Projeto A Escola no Cinema levará 6 mil estudantes da Rede Pública do DF gratuitamente ao cinema

Depois de levar mais de 5 mil estudantes ao cinema no ano passado, o projeto A Escola no Cinema: Luz, Câmera, Educação! abre inscrições para sua segunda edição. Com o objetivo de possibilitar que jovens de baixa renda tenham acesso à sétima arte, a iniciativa oferece sessões gratuitas de filmes nacionais de gêneros variados para estudantes da Rede Pública do Distrito Federal, do ensino infantil, fundamental, médio e da Educação de Jovens e Adultos (EJA). São 6.030 vagas e, para participar, os(as) professores(as) e diretores(as) devem se inscrever pelo site www.aescolanocinema.com.br/2020 no período de 20 de janeiro a 1º de março.

A maioria das regiões administrativas do DF ainda não possui salas de cinema e A Escola no Cinema é uma oportunidade para diversos estudantes vivenciarem a experiência de assistir um filme brasileiro e de qualidade na telona pela primeira vez. Nesta edição, podem se inscrever escolas públicas de Taguatinga, Ceilândia, Recanto das Emas, Santa Maria, Varjão, Cidade Estrutural, São Sebastião, Sobradinho I, Sobradinho II, Planaltina, Cruzeiro, Guará I, Guará II, Núcleo Bandeirante, Candangolândia, Brazlândia, Gama, Samambaia, Itapoã, Paranoá, Jardim Botânico, Riacho Fundo I, Riacho Fundo II, Vicente Pires, Águas Claras/Areal e Plano Piloto. 15% das vagas são reservadas para escolas da área rural e escolas de ensino especial.

As escolas selecionadas devem formar grupos de 90 estudantes da mesma faixa etária: de 4 a 6 anos, de 7 a 9 anos, de 10 a 12 anos e a partir de 13 anos. As salas contam com acessibilidade para cadeirantes e monitores para acompanhar espectadores(as) com necessidades especiais. A curadoria prioriza obras exibidas fora do circuito comercial com conteúdos que possam ser trabalhados em sala de aula de acordo com cada etapa do ensino. As atividades estão contidas nos folders que serão entregues aos estudantes e professores(as) após cada sessão.

Entre os longas exibidos está a elogiada animação “Tito e os Pássaros”, sobre um garoto que, ao lado de seu pai, descobre que o canto dos pássaros pode curar uma doença conhecida como O Surto, altamente contagiosa, que tem paralisado pessoas ao redor do mundo. Dirigida por Gustavo Steinberg, André Catoto e Gabriel Bitar, recebeu uma indicação ao Annie Award, o mais importante prêmio de animação do cinema.

Sucesso entre a garotada, “Peixonauta – O Filme”, de Célia Catunda e Kiko Mistrorigo, conta a história de um peixe que consegue ficar fora d’água graças a um traje espacial e, junto com seus amigos, se torna um verdadeiro detetive desvendando mistérios do Parque das Árvores Felizes. Dos mesmos diretores, “Gemini 8” traz Marco, um garoto que vai parar em outro planeta e procura um meio de voltar à Terra.

Com imagens deslumbrantes da Floresta Amazônica, “Tainá 3 – A Origem”, dirigido por Rosane Svartman, mostra o encontro da indiazinha Tainá, protagonista dos dois longas-metragens anteriores, com o pagé Tigê, até seu crescimento, quando se torna uma verdadeira guardiã da floresta.

Já “O Outro Lado do Paraíso”, de André Ristum, conta a história de Antonio, um batalhador pai de família que vai para Brasília sonhando com oportunidades e melhores condições de vida para toda a família.

A programação conta ainda com curtas-metragens, como “A Piscina de Caíque”, de Raphael Gustavo da Silva; “Eric Acorde”, de  Telmo Carvalho;  “Lá do Alto”, de Luciano Vidigal; “Caminho dos Gigantes”, de Alois Di Leo;  e “Vida Maria”, de Marcio Ramos.

A Escola no Cinema: Luz, Câmera, Educação!  é realizado pela Associação dos Amigos do Cinema e da Cultura com emenda parlamentar (MROSC nº 49/2019) e conta com o apoio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal.

 

Serviço
A Escola no Cinema: Luz, Câmera, Educação!

Inscrições gratuitas de 20 de janeiro a 1º de março

Informações:  https://aescolanocinema.com.br/2020/

 

Informações para a imprensa: 61 9 9939-2535 – Rosane Amaral

Estudante do IFB ganha bolsa de estudos nos EUA

Apesar dos desafios enfrentados, a educação pública coleciona casos de sucesso. Esta semana,  um estudante do Instituto Federal de Brasilia foi um dos três brasileiros selecionados para estudar em um programa de engenharia aeroespacial nos Estados Unidos. Wanghley Soares, de 17, mora em Samambaia e cursa informática no IFB.

Por duas semanas, o estudante acompanhará aulas na National Flight Academy, pelo programa de Engenharia da Delta Airlines. A viagem para a cidade de Pensacola, na Flórida, está prevista para junho, e durante o período de imersão,  focará nas áreas de ciência, tecnologia e engenharia. Além disso, desenvolverá noções de matemática e aspectos da aviação, como a criação de planos de voo, manutenção de aeronaves, aerodinâmica, meteorologia e comunicação.

Wanghley está trabalhando em um protótipo para o controle automático de aeronaves, sem a necessidade do comando de pilotos. “Hoje o avião não consegue realizar decolagens e pousos de forma automática, apenas durante o voo. Por isso, pesquiso meios de controle de aterrissagem por inteligência artificial e computação”, explica.

Segundo Wanghley o segredo para o sucesso é, sem dúvidas, o estudo. Ele dedica cerca de 14 horas por dia ao aprendizado. “Pratico muito exercícios e faço simulações. Uso a computação para estudar”

Entre os critérios de seleção para estudar engenharia aeroespacial nos EUA, era necessário ser estudante do ensino médio, ex-aluno de um programa de impacto social da Junior Achievement (JA), além de ter bom desempenho acadêmico e fluência em inglês.

Wanghley conta que durante o processo seletivo escreveu uma redação em inglês sobre o que faria se eu pudesse fazer uma única pergunta ao Google. “Perguntei sobre ‘como alcançar a paz mundial’ e expliquei o porquê dessa escolha. Falei sobre os conflitos atuais e sobre o machismo presente na maior parte das sociedades”,  conta o estudante.

Na infância, aos 11 anos, Wanghley recebeu o atestado de altas habilidades e de superdotação. O laudo emitido pela rede pública de ensino do DF permitiu que ele fizesse aulas em uma escola voltada para crianças com capacidades específicas.

Com informações do G1

 

Bloco da Educação – Dia 22/02/20

Com maior paralisação desde 1995, FUP indica suspensão temporária da greve

Protagonistas de uma das mais importantes e simbólicas greves da história recente do país, os petroleiros garantiram a suspensão das demissões na Fafen-PR e conquistaram a abertura de um processo de negociação mediado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). Fatos que refletem a importância da maior greve que a categoria já realizou desde maio de 1995.

Reunidas nesta quarta-feira, 19, no Conselho Deliberativo da FUP, as direções sindicais de todo o país avaliaram que o momento é de acumular forças para buscar o atendimento da pauta de reivindicações que a gestão da Petrobrás tem se recusado a negociar. O Conselho indicou a suspensão provisória da greve para que a Comissão Permanente de Negociação da FUP possa participar na sexta-feira, 21, da negociação no TST, junto com representantes do Ministério Público do Trabalho. O indicativo destaca ainda que a greve será retomada, caso não haja avanços na mediação feita pelo Tribunal.

“Nossa greve foi construída e fortalecida, dia após dia, com organização, estratégia e respeito à categoria. Conseguimos um canal de negociação que só foi possível por conta da força da greve, da ocupação de 30 dias em Araucária, da nossa permanência aqui na sede da Petrobrás desde 31 de janeiro, da vigília em frente ao prédio, dos atos e manifestações de apoio e solidariedade que aconteceram em todo o país, como a marcha histórica de ontem, no centro do Rio”, reforça o diretor da FUP, Deyvid Bacelar.

“Essa unidade que está sendo demonstrada na greve trouxe esperança para os trabalhadores da Fafen e para as nossas famílias. Foi a greve que obrigou a Petrobrás a suspender as demissões em massa e a reverter as que já haviam sido aplicadas contra 144 companheiros”, afirma o petroquímico Ademir Jacinto, diretor do Sindiquímica-PR e um dos integrantes da Comissão Permanente de Negociação da FUP, que está há 20 dias ocupando uma sala na sede da Petrobrás.

Ele ressalta a importância da abertura de um processo de negociação para que seja garantido o cumprimento da Cláusula 26 do Acordo Coletivo de Trabalho, onde a Araucária Nitrogenados se compromete a não promover despedida coletiva ou plúrima sem prévia discussão com o sindicato.

A luta é contínua

Na tarde desta quinta-feira (20) será realizado em São Paulo um grande ato em solidariedade aos petroleiros, em defesa da Petrobrás e da soberania nacional. A manifestação está sendo convocada pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, com concentração no vão do Masp, às 16h30.

A categoria petroleira segue mobilizada em defesa dos empregos, contra o desmonte do Sistema Petrobrás e por preços justos para os derivados de petróleo.

A interrupção da greve está condicionada ao avanço da gestão da empresa na negociação com os trabalhadores.

A luta não cessa. A luta é contínua.

Fonte: FUP

Já estão abertas as inscrições para o Programa Mulheres Inspiradoras

A Subsecretaria de Formação Continuada dos Profissionais da Educação (EAPE) abre as inscrições para o Programa Mulheres Inspiradoras. A formação do programa é híbrida (aulas presenciais quinzenais e AVA) e tem por objetivo o compartilhamento de saberes entre formadoras e cursistas, visando à sistematização de projetos autorais com foco na leitura e na escrita e com base no estudo de obras literárias produzidas por mulheres.

O período de inscrições vai até o dia 09 de março e todas as informações podem ser acessadas no link http://www.eape.se.df.gov.br/inscricoes-1-2020.

PETROLEIROS EM GREVE: Sinpro solidariza-se à luta legítima dos trabalhadores da Petrobras

A diretoria colegiada do Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF) vem a público prestar todo apoio e solidariedade à greve dos petroleiros e petroleiras da Petrobras.

O movimento paredista foi encabeçado no último dia 1° de fevereiro pela principal entidade representativa da categoria no Brasil, a Federação Única dos Petroleiros (FUP). Junto a ela, diversos sindicatos filiados endossam a greve pais afora. Em apenas três semanas de greve, estima-se que dos cerca de 33 mil trabalhadores da Petrobras nas áreas operacionais, 21 mil trabalhadores aderiram ao movimento.

Enquanto uma Comissão Permanente de Negociação da FUP está há 17 dias ocupando uma sala do quarto andar da sede da Petrobras, no Rio de Janeiro, em 13 estados do país a greve já registra 121 unidades do Sistema Petrobrás paradas e 64% dos efetivos operacionais da estatal e subsidiárias de braços cruzados. Entre as unidades paradas estão 58 plataformas, 24 terminais, outras 15 áreas operacionais e todo o parque de refino da empresa.

De acordo com a FUP, além de pressionar para que a empresa cumpra as regras do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), outro ponto que motivou os trabalhadores e trabalhadoras a paralisarem as atividades foi a demissão de 396 empregados diretos e 600 indiretos na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen). No dia 14 de janeiro, a Petrobras anunciou o fechamento da fábrica e o desligamento dos funcionários. Este é o cenário injusto imposto aos petroleiros e petroleiras da Petrobras.

Infelizmente, assim como o Magistério, a categoria petroleira também está na mira do projeto de desmonte arquitetado pelo governo entreguista. Em todos os setores, podemos ver o permanente desrespeito e esfacelamento dos direitos da classe trabalhadora brasileira.

O Sinpro-DF entende a importância e o peso de uma empresa do porte da Petrobras para o país e é por isso que a defesa incansável da soberania do Brasil é também uma  de nossas bandeiras de luta.  Em momentos de ataques propositais aos direitos e a democracia, mais que nunca, é essencial mantermos o sentimento classista que nos une enquanto trabalhadores e trabalhadoras.

Não permitiremos que os atuais os ocupantes do governo federal brasileiro continuem vilipendiando a Constituição Federal. Somente a nossa unidade de luta e capacidade de organização poderão resgatar nosso país desses vendilhões da pátria. Por isso, toda solidariedade à genuína greve dos companheiros e companheiras petroleiros/as.

