Sindicatos pressionam parlamentares no aeroporto de Brasília para votarem contra a Reforma da Previdência

Nesta terça-feira (2), diversos sindicatos que lutam pela aposentadoria do povo brasileiro se mobilizaram no aeroporto de Brasília para pressionar os parlamentares a votarem contra a PEC 6/2019 – que trata da Reforma da Previdência. A CNTE esteve presente neste ato e vem pressionando parlamentares para que façam uma outra reforma, que seja justa com os trabalhadores, e por isso pede mais tempo para o debate público e conscientização da população sobre seus direitos conquistados.

O presidente da CNTE, Heleno Araújo, avalia que os professores estão entre os mais atingidos com a proposta do governo Bolsonaro, principalmente as professoras, que compõem 80% da categoria do magistério de nível básico no país. “A aposentadoria especial do magistério praticamente acaba com a reforma, sobretudo para as professoras, tendo que contribuir por dez anos a mais no regime celetista e 5 anos extras nos regimes próprios”. O presidente da CNTE também frisou o debate da aposentadoria especial sob outras problemáticas que incidem gravemente na vida profissional dos educadores, além do baixo salário, como a saúde dos trabalhadores: “A aposentadoria especial é uma questão de justiça e está longe de caracterizar-se um privilégio”. Acesse o Jornal Mural da CNTE em defesa da aposentadoria.

Nesta tarde foi feita a leitura do relatório complementar na comissão especial da Câmara dos Deputados (clique aqui para acessar) e a expectativa do governo é de votar o parecer amanhã (3) para começar a discussão no Plenário na segunda semana de julho.

Prorrogado até 3/7 o prazo de inscrição para o Curso Saúde e Segurança na Escola

A Fiocruz Brasília e a Universidade de Brasilia (UnB), em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (SENASP e SENAD), prorrogaram até o dia 3 de julho o prazo para inscrições no Curso Saúde e Segurança na Escola. Ofertado na modalidade EaD (Educação a Distância), o curso será ministrado entre agosto de 2019 e janeiro de 2020, perfazendo 180 horas, e tem como público-alvo educadores atuantes nos Ensinos Médio e Fundamental das escolas da rede pública de ensino estaduais, municipais e distrital.

O voltado para o fortalecimento da comunidade escolar, o curso é voltado também para demais atores/atrizes de transformação social. Informações disponíveis no site da Fiocruz Brasília: https://www.fiocruzbrasilia.fiocruz.br/inscricoes-abertas-para-curso-ead-saude-e-seguranca-na-escola/.

Confira a seguir o cartaz

São João: Boi de seu Teodoro neste domingo (23) a partir das 17h

São João com o Boi de seu Teodoro é neste domingo (23), das 19h a 01h, na Quadra 15, Área Especial (AE) 02, Sobradinