VIII Festival de Capoeira Adaptada reuniu grupos do DF; veja o vídeo
Jornalista: Alessandra Terribili
O Paradão (Centro de Convivência Mozart Parada), em Taguatinga Norte, sediou a oitava edição do Festival de Capoeira Adaptada do Distrito Federal. O encontro foi realizado pelo Centro de Ensino Especial (CEE) 01 de Taguatinga juntamente com as escolas convidadas, e aconteceu no final de novembro último.
O festival acontece desde 2012 e, nesta edição, teve a participação dos grupos Águia Dourada (CEE 01 de Taguatinga); Abadá (CEE 01 do Guará); grupo do CID (Centro de Iniciação Desportiva) do Mestre Paulão; e o grupo de capoterapia do Mestre Gilvan. Ao longo das oito edições, diversos grupos já participaram do evento. “A gente espera sempre que esse trabalho se amplie, pois a capoeira adaptada é direcionada a um grupo específico, demanda esforços específicos, e precisa de visibilidade”, afirma o professor Fábio Ferreira dos Santos, professor de educação física do CEE 01 de Taguatinga e integrante do grupo Águia Dourada – que, em 2024, completa 25 anos de existência.
A capoeira adaptada visa a incluir os estudantes com deficiência. O festival fortalece essa perspectiva, oferecendo rodas interativas com mestres, capoeiristas convidados e estudantes; apresentações culturais; além de espaços de confraternização, com música e lanche compartilhado.
O professor Jailson Kalludo, bicampeão em arremesso de peso 6 kg e na corrida de 400m nas suas categorias no Meeting Paralímpico da Caixa, e também praticante de para-capoeira, destaca a importância do festival: “Aqui reafirmamos que as pessoas com deficiência podem ir aonde quiserem e fazer o que quiserem: arte, esporte. Capoeira adaptada é inclusão”, ressalta ele.
Para o professor Fábio Ferreira dos Santos, a capoeira tem grandes contribuições para dar à educação: “A capoeira ajuda a fortalecer a cultura afro-brasileira, propiciando maior conhecimento do país, de sua cultura e de seu povo”, aponta ele. “Como a capoeira tem suas regras, ela também ajuda a ter disciplina, a ter respeito pelo semelhante, autoconhecimento emocional. Tudo isso gera a harmonia necessária para praticar a capoeira, e serve para a vida”, destaca ele.
Cine Brasília corre o risco de ficar sem programação a partir de fevereiro
Jornalista: Maria Carla
Com administração privatizada desde meados de 2022, o Cine Brasília corre o risco de ficar sem programação a partir do dia 7 de fevereiro de 2024. A informação é da Savant Editora, uma editora independente com sede em Brasília, que, em postagens recentes, feitas nas redes digitais, diz que a programação do Cine Brasília só vai até 7/2, quando o contrato com a Organização da Sociedade Civil (OSC) termina.
A editora informa que a Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa do Governo do Distrito Federal (Secec/GDF) não providenciou novo edital para chamamento público para renovação do contrato ou escolha de nova gestão compartilhada. Com o título “Mais uma vez o destino do Cine Brasília é incerto”, a Savant escreveu que “a programação do Cine Brasília, conforme contrato de gestão compartilhada com a OSC que opera, desde julho de 2022, termina apenas a um mês, no dia 7 de fevereiro. Até o momento, a SECEC/GDF não publicou novo edital de chamamento público para a renovação do contrato ou a escolha de uma nova gestão compartilhada”.
E alerta: “Se o resultado final saísse no dia de hoje [5/1], já seria tarde, visto que organizar uma boa programação demanda planejamento com antecedência. Mas, como eu disse, nem sequer há um edital publicado. Sendo assim, não há garantia de que teremos programação no Cine Brasília após 7 de fevereiro. E não estou falando de uma sessão ou outra da embaixada para tapar o buraco. Estou falando de programação de qualidade, com variedade de títulos e bom uso da grade horária semanal, como foi ao longo de 2023, quando aproximadamente 400 filmes foram exibidos no Cine Brasília”, informa a postagem.
No fim de 2023, segundo a Savant, o 56º Festival de Brasília de Cinema Brasileiro serviu como exemplo do que acontece quando a Secec/GDF promove edital com prazos inviáveis, que enfrentou todo tipo de problemas, desde o prazo muito pequeno para inscrição, seleção dos filmes e divulgação do evento até sessões da mostra competitiva mais vazias do que o de costume; grande parte dos filmes exibida sem audiodescrição e legendas descritivas; além do mau uso da grade horária nos fins de semana; dentre outros problemas.
“Nem vou entrar no mérito da programação, já que gosto é subjetivo, mas bastava conversar com o público após as sessões para sentir o nível baixo de entusiasmo. Mais uma vez, nos encontramos em uma situação de incertezas em relação ao Cine Brasília”, escreve. A Savant também diz que no ano de 2019 não houve programação de cinema às segundas e terças-feiras e a lista de filmes em cartaz era atualizada apenas a cada duas semanas e com qualidade reduzida de sessões diárias.
“Eram poucos os títulos do calendário nacional de estreias na programação. Com frequência, realizavam exibições pagas de DVD e Blu-Ray em uma sala equipada para projeção em Digital Cinema Package (DCP), formato mais comum de distribuição e de exibição de cinema digital atualmente. Algumas sessões chegaram a ser canceladas sem aviso prévio.”, afirma.
O Cine Brasília se tornou alvo de observação e críticas pela população do Distrito Federal na gestão Ibaneis pelo abandono e desmazelo com o equipamento cultural, tombado como Patrimônio da Humanidade, sobretudo por quem é produtor ou consumidor assíduo de cultura cinematográfica local, nacional e internacional.
Na série de postagens da Savant Editora, ela lamenta não haver projeto a longo prazo para o Cine Brasília. “No governo de Ibaneis Rocha, a melhor, mais antiga e mais importante sala de cinema do Distrito Federal tem destino incerto. Uma boa gestão compartilhada já não é garantia de bom funcionamento duradouro. De um mês para o outro, podemos perder o acesso a uma programação de cinema de qualidade no DF”.
Em 2022, o governador Ibaneis Rocha fez uma seleção para escolher uma organização para transferir a administração do Cine Brasília à iniciativa privada. A Organização da Sociedade Civil (OSC) denominada Box Companhia de Arte ganhou a seleção. Recebeu cerca de R$ 2 milhões e um prazo de 14 meses para desenvolver projetos que vitalizassem o chamado “templo do cinema nacional”.
No entendimento do Sinpro, a administração pública deve gerenciar o cinema com a devida qualidade que o serviço público requer, com eficiência, eficácia e efetividade, afinal, o dinheiro investido é público. A OS não vai pôr dinheiro do próprio bolso para garantir uma administração decente. A crise denunciada pela Savant Editora é a mesma que ocorre no setor público de saúde em que a gestão de hospitais foi delegada à OS.
O sindicato afirma que essa crise do Cine Brasília é mais uma que comprova as insistentes denúncias da entidade de que a privatização dos serviços públicos é mais uma forma de governos neoliberais, como o de Ibaneis, mercantilizarem direitos sociais, como o direito à cultura. Isso se repete em outros setores e, constantemente, ameaça a educação pública.
Patrimônio Mundial da Humanidade
O Cine Brasília foi inaugurado no embalo da programação que comemorou, no início dos anos 1960, a transferência da capital do País do Rio de Janeiro para Brasília, em 22 de abril de 1960. Desde então o cinema foi incorporado ao lazer dos pioneiros, ou candangos. Mais do que um equipamento público, ele representa o direito social e constitucional à cultura.
Considerado um dos mais importantes equipamentos culturais de exibição cinematográfica da América Latina, o Cine Brasília recebeu o título de “Patrimônio Mundial da Humanidade” em 1987. “Sua dimensão histórica se confunde com a trajetória do cinema local e nacional. O espaço possui a expressão simbólica e estética da capital do país, seja pela arquitetura ou por suas especificidades como sala de projeção, que proporciona ao espectador uma experiência cinematográfica de excelência”, informa o site do cinema.
