Educação no GDF repleta de denúncias de negligência, descaso e desinvestimento

Audiência Pública convocada pelo deputado Gabriel Magno (PT) traz uma série de denúncias contra a gestão de Ibaneis Rocha e Hélvia Paranaguá

O plenário da CLDF foi palco de críticas e denúncias à gestão da Secretaria de Educação nas escolas públicas do DF. A Comissão Geral “Avaliação do início do ano letivo de 2024” realizada nesta quinta-feira (29/2), foi presidida pelo deputado distrital e presidente da Comissão de Educação, Saúde e Cultura da Câmara Legislativa, Gabriel Magno (PT-DF) e reuniu professores (as), diretores (as) de escolas, gestores, comunidade escolar e, representando o Sinpro, a diretora Márcia Gilda.

Quem não esteve presente à audiência foi a Secretaria de Educação do DF. O Secretário Executivo que representaria a Secretaria de Educação, Isaias Aparecido da Silva, não compareceu, gerando questionamentos sobre o comprometimento da pasta com as discussões.

A diretora do Sinpro Márcia Gilda apresentou uma série de denúncias durante a audiência. Começou falando da semana pedagógica, tão importante para se pensar o projeto das escolas, deixou de ser realizada em várias unidades escolares, uma vez que boa parte desses estabelecimentos contam apenas como equipe gestora como servidores(as) efetivos(as), sendo todo o restante do corpo docente composto por profissionais sob regime de contrato temporário de trabalho.

Márcia lembrou que, no finalzinho do ano de 2022, o GDF anunciou a contratação das 776 pessoas aprovadas no concurso do Magistério Público de 2022, mas ainda falta a nomeação das pessoas do cadastro reserva. Esse era um dos pontos do acordo para suspensão da greve, que o GDF não cumpriu totalmente nem deu ciência ao sindicato de quando pretende cumprir.

Outro ponto descumprido do acordo de suspensão de greve é a não ampliação da carga horária de centenas de profissionais que solicitaram, de 20 para 40 horas semanais, cujo prazo final era o dia 29 de fevereiro.

Segundo a diretora do Sinpro, é importante que o governo preencha 70% de vagas abertas para professores(as) efetivos(as) com profissionais concursados, e deixe o recurso da contratação temporária para os casos em que essa modalidade realmente se enquadra, como as licenças médicas, por exemplo. Os e as profissionais que estão sob esse regime de contratação são muito competentes, e têm suas habilidades reconfirmadas a cada 2 anos, mas deixar 70% dos(aS) professoras(as) em regência de classe nessa modalidade é precarizar o trabalho de educadores(as).

Márcia trouxe números assustadores sobre o desinvestimento em educação. Enquanto a verba para emendar parlamentares cresceu 65,9%, a do Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (PDAF) caiu 19,1%. E Ibaneis concedeu aumento de 25% para todos os cargos comissionados, menos para as equipes gestoras das escolas. Mais uma prova inconteste do descaso com a educação distrital.

O Coordenador do Fórum Distrital de Educação e diretor do Sinpro, Júlio Barros, abriu os debates apresentando as metas do Plano Distrital de Educação que não são cumpridas pela Secretaria de Educação, com destaque para a situação trágica nas creches do DF, com 18.461 crianças na fila de espera, salas superlotadas, pessoas com deficiência fora das escolas, estudantes fora da educação integral, a queda de investimentos em educação nos últimos anos, entre outros problemas.

O deputado distrital e presidente da Comissão de Direitos Humanos, Fábio Félix, também compareceu à comissão. Em sua fala, destacou problemas enfrentados por estudantes na educação inclusiva, criticou a falta de organização da Secretaria de Educação e abordou a diferença salarial dos professores em comparação com outras carreiras do serviço público. Márcia Gilda também apontou esse problema.

O Promotor de Justiça, Anderson Pereira de Andrade, lamentou a falta de matrículas, transferências problemáticas, e a ausência de direito ao transporte e alimentação para os estudantes. Também mencionou a fiscalização do Fundeb e a problemática das creches.

Responsável por presidir a Comissão, o deputado Gabriel Magno apresentou dados sobre a queda de investimentos na educação pública nos últimos anos e a quantidade de cargos vagos na Secretaria de Educação nas mais diversas áreas. “São milhares de cargos vagos. Esse é o tamanho do rombo na Educação. A Secretária vem anunciando nomeações na imprensa, mas até agora nada. É preciso ressaltar que existe margem financeira e fiscal, mas é preciso alterar a LDO. A opção do governador de não nomear é uma vontade política”, ressaltou.

No fim da comissão, o distrital apresentou os principais encaminhamentos. São eles: a produção de um relatório da CESC sobre os principais problemas apontados durante a comissão, a realização de audiência pública específica para tratar sobre educação inclusiva e ensino especial na rede pública do DF, acatando a proposta de um seminário para pensar um planejamento mais estrutural dos eixos à luz do que foi aprovado na Conferência Nacional de Educação e Conferência Distrital de Educação e a convocação da Secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, para prestar contas sobre o colapso da educação pública.

O debate revelou um cenário preocupante na Educação do DF, marcado por ausências significativas, críticas contundentes e desafios urgentes. A sociedade civil e os representantes presentes destacaram a necessidade de ações imediatas para reverter o quadro atual e garantir uma educação de qualidade no DF.

(Com assessoria do deputado Gabriel Magno)

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Inscrições abertas para a IX Corrida do Sinpro: VAGAS LIMITADAS

Foi dada a largada para a primeira parte da IX Corrida do Sinpro: as inscrições para o evento começam hoje e vão até o dia 1º de abril ou até acabarem as vagas, então corra e garanta já a sua vaga! Este ano, a corrida, caminhada e passeio ciclístico ocorrem no domingo 14 de abril, no Parque da Cidade, com largada no Estacionamento 9, às 7h.

Inscreva-se

As inscrições são gratuitas para filiados e filiadas que estejam com as mensalidades do sindicato em dia.

Este ano, a corrida e a caminhada terão percurso de 5Km, e o passeio ciclístico, 10 Km.

Você pode se inscrever em uma das três modalidades: Corrida, caminhada e ciclismo. Os kits para os inscritos estarão disponíveis de 8 a 12 de abril, no local escolhido, no ato da inscrição, para retirada: sede (SIG) ou subsedes do Gama, Planaltina e Taguatinga.

“Além de proporcionar um excelente momento de lazer, a prática de atividade física promove o convívio social e torna-se espaço para a categoria fazer do esporte um espaço político e de resistência na capital”, lembra o coordenador da secretaria de assuntos culturais do Sinpro, Bernardo Távora.

“A Corrida do Sinpro já se tornou um evento tradicional de nosso calendário anual. É um momento de confraternização, reunião e lazer – e esses momentos também fazem parte de nossa luta!”, diz a diretora do Sinpro Leilane Costa.

A diretora do Sinpro Fátima Almeida, a Fatinha, lembra do aniversário do sindicato, comemorado no dia 14 de março: “A Corrida do Sinpro é uma atividade esportiva e cultural em comemoração aos 45 anos do nosso sindicato! Quero convidar você, que é filiada ou filiado, a se inscrever e participar!”

Clique no botão abaixo e veja o regulamento completo.

 

 

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Aposentados e pensionistas nascidos em março: atenção para a prova de vida

O Sinpro informa que os(as) professores(as), orientadores(as) educacionais aposentados(as) e os(as) pensionistas que fazem aniversário em março já podem fazer a sua prova de vida. Estes(as) educadores(as) tem até o dia 29 para realizarem o procedimento no mês do seu aniversário, uma vez que é uma comprovação anual obrigatória e necessária para o pagamento regular de aposentadorias e pensões.

O procedimento pode ser realizado de forma presencial, ou seja, o(a) beneficiário(a) pode ir pessoalmente a qualquer Agência do BRB ou pode fazer virtualmente, por meio do aplicativo disponível nas lojas da iOS e Android. Confira o procedimento virtual no final desta matéria.

 

Aplicativo Prova de Vida GDF

Criado durante a pandemia da Covid-19, o aplicativo Prova de Vida GDF oferece agilidade no atendimento e comodidade nessa tarefa anual. Para realizar a prova de vida por meio digital, os(as) aposentados(as) e pensionistas precisam baixar o aplicativo Prova de Vida GDF, inserir o CPF e confirmar alguns dados. Após essa etapa, serão solicitadas a captura do documento do(a) beneficiário(a) e uma foto selfie, com boa qualidade, tirada em ambiente bem iluminado.

Para finalizar, o(a) usuário(a) deve informar endereço, número do telefone celular e e-mail. Após preencher e enviar todas as informações, os(as) aposentados(as) receberão um e-mail com a confirmação do resultado da criação dessa conta (login) no aplicativo da prova de vida.

 

Outras formas de fazer a prova de vida

Aposentados(as) e pensionistas impedidos(as) de comparecer presencialmente em qualquer agência do BRB ou que não tenham acesso ao aplicativo, podem solicitar a visita domiciliar para fazer a prova de vida. O(a) mesmo(a) deverá anexar atestado médico comprovando a impossibilidade. Para beneficiário(a) com mais de 90 anos, também pode ser feita a solicitação pelo e-mail agendamento@iprev.df.gov.br. Brasileiros(as) que residem exterior, a prova de vida deve ser encaminhada por meio de consulado ou da representação diplomática do Brasil no país em que reside. Basta encaminhar ao Iprev correspondência com declaração de comparecimento emitida pela representação do País com cópia dos documentos autenticados. Se o país onde reside não tiver representação, a pessoa deve acessar o Formulário Específico de Atestado de Vida disponível no site do Iprev: https://www.iprev.df.gov.br/prova-de-vida/

 

CLIQUE AQUI PARA BAIXAR O APLICATIVO PARA CELULARES ANDROID

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Prazo final para a prova de vida de aposentados e pensionistas nascidos em fevereiro

O prazo para que professores(as), orientadores(as) educacionais aposentados(as) e os(as) pensionistas que fazem aniversário no mês de fevereiro façam a prova de vida termina nesta quinta-feira (29). Estes(as) educadores(as) devem ficar atentos e realizar o procedimento no mês do seu aniversário, uma vez que é uma comprovação anual obrigatória e necessária para o pagamento regular de aposentadorias e pensões.

O procedimento pode ser realizado de forma presencial, ou seja, o(a) beneficiário(a) pode ir pessoalmente a qualquer Agência do BRB ou pode fazer virtualmente, por meio do aplicativo disponível nas lojas da iOS e Android. Confira o procedimento virtual no final desta matéria.

 

Aplicativo Prova de Vida GDF

Criado durante a pandemia da Covid-19, o aplicativo Prova de Vida GDF oferece agilidade no atendimento e comodidade nessa tarefa anual. Para realizar a prova de vida por meio digital, os(as) aposentados(as) e pensionistas precisam baixar o aplicativo Prova de Vida GDF, inserir o CPF e confirmar alguns dados. Após essa etapa, serão solicitadas a captura do documento do(a) beneficiário(a) e uma foto selfie, com boa qualidade, tirada em ambiente bem iluminado.

Para finalizar, o(a) usuário(a) deve informar endereço, número do telefone celular e e-mail. Após preencher e enviar todas as informações, os(as) aposentados(as) receberão um e-mail com a confirmação do resultado da criação dessa conta (login) no aplicativo da prova de vida.

 

Outras formas de fazer a prova de vida

Aposentados(as) e pensionistas impedidos(as) de comparecer presencialmente em qualquer agência do BRB ou que não tenham acesso ao aplicativo, podem solicitar a visita domiciliar para fazer a prova de vida. O(a) mesmo(a) deverá anexar atestado médico comprovando a impossibilidade. Para beneficiário(a) com mais de 90 anos, também pode ser feita a solicitação pelo e-mail agendamento@iprev.df.gov.br. Brasileiros(as) que residem no exterior, a prova de vida deve ser encaminhada por meio de consulado ou da representação diplomática do Brasil no país em que reside. Basta encaminhar ao Iprev correspondência com declaração de comparecimento emitida pela representação do País com cópia dos documentos autenticados. Se o país onde reside não tiver representação, a pessoa deve acessar o Formulário Específico de Atestado de Vida disponível no site do Iprev: https://www.iprev.df.gov.br/prova-de-vida/

 

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Falta de planejamento gera custos futuros

Na segunda matéria da série sobre superlotação das turmas na rede distrital, vamos abordar os reflexos e as consequências deste problema crônico na educação do DF para estudantes dos anos iniciais do Fundamental. Ao longo das próximas semanas, traremos exemplos e situações das turmas dos anos finais do ensino Fundamental e do ensino médio.

Para dar continuidade à campanha contra a superlotação, convidamos professores e professoras (efetivos(as) e do contrato temporário), além de orientadores(as) educacionais a, juntos, demonstrarmos a superlotação no dia a dia das turmas. Envie seu relato e fotos da sua turma para o e-mail imprensa@sinprodf.org.br.

Escolas Classe superlotadas

Em cada tipo de escola, o prejuízo pedagógico e as consequências da superlotação se revelam de forma diferente. Nas Escolas Classe e Centros de Ensino Infantil, por exemplo, o perfil de estudantes é de crianças, que ainda pedem colo e precisam aprender, dentre outras coisas, a manipular e controlar adequadamente o material escolar. Demandam muita atenção das professoras. Mas a contrapartida do governo ocorre em forma de negligência, descaso e muito improviso. E o improviso de agora vai sair caro na próxima década.

“Deveria haver 28 crianças matriculadas na minha turma de primeiro ano, mas eu estou com 31 alunos. São crianças de 6 anos, em fase de transição, acabaram de chegar da educação infantil. O processo de adaptação delas é mais demorado. Não é possível abarrotar uma turma de primeiro ano Fundamental”, reclama a professora Ana Paula Aguiar, da EC 01 do Lago Sul.

“Nas turmas de alfabetização, a falta de um olhar para as individualidades, diferentes contextos, ritmos e estilos de aprendizagem gera prejuízos incalculáveis que podem se estender por todo o processo de escolarização, gerando a necessidade de maiores investimentos para a recomposição das aprendizagens que não foram construídas no período próprio. A alfabetização malfeita hoje vai se tornar, daqui a cinco ou dez anos, uma demanda por turma de readequação etária, e isso tem um custo – financeiro e humano”, lembra Olga Freitas, que é Pedagoga, Doutora em Educação, Mestra em Neurociência do Comportamento, doutoranda em Neurociência Cognitiva, Especialista em Gestão Educacional, em Língua Brasileira e Sinais, em Neuropsicologia e em Neuropsicopedagogia.

Olga observa todas as consequências (físicas, intelectuais, pedagógicas e laborais) de se apinhoar crianças e jovens além da conta em espaços insalubres.

 

Escolas sucateadas

As crianças e jovens ficam cada vez mais apertados dentro das salas, muitos desses locais com sérios problemas de ventilação. Num mundo onde as ondas de calor extremo só fazem se intensificar, os problemas causados pela superlotação das salas de aula tendem a se agravar.

“Imaginemos essas salas de aula nos períodos quentes? Sem ventilação, iluminação, isolamento térmico adequado, tornam-se espaços degradantes, inóspitos mesmo. Isso é sum sufocamento material e simbólico do direito à educação, do acesso e permanência na escola com êxito nas aprendizagens”, lembra Olga.

Todo ano, a SEE-DF anuncia a reforma e construção de dezenas de escolas. Mas ninguém sabe, ninguém viu essas escolas reformadas ou construídas. Já notícias de escolas sucateadas não faltam. Veja nosso panfleto a respeito.

A EC 01 do Lago Sul precisa de manutenção há anos, mas não consegue a atenção da SEEDF. Além das turmas cheias, o pátio central está todo quebrado, precisando de reforma e pintura. As salas são pequenas e as janelas, do tipo basculante, sem manutenção há anos estão emperradas. “Várias colegas do turno da tarde passaram mal durante as ondas de calor extremo no ano passado”, conta a professora Ana Paula.

A professora da EC 01 do Lago Sul também explicou ao site do Sinpro que a escola foi uma das prejudicadas com o roubo de 200 aparelhos de ar-condicionado de um galpão da SEE-DF no SIA. As salas de aula são pequenas, estão lotadas, com janelas basculantes emperradas, que não dão conta da circulação adequada de ar. Agora imagine essa realidade nos dias mais quentes do ano, com temperaturas beirando ou ultrapassando os 40 graus.

“É uma verdadeira asfixia do processo de desenvolvimento de crianças e jovens, especialmente das classes menos favorecidas, que têm (ou pelo menos deveriam ter) na escola um dos principais espaços de desenvolvimento pleno e integral”, completa Olga.

“Tenho colegas com três alunos especiais em sala. Tivemos turmas fechadas no ano passado, e hoje há turmas com 20 alunos pequenos, em alguns casos com 3 crianças com de Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) numa única turma”, conta Ana Paula.

Do Lago Sul para Sobradinho a realidade não muda muito. Embora a EC 11 de Sobradinho esteja em reformas, a grande incógnita é com relação à quantidade de profissionais para atenderem às novas turmas que serão abertas com as novas salas construídas. “Atualmente, 60% de nosso pessoal é do regime de contrato temporário. Os professores efetivos foram aposentando, e não houve reposição das vagas”, conta uma das professoras da escola.

 

Com o PDE negligenciado, falta estratégia – de matrícula e de educação

Outros números explicam o caos e a negligência generalizada na educação local. De acordo com levantamento do Tribunal de Contas, o Distrito Federal que investia 3,1% do PIB na educação em 2015 chegou a 2024, o mais recente ano da gestão Ibaneis, investindo 2,6% do PIB. Houve redução do orçamento para a educação. Isso se traduz, de saída, em falhas no arranjo da oferta de vagas diante da demanda total da educação básica obrigatória. Por esse e por outros motivos, o TCDFT deu até março para a SEEDF explicar por que não está cumprindo com as metas do PDE.

“Em vez de impor normativas que validam o amontoamento de estudantes em espaços paralisantes, o GDF deveria minimamente tentar cumprir o PDE que, em suas diretrizes, prevê o planejamento estratégico e sua implementação para a construção e reforma de unidades escolares a partir do levantamento das necessidades da população”, analisa Olga Freitas.

Mas nem só de mobiliário urbano se faz uma escola, como lembra a diretora do Sinpro Márcia Gilda: “É preciso nomear os professores(as) e orientadores(as) educacionais que já estão aprovados no concurso de 2022, e chamar novo concurso público para o magistério. Fazer isso é, de alguma forma, tentar mitigar dez anos de negligência com as metas do Plano Distrital de Educação.” Inclusive, o TCDFT aguarda respostas.

Tire uma foto e envie para a gente

Foram confeccionadas placas para denunciar a superlotação nas salas de aula. Solicite à diretora ou ao diretor do Sinpro que atende a sua escola uma placa, escreva com pincel de lousa o número ideal de alunos da sua turma e quantos existem de fato. Tire uma foto da placa presa perto da porta da sua sala de aula e envie a imagem (com o nome da escola, regional, e a turma em que você leciona) para imprensa@sinprodf.org.br

 

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Dia internacional de luta das mulheres terá ato político-cultural em Brasília

O Sinpro-DF convida todos e todas a participarem das atividades do Dia Internacional de Luta das Mulheres realizado pela  CUT-DF, sindicatos e movimentos de mulheres de Brasília e do entorno, em um ato político-cultural no dia 8 de março, às 16h,  na praça Zumbi dos Palmares (em frente ao Conic).  A data terá uma série de atividades para destacar as conquistas das mulheres e reivindicar mais direitos e dignidade.

A mobilização aborda a dramática realidade da violência contra a mulher no Distrito Federal. O feminicídio foi crime que mais cresceu em 2023 no DF. O número dobrou entre 2022 (17 casos) e ano passado (34), segundo Secretaria de Segurança Pública, em um aumento de 100% de mortes. As tentativas de feminicídio tiveram um aumento de 110% – o número passou de 37 para 78.

“O ensino antimachista é importante para combater e enfrentar a tragédia do feminicídio e a violência contra a mulher”, destaca Mônica Caldeira, diretora de Assuntos e Políticas para Mulheres Educadoras do Sinpro, lembrando a importância da Educação para a mudança da sociedade.

O Sinpro-DF se soma ao evento que contará ainda com a apresentação das cantoras Emília Monteiro, com um repertório de ritmos do norte, Kris Maciel que promete animar a noite com samba, e Alê Terribili canta MPB dançante a partir das 19 horas.

Caldeira destaca a importância da presença de todas(os) professoras(es), orientadoras(es) educacionais e educadoras(es) da carreira do Magistério no ato de luta por direitos e liberdades.

“O 8 de março é importante para marcar a constante luta das mulheres por liberdade, pela implementação de  políticas públicas e para a manutenção de direitos. O ato integra as centenas de eventos que acontecerão pelo país durante o mês. Temos muito a construir  para conquistar a emancipação das mulheres”.

 

Dia Internacional de Luta das Mulheres
Data:  8 de Março
Local: Praça Zumbi dos Palmares (em frente ao Conic), Brasília
Ato político às 16h
Programação cultural às 19h:
Emília Monteiro
Kris Maciel
Alê Terribili 

 

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MPDFT se soma ao Sinpro pela urgência do cumprimento do acordo de greve

A necessidade de dar celeridade ao cumprimento do acordo de greve firmado pelo governo do Distrito Federal com a categoria do magistério público recebeu amplo apoio da Promotoria de Justiça de Defesa da Educação (ProEduc) e a Procuradoria Distrital dos Direitos do Cidadão (PDDC). O posicionamento dos órgãos que tutelam o direito à educação e os direitos constitucionais dos cidadãos foi registrado em reunião solicitada pela Comissão de Negociação do Sinpro, realizada nesta quarta-feira (28/2).

No encontro, os(as) representantes do sindicato revisaram ponto a ponto o acordo de greve aprovado pela categoria como condição para suspender a greve da Educação realizada no ano passado. Entre os pontos de destaque, a Comissão de Negociação abordou a urgência de nomeação dos(as) aprovados(as) no último concurso público; o número insustentável de contratações temporárias para a rede; e a ampliação da carga horária para 40 horas àqueles(as) que já formalizaram requerimento.

O procurador de Justiça José Eduardo Sabo Paes, da PDDC, se comprometeu a realizar reunião com a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, com o secretário de Estado de Economia, Ney Ferraz Júnior, e com Secretário de Estado-Chefe da Casa Civil, Gustavo do Vale Rocha. A previsão é de que a devolutiva seja feita ao Sinpro antes do dia 20 de março, quando será realizada assembleia da categoria.

>> Leia também: ASSEMBLEIA DO DIA 20 ABRE CAMPANHA SALARIAL 2024

“Com responsabilidade, o Sinpro coordenou o movimento grevista e alcançou um acordo histórico para a categoria, diante de uma conjuntura de arrocho e desvalorização dos serviços públicos. Negociamos, discutimos, pressionamos. Mostramos ao governo que temos palavra. E é por isso que cobramos celeridade no cumprimento do acordo de greve. A reunião desta quarta mostrou que a urgência do cumprimento de tudo que foi acordado é apoiado por órgãos estruturantes para o funcionamento da democracia, dos direitos da sociedade. Esperamos que o GDF reflita sobre isso e faça sua parte”, afirma a diretora do Sinpro Márcia Gilda.

No dia 8 de março, o Sinpro se reunirá com a Secretaria de Orçamento, Planejamento e Gestão e a Secretaria de Educação, dando continuidade à Mesa de Negociação, um dos itens do acordo de greve.

Nomeação
Durante reunião desta quarta (28) com a Proeduc e a PDDC, a Comissão de Negociação do Sinpro apresentou uma série de documentos que comprovam o déficit de profissionais efetivos na rede pública de ensino e a urgência de se nomear, o quanto antes, os(as) aprovados(as) no último concurso público do magistério.

O grupo ainda citou a constitucionalidade da Lei n° 6.488/2020, conhecida como Lei Claudio Abrantes, que permite o aproveitamento de candidatos habilitados além do número de vagas previstas em concursos no DF.

“Ficou claro que os procuradores têm a mesma preocupação que o Sinpro quanto ao número de contratos temporários na rede pública. Assim como nós, eles entendem que isso gera prejuízos imensuráveis à sociedade, não pela capacidade profissional dos professores e das professoras, mas pela perversidade que esse tipo de contratação representa tanto aos profissionais quanto a toda comunidade escolar”, pontua a diretora do Sinpro Berenice Darc.

Leia também: CONCURSO 2022 | SINPRO PRESSIONA E SEEDF APRESENTA CRONOGRAMA DE NOMEAÇÃO

Amplia Já!
A ampliação da carga horária para 40 horas para quem já formalizou requerimento também foi pauta da reunião entre a Comissão de Negociação do Sinpro, a Proeduc e a PDDC. No encontro, o sindicato ressaltou que termina nesta quinta-feira (29/2) o prazo dado pela secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, para o cumprimento do ponto firmado no acordo de greve.

Durante a reunião, os procuradores entraram em contato com a SEEDF, que informou que o tema está na Secretaria de Estado de Planejamento, Orçamento e Gestão, e aguarda liberação de recurso.

“Essa é uma das nossas pautas urgentes. Pela lógica administrativa, primeiro há ampliação da carga horária para depois haver nomeações e contratação de contrato temporário para vagas que não há efetivo. Mas o GDF deixou iniciar até o ano letivo, contratou 16 mil novos contratos temporários e ainda não cumpriu esse ponto do nosso acordo de greve”, afirma a diretora do Sinpro Márcia Gilda.

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Revista Mátria homenageia Raquel Guisoni: militante da educação pública e Igualdade de Gênero

No mês dedicado às mulheres, a 22ª edição da Revista Mátria celebra suas conquistas em uma edição que conta com histórias inspiradoras e conteúdos relevantes que abordam os desafios e as perspectivas das mulheres brasileiras. A homenagem da capa é para Raquel Guisoni, voz ativa na defesa da igualdade de gênero, além de seu compromisso na luta sindical e pela educação pública.

A edição traz 84 páginas com reportagens e artigos especiais sobre política, direitos, desafios, trabalho e as atuais perspectivas para as mulheres brasileiras. Publicada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação (CNTE), traz os conteúdos com uma abordagem cuidadosa sobre as questões de gênero, raça e sexualidade, enquanto explora as perspectivas da pluralidade da mulher em relação a um projeto educacional.

A secretária de Relações de Gênero da CNTE e coordenadora da revista, Berenice Darc, destaca que a publicação aborda a possibilidade da construção de políticas públicas afirmativas para as mulheres, observando-se a pluralidade, religiosidade, diferenças culturais e de raça. Ao portal da Confederação, ela destaca a homenagem especial a Guison. “A Mátria” é uma revista muito aguardada para o mês de março e ela tem uma construção sempre muito cuidadosa. Nesta edição, temos algo especial que é a nossa homenagem à Raquel Guisoni. Junto a outras mulheres, ela foi responsável por consolidar uma política importante voltada para a igualdade de gênero na Confederação”, disse.

A partir de 1º de março, os conteúdos da 22ª edição da Revista Eclética estarão disponíveis para leitura no site oficial da publicação, mas a versão em PDF para leitura online da Revista Mátria já está disponível para download. Nos próximos dias, todas as entidades filiadas à CNTE receberão a edição impressa.

CNDM: anos de resiliência em defesa de direitos

A revista traz reportagem sobre a resiliência do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM) em defesa dos direitos desde o impeachment sofrido pela ex-presidenta da república, Dilma Rousseff, em 2016. A publicação aponta que a instância foi enfraquecida pelos nos governos posteriores, com a perda de membros e o enfrentamento de políticas que trouxeram retrocessos à vida das mulheres.

Na reportagem, a diretora do Sinpro-DF, Berenice D’arc, que é conselheira do CNDM e secretária de Relações de Gênero da CNTE, destaca a importância do Conselho no acompanhamento das políticas para as mulheres em todos os governos, e aponta o retrocesso dos últimos governos em relação aos direitos e às políticas públicas voltadas às mulheres.

“Era sempre uma disputa grande para manter o pouco que conseguimos assegurar. Mas foi um período em que, infelizmente, tivemos derrotas e retrocessos nas políticas públicas para as mulheres”, lamenta Berenice. “Tempos muito difíceis com o papel duro de fazer a disputa para acompanhar e manter algumas dessas políticas”, diz.

Criado em 1985, o CNDM tem como objetivo formular e propor diretrizes de ação governamental para garantir a igualdade de gênero.

