CEF 11 DE CEILÂNDIA SUL REALIZA FEIRA CULTURAL

Como objetivo de promover a cultura, estudantes do CEF 11 de Ceilândia Sul realizam a 3º edição da Feira Cultural, importante evento que trás a comunidade escolar para debater assuntos ligados ao cotidiano e a realidade da sociedade.

Para a diretora Alzira Formiga, responsável pela escola há oito anos, a atividade é um momento onde estudantes e professores podem propor e trabalhar temas que geram momentos reflexivos. “Em sua terceira edição, nossa escola celebra mais um evento com trabalhos e temáticas que hoje são debatidos não só em casa, mas também nas rodas de conversa entre amigos e colegas’’, afirma a diretora”.

Ao todo foram 11 salas preparadas e montadas para receber o público. Entre uma sala e outra, os jovens deixaram expostos em um mural, recados e mensagens de apoio à causa ligada aos números excessivos de violência contra a mulher, que vem crescendo no Distrito Federal.

Quem comemora o resultado da feira é o estudante Matheus Lima de Lima, do oitavo ano. “Falar sobre cultura é algo muito importante para humanidade. Pensar em coisas novas, falar sobre literatura, teatro e arte faz toda a diferença, diz Matheus”.

Preparamos uma galeria com fotos da atividade no CEF 11 de Ceilândia Sul. Veja abaixo.

 

JORNADA PELA VIDA: LUTA E RESISTÊNCIA

PELA SOBERANIA NACIONAL E INTEGRAÇÃO DOS POVOS

 

A America Latina tem sofrido ataques a democracia com o avanço dos governos de ultra direita no poder. As conseqüências da retomada das políticas neoliberais resultam no desmonte e golpes de Estado, com privatizações de empresas e de serviços públicos, como saúde e educação, perda dos direitos de homens e mulheres, venda de riquezas naturais para transnacionais e a utilização de mão de obra barata, o que diminui a renda das famílias, aumenta a desigualdade social e concentração de renda nesses países.

É neste contexto que acontece, no período de 01 a 03 de novembro, em Havana, capital de Cuba, a Jornada Continental pela democracia e contra o neoliberalismo com a presença de representantes e caravanas de movimentos sociais, sindicatos, partidos políticos de esquerda de todo o continente americano e de outros continentes.

Esta Jornada nasce nas lutas de cada povo americano no processo de independência de suas nações sob o julgo colonialista, principalmente, de Espanha e Portugal. Vários foram os movimentos e contextos que impulsionaram esta jornada, como início, temos a ideia de unificação da luta na Carta de Jamaica, escrita por Simon Bolívar, em 6 de Setembro de 1815; se fortalece nos processos revolucionário da classe trabalhadora que marcaram a história e as experiências na América Latina; perpassa a luta até 2005 contra os ideais neocolonialista estadunidenses presentes na ALCA (Área de Livre Comércio das Américas), impondo acordos de livre comércio com amplo processo de privatizações, saque das riquezas nacionais e crescimento da pobreza por meio da precarização e intensa exploração da mão de obra latina; é projetada em novembro de 2015, quando as organizações sociais cubanas, junto a redes e articulações regionais com a presença de movimentos populares de todo o continente celebraram em Havana 10 anos de derrota da ALCA; e, finalmente, tem seu início no período de 16 a 18 de novembro de 2017 em Montevidéu, momento em que ocorreu o encontro da “Jornada Continental pela Democracia e contra o Neoliberalismo”.

 

Neste sentido, a Jornada Continental em Havana terá o importante papel de unificar as lutas populares no continente americano haja vista a nova fase do capitalismo que se apresenta como um período histórico de grande barbárie mediante a intensa precarização do trabalho, maior exploração de mulheres e negros, retirada de direitos, crescimento gigantesco do desemprego e retorno da pauperização dos povos como projetos, intenso embargos econômicos e guerras híbridas aos povos que resistem ao imperialismo estadunidense, revitalização dos Estados de exceção sob a aparência da pseudo-legalidade e, com isto, a reestruturação dos blocos econômicos, como a atual integração do Mercosul com a União Europeia (UE). Esta integração visa consolidar a divisão internacional do trabalho, deixando para a América Latina a produção de matéria prima com pouco valor agregado, com grandes impactos ambientais, baixa ou nenhuma industrialização e uma farta mão de obra de desempregados como exército industrial de reserva para suas multinacionais.

 

Como apontado, a atual conjuntura tem, cada vez mais, atuado para enfraquecer e criminalizar os movimentos sociais, as organizações sociais, as esquerdas, mas principalmente retirar governos democráticos e populares, desestabilizando-os a partir de uma sucessão de golpes de Estado parlamentar-jurídico-midiático. Isto significa atentar contra a soberania popular nacional e o interrompimento das reais mudanças na estrutura econômica e social até a última década em curso em alguns países da América Latina. Essas mudanças vinham por meio de políticas que visavam garantir a participação popular nas tomadas de decisão Estatal e, assim, visavam uma justiça social com um pequeno alívio na exploração e privilégios das elites sobre os e as trabalhadoras, que é a constituição do antigo Estado de bem estar social.

 

Como exemplo mais evidente dessa necessidade de retirada de governos democráticos e populares por meio de golpes, temos a edição do que vem sendo acordado, no último período, que é a “negociação” de “livre comércio” entre a União Européia (UE) e o Mercosul encaminhado após o golpe  da presidenta Dilma. Este acordo, no sentido mais estrito da expressão, representa e enaltece uma lógica perversa relacional, que submete a um país “vender o que produz e comprar o que necessita”, estabelecendo regras que favoreçam os países mais ricos com altos padrões de industrialização, assegurando seus interesses e, com isto, consolidando seus acessos “livres” aos mercados, sem a qualquer possibilidade de reciprocidade efetiva, haja vista a concorrência desleal entre estruturas produtivas tão desiguais. Por isso, a necessidade de afastar, golpear, criminalizar governos que possibilitem ao povo lutar contra essa agenda e, assim, criminalizar movimentos sociais, organização, sindicatos e partidos de esquerda, pois a organização popular se constitui como verdadeiro impasse a materialização dessas ofensivas que são elementarmente contra a democracia, a soberania popular, os direitos humanos, a integração entre os povos, a integração das lutas populares, enfim, contra a vida!

 

AS LUTAS DAS MULHERES FRENTE À OFENSIVA CONSERVADORA

 

As desigualdades entre mulheres e homens são resultados das relações sociais que ocorrem no interior da família, nas comunidades, no Estado e no mundo do trabalho, ainda mais quando regulado por um mercado opressor, que visa somente o lucro. Vivemos num sistema capitalista e patriarcal que determina diversos aspectos de nossas vidas e as mulheres nesse contexto estão inseridas nos trabalhos mais instáveis, sazonais e com piores remunerações. Em momentos de crise, são as primeiras a serem atingidas, sendo demitidas, tendo seus trabalhos ainda mais precarizados e se sujeitando a condições muitas vezes insalubres em troca de um serviço.

Atrelada a esta realidade da vida pública, o trabalho doméstico e de cuidados, que são essenciais para a sustentabilidade da vida, são invisíveis e desqualificados. E no momento atual, com essa onde conservadora na America Latina, esse modelo capitalista, machista, racista, heteropatriarcal incentiva a manutenção das mulheres nesses espaços privados. O modelo econômico sobrecarrega as mulheres com o trabalho doméstico e de cuidados, retiram as creches públicas, escolas em tempo integral, sem fornecer as condições básicas para que as mulheres tenham sua autonomia econômica. Com a ofensiva dos governos neoliberais a lógica da divisão sexual do trabalho permanece ainda mais evidente com o desmonte das políticas afirmativas para as mulheres.

As mulheres, porém, não se calam. Toda a luta contra a ALCA, o neoliberalismo e o livre comércio impulsionou a construção recomposição de um campo feminista e anticapitalista baseado na auto-organização, local, passando pelo regional e internacional. No Brasil as mulheres foram as responsáveis pelos grandes atos desde o golpe de 2016, seguido pelo ano eleitoral em 2018 com os protestos do “elenão” e no ano de 2019 com o 8 de março e a Marcha das Margaridas no Brasil. Continuamos ocupando as ruas para denunciar os ataques aos direitos das mulheres, fazendo desse momento uma oportunidade de fortalecer a organização na luta e mobilizadas em defesa de nossos direitos e por uma sociedade mais justa e igualitária.

 

DESAFIOS E PROPOSTAS

Para a superação deste modelo ultra-neoliberal, precisamos estabelecer uma defesa incondicional da democracia com amplos setores da sociedade, garantir e avançar na conquista de direitos, da soberania e da autodeterminação dos povos com interação fraternal entre as nações, enfim precisamos lutar pelo rompimento com as amarras estabelecidas por esta conjuntura de avançado capitalismo, agora ultra-neoliberal, com características concentradora de riquezas, insustentável, conservadoras e neo-imperialista. Para tanto, elencamos alguns pontos para reflexão e ação:

 

  • Construir um discurso crítico com a militância, setores populares e juventude frente à ofensiva conservadora;
  • Organizar setores da sociedade anticapitalista perante a conjuntura;
  • Ampliar os laços entra campo, floresta, águas e áreas urbanas, fortalecendo assim a luta e resistência;
  • Contrapor em todas as instancias aos tratados de livre comercio em que as regras são desiguais, reafirmando a Soberania Nacional;
  • Trabalhar uma agenda feminista que paute nas formações de lideranças a relação do mercado com aumento do trafico de mulheres e crescimento da prostituição;
  • Pensar na sustentabilidade da vida humana com um estado forte onde há redistribuição de renda e políticas publicas;
  • Não fragmentar as nossas lutas com a integração dos povos, justiça social e igualdade, transversalizando temas como o feminismo e pautas ambientais;
  • Lutar e trabalhar para uma nova estrutura econômica que envolva redistribuição, solidariedade, coletividade, com consciência que fazemos parte da natureza e que nossa vida depende dela.

 

            A solidariedade entre os povos, com uma dimensão internacional, é um elemento de resistência aos ataques e ao neoliberalismo/imperialismo no Brasil, com os nossos vizinhos, como Venezuela, Bolívia, Argentina e de não tão vizinhos, como Cuba, que resiste dentro das alternativas e estratégias que possui. Dessa forma, lutar para construir nações soberanas e estabelecer assim instrumentos políticos, sociais, econômicos e ambientais que nos permitam consolidarmos como povos livres e soberanos. Assim, junto a Jornada Continental pela democracia e contra o neoliberalismo, convocamos todos e todas a refletirmos acerca de como as lutas sociais podem intensificar suas ações na mobilização anti-imperialista, frente à barbárie promovida pelo capital transnacional e seus tratados comerciais desiguais e combinados por uma agenda ultra-neoliberal, insustentável. Chega de retrocesso!

 

Leilane Costa (Diretora Sinpro); Melquisedek A. Garcia (Diretor Sinpro); Henrique Torres (Professor da Rede Pública do DF) Ana Carolina Cançado Teixeira (Assessora Sinpro); (Organizadores/as).

II Fórum Regional de Orientação Educacional

Nesta sexta-feira (1°/11) acontece o II Fórum Regional de Orientação Educacional , com o tema “Infância e adolescência: escola e prevenção”. O evento acontecerá das 8h às 12h, no auditório do Centro Universitário IESB.

A atividade é uma parceria entre a Secretaria de Estado de Educação (SEEDF) com as CRE’s de Brazlândia, Samambaia, Taguatinga e Ceilândia.

 

Fórum proporciona escuta, troca de conhecimento e socialização de práticas profissionais

A Gerência de Serviço Especializado de Apoio à Aprendizagem (GSAA) realiza um fórum no dia 22 de novembro, de 8h às 17h, na EAPE (SGAS 907 – Asa Sul). O Fórum do Serviço Especializado de Apoio à Aprendizagem (SEAA) é um espaço de interlocução e troca de saberes/vivências de pedagogos(as) e psicólogos(as) escolares que atuam na rede pública de ensino do Distrito Federal.

O principal objetivo do evento é proporcionar a escuta, a troca de conhecimentos e a socialização de práticas profissionais que privilegiem um olhar institucional, crítico, comprometido com a realidade social das escolas e pautado nos pressupostos e diretrizes que orientam a atuação no SEAA, especificamente a Orientação Pedagógica do serviço.

A conferência será ministrada por Zoia Ribeiro Prestes, com o tema A teoria Histórico-cultural e o significado social da escola, e os(as) inscritos(as) participarão, também, de uma roda de conversas e de uma exposição de práticas exitosas e relatos de experiências relacionados ao SEAA.

A atividade é direcionada a professores(as) e orientadores(as) educacionais, e as inscrições podem ser feitas de 28 de outubro a 17 de novembro pelo site bit.ly/forumSEAA. Mais informações em gseaa.dispre@edu.se.df.gov.br.

Alunos realizam Pedal Social

Com objetivo de promover integração entre alunos e comunidade escolar, o projeto Pedal Social celebra mais uma edição com eventos e temáticas importantes para a formação e capacitação das nossas crianças e jovens.

A ação surgiu durante as aulas da professora Ângela Teresa do Rosário de Sociologia, com o intuito de mudar o olhar dos nossos jovens em função da melhoria da qualidade de vida e do cuidar do próximo e da natureza.

O Pedal Social tem início antes do passeio ciclístico, com ações sociais, tais como: visitas a lares com problemas de recursos financeiros graves; visitas a famílias que moram sob pontes; lares sociais de crianças e idosos; elaboração de café da manhã em hospitais; doação de sangue; cine ecológico e plantação de árvores; visita a abrigo de animais; recreação em escolas infantis e tantas outras ações que são pensadas em cada turma, apadrinhados pelos professores conselheiros de cada turma.

#Participe você também!

 

EX- diretor do Sinpro recebe Título de Cidadão Benemérito de Brasília

Na ultima segunda-feira (15), a Câmara Legislativa do Distrito Federal realizou uma sessão solene para homenagear o dia do professor (a). Para representar toda a categoria e receber o Título de Cidadão Benemérito de Brasília, foi convidado o professor e ex- diretor do SINPRO-DF Rodrigo de Paula, fundador do Sinproep-DF, que até o ano de 2005 fez parte do sindicato representando as escolas públicas e privadas do Distrito Federal.

Durante sua trajetória na diretoria do sindicato, esteve à frente de grandes e importantes conquistas para categoria, e foi convidado em reconhecimento à sua trajetória de vida e trabalho dentro movimento sindical.

A diretoria colegiada do Sinpro parabeniza o professor Rodrigo de Paula pelo recebimento do Título de Cidadão Benemérito da capital.

 

Quem ama mora no Gama, a cidade que tem um cronista apaixonado

Esticada num platô de chapadas, a satélite que fez 59 anos dia 12/10 tem um estádio moderno, sítios arqueológicos e intensa vida noturna

Igo Estrela/Metrópoles

Quem ainda não sabe fica sabendo: há muito tempo, um publicitário num dia feliz criou uma campanha para venda de apartamentos: “Quem ama mora no Gama”. Desde então os gamenses e gamados adotaram o quase verso como a epígrafe da cidade.

Gama fez 59 anos nesse 12 de outubro. É seis meses mais velha que o Plano Piloto. Que me perdoem as demais 29 cidades-satélites, mas o Gama é a cidade teluricamente mais bela do quadradinho. Desdobra-se num platô de chapadas no anel que contorna o avião do doutor Lucio. Quem mora no Gama está mais perto do céu, do Sol, da Lua, das estrelas, de tudo quanto há acima de nossas cabeças. Lá, a luz alumia até a alma.

Tem a forma de uma colmeia, a área urbana do Gama. É projeto do arquiteto Paulo Zimbres (1933-2019), o mesmo que fez a Reitoria da UnB, o projeto original de Águas Claras (que nada tem a ver com o paliteiro construído) e o do Noroeste. A história do Gama é muito mais antiga que a invenção do doutor Lucio. Atribuiu-se o nome a um padre, Luís da Gama Mendonça, que teria morado naquelas paragens no século 18. Mas o Gama existe antes mesmo do próprio nome: nele há sítios arqueológico indicando a presença humana há milênios.

O Gama tem um cronista à altura de tanto amor, Marcelo Pires Mendonça, que parece conhecer não só as artimanhas da crônica como as do coração. Marcelo tem saudade da poeira do Gama de sua infância.

“Sinto muito por não termos mais dias empoeirados ardendo os olhos da molecada batendo uma pelada com bola de plástico. Detestava poeira, e hoje sei que eu, quanto mais empoeirado, mais perto de mim estava”, ele escreveu no site www.gamalivre.com.br. O cronista gamado se lembra “dos campinhos de terra, com pedras marcando o gol, pés cascudos e uma pelota iluminada. A felicidade estava ali e nem percebi. Hoje a minha cidade se deita em um imenso tapete verde e rebola, rebola muito, mas o gol não sai, roubaram meu time. Sinto falta de uma bola…”

O mais admirado e amado time de futebol do quadrado, o Gama, tem um estádio à altura da cidade moderna: o Bezerrão é obra de Ruy Ohtake, arquiteto moderno da geração que cultuava Oscar Niemeyer com devoção quase religiosa. O Gama tem uma igreja singela no alto de uma colina. Tem intensa vida noturna, bares, botecos, restaurantes, churrasquinhos, teatro, boa música, arquitetura moderna e pré-história.

Se for fazer a prova dos nove, o Gama nasceu antes da Candanga e do Bandeirante. Foi na Fazenda do Gama onde Juscelino e comitiva desceram pela primeira vez no sítio da futura capital, em 2 de outubro de 1956. Ao lado, no mês seguinte, foi construído o Catetinho, a primeira obra moderna no cerrado.

Na cidade de quem ama, o cronista não poderia ser menos amante: “Tenho um coração que resiste e insiste em acreditar, se ilude fácil e é encantado, quanto mais amores ele guarda mais sangra, se desmancha sempre e se reconstrói numa velocidade estupenda. Na minha cidade tem quadras que escondem versos lindos, músicas suaves, belos romances, gemidos murmurados e filmes inquietantes. Sinto falta de um amor…”.

Reprodução: Metrópoles 

Estudantes do Caseb são destaque em competições de Matemática

Para muitos, Matemática pode até ser um bicho de sete cabeças, mas para os estudantes de um dos colégios mais antigos de Brasília, o Centro de Ensino Fundamental (CEF) Caseb, a opinião é outra. Isso, graças a um excelente projeto pedagógico desenvolvido na instituição, que tem comprovado que o aprendizado da Matemática vai muito além dos conhecimentos cognitivos. Intitulado Matemática é Para Todos (MEPT), o projeto foi idealizado por Cristina de Jesus Teixeira, professora há 23 anos, lotada no Caseb há sete.

Cristina explica que o MEPT surgiu a partir do desejo de oportunizar aos discentes uma experiência nova no que diz respeito ao ensino da Matemática, algo para além da sala de aula. Por meio do desenvolvimento das habilidades matemáticas e do estímulo à criatividade, o MEPT democratiza a aprendizagem da disciplina. Para ela,  o sucesso do projeto está relacionado ao incentivo, apoio e disponibilização de recursos por parte da equipe gestora.

“O apoio e o trabalho em equipe são fundamentais, pois os projetos só se desenvolvem com engajamento irrestrito de todos  na organização do trabalho pedagógico. Trabalhei em escolas em que não obtive êxito nos projetos porque não havia apoio da equipe gestora. No Caseb, o incentivo foi constante. Todas as solicitações referentes ao desenvolvimento do projeto e às aprendizagens dos estudantes sempre foram prontamente atendidas, como a disponibilização espaço físico para os encontros do MEPT, estruturação dos horários para facilitar os encontros, compra de impressora colorida para as atividades, mudança do horário de almoço dos estudantes participantes e muito mais”, salienta.

 

 

2° fase OMDF – Estudantes acompanhados pelos professores Cristina J. Teixeira e Vilmondes Rocha

 

 

Cristina explica que o MEPT representa possibilidade de mudanças e transformações sociais da realidade dos estudantes. A iniciativa tem evidenciado que todos podem aprender por meio das interações que surgem nos momentos de resolução dos problemas – diálogos, trocas, discussões – e a partir dos resultados positivos em provas e competições. “O MEPT mostrou que matemática é, de fato, para todos, não apenas para os poucos considerados acima da média. Para isso, os estudantes só precisam acreditar em si mesmos. Este é um trabalho que passa mais pela valorização da autoestima de cada estudante do que por questões de conhecimentos cognitivos. Não se trata de ser bom ou ruim em matemática, trata-se de oferecer possibilidades”, afirma.

A metodologia utilizada é alicerçada na concepção histórico cultural de que o processo de aprendizagem ocorre a partir da interação entre os indivíduos. Desta maneira, formam-se em pares a fim de promover e facilitar os processos de diálogos, discussões, argumentações, resoluções de problemas e desafios, resgatados dos bancos da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM), Olimpíada de Matemática do DF (OMDF), Concurso Canguru de Matemática, entre outros.

Inicialmente, as vagas são oferecidas apenas para os estudantes das turmas nas quais a professora Cristina de Jesus Teixeira é regente. Porém, se houver interesse dos demais estudantes, as vagas são ampliadas. A média anual de participação tem sido de aproximadamente 50 estudantes e o engajamento é totalmente voluntário. Os encontros acontecem sempre às segundas e terças-feiras no contraturno das aulas, no período de março a novembro de cada ano.

O MEPT surgiu em 2014 e, ao todo, já são cinco anos de um projeto que vem colhendo os louros do sucesso. Prova disso, são os reconhecimentos angariados em diversas competições. Referente aos resultados nas premiações na Olimpíada de Matemática das Escolas Públicas e Privadas e na Olimpíada de Matemática do Distrito Federal, mais de 70% dos premiados eram estudantes do projeto MEPT. Somente no ano de 2018, por exemplo, 16 participantes do MEPT foram premiados na OBMEP e 25 na OMDF. Já em 2019, 26 estudantes integrantes do projeto tiveram êxito na OBMEP e 27 na OMDF,  totalizando 53 premiações. Em decorrência do bom desempenho em competições, desde de 2017, os estudantes premiados do Caseb têm conseguido, inclusive, bolsas no Programa de Iniciação Científica (PIC) na Universidade de Brasília (UnB).

“O sentimento é de felicidade e dever cumprido ao ver o MEPT gerando tantos frutos. Porém, vale ressaltar que os resultados em olimpíadas são apenas uma das consequências visíveis em relação às aprendizagens dos estudantes. Podemos verificar um desempenho considerável em todas as áreas do conhecimento, como nas habilidades de leitura, interpretação, análise, argumentação e autonomia em relação a resolução de problemas e muito mais. Recentemente, fomos premiados pela CLDF com o selo de Práticas Inovadores em Educação. Esse prêmio tem por objetivo divulgar e ampliar projetos inovadores no âmbito do Distrito Federal. Agora, a ideia é compartilhar nossa inciativa para que outros professores e gestores se apropriem do projeto para desenvolvê-lo em suas escolas”, afirmou a professora Cristina de Jesus Teixeira.

A diretora do Caseb, Angelita Amarante reafirma que o MEPT é um projeto pedagógico muito importante que tem dado certo e viabilizado o aprendizado de matemática para os alunos de uma forma simples e tranquila. “A equipe de matemática e a professora Cristina são os principais protagonistas desse sucesso. Os que estão inseridos no projeto perderam o medo de matemática e viram que são capazes de aprender e desenvolver determinados assuntos que eles achavam que jamais conseguiriam. Não precisa de muitos recursos, o principal recurso é o recurso humano da professora Cristina, que faz um lindo trabalho e conquistou com maestria esses alunos por meio do incentivo, do elogio e da valorização.  Isso sem dúvida faz toda diferença na vida desses estudantes”, concluiu.

 

Professor aborda Readaptação Funcional no Magistério Público em livro

O professor Marco Antonio da Cruz Neris convida os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais para o lançamento do livro Readaptação Funcional no Magistério Público – As representações sociais da identidade de docente readaptado. O lançamento será no dia 4 de novembro, no Restaurante Carpe Diem Brasília (SCLS 104             Bloco D 1 – Asa Sul), a partir das 19h.

Segundo o autor, estende-se, a partir desse estudo, que os fatores contextuais que incidem sobre os docentes no ambiente escolar, e que repercutem no desempenho de sua função, são desencadeadores de diversos fenômenos psicossociais que afetam a imagem do docente em relação a si próprio e ao seu trabalho profissional, ocasionando a manifestação de sintomas de autodepreciação pessoal e profissional, o adoecimento, o afastamento do docente da regência de classe, a readaptação funcional e, por consequência, a alteração de sua identidade profissional.

Participe!

13º Concut: sindicalismo e educação na quarta revolução industrial

Delegação de vários sindicatos do Distrito Federal no 13º Concut

 

A nova organização da classe trabalhadora e de seus sindicatos foi uma das grandes discussões do 13º Congresso, que ocorre em Praia Grande, São Paulo, desde o dia 7 de outubro e vai até sexta-feira (10). O congresso pôs em discussão “o sindicalismo do futuro frente aos avanços das novas tecnologias”.

Trata-se de uma novidade no mundo do trabalho que já está em curso, modificando as relações de trabalho e que tem mexido profundamente com a formação e a profissionalização das pessoas, com as relações trabalhistas entre patrão e empregado e com a execução do trabalho em todos os setores da sociedade e da economia.

Análises mostram que a mão de obra se tornou commodity e, juntamente com uma mudança climática profunda, com a digitalização, os robôs, a inteligência artificial, a classe trabalhadora parece estar enfrentando o fim do trabalho: “o dia do julgamento final”.

Há previsões negativas e indicativas de que a mão de obra, num futuro bem próximo, será substituída por computadores e isso vai se tornar a base material para a vida de todos. O fato é que a automação já é realidade e o futuro começou. Os “contratos” por meio de Aplicativos já é realidade. A uberização do trabalho é real. Como toda mudança, tudo isso gera precarização, medo e incertezas.

Se o medo é mal conselheiro, a incerteza, ao contrário, impulsiona a fazer alguma coisa para modificar a realidade. O debate no 13º Concut aponta não só para o futuro do trabalho, mas também para o trabalho do futuro.  “A questão, no entanto, não é somente saber se a automação ensejará de fato o fim do trabalho. A questão é saber como os humanos que criam máquinas inteligentes e algoritmos irá redistribuímos o aumento da produtividade entre todos no planeta?”, indagava um representante da delegação da África do Sul.

O fato é que a transformação digital tem impacto significativo no trabalho e nas condições de trabalho, a qual é chamada hoje de “Trabalho 4.0”. Antes, as cadeias produtivas eram lineares. Hoje, com a transformação digital, as cadeias estão se tornando linhas abertas interconectadas, com serviços personalizados, com economia de plataforma, com uma mudança na criação do valor e com a reorganização do processo do trabalho.

Educação na indústria 4.0
“A indústria 4.0, quarta revolução industrial, que, em outras palavras, é uma quarta etapa da revolução industrial acontecida na segunda metade do século XVIII significa um conjunto de mudanças tecnológicas que enfrentamos hoje. Ela passa pela automação das fábricas, pela química fina, ou seja, que é produzir a partir da engenharia genética, da inteligência artificial e da digitalização. Esse conjunto de automação, inteligência artificial, digitalização e ainda o uso de novos componentes químicos de produção genética é o que se chama de quarta revolução industrial”, esclarece Antônio Lisboa Amâncio Vale, secretário de Relações Internacionais da CUT Brasil, membro representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e professor da Secretaria de Estado da Educação do Distrito Federal.

Ele explica que esse conjunto forma o processo de mudanças profundas que ocorre hoje no modelo produtivo. “Mas não só. Talvez, o mais assustador, seja a velocidade com que as mudanças acontecem. E isso atinge a educação de diversas formas. Por exemplo, hoje se tem, pelas redes sociais, diversas formas de cursos de línguas. Existem hoje mais estudantes em curso de língua estrangeira por meio de Aplicativos do que nas escolas quer seja nas normais, de língua estrangeira, quer seja nas convencionais na educação regular”, exemplifica o sindicalista que é ex-dirigente sindical do Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF).

Outro impacto dos efeitos da indústria 4.0 na educação é verificado com muita clareza nos cursinhos para concurso. “Embora não sejam da educação pública, os cursinhos são do setor da educação, são trabalhadores da educação que estão. Existem muitos professores que montam um pequeno estúdio em casa e conseguem vender suas videoaulas”, afirma.

Lisboa explica que “a própria velocidade da informação impacta. Há 30 anos, a informação do professor era basicamente pelo livro didático ou pela informação que o professor trazia. Hoje, o professor chega em sala de aula e, muitas vezes, o estudante tem informações que o professor ainda não tem porque ele tem em tempo real. A homeschool e os aplicativos, ou seja, a educação por plataforma já atinge diretamente o setor da educação, quer seja a privada quer seja a pública”, diz.

Esse tipo de situação implica em fechamento de postos de trabalho. “Isso já existe hoje, especialmente na educação privada. Muitos cursos para concurso foram fechados e funcionam online. Muitas escolas de língua estrangeira estão fechando porque as pessoas acessam o curso por aplicativos. Isso vai acabar sendo feito em qualquer área do conhecimento e, além de fechar postos de trabalho, irá gerar precarização, seja por meio de cooperativização seja pela terceirização e até pela contratação de professores por aplicativo, como acontece hoje com motoristas de táxi que são contratados pelo Uber”, afirma.

Para Rosilene Corrêa, diretora do Sinpro-DF, da CNTE e da CUT Brasil, o cenário impõe um grande desafio para a classe trabalhadora que é o de enfrentar a nova realidade, uma vez que a indústria e o emprego têm mudado drasticamente. “Temos de mudar a nossa mentalidade. Se mudarmos, seremos capazes de gerenciar essa mudança. Temos de mudar nossa maneira de pensar e nos tornamos sujeitos dessa mudança e não a vítima”, afirma.

A diretora do Sinpro-DF diz também que “uma das maiores ameaças que a educação está sofrendo é, além de tudo isso, a mercantilização, que vê a educação a distância como alternativa. E uma educação como forma de economizar na contratação de mão de obra. A gente sabe que a educação a distância tem ser usada para facilitar o acesso e não de substituir as escolas presenciais. Mas, na lógica atual do Ministério da Educação, que usa as tecnologias para beneficiar grupos econômicos privados, ela é uma forma de economizar em mão de obra e oferecer uma educação sem qualidade”.

Ela explica que, “atualmente já não é suficiente concluir a educação num ponto de nossa vida e será cada vez mais raro ter um único emprego durante uma carreira profissional. Para isso os trabalhadores precisam de uma estrutura correta para superar as incertezas que sempre vem quando há mudanças”, afirma.

Para Rosilene, “esse cenário pode não ser uma ameaça se nós, a classe trabalhadora, nos anteciparmos a ele, criando estratégias e transformando-o em uma oportunidade de melhorar as condições de trabalho e avançar a indústria. Essa transformação não irá ocorrer automaticamente. É preciso a criação de um arcabouço político e de uma estratégia clara”, afirma Rosilene.

Na Alemanha, estudos revelaram que as transformações vão levar à perda de mais de 2,5 milhões de empregos até 2030. Mas, ao mesmo tempo, 2,7 milhões de novos postos de trabalho serão criados. A automação mostra que o futuro já começou.

Confira aqui o link para o vídeo sobre o trabalho do futuro e o futuro do trabalho do 13º Concut

Para acessar mais vídeos do 13º Concut, clique aqui.

Confira as fotos da comitiva do Distrito Federal:

 

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