde que dentro do primeiro semestre letivo.

A SEE-DF vai publicar em breve uma circular com as orientações para reposição do dia 20.

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Campanha Salarial 2024: 19,8% já! Rumo à meta 17

O pontapé inicial para a Campanha Salarial 2024 foi dado. Professores(as) e orientadores(as) educacionais definiram a luta pelo reajuste salarial de 19,8%, sem abrir mão do cumprimento da meta 17 do Plano Distrital de Educação. Um primeiro calendário de mobilização foi aprovado pela categoria, e traz atos, mobilizações e assembleias, previstos até maio (veja no fim da matéria).

O índice de 19,8% repõe as perdas inflacionárias geradas de janeiro de 2019 a dezembro de 2023. Já a meta 17 do PDE equipara o vencimento básico de professores(as) e orientadores(as) educacionais à média da remuneração das demais carreiras de servidores públicos do DF de escolaridade equivalente.

O Sinpro lembra que a principal estratégia de qualquer Campanha Salarial é unidade e mobilização. Assembleias, atos, manifestações e demais atividades devem ter participação massiva da categoria.

O engajamento dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais também deve ser nas redes. O Sinpro publicará em seus veículos de comunicação uma série de peças que abordam a Campanha Salarial 2024 e a pauta de reivindicação vinculada. É essencial que esses materiais sejam curtidos, comentados e compartilhados para ampliar visualização e alcance, reforçar a mensagem e fortalecer o apoio público à luta.

Paralelamente, de forma responsável e comprometida, a Comissão de Negociação do Sinpro atuará junto ao GDF para construir os caminhos possíveis ao atendimento da pauta de reivindicações da Campanha Salarial 2024. Para dar peso à luta, está sendo articulado o apoio de parlamentares e de outros órgãos, como o Ministério Público, por exemplo.

O Sinpro ainda lembra que a pauta de reivindicação da Campanha Salarial 2024 caminha paralela à luta pelo cumprimento integral e célere do acordo de greve de 2023; pelo fim da superlotação das salas de aula; pela construção de escolas; por merenda de qualidade; pelo fortalecimento da EJA (Educação de Jovens e Adultos), do Batalhão Escolar e do PDAF (Programa de Descentralização Administrava e Financeira); além de investimento na Educação Inclusiva e da defesa do Ensino Médio.

No dia 20 de abril, a categoria realizará assembleia de atualização da pauta de reivindicação. A próxima assembleia geral do Sinpro, com paralisação, será realizada dia 22 de maio, concomitantemente à Marcha da Classe Trabalhadora a Brasília. Até lá, qualquer novidade quanto ao processo de negociação da Campanha Salarial 2024 será informado à categoria.

19,8% já!
Segundo o Dieese, a inflação dos últimos cinco anos ficou em 33,3%. Em contraponto, o reajuste salarial do magistério acumulado no período de abril de 2022 a dezembro de 2023 foi de 11,3%.

Nesse acumulado, são considerados a primeira das seis parcelas do reajuste de 18% imposto pelo governador Ibaneis, realizado em julho de 2023; além da primeira parcela referente à incorporação da Gaped/Gase ao vencimento, paga em outubro do ano passado, após luta intensa da categoria.

O reajuste de 19,8% funciona, portanto, como um percentual de reposição de perdas inflacionárias.

 

 

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Kit da IX Corrida do Sinpro disponível a partir de 8 de abril

Inscritos(as) na IX Corrida do Sinpro-DF poderão retirar o kit para o evento entre os dias 8 e 12 de abril (entre segunda e sexta-feira da próxima semana), das 8h às 17h, no local escolhido no ato da inscrição (sede ou subsedes do Sinpro).

Para retirar o kit corrida, é necessária a apresentação de documento pessoal de identificação com foto ou carteirinha de filiado(a). Além disso, também é obrigatória a doação de 1 kg de alimento não perecível (exceto sal e fubá) ou um livro de literatura. Os itens serão repassados a pessoas em vulnerabilidade social.

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Aposentados e pensionistas nascidos em abril: faça já a sua prova de vida

A prova de vida para os(as) professores(as), orientadores(as) educacionais aposentados(as) e pensionistas que fazem aniversário no mês de abril começa na próxima segunda-feira (01). O Sinpro lembra que estes(as) educadores(as) devem ficar atentos e realizar o procedimento no mês do seu aniversário, uma vez que é uma comprovação anual obrigatória e necessária para o pagamento regular de aposentadorias e pensões.

O procedimento pode ser realizado de forma presencial, ou seja, o(a) beneficiário(a) pode ir pessoalmente a qualquer Agência do BRB ou pode fazer virtualmente, por meio do aplicativo disponível nas lojas da iOS e Android. Confira o procedimento virtual no final desta matéria.