Vencedores do concurso “Juventude que Muda a Educação Pública” irão apresentar projetos na Conae 2024
Jornalista: sindicato
Cinco projetos de educadores de todas as regiões do país se destacaram e foram vencedores do concurso “Juventude que Muda a Educação Pública”. Promovido pela CNTE e suas entidades filiadas, entre outubro e dezembro de 2023, o projeto busca aproximar a juventude trabalhadora da educação com o movimento sindical, fortalecendo a identidade desses públicos na luta.
O coordenador do Coletivo da Juventude da Confederação, Luiz Felipe Krehan, conta que a ideia nasceu durante o encontro de juventude realizado em 2022, e foi definida como uma das metas de fortalecimento da organização de jovens para 2023.
“Acreditamos que muitos jovens trabalhadores na educação sabem que os projetos educacionais/sociais que estão envolvidos são formas de fortalecer a educação pública e de qualidade. O concurso é a nossa forma de dizer que a CNTE e seus sindicatos filiados estão na luta com esses educadores”, enfatizou Luiz.
Bruno Vital, que também coordena o Coletivo com Luiz, reforçou que o concurso joga luz sobre como a juventude está mudando suas realidades por meio da educação.
“Além de criar a identidade e a demarcação etária da juventude, o concurso nos ajuda a dialogar com esse segmento e também nos aproximar desses/as trabalhadores/as, estando eles/as sócios ou não a nossas entidades.”
Segundo os coordenadores, a segunda edição do concurso já se encontra em planejamento, e a intenção é tornar a iniciativa permanente.
Os educadores vencedores desta edição terão a oportunidade de apresentar os seus projetos na Conferência Nacional de Educação (Conae), que será realizada em Brasília no fim de janeiro.
Vencedores
Trabalhadores de até 35 anos de idade submeteram projetos que desenvolvem em suas escolas e/ou na comunidade escolar, com foco em Direitos Humanos, Inclusão e Ações Educativas Emancipadoras.
O processo de avaliação iniciou pelos sindicatos filiados à CNTE do estado onde foi feita a inscrição. Após a triagem, o projeto destaque de cada estado foi avaliado, e foram selecionados os melhores projetos de cada região do Brasil. Confira a lista de vencedores:
REGIÃO NORTE – Tocantins
Professor: Jonas Gomes da Silva
Projeto: Práticas Experimentais de Física e Olimpíadas de Foguete
Sindicato representante: SINTET-TO (Sindicatos dos Trabalhadores em Educação no Estado de Tocantins)
REGIÃO NORDESTE – Piauí
Professor: Antonio Grasiane de Sá
Projeto: Bonecos do Bem
Sindicato representante: SIMTEP-PI (Sindicato Municipal dos Trabalhadores da Educação de PIO IX)
REGIÃO CENTRO-OESTE – Distrito Federal
Educador: Jadson Reis de Sousa
Projeto: Entre diversidades e diferenças da 3 da Norte para o Mundo
Sindicato representante: SINPRO-DF (Sindicato dos Professores no Distrito Federal)
REGIÃO SUL – Rio Grande do Sul
Educadora: Vitória Nicolini Nunes
Projeto: O Brasil que Jean-Baptiste Debret viu X o Brasil que nós vemos
Sindicato Representante: CPERS-RS (Sindicato dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul)
REGIÃO SUDESTE – São Paulo
Educadora: Samira Moreira Guergolett
Projeto: Tutoria pedagógica bilíngue
Sindicato Representante: APEOESP – SP (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo)
Atenção para as mudanças na declaração do Imposto de Renda
Jornalista: Luis Ricardo
O Sinpro orienta os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais a ficarem atentos(as) às mudanças na declaração do Imposto de Renda de Pessoas Físicas (IRPF). Estão isentos salários até R$ 2.259,20. Essa faixa de isenção é aplicada ao salário de professores(as) e OEs. O aumento da faixa de isenção se traduz em redução de descontos no contracheque e, consequentemente, no aumento do salário líquido.
A Receita Federal começará a divulgar as novas regras neste mês de fevereiro, mas a categoria já pode se antecipar e iniciar a preparação dos documentos necessários para a declaração. A declaração do IR de 2024 poderá ser enviada a partir de março e o prazo máximo de entrega é abril.
O cálculo será feito a partir de tudo que o(a) contribuinte recebeu de salário, pró-labore, lucros considerados tributáveis, inclusive valores de benefícios. Também é necessário considerar os valores recebidos pelos(as) dependentes.
