Veja quais são seus direitos trabalhistas em época de pandemia

No Brasil, além dos riscos de contrair o novo coronavírus (Covid-19), ver parentes ou amigos morrendo vitimados pela doença, os trabalhadores e trabalhadoras podem, ainda, ter o contrato de trabalho suspenso e ficar sem salário, ter redução de jornada e salário e dificuldade para sustentar a família durante a pandemia.

Tudo isso porque a saída encontrada pelo governo de Jair Bolsonaro para enfrentar a Covid-19 foi editar as Medidas Provisórias  (MPs) nº 927/2020 e nº 936/2020, que tiram direitos dos trabalhadores, que ainda nem sabem os direitos que ainda estão valendo, tamanha é a abrangência das duas MPs.

Para esclarecer quais os direitos trabalhistas foram mantidos, o Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho (Sinait) e a Comissão Técnica /Covid-19/Sinait elaboraram uma cartilha na forma de perguntas e respostas, com esclarecimentos sobre as novas regras para o mercado de trabalho, que está sendo fortemente atingido pela crise econômica agravada pela pandemia do coronavírus.

Na cartilha, os trabalhadores podem tirar dúvidas de como ficam seus direitos com a MP nº 927, que discorre, entre outras medidas, sobre o Teletrabalho, se a empresa tem obrigação ou não de pagar o vale transporte e o vale refeição, entre outros benefícios, como:

– Direito às férias individuais e coletivas;

– Banco de Horas;

– Segurança e Saúde do Trabalho;

– Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS);

– Rescisão de Contrato de Trabalho;

– Licença Remunerada;

– Prorrogação de convenção coletiva e;

– Esclarecimentos dedicados somente aos profissionais de saúde, cujo trabalho tem sido essencial no combate à pandemia.

Sobre a Medida Provisória (nº 936/2020), que permite a redução proporcional da jornada de trabalho e de salário do trabalhador, a cartilha explica em 23 itens como ficam os acordos individuais e coletivos, os prazos, os cálculos, a contribuição previdenciária e a situação dos estagiários, entre outras alterações feitas na legislação que valerão durante e depois da pandemia da Covid 19.

O Sinait reforça que, apesar do acordo individual para suspender contrato de trabalho estar autorizado pela MP, a medida fere a Constituição Federal. Esse item, inclusive, já foi motivo de decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski,  na última segunda-feira ( 6). Segundo o ministro, os acordos de redução de salário e jornada de funcionários de empresas privadas apenas terão validade após a manifestação de sindicatos dos trabalhadores.

A cartilha foi elaborada pelo Auditor Fiscal do Trabalho, Luis Alves de Freitas Lima, graduado em Direito e em Administração de Empresas, especialista em Direito do Trabalho e Processo Trabalhista e Professor Universitário nas áreas de Direito e Recursos Humanos (RH).

Confira abaixo a cartilha elaborada pelo Sinait

 

 

Fonte: CUT

Presidente da CNTE grava vídeo para pressionar o governador de Minas Gerais a pagar em dia os profissionais da educação

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O governador de Minas Gerais, Romeu Zema vem utilizando recursos da Educação para o pagamento integral de outras categorias igualmente importantes, sem oferecer aos trabalhadores em educação nenhuma previsão de quando poderá remunerá-los. De acordo com o Sindiute-MG, até o momento, mais de 40 mil trabalhadores e trabalhadoras em educação sequer receberam o 13º salário de 2019.

Em mensagem de vídeo, direcionada ao Sindiute-MG e a toda a categoria, o presidente da CNTE, Heleno Araújo, avalia: “É inaceitável essa postura do governador Zema de colocar o pagamento dos salários dos profissionais da educação sem previsão de data. Não foi alterado o repasse a cada 10 dias dos recursos do Fundeb para o governo do estado”. Para ele, estamos numa quarentena, em casa, mas é possível sim fazer a mobilização virtual necessária para que o governo cumpra a lei e pague os salários dos profissionais da educação em dia: “Isso é fundamental e importante. Por isso contem conosco da CNTE”.

> Clique aqui para acessar o vídeo na íntegra 

Fonte: CNTE

DIEESE: O avanço da Covid-19 e as medidas para a flexibilização do regime estatutário no setor público

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Na Nota Técnica 233, sobre o avanço da Covid-19 e as medidas para a flexibilização do regime estatutário no setor público, o DIEESE aborda projeto para reduzir salário dos servidores durante a crise do coronavírus, além de outras proposituras que ameaçam as garantias do trabalho no funcionalismo. A entidade alerta: em vez de penalizar trabalhadores, governo deveria reduzir austeridade e as taxas de juros, realizar a reforma tributária e acelerar e ampliar renda básica.

Confira a nota na íntegra.

Fonte: CNTE

CUT lança campanha Defender o SUS é Defender a Vida neste Dia Mundial da Saúde

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No momento em que o mundo todo está passando por enormes desafios para enfrentar a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), e fica claro que não é o setor privado e nem os planos de saúde que vão arcar com todos os custos do atendimento à população, é de fundamental importância defender o Sistema Único da Saúde (SUS), a vida dos trabalhadores e das trabalhadoras da saúde e de toda população.

Esta afirmação foi da secretária Nacional da Saúde do Trabalhador da CUT, Madalena Margarida da Silva, que está à frente da campanha Defender o SUS é Defender a Vida que a CUT lança nesta terça-feira (7), no Dia Mundial da Saúde.

“Na verdade a campanha é uma proposta antiga, que estava no nosso planejamento e que pelos sucessivos golpes que a classe trabalhadora vem sofrendo agravada pela pandemia a gente executou agora. Com isso, poderemos gritar para o mundo a necessidade do fortalecimento do sistema público de saúde capaz de acolher as pessoas em situações como esta pandemia e em qualquer outro momento com equidade, universalidade e a integralidade”, afirmou Madalena.

Segundo a sindicalista, defender o SUS é defender o sistema público de saúde, que garante a todos os trabalhadores e todas as trabalhadoras, formais e informais, o acesso à saúde.

“O sus é a materialização do papel do estado que tem que garantir, não só as questões econômicas, mas também as questões voltadas para a atenção a saúde que garanta integridade física e emocional das pessoas e dos trabalhadores e das trabalhadoras da saúde”, afirmou Madalena.

Dar visibilidade ao Dia Mundial da Saúde, sensibilizar a classe trabalhadora e a população para a importância do SUS e da valorização dos trabalhadores da saúde em todos os níveis de assistências e fortalecer o controle social do sistema são os principais objetivos da campanha, que acontecerá em três fases: a curto, médio e longo prazo.

Para a Secretária-Geral da CUT, Carmen Foro, é de máxima importância esta campanha, porque segundo ela, a missão da Central é defender a vida dos trabalhadores e dos trabalhadores.

“Lançar uma campanha neste momento é chamar atenção a este patrimônio nosso que são os trabalhadores e as trabalhadoras, e lógico, o SUS que é de fundamental importância”, afirmou.

“Nesse sentido a CUT recupera o seu papel, também pedimos aos nossos sindicatos que reforcem essa mobilização da importância do SUS para vida do povo brasileiro em todos os cantos deste país”, ressaltou Carmen.

Madalena também ressaltou a importância da participação da CUT nos estados para a campanha ser um sucesso e disse que não é uma campanha vertical e sim uma campanha que pretende interagir com movimento sindical e para toda sociedade.

“Eu entendo que a campanha só terá respaldo na sociedade se as CUTs estaduais assumirem a campanha e isso tem acontecido. Os secretários e as secretarias de saúde do trabalhador da CUT nos estados estão bem conectadas com a nossa proposta, inclusive em alguns estados já haviam pensado e conversado neste sentido, portanto é uma campanha feita coletivamente e solidariamente, assim como o momento exige”, frisou.

“Além disso, é importante dizer também que há necessidade de contar com o apoio dos nossos parceiros, como as centrais sindicais, movimento populares e organizações científicas para que possam dar suas contribuições nesta mensagem que precisa chegar à todos brasileiros”, ressaltou Madalena.

Madalena falou reforçou dizendo que que a campanha também terá a parte de proximidade física, o que impede de acontecer agora. Mas segundo ela, no planejamento se pretende também interagir com a sociedade em alguma fase da campanha.

História do SUS

A história do Sistema Único da Saúde começou antes mesmo de 1988, quando foi criado pela Constituição Federal, que que determina que é dever do Estado garantir saúde a toda a população brasileira.

O movimento sanitarista – médicos, profissionais da saúde e a comunidade organizada – nos anos 70 e 80 se engajaram na luta por um sistema público para solucionar os problemas encontrados no atendimento da população defendendo o direito universal à saúde.

“A universalidade do SUS é a coisa mais bonita que podemos imaginar numa política pública, porque ela está em todos os lugares desde os tratamentos de alta complexidade, mas também na questão do dia a dia, como vacinas, vigilância sanitária e a vigilância em saúde”, explicou Madalena.

Para Madalena, o SUS é um patrimônio imaterial da humanidade, um dos maiores sistema público e universal de saúde do mundo e tem como princípio a garantia de acesso a todos os cidadãos.

“Portanto, defender o SUS significa defender possibilitar o acesso de milhões de brasileiros aos serviços de saúde e garantir o direito humano a vida, com respeito e cidadania”, ressaltou.

Os principios do SUS:

  • Ele é universal, pois atende a todos sem cobrar nada, independente de raça ou condição social.
  • Integral, pois trata a saúde como um todo com ações que, ao mesmo tempo, pensam no indivíduo sem esquecer da comunidade.
  • Garante equidade, pois oferece os recursos de saúde de acordo com as necessidades de cada um e tem como objetivo diminuir a desigualdade.
  • O SUS é administrado de forma tripartite, ou seja, o financiamento é uma responsabilidade comum dos três níveis de governo – federal, estadual e municipal.

Controle Social

O Controle social é a participação da sociedade no dia-a-dia do sistema.

Por isso existem os Conselhos e as Conferências de Saúde, que visam formular estratégias, controlar e avaliar a execução da política de saúde, envolvendo gestores do serviço, trabalhadores e usuários do serviço de saúde.

A CUT representa os trabalhadores e as trabalhadoras no Conselho Nacional de Saúde, nos estados e municípios, atuando na defesa intransigente do SUS, no fortalecimento de seu financiamento, da valorização do serviço público e dos trabalhadores da saúde, na fiscalização, na formulação de políticas na área da saúde e na gestão do sistema, assegurado pela Constituição Federal de 1988.

Trabalhadores e trabalhadoras da saúde

Segundo Madalena, a razão principal da existência da CUT é a defesa dos trabalhadores e trabalhadoras de todos os ramos, mas ela afirma que defender a categoria de trabalhadores da saúde neste momento é de fundamental importância “porque são eles que estão na linha de frente para acolher as pessoas adoecidas pelo COVID-19”.

Para a sindicalista, quando se diz os trabalhadores e as trabalhadoras da saúde não são só os médicos e enfermeiros e sim todos os profissionais ligados a saúde, como o maqueiro, os que higienizam os locais de trabalho, os que ficam na cozinha, garantindo as dietas dos pacientes coordenados por nutricionistas.

“Muitas vezes até sem proteção estes trabalhadores arriscam suas vidas para proteger a vida de outras pessoas, que na maioria das vezes nem sabem quem são”, contou Madalena.

Homenagem aos trabalhadores e trabalhadoras da saúde

No mesmo dia, a partir das 20H30, acontecerá uma homenagem aos trabalhadores e trabalhadoras da saúde nas janelas em todo país.

“Diversas organizações, entre elas a CUT, estão preparando um grande aplauso para os trabalhadores e as trabalhadoras da saúde que, heroicamente, mesmo faltando equipamento e com toda adversidade não deixam de atender a população, em especial a população mais pobre”, afirmou o presidente da CUT, Sérgio Nobre.

“Então vá para as janelas da sua casa, do seu apartamento, dar um grande aplauso merecido a área da saúde”, convocou.

Objetivos da campanha

Madalena, que já explicou que a campanha não será exclusiva neste momento de pandemia do novo coronavírus, deixou bem claro o que ela deseja ao fim desta campanha.

– que os brasileiros e brasileiras compreendam o papel importante do SUS;

– que os trabalhadores e trabalhadoras da saúde tenham seus trabalhos valorizados, com salários e condições dignas de trabalho e com o fortalecimento da carreira;

– que o movimento sindical amplie e valorize ainda mais a luta em defesa do SUS e contra qualquer forma de privatização que este governo está tentando fazer;

– que a Emenda Constitucional 95, que o ex-presidente Michel Temer (MDB-SP) editou e que limitou os investimento na saúde por 20 anos e que impossibilita o fortalecimento do SUS seja revogada;

– que o controle social do SUS saia mais fortalecido e que as pessoas entendam o papel dos Conselhos da Saúde;

– que as instituições de ensino e pesquisa e produção de insumos para atender a assistência à saúde sejam fortalecidos.

Fonte: CUT

Confira como se inscrever no CadÚnico para receber o auxilio de R$ 600

Só nesta terça-feira (7), mais de oito dias depois da aprovação pelo Congresso Nacional do Programa de Auxílio Emergencial de R$ 600,00 para os informais e microempreendedores individuais, o governo lançou o aplicativo Caixa Auxílio Emergencial para os trabalhadores e trabalhadoras sem carteira assinada que não estão no Cadastro Único (CadÚnico) se inscreverem para receber o benefício.

Mas ainda não há previsão de quando esses trabalhadores começarão a receber. Confira no final do texto o passo a passo para se inscrever.

O pagamento do Auxílio Emergencial de R$ 600,00, que pode chegar a R$ 1.200,00 por família e tem como objetivo proteger os trabalhadores informais durante o enfrentamento à pandemia do novo coronavírus (Covid-19), deve começar nesta quinta-feira (9).

Mas, só receberão nesta primeira etapa os informais que estão inscritos no programa Bolsa Família ou no Cadastro Único (CadÚnico), conjunto de informações sobre as famílias brasileiras em situação de extrema pobreza utilizadas pelo governo federal e pelos estados e municípios para implementação de políticas públicas de transferência de renda ou tarifas sociais de energia.

O governo diz que depende da base de dados para começar a realizar os pagamentos, o problema é que, segundo o Instituto Brasileiro de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), 11 milhões de pessoas (18% do total de possíveis beneficiários) não estão no Cadastro Único do governo e podem demorar ainda uma semana ou mais para poderem receber, critica a técnica da subseção do Dieese da CUT, Adriana Marcolino. Segundo ela, o governo demora para apresentar as soluções efetivas para todos os que dependem do programas de renda emergencial neste momento.

A demora em efetivar os pagamentos é um crime contra a população mais pobre, é um crime contra a garantia da segurança alimentar,  um direito social previstos na constituição.

– Adriana Marcolino

“Em algumas cidades brasileiras já entramos na 4ª semana de isolamento social e como temos uma economia fortemente dominada pela informalidade, fruto da política implementada no último período, não pagar imediatamente essa renda básica emergencial significa condenar à fome e a desnutrição  milhões de pessoas, crianças, idosos. É a política do caos, do genocídio da população pobre”, diz.

Confira abaixo o passo a passo para se inscrever no CadÚnico:

  1. Clique no link: https://auxilio.caixa.gov.br
  2. Confirmem as opções que estão dentro das características exigidas pelo governo, ou seja, o que é o programa, quem tem direito a receber, qual a renda máxima de quem está aptro a receber etc.
  3. Volte para a parte superior direita do site e clique em “realize a sua solicitação”.
  4. Clique nos dois quadradinhos onde estão escritos

a) Declaro que li e tenho ciência que me enquadro em todas as condições acima; e

b) Autorizo o acesso e uso dos meus dados para validar as informações acima.

5. Preencham seus dados: nome, CPF, data de nascimento e nome da mãe.

6. Caso você já esteja cadastrado no CadÚnico vai aparecer a seguinte mensagem: “você está no cadastro único do governo federal. As condições de recebimento do auxílio emergencial serão avaliados com os seus dedos do Cadastro único. Aí é aguardar liberar o app.”

7. Caso você não esteja cadastro no CadÚnico, será aberta automaticamente uma página pra você colocar os dados.

Daí é só preencher tudo que for pedido e aguardar o processamento dos dados e análise.

Fonte: CUT

Solidariedade se multiplica e vira aliada no combate ao coronavírus no DF

 

Em tempos de pandemia de coronavírus (COVID-19), muitas pessoas têm encontrado na assistência, no amparo e no carinho ao próximo, os instrumentos de combate a esse vírus que assola o mundo inteiro.

É o caso de Luiz Carlos Correia de Jesus, 37, professor de química no Centro educacional Incra 09 de Ceilândia. Comovido com os problemas causados pela COVID-19, Luiz resolveu realizar uma grande campanha solidária para arrecadar Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), alimentos para famílias em vulnerabilidade social e agasalhos.

Luiz explica que toda a campanha começou ao descobrir que alguns postos de saúde de Ceilândia já estavam precisando de produtos essenciais. Após criar uma grande rede de solidariedade e encorajar familiares, amigos e vizinhos a contribuírem, os postos de saúde 08 E 11 de Ceilândia receberam doações de EPIs.

Até o fechamento desta matéria, 16 famÍlias já haviam sido contempladas com doações de cestas básicas e a perspectiva,agora, é ajudar outras 50 nas cidades de Ceilândia, Cidade Estrutural, Recanto das Emas.

Luiz conta com orgulho sobre sua trajetória. Antes de ser professor, foi catador de lixo, ajudante geral e deu aula em cursinhos preparatórios comunitários. segundo ele, o gosto em ajudar pessoas surgiu naturalmente, porque durante momentos difíceis de sua vida ele também recebeu ajuda.

“Atribuo todas as conquistas positivas que tivemos, primeiramente, a Deus, que nos ensinou que precisamos amar o próximo com a nós mesmos. E também a minha mãe, que durante minha criação sempre dizia que ‘se a dor do outro não te causar dor, a sua doença é pior que a dele’. E eu sei que a fome dói. Por isso, gosto de ajudar.
Vivemos em comunidade e devemos nos ajudar, principalmente, em um momento tão difícil como o que vivemos. Vamos partilhar amor, esperança e solidariedade”, afirmou.

Luiz concluiu afirmando que campanha solidária continuará firme e agradeceu a todos parceiros(as) que somaram nesta iniciativa.

Agradecimentos:

Ananza, Aurea Machado, Renata, Glaúcia, Ieda, Rosa, Leda, Jaqueline, Fernanda, Beatriz, Edson, Isaias, Wallace, Eduardo, Débora, Vera, Elisa, Lucilane, Sônia Lima e Natasha.

Brasil já tem 11.298 casos confirmados e 489 mortes por Covid-19

O número de pessoas infectadas pelo novo coronavírus (Covid-19) no Brasil acelera e já chega a 11.298 casos e 489 mortes. A letalidade é de 4,4%, ou seja, quatro entre cada 100 pessoas contaminadas morrem. Em todo o mundo, são 1.289.380 casos confirmados e 70.590 mortes, a maioria na Europa, segundo a Universidade Johns Hopkins University (JHU), dos EUA.

De acordo com balanço das secretarias estaduais de Saúde feito às 8h40 desta segunda-feira (6), apenas dois estados ainda não registraram mortes: Acre e Tocantins. Neste domingo (5), o Brasil teve menos casos confirmados e menos mortes em comparação aos números registrados no sábado (4) – foram 54 óbitos e 852 casos nas últimas 24 horas. Foi a primeira vez desde o dia 30 de março que o aumento de casos ficou abaixo de 1.000, de acordo com o Ministério da Saúde.

São Paulo continua liderando o número de casos confirmados (4.620) e óbitos (275). Em seguida vem o Rio de Janeiro, com 1.394 casos e 64 mortes. O Ceará vem em terceiro lugar, com 976 casos e 26 óbitos.

O ministério alerta que o número real de casos pode ser maior, já que são testados apenas os casos graves de pacientes internados em hospitais.

Nesta segunda-feira (6), o Pará registrou mais casos e a segunda morte pela doença. A vítima foi uma mulher de 50 anos que morava em Belém.

FAVELAS DO RIO

A favela da Rocinha registrou os primeiros casos de pessoas contaminadas com a Covid-19 no último domingo: quatro, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde. No Vigário Geral foram mais 2 casos, Cidade de Deus (1), Complexo do Alemão (1).

Na cidade do Rio de Janeiro, os bairros que concentram a maioria dos registros são Barra da Tijuca (102), Leblon (61), Copacabana (53) e Ipanema (24).

COVID – 19 NO MUNDO

Os EUA se preparam para o momento mais crítico da pandemia. O porta-voz de saúde, Jerome Adams, prevê que esta semana o país viverá o momento “Pearl Harbor (ataque japonês à base americana em 1941) ou o 11 de Setembro” da epidemia.

Nos últimos dias, os EUA bateram recorde mundial de mortes em decorrência do novo coronavírus.

A Espanha manteve nesta segunda-feira a tendência de redução na taxa de crescimento da pandemia, com 637 mortes em 24 horas, o menor número em um único dia desde 24 de março.

Na Itália, os dados mostraram neste domingo (5) que a situação se estabilizou e os contágios passaram para 4.316, quase 500 a menos do que o registrado no dia anterior.

Fonte: CUT

Companhias aéreas coagem trabalhadores a fazer acordos sem negociação com sindicato

As duas medidas provisórias editadas pelo governo de Jair Bolsonaro em vigor durante o período de isolamento social para conter a disseminação do novo coronavírus (Covid-19), estão sendo usadas por algumas empresas para coagir trabalhadores e trabalhadoras a fazer acordos sem negociação de seus sindicatos.

A denúncia é do Sindicato Nacional dos Aeroviários (SNA) que vem recebendo inúmeras queixas de trabalhadores de todos os aeroportos do país dizendo que estão sendo coagidos pela direção das empresas aéreas para que assinem acordos sem qualquer mediação do sindicato.

Além da redução dos salários, essas propostas não incluem previsão de pagamento para benefícios como vale alimentação e vale refeição, critica a direção do SNA.

As armas das empresas para tirar direitos são duas medidas provisórias editadas pelo governo Bolsonaro. Uma delas, a Medida Provisória (MP) 936/2020, editada no último dia 2, batizada de Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda, autoriza os patrões a reduzirem a jornada e os salários dos trabalhadores e trabalhadoras, inclusive as domésticas com carteira assinada, em 25%, 50% e até 70%, por até três meses, além de suspender os contratos de trabalho por até dois meses. Em troca, os trabalhadores poderão receber parte do seguro-desemprego e estabilidade temporária. Essa medida só beneficia de fato quem ganha até um salário mínimo. Todos os outros trabalhadores serão prejudicados com redução da renda.

A justificativa do governo é que a 936 é uma complementação da MP 927/2020 e tem como objetivo auxiliar as empresas a enfrentarem a crise econômica instalada em razão da pandemia. A 927 era pior, não previa sequer a compensação financeira mínima a quem tivesse jornada reduzida ou contratos de trabalho suspensos e Bolsonaro foi obrigado a recuar após muita pressão da CUT, demais centrais e parlamentares.

Atuação da SNA

Segundo o departamento jurídico do SNA, essas MPs são inconstitucionais e precisam ser revistas. No Supremo Tribunal Federal (STF) já tem duas ações de inconstitucionalidade contra a redução de salários prevista na MP 936. Uma foi apresentada por dois senadores – Randolfe Rodrigues (AP) e Fabiano Contarato (ES), da Rede Sustentabilidade – e outra dos partidos de esquerda, como o PT.

Apesar de o momento da economia mundial ser crítico, trabalhadores e trabalhadoras não devem arcar com prejuízos de maneira unilateral, sem manter condições mínimas para o sustento de suas famílias, reforça os advogados da SNA.

Ações adotadas pelo SNA durante pandemia do Covid-19

Segundo Álvaro Quintão, advogado responsável pelo Departamento Jurídico do SNA, o Sindicato está ajuizando ações contra as companhias aéreas e algumas já foram denunciadas ao Ministério Público do Trabalho (MPT). “Esta entidade não vai aceitar que aeroviários e aeroviárias sejam coagidos a aceitar acordos inconstitucionais”, declara.

A direção do SNA também vai denunciar todas as empresas aéreas e prestadoras de serviços que demitirem funcionários e pedirem subsídio ao governo para enfrentar a crise da pandemia Covid-19. Selma Balbino, diretora do Sindicato, informa que já há relatos de dispensa na ProAir, Swissport e Azul.

A direção do SNA pede que profissionais da aviação civil denunciem casos de coação e demissões pelo e-mail atendimento@sna.org.br, para que a assessoria jurídica do Sindicato possa adotar as medidas necessárias. A identidade do trabalhador será preservada. Não deixe também de procurar o representante sindical de sua base para pedir as devidas orientações. Alguns contatos podem ser encontrados no link Subsedes do SNA.

Com informações da Agência Amora. 

FAKE NEWS: EMPRESÁRIA SE PASSA POR PROFESSORA

Não é de hoje que o então presidente da república Jair Bolsonaro, utiliza das suas contas oficiais para a disseminação de notícias falsas. Desta vez, o episódio ocorreu na portaria do Palácio do Planalto, onde uma suposta “professora”, contrariando todas as decisões e recomendações feitas pelos órgãos de saúde, diz estar lesada pela decisão do decreto que prorroga a suspensão das aulas até o dia 31 de maio.

Após a circulação do vídeo, foi descoberto que a suposta professora, era na verdade,  empresária na capital, e não  professora da rede privada como havia se identificado na portaria do Planalto. O vídeo postado ontem (2), pela manhã, no Instagram do presidente, mostra a mulher chorando e com palavras de ordem para a normalização do sistema em meio aos crescentes números de contaminação no novo Coronavírus. 

Mas, veículos de comunicação da cidade, apuraram informações e descobriram que na realidade, a mulher que aparece no vídeo, se declara professora porque oferecia cursos de caligrafia. No entanto, para os professores(a) da educação básica pública e para à academia, professor(a) é o detentor de um curso de licenciatura. 

Brasil tem mais de 8 mil casos de Covid-19. Mundo tem mais de um milhão

O número de casos confirmados de pessoas infectadas pelo novo coronavírus (Covid-19) em todo o mundo chegou a 1.039.166 na manhã desta sexta-feira (3). Mais de 55 mil morreram vítimas da doença. Os dados são da Universidade Johns Hopkins (UJH), que analisa os registros feitos nos 181 países afetados pela pandemia.

No Brasil são 8.076 casos confirmados e 329 mortes, segundo levantamento das secretárias estaduais de Saúde divulgado às 10h desta sexta-feira. No balanço do Ministério da Saúde divulgado desta quinta (2), o total era de 7.910 casos confirmados e 299 mortes, segundo dados do Ministério da Saúde.

Os casos ainda podem ser maiores porque o Brasil ainda não conseguiu fazer testes em massa seguindo a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). O Ministério da Saúde afirma que já foram distribuídos 54 mil testes para os Estados, mas que não sabe quantos foram de fato realizados até agora.

O estado mais afetado pela pandemia é São Paulo, com 3.506 casos confirmados e 188 mortes, em seguida vem Rio de Janeiro, com 922, Ceará 550, Distrito Federal 370, Bahia 297, Paraná 253, Rio Grande do Sul 334, Santa Catarina com 247 e Maranhão 81.

Mato Grosso registrou a primeira morte nesta sexta-feira. A vítima era um homem de 54 anos, que foi internado no dia 29 de março, que era hipertenso e diabético.

A Bahia também confirmou uma morte por coronavírus nesta manhã e com isso o estado já tem quatro vítimas fatais pela doença.

Na manhã desta sexta, o município de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, divulgou a primeira morte pela Covid-19. Em pelo menos seis comunidades do Rio de Janeiro já foram confirmados casos de coronavírus, entre elas estão Manguinhos, Complexo do Alemão, Vidigal, Madureira e Mangueira.

MUNDO

Os Estados Unidos registraram 1.169 mortes por nas últimas 24 horas, um triste recorde mundial que eleva o total de vítimas no país para 6.058, e mais de 245.000 pessoas contraíram o vírus nos no país, liderando também o número de casos confirmados em todo o mundo.

A Espanha superou a Itália em número de pessoas contaminadas, e tem ao menos 10.935 óbitos confirmados desde o início da crise até esta sexta-feira. Só na Europa já tem mais da metade das pessoas infectadas em todo o mundo. Os países com mais casos são, Estados Unidos com 236.339 casos, Itália 115.242, Espanha 110.238, Alemanha — 84.600, China — 82.432, França — 59.929, Irã — 50.468, Reino Unido — 34.164, Suíça — 18.827, Turquia — 18.135 casos

Entretanto, o número de casos pode ser bem maior porque nem todos são diagnosticados. Por isso, a Organização Mundial de Saúde (OMS) tem reforçado a necessidade de testar o máximo de pessoas possível.

Fonte: CUT

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