 

Aplicativo Prova de Vida GDF

Criado durante a pandemia da Covid-19, o aplicativo Prova de Vida GDF oferece agilidade no atendimento e comodidade nessa tarefa anual. Para realizar a prova de vida por meio digital, os(as) aposentados(as) e pensionistas precisam baixar o aplicativo Prova de Vida GDF, inserir o CPF e confirmar alguns dados. Após essa etapa, serão solicitadas a captura do documento do(a) beneficiário(a) e uma foto selfie, com boa qualidade, tirada em ambiente bem iluminado.

Para finalizar, o(a) usuário(a) deve informar endereço, número do telefone celular e e-mail. Após preencher e enviar todas as informações, os(as) aposentados(as) receberão um e-mail com a confirmação do resultado da criação dessa conta (login) no aplicativo da prova de vida.

 

Outras formas de fazer a prova de vida

Aposentados(as) e pensionistas impedidos(as) de comparecer presencialmente em qualquer agência do BRB ou que não tenham acesso ao aplicativo, podem solicitar a visita domiciliar para fazer a prova de vida. O(a) mesmo(a) deverá anexar atestado médico comprovando a impossibilidade. Para beneficiário(a) com mais de 90 anos, também pode ser feita a solicitação pelo e-mail agendamento@iprev.df.gov.br. Brasileiros(as) que residem no exterior, a prova de vida deve ser encaminhada por meio de consulado ou da representação diplomática do Brasil no país em que reside. Basta encaminhar ao Iprev correspondência com declaração de comparecimento emitida pela representação do País com cópia dos documentos autenticados. Se o país onde reside não tiver representação, a pessoa deve acessar o Formulário Específico de Atestado de Vida disponível no site do Iprev: https://www.iprev.df.gov.br/prova-de-vida/

 

CLIQUE AQUI PARA BAIXAR O APLICATIVO PARA CELULARES ANDROID

https://play.google.com/store/search?q=prova+de+vida+gdf&c=apps&pli=1

 

CLIQUE AQUI PARA BAIXAR O APLICATIVO PARA CELULARES iOS

https://apps.apple.com/br/app/prova-de-vida-gdf/id1614842989

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Prazo final para a prova de vida de aposentados e pensionistas nascidos em março

Atenção professores(as), orientadores(as) educacionais aposentados(as) e pensionistas que fazem aniversário no mês de março: o prazo para fazer a prova de vida termina neste domingo (31). Estes(as) educadores(as) devem ficar atentos e realizar o procedimento no mês do seu aniversário, uma vez que é uma comprovação anual obrigatória e necessária para o pagamento regular de aposentadorias e pensões.

O procedimento pode ser realizado de forma presencial, ou seja, o(a) beneficiário(a) pode ir pessoalmente a qualquer Agência do BRB ou pode fazer virtualmente, por meio do aplicativo disponível nas lojas da iOS e Android. Confira o procedimento virtual no final desta matéria.

 

Aplicativo Prova de Vida GDF

Criado durante a pandemia da Covid-19, o aplicativo Prova de Vida GDF oferece agilidade no atendimento e comodidade nessa tarefa anual. Para realizar a prova de vida por meio digital, os(as) aposentados(as) e pensionistas precisam baixar o aplicativo Prova de Vida GDF, inserir o CPF e confirmar alguns dados. Após essa etapa, serão solicitadas a captura do documento do(a) beneficiário(a) e uma foto selfie, com boa qualidade, tirada em ambiente bem iluminado.

Para finalizar, o(a) usuário(a) deve informar endereço, número do telefone celular e e-mail. Após preencher e enviar todas as informações, os(as) aposentados(as) receberão um e-mail com a confirmação do resultado da criação dessa conta (login) no aplicativo da prova de vida.

 

Outras formas de fazer a prova de vida

Aposentados(as) e pensionistas impedidos(as) de comparecer presencialmente em qualquer agência do BRB ou que não tenham acesso ao aplicativo, podem solicitar a visita domiciliar para fazer a prova de vida. O(a) mesmo(a) deverá anexar atestado médico comprovando a impossibilidade. Para beneficiário(a) com mais de 90 anos, também pode ser feita a solicitação pelo e-mail agendamento@iprev.df.gov.br. Brasileiros(as) que residem no exterior, a prova de vida deve ser encaminhada por meio de consulado ou da representação diplomática do Brasil no país em que reside. Basta encaminhar ao Iprev correspondência com declaração de comparecimento emitida pela representação do País com cópia dos documentos autenticados. Se o país onde reside não tiver representação, a pessoa deve acessar o Formulário Específico de Atestado de Vida disponível no site do Iprev: https://www.iprev.df.gov.br/prova-de-vida/

 

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60 anos depois do golpe militar, educação pública ainda é alvo do autoritarismo

1º de abril de 1964. O presidente João Goulart era deposto pelos militares. Iniciava ali o período de ditadura militar no Brasil, que durou até 1985. A forma de governo virou o país de cabeça para baixo, inclusive quando o foco é a educação pública. Sessenta anos depois, o setor continua sendo disputado por frentes conservadoras formadas não só por militares, mas também por fundamentalistas religiosos e reacionários de plantão.

