Síndrome de Down, a inclusão e o respeito no sistema educacional

O dia 21 de março é dedicado à conscientização e celebração das vidas das pessoas com Síndrome de Down. Oficialmente reconhecida pelas Nações Unidas desde 2012, a data simboliza a luta pelo direito à inclusão, participação e respeito às pessoas com essa condição genética, além de combater o capacitismo e o preconceito.

A Síndrome de Down não é uma doença, mas sim uma condição inerente à pessoa, uma alteração genética causada pela presença de um cromossomo extra no par 21. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), estima-se que a síndrome de Down afeta cerca de 1 em cada mil nascidos vivos em todo o mundo, com aproximadamente 300 mil pessoas com a síndrome no Brasil, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A  alteração cromossômica é a mais comum em humanos e a principal causa de deficiência intelectual na população brasileira, representando cerca de 25% do grupo, segundo a Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down.  

A educação inclusiva é um direito fundamental para indivíduos com deficiência, sendo essencial para que as pessoas com Síndrome de Down alcancem qualidade de vida e participem plenamente na sociedade, realizando seu potencial pessoal. Incluir essas crianças nas escolas exige colaboração intensa de toda a comunidade educativa e o investimento público que fortaleça, de fato, a inclusão. É essencial garantir um ensino eficaz, valorizando a singularidade de cada estudante e adaptando os métodos de ensino às suas necessidades individuais.

O acesso gratuito à educação especial tem como marco a aprovação da Lei nº. 7.853, em 1989, conhecida como a Lei Brasileira de Inclusão. A legislação estabelece diretrizes para garantir os direitos das pessoas com deficiência, não apenas assegurando sua inclusão no sistema educacional, mas também garantindo e prevendo sanções para aqueles que desrespeitam tais direitos, como a recusa de matrícula em instituições de ensino.  

Segundo dados do Censo Escolar de 2023, no ano passado, o número geral de crianças com deficiência incluídas em turmas regulares atingiu 91% na educação básica, em comparação com 79% em 2014, indicando um aumento no reconhecimento do direito à educação para alunos com deficiência. Dos alunos matriculados na educação especial do ensino básico, 53,7% têm deficiência intelectual, incluindo aqueles com Síndrome de Down. Esses números apontam para um progresso em direção à Meta 4 do Plano Nacional de Educação, que busca universalizar o acesso à educação básica e ao Atendimento Educacional Especializado (AEE) para pessoas com deficiência.

Apesar do cenário, há muito o que avançar para o desenvolvimento de um ambiente escolar inclusivo e acolhedor. Desafios relacionados à qualidade e ao acesso ao ensino são evidenciados pelo alto índice de analfabetismo entre pessoas com deficiência (20%), além da dificuldade de acesso aos prédios e equipamentos escolares (apenas 0,1% das escolas brasileiras são totalmente acessíveis). Faltam de salas de recursos, docentes e equipe pedagógica capacitados e sobram dificuldades de convívio junto à comunidade escolar devido à discriminação e preconceito.  

O Sinpro-DF tem uma longa história de atuação na promoção da inclusão de pessoas com síndrome de Down e outras deficiências. Além de defender o investimento público na formação de professores, orientadores e na acessibilidade das escolas, o  sindicato apoia e organiza eventos para formar e conscientizar a comunidade escolar em prol de um ensino inclusivo. Combater o preconceito e a discriminação é essencial. A inclusão é um direito e um dos caminhos que devem ser trilhados para promover uma sociedade mais justa e igualitária. 

MATÉRIA EM LIBRAS

21 de março – Dia Nacional das Tradições das Raízes de Matrizes Africanas e Nações do Candomblé e o Dia Internacional contra a Discriminação Racial

21 de março é dia de evocar as tradições de raiz africana, evidenciando toda importância que elas têm para a cultura e história do Brasil. Sancionada pelo presidente Lula em 2023, a Lei 14.519/23 institui nesta data o Dia Nacional das Tradições das Raízes de Matrizes Africanas e Nações do Candomblé e o Dia Internacional contra a Discriminação Racial.

Celebrar estas datas reforça a importância de salvaguardar as tradições de raiz africana na cidade e no país, fomentando as diversas manifestações culturais e artísticas que definem a identidade afro-brasileira. A data coincide com o marco escolhido pela Organização das Nações Unidas (ONU) para, anualmente, instalar uma rede intercontinental de conscientização pelo Dia Internacional contra a Discriminação Racial. A data foi escolhida pela ONU em 1966 em memória às 69 vítimas do massacre de Sharpeville, bairro negro da África do Sul.

Outro ponto importante é a luta contra o desrespeito ao Candomblé. De origem africana e iniciando no Brasil na região Nordeste e nos estados da Bahia e Pernambuco, a religião se espalhou por todo o País e atualmente possui cerca de 3 milhões de praticantes. A crença foi proibida e discriminada por séculos, com seus praticantes tendo sofrido prisões e perseguições, e fazia o uso do sincretismo como forma de legitimação, associando os orixás aos santos católicos.

“A influência africana no Brasil ocorre através de diversos aspectos comuns à nossa cultura, vista por meio da língua, culinária, das danças, músicas, algumas religiões e demais costumes dos diversos grupos vindos do continente africano. Evidenciar esta importância e lutar pelo respeito às tradições africanas é respeitar nossa história e todo legado deixado pelas matrizes africanas”, ressalta a diretora do Sinpro, Márcia Gilda.

MATÉRIA EM LIBRAS

Gestão e trabalho pedagógico durante a pandemia de Covid-19: experiências de escolas públicas do DF

Em artigo publicado no Observatório da Educação Básica da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (ObsEB/UnB), as doutoras em Educação Ana Sheila Fernandes Costa, Edileuza Fernandes Silva e Maria Abádia da Silva apresentam um estudo quantitativo que buscou compreender o desenvolvimento da gestão e do trabalho pedagógico de escolas públicas do Distrito Federal, em contexto pandêmico. Os dados foram obtidos entre outubro de 2021 e março de 2022, por meio de questionários no Google Forms. Participaram do estudo professores(as), coordenadores pedagógicos, especialistas em educação e gestores escolares.

Clique aqui e confira o artigo na íntegra.

Sessão solene da CLDF comemora os 45 anos do Sinpro-DF

Em comemoração aos 45 anos de história do Sinpro-DF, a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), por iniciativa do deputado Gabriel Magno, realiza uma sessão solene no dia 21 de março, às 19h, no Plenário da CLDF. O evento celebra quatro décadas e meia de uma trajetória vitoriosa em defesa da educação pública, da valorização da carreira magistério e da luta pelos direitos de professores(as) e orientadores(as) educacionais.

Desde 14 de março de 1979, data em que a antiga Associação Profissional dos Professores do DF (APPDF) recebeu autorização do Ministério do Trabalho para converter-se em entidade sindical, foram constituídas muitas lutas e conquistas para toda a comunidade escolar. Celebrar o aniversário do Sinpro-DF é também dizer muito obrigado a todos os trabalhadores em educação, especialmente aos professores e orientadores educacionais, representados pelo sindicato, por trabalharem diuturnamente por um futuro melhor para nossos estudantes e suas famílias

Além da diretoria colegiada do Sinpro-DF, são aguardados na sessão solene representantes da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), CUT-DF, Fórum Distrital de Educação e União dos Estudantes Secundaristas do DF.

A solenidade será transmitida ao vivo pela TV Câmara Distrital (canal 9.3) e canal da CLDF no YouTube, bem como pelas redes sociais do Sinpro-DF.

MATÉRIA EM LIBRAS

 

Publicado originalmente em 13/03/2024

Substitutivo do União Brasil à Reforma do Ensino Médio deve ir a votação esta noite

Deve ir a votação na noite desta quarta-feira (20/3) no plenário da Câmara Federal a reformulação do Ensino Médio. O substitutivo do atual deputado e ex-ministro da educação que promulgou a desastrosa reforma do ensino médio em 2017, Mendonça Filho (União/PE), contrapõe o PL do Governo Federal voltado para a reformulação do Ensino Médio. Embora o projeto do Governo contenha limitações, ele aponta para recomposições graduais de direitos num contexto de correlação de forças no Congresso Nacional em que a aprovação do PL nº 2.601/23, infelizmente, se mostra inviável.

