ADUnB promove ato nacional em defesa da Ciência e Tecnologia
Jornalista: Luis Ricardo
A falta de recursos para ciência, tecnologia e pós-graduação vai inviabilizar a produção de conhecimento no Brasil. A Associação dos Docentes da Universidade de Brasília (ADUnB) promove, no dia 01/10, às 18h30, uma mobilização nacional em prol da Ciência e Tecnologia, da Pós-Graduação e pela revogação de todas as medidas de desmonte da educação pública brasileira.
O evento é organizado em parceria com a Associação dos Servidores do CNPq (ASCON) e o Sindicato Nacional dos Servidores Públicos Federais da Carreira de Gestão, Planejamento e Infraestrutura (SindGCT), e conta com o apoio da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), do Sindicato Nacional dos Servidores Públicos Federais da Área de Ciência e Tecnologia do Setor Aeroespacial (SindCT) e do Fórum Nacional das Entidades Representativas das Carreiras de C&T.
A mobilização reivindicará, entre outros:
1. Repasse imediato dos 330 milhões, necessários para o cumprimento do orçamento de 2019 do CNPq e a garantia de pagamento das bolsas da agência;
2. Recomposição do orçamento para a área de CT&I – 2020, no mínimo nos patamares do ano de 2017;
3. Pela utilização da totalidade dos recursos arrecadados pelo FNDCT em atividades de CT&I (sem reserva de contingência e contingenciamentos futuros);
4. Contra a destruição das Carreiras de C&T;
5. Pelo descontingenciamento do orçamento das universidades federais e outras instituições de ensino e pesquisa
6. Pela revogação imediata da Emenda Constitucional 95 (teto dos gastos);
7. Repasse de R$ 948 milhões para recomposição do quadro e reajuste das bolsas de estudo;
8. Aplicação de 10% do PIB para educação; e
9. Destinação de 25% do pré-sal para a área de C&T.
Audiência pública debate o corte de recursos para pesquisa e os impactos no DF
Jornalista: Luis Ricardo
A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), por iniciativa dos deputados Fábio Felix e Arlete Sampaio, realizam audiência pública nesta sexta-feira (20) com o tema Sem Ciência não há futuro – O corte de recursos para pesquisa e os impactos no DF. A audiência será realizada às 9h30, no Plenário da CLDF.
O Sinpro convida os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais que estiverem em coordenação a participarem, uma vez que estudantes da rede pública de ensino participam de várias olimpíadas e por conta do corte de verbas ficam prejudicados(as). O corte de recursos realizado pelo governo Bolsonaro para o fomento de pesquisa e investigação científica vem comprometendo ações e inviabilizando esforços de investimento e indução de projetos em áreas estratégicas. A falta de investimentos frustra um imenso contingente de estudantes e pesquisadores nas universidades e institutos de pesquisa que dependem desses recursos para viabilizar seus projetos e estudos.
As consequências dessa mordaça orçamentária comprometerão as pesquisas em curso no País, especialmente nas instituições públicas e privadas de educação superior e tecnológica de Brasília, e também impactarão na formação da próxima geração de pesquisadores, gerando desesperança de nossos jovens quanto a fazer carreira nas atividades científicas.
Contamos com a presença de vocês para debater os cortes de recursos para pesquisa e os impactos aqui no DF.
Abertas as inscrições para a Semana Paulo Freire online
Jornalista: Leticia
Uma homenagem aos 98 anos de nascimento do
Patrono da Educação Brasileira
A semana Paulo Freire online está abeta a todas as pessoas interessadas em participar e em conhecer um pouco mais sobre o livro Pedagogia do Oprimido, lançado originalmente em 1968, nos Estados Unidos, mas também em compreender sua importância nos dias atuais e para a educação no futuro.
Para participar, e saber mais sobre o evento, basta acessar o link
Fórum aborda a prevenção ao suicídio e a automutilação
Jornalista: Luis Ricardo
Tendo em vista que o Setembro Amarelo consiste em uma campanha nacional de prevenção ao suicídio e de valorização da vida e que os profissionais da educação, a partir da sua convivência diária com os estudantes e famílias, possuem condições de identificar diversas situações de vulnerabilidade para suicídio e automutilação que muitas vezes não são percebidas dentro da família, há uma grande importância em informar e sensibilizar a comunidade escolar acerca dessa temática. Além disso, de acordo com a Lei 13.819, de 26 de abril de 2019, as Unidades Escolares são obrigadas a notificar ao Conselho Tutelar casos de violência auto-provocada.
