Brasil tem mais de um milhão de pessoas contaminadas por Covid-19

O Brasil atingiu, na tarde desta sexta-feira (19), a trágica marca de 1.009.699 casos confirmados de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. O total de pessoas mortas pela doença chegou a 48.422 (553 nas últimas 14 horas).

O Estado de São Paulo, epicentro da pandemia no país, registrou 211.658 pessoas contaminadas e 12.232 mortas em consequência da Covid-19; o Ceará, segundo estado com mais casos contabiliza 89.485 confirmados, e 5.402 mortes. Já o Rio de Janeiro, que não havia divulgou dados até o início da tarde, é o terceiro estado com mais casos confirmados (87.317) e pelo menos 8.412 pessoas mortas.

Esses dados são de levantamento feito pelo consórcio de imprensa junto as  secretarias estaduais de saúde de todo o país. O consórcio reúne o UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo, O Globo, G1 e Extra e se formou depois que o governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL) começou a ocultar os dados e divulgar apenas os números de casos e mortes registrados no dia, sem o acumulado. O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que o Ministério da Saúde divulgasse todos os dados e isso passou a ser feito novamente, mas o consórcio manteve o levantamento paralelo, que é divulgado mais cedo.

Os dados do governo

Após uma falha na plataforma online do Ministério da Saúde, que pode agravar ainda mais a subnotificação no país, o Brasil registrou pelo terceiro dia consecutivo mais de mil mortes por Covid-19. Foram 1.238 óbitos contabilizados de quarta-feira (17) para quinta-feira (18), elevando o total de vidas perdidas para 47.748.

 

Já o número de casos confirmados da doença, divulgados ontem pelo Ministério da Saúde, saltou de 960.309 para 978.142 no mesmo período, com 22.795 novos registros. Apesar dos números, o Ministério da Saúde afirmou nesta quinta-feira (18) que há uma tendência de estabilização da curva no país.

Nesta quinta, as secretarias Estaduais de Saúde relataram dificuldades na hora de atualizar os dados sobre a pandemia na plataforma do Ministério da Saúde. A falha gera atraso no processamento de dados diários e agrava ainda mais a subnotificação. O que indica também que nos próximos dias haverá um grande aumento de casos e mortes quando o sistema for normalizado.

 

Na terça-feira (16), a pasta confirmou 34.918 casos e na quarta o número caiu para 32.188, já na quinta foi menor ainda, com apenas 22.675 novas confirmações. O que poderia levar a crer que a curva estaria diminuindo no Brasil, ou a quantidade de testes seria menor, porém, era um problema de sistema que não contabilizou todos os novos casos.

 

Estados com mais doentes e outros com mais mortes

 

O Nordeste é a região com mais diagnósticos da doença, com 347.633 pessoas infectadas pela Covid-19, enquanto o Sudeste é quem mais perdeu vidas (22.051). Juntos, os estados nordestinos somam mais diagnósticos do que França e Alemanha — que tem a marca de 341 mil, segundo a Organização Mundial da Saúde.

 

Na Região Norte, o Pará foi o estado que mais registrou novos casos em 24 horas (3.449), a segunda maior alta em toda a pandemia.

 

Na sequência está um estado nordestino, o Ceará (1.667), outro do Sudeste, Minas Gerais (1.559) e um do centro-oeste, o Distrito Federal (1.381).

 

Região Norte

 

Amazonas

 

Em Manaus o hospital de campanha montado para atender pacientes com Covid-19 chegou a 601 altas. O hospital de campanha agora tem 21 pacientes que devem receber alta nos próximos dias. Após o último, o local deve ser desativado.

A cidade também retomou os sepultamentos individuais depois que o número de enterros, que chegou a ultrapassar 100 por dia durante a pandemia, voltou a se estabilizar.

Região Sul

 

A região Sul passou nesta quinta-feira (18) das mil mortes registradas. Já são somam 1.034 brasileiros que perderam a vida.

 

No Rio Grande do Sul, a doença chegou em 363 cidades. O estado nesta quinta 19 mortes por coronavírus e total chega a 406, e casos ultrapassam 17,8 mil.

 

No Paraná, mesmo com o avanço da doença no estado, bares foram fechados em Curitiba e Região Metropolitana entre a noite de quinta (18) e a madrugada desta sexta-feira (19). Paraná tem 12 mil casos confirmados da doença e mais de 400 mortes.

 

Região Centro-Oeste

 

No Centro-Oeste, região menos atingida pela pandemia até agora, a Covid-19 acelera. Em apenas sete dias, tanto o número de casos quanto o de mortes aumentaram 48%. No total, já são 53.931 pessoas contaminadas pela doença e 974 óbitos.

 

Goiás registrou 853 casos de coronavírus nas últimas 24 horas, de acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES). Com os números desta quinta-feira (18), o total de casos chegou a 13.366. O estado tem 39.986 casos em investigação e 264 óbitos. A taxa de letalidade da doença é de 1,97%.

Fonte: CUT

UnB promove questionário para estudo da COVID-19  

Com o objetivo de desenvolver a produção de estudos técnicos e orientações continuadas sobre a pandemia da COVID-19, o Observatório PrEpidemia, da Universidade de Brasília (UnB), promove o Formulário Cidadão. O resultado será entregue ao Governo do Distrito Federal como forma de auxílio no combate ao novo Coronavírus.

O projeto consiste em um questionário para a obtenção de dados que permitam a análise da disseminação do vírus e a identificação de possíveis atividades que possam estar contribuindo para o agravamento da situação em diversas Regiões Administrativas do DF. Uma das particularidades do questionário é referente à utilização do transporte público e às movimentações que ocorram em decorrência do relaxamento e da falta de observância dos cuidados relativos ao distanciamento social.

A divulgação deste formulário deverá ocorrer continuamente, tendo em vista que desejamos obter informações até o momento em que ocorrer o total controle do processo de contaminação da COVID-19. Para maiores esclarecimentos os(as) interessados(as) poderão entrar em contato pelo e-mail prepidemia@unb.br ou pelo telefone (61) 98131-7202.

Para acessar o questionário, clique no link www.prepidemia.org.

Mais de 5 mil entregadores de empresas de aplicativo devem parar no 1º de julho

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Os entregadores por aplicativos de alimentação como IFood, Rappi e Uber   preparam uma paralisação de 24 horas, em 18 estados do país, no próximo dia 1º de julho, em protesto contra o baixo valor pago por quilômetro rodado,  os bloqueios feitos pelas empresas, caso eles se eles neguem a fazer corridas  por não compensar financeiramente, e também conta o completo desrespeito à categoria, que é uma das que mais correm risco de contaminação pelo novo coronavírus (Covid 19), em função da atividade que exercem.

Um dos participantes do grupo que organiza a greve, o entregador conhecido como Mineiro, diz que a mobilização da categoria está sendo feita pelo WhatsApp, que conta com 275 integrantes em cada um dos 18 grupos criados em diferentes estados. A previsão, diz ele, é de que pelo menos 5.000 trabalhadores de aplicativos parem em todo o país no dia da greve e, por isso, esperam atingir ao menos uma das diversas empresas de aplicativo.

Mineiro pediu para não ter seu nome divulgado para evitar mais retaliações. Depois de ter sua imagem divulgada em algumas reportagens de jornais e TV, defendendo a união e paralisação dos entregadores, foi bloqueado pelos aplicativos Uber, Rappi e Ifood e hoje só está trabalhando com a Loggi, com uma carga diária de trabalho em torno de 17 horas.

A greve tem o apoio de entregadores como Paulo Lima, conhecido como Galo, um dos trabalhadores que já deu várias entrevistas dizendo que a luta é também por alimentação, pois paradoxalemente, entregadores de comida trabalham com fome na maioria das vezes.

“A alimentação é a coisa que mais dói, ter que trabalhar com fome carregando comida nas costas”, disse ele recentemente ao Brasil de Fato. À reportagem do Portal CUT, Galo disse que não é responsável pela organização da greve, mas que o movimento tem o seu apoio.

Pelo último levantamento feito nos grupos de WhatsApp, Mineiro calcula que são cerca de 57 mil entregadores somente no estado de São Paulo, mas, ele acredita que a pandemia fez dobrar o número de trabalhadores que estão sobrevivendo das entregas que fazem.

“Eu trabalho das sete da manhã até a meia noite, rodando 400 quilômetros por dia para levar para casa entre R$ 2.500,00 e R$ 3.000,00 líquidos por mês. A ‘motoca’ que roda menos chega a 250 quilômetros por dia. Antes da pandemia, conseguia o dobro disso, mas como aumentou o número de desempregados que recorrem ao trabalho de entrega, a concorrência aumentou e as empresas se valem disso para não melhorar nosso rendimento”, afirma.

Mineiro que está na profissão há cinco anos, explica que as empresas de entrega por aplicativo pagam apenas R$ R$ 0,93 por km rodado, sem incluir os custos de combustível e a manutenção da motocicleta, por isso o valor que acaba sobrando no final do mês é bem menor do que eles ganham por quilômetro rodado.

Ainda segundo ele, os entregadores são obrigados a aceitar qualquer corrida e caso o valor não compense por ser uma corrida curta, o Uber os bloqueia por três horas e se a recusa for feita três vezes, eles são banidos do aplicativo. Já no Ifood basta uma recusa para ser bloqueado.

Por isso, a reivindicação dos entregadores é de que a taxa mínima suba para R$ 2,00 e que eles tenham acesso aos clientes para saber quais tipos de corrida vão fazer, já que são obrigados a calcular o que vão receber pelo tempo que as empresas dizem que a corrida vai ter.

“O Uber ,por exemplo, não diz na hora que a gente aceita a corrida pra onde eu vou, somente o valor e quanto tempo vai durar a corrida. Aí eu deduzo  que se eles dizem que são cinco minutos, sei que vou rodar pelo menos 1,5 quilômetro. Para ganhar em torno de R$ 6,00 tenho de rodar 10 quilômetros”, diz .

Mineiro critica ainda a falta de contato com as empresas de aplicativo que não ouvem suas justificativas por terem recusado uma corrida e impede o contato deles com os clientes.

“Nosso movimento é por melhorias nas condições de trabalho, pelo aumento das taxas pagas, por suporte para falar com os clientes e pela volta de todos os entregadores que foram bloqueados injustamente sem direito defesa. A gente quer saber por que foram bloqueados”, afirma Mineiro.

O entregador diz que, apesar das represálias das empresas, pretende montar uma associação dos entregadores de delivery, que é, segundo ele, diferente dos motoboys que entregam documentos. Para isso, procura apoio tanto dos colegas de profissão quanto de entidades e pessoas que possam contribuir na luta da categoria que está apenas começando.

“A última paralisação, dia 11 de abril, teve adesão de só 480 entregadores, mas aí veio a imprensa e disse que a gente estava fazendo um movimento contra o Doria [governador de São Paulo], mas a gente só quer melhoria no trabalho. A gente até sonha com CLT, [Consolidação das Leis do Trabalho], com carteira assinada, mas aí as empresas também ficariam responsáveis pelo pagamento do uso da moto, que é nossa, as despesas são todas nossas”, explica Mineiro.

Fonte:  CUT

 

Se mantiver ritmo, Brasil pode chegar a 1 milhão de casos de Covid-19 nesta semana

Em todo o país, já são 923.189 pessoas infectadas com a Covid-19, só nesta terça-feira (16) foram registrados 37.278 casos confirmados.

 

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O Brasil registrou, nesta terça-feira (16), 1.282 mortes por Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus, chegando ao total de 45.241 vidas perdidas. Foi o segundo maior número de mortes em 24 horas desde o início da pandemia, há três meses, segundo dados divulgados pelo Minisstério da Saúde.

E o país se aproxima da marca trágica de um milhão de pessoas infectadas pelo novo coronavírus. Já são 923.189 brasileiros e brasileiras contaminados –  só nesta terça-feira foram registrados 37.278 casos. Se mantiver esse ritmo de infecções diárias, o Brasil deve chegar à marca 1 milhão de casos ou mais até o final desta semana.

Até às 8h desta quarta-feira (17), o país tinha registrado 45.456 mortes e 928.834 casos confirmados, de acordo com dados do consórcio formado por veículos de imprensa, depois que o governo sonegou números acumulados de mortes e casos confirmados – voltou atrás por causa de uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).

 

Média de mortes

Mesmo com os números de casos e mortes em alta, o país chega na décima quinta semana de pandemia com o ritmo de registro de mortes da Covid-19 se  estabilizando. Na média semanal de óbitos, descontando os atrasos das notificações nos finais de semana, desde o dia 26 de maio o país está em um índice médio de 985 mortes por dia, sem oscilar mais que 6% desse valor.

O Brasil tem uma taxa de 21 mortos por 100 mil habitantes. Já o Reino Unido, que está em sua décima nona semana, tem 35 e 62 mortos para cada 100 mil habitantes, segundo análise feita pela  Universidade Johns Hopkins, dos EUA.

Mais de 8 milhões de casos do novo coronavírus foram confirmados em todo mundo e 438 mil mortes foram registradas, segundo a universidade.

 

São Paulo

O estado de São Paulo, epicentro da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) no Brasil, bate nesta terça-feira (16) mais um recorde de mortes. Foram registrados 365 óbitos em 24 horas — número mais alto desde o início da pandemia. Já são 11.132 vidas perdidas no estado em decorrência da doença. O total de pessoas infectadas saltou de 181.460 para 190.285 – 8.825 casos a mais entre segunda-feira (15) e terça.

Depois de 15 dias da reabertura gradual do comércio, as mortes por Covid-19 dispararam em Ribeirão Preto. Em apenas dois dias, foram confirmados 19 novos óbitos na cidade.

O avanço da pandemia fez a cidade ser colocada, desde segunda-feira (15), na zona vermelha do plano São Paulo, o de condição mais crítica no estado, ao lado das regiões de Presidente Prudente e Barretos.

Depois desse cenário de crescimento, atividades não essenciais voltaram a ser obrigadas a fechar, o que inclui imobiliárias, concessionárias de veículos, escritórios, comércio de rua e shopping centers.

 

Belo Horizonte

Em Minas Gerais, estado que vinha mantendo controle da pandemia, foi registrada alta de 45% no número de casos e 30% no de mortes.

Nesta terça, Minas bateu recorde de mortes em 24 horas por coronavírus. Foram 35 óbitos, totalizando 537 vítimas fatais. Outras 221 mortes seguem em investigação.

 

Piauí

O Piauí bateu novo recorde com 678 casos de pacientes infectados em 24 horas, segundo o boletim divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde. Ao todo, o estado contabiliza 11.559 testes positivos para a Covid-19 e 398 óbitos.

Diante desse cenário, o governo estadual resolveu voltar atrás na abertura das atividades econômicas. O governo espera uma queda de 30% na ocupação dos leitos, que até na rede privada, está ocupado.

 

Paraná

O Paraná registra maior número de casos e mortes por covid-19 nas últimas 24 horas. Foram 841 novos casos confirmados no estados e 30 mortes. No total, Paraná tem mais de 11 mil casos. A taxa de ocupações de leitos subiu para 80%, é a maior desde quando a pandemia começou no estado.

 Com informaçoes de Agências

Reprodução: CUT 

TERCEIRIZADOS | Empresas não dão trégua durante pandemia e acirram ataques a direitos trabalhistas

Nem mesmo a maior crise sanitária dos últimos tempos foi capaz de barrar os ataques aos direitos dos trabalhadores terceirizados. Demissões em massa, reduções salariais e de benefícios, atrasos nos pagamentos são alguns dos prejuízos para o grupo.

A situação dos terceirizados já era bastante precária com subcontratações e com condições de trabalho bem inferiores a dos trabalhadores contratados diretamente. O cenário ficou ainda pior com a reforma trabalhista do governo ilegítimo de Michel Temer e foi ampliado pela Medida Provisória 936 de Bolsonaro, que potencializou todos os ataques da reforma.

Asseio e conservação

O atraso do pagamento de salários e serviços continua sendo uma realidade para os trabalhadores terceirizados de asseio e conservação no DF, mesmo em uma conjuntura atingida pela pandemia do novo coronavírus, que deixou ainda mais grave a situação financeira de milhares de famílias.

O exemplo mais recente é da BRA Serviços Administrativos, que presta serviço para o Hospital Regional da Asa Norte (Hran), referência no combate à Covid-19 no DF. O salário e benefícios de pelo menos metade dos trabalhadores que atuam no hospital, que deveriam ter sido depositados no último dia 5 deste mês, não havia caído na conta dos trabalhadores até as 16h desta segunda-feira 15.

Maria Isabel Caetano, presidenta do Sindiserviços – sindicato que representa a categoria, conta que o cenário caótico não aliviou o número de demissões, ao contrário, intensificou. “Não tenho ainda o número exato, mas posso dizer que é demissão em massa”, afirma.

Segundo ela, no início da pandemia, trabalhadores do grupo de risco foram afastados. Entretanto, agora, estão retornando. “As mulheres grávidas, que eles (empresários) não podem demitir, estão voltando ao trabalho. Já as outras pessoas do grupo de risco, que estão tendo dificuldade para conseguir laudo médico, estão sendo demitidas”, conta.

Matéria publicada pelo jornal Metrópoles mostra que até o dia 25 de maio, havia sido registrado o número de 49 trabalhadores terceirizados de hospitais públicos com Covid-19.

Transporte de valores

Mais que o desrespeito a direitos trabalhistas, impacta na categoria de transporte de valores o número de infectados com Covid-19. Segundo o presidente do Sindvalores – sindicato que representa a categoria –, Carlos José das Neves, embora não tenha sido registrado nenhum óbito, já são mais de 150 trabalhadores contaminados.

Neves explica que o elevado índice ocorreu porque a categoria integra o grupo de serviços essenciais e está na linha de frente de combate ao coronavírus. Além disso, até início da pandemia, havia grande rotatividade de vigilantes nos carros-fortes.

“Só depois é que entramos em contato com as empresas para exigir uma equipe fixa dentro dos carros e material de proteção para uso dentro deles. Isso diminuiu bastante o número de contaminações, mas ainda nos preocupa. Se isso continuar, teremos que tomar atitudes mais drásticas”, disse.

Um outro desafio do Sindicato foi a garantia do emprego. O presidente do Sindvalores conta que uma das empresas que já prestava serviços de transporte de valores comprou outra que atuava no ramo. Com isso, cerca de 40 trabalhadores perderiam seus empregos em meio à pandemia. Por meio de negociação do Sindvalores, foi garantida a manutenção do trabalho pelo menos até dezembro. “Estamos acompanhando de perto a situação da nossa categoria e tomando as devidas precauções”, afirma Neves.

Trabalhadores em Tecnologia da Informação

O cenário para os trabalhadores de tecnologia da informação também não é muito promissor. Devido à necessidade de isolamento, a categoria está trabalhando home office, o que aumenta a pressão e, muitas vezes, a carga horária. Além disso, como ocorreu em outras categorias, os trabalhadores sofreram com redução salarial ─ com base na Medida Provisória 936.

De acordo com o presidente do Sindpd ─ Sindicato que representa a categoria ─, Djalma Araújo, outra preocupação é quanto à campanha salarial, que iniciou em maio. O dirigente destaca que, a exemplo de negociações anteriores, ainda não houve avanços, e pode ficar aina mais difícil de se negociar em meio à pandemia.

Segundo Araújo, a proposta das empresas públicas retira inúmeros direitos conquistados, como a licença-prêmio, por exemplo. Já as empresas particulares também seguem resistentes e não ofereceram nenhuma proposta significativa. “Se conseguirmos renovar nossa Convenção Coletiva sem perder nenhum benefício, será um grande avanço, pois o cenário é preocupante. As empresas estão jogando a culpa na pandemia”, disse.

Na avaliação do sindicalista, o cenário pós-pandemia também é extremamente preocupante, pois pode precarizar ainda mais as condições do trabalhador. “Quem vai sentir na pele são os trabalhadores. Na nossa categoria, sabemos que qualquer coisa de ruim que acontece, acaba sobrando para o trabalhador. Acredito que as empresas vão usar a narrativa da pandemia até depois que isso passar”, disse.

Vigilantes

Trabalhadores vigilantes são um dos poucos do grupo de terceirizados que não tiveram seus direitos atacados. Segundo o diretor do Sindicato dos Vigilantes do DF Gilmar Rodrigues, não houve redução de salário e nem demissões com a chegada da pandemia.

A garantia do emprego e dos salários, entretanto, não foi uma benesse das empresas nem do governo local. “O resultado é reflexo da atuação forte do Sindicato”, diz Rodrigues. “Quando chamaram a gente para conversar, falamos que não aceitaríamos redução de salário nem demissão, pois nossa categoria é considerada serviço essencial. Portanto, se é essencial, o serviço continua sendo prestado. Não teria porque reduzir salário”, conta o dirigente sindical.

De acordo com Gilmar Rodrigues, as empresas também estão cumprindo com a obrigação de oferecer os equipamentos de proteção individual. “No início foi difícil (garantir os EPIs). Mas pressionamos e garantimos. Estamos na linha de frente nos hospitais, bancos, órgãos públicos. Somos os primeiros ter contato com o público. Nos hospitais, por exemplo, temos contato com o paciente antes mesmo que os médicos”, afirma.

Segundo o Sindicato dos Vigilantes, a categoria, que tem 20 mil trabalhadores na base, tem 61 casos de infectados pelo novo coronavírus e 6 óbitos gerados pela Covid-19.

Série Covid-19: Trabalhadores no centro do debate

A CUT-DF iniciou no último dia 25 a série Covid-19: Trabalhadores no centro do debate. Abordaremos as consequências da pandemia do novo coronavírus nas diversas categorias de trabalhadores do Distrito Federal, que vêm se deparando não só com a crise sanitária, mas também com o descaso de governos e patrões, que acentuam o ataque aos direitos trabalhistas.

Ao mesmo tempo, mostraremos a atuação dos sindicatos de trabalhadores, que não pararam em nenhum momento desde a chegada do vírus, reinventando suas formas de atuação para assegurar os direitos trabalhistas, bem como a dignidade e a vida dos trabalhadores.

Reprodução: CUT-DF

Uso massivo de máscaras pode ‘impedir segunda onda de covid-19’, diz estudo

O mundo tenta sair da quarentena, mas a pandemia do novo coronavírus não deixa.

Nos últimos dias, vários países que tentaram retomar suas atividades tiveram que voltar a adotar medidas restritivas devido ao aumento de infecções.

Em Pequim, seis grandes mercados foram fechados. Na Índia, houve um recorde de casos diários. E nos Estados Unidos, seis Estados relataram que seus hospitais estavam ficando cheios rapidamente.

 

Ilustração mostra pessoas usando máscaras As máscaras são indispensáveis em ambientes onde há muita gente

Ao mesmo tempo, enquanto em algumas partes do mundo a taxa de contágio pareça estar diminuindo, globalmente, a pandemia está piorando, disse Tedros Adhanom Ghebreyesu, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS).

É o caso da América Latina, o novo epicentro da pandemia. Em 12 de junho, a região tinha mais de 1,5 milhão de casos e mais de 70 mil mortes.

O contágio também está se acelerando na África, segundo a OMS. No início deste mês, o continente já havia registrado mais de 200 mil infectados.

No total, já existem no mundo mais de 7,9 milhões de infectados e mais de 434,8 mil mortes, e não existe ainda uma vacina ou um remédio eficaz contra a covid-19.

Então, o que podemos fazer para nos proteger ao sair de casa?

Um estudo recente da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, oferece novas evidências de que as máscaras podem ser cruciais para evitar uma nova onda de infecções.

Proteção eficaz

Ilustração mostra máscara barrando vírus                      As máscaras funcionam como uma barreira que reduz a propagação do vírus

A pesquisa afirma que os lockdowns sozinhos não serão suficientes para impedir futuras ondas de contágio, a não ser que isso seja combinado com o uso massivo de máscaras para retardar a propagação da doença.

Mesmo máscaras de pano caseiras, que têm eficácia limitada, podem “dramaticamente” reduzir a taxa de transmissão se usadas por um número de pessoas suficiente.

“Nossas análises apoiam a adoção imediata e universal de máscaras faciais pelo público”, disse Richard Stutt, pesquisador de epidemiologia da Universidade de Cambridge e coautor do estudo, em um comunicado.

“Se o uso generalizado de máscaras pelo público for combinado com distanciamento físico e algum confinamento, poderá oferecer uma maneira aceitável de lidar com a pandemia e retomar a atividade econômica muito antes de haver uma vacina.”

Como se chegou a essa conclusão?

O Saers-CoV-2 é transmitido por meio de gotículas exaladas por pessoas infectadas, principalmente quando se fala, tosse ou espirra.

Para o estudo, os pesquisadores usaram modelos matemáticos dos vários estágios de infecção e da transmissão pelo ar e pelas superfícies.

A ideia era analisar diferentes cenários para o uso das máscaras em combinação com medidas de distanciamento.

Ilustração mostra diferentes modelos de máscara           Combinadas com medidas de distanciamento, as máscaras podem ajudar a retomar a economia

Para o estudo de epidemias, os especialistas usam a taxa de reprodução do vírus, ou Rt, que indica quantas pessoas podem ser contaminadas por quem já tem o vírus. Para uma pandemia ser contida, o Rt deve ser menor que 1.

Os modelos mostraram que, se uma pessoa usa máscara sempre que sai em público, isso é duas vezes mais eficaz para reduzir o Rt do que quando alguém usa a máscara só depois que tem sintomas.

Eles também indicaram que, se pelo menos metade da população usa máscara rotineiramente, o Rt é reduzido para menos de 1.

Dessa maneira, as curvas de contágio podem ser achatadas, e as medidas de contenção, afrouxadas.

Máscaras caseiras

Pesquisas afirmam que máscaras caseiras feitas de pano também podem reduzir a propagação da covid-19. “Máscaras que capturam apenas 50% das gotas exaladas ainda proporcionam um benefício à população”, afirma o estudo.

Isso pode ser vital nos países em desenvolvimento, onde um grande número de pessoas carece de recursos, disse Chris Gilligan, coautor da pesquisa. “Máscaras caseiras são uma tecnologia barata e eficaz.”

A forma mais eficaz de retomar a vida cotidiana é incentivar todos a usarem máscara sempre que estiverem em público, disse John Colvin, da Universidade de Greenwich, outro autor da pesquisa.

Meninos lavam as mãosO uso de máscaras deve ser complementado por outros cuidados, como a higienização das mãos

Os cientistas de Cambridge resumem o resultado de suas pesquisas com uma mensagem: “Minha máscara protege você, sua máscara me protege”.

Os autores do estudo reconhecem, no entanto, que ele tem limitações por ser baseado em modelos matemáticos e alertam que, “em uma nova doença, é impossível obter evidências experimentais precisas para possíveis intervenções de controle”.

Brooks Pollock, cientista da Universidade de Bristol que não participou da pesquisa, ouvido pela agência de notícias Reuters, acredita que o impacto das máscaras pode ser muito menor do que o previsto.

O que dizem os especialistas sobre o uso de máscaras

Os resultados da pesquisa de Cambridge vão ao encontro de outro estudo recente da Universidade Texas A&M.

Mulher usando máscara no transporte públicoOs especialistas recomendam o uso de máscaras mesmo que uma pessoa não tenha sintomas

Esse trabalho analisou as tendências de propagação e medidas de combate aplicadas em Wuhan, na China, na Itália e em Nova York, nos Estados Unidos, e concluiu que o uso de máscaras em público é uma maneira eficaz e barata de prevenir o contágio.

“Juntamente com o distanciamento social, a quarentena e o rastreamento de contatos, isso representa uma oportunidade de parar a pandemia da covid-19”, diz o estudo.

No início da pandemia, o uso generalizado de máscaras não era recomendado. “Na época, os especialistas ainda não sabiam até que ponto as pessoas com covid-19 podiam transmitir o vírus antes que os sintomas aparecessem”, diz o site da Clínica Mayo, nos Estados Unidos.

“Também não se sabia que algumas pessoas têm covid-19, mas não apresentam nenhum sintoma. Ambos os grupos podem transmitir o vírus a outros sem saber.”

Mas agora, a OMS diz que “as máscaras devem ser usadas como parte de uma estratégia abrangente para suprimir a transmissão e salvar vidas”.

No entanto, alerta que o uso da máscara não é suficiente e deve ser combinado com o distanciamento social de pelo menos um metro, lavagem frequente das mãos e evitar tocar no rosto ou na máscara.

Pessoas usam máscara em calçadão na praia no Rio                                  Uso de máscara por todos não era recomendado no início da pandemia

Quanto ao uso de máscaras de pano, a OMS afirma que há “evidências limitadas de sua eficácia” e não recomenda seu uso maciço como controle da covid-19.

No entanto, a organização afirma que, em áreas de alta transmissão, onde há pouca capacidade de tomar medidas de controle ou é difícil manter a distância física, como no transporte público, lojas e ambientes lotados, as autoridades devem incentivar o uso de máscaras de pano.

Nos Estados Unidos, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças recomenda o uso generalizado de máscaras de pano.

No site da Universidade Johns Hopkins, a epidemiologista Lisa Maragakis é clara quando perguntada se a máscara deve ser usada como proteção contra o coronavírus: “Se você estiver em um local público onde se encontrará com outras pessoas, use uma máscara”.

 

Reprodução: BBC BRASIL

Crise deixa mais de 70 milhões de pessoas fora do mercado de trabalho

A população fora do mercado de trabalho saltou de 64,9 para 70,9 milhões se comparados os meses de fevereiro a abril de 2019 com o mesmo período deste ano. Deste total, a maioria, 47,4 milhões são mulheres.

Essa queda na ocupação, ou aumento do desemprego, teve impacto, sobretudo, entre os informais, grupo formado por trabalhadores do setor privado sem carteira, empregado doméstico sem carteira, e o trabalhador por conta própria sem CNPJ. A redução na força de trabalho dos informais chegou a 3,7 milhões, ou seja, 77%  dos que perderam ocupação são os informais. 

Este contingente de 6 milhões a mais de pessoas é formado por quem perdeu o emprego e não consegue procurar outro, por conta das dificuldades impostas pela pandemia do coronavírus  (Covid 19), e é classificada como  “fora da força de trabalho”. 

“Essas pessoas dizem que não procuram trabalho porque não têm condições financeiras, nem podem sair de casa por causa do isolamento social. Outras,  informais não têm como voltar às suas atividades. Por isso, o impacto foi bem maior entre os trabalhadores sem carteira assinada, e eles recorreram ao auxílio emergencial de R$ 600,00, explica a economista e doutora em Desenvolvimento Econômico, Marilane Teixeira, autora da pesquisa “Mercado de trabalho no contexto da pandemia: a situação do Brasil até abril de 2020”,  juntamente com o doutorando Pietro Borsari, ambos da Unicamp. 

Outro dado significativo do levantamento é o aumento de 16,6% da pejotização no mercado de trabalho. Ou seja, após perder o  emprego, esse trabalhador constituiu uma empresa com CNPJ e passou a trabalhar por conta própria. Por outro lado, o trabalho por conta própria, sem  CNPJ , caiu 6,7%.

“Por um lado você tem uma queda brusca na força de trabalho dos informais, dos que trabalhavam sem carteira assinada e, por outro há um aumento na pejotização de quem perdeu o emprego”, diz Marilane , que se baseou nos  dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua ( PNDA Contínua /IBGE) , que mede todo o mercado de trabalho, e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que mostra a movimentação de admitidos e demitidos.

Outro recorde negativo que a pesquisa aponta é a subutilização da força de trabalho. 25,6% da população estavam desempregadas, subocupadas por insuficiência de horas e desalentadas.

“A população brasileira subutilizada atingiu seu recorde histórico da série para o trimestre móvel encerrado em abril de 2020, totalizando 28,7 milhões. Ou seja, faltou trabalho, em algum sentido, para 25,6% da força de trabalho do país”, apontam os economistas.

Estudo do IPEA também mostra aumento do desemprego

Mais da metade da população (51,5%) em idade de trabalhar está sem emprego. Esta é a primeira vez desde 2012, quando teve início a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do IBGE, que este índice é negativo.

Segundo o economista Marcos Hecksher, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a parcela da população em idade de trabalhar (de 14 anos ou mais) que está inserida de alguma forma no mercado, caiu de  54,3% em fevereiro para 48,5% em abril, período marcado pelo isolamento social dos que podem ficar em casa. Significa dizer que 51,5% da população em idade ativa estavam sem trabalho.

Segundo o autor da pesquisa, em entrevista ao jornal O Globo, a dificuldade de retratar o mercado de trabalho neste momento é resultado de dois fatores. Quem perdeu o emprego ainda não voltou a procurar por causa da pandemia, portanto, não é tecnicamente incluído no universo de desempregados. Além disso, o IBGE calcula a taxa com base em informações trimestrais agregadas, neste caso, do período de fevereiro a abril. Assim, a conta considera um mês e meio em que a pandemia ainda não tinha começado.

Fonte: CUT

Bolsonaro usa saques do FGTS, uma poupança do trabalhador, para aquecer economia

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Anunciados com um ‘benefício concedido’ pelo governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL), os saques emergenciais do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), a partir do dia 29 de junho, não são uma ajuda nem tampouco um benefício para ajudar os trabalhadores e trabalhadoras durante a crise econômica, que foi agravada pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19). O governo quer apenas movimentar a economia ‘liberando’ o saque de um dinheiro que deveria ser usado em um momento de necessidade como aposentadoria ou na compra da casa própria.

Para o trabalhador, pode parecer vantajoso, mas de acordo com o economista da subseção do DIEESE da CUT, Alexandre Ferraz, o que o governo faz é ‘gentileza com o chapéu alheio’ e isso pode comprometer planos futuros, quando o trabalhador estiver mais vulnerável, ganhando menos, como quando se aposentar, ou quando quiser realizar o sonho de comprar uma casa ou apartamento, que são os principais objetivos do Fundo.

“O que o governo faz é injetar dinheiro do próprio trabalhador para movimentar a economia, sendo que o ideal era o governo injetar recursos próprios para auxiliar trabalhadores durante o estado de calamidade”.

Ao invés de prestar assistência com ‘dinheiro novo’, o governo possibilita que o trabalhador acesse seu próprio recurso. É um jeito de salvar, mas não é o governo que está salvando. O Estado deveria ser mais ativo e não deixar tudo mais uma vez nas costas dos trabalhadores

– Alexandre Ferraz

O efeito desses saques emergenciais pode ser severo para os próprios trabalhadores, pois a crise está aumentando ainda mais a taxa de desemprego, hora em que o dinheiro do FGTS é essencial para a sobrevivência, avalia a técnica da subseção do Dieese da CUT nacional, Adriana Marcolino.

“Para quem tem emprego formal, o ideal é não gastar esse dinheiro agora. Estamos numa crise grave com o desemprego aumentando. Se esse trabalhador perder o emprego ele pode ficar sem esse recurso em uma hora que mais precisa”, diz.

Para a técnica do Dieese, pode até ser vantagem usar esse dinheiro agora, mas apenas para quem já está desempregado, ou trabalhadores informais que têm contas antigas inativas de seus antigos empregos formais.

Ela também concorda com a tese de que o governo, para movimentar a economia e manter empregos durante a pandemia, deveria seguir a cartilha de países desenvolvidos e investir em linhas de crédito para os trabalhadores.

“Injetar recursos para salvar os trabalhadores, garantir a manutenção do auxílio emergencial, expandir para trabalhadores formais e até oferecer linhas de crédito a juros muitos baixos para o trabalhador poder se manter”, pontua Adriana.

 

Confira como será a liberação do FGTS

Mas, se os trabalhadores e trabalhadoras quiserem sacar, aqui vão as informações. Os saques estão autorizados para quem tem saldo em contas ativas e inativas do FGTS. O valor máximo dos saques emergenciais é de até R$ 1.045,00 das contas, como prevê a Medida Provisória (MP) nº 946/2020, em 7 de abril deste ano. O calendário foi divulgado nesta segunda-feira (15).

Os créditos serão feitos de maneira gradual nas poupanças sociais digitais abertas pela Caixa para todos os trabalhadores, de acordo com a data de nascimento dos trabalhadores.

Os saques ou transferências do dinheiro não serão possíveis em um primeiro momento. Os trabalhadores poderão movimentar essa conta somente para pagar boletos on-line ou fazer compras pela internet ou ainda em lojas físicas que aceitem o cartão virtual gerado pela conta digital da Caixa Tem.

Veja aqui como funcionar a Caixa Tem, onde baixar o aplicativo e como funciona o cartão de débito virtual.

Só a partir do dia 25 de julho os trabalhadores poderão iniciar os saques de acordo com um calendário feito pela Caixa com base no mês de nascimento. Quem nasceu novembro ou dezembro, por exemplo, só poderá sacar a partir de 14 de novembro, ou seja, daqui a cinco meses.

A Caixa diz que o calendário é para evitar corrida às agências, o que provoca aglomerações e risco de contaminação com a Covid-19, mas muito já se falou sobre a falta de moedas no Brasil. E essa seria a verdadeira razão para o bloqueio dos recursos por tanto tempo, como o governo vem fazendo com os pagamentos do auxílio emergencial de R$ 600.


Calendário de saques

De acordo com as informações da Caixa Econômica Federal, têm direito aos saques os trabalhadores que tenham contas ativas (do emprego atual) ou inativas (de empregos anteriores) do FGTS.

O crédito será automático. Os valores serão transferidos seguindo a ordem das contas mais antigas até as mais recentes de FGTS para uma poupança social digital. Assim se o trabalhador não atinge os R$ 1.045,00 de uma conta mais antiga, serão transferidos os valores de outras contas até que se chegue ao limite.

Quem não quiser utilizar, deverá fazer a solicitação pelo aplicativo Caixa Tem, disponível para Android ou iOS (acesse se estiver em seu celular), pelo menos dez dias antes do crédito.

Se o crédito já tiver sido efetuado, o trabalhador deverá solicitar que o dinheiro retorne às contas de FGTS ou aguardar 90 dias, sem movimentar a conta social aberta pela Caixa, para que o dinheiro volte automaticamente para o fundo.

 

Depósitos em Poupança Digital
Mês de nascimento Data do crédito
Janeiro 29/06
Fevereiro 06/07
Março 13/07
Abril 20/07
Maio 27/07
Junho 03/10
Julho 10/10
Agosto 24/08
Setembro 31/080
Outubro 08/09
Novembro 14/09
Dezembro 21/09

 

Quando será autorizado o saque em dinheiro

Mês de nascimento Data do crédito
Janeiro 25/07
Fevereiro 08/08
Março 22/08
Abril 05/09
Maio 19/09
Junho 03/10
Julho 17/10
Agosto 17/10
Setembro 31/10
Outubro 31/10
Novembro 14/11
Dezembro 14/11

 

 

Impacto na economia 

É importante lembrar que quase 70% das contas do FGTS têm saldos inferiores a R$ 1.045,00, mesmo juntando ativas e inativas. De acordo com Alexandre Ferraz, do Dieese, muitas delas, não têm nem R$ 200,00. Por isso, o economista acredita que o impacto na economia não será efetivo.

“A maior parte das contas tem valores baixos por causa da rotatividade, dos baixos salários. A medida teria potencial para injetar cerca de R$ 38 bilhões, mas não há garantia de isso acontecerá, de fato”, explica Alexandre se referindo ao total de recursos que o governo direcionou do PIS/Pasep para o saque emergencial.

Impacto no fundo

Outra consequência da medida será observada no futuro. De acordo com os técnicos do Dieese, a liberação de saques emergenciais do FGTS compromete a capacidade de investimento em programas habitacionais, de saúde e educação.

O dinheiro depositado todo mês nas contas dos trabalhadores rende juros, mas porque é investido em outras aplicações como linhas de crédito e outros fundos. Os recursos do FGTS também são utilizados para financiar obras habitacionais e de saneamento.

“O que vai ser sentido lá na frente é a restrição da capacidade do FGT em financiar políticas habitacionais, de infraestrutura e de saúde que são cobertas pelo fundo. Se o governo tira dinheiro do FGTS agora, falta lá na frente”, diz Alexandre.

Fonte: CUT

Auxílio emergencial: 3ª parcela de R$ 600 começa a ser paga no dia 17

Os beneficiários do Programa Bolsa Família começam a receber na quarta-feira da semana que vem, dia 17, a terceira e última parcela do auxílio emergencial de R$ 600 (R$ 1.200 para mães chefes de família). O benefício foi aprovado pelo Congresso Nacional em março para ajudar os trabalhadores e trabalhadoras informais, desempregados e os brasileiros em situação de miséria durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

Enquanto o governo discute se paga mais três parcelas – de metade do valor atual – porque a taxa de contaminação e morte pela doença continua alta e novas medidas de isolamento podem ser tomadas, os trabalhadores informais, autônomos, microempreendedores individuais (MEIs) e desempregados aguardam o calendário de pagamento que ainda não foi divulgado pelo Ministério da Cidadania.

O que se sabe até agora é que os primeiros a receber a terceira parcela do auxílio, no dia 17, serão os beneficiários do Programa Bolsa Família. O calendário segue o número final do Número de Identificação Social (NIS). O dinheiro poderá ser sacado assim que for depositado nas agências da Caixa Econômica Federal, nas lotéricas e nos correspondentes bancários.

Já os trabalhadores informais e desempregados vão ter de esperar dez dias para sacar o valor do beneficio a partir do momento em que for depositado. Os valores serão creditados nas poupanças sociais digitais abertas pela Caixa de forma escalonada a partir do mês de nascimento. O cronograma completo do depósito deve ser divulgado ainda nesta quarta-feira (10).

A Caixa vai divulgar três calendários:

1) datas de pagamento para os beneficiários do Bolsa Família;

2) datas do crédito nas poupanças sociais digitais dos informais;

3) data em que os informais poderão sacar ou transferir o dinheiro para outras contas correntes, sejam na Caixa ou em outros bancos.

Os saques também têm um cronograma de acordo com o mês de nascimento do beneficiário e devem se estender até julho.

Nos dez dias em que não poderá sacar nem transferir, o trabalhador poderá pagar algumas contas, como as de água, luz e telefone; e fazer compras pelo aplicativo do celular, via cartão de débito virtual ou QR Code.

Mais três parcelas

Com o prolongamento da crise sanitária, a equipe econômica sugeriu pagar mais três parcelas do auxílio emergencial, mas reduziu o valor para R$ 300.

A reação contra a redução foi dura. Economistas falam em piora da desigualdade e da crise.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que a redução no valor do auxílio emergencial tem de ser aprovada pelo Congresso. Segundo ele, a lei não permite que o valor seja diminuído pelo governo.

 “O governo tem autorização para renovar a renda emergencial pelo mesmo valor, a lei não permite reduzir o valor. Se o governo for reduzir o valor, precisa encaminhar ao Congresso Nacional uma proposta que será votada com urgência certamente pela Câmara e pelo Senado”, declarou Maia.

Auxílio emergencial saques da 2ª parcela

A Caixa ainda está liberando saques e transferências da 2ª parcela do auxílio emergencial de acordo com o mês de nascimento. Nesta quarta (10), poderão sacar os nascidos em outubro. Já os nascidos em novembro, só poderão sacar no dia 12, sexta-feira, já que quinta-feira (11) é feriado de Corpus Christi.

Os trabalhadores não são obrigados a sacar no dia da liberação. O dinheiro continuará a sua disponível.

Veja o calendário:

30/5: nascidos em janeiro

1º/6: nascidos em fevereiro

2/6: nascidos em março

3/6: nascidos em abril

4/6: nascidos em maio

5/6: nascidos em junho

6/6: nascidos em julho

8/6: nascidos em agosto

9/6: nascidos em setembro

10/6: nascidos em outubro

12/6: nascidos em novembro

13/6: nascidos em dezembro

Têm direito ao saque ou transferência informais, autônomos, microempreendedores individuais e desempregados de baixa renda que receberam a 1º parcela do auxílio emergencial até 30 de abril. Este foi o primeiro grupo a ter o cadastro para receber o benefício aprovado pela Dataprev.

No total, cerca de 60 milhões de trabalhadores e trabalhadoras já tiveram os cadastros aprovados e podem receber as três parcelas do auxílio emergencial: 50,5 milhões são os que estão sacando a segunda parcela, 8,5 milhões receberam a primeira parcela até a semana passada e ainda não sabem quando receberão as outras duas.

Novos pedidos

Até sexta-feira (5), ainda havia 10,2 milhões de pedidos de auxílio emergencial sendo analisados pela Dataprev. Não há previsão de quando essas pessoas irão receber o benefício.

Os trabalhadores podem consultar a situação do benefício pelo aplicativo do auxílio emergencial ou pelo site auxilio.caixa.gov.br.

Fonte: CUT

Movimento sindical pressiona senadores para que água e esgoto não sejam privatizados

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A privatização da água e do esgoto vai acarretar sérios problemas sociais no Brasil, já tão desigual. A previsão de especialistas do setor é que haja aumento no preço das tarifas, piora no atendimento nas pequenas cidades, maior desperdício de água, menos investimento em saneamento e, consequentemente, aumento de doenças como dengue, leptospirose, chikungunya,diarreias e até mesmo do coronavírus (Covid-19), já que a água é necessária para a higienização recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e infectologistas.  

Apesar de todos os problemas que a privatização acarretaria, inclusive com dados internacionais que mostram que muitos países reestatizaram seus serviços de água e esgoto porque simplesmente as tarifas aumentaram e a qualidade do serviço piorou, o governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL) com apoio de parte do Senado quer colocar em pauta novamente a venda de algo tão essencial à vida, como a água.

É por isso que entidades sindicais e da sociedade civil estão reforçando a luta em defesa da água potável e pelo tratamento do esgoto pelo setor público para que a população brasileira tenha direitos básicos preservados. Para isso, iniciaram uma nova pressão sobre os senadores para que digam não ao Projeto de Lei (PL) nº 4162/2019, que pode ser votado a qualquer momento no Congresso Nacional.

O embate desta vez será por meios digitais, já que grande parte do país vive o isolamento social como uma das formas de conter a proliferação do coronavírus(Covid-19). Segundo lideranças sindicais e de movimentos sociais, a luta e mobilização têm como objetivos alertar sobre os impactos do PL sobre toda a  população, mas principalmente junto aos mais pobres e mandar um recado para os representantes do povo no Senado: Diga Não ao PL 4162/2019!

Isso porque em meio a uma crise sanitária que acontece no país, um grupo de senadores e senadoras quer aprovar como medida de urgência o projeto que privatiza o saneamento no Brasil. O argumento é de que o processo de privatização vai ajudar na retomada da economia, além de ampliar o acesso a água e esgoto no país.

Mas, o presidente da Federação Nacional dos Urbanitários (FNU), Pedro Blois, desmente este argumento dizendo que os efeitos do PL, se for aprovado e sancionado pelo governo de Jair Bolsonaro, serão totalmente o contrário e, é por isso, segundo ele, que a mobilização é tão importante.

“A privatização vai precarizar a prestação dos serviços na maior parte das cidades, vai prejudicar a recuperação econômica e aumentar o desemprego, além de ampliar a exclusão social, as desigualdades regionais e ainda não vai garantir o acesso aos serviços, prejudicando a população brasileira, principalmente os mais vulneráveis e mais carentes. E a gente precisa denunciar isso aos quatro cantos do país”, afirmou.

Não é de agora a pressão e mobilização do movimento sindical contra privatização do setor. A mobilização da federação e sindicatos, com apoio de diversas entidades, já acontece há mais de um ano e agora só mudou a forma, contou o secretário Nacional de Saneamento da FNU, Fábio Giori Smarçaro.

É que o texto do PL 4.162 tem origem nas Medidas Provisórias (MP) nº 844 e a nº 868, de 2018 que tinham os mesmo objetivos e foram combatidos pelas entidades, no fim do governo do golpista Michel Temer (MDB-SP) e no início do governo de Bolsonaro.

Depois, influenciado pelos lobistas privados inconformados com as derrotas, em especial a Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (ABCON), o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) apresentou o PL 3.261, de 2019, copiando outra vez, integralmente, o texto da MP 868, que caducou devido a pressão contrária à medida.  

Em 27 de novembro de 2019, o PL 3.261 foi convertido no PL 4.162/2019 e aprovado na Câmara dos Deputados no mês seguinte com pequenas modificações, sendo remetido ao Senado, onde tramita nas Comissões de Meio Ambiente e de Infraestrutura, e a qualquer momento pode ser apreciado e votado pelo plenário da Casa.

“Este PL, na verdade, é mais uma tentativa de atender a pressão da ABCON e criar o monopólio privado do setor, principalmente com o fim dos contratos de programa, no qual extingue a possiblidade de participação das empresas públicas que hoje atende mais de 70% da população no tratamento da água e esgoto”, explica Fábio, que complementou: “Eles só não conseguiram aprovar até agora nenhuma destas medidas porque estamos pressionando de todas as maneiras. Antes com audiências públicas e mobilizações de rua e agora a gente potencializou a luta pelos meios digitais”.

FNUFNUComo são as campanhas da luta contra privatização do saneamento

A federação, sindicatos e diversas organizações, entre elas o Observatório Nacional dos Direitos à Água e ao Saneamento (ONDAS), que compõem o Coletivo Nacional de Saneamento da entidade, estão se organizando nacionalmente se reunindo a distância para planejar ações e fortalecer a luta contra o PL da privatização do setor.

As entidades criaram uma estratégia no WhatsApp em que cada trabalhador da base consegue disparar para os três senadores mensagens que mostram a preocupação com o PL e que pressionam os parlamentares a dizerem não à proposta de privatização.

Entre as mensagens distribuídas, está uma carta aberta mostrando a preocupação com os efeitos do PL, que vai permitir aumentar tarifas, excluir população mais pobre ao acesso de serviços de água e esgoto e ainda pode piorar problema do país, e uma série de cards e banners na defesa das companhias estaduais, que também serão usadas nas redes sociais e nos veículos de comunicação de cada movimento.

Para denunciar os efeito do PL e mostrar como foram ruins as experiências de outros países e de outros estados brasileiros, com a privatização do tratamento da água e do esgoto, as entidades lançaram um manifesto e num abaixo assinado virtual que já está  com quase 10 mil assinaturas contra o projeto de privatização do saneamento. Além de  produzir um vídeo sobre verdades e mentiras sobre o saneamento.

O movimento em defesa do saneamento público também está produzindo e veiculando diversas Lives com diversos cientistas e intelectuais para explicar o perigo da aprovação do PL para toda sociedade e reafirmar que água não é mercadoria.

Além disso, as entidades irão realizar na próxima semana uma plenária nacional digital com aproximadamente 600 pessoas de todo país, com senadores, deputados e lideranças políticas e religiosas que são contra a privatização, para pedir que os senadores e senadoras digam não ao PL. 

“Vamos nos reunir ainda esta semana para decidir horário, dia e a plataforma que iremos usar para realizar esta grande plenária nacional contra a privatização do setor, porque a federação e todo o coletivo não vamos ficar tranquilos enquanto este projeto não for derrotado”, afirma Fábio.

FNUFNU

Campanha em defesa dos trabalhadores do setor

As entidades também vão lançar uma campanha de valorização aos trabalhadores e trabalhadoras do saneamento, que são invisibilizados pelos governos e pela população, que ignoram a importância de cada um  para evitar a proliferação da Covid-19 , e que correm sérios riscos com a privatização.  

“A gente escreveu uma carta aberta à Bolsonaro, que tirou os trabalhadores do saneamento dos serviços essenciais nesta pandemia. Eles são os responsáveis pela água, tão necessária para o combate à doença, e o governo colocou academias e serviços de salão de beleza como essenciais. Fora a invisibilidade dos profissionais, que são tão fundamentais para a saúde da população”, apontou Fábio.

Além disso, conta Pedro, com o processo de privatização, assegurado no PL, praticamente 70% do quadro de trabalhadores do saneamento poderão ser demitidos com o desmonte das companhias estaduais, e com isso vai intensificar a precarização do serviço em todo o país.

“Assim como aconteceu em alguns estados brasileiros e até fora do país, as empresas que participam do processo de privatização demitem pessoas que têm conhecimento e comprometidas com a qualidade do serviço para terceirizar, explorar e baratear os custos com o objetivo de lucrar cada vez mais”, explica.

“Não podemos permitir, vamos juntar todas as forças para protegê-los e evitar que a sociedade viva mais este golpe contra seus direitos”, finalizou Pedro.

Outros apoios

Para o deputado federal, Afonso Florence (PT-BA), articulador na Câmara para barrar o PL, a pressão dos movimentos sociais, sindicais e da sociedade civil foi fundamental para conseguir barrar as MP 844/19 e 868/19 e, segundo ele, para derrotar o PL 4162/19  só será possível com a repetição de uma grande mobilização social.

Ele ainda reforça que com este projeto será a população da periferia das grandes cidades, da zona rural e do semiárido que será atingida pela aumento de tarifas decorrente da extinção do subsídio cruzado, que são as contribuições de municípios maiores para os menores, e o consequente desabastecimento.

“É fundamental derrotamos esse PL, porque a privatização da água levará à majoração das tarefas de do serviço de água e esgoto nas cidades. E, nas periferias, zonas rurais e no semiárido levará à falta d’água”, afirma o parlamentar que também está articulando no Senado o combate ao PL .

Sobre a Lei atual a mudança por interesses privados e o que deve ser feito

Para o Membro do Conselho de ONDAS e ex-secretário Nacional de Saneamento no governo Lula, Abelardo Oliveira, os entraves do saneamento básico no Brasil não se relacionam com a necessidade de se alterar o marco regulatório do saneamento (lei 11.445/2007), e sim uma nova tentativa monopolizar o setor à iniciativa privada.

Na verdade, segundo ele, o setor privado é incompetente para utilizar os dispositivos legais existentes (Leis 8.987/95, que dispõe sobre o regime de concessão e permissão da prestação de serviços públicos previsto no art. 175 da Constituição Federal, e 11.079/04, que instituiu normas gerais para licitação e contratação de parceria público-privada – PPP).

Abelardo cita exemplo de Manaus, que após 20 anos de gestão privada, tem uma cobertura de coleta de esgoto de apenas 12,5% (destes, apenas 30% são tratados) e mais de 600 mil pessoas não têm acesso à água.

Segundo o ranking de 2020 do Instituto Trata Brasil, o município de Manaus – 6° maior município brasileiro –está entre os cinco piores do Brasil.

“A aprovação deste PL de privatização não vai mudar a situação do saneamento do país para melhor, pelo contrário. A gente vai ver a situação de Manaus se repetir e deixar milhares de pessoas sem este direito fundamental do saneamento”, afirma.

E segundo Abelardo, além de outras ações, é necessário a integração do saneamento básico com outras políticas públicas, como habitação, saúde, recursos hídricos, meio ambiente e planejamento territorial urbano. Além de revogar a Emenda Constitucional 95, que limitou investimentos em políticas básicas por 20 anos.

“Em nenhum outro país, os serviços foram universalizados sem que houvesse aporte de recursos públicos do Tesouro e esta alteração na Constituição engessa o Estado para investir. E no Brasil, diferentemente de outros países, o Estado dispõe-se de fundos que financiam os investimentos para o saneamento, e por isso é fundamental mostrar para toda a sociedade que é possível sim manter estes bens tão preciosos no setor público”, finaliza Alberto.

Fonte: CUT

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