É importante ressaltar que o(a) contribuinte que fizer a declaração do IR de anos anteriores a 2023 estará sujeito às normas da tabela antiga de isenção. Com o prazo encerrado, a declaração é feita a partir do pagamento de multa pelo atraso.
Lei “Não e Não” é vitória das mulheres contra o assédio
Jornalista: Alessandra Terribili
“Não é Não” é uma expressão que vem sendo difundida há muitos anos para ressaltar que os homens não têm o direito de obter qualquer acesso não consentido aos corpos das mulheres. Por essa simbologia que remete a uma mobilização mundial, é esse o nome da lei 14.786/2023, recentemente sancionada pelo presidente Lula, que cria um protocolo para proteção e atendimento em casos de violência contra a mulher, fazendo com que bares, restaurantes, casas noturnas e outros estabelecimentos se responsabilizem pelo combate ao assédio e violência sexual.
A lei, de autoria da deputada gaúcha Maria do Rosário (PT), reconhece toda a legislação sobre violência contra mulheres existente no país, e estabelece procedimentos para que os estabelecimentos e eventos de grande circulação de pessoas façam sua adesão. “Proprietários e equipes que trabalham nesses ambientes não podem desconhecer que há mulheres e jovens sofrendo assédio, quando muitas vezes ocorre de forma explícita, e se omitam quando pedem ajuda. Precisam ser proativos e combater o problema”, afirmou a deputada.
O objetivo da lei é combater condutas como estupro, assédio e importunação sexual, além de qualquer outra forma de violência ou constrangimento de natureza sexual, inclusive contato físico não consentido, xingamentos, humilhações ou flerte insistente e ostensivo.
Segundo a pesquisa “Bares Sem Assédio”, que ouviu 2.221 mulheres maiores de 18 anos no país em um questionário disponibilizado pela internet no início de 2022, cerca de dois terços das brasileiras entrevistadas relataram já terem sofrido algum tipo de assédio em bares, restaurantes e casas noturnas. O estudo revelou também que 53% das entrevistadas já deixaram de ir a um bar ou balada por medo de assédio e apenas 8% frequentam regularmente este tipo de estabelecimento sozinha. 41% delas se sentem mais confortáveis na presença de um grupo de amigos. Dentre as que relatam assédios, 40% já foram seguradas por alguma parte do corpo por não terem dado atenção ao agressor. 63% contam que sentiram raiva e 49% impotência diante da violência.
Para a coordenadora da Secretaria de Mulheres do Sinpro, Mônica Caldeira, as mulheres são desrespeitadas e subjugadas recorrentemente nos mais diversos espaços, o que faz com que leis como essa sejam necessárias: “Um grande desafio para leis como a “Não é Não” é vencer a naturalização do assédio e de determinadas abordagens, que se amparam em estereótipos de comportamento e de imagem. Por exemplo: quando a mulher impõe limites, alguns homens agem como se ela estivesse ‘fazendo charme’, ou pudesse ser vencida pelo cansaço”, aponta Mônica.
Clique no botão abaixo para ler a íntegra da nova lei.
8 de janeiro: de tentativa de golpe à defesa da democracia
Jornalista: Maria Carla
Presidente da CUT-DF, Rodrigo Rodrigues, durante o ato em defesa da democracia, nesse domingo (7/1/24). Foto: CUT-DF/Divulgação
Desde domingo (7), o Brasil se mobiliza para relembrar um dos momentos trágicos da sua história para não repetir: o 8 de janeiro de 2023, data em que os Poderes da República foram atacados por terroristas apoiadores(as) do governo Jair Bolsonaro (PL), derrotado nas urnas em 2022, com a conivência das polícias do Distrito Federal. O ataque tinha a pretensão de instalar nova ditadura militar no País.
Um ano depois, mais de duzentas pessoas participaram do “Ato em defesa da democracia – sem anistia para golpistas”, convocado pela Central Única dos Trabalhadores no Distrito Federal (CUT-DF) e realizado na manhã desse domingo (7), no Eixo Norte, na altura da Superquadra 208, em Brasília.
A manifestação ocorreu na véspera porque, nesta segunda-feira (8), o governo federal realiza, durante todo o dia, uma série de eventos para marcar o 1 ano do ataque aos Três Poderes. O ato público desse domingo foi uma iniciativa do conjunto de partidos de esquerda formado, sobretudo, pelo PT, PC do B, PDT, Psol, CUT-DF e também pelo Fórum de Oposição Permanente ao governo de Ibaneis Rocha (MDB).
Nos demais estados do País, as entidades sindicais, partidos políticos e movimentos sociais realizarão, nesta segunda (8), seus próprios atos públicos. Importante destacar que recentes revelações da Polícia Federal mostraram que, além de depor o presidente Lula, eleito democraticamente em 2022; fechar o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF), os(as) terroristas tinham planos de enforcar o ministro do Supremo, Alexandre de Moraes, na Praça dos Três Poderes.
Em entrevista à imprensa, o ministro do STF, Gilmar Mendes, atribuiu a Jair Bolsonaro a responsabilidade pelos ataques: “a responsabilidade política [de Bolsonaro] é inequívoca”, disse Mendes à AFP, durante uma entrevista.
O Sinpro se alinha aos(às) defensores(as) da democracia e dos direitos humanos e ressalta que minimizar a gravidade dos ataques do 8 de janeiro de 2023 é ser conivente com todo tipo de atrocidade, como os crimes praticados pela ditadura militar; o holocausto na Segunda Guerra Mundial; o genocídio dos palestinos na Faixa de Gaza, dentre muitas outras tragédias.
Como bem lembrou a biomédica Alexandra Yamaguchi em suas redes sociais: a cegueira é contagiosa. “Nos revoltamos ao pensar em como foi capaz aquela geração ter aceitado a escravidão, o holocausto, a caça às bruxas, mas quando as atrocidades e injustiças acontecem bem na nossa cara, fingimos, ainda hoje, que não é da nossa conta e aceitamos orgulhosos o mal que se escancara aos nossos corações. A cegueira é contagiosa”.
Ato público em Brasília
Rosilene Corrêa, dirigente sindical da CNTE, durante ato público em defesa da democracia nesse domingo (7/1/24). Foto: Poder 360
No ato público realizado em Brasília, dirigentes sindicais destacaram a importância da democracia e da soberania do País. O presidente da CUT-DF, Rodrigo Rodrigues, declarou que o principal objetivo do ato é relembrar o que aconteceu na Praça dos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023, para, a partir da reflexão, “fortalecer a democracia” e tentar impedir que eventos semelhantes voltem a ocorrer.
Segundo apuração da Agência Brasil, Rodrigues disse que “houve uma tentativa de golpe de Estado por meio da desestabilização dos poderes da República, com o objetivo de inviabilizar o governo democraticamente eleito [em 2022]”. Ele lembrou também que o episódio no início do ano passado foi precedido por uma série de atos criminosos e antidemocráticos.
“Houve atentados no centro da capital federal, como o ataque ao prédio da Polícia Federal [em dezembro] e a tentativa de explodir uma bomba próximo ao aeroporto de Brasília. Tudo para impedir a posse do futuro presidente [Luiz Inácio Lula da Silva], eleito democraticamente, por maioria dos brasileiros. Então, acreditamos que as pessoas responsáveis, sobretudo aquelas que arquitetaram ou favoreceram este golpismo, incluindo militares, precisam ser punidos”.
Ex-presidente João Goulart
Apuração do site Poder 360 traz também o discurso, durante o ato, do filho do ex-presidente João Goulart e presidente do PCdoB no DF, João Goulart Filho, que criticou o Governo do Distrito Federal (GDF) e a Polícia Militar do Distrito Federal (PM-DF). Segundo o site, Goulart afirmou que os órgãos foram “coniventes” com os atos extremistas no 8 de janeiro em 2023.
“Aquilo que aconteceu em Brasília em 8 de janeiro do ano passado foi conivência deste governador [Ibaneis Rocha, do MDB] e destas polícias militares que não foram presas em 1964 e foram anistiadas”, afirmou. Goulart Filho também disse que a “esquerda quer a estabilidade e avanços nas lutas democráticas”: “ — Democracia sem justiça social, não é democracia”.
Vale lembrar a história e mostrar que o golpe civil-militar de 1964, que depôs o ex-presidente João Goulart do poder e durou 21 anos, foi resultado de uma conspiração realizada pelas Forças Armadas e policiais e por grupos empresariais, conservadores e fascistas da sociedade brasileira com ajuda intelectual e financeira dos Estados Unidos da América (EUA).
O golpe, aplicado entre 31 de março e 9 de abril de 1964, deu início à chamada ditadura militar, um dos períodos mais nefastos da história do País, caracterizado por censura, sequestros e execuções cometidas por agentes do governo brasileiro. Período em que as liberdades políticas foram cassadas; a democracia; eliminada; e, a soberania do País, vendida a estrangeiros.
Resistência e democracia
Em 2024, centenas de pessoas foram às ruas do Distrito Federal para participar do ato público não somente em memória da tragédia de 8/1/23, mas também para fortalecer a resistência a esse tipo de ataque aos Poderes constituídos. Nesse domingo (7), a defesa da democracia movimentou o Eixão do Lazer, uma atividade recreativa que ocorre, há 33 anos, nos Eixos Rodoviários Norte e Sul. Na altura da SQN 208, as várias tendas atraíram o público com vendas de camisetas, bonés, bottons e comida. O evento começou às 10h30 e se estendeu numa tenda até às 12h30, seguido de eventos culturais com músicos da cidade.
O Sinpro-DF aproveita a oportunidade para reforçar sua histórica trajetória na defesa intransigente da democracia e das liberdades individuais, de opinião e democráticas. A entidade é uma das pioneiras do País no combate a todo tipo de autoritarismo, ditaduras, fascismo e outros golpes contra o Estado e a soberania nacionais. Forjado na luta contra a ditadura militar (1964-1985), o Sinpro combateu, desde o primeiro momento, o governo golpista de Michel Temer (MDB), entre 2016 e 2018; e esteve à frente de todas as lutas contra o governo fascista de Jair Bolsonaro (PL), entre 2019 e 2022.
O Sinpro lembra que ambos os governos trabalharam com todas as forças para enfraquecer e privatizar a educação pública brasileira, basta ver, dentre outros ataques, o que fizeram na reforma educação pública com o chamado Novo Ensino Médio. Os eventos do 8 de janeiro de 2023 devem entrar na agenda acadêmica como mais uma data trágica da história do Brasil em que o fascismo neoliberal tentou engolir a democracia e submeter o povo a nova ditadura.
Encontro de Orientadores Educacionais é destaque do TV Sinpro de quarta (10)
Jornalista: Luis Ricardo
No dia 15 de dezembro de 2023 foi realizado, na chácara do Sinpro, o encontro formativo e comemorativo do Dia do(a) Orientador(a) Educacional. O evento contou com a presença de vários(as) profissionais e painéis que dialogaram diretamente com a prática político-pedagógica do orientador e da orientadora educacional. O encontro será o destaque do TV Sinpro desta quarta-feira (10), às 19h.
Depois de um ano intenso de luta e de trabalho, diante de todo o descaso do GDF com a sobrecarga de trabalho, o encontro foi o último evento realizado pelo sindicato em 2023, destinando um olhar especial para estes profissionais.
O programa será transmitido às 19h pela TV Comunitária e pelo Youtube e Facebook do Sinpro-DF. Confira!
A 110ª edição da Revista Xapuri traz o seringueiro Chico Mendes na capa, fazendo referência aos 35 anos do assassinato do maior líder ambientalista do Brasil. Além da matéria que aborda o chamado do Comitê Chico Mendes a participar de um grande empate de retomada, em defesa da memória e do legado do seringueiro, a revista traz textos abordando a biodiversidade, direitos humanos e muito mais.
A edição de dezembro ainda reforça a campanha do Sinpro pelo Convoca Já, onde a categoria exige a convocação imediata dos(as) aprovados(as), em vaga imediata e cadastro reserva, no último concurso realizado para o Magistério Público em 2022.
Com o apoio do Sinpro-DF, a revista é disponibilizada de forma on-line e imprensa.