Neste sentido, a Coordenação Regional de Ensino, Conselhos Tutelares do Gama e o Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos – UNICEPLAC realizam um fórum relativo à prevenção ao suicídio e automutilação que será parte das atividades desenvolvidas por ocasião do Setembro Amarelo. O referido fórum terá como público-alvo estudantes do Ensino Médio das 8 Unidades Escolares do Gama vinculadas a esta CRE que ofertam essa etapa/modalidade de ensino. Ressalta-se que a atividade ocorre em rede, e tem como promotores: Coordenação Regional de Ensino do Gama (CRE Gama/SEEDF), Conselhos Tutelares do Gama, Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos – UNICEPLAC e apoiadores da ação: Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e Sindicato do Professores do Distrito Federal (SINPRO-DF).
Local do evento:
Auditório do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos (UNICEPLAC) – Gama – Área Especial Lote 2/3, St. Leste Industrial – Gama/DF.
Data do evento:
19/09/2019,das 8h às 11h
20/09/2019, das 8h às 11h e de 14h às 17h
Público-alvo do evento:
Organizado em dois dias de fórum, terá o público distribuído da seguinte forma:
Dia 19/09/2019 – Educadores e Orientadores Educacionais da Unidades Escolares do Gama;
Dia 20/09/2019 – Estudantes das Unidades Escolares de Ensino Médio do Gama.
Justificativa do evento:
Essa atividade fundamenta-se nos Pilares 8 e 9 da Base Nacional Curricular Comum que preconiza que a Educação trabalhe as Competências Socioemocionais, favorecendo e exercitando o Autoconhecimento e Autocuidado e o Reconhecimento do sentimento do outro, a Empatia e a relação dialógica. Também busca promover um ambiente escolar de promoção à vida a partir do debate sobre ideação suicidada e automutilação, numa perspectiva preventiva e de saúde mental do indivíduo e da coletividade. A promoção do protagonismo dos estudantes torna-se um aspecto desenvolvido nesta ação uma vez que estes serão envolvidos diretamente em atividades formativas e de trocas de experiências com seus pares no espaço escolar através das rodas Terapia Comunitária Integrativa e de um produto que é a produção de um vídeo sobre prevenção ao suicídio e à automutilação. Além da grande demanda de casos que diariamente são registrados nos Conselhos Tutelares, Unidades Básicas de Saúde e Pronto Socorros.
Objetivos:
Conscientizar sobre a prevenção do suicídio e da automutilação, buscando alertar nossos estudantes a respeito dessa prática entre os jovens. Capacitar educadores para que possam identificar comportamentos de riscos relacionados à automutilação e ao suicídio.
Programação:
Duas Mesas de Debate com especialistas nos temas de Prevenção ao Suicídio e à Automutilação:
No dia 19/09 a mesa será composta por profissionais da saúde e da educação que tratarão do assunto para Educadores(as) e Orientadores(as) Educacionais com intenção de instrumentalizá-los(as) com relação à temática que terá desdobramentos na escola.
No dia 20/09 a mesa será direcionada a estudantes do Ensino Médio e contará com a participação de profissionais da saúde e da educação que tratarão do assunto com linguagem apropriada para o público presente.
Após os debates dessa mesa, os(as) estudantes serão orientados a realizarem atividades práticas na escola, voltadas para a prevenção ao suicídio e à automutilação, resultando na produção de um vídeo, que deverá ser apresentado no mês de novembro.
Avaliação:
Os(as) educadores(as) de diferentes áreas, numa perspectiva interdisciplinar, serão orientados(as) a avaliarem as atividades de forma processual, tendo os(as) estudantes como protagonistas. Poderão realizar produção de textos, seminários, Grupos de Verbalização e Observação, entre outras estratégias. A produção do vídeo também será um instrumento avaliativo do trabalho individual e coletivo, desde o processo de elaboração ao resultado final.
A capital federal recebe um dos maiores eventos de valorização das raízes africanas do Brasil: o Festival Cara e Cultura Negra. Até o dia 23 de setembro, professores(as), orientadores(as) educacionais e a sociedade em geral poderão conhecer um pouco mais dos saberes dos povos africanos, com exposições e debates dos mais diversos formatos, além de música, artes visuais, moda e gastronomia.
De acordo com a organizadora do festival, Flávia Portela, o intuito do encontro, que chega agora em sua 15° edição, é estimular a reflexão sobre a igualdade racial e a importância da África nos dias atuais. Para ela, existe uma carência de eventos dessa natureza. O Festival também faz parte de um programa de revitalização cultural do centro urbano de Brasília, tendo como principal objetivo reunir produtores culturais da capital e do Brasil para promover o intercâmbio da história e da cultura afro-brasileira. “Os conhecimentos africanos estão impregnados no nosso dia a dia, mas não recebem a devida importância. O festival faz parte de um esforço para superar as barreiras históricas da discriminação e do preconceito, reconhecendo o valor de uma raça que ajudou, com suor e sangue, a construir o Brasil”, explica.
O mote da edição deste ano é África contemporânea e a influência da diáspora no mundo. “Conhecimentos e habilidades trazidos da África contribuíram na formação de sociedades. Para nós, brasileiros, ainda é difícil pensar e reconhecer a cultura que se formou na diáspora. Desconhecemos e, por consequência, não reconhecemos o que temos de africano na cultura afro-brasileira. Não poderia ser de outra forma. A nossa educação nos levou a pensar em termos europeus. Em geral, mantemos a ilusão de uma nação branca, que não somos e nunca fomos”, explica a organizadora.
Para a diretora da secretaria Assuntos de Raça e Sexualidade do Sinpro-DF, Letícia Montandon além de enaltecer a rica cultura deixada pelo povo africano, o evento é uma oportunidade para promover a unidade de luta por meio da formação. “O Brasil possui um vergonhoso passado de um período escravocrata em que milhões de negros e negras foram retirados compulsoriamente do continente africano. Mesmo em meio a diáspora, foi mantido a cultura e os conhecimentos trazidos que ajudaram a construir nossa nação. Hoje, infelizmente, o país ainda carrega mazelas desse período sombrio. Exemplo disso, muitos negros ocupam os piores cargos de trabalho, os menores salários, têm menos acesso às universidades e muitos outros problemas. Temos o dever de construir um país com mais igualdade para todos independentemente da cor de nossa pele, e essa é uma luta diária que deve ser intensificada, ainda mais diante do período de retrocessos que vivenciamos. Nós, do Sinpro-DF, temos a maior satisfação e compromisso em apoiar e ser parceiro em atividades como essa que promove a cultura africana, traz o protagonismo negro e, acima de tudo, promove formação e conhecimento, tanto para estudantes, quanto para professores. Incentivamos todos e todas a prestigiarem as atividades”, conclamou a sindicalista.
JOVEM ARTISTA, EXPÕE PINTURAS EM CENTRO DE INTERNAÇÃO
Jornalista: Leticia
Um jovem infrator com um talento na ponta do pincel. SAM, como é conhecido artisticamente, chegou à Unidade de Internação de Santa Maria sem saber ler e escrever. Aos 16 anos, o menino começou a ser alfabetizado pelas professoras Chris e Tina, que perceberam a facilidade de SAM para a arte. “Foi por meio da arte que nosso estudante despertou o interesse e vontade de aprender. Aqui ele nos mostrou que é possível ser além de estudante, um artista’’, conta Chris Giraldi.
Com o auxilio das professoras, SAM teve a oportunidade de tirar do caderno suas ideias e mostrar para o mundo sua arte em uma galeria criada dentro da Unidade de Internação de Santa Maria, momento onde o jovem se deu conta de sua capacidade em pintar e criar telas. O jovem reproduz grandes nomes da arte, como Tarsila do Amaral entre outros.
‘’Em uma das suas obras, o nosso estudante fez um quadro retratando sua antiga realidade dentro de casa, onde apanhava do pai com mangueiras e isso mostra o quanto é libertador a pintura para ele’’, afirma Chris.
Graças à educação, SAM encontrou o apoio necessário para se descobrir como artista, explorando o que foi ensinado dentro da sala de aula por seus professores. “É sempre importante lembrar do valor e do papel fundamental da educação nestes espaços. Parabenizo ainda a ousadia e sensibilidade dos professores e professoras que atuam na Unidade de Internação de Santa Maria, onde desenvolvem projetos maravilhosos”, afirma o diretor do Sindicato dos Professores, Fernando Reis.
