GESTÃO DEMOCRÁTICA: DIRETORES(AS) e VICE-DIRETORES(AS) SÃO DIPLOMADOS(AS)

A diretoria colegiada do Sinpro parabeniza os(as) gestores(as) pelo recebimento da Diplomação dos Gestores Escolares eleitos para o mandato  2020/2021. Ressaltamos que o debate e às discussões sobre a Lei de Gestão Democrática e eleições diretas nas escolas irão continuar ainda neste ano, haverá eleições para o conselho escolar e para às escolas que não tiverem chapa eleita, ainda no primeiro semestre de 2020.
Bernardo Távora diretor do SINPRO e representante da comissão eleitoral central , afirma a importância da continuação das mobilizações da comunidade e da participação efetiva nos dois pleitos. “O dia de hoje é o reflexo de uma luta histórica da nossa categoria, nosso trabalho e mobilização será essencial no decorrer do ano para garantir uma educação de qualidade e espaço de voz aos nossos profissionais que trabalham muito por uma educação pública de qualidade, participativa e verdadeiramente democrática”, conta.

FALTA DE ESCOLAS EM SAMAMBAIA: SALAS DE AULAS SUPERLOTADAS

O ano letivo começou ontem (10), e com um retrato antigo e já conhecido por toda população e estudantes da rede pública. Salas de aula com superlotação falta de infraestrutura e inúmeros problemas em nossas escolas. Tudo isso devido à falta de investimento do governo que não se preocupa em construir novas escolas na cidade.  Em nossa série de reportagem RAIO-X DA EDUCAÇÃO, o Sinpro vem mostrando a realidade das 683 unidades escolares.

A Secretaria de Educação informou que às escolas públicas do DF estão de portas abertas para iniciar mais um ano letivo, porém não é isso que professores(as), estudantes e comunidade escolar encontraram na volta às aulas.

A Escola Classe 614 em Samambaia Norte está na mira de diferentes problemas. Das vinte duas turmas da escola, sete turmas enfrentam problemas relacionados à superlotação de turmas e também a composição delas, deixando de seguir às recomendações do documento de Estratégia de Matrícula 2020, onde a secretaria fugiu à configuração para aumentar o número de estudantes com deficiência ou transtornos. Isto causa prejuízo para os estudantes e coloca o professor(a) para atuar, pedagogicamente, de forma inadequada, uma vez que o estudante(a), será lesado em seu processo de aprendizagem.

Um dos problemas enfrentados pela cidade de Samambaia é a falta de escolas. Essa falta na comunidade tem gerado a superlotação nas escolas já existentes, retrato do crescimento verticalmente e acelerado, onde os equipamentos públicos não dão conta de atender o número crescente de residentes na cidade, fazendo com que seus filhos estudem em escolas precárias. A preclaridade acontece na medida em que o professor(a), precisa fazer um atendimento de alunos com a superlotação das turmas e também quando o governo começa a misturar atendimentos que não deveriam ser misturados. O descaso com estudantes com TDAH, TEA, DI beira à irresponsabilidade nestas classes superlotadas.

Carlos Maciel, diretor do Sinpro-DF, afirma que todo esse problema é oriundo da falta de planejamento e políticas públicas por parte do GDF, uma vez que o número de pessoas nas cidades estão cada vez maior. “A única maneira de  desafogar nossas escolas é a construção de novas unidades, pois é crescente o número de habitantes nas regiões administrativas e com isso, cresce o número de matrículas causando superlotação nas turmas’’, conta.

O governo segue com o discurso de escolas prontas e reformadas, mas o que se encontra é apenas um cenário de reparos e maquiagem para todos os lados.  A diretoria colegiada do Sinpro segue atenta e de olho aos mais diversos mecanismos do GDF para esconder às escolas públicas do DF.

Confira o vídeo abaixo:

LDO aprovada por Bolsonaro corta R$ 20 bilhões da educação, sendo 14,8% nas universidades

Ministério da Educação sofreu um corte de R$ 19,8 bilhões, desenhando o plano de futuros ataques à estrutura das universidades, como o Future-se, de viés abertamente privatista.

Em 2019, o orçamento do ministério da Educação era de R$ 122,9 bilhões e para 2020, este valor é de apenas 103,1 bilhões, ou seja, um corte de 19,8 bilhões ou -16,3%. Desses 19,8 bilhões, cerca de R$ 14,7 bilhões (73%) será cortado nos gastos com pessoal, ou seja, no pagamento dos funcionários e professores das universidades, que tem seu valor reduzido em escandalosos 20% em relação aos gastos de 2019, já bastante arrochados, diga-se de passagem. No custeio foi cortado R$ 5,3 bilhões (ou -11,6%) e para investimentos, especialmente obras, a redução é de R$ 45 milhões.

Nas universidades federais, esses cortes significarão uma redução de R$ 7,3 bilhões, ou 14,8%, dos recursos para 2020 em relação aos de 2019. Nos Institutos Federais, R$ 1,1 bilhão (ou -7,1%), serão eliminados, enquanto nos hospitais e a área de saúde serão retirados R$ 2,9 bilhões, afetando também o atendimento dos hospitais universitários à população.

A Capes, depois de uma sequência de cortes de bolsas em 2019, sofreu uma redução de 1,4 bilhão no orçamento, que deverá comprometer o salário e pesquisa de muitos pesquisadores esse ano.

(Fonte: Jornalistas Livres)

Fazer como na França e no Chile contra os cortes

No ano passado a juventude se mobilizou fortemente contra os cortes que Weintraub havia anunciado, que ameaçavam o funcionamento regular de inúmeras universidades. Foram milhões nas ruas por todo o país nos dias 15 e 30 de Maio, representando um verdadeiro fenômeno nacional que colocou o governo contra a parede. É necessário tirar as lições desse processo, que se deu em meio a tramitação da reforma da previdência, que acabou sendo aprovada.

Frente ao chamado de greve geral no dia 14 de Junho contra essa reforma, as centrais sindicais ligadas ao PT e PCdoB (CUT e CTB) se unificaram com a UNE para impedir que a forte mobilização se confluísse com a luta contra a reforma da previdência e pudesse dar confiança aos trabalhadores se organizarem. Essa separação criminosa só foi possível por que a direção majoritária da UNE, controlada pela UJS do PCdoB, junto às correntes petistas como Kizomba, Levante, atuaram contra o fortalecimento das assembleias estudantis, com medo de que estas desenvolvessem novos espaços de direção da luta, como um comando nacional das universidades em luta, que superasse o divisionismo da UNE e permitisse que a direção do movimento passasse para as mão dos estudantes das universidades e institutos federais.

Exemplo da potência que teria uma política de aliança da juventude com os trabalhadores naquele momento são as recentes mobilizações no Chile, em que a juventude não sai das ruas contra o legado social e repressivo do regime herdeiro de Pinochet, que ganhou adesão da classe operária com greves e no enfrentamento contra a polícia, impondo que o presidente Piñera desse algumas concessões aos aposentados.

Mas principalmente na França, em que a classe trabalhadora está protagonizando a mais longa greve da história do país desde o fático Maio de 1968. São mais de 40 dias de greves contra a reforma da previdência, com importante protagonismo no setor dos transportes, que só se manteve durante as festas de fim de ano graças a adesão da juventude e professores nos piquetes. São greves que pararam Paris e atingiu os principais centros da produção capitalista no final do ano passado. Macron foi obrigado a recuar no aumento da idade mínima e corre o risco de ver no dia 24 de janeiro uma nova greve geral que pare o país e ameace paralisar o governo, aos cantos de “Macron, demissão!”.

A aprovação da reforma da previdência no ano passado, garantida pela traição das entidades estudantis e sindicais em prol da estratégia de negociação da reforma da previdência por parte dos governadores do PT e PCdoB no Nordeste, é o que permite hoje Bolsonaro seguir destruindo a educação pública do país. Por isso, se faz urgente uma juventude revolucionária e anticapitalista que batalhe para a luta da juventude possa se dar com a unidade mais ampla e se ponha lado a lado com os trabalhadores.

Uma juventude que possa debater amplamente medidas que possam não apenas fazer o governo recuar nos ataques, mas passar pra ofensiva e atacar a raíz da exploração capitalista. Por isso uma juventude que defensa o não pagamento da dívida pública, que é para isso que Bolsonaro e Guedes cortam da educação e da aposentadoria e privatiza o que pode. Que batalhe por uma educação superior pública e gratuíta para os filhos da classe operária, debatendo a necessidade de estatizar os monopólios de educação privada, fortalecidos nos anos de governo do PT, rumo a acabar com o filtro social e racista do vestibular.

Esse é o objetivo da juventude Faísca, uma juventude trotskista que batalha por um governo dos trabalhadores de ruptura com o capitalismo.
Fonte: Esquerda Diário

Estudantes do CEM 2 do Gama criam plástico biodegradável através de material orgânico

Estudantes de escolas públicas do Distrito Federal continuam fazendo bonito. Como parte de um projeto pedagógico desenvolvido pelo Centro de Ensino Médio 2 do Gama, estudantes transformaram material orgânico em plástico biodegradável. A inovação deu resultados bem positivos. Diante da importância do projeto, a World International Fairs Association (Wifa) convidou os estudantes para apresentarem o estudo em uma feira de ciências na Malásia, que será realizada no segundo semestre deste ano.

O Clube de Ciências é um Projeto de Iniciação Científica que vem sendo desenvolvido no Centro de Ensino Médio 02 há cerca de 15 anos. Neste espaço os estudantes têm a oportunidade de desenvolverem projetos científicos, otimizar sua linguagem científica e apresentar os seus resultados em feiras de ciências dentro e fora do Distrito Federal.

Tudo começou devido à preocupação com o meio ambiente e em criar uma alternativa ao plástico comum a partir da casca de frutas. A partir daí, Bárbara Wingler, Kazue Nishi, Lucas Silva e o professor de química Alex Aragão passaram a estudar como os compostos orgânicos e as cascas de frutas poderiam ser aproveitadas na produção de plástico biodegradável.

Toda a parte de pesquisa, lembra Alex Aragão, durou meses até que a equipe conseguisse chegar à primeira membrana de bioplástico. “Os estudantes sempre tiveram uma preocupação muito grande com o problema de resíduos plásticos nos oceanos, especialmente de canudos, que provocam a morte de vários animais, exemplo das tartarugas. Após meses de pesquisa apresentamos o resultado na Feira Brasiliense de Tecnologia e Ciência de 2019, quando conquistamos o terceiro lugar na modalidade Ciências Exatas da Terra. Isto foi muito importante para que todos eles seguissem a pesquisa”, lembra o professor de Química e Coordenador do Clube de Ciências Marie Curie.

Mesmo diante dos resultados obtidos pelo projeto a escola não tem verba para comprar equipamentos, exemplo de uma estufa para secar as membranas na placa de Petri. Além disto, os três estudantes não têm dinheiro para arcar com as despesas de viagem até a Malásia. “Infelizmente a escola não tem recursos para proporcionar uma estrutura que atenda às demandas da produção científica do Clube de Ciências. Tiramos dinheiro do próprio bolso para comprar reagentes e outros equipamentos necessários para fazer o bioplástico”, lamenta o educador.

AACHP faz seminário sobre os 209 anos de Planaltina

A Associação dos Amigos do Centro Histórico de Planatina irá realizar um seminário “209 anos do Arraial de São Sebastião de Mestre D’Armas à construção da nova capital do País”. O evento será realizado no dia 20/1, de 9h às 11h, na bicentenária Igrejinha de São Sebastião.

O seminário é aberto ao público e contará com a presença de alguns convidados. Este ano, irá participar professores e alguns representantes da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), representantes da Secretaria de Cultura do Distrito Federal (SEC-DF) e ao Instituto do

O conteúdo irá abordar as ações de salvaguardas e divulgação sobre o patrimônio de Planaltina, bem como ações que a AACHP tem feito e as que o grupo pretende adotar na cidade. Irá falar também sobre a junção da ideia de Planaltina e a construção de Brasília, que faz 60 anos.

[MA] Sindeducação não apoia unificação de matrículas na Rede Pública Municipal de São Luís

A Direção do Sindeducação esclarece que sindicato e categoria não apoiam a unificação de matrículas na Rede Pública Municipal de São Luís. O sindicato esclarece o posicionamento em razão de declaração atribuída ao vereador Honorato Fernandes (PT) e publicada em blog´s e no Portal da Câmara Municipal de São Luís. Nas declarações, o parlamentar expressa apoio a um projeto de lei, de iniciativa do Poder Executivo, que altera o Plano de Carreiras do Magistério – PCCV, para unificação de matrículas dos professores. O Sindeducação frisa que a categoria apoia apenas a ampliação de jornada, de 20 para 30h, para resolução da problemática de acumulo de cargos na Rede Pública Municipal da Capital.

“Uma das pautas que o nosso mandato está na expectativa para debater, e que vai começar a trabalhar e se posicionar a favor é o projeto de lei que trata da unificação das matrículas dos educadores da rede de ensino. Esta matéria precisa ser encaminhada o mais rápido possível à Câmara pelo Executivo”, diz o vereador nas postagens.

EQUÍVOCO – Segundo Honorato Fernandes, “este projeto é fruto de inúmeras discussões já realizadas entre o Sindeducação e a Secretaria de Educação. Um pleito de grande importância para os educadores e nosso mandato vai trabalhar incansavelmente, no sentido de solicitar que a Prefeitura encaminhe o PL à Câmara, para que o mesmo seja tão logo votado e se torne lei”, disse Honorato.

O Sindeducação esclarece que as discussões entre sindicato e SEMED não evoluíram para a questão da unificação de matrículas, já que os professores, em assembleia geral do dia 26 de setembro de 2019, rejeitaram por unanimidade a possibilidade de unificação de matrículas na rede.

“Os professores da Rede Municipal de São Luís aprovaram, em Assembleia Geral realizada no dia 26 de setembro, a minuta de ampliação de jornada para professores da Rede Municipal com dois vínculos em situação de acumulo de cargos. O item que trata da possibilidade de unificação de matrículas foi rejeitado pelos professores, que aprovaram parecer da Comissão formada pela diretoria do Sindeducação e professores de base.

O texto, aprovado em assembleia, foi apresentado na Mesa de Negociação à Secretaria Municipal de Educação – SEMED, e seguiu sem a propositura da unificação de matrículas e outros itens.

Segundo a presidente do Sindeducação, professora Elisabeth Castelo Branco, a categoria rejeitou a unificação de matrícula, devido as incertezas e complicações futuras que podem surgir. “Sendo assim, aprovamos como proposta, aos professores com dois vínculos com o Município de São Luís, a possibilidade de exoneração de uma das matrículas, de livre escolha do professor, e o direito a ampliação como forma de resolver o impasse”, aponta a sindicalista.

“Já solicitamos uma reunião com o vereador Honorato Fernandes, para esclarecimento sobre o posicionamento dos educadores a respeito do tema. Além disso, o Sindeducação está preparando um documento que será entregue a todos os vereadores da Capital, no final do recesso parlamentar, com o texto aprovado pelos professores da Rede Pública Municipal”, finaliza a sindicalista.

(Sindeducação, 13/01/2020)
Fonte: CNTE

[AL] Governo de Alagoas tenta fechar escola mais antiga do CEPA e levar para Massagueira

Com 150 anos de história, atendendo à demanda social de formar profissionais para a educação em Alagoas, a Escola Estadual José Correia da Silva Titara (antigo Instituto da Educação – IE – de Alagoas) corre o risco de ser fechada em 2020. Na manhã desta terça-feira (14), a direção do Sinteal esteve no local para apurar a denúncia e fortalecer a mobilização para a manutenção desta unidade de ensino no Centro Educacional de Pesquisas Aplicadas (CEPA), local estratégico para os trabalhadores que necessitam estudar em horários diferenciados.

Sem documento oficial ou diálogo com a comunidade escolar, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) já deu início ao processo de mudança para um prédio que está localizado em Massagueira, no município de Marechal Deodoro.

Preocupada com o destino dos cursos, dos estudantes e da comunidade em geral, a diretora da escola, professora, Corina Prado, explica que haverá grande prejuízo pedagógico e administrativo, caso a mudança se concretize.

O prédio, que tem como função original o atendimento à população, hoje é utilizado em grande parte como instalações da própria Seduc. Com os problemas geológicos relacionados ao bairro do Pinheiro, uma parte da escola possivelmente estaria em risco, e isso fez com que, ao invés de manter a escola, a parte administrativo-burocrática fosse priorizada, desalojando toda a parte escolar.

Consuelo Correia, presidenta do Sinteal, acha a iniciativa problemática. “Não é aceitável que uma decisão desse tipo aconteça sem o devido conhecimento do Conselho Escolar, sem ouvir a população e a comunidade da escola, sem nem mesmo formalizar o processo com alguma documentação. É uma total irresponsabilidade de uma gestão que não respeita a educação”.

O número de estudantes, que antes chegou a comportar 450, tem sido bastante reduzido no último período porque o governo não abriu matrículas desde o início de 2018, mesmo havendo alta demanda por parte da comunidade. Tanto o quadro técnico quanto os estudantes da escola estão apreensivos e prometem manter a luta em defesa da escola.

Com o aviso (em caráter informal) de que a mudança começaria hoje – mesmo em período de férias -, alguns professores e estudantes foram à escola e, junto com o Sinteal, realizaram uma manifestação para impedir o transporte da mobília. Em seguida, uma comissão integrada pela própria diretora da escola, pelos diretores do Sinteal, Edna Lopes e Edilton Dantas, e por representantes dos estudantes e dos trabalhadores da unidade de ensino, foi até à sede da Defensoria Pública do Estado de Alagoas, quando foram prontamente atendidos pelo subdefensor público-geral Carlos Eduardo de Paula Monteiro.

Reunião da Defensoria Pública: resultado

Após ouvir atentamente e por quase uma hora os relatos dos componentes da comissão de defesa da escola, o subdefensor público-geral Carlos Eduardo de Paula Monteiro solicitou da professora Corina Prado (diretora) um relatório completo reforçando a importância da manutenção da Escola Estadual Correia Titara em sua função verdadeira, e não apenas no aspecto administrativo-burocrático, para que a Defensoria Pública possa agir de modo substanciado. A diretora prometeu a entrega do relatório em menos de 24 horas a contar do término da reunião, que aconteceu no início da tarde desta terça-feira (14).

Sinteal promete luta pró-CEPA

O Sinteal está inteiramente comprometido com essa luta da direção e dos trabalhadores da E. E. José Correia da Silva Titara e vai acompanhar atentamente o desenrolar dos acontecimentos na luta que objetiva o fortalecimento e a defesa do CEPA e suas escolas públicas.

“A maior prioridade do Governo deveria ser oferecer todas as condições possíveis para a educação crescer e melhorar. Não adianta fazer laive [live] no Facebook dizendo que melhorou a educação, enquanto fecha escolas dessa forma autoritária”, disse Consuelo Correia.

(Sinteal, 15/01/2020)
Fonte: CNTE

[MA] Sindeducação repudia interferência do secretário de Educação nas negociações com a Prefeitura de São Luís

A Direção do Sindeducação vem a público repudiar atitude do secretário de Educação de São Luís, Moacir Feitosa, de desmarcar, nesta segunda-feira, 13, sem prévio contato com a entidade sindical, reunião agendada com secretários municipais que integram o Comitê Financeiro da Prefeitura de São Luís. O ato, agendado para as 15h na sede da Secretaria de Administração – SEMAD, reuniria os secretários de Governo, Pablo Rebouças; e de Administração, Mittyz Rodrigues, para análise da proposta de acordo no processo judicial de férias, após notificação extrajudicial remetida pelo sindicato ao governo.

Em razão de um pedido feito por Moacir Feitosa, a reunião foi aberta para participação do secretário de Educação. No entanto, na manhã desta segunda, dia 13, o secretário ligou para os outros dois secretários desmarcando a reunião, pois o mesmo não poderia participar, devido a problemas pessoais, e não comunicou o Sindeducação.

A Direção Sindical repudia a atitude, e avalia que o secretário age para conturbar e atrapalhar a evolução das demandas dos trabalhadores junto ao Governo Municipal. “Lamentável a atitude, no mínimo antiética e irresponsável, do secretário de Educação de São Luís, que em vez de dar resolutividade aos pleitos dos educadores, conturba todo o processo de negociação. A categoria vai dar uma resposta à altura”, ressaltou a presidente do Sindeducação, professora Elisabeth Castelo Branco.

SEM RESOLUTIVIDADE – Em 2019, o secretário de Educação passou quase seis meses sem dialogar com os professores; na outra metade do ano, não deu resolutividade às demandas da categoria, não respondeu dezenas de ofícios remetidos pelo sindicato, e se ausentou de diversas reuniões, sem deixar representantes cientes dos assuntos tratados. A Ouvidoria da SEMED também não encaminha as reclamações.

Para a entidade sindical, a postura antiética, de Moacir Feitosa, demonstra um total desprezo do gestor pelos professores da Rede Pública Municipal de São Luís. “O gestor público tem obrigação de responder ofícios, encaminhar demandas e negociar, mas o que vemos na SEMED é um total abuso aos direitos dos trabalhadores. São muitas as reclamações de professores mal atendidos, e em 2020 daremos a resposta a esse descaso”, avaliou a sindicalista.

SOBRE O PROCESSO – Em março de 2019, o juiz da 5ª Vara da Fazenda Pública de São Luís homologou os cálculos judiciais da Ação Coletiva que cobra adicional de férias do ano de 2005, na proporção de 1/3 sobre 45 dias, para os professores que à época já estavam na Rede de Ensino há no mínimo um ano. A ação movida pelo sindicato defende o direito de 4.264 professores, e os valores alcançam o montante de R$ 4,9 milhões de reais.

Após assembleia geral, onde os trabalhadores aprovaram a possibilidade de formalização de um acordo com a Prefeitura de São Luís, para recebimento mais rápido dos valores, o Sindeducação fez a proposta aos representantes do município. No entanto, até o mês de novembro a administração pública não havia respondido a proposta.

Em dezembro, o sindicato fez uma notificação extrajudicial para a Prefeitura e Câmara de Vereadores. Na reunião desta segunda, desmarcada unilateralmente pelo secretário de Educação, o Governo Municipal daria a resposta.

(Sindeducação, 15/01/2020)
Fonte: CNTE

[MG] Sind-UTE/MG se reúne com a SEE/MG e Seplag para debater sobre o processo de designação

Na tarde desta quinta-feira (16), às 14h, o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) se reuniu com as Secretarias de Estado de Educação (SEE/MG) e de Planejamento e Gestão (Seplag) para debater sobre o processo de designação, já em curso nesse mês de janeiro. A atividade aconteceu na Cidade Administrativa.

O Sind-UTE/MG levou ao governo as reivindicações da categoria, de forma que a contratação para o ano letivo de 2020 aconteça com celeridade e transparência. Desde as 12h acontece uma manifestação e vigília com a presença de profissionais da educação representantes de várias partes do Estado.

Assembleia estadual com indicativo de greve

Diante do anúncio do governador, quando pede paciência a categoria para o pagamento do 13º, não apresenta nenhuma proposta de cumprimento da Lei do Piso, e cancela a reunião do Sindicato com a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), agendada para o dia 23 de janeiro, o Sind-UTE/MG informa à categoria que antecipará a Assembleia Estadual. Dessa forma, a atividade não ocorrerá mais no dia 19 de fevereiro e será realizada no dia 5/2/2020, às 14h, com paralisação total das atividades.

(Sind-UTE/MG, 16/01/2020)

Fonte: CNTE

[TO] Araguaína: Sintet diz não à implantação de Escolas Charter

O modelo permite que escolas públicas sejam gerenciadas com gestão privada. Isso significa que a prefeitura passará os recursos públicos de custo/aluno/ano para uma entidade fazer a gestão pedagógica e financeira da escola. É coisa pra inglês ver.

Para o Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado do Tocantins (Sintet), a privatização da educação pública é inadmissível, trata-se de um retrocesso avassalador, que afetará principalmente os/as trabalhadores/as da educação, além de propagar a segregação de alunos.

Diante da medida anunciada o Sindicato questiona: qual seria o verdadeiro motivo da privatização das escolas públicas de Araguaína? O lavar as mãos da gestão municipal face a necessidade de se investir sistematicamente na educação? Velar os interesses empresariais dos grandes consórcios educacionais? A implantação da terceirização em detrimento da realização de concurso público?

O Sintet entende que o modelo Charter de escola, fracassado no seu país de origem, não traz nada de inovação, antes importa para a área da educação a lógica do mercado, como forma de acelerar a melhoria e a racionalização da educação adotando o monitoramento de metas restritas sob pressão; é antidemocrático, ocasionando o fim do diálogo com a comunidade escolar; reflete ainda no aumento da segregação pela classe de renda das famílias, bem como a exclusão dos alunos com baixo rendimento, incidindo ainda sobre o aumento da evasão escolar.

A implantação do modelo a ser adotado pela gestão municipal, copiado de Porto Alegre/RS nega toda a formação e capacitação dos profissionais da educação; nega a capacidade de gerir dos atuais diretores de escolas, inclusive a capacidade técnica da própria gestão. A medida ainda negligencia o trabalho de anos de estudos das equipes que elaboraram os planos nacionais (PNE), estaduais (PEE) e municipais (PME) de educação.

A classe trabalhadora, a maior usufrutuária da educação pública, com certeza será a grande prejudicada. A educação pública é responsabilidade do poder público, com gestão pública.

(Sintet, 15/01/2020)
Fonte: CNTE

 

 

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