Fundeb é pauta do programa Brasília Notícias desta quarta (15)
Jornalista: Leticia
Não perca a programação da TV Comunitária desta quarta-feira (15), às 19h. No programa de hoje, em entrevista ao Brasília Notícias, a diretora do Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Rosilene Corrêa fala sobre a luta por um novo e permanente Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
O fundo já destinou mais de 163 bilhões para creches e escolas públicas urbanas e rurais em 2019 e, se for extinto, muitas unidades terão de fechar as portas por falta de recursos. Na conversa, Rosilene também explicará aos telespectadores um pouco mais sobre a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 65 de 2019, que cria o novo Fundeb permanente, aprovada na Comissão de Educação do Senado, e acerca dos Blocos de Carnaval de professores e professoras, que ocuparão as ruas nos quatro cantos do país em defesa a educação. No DF, os locais e datas das folias ainda não foram divulgados.
Além da TV Comunitária (canal 12 na NETDF), o programa Brasília Notícias poderá ser acompanhado nos canais: (SKY – 28), (OiTV-28), (ClaroTV- 3), (GVT – 239), e (VivoTV – 239).
O que é a cartilha Caminho Suave, que alfabetizou milhões e caiu em desuso, mas mantém fãs como Bolsonaro
Jornalista: Maria Carla
A cartilha Caminho Suave entrou, recentemente, em discussão quando foi citada pelo presidente Jair Bolsonaro como um método eficaz de alfabetização. Isso ocorreu dias depois de ele ter falado na mídia que os livros didáticos brasileiros “têm um montão de amontoado de coisas escritas”. A matéria que segue, do portal da BBC News e reproduzida pelo portal UOL, resgata um pouco do histórico da alfabetização no País e indica o momento em que a educação, no Brasil, passa a adotar outras propostas metodológicas e abandona o método silábico da “Caminho Suave”.
O que é a cartilha Caminho Suave, que alfabetizou milhões e caiu em desuso, mas mantém fãs como Bolsonaro
Crédito: MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL Presidente Jair Bolsonaro disse que usou a cartilha Caminho Suave em sua alfabetização: ‘você nunca esquece’
O chapéu é do Seu Chico. Babá, lava o bebê. A laranja é de Lili. O vovô bebe leite de vaca.
Entre a década de 50 e os anos 90, estima-se que mais de 48 milhões de brasileiros tenham aprendido a ler seguindo as frases simples da cartilha Caminho Suave, que usava a técnica denominada “alfabetização por imagem”, e que ainda desperta memórias afetivas de muitos adultos como a lembrança de um método eficiente para ensinar a ler.
A cartilha foi recentemente lembrada pelo presidente Jair Bolsonaro que, em entrevista concedida em frente ao Palácio da Alvorada criticou os livros didáticos atuais — na visão dele, têm palavras demais, diferente dos que ele usou para ser alfabetizado na infância.
“Os livros hoje em dia, como regra, são um montão de amontoado de muita coisa escrita. Tem que suavizar aquilo. Em falar em suavizar, estudei na cartilha ‘Caminho Suave’, você nunca esquece”, afirmou o presidente, na ocasião.
Crédito: Divulgação Entre a década de 50 e os anos 90, estima-se que mais de 48 milhões de brasileiros tenham aprendido a ler seguindo as frases simples da cartilha Caminho Suave
Entre a década de 50 e os anos 90, estima-se que mais de 48 milhões de brasileiros tenham aprendido a ler seguindo as frases simples da cartilha Caminho Suave
Nas redes sociais de Bolsonaro, muitos apoiadores também manifestaram nostalgia em relação ao método — especialmente os que têm mais de 35 anos de idade. Na internet, vídeos e blogs elogiam a cartilha, tratada como relíquia e lembrada como uma forma mais tradicional e conservadora de aprendizagem da leitura que as atuais
A ideia é simples: associa-se imagens e letras com o objetivo de facilitar o aprendizado. A letra A é escrita no corpo de uma abelha, a B na barriga de um bebê, a V compõe os chifres de uma vaca. Em razão dessa estratégia, criada pela professora Branca Alves de Lima em 1948, a publicação tornou-se conhecida como um método de “alfabetização pela imagem”.
O livro foi um sucesso por décadas, até cair em desuso e perder o prestígio em meados dos anos 1990, quando novas pesquisas da psicolinguística e sociolinguística passaram a tratar a alfabetização como um processo que deveria ensinar mais do que apenas a decifrar letras e sílabas.
Crédito: Divulgação Atualmente, na versão da editora Edipro, Caminho Suave tem outros produtos, como o caderno de atividades
Em 1996, o Ministério da Educação (MEC) excluiu a Caminho Suave do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD).
Por décadas, Caminho Suave foi principal cartilha de alfabetização no Brasil, com frases simples e incentivo à memorização
Mas a Caminho Suave ainda existe: já teve 133 edições e, segundo a Edipro, que detém atualmente os direitos de publicação, tem tiragem que varia entre 30 mil e 50 mil a cada dois anos.
“As vendas só aumentam”, garante a editora Maíra Lot Micales, da editora Edipro, que conta que também aprendeu a ler com a cartilha, na infância. “As vendas só aumentam. Muitos avós e pais nos procuram, pois seus filhos e netos não tem tido êxito com a alfabetização atual, então buscam a cartilha como uma solução.”
Mais códigos que leitura
“Caminho Suave fez enorme sucesso nos anos 1940, e continua sendo publicada, portanto, usada. Muitas gerações se alfabetizaram por ela”, explica Magda Soares, professora titular emérita aposentada da Faculdade de Educação (FAE) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e uma das principais especialistas em alfabetização do país.
Ela diz que as cartilhas funcionaram para alfabetizar muitas crianças na época, mas com o tempo tornaram-se obsoletas por focar apenas nos códigos, e não em iniciar nas crianças uma relação com a leitura que será fundamental na vida adulta.
“O problema é que as crianças aprendiam a codificar e decodificar, e não a descobrir o mundo da literatura, dos jornais. Era como aprender uma tecnologia e não saber que uso fazer dela”, explica Soares, que em 2017 venceu o Prêmio Jabuti com o livro com o livro ‘Alfabetização — A Questão dos Métodos”.
A principal crítica é que a cartilha foca em ensinar a criança a decifrar códigos a partir da repetição de frases sem muita relação com o cotidiano, o que é apenas uma das etapas da alfabetização. Falta treinar a criança para se familiarizar, reconhecer e gostar de ler todos os tipos de texto usados socialmente, criando uma relação com a leitura.
Crédito: Divulgação Atualmente, na versão da editora Edipro, Caminho Suave tem outros produtos, como o caderno de atividades
Atualmente, na versão da editora Edipro, Caminho Suave tem outros produtos, como o caderno de atividades
“Os textos que não cumpriam uma outra função da alfabetização, que é introduzir a criança na cultura do escrito, textos como esses [a laranja é de Lili] não fazem parte da cultura do escrito, nem mesmo de livros de literatura infantil”, diz Soares.
Poucas mudanças desde 1948
“Quando compramos os direitos da cartilha da autora, dona Branca Alves de Lima, nossa ideia era a de manter o método, tal qual foi idealizado, e é isto que fizemos. Nós acreditamos muito na eficiência deste método, portanto mantemos assim”, diz a editora da Edipro, Maíra Lot Micales.
“Fazendo é claro, pequenas alterações, quando necessário. Por exemplo, fizemos a revisão de acordo com o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa e consequentemente, incluímos as letras K, Y e W”,
Micales diz que, depois que o MEC baniu a cartilha do programa de livros didáticos, houve uma espécie de “caça às bruxas”, que considerava o método muito ultrapassado.
“O ponto é que depois de uns dez anos o pessoal começou a pedir a cartilha de volta”, diz a editora. “No começo havia professores que pediam a cartilha escondido, diziam que não podiam nem saber na escola que eles estavam usando”, conta. “Ainda hoje, muitos usam como método de reforço.”
Na versão atual, além de cartilha, a Caminho Suave tem baralho, livro de tabuada e literatura infantil de bolso.
‘Guerra’ de métodos
Os métodos de leitura dividem-se em dois grandes grupos: os sintéticos, que começam ensinando a decifrar das estruturas pequenas para as grandes (primeiro as letras, depois as sílabas, e a partir daí juntá-las em palavras); e os analíticos, que partem da leitura da palavra e das frases, para depois dividi-las em sílabas e letras.
Na Caminho Suave, a autora Branca Alves de Lima juntou princípios do método sintético com o analítico que estava surgindo na época em que escreveu a sua cartilha.
“Havia sempre uma frase que introduzia a palavra e a família silábica. A formação das palavras partia sempre da família estudada, apresentando vocabulário pobre e muito controlado, pois trabalhava as famílias simples (consoante e vogal) e depois as famílias complexas (ch, nh, tr etc.)”, afirma a pesquisadora Marlene Coelho Alexandroff, em artigo.
A partir da década de 1980, essas ideias e metodologias passaram a ser questionadas, em função da crescente demanda de crianças com problemas na alfabetização.
Crédito: Divulgação Críticas apontam que frases limitadas não estimulam a criança a criar relação com a leitura
Críticas apontam que frases limitadas não estimulam a criança a criar relação com a leitura
Anna Helena Altenfelder, doutora em psicologia da educação e presidente do Conselho de Administração do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), explica que estudos que surgiram no final da década de 80, a partir das pesquisas sobre a psicogênese da língua escrita, da psicóloga argentina Emilia Ferreiro e Ana Teberosky, causaram uma “revolução” no que se sabia sobre ensinar a ler.
Surge o construtivismo e, a partir dali, a ciência passou a encarar o aluno como centro do processo de aprendizagem e o professor como mediador entre o aluno e o objeto de conhecimento.
“Antigamente se acreditava que, uma vez que a criança dominava do código, ela automaticamente lia e escrevia todos os gêneros de texto que circulam na sociedade: contos de fada, poemas, regras de jogo, receitas de bolo, textos científicos.”
Hoje, diz ela, os estudos mostram que também é necessário um aprendizado mais complexo. “Dependendo da quantidade e da qualidade das experiências que ela (a criança) tem antes de chegar à escola, tudo isso vai dando conhecimento dos usos e das funções sociais da escrita. A mãe fazendo a lista da compras. O pai comentando com a mãe a notícia do jornal, a mãe lendo um livro…”
Restrição prejudicial aos mais pobres
Nessa nova visão, diminuiu o “poder” atribuído aos livros didáticos, aumentando o protagonismo e responsabilidade do professor. “Não se trata mais de se pensar num novo método, mas de uma ‘revolução conceitual’, relacionada ao desenvolvimento cognitivo da criança, que redimensionou a graduação das dificuldades, ‘desmetodizou’ o processo de alfabetização e questionou o uso de cartilhas”, afirma Alexandroff.
“O presidente Bolsonaro foi alfabetizado pela Caminho Suave e deu certo. Eu fui alfabetizada pelo método Montessori e deu certo. Não é questão de método. Um bom professor que se apropria do método que domina melhor consegue alfabetizar as crianças”, diz Altenfelder, que defende que o caminho para melhorar a alfabetização — os dados da Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA) de 2016 apontam que mais da metade dos alunos do 3º ano do ensino fundamental alcançam nível insuficiente em provas de leitura — é fortalecer, qualificar e valorizar o professor.
“O que os casos bem sucedidos de alfabetização no Brasil têm em comum, como o da cidade de Sobral (CE), é uma política de muito apoio aos professores e monitoramento. Olhar e acompanhar os objetivos de aprendizagem, para que o professor tenha claro onde quer chegar a cada semana e dar apoio a quem não chegar”, diz.
“Tem muito a ver com a formação dos professores, tanto a inicial quanto a continuada; os professores não aprendem a alfabetizar nos cursos de pedagogia.”
A exposição restrita da criança ao mundo da leitura apresentado pela Caminho Suave, na visão dos especialistas, é ainda mais prejudicial para as famílias mais vulneráveis, para quem a escola é o único momento do dia de contato com a cultura da linguagem escrita. Nas famílias de renda e escolaridades mais altas, a restrição pode ser compensada pelo contato com jornais, livros, internet, receitas e outros tipos de material escrito.
Crédito: MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL Image caption Experiência da criança em casa já influencia relação com a leitura antes mesmo de ir para a escola, dizem educadores
Para o Brasil dos anos 50
A alfabetização no modelo da Caminho Suave era voltada a resolver um problema de um Brasil majoritariamente rural e analfabeto: a dificuldade de ensinar as crianças a unirem letras em sílabas, as sílabas em palavras e, assim, aprenderem a ler.
De acordo com dados do Censo de 1950, 57,2% da população brasileira era analfabeta naquele ano. No Brasil, em 2018, havia 11,3 milhões de pessoas com 15 anos ou mais de idade analfabetas, o equivalente a uma taxa de analfabetismo de 6,8%.
Durante boa parte do século XIX, o Brasil, assim como outros países latino-americanos, esteve entre aqueles com os piores indicadores educacionais do mundo.
Para se ter ideia do enorme atraso educacional, foi somente na década de 1990 que a média de anos de estudo do Brasil chegou ao nível observado nos Estados Unidos no início do século XX; e somente em 2010 a proporção de indivíduos com ensino médio no Brasil se igualou à que já era observada nos Estados Unidos na década de 1940, afirma artigo assinado pelo economista Naercio Menezes Filho, do Insper, sobre a história da educação e as origens da desigualdade regional no Brasil.
Além disso, o Brasil ainda era um país de população predominantemente rural até 1960; a população urbana era de 31,2 %, em 1940, tornando-se maioria, 67,6%, somente em 1980. Não existia a internet, e as exigências do mercado de trabalho eram bem diferentes das atuais.
“Era uma época em que a escola era para muito poucos. E como era um país muito analfabeto, a pessoa que escrevia uma palavra e lia textos muito simples era considerada alfabetizada”, diz Anna Helena Altenfelder. Hoje, em um mundo em que terão que participar de um mercado de trabalho tecnológico, que exige cada vez mais criatividade e habilidades emocionais, a cartilha parece insuficiente.
“Fazia sentido para o Brasil da época, para a psicologia da educação da época, em que a escolaridade média do brasileiro era de dois anos de estudo. Para a sociedade da época que pensava na formação de um cidadão sem as exigências do mundo atual, de criatividade, autonomia, resolução de problemas.”
Fonte: BBC News
Por Ligia Guimarães
Da BBC News Brasil em São Paulo
13/01/2020 14h50
Filiados têm desconto em curso de formação em psicanálise clínica
Jornalista: Leticia
A ACCE – Psicanálise & Psicologia oferece aos(às) professores(as) e orientadores(as) educacionais filiados(as) ao Sinpro-DF desconto nas mensalidades do curso de formação em psicanálise clínica. O curso terá duração de 25 meses e a primeira aula acontecerá no 3º sábado de fevereiro. Mais informações pelos telefones 98445-5508 ou 98466-2302.
A ACCE é uma organização que atua na formação de profissionais psicanalistas, visando o desenvolvimento do pensamento crítico do ser humano, trazendo à tona sua dimensão inconsciente, por intermédio da ressignificação voltada à saúde da psique. Na promoção da assistência social e voluntariado, atua em todo o Distrito Federal e entorno, por meio de prestação de atendimentos à saúde mental em clínicas sociais com a oferta de assistência psicológica, psicopedagoga e psicanalítica.
Este trabalho, feito por professores e alunos em formação na ACCE – Psicanálise & Psicologia, visa à prevenção da saúde mental de pessoas desprovidas de recursos financeiros, mediante informação, reflexão e atendimento pessoal do indivíduo, de grupo familiar ou grupos comunitários.
Lei proíbe salsicha e presunto na merenda escolar no DF
Jornalista: Leticia
Alimentos embutidos como, salsicha, linguiça, mortadela, presunto e salame estão banidos do cardápio das escolas públicas e das conveniadas com a Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF). A proibição foi anunciada nessa segunda-feira (06), em uma publicação do Diário Oficial do Distrito Federal (DODF)
O projeto de lei foi uma iniciativa do deputado distrital Reginaldo Sardinha (Avante), apresentado em dezembro de 2019. Com a lei, também ficou estabelecido o incentivo do Governo do Distrito Federal (GDF) na produção de campanhas para divulgar “os males à saúde das crianças proporcionados pelo consumo de alimentos embutidos”.
O DF não é pioneiro nesta iniciativa, o movimento por parte do poder público que proíbe alimentos embutidos nas escolas começou bem antes, por leis municipais, particularmente, no estado de São Paulo. Na capital paulista, a proibição completa dois anos.
Em 2015, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou sobre o perigo desses alimentos. Um relatório produzido pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (Iarc, na sigla em inglês), as carnes processadas, que também incluem bacon e almôndegas, foram incluídas na lista dos produtos carcinogênicos, para os quais já há evidência suficiente de ligação com o câncer. Já um estudo da Universidade de Glasgow, na Escócia, e publicado no European Journal of Cancer, apontou que a ingestão de 9 g de alimentos embutidos por dia (1 fatia de mortadela tem 13 g) aumenta em 21% as chances de as mulheres desenvolverem câncer de mama.
Na avaliação da diretora do Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF), Letícia Montandon, a decisão é correta. Para ela, existe uma falha em relação a fiscalização e logística que garantem que uma merenda de qualidade chegue às mesas dos estudantes. “O DF vem enfrentando inúmeros problemas na merenda escolar. No item 35 da nossa pauta de reivindicação está prevista a garantia do cumprimento do programa nacional de merenda escolar, atendendo às necessidades nutricionais de cada faixa etária, e essa tem sido uma de nossas bandeiras de lutas.”, explica.
Letícia afirma ainda que outro ponto essencial para garantir a melhoria da merenda escolar no DF é o incentivo à agroecologia familiar, por meio de parcerias com associações e cooperativas de agricultores, que produzem alimentos orgânicos, com acompanhamento da vigilância sanitária e da secretaria com atuação na área de agricultura e desenvolvimento rural, como determina a meta 8.37 do Plano de Distrital de Educação (PDE).
“Garantir uma merenda de qualidade para todos estudantes é fundamental para educação. Ninguém se concentra ou aprende com fome. A criança precisa estar bem alimentada e nutrida para garantir o aprendizado, do contrário, casos de desmaios como aconteceu em uma escola do Cruzeiro serão frequentes. Além disso, a merenda possui também um papel social, pois muitos estudantes fazem a única refeição do dia na escola, por isso é importante garantir uma merenda nutritiva”, concluiu Letícia Montandon.
Instituto Âmago oferece formação em psicanálise clínica
Jornalista: Maria Carla
Que tal, neste ano, tirar seus projetos do papel? Se você sonha em ser um psicanalista e mudar os rumos da sua vida, o Instituto Âmago pode te ajudar a alcançar essa meta. O Instituto Âmago está com inscrições abertas para o curso de formação em Psicanálise Clínica, que começa em fevereiro de 2020 e tem vagas são limitadas.
O instituto oferece dupla certificação em psicanálise clínica e pós-graduação nessa teoria. Com cursos reconhecidos. E não é só. Os(as) estudantes(as) dispõem de uma equipe de professores(as) formada por especialistas, mestres e doutores(as). Todos(as) com amplo conhecimento na área e formados(as) nas melhores instituições de ensino.
Localizado no Taguatinga Shopping, o Instituto Âmago tem ambiente seguro e confortável, no coração de Taguatinga. Além de fácil acesso de carro ou por transporte público, a estrutura conta com amplo estacionamento, praça de alimentação com diversas opções e uma clínica escola para realização de estágio.
E sabe o melhor? Os encontros presenciais ocorrem apenas um sábado por mês com acompanhamento em EAD. Com toda essa flexibilidade é possível conciliar a realização do seu sonho com outras atividades. E o melhor de tudo: com mensalidades que cabem no seu bolso. E não é só isso, todos os professores que fizerem a inscrição com indicação do SINPRO tem um desconto especial.
As inscrições para a próxima turma já estão abertas e as vagas são limitadas. Não perca tempo, venha conhecer tudo que a nossa Academia de Terapeutas tem a oferecer para você.
Instituto Âmago – Apaixonados por tocar almas humanas!!!
Contato: WhatsApp Institucional: 6139670720 ou 984279752
Nesta quinta-feira (12), acontece o lançamento do livro “Movimentos Socioambientais: lutas, conquistas, avanços, retrocessos, esperanças”. O evento será realizado às 19h, no Restaurante Tiborna, na Comércio Local Norte (CLN 403).
Organizado por Joseph S. Weiss , o livro reúne 14 especialistas − além do próprio Weiss − e analisa o papel do Estado e dos movimentos socioambientais na política ambiental. A obra aborda ainda as sete políticas ambientais: da ONU, dos países andinos e no Brasil, de reservas extrativistas, hidrelétricas, florestas públicas, mineração, além do desmonte atual causado pelo governo de Bolsonaro.
A apresentação do livro é escrita pelo economista brasileiro Aloizio Mercadante que, dentre outros pontos, destaca a obra como “um livro para fortalecer as lutas socioambientais e a resistência democrática”.
O mesmo entendimento é compartilhado pelo secretário do Meio Ambiente da CUT Brasília, Henrique Torres. Para ele, o livro é uma iniciativa louvável, já que aborda um tema extremamente essencial para a sociedade. Torres explica que, atualmente, a pauta ambiental tem ganhado muita força, seja por conta dos riscos do aquecimento global, do uso exacerbado dos agrotóxicos, das lutas por disputas territoriais ou frente às queimadas provocadas na maior floresta tropical do planeta.
“Neste sentido, qualquer instrumento que surja para ampliar nossas reflexões, como este livro se propõe, é bem-vindo. Precisamos amplificar ainda mais nossos gritos por justiça socioambiental, rumo ao socialismo e frente ao horizonte de formação de uma nova sociabilidade”, disse.
No Dia da Declaração Universal dos Direitos Humanos, jovens realizaram um ato no Rio de Janeiro em defesa da democracia. Durante a manhã desta terça-feira (10), vinte e um integrantes de uma ONG se penduraram em paus de arara nas areias da Praia de Copacabana mostrando a necessidade de valorização da democracia e das garantias estabelecidas pela Constituição Federal de 1988.
Além de lembrar os 21 anos da Ditadura Militar e de tudo que foi subtraído do povo brasileiro, o ato também alertou sobre as declarações de autoridades sobre o AI-5, considerado um dos atos de maior poder repressivo tomados durante a ditadura, com a cassação de mandatos políticos e suspensão de garantias constitucionais. Diante da grande quantidade de retrocessos, hoje, no Brasil, a conjura tem nos forçado a fazer esta discussão com a sociedade continuamente.
Série tenta combater ‘ideias esquerdistas’ na história
A TV Escola, ligada ao Ministério da Educação, lançou na segunda-feira (9) a série Brasil: a última cruzada, que pretende abordar a história do Brasil com visão ideológica de direita e conservadora. No primeiro episódio, o autoproclamado filósofo Olavo de Carvalho foi um dos entrevistados.
Ainda são esperados nomes como José Carlos Sepúlveda, intitulado discípulo de Plínio Corrêa de Oliveira (líder da TFP, a Tradição, Família e Propriedade), o delegado, católico e autor de livros jurídicos Rafael Vitola, o licenciado em história Thomas Giulliano Ferreira dos Santos, que escreveu um livro em que critica Paulo Freire, e o analista político Percival Puggina, também conservador e religioso.
Na série, a história é narrada de forma a engrandecer o papel da Igreja Católica e da fé na empreitada de Portugal na chegada ao território que seria o Brasil. O genocídio indígena e a história dos negros escravizados são minimizados. No trailer, a série afirma que “vai revelar a história escondida do Brasil”.
A série é produzida pela produtora Brasil Paralelo conhecida por lançar filmes e livros a partir de um revisionismo histórico, dedicado a combater “ideias esquerdistas” na política, história, cultura e educação. No dia 31 de março deste ano, aniversário do golpe militar, a produtora lançou “1964: O Brasil entre Armas e Livros”, documentário que justifica a derrubada do presidente João Goulart como um movimento de reação à ameaça comunista. A produção foi elogiada pelos filhos do presidente Bolsonaro e incensada em círculos da direita.
UnB realiza seminário sobre o direito como liberdade
Jornalista: Luis Ricardo
De 11 a 13 de dezembro, será realizado na Universidade de Brasília (UnB) o Seminário Internacional O Direito como Liberdade: 30 anos de O Direito Achado na Rua. O evento se apresenta como um espaço com disposição e potencial para colecionar elementos temáticos e estéticos, modos de interpretar, de narrar e de instituir redes e plataformas para a conformação teórico-prática dos protocolos de pesquisa e extensão que se projetarão no tempo, refletindo sobre o atual momento de crise paradigmática do direito, dos direitos humanos e da sociedade brasileira.
O seminário se constitui como um espaço de encontro e diálogo científico, institucional, social e cultural, proporcionando a troca de experiências acadêmicas e de assessorias jurídicas universitárias e advocacia popular em diversos campos temáticos e institucionais, se apresentando como espaço-tempo disposto a proporcionar a anunciação de modelos analíticos de impacto e potencial explicativo e de intervenção na realidade do direito, dos direitos humanos e da sociedade brasileira em perspectiva latino-americana. Reúne e difunde análises e experiências de assessoria jurídica a povos indígenas e comunidades tradicionais, proteção e combate à violência contra a mulher e à população LGBT, combate ao racismo e projeção de conceitos e práticas aptas ao reconhecimento das diversidades raciais, econômicas, sociais, étnicas, culturais, de gênero e sexualidades, em suas diferentes formulações semânticas sobre o direito em face dos espaços sociais, autoridades estatais e instituições judiciais.
Reunidos em assembleia nesta quarta-feira (4), trabalhadoras e trabalhadores da CEB decidiram manter o movimento iniciado ontem (3/12). Para a maioria da categoria, a proposta de Acordo Coletivo de Trabalho apresentada pela Companhia continua insuficiente.
O contexto da greve dos cebianos é complexo. As políticas anti-trabalhadores, materializadas com a reforma Trabalhista, e a linha privatista adotada tanto pelo governo federal como pelo distrital suscitam um ambiente nada favorável à manutenção de direitos, muito menos de novas conquistas.
Como exemplo da gravidade da situação, o governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), considera as conquistas legais e legítimas garantidas pelos trabalhadores da CEB no ACT como “criminosas”, e se refere ao movimento grevista respaldado pela Constituição Federal como “injusto”. Os adjetivos descontextualizados têm um objetivo ainda maior: inflar o projeto de entrega da estatal ao capital provado. Longe de ser elucubração, a afirmação é feita a partir da fala do próprio governador, que disse iniciar agora atuação para “acelerar o processo de privatização da CEB”.
Cientes da possibilidade iminente de prejuízos ainda maiores, a Comissão de Greve do Sindicato dos Urbanitários (STIU-DF) orientou na assembleia dessa quarta (4) a suspensão do movimento grevista. A indicação, entretanto, só foi feita após um longo processo de negociação, que assegurou alterações substanciais na proposta original de ACT apresentada pela CEB. Para se ter ideia, a intenção da empresa era retirar 22 cláusulas do acordo. Após as reuniões, apenas 2 passaram a não integrar o documento, uma que trata do piso profissional (negada pelo STF), e outra sobre a jornada de trabalho de 8 trabalhadores vinculados à CEB que atuam no posto do Na Hora, mudando suas jornadas de trabalho de 6 horas diárias para 8 horas.
Com o esforço da Comissão de Greve e a mobilização da categoria, foi mantida, por exemplo, a cláusula que trata sobre a política de desligamento, que inibe demissão imotivada. Este é um direito histórico da categoria, e que a CEB tinha pretensões de extinguir.
Ainda foi garantida a manutenção de auxílio-doença, a gratificação de férias no percentual de 60%, a liberação de 5 ao invés de 3 dirigentes sindicais (atualmente, a liberação é feita para 7 dirigentes), entre outros pontos.
Outras cláusulas se mantiveram no acordo, mas com redução. É o caso do auxílio-creche/auxílio-babá, que era de R$ R$ 1.000 para crianças com até 6 meses, de R$ 357,27 para crianças de 7 meses a 3 anos, e de R$ 296,95 para crianças de 3 anos e um mês a seis anos. Após as negociações, o valor proposto foi de R$ 500 para crianças de até seis meses e R$ 250 para crianças de 7 meses a 3 anos. Entretanto, a proposta original da CEB era de extinguir o auxílio.
Outra situação semelhante está na indenização por morte ou invalidez permanente. O benefício, que era de 60 vezes a remuneração do empregado, passou a ser de 30 vezes o mesmo valor.
“Estamos abertos a continuar conversando e negociando com a Companhia, no sentido de fazer avançar, e esperamos que o GDF e a CEB sinalizem com avanços para que a gente possa resolver esse impasse. Continuamos na luta. Nosso dever é fazer o que a categoria decide”, afirma o diretor do STIU-DF João Carlos. Ele ainda afirma que, diante da decisão da categoria, é importante que todas e todos se mantenham unidos e atuantes nas ações diárias do movimento grevista.
Com a vigência da reforma trabalhista, que impõe o fim da ultratividade, trabalhadores e trabalhadoras da CEB estão sem a garantia de qualquer cláusula do ACT, já que o prazo final do acordo se encerrou no último dia 30 de novembro, já com a prorrogação de 30 dias.
Mamulengo de la Mancha, espetáculo de bonecos e sombras propõe um encontro entre duas culturas, a Espanha profunda de Cervantes e o nordeste brasileiro.
Numa ruptura espaço-temporal, Dom Quixote e Sancho Pança desembarcam no porto de Recife em pleno carnaval do século XXI, pensando que haviam chegado a uma ilha do lago de Castela, região originária de Dom Quixote. Neste novo contexto, os dois personagens são capturados pela polícia como imigrantes ilegais, uma vez que chegam como náufragos, além de falarem outra língua e não possuírem documentos. A partir daí, os dois se confrontam com situações que pontuam o desenrolar da trama, permeada por cenas e personagens do Mamulengo, habitantes desse novo contexto.
A primeira parte do espetáculo é encenada com o teatro de sombras, na qual são narradas as aventuras de Dom Quixote e Sancho Pança por Castela, região central da Espanha, seguida pela equivocada travessia do oceano Atlântico. Ao aportarem em Recife, o espetáculo passa a ser representado com bonecos de Mamulengo.
O espetáculo é apresentado por dois atores – sombristas -bonequeiros, que se fundem com as sombras, as silhuetas e os bonecos, estes últimos originários de vários mestres mamulengueiros de Pernambuco.
Sobre Dom Quixote
O livro Dom Quixote foi escrito pelo espanhol Miguel de Cervantes (1547–1616), cujo título original é El ingenioso hidalgo Don Quixote de La Mancha, com sua primeira edição publicada em Madri no ano de 1605.
O protagonista da obra é Dom Quixote, um fidalgo falido e já de certa idade, que perdeu a razão por muita leitura de romances de cavalaria. Ao pretender imitar seus heróis, decide tornar-se um deles, vivendo seu próprio romance em companhia de Sancho Pança, seu vizinho e fiel escudeiro, que o acompanha acreditando que terá como pagamento, o título de governador de uma ilha.
Este projeto foi agraciado com o FAC – Fundo de Apoio a Cultura/ 2016 da Secretaria de Estado da Cultura do DF.
As apresentações ocorrerão entre os dias 10 e 11 de dezembro, no Complexo Cultural de Planaltina, às 15h e 20h a entrada e FRANCA.