Já é a segunda exposição que o artista reproduz. Agora, ele será capacitado para pintar em telas, com o objetivo de contribuir com o desenvolvimento de SAM.
Assembleia Legislativa do Amazonas recebe denúncias de assédio e agressões em colégios da Polícia Militar
Jornalista: Leticia
Na última semana, após denúncias de professores, estudantes e pais de alunos envolvendo agressões físicas, assédio moral e sexual e outras condutas irregulares cometidas por gestores de colégios militares da Polícia Militar do Amazonas (CMPM), representantes da Associação de Pais, Mestres e Comunitários (APMC) dos colégios da Polícia Militar foram recebidos na na Assembleia Legislativa.
Eles denunciaram casos de agressão física cometidos por gestores contra professores. Também relataram casos de assédio moral e sexual contra estudantes e pais de estudantes, que seriam assediados em troca de vagas no colégio ou melhores notas nas avaliações escolares.
O advogado das APMCs, Ricardo Gomes, esteve na Assembleia Legislativa e disse que cinco dos nove colégios da Polícia Militar possuem denúncias contra gestores. “Temos o caso de um professor que levou um tapa na cara, em pleno pátio do colégio. A agressão foi feita pelo diretor da escola, que estava armado e levou o professor a uma sala fechada onde ocorreram mais intimidações”, denunciou Ricardo Gomes.
Outra denúncia foi feita por mães de estudantes, que seriam assediadas sexualmente por diretores de colégio em troca de melhores notas para os filhos ou vagas para o próximo ano letivo.
“As denúncias estão surgindo em vários colégios da Polícia Militar. É sinal que alguma coisa errada está acontecendo e precisa ser investigada pela Seduc e pelo comando da Polícia Militar”, alerta Ricardo Gomes.
Na tentativa de ouvir todos os envolvidos no caso, a comissão de Educação da Assembleia Legislativa marcou para a próxima quarta-feira (18/09) uma reunião com representantes dos colégios militares, da Seduc, do comando da Polícia Militar e das APMCs. O objetivo é ouvir todos e buscar uma solução para o problema, além de identificar os gestores que estariam cometendo irregulares na administração dos colégios.
Em nota, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-AM) informou que todos os 19 manifestos e denúncias sobre assédio moral e ou abuso de poder recebidos pela Ouvidoria foram analisados e estão sob averiguação. Em 14 processos, a Seduc-AM adotou as medidas administrativas aos co-gestores da Polícia Militar do Amazonas (PMAM) que atuam nas escolas da rede de modelo militar. Quanto aos casos que ainda estão em análise, a Seduc-AM disse que tem o compromisso de encaminhar as medidas administrativas que forem necessárias quando constatadas ou não a veracidade das denúncias.
Inscrições abertas para a oficina “Inclusão na contação de histórias” na FE-UnB
Jornalista: Maria Carla
Estão abertas as inscrições para a oficina intitulada “Inclusão na contação de histórias”, a ser realizada na Sala Papiro da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (FE-UnB). A oficina faz parte da Semana Universitária da UnB 2019.
A oficina será realizada no dia 23 de setembro, das 8h às 13h, e mediada pelas professoras doutoras Keila Abdelkarem, Mariana Mataluna Marta Brügguer. A coordenação é da professora doutora Amaralina M. de Souza (UnB/PPGE).
Audiência pública aponta desmonte da educação pública no Brasil
Jornalista: Luis Ricardo
As Comissões de Legislação Participativa (CLP) e de Direitos Humanos e Minoria (CDHM) realizaram, nesta quinta-feira (12), audiência pública para debater a situação da educação no Brasil. A audiência, proposta pela deputada Erika Kokay (PT-DF), fará parte do relatório sobre a situação dos direitos humanos no Brasil, que será entregue à Organização das Nações Unidas (ONU), entre os dias 16 e 19 de setembro.
A diretora do Departamento de História da Universidade de Brasília (UnB), Neuma Rodrigues, esteve na reunião representando o grupo de trabalho criado pela reitoria da universidade para analisar o projeto Future-se do Governo Federal. Neuma alertou que o programa é uma evidente tentativa de mercantilização das instituições de ensino superior brasileiras.
O Future-se propõe uma profunda alteração na política educacional do ensino superior brasileiro, permite que Organizações Sociais financiem 100% das instituições e não prevê o investimento governamental. “O programa não deixa claro qual será o papel do Estado e impõe uma lógica de mercado extremamente agressiva”, afirmou a docente.
Outro ponto destacado é que o programa fere a autonomia universitária ao prever, entre outras coisas, que as universidades irão seguir programas de internacionalização elaborados pelo Ministério da Educação e pelas Organizações Sociais, sem participação das instituições.
A representante da Rede Escola Pública e Universidade, Débora Goulart, destacou a reforma do ensino médio como um ponto fundamental para entender o desmonte do ensino no país. Aprovada em 2017, a Lei 13.415 permite que o ensino médio seja dividido em percursos formativos.
Das 2400 horas previstas nos 3 anos do ensino médio, 1800 delas seriam dedicadas aos percursos formativos, ou seja, o aluno seria obrigado a escolher entre as 5 áreas de conhecimento (linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas e ensino religioso) previstas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), ainda com 16 anos.
Débora Goulart destaca que um aluno que decidisse mudar a carreira para uma área diferente de conhecimento escolhida, seria obrigado a cursar novamente o ensino médio ou pagar um cursinho particular. A professora lembrou que 87,9% dos alunos estão na rede pública.
“Para as famílias mais pobres e de regiões de maior vulnerabilidade, o ensino médio vai ser apenas uma parcela da sua formação que o impede de chegar ao ensino superior”, afirmou Débora.
A representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Rosilene Corrêa, lembrou que o processo de militarização das escolas ameaça a pluralidade do ensino e implementa uma agenda conservadora para os ensinos fundamental e médio.
“Nós vivemos uma crise na educação e essa crise é proposital, é um projeto. Precisamos reverter esse quadro. É um crime o que está sendo feito, pois a retirada de recursos condena as futuras gerações e transforma o Brasil em um país que muito pouco tem para oferecer”, destacou a professora.
O presidente da Associação dos Docentes da Universidade de Brasília (AdUnB), Luis Antônio Paschetti, destacou que é de responsabilidade de toda a sociedade a defesa da educação pública brasileira. “Este é um momento histórico fundamental pois se perdermos tudo o que já foi conquistado, nós levaremos algumas gerações para o que foi perdido”, declarou Paschetti.
A deputada Erika Kokay defendeu a pluralidade do ensino e destacou que o sucateamento da educação faz parte do projeto de desmonte do Estado, promovido pelo governo Bolsonaro. “A educação é uma questão de soberania nacional, não podemos permitir que o Estado acabe com um dos seus maiores bens”, declarou Erika,
Os resultados desta reunião e de outras realizadas ao longo de 2019, fazem parte do relatório “Direitos Humanos no Brasil 2019”, que pontua o caminho contrário do governo federal em relação às recomendações da Revisão Periódica Universal.
Vestibulares chegando e com ele muitos estudantes já na maratona de estudos se preparando para o resultado positivo no fim das provas. Pensando nisso, um grupo de professores de todo o Brasil e do DF, criaram uma plataforma totalmente gratuita com conteúdos para alunos do ensino fundamental e estudantes que estão em fase final no ensino médio, com preparatórios voltados para o Exame Nacional do Ensino Médio – Enem, que pode ser acessado por meio de celulares e computadores.
A plataforma Seneca JÁ disponibiliza dez cursos de revisão, embasados em conceitos diferenciados de aprendizado, que podem ajudar a melhorar a compreensão dos conteúdos. Com adesão de 10 mil usuários no Brasil, a ferramenta foi criada por neurocientistas de Oxford e Cambridge e usa inteligência artificial para impulsionar o desempenho dos estudantes.
Quem faz parte desse projeto é a professora brasiliense Flávia Belham, cientista chefe da Seneca JÁ. “A Seneca JÁ é uma plataforma de estudos online e gratuita, desenvolvida por um grupo de 70 professores, para ajudar os estudantes a se preparar para as provas, incluindo o ENEM. Professores podem usar a plataforma para passar tarefas e acompanhar o desempenho de cada aluno. Funciona até no celular’’, afirma Flávia.
Além dos estudantes, professores podem fazer o uso da plataforma como método de trabalho em sala de aula.