Para os militares de 64, era essencial que o sistema de ensino convergisse com as necessidades do momento: o desenvolvimento capitalista. Para qualificar tecnicamente a mão de obra, foram ampliadas as vagas nas escolas públicas para universalizar o ensino de 1º grau (equivalente ao atual Ensino Fundamental). Era necessário que os trabalhadores fossem minimamente letrados, com noções básicas de operações matemáticas.

Acervo do Instituto Vladimir Herzog

“Os militares e seus apoiadores quiseram e querem fugir das piadas do 1º de abril, apontando o regime ditatorial como o regime da mentira. Por isso ainda se discute se o golpe de 64 se deu em 31 de março ou 1º de abril. Isso importa pouco. O que importa mesmo é que, realmente, esse foi um regime da mentira. Um exemplo é essa ampliação das vagas nas escolas, tão capitalizada por quem ainda acha que a ditadura militar foi um período próspero. Por não ter nenhum investimento vinculado, a ampliação dessas vagas nas escolas marcou o início da precarização da educação, um verdadeiro câncer que vivemos até hoje”, explica a diretora do Sinpro Márcia Gilda.

Ao mesmo tempo em que, teoricamente, se abria mais espaço nas escolas públicas, uma força-tarefa se formava para cortar pela raiz o Programa Nacional de Alfabetização do governo João Goulart, coordenado por Paulo Freire, lançado meses antes do golpe.

A educação, dessa forma, não seria mais uma ferramenta de formação do pensamento crítico, de emancipação, mas um equipamento do Estado para depositar nos estudantes as coordenadas de um “cidadão de bem”, passivo ao sistema e obediente às hierarquias.

Mais de seis décadas depois, a educação pública continua sendo disputada por frentes reacionárias. Os objetivos são basicamente os mesmos: formação da mão de obra adequada ao atual modelo de desenvolvimento e a formatação de uma sociedade obediente e submissa.

Em pleno regime democrático, a investida que remonta à ditadura é feita de forma organizada e potente, via projetos e propostas como o Escola Sem Partido e, mais recentemente, a caça ao Plano Nacional de Educação 2024-2034.

Aprovado em janeiro, na Conferência Nacional de Educação, o PNE tramita no Congresso Nacional. Entre um dos maiores opositores à proposta construída coletiva e democraticamente, está o atual presidente da Comissão de Educação, Nikolas Ferreira. Como bagagem, o deputado tem sua atuação marcada pela aprovação de lei proibindo a linguagem neutra nas escolas de Belo Horizonte, quando vereador da cidade, e como deputado, o apoio fiel à educação domiciliar (homeschooling).

Nikolas engrossa o grupo que atua principalmente pelo WhatsApp com a distribuição de cartilhas que afirmam que se o PNE for aprovado como está, “crianças serão estimuladas à iniciação precoce da sexualidade” e estudantes em geral sofrerão uma “doutrinação ideológica da esquerda”. Quem relata o caso é a Agência Pública.

Conferência Nacional de Educação, de forma plural e democrática, aprova PNE 2024-2034

Mais grave, o PNE não é a única proposta na mira dos representantes do boi, da bala e da bíblia. Segundo levantamento do Instituto de Estudos da Religião, apontado em matéria da Agência Pública, “os parlamentares de direita são autores da maior parte das propostas relacionadas à educação”, e os subtemas mais abordados são segurança nas escolas (por meio de violência), além da oposição completa ao debate sobre gênero e tudo que gira em torno disso (como o uso da linguagem neutra).

“É inquestionável que a educação pensada no período da ditadura militar no Brasil foi formatada para servir ao mercado, ao mesmo tempo em que tentava formar cidadãos sem senso crítico. O mais surreal é constatar que, 60 anos depois, essa herança maldita continua embrenhada no nosso dia a dia”, avalia a diretora do Sinpro Mácia Gilda.

Para ela, professores(as), orientadores(as) educacionais e a sociedade em geral têm papel fundamental na defesa da educação pública de qualidade socialmente referenciada.

“Educação deve emancipar. Uma escola inclusiva e diversa é direito nosso. Nós do Sinpro lutamos por uma sociedade com cidadãos críticos, autônomos e atuantes. É por isso que repudiamos não só os 21 anos de ditadura militar no Brasil, mas toda forma em que ela se manifesta nos dias de hoje”, diz Márcia Gilda.

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