Diretoria do Sinpro repudia ofensas proferidas por prefeita de cidade baiana que zombou de professores
Jornalista: Luis Ricardo
A ignorância e o desrespeito ocupam lugar em várias frentes e mentes, até mesmo naquelas que deveriam ser exemplo para a sociedade. Na última terça-feira (02) a prefeita Juliana Araújo (PL), da cidade baiana de Morro de Chapéu, mostrou total desconhecimento e desprezo para com os(as) educadores(as), ao dizer, durante uma live, que “vocês, professores, que estavam acostumados a ficar em sala de aula, com os alunos pequenos, não dando aula, só lamento por vocês. Vocês vão ter que trabalhar. Porque a vida mansa acabou”.
Após ser duramente criticada nas redes sociais, a prefeita tentou se defender argumentando que havia sido vítima de Fake News, desculpa totalmente descabida e esfarrapada. A fala da gestora municipal escancara não somente a falta de consideração com aqueles(as) que levam o conhecimento para as futuras gerações, mas, também, a total desconexão com a realidade do magistério.
Os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais convivem com um histórico processo de desvalorização, com carreiras pouco atraentes, sobretudo em relação aos(às) demais servidores(as) públicos(as) com mesmo nível de escolaridade, além da violência e das condições precárias de trabalho na maioria das escolas. Estes, inclusive, são alguns dos principais motivos que continuam afugentando os atuais profissionais e a juventude da profissão. Associa-se a estes pontos o crescente adoecimento da categoria e a falta de prioridade de vários governos para com a educação. Apesar disto, não fugimos das nossas responsabilidades e lutamos diariamente por uma educação de qualidade e acessível para todos.
Pela fala proferida, é ciente que a educação não é prioridade no governo de Juliana Araújo, mas convidamos a prefeita a refletir sobre a importância do segmento para o crescimento do município gerido por ela, assim como do Brasil em geral. A educação, prefeita, precisa ser um dos vetores do progresso social, com escola igual para todos, uma educação pública de qualidade para crianças, jovens e adultos, estrutura adequada para se ensinar, dentre outros fatores que carecem de cuidado e atenção.
Chamar professores(as) de ‘vida mansa’ é assinar um atestado de desconhecimento, ignorância e incompetência, pois se a rotina dos(as) educadores(as) fosse do teu conhecimento e da tua ciência, dificilmente falaria tal coisa. É importante salientar, prefeita, que professores(as) de ensino infantil perfazem um longo caminho antes de entrarem em sala de aula, elaborando com criatividade os conhecimentos teóricos e críticos que serão repassados aos(às) alunos(as); a construção de uma aula respaldada em contextos históricos, sociais e culturais; sem falar de ensinar com amor e dedicação mesmo diante da falta de estrutura adequada e de número suficiente de educadores(as) por sala de aula.
A educação deve ser uma prioridade de qualquer governo, quer seja ele de esquerda, centro ou de direita, pois é ela a principal ferramenta para trazer progresso e riqueza para um país. O Sinpro repudia quaisquer tipos de ofensas proferidas aos(às) educadores, pois são eles(as) os(as) responsáveis pela instrução de todo brasileiro e ponte imprescindível para que muitos(as) tenham acesso a todos os tipos de profissões, dentre elas a de gestores públicos, exemplo do cargo ocupado por você, prefeita Juliana Araújo.
Nota Legal: prazo para pedir abatimento no IPVA e IPTU vai até 31 de janeiro
Jornalista: Luis Ricardo
Professor(a) e orientador(a) educacional, se você tem créditos no Nota Legal e deseja utilizá-los para abater o valor de IPTU ou IPVA, fique atento e realize o procedimento até o dia 31 de janeiro. Os valores acumulados durante o ano já estão disponíveis para o abatimento dos impostos no site https://www.notalegal.df.gov.br/.
Para obter os créditos é necessário ter o cadastro na Secretaria de Fazenda e, com ele, solicitar a utilização dos créditos para se obter descontos no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e no Imposto sobre Propriedade de Veículo Automotor (IPVA) – mas é importante que o titular do CPF também seja o proprietário do bem a ter o imposto abatido. Não é possível transferir o crédito para terceiros.
A opção para resgate dos créditos em dinheiro estará disponível a partir de 1º de junho.