Distribuição

A partir de 1º de março, os conteúdos da 22ª edição da Revista Eclética estarão disponíveis para leitura no site oficial da publicação, mas a versão em PDF para leitura online da Revista Mátria já está disponível para download. Nos próximos dias, todas as entidades filiadas à CNTE receberão a edição impressa.

A Mátria é distribuída gratuitamente para sindicatos, escolas e bibliotecas públicas.

 

Edição 22º da Revista Mátria, em PDF,  para download 

 

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Sinpro realiza pesquisa junto à categoria: participe!

Filiados e filiadas ao Sinpro podem receber, nos próximos dias, um chamado a participar de pesquisa que visa a atualizar o perfil da nossa categoria. O contato pode ser feito por telefone, whatsapp ou e-mail. A empresa responsável pela pesquisa é a Acerte Pesquisa e Comunicação.

O Sinpro solicita que aqueles e aquelas que forem contatados colaborem respondendo o questionário; seja profissional efetivo(a) ou em contrato temporário; da ativa ou aposentado(a); afastado(a) para estudos ou por atestado médico; lotado(a) nas coordenações regionais ou outros órgãos administrativos. O link da pesquisa ficará disponível até segunda-feira (04/03).

Além dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais que forem contatados pela Acerte, todos(as) aqueles(as) que tiverem interesse em participar podem fazê-lo clicando no botão abaixo:

PARTICIPE!

 

A pesquisa é uma ferramenta importante para que o sindicato atualize suas informações sobre a categoria, que, nos últimos anos, sofreu alterações significativas em sua composição. Com isso, o Sinpro será mais capaz de atender às necessidades e anseios de professores(as) e orientadores(as) educacionais no DF. Participe!

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Estado laico: o direito à escola pública plural e democrática

O Sinpro-DF se manifesta publicamente em defesa da laicidade do ensino público, um direito do(as) estudantes brasileiros(as), e repudia a intenção de setores da sociedade em inserir conteúdo ou princípios religiosos na Educação. A escola é um espaço da construção crítica do conhecimento, da inclusão e de respeito às diferenças, às crenças dos alunos e de suas famílias, sem a imposição de quaisquer religiões ou crenças.

No último dia 20, a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) abriu espaço para uma reunião pública onde se defendeu a participação da comunidade cristã na Educação, para que “não haja distorções dos ensinamentos bíblicos” e para “a preservação da vida e da família”, segundo divulgado pelo portal da CLDF. Causa preocupação a manifestação do autor da iniciativa, o deputado João Cardoso (Avante), que falou da importância da participação dos religiosos na formulação dos conteúdos do ensino público e privado, com “valores cristãos”.

A  imposição de conteúdo ou valores religiosos no ensino público viola a laicidade do Estado, definido pela Constituição Federal brasileira, de 1988. Não cabe ao Estado interferir na crença dos cidadãos. Como disse o educador Paulo Freire, a escola é um espaço de promoção da emancipação individual e coletiva. Por isso, deve ser um espaço que não pertença a qualquer ordem religiosa. O  conhecimento é produzido pela interação crítica da comunidade escolar, formada por pessoas das mais diversas religiões e credos, e, exatamente por isso, é um ambiente rico de multiplicação do aprendizado.

Não existe religião oficial do Brasil, um país plural, e o ensino público não deve abrir nenhuma exceção para que religião alguma se torne majoritária. A imposição de valores ou a exclusão por fatores de crença no ensino configura uma relação autoritária e intimidatória e impede a geração de conhecimento e do aprendizado.

A laicidade é o princípio que impulsionou a separação moderna entre a Igreja e o Estado e ganhou força com a Revolução Francesa (1789-1799). No Brasil, a separação oficial entre instituições religiosas e o Estado ocorreu há 134 anos. Além disso, a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), que afirma que “toda pessoa tem direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião; este direito implica a liberdade de mudar de religião ou de convicção, assim como a liberdade de manifestar a religião ou convicção, sozinho ou em comum, tanto em público como em privado, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pelos ritos”.

A sociedade deve estar aberta à inclusão, ao compartilhamento ao conhecimento de culturas e vivências, de forma democrática e crítica, para o seu pleno desenvolvimento, respeitando-se as liberdades individuais, inclusive à crença e à religiosidade, sem imposições autoritárias.

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