Nesse contexto, o substitutivo de Mendonça Filho mantém a essência da famigerada Lei nº 13.415/2017, voltada unicamente para a formação de mão-de-obra barata para suprir as demandas do mercado de trabalho.

 

Menor carga horária do mundo

“O único avanço que mantivemos foi retomar as 2.400h da Formação Geral Básica (FGB) que já estavam em vigor antes da reforma de 2017. São 4h por dia de formação científica, filosófica, artística e de educação física. O Brasil é um dos países com menor carga horária diária de FGB. O mínimo em outros países é de 5h por dia. Com a reforma de 2017, a Formação Geral Básica havia caído para 3h diárias. Estamos apenas corrigindo isso, e mal. O resto é só retrocesso”, aponta o professor e pesquisador da Universidade de São Paulo (USP), Daniel Cara.

As 2.400h de FGB não valem para estudantes que fizerem cursos técnico-profissionais. Estes terão carga horária reduzida nessas disciplinas. Isso cria – e agrava – uma segmentação interna ao sistema escolar brasileiro. “O novo texto também excluir qualquer obrigatoriedade de ensino de disciplinas. Isso vale para educação física, e também para língua espanhola e até mesmo português e matemática”, avalia a professora Monica Ribeiro da Silva, da UFPR, doutora em Educação e coordenadora do Observatório do Ensino Médio.

Está mantido o notório saber para a docência nos cursos de formação técnica e profissional, e o reconhecimento de aprendizagens, competências e habilidades desenvolvidas pelos estudantes em experiências extraescolares, integralizando carga horária no ensino médio, inclusive as dos cursos de qualificação para o itinerário de formação técnica e profissional.

Isto significa que a carga horária de cursos como corte e costura podem ser contadas como tempo para a formação no ensino médio.

Aos movimentos sociais e da educação restará manter a luta no Senado para reverter os prejuízos que a Câmara dos Deputados insiste em manter aos jovens e à educação pública do Brasil.

“Precisamos pressionar os parlamentares, via redes sociais, a fim de melhorar o texto final através de emendas ao substitutivo. Do jeito que o texto do substitutivo está disposto, mais uma vez quem vai pagar o preço serão os cidadãos e cidadãs da periferia, que contam com a escola pública para sua formação. E quem perde não serão apenas os e as jovens da periferia, mas a sociedade como um todo, pois os índices brasileiros de qualidade da educação só tendem a cair com a destruição da educação tornada legal pela Câmara Federal”, avalia a diretora do Sinpro, Márcia Gilda.

Foi aprovado, no calendário de lutas levado a votação na assembleia do Sinpro realizada na manhã de hoje (20/3), que toda a categoria permaneça em estado de mobilização contra a votação do substitutivo do ensino Médio. Defendemos o PL do Ensino Médio enviado pelo governo federal, sem substitutivos. Lutamos contra o atual relatório do deputado Mendonça Filho, que desconsidera questões essenciais trazidas na proposta do Executivo. Aliás, a maioria dessas propostas é resultado da consulta pública realizada com estudantes, profissionais e estudiosos(as) da educação.

Categoria aprova 19,8% de reajuste, rumo à meta 17

Professores(as) e orientadores(as) educacionais da rede pública de ensino aprovaram o índice de reajuste salarial de 19,8% e a luta permanente pelo cumprimento da meta 17 do Plano Distrital de Educação (PDE) como pontos fundamentais da Campanha Salarial 2024. A decisão foi tomada na primeira assembleia do ano, realizada nesta quarta-feira (20/3).

O índice repõe as perdas inflacionárias geradas de janeiro de 2019 a dezembro de 2023. Já a meta 17 do PDE equipara o vencimento básico de professores e professoras à média da remuneração das demais carreiras de servidores públicos do DF de escolaridade equivalente.

“Quando a gente vai ao supermercado, a gente vê que o preço de tudo subiu, e nossos salários não conseguem acompanhar. A gente precisa repor nosso poder de compra. Isso também é valorização, e repercute imediatamente na qualidade da educação pública, que é um direito de todos e todas”, explica a diretora do Sinpro Márcia Gilda.

Segundo o Dieese, a inflação dos últimos cinco anos ficou em 33,3%. Em contraponto, o reajuste salarial do magistério acumulado no período de abril de 2022 a dezembro de 2023 foi de 11,3%.

Na assembleia desta quarta, foi reforçada também a necessidade de luta para que o acordo resultante da Greve da Educação, realizada em 2023, seja cumprido integralmente.

Vários pontos do acordo já foram concretizados. Em julho, por exemplo, será incorporada a terceira parcela da Gaped/Gase ao vencimento. Essa é uma conquista histórica que atinge toda a categoria: efetivos e contratos temporários, aposentados e pessoas da ativa. Ainda em julho deste ano, os vencimentos da categoria terão o impacto da segunda das três parcelas de 6% referente ao reajuste de 2023.

Márcia Gilda, diretora do Sinpro

Também como resultado do acordo de greve, a Mesa de Negociação em funcionamento permanente garante que os pontos do acordo de greve em tramitação sejam acompanhados pelo Sinpro para que haja condições legais de serem efetivados o mais rápido possível.

“A gente reforça que o GDF precisa ter compromisso para cumprir com o acordo que fechamos na Greve da Educação. Isso mostra respeito não só com a nossa categoria, mas com a população do DF”, afirma Márcia Gilda.

>> Leia também: RETROATIVOS: SINPRO DISPONIBILIZA LINK PARA ENVIO ONLINE DE DOCUMENTAÇÃO

Entre os pontos do acordo de greve que ainda precisam ser cumpridos, estão a nomeação imediata de todos(as) os aprovados(as) no último concurso público – tanto nas vagas imediatas como no cadastro reserva – e a realização de novo concurso público; a ampliação da carga horária de 20 horas para 40 horas para quem já solicitou a mudança; incorporação do auxílio saúde para aposentados(as) que não têm paridade; e participação dos(as) professores(as) em regime de contratação temporária na Semana Pedagógica.

Investimento
Além do índice de reajuste de 19,8%, do cumprimento da meta 17 do PDE e da execução integral e ágil do acordo de greve, professores(as) e orientadores(as) educacionais reivindicam investimento na educação pública. Durante a assembleia, foram levantados materiais gráficos que repudiavam a superlotação das salas de aula e reivindicavam construção de escolas; merenda de qualidade; fortalecimento da EJA (Educação de Jovens e Adultos), do Batalhão Escolar e do PDAF (Programa de Descentralização Administrava e Financeira); além de investimento na Educação Inclusiva.

A próxima assembleia geral do Sinpro, com paralisação, será realizada dia 22 de maio, concomitantemente à Marcha da Classe Trabalhadora a Brasília. Até lá, qualquer novidade quanto ao processo de negociação da Campanha Salarial 2024 será informado à categoria (Veja calendário de luta completo no fim da matéria).

Moção de repúdio
A assembleia desta quarta-feira aprovou moção de repúdio contra fala do deputado distrital Roosevelt (PL), durante debate sobre câmera no sistema penitenciário, na Câmara Legislativa, nessa terça-feira (19/3). Em seu discurso, o parlamentar afirmou que “a arma do professor, quando mal usada, é infinitamente mais letal do que uma arma de fogo que o policial ostenta, porque ela afeta uma sociedade”.

“Nossas armas são os livros”, rebateu a diretora do Sinpro Luciana Custódio, após aprovação da moção de repúdio na assembleia da categoria.

Educação antimachista
No início da assembleia, realizada no mês de luta das mulheres, as diretoras da Secretaria de Mulheres do Sinpro afirmaram que as escolas públicas são espaços fundamentais para romper com a cultura machista, racista e homofóbica.

Segundo elas, para isso, é necessário que a temática faça parte do currículo escolar e, sobretudo, seja aplicada no dia a dia da escola, de forma transversal. Além disso, é essencial a formação de professores(as) e orientadores(as) educacionais para desenvolver os debates junto aos estudantes e a comunidade.

“Educação transformadora combate o machismo”, disseram em uníssono as diretoras do Sinpro Mônica Caldeira, Regina Célia e Silvana Fernandes.

 

>> Acesse AQUI o Edição Extra distribuído na assembleia

 

VEJA O ÁLBUM

MATÉRIA EM LIBRAS

Assembleia do dia 20 abre Campanha Salarial 2024

Professores(as) e orientadores(as) educacionais da rede pública do DF se reunirão em assembleia geral com paralisação dia 20 de março, às 9h, na Funarte. No encontro, a categoria dará o pontapé inicial à Campanha Salarial 2024, que apresenta o índice de reajuste salarial de 19,8%.

Neste ano, a campanha tem como lema: “Recompondo perdas. Rumo à meta 17”. O percentual de 19,8% repõe as perdas inflacionárias do governo Ibaneis Rocha, e se mostra imprescindível para repor o poder de compra da categoria. Mas o lema também mostra que professores(as) e orientadores(as) educacionais continuam firmes na luta pelo cumprimento da meta 17 do Plano Distrital de Educação (PDE), que equipara o vencimento básico de professores e professoras à média da remuneração das demais carreiras de servidores públicos do DF com nível superior.

Além do lançamento da Campanha Salarial, a assembleia da categoria ainda traz como pautas os acordos de greve descumpridos pelo governador Ibaneis Rocha e manutenção da Mesa de Negociação; a atualização da pauta de reivindicações da categoria; calendário de lutas 2024; e a luta contínua por uma educação pública de qualidade.

19,8%
Calculado no período de janeiro de 2019 a dezembro de 2023, os 19,8% é um reajuste necessário para recuperar as perdas inflacionárias do período.

Segundo o Dieese, a inflação dos últimos cinco anos ficou em 33,3%. Em contraponto, o reajuste salarial do magistério acumulado no período de abril de 2022 a dezembro de 2023 foi de 11,3%.

Nesse acumulado, são considerados o pagamento da última parcela do acordo fechado em 2012, que deveria ter sido paga em 2015, mas só foi quitada em 2022; a incorporação do auxílio-saúde ao vencimento (R$ 200), em abril de 2022; a primeira das seis parcelas do reajuste de 18% imposto pelo governador Ibaneis, realizado em julho de 2023; além da primeira parcela referente à incorporação da Gaped/Gase ao vencimento, em outubro do ano passado, após luta intensa da categoria.

Desrespeito
O governador Ibaneis vem sistematicamente descumprindo compromissos assumidos com a categoria no acordo de suspensão da greve em 2023. O ano de 2024 começou com o desrespeito do GDF a um item importante acordado, a participação remunerada dos professores e professoras em regime de contrato temporário na Semana Pedagógica.

Outros pontos do acordo ainda não foram cumpridos pelo GDF, como a nomeação de todos os aprovados e aprovadas no concurso de 2022 (vagas imediatas e cadastro reserva); autorização para pagamento de pecúnia; incorporação do auxílio-saúde para aposentados sem paridade; pagamento de acordo com a formação acadêmica para professores em contrato temporário; ampliação de carga horária; e aproveitamento do tempo de serviço dos professores em contrato temporário, ao assumirem uma vaga efetiva.

>>> Clique aqui e saiba como está o desenvolvimento de cada item do acordo de suspensão da greve

Para além dos acordos firmados em 2023, é necessário atualizar a pauta de reivindicações da categoria, a partir de avanços conquistados e novas questões a serem respondidas pelo governo.

Com a pauta de reivindicações atualizada, será necessário definir as estratégias e o calendário de lutas para alcançar vitórias.

Quanto ao item educação pública de qualidade, o objetivo é superar, de uma vez por todas, os problemas já conhecidos nas escolas públicas, como salas de aula superlotadas, escolas precisando de reforma, risco de falta de merenda, Educação de Jovens e Adultos em colapso, ausência da garantia de atendimento a estudantes especiais.

 

MATÉRIA EM LIBRAS

 

Publicado originalmente em 05/03/2024

Nota de apoio à greve do SINTFUB – UnB

O Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF) vem a público manifestar total apoio à greve dos servidores técnico-administrativos da UnB, iniciada no último dia 11 de março. A categoria estava desde o ano passado em negociação específica para reestruturação do plano de carreira (que não é atualizado desde 2005) e negociação salarial. Em dezembro o governo ofereceu reajuste nos benefícios e 9% para os salários (divididos em 4,5% em 2025 e 4,5% em 2026), sem nada em 2024.

Além dos servidores técnicos da UnB, outros servidores de mais de 50 universidades e institutos federais em greve, liderada pela Federação da categoria, a Fasubra (Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil).

O Grupo de Trabalho que avalia a carreira técnico-administrativa no MEC com a presença do Ministério da Gestão e Inovação está discutindo uma proposta que se o governo apresentar um índice orçamentário que contemple pode por fim à greve, mas ainda não tem acordo e o movimento pode se ampliar pois o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES) tem assembleias essa semana e os estudantes estão entrando também no movimento com o mote do investimento e valorização da educação com valorização dos trabalhadores.

Os(as) trabalhadores(as) técnico-administrativos entendem que há previsão orçamentária federal para conceder aumento à categoria, uma vez que outras carreiras conseguiram reajuste e reestruturação. Ademais, os técnicos em educação têm um dos piores salários e carreira de todo o contingente do serviço público federal.

Por esses motivos, o Sinpro-DF, que amanhã dá início à sua campanha salarial de 2024 (com Assembleia às 9h no estacionamento da Funarte), manifesta total apoio à greve dos(as) servidores(as) técnico-administrativos, e conclama as partes à negociação.

MATÉRIA EM LIBRAS

Sinpro disponibiliza ônibus para a assembleia geral desta quarta (20)

Nesta quarta-feira (20), às 9h, no estacionamento da Funarte, os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais estão convidados(as) para a Assembleia Geral com paralisação, e o Sinpro disponibilizará ônibus para que a categoria possa participar. No encontro daremos o pontapé inicial para a Campanha Salarial 2024, que apresenta o índice de reajuste salarial de 19,8%.

Confira abaixo os locais dos ônibus. A saída está programada para as 8h.

Clique aqui e confira todas as informações sobre a assembleia.

 

 

Retroativo – Sinpro disponibiliza atendimento por agendamento

Para ampliar e melhorar o atendimento da nossa categoria, o Sinpro está disponibilizando a possibilidade dos(as)  professores(as) e orientadores(as) educacionais agendarem seu atendimento presencial para a entrega dos documentos necessários para a ação sobre os retroativos da última parcela do reajuste de 2015.

O objetivo do sindicato é trazer mais conforto e comodidade para professores(as) e orientadores(as) educacionais, além de otimizar o tempo da categoria.

O Sinpro reforça que o agendamento presencial ampliará o atendimento aos(às) educadores(as), ou seja, ninguém deixará de ser atendido na entrega de sua documentação. Durante o procedimento o(a) interessado(a) poderá escolher a data, o horário e se quer ser atendido na sede ou nas subsedes do Sinpro, mas atenção: não será feito agendamento presencial por telefone, somente pelo link que está disponível abaixo.

Haverá grande quantidade de vagas para agendamento presencial diariamente, trazendo mais organização e qualidade no procedimento, evitando filas e desconforto para a nossa categoria.

Para agendar, clique no link abaixo.

CLIQUE AQUI

 

Assista ao vídeo para ver o passo a passo de como fazer o agendamento  presencial:

 

Lembrando que também é possível fazer a entrega de toda a documentação do retroativo de forma virtual. Saiba mais em: https://sinpro25.sinprodf.org.br/link-doc/

MATÉRIA EM LIBRAS

Acessar o conteúdo