Brasília, 20 de fevereiro de 2020

Diretoria colegiada do Sinpro-DF

[SC] Assembleia Estadual confirma: é 17,54% ou greve!

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O magistério estadual catarinense esteve na tarde de hoje, 18, reunido em assembleia estadual para deliberar os rumos da luta pela campanha salarial 2020, que tem como pauta os reajustes do Piso de 2019 (4,17%) e 2020 (12,84) na carreira, reajuste do vale alimentação para R$24,00 (atualmente R$12,00), desde 2011 sem qualquer aumento, e contra a reforma da previdência do comandante Moisés.

Ontem, 17, o governo do estado, representado pelo Secretário de Educação Natalino Uggioni, apresentou uma proposta vergonhosa a categoria: 3,14% parcelado (maio e novembro), o que volta a compactar a carreira, já achatada, do magistério.

O SINTE-SC apresentou tal proposição na assembleia que indignada, por unanimidade, deliberou estado de greve. A próxima assembleia já está agendada para o dia 18/03, quando o magistério irá deflagrar a greve, caso o governo não atenda as reivindicações do reajuste do Piso na carreira.

O SINTE reafirma que o Comandante Moisés continua fora da Lei, ao não pagar o Piso na carreira aos(as) trabalhadores(as) em educação. A partir de agora o trabalho será de conscientização e mobilização da categoria por todo estado, através de visitas as escolas, atos e campanhas realizadas pelo SINTE Estadual e regionais, na construção da greve e da luta por valorização e respeito ao magistério. Somente a nossa luta, fará o governo reconhecer o que deve, e quitar sua dívida de 17,54% com o magistério catarinense.

Confira os encaminhamentos da assembleia:

– Pagamento do reajuste do piso na carreira (17,54%) e contra a reforma da previdência,
– Outdoors cobrando do governo o pagamento do reajuste do piso na carreira,
– Acompanhar todas as agendas do governador e secretário de educação, nas regionais, cobrando o atendimento de nossa pauta,
– Mobilização permanente na ALESC contra a reforma da previdência. Quando tiver votações, serão convocados atos e mobilizações,
– Realizar atos e mobilizações nos locais e cidades de residência dos(as) deputados(as), cobrando voto contra a reforma da previdência e reajuste do piso na carreira,
– Elaborar material com os principais pontos que deverão ser trabalhados contra a reforma da previdência,
– Elaborar material de divulgação e mobilização, comparando as tabelas salariais com a proposta do governo e com proposta do sindicato, (reforçar a divulgação do material já confeccionado),
– Fazer um levantamento sobre os problemas no Fundeb, para subsidiar a participação dos representantes no conselho estadual de acompanhamento do Fundeb,
– Usar todos os espaços de mobilização regional para dar ênfase a nossa pauta salarial
– Fortalecer e participar das mobilizações do #8M
– Manter estado de greve até dia 17/03 e Greve a partir de 18/03, se o governo não pagar o reajuste do piso na carreira,
– Assembleia Estadual no dia da Greve Geral da Educação, 18/03/2020, (caso houver encerramento da negociação por parte da SED, poderá ser antecipada a data da assembleia estadual),
– Desafiar o governador a passar um mês com o salário de ACT.
Moções:
– Apoio a greve dos petroleiros e Trabalhadoras(es) em Educação do Piauí e Minas Gerais,
– Moção de repudio ao governo do Chile por estar perseguindo a ativista Maria Rivera.

(Sinte-SC, 18/02/2020)

Inscrição para os cursos da EAPE estão abertas

Professores(as), orientadores(as) educacionais e servidores(as) da carreira assistência à educação da rede pública de ensino do DF já podem se inscrever em vários cursos oferecidos pela Subsecretaria de Formação Continuada dos Profissionais da Educação (EAPE). A primeira etapa de inscrição, que pode ser feita de 17 de fevereiro a 09 de março, terá como meio de seleção o sorteio, realizado de maneira aleatória pela plataforma SIGEAPE.

O(a) candidato(a) inscrito(a) que não for selecionado(a) via sorteio terá seu CPF liberado automaticamente para se inscrever em outro curso, no período de vagas remanescentes.

Nessa segunda etapa de inscrição, os cursos cujas vagas não tiverem sido preenchidas estarão disponíveis para novas inscrições. O critério de seleção dessa etapa será cronológico, considerando a data e o horário de inscrição na turma.

A inscrição em qualquer curso da EAPE se dará por meio da plataforma de inscrições SIGEAPE. O link de acesso e os tutoriais estarão disponíveis no Portal EAPE (http://www.eape.se.df.gov.br) a partir do dia 17 de fevereiro.

O(a) servidor(a) deverá acessar a plataforma com seu CPF e senha (padrão inicial: 123456). Após o primeiro acesso, será solicitado ao cursista que altere sua senha e preencha um e-mail para recebimento de informações e documentações relativas ao processo de inscrição e seleção.

Confira mais informações pelo site http://www.eape.se.df.gov.br/inscricoes-1-2020/.

 

Ponto de vista pedagógico

Consolidando seu processo de descentralização, a EAPE oferta, no primeiro semestre de 2020, cursos nas 14 CREs. Do ponto de vista pedagógico, os cursos da EAPE são fruto de exigências legais, de medidas para a execução do Plano Distrital de Educação (PDE) e de políticas públicas no âmbito federal e distrital, como é o caso da formação para o Novo Ensino Médio.

Os cursos também são fruto de percepções construídas por meio de avaliações externas, avaliações internas e inquietações em busca de uma educação de mais qualidade e igualitária. Esse é o caso, por exemplo, dos cursos do Projeto Aprender Sem Parar, que na edição de 2020 mantém seu modelo de percursos formativos comuns e individualizados, voltados agora para as áreas do conhecimento ou para os componentes curriculares. No Projeto, também são propostos cursos com temáticas consideradas centrais para o debate educacional contemporâneo: Aprender Sem Parar – Cultura de Paz, Aprender Sem Parar – Diversidade, Aprender Sem Parar – EaD, Tecnologias e Mídias e Aprender Sem Parar – Coordenação Pedagógica.

A EAPE segue promovendo formações feitas para a rede por quem é da rede. Além disso, segue atenta aos processos essenciais à construção de uma escola pública de qualidade. Por isso, os cursos consideram as temáticas do bem-estar, do bem viver, da cultura de paz, da mediação de conflitos, da inclusão, da diversidade, da ludicidade, da gestão democrática, do currículo, da avaliação e da promoção das aprendizagens.

UnB realiza Curso de Formação Continuada “Outras Brasílias”

A Universidade de Brasília (UnB), em parceria com o Centro de Aperfeiçoamento dos Profissionais de Educação (EAPE), promove o Curso de Formação Continuada “Outras Brasílias”. O evento propõe compreender, debater e desenvolver estratégias didático-metodológicas para o uso de fontes documentais no ensino de história do Distrito Federal, oferecendo formação continuada para docentes dos Anos Finais do Ensino Fundamental, do Ensino Médio e/ou da Educação de Jovens e Adultos que atuam em escolas da rede pública de ensino. Trata-se de uma oferta em parceria com a EAPE- Subsecretaria de Formação Continuada dos Profissionais da Educação (SEEDF) e apoio institucional da Coordenação de Integração das Licenciaturas- CIL/UnB.

O curso será realizado na UnB, às quintas-feiras, com turmas no matutino e no vespertino. Se destina a professores(as) de História e de outros componentes curriculares que tenham interesse pela temática. Mais informações no site do Laboratório de História: https://www.labehunb.com.br e pelo e-mail outrasbrasiliasunb@gmail.com.

 

Proponente: Prof. Dra. Cristiane de Assis Portela, Departamento de História da UnB Modalidade: Presencial (Encontros coletivos: 12 no 1o semestre e 06 no 2o semestre)

Local: Universidade de Brasília, Campus Darcy Ribeiro Asa Norte

Carga-Horária: 180 horas diretas/indiretas (90h no Módulo I e 90h no Módulo II)

Quantidade de Turmas: 02 (às quintas-feiras, 01 no matutino e 01 no vespertino), com 25 vagas em cada turma (e a possibilidade de 05 vagas adicionais em cada turma)

Público-alvo: Professores de História e demais componentes curriculares (que estejam em regência de classe no Ensino Médio, Anos Finais do Ensino Fundamental e/ou EJA no ano de 2020 e tenham interesse em trabalhar em sala de aula com temáticas relacionadas ao Distrito Federal).

Lançada segunda versão das Diretrizes Operacionais da EJA

Mesmo com atraso de dois anos, foi lançado no dia 5 de fevereiro a segunda versão das Diretrizes Operacionais da Educação de Jovens e Adultos (EJA) após revisão e atualização. A normatização da oferta de escolarização para o público da EJA no Distrito Federal foi, ao longo de anos, refletindo uma adaptação da organização da educação básica e, salvo alguns momentos, ela começa a tomar forma pressionada pela luta organizada dos movimentos sindicais, sociais e populares de educação, a exemplo da inclusão do Art. 225 da Lei Orgânica do Distrito Federal, em 1993.

Por isso, as Diretrizes Operacionais da EJA, lançada em 2014, fruto de uma construção coletiva com participação dos segmentos que atuam na modalidade, parceria entre Estado, universidade e Movimentos Sociais, desponta como um avanço para a organização da oferta da modalidade  no DF. Possibilita dialogar as especificidades do campo e da cidade, da população de rua à população em privação de liberdade, de modo a atender as realidades de cada escola, da comunidade e principalmente dos(as) trabalhadores(as). As diretrizes lançadas em 2014 inovam as possibilidades de oferta em vários aspectos, como a EJA Combinada, a Aula Direcionada e a Justificativa de Ausência, organizando o trabalho pedagógico respeitando os aspectos legais de carga horária, segmentos, além das etapas.

Segundo a Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (PDAD) 2018, 31,8% da população de 18 a 29 anos não estuda nem trabalha, enquanto que na população de 25 anos ou mais, 18,4% têm o Ensino Fundamental incompleto, 5,2% também não completaram o Ensino Médio e 2,3% se declaram sem escolaridade. Estes dados mostram o quanto ainda é necessário investimento na escolarização de jovens, adultos e idosos do Distrito Federal, e principalmente que esta formação esteja integrada à educação profissional. E para que este investimento se efetive, faz-se necessário regulamentar a oferta, ampliar turmas e escolas. Cessar definitivamente com o fechamento de turmas e escolas que ofertam EJA.

Para a professora, educadora popular, mestre em Educação pela Universidade de Brasília (UnB) e doutoranda em Educação na FE/UFG Leila Maria de Jesus Oliveira, para compreender a importância das Diretrizes Operacionais para a EJA é necessário voltar 60 anos na história do DF e reconhecer que Brasília foi construída por uma população com baixa ou nenhuma escolaridade. “Foram trabalhadores que migraram para este território e ergueram os monumentosos edifícios públicos, escolas, apartamentos e casas funcionais, mas que ficaram sem moradia, o que resultou no crescimento das ocupações e, bem mais tarde, no surgimento dos programas de habitação para atender a este público. Porém novas cidades foram criadas sem a estrutura necessária para atender aos moradores removidos e uma destas deficiências foram as escolas, a educação relegada nas periferias da nova capital.  O Censo Experimental de Brasília realizado pelo IBGE em 1959 dá conta de uma população superior aos 64 mil habitantes e, destes, quase 20 mil declararam não frequentar ou nunca ter frequentado a escola. No censo oficial de 1960, decorridos menos de 12 meses do Censo Experimental, a população do DF já ultrapassa os 139 mil habitantes, enquanto que a parcela da população que não sabe ler ou escrever está próxima dos 20% e nenhuma política pública estabelecida para a alfabetização e escolarização destes trabalhadores. Esse cenário prossegue nos anos seguintes e a organização da oferta da escolarização para jovens, adultos e idosos na rede pública de ensino do Distrito Federal foi sendo levada em acordo com o que se apresentava no cenário nacional”.

As novas  Diretrizes Operacionais da EJAIT reforçam ainda o compromisso anteriormente assumido com o acesso, permanência e continuidade, e avança de forma importante nas matrizes reformuladas de modo a atender a necessária integração com a educação profissional desde o 1º Segmento, regulamentando-as de acordo com a oferta que a escola desenhar a partir de sua realidade. Ainda regulamenta os formulários que nortearão a adesão das escolas às possibilidades de organização da oferta, proporcionadas pelas Diretrizes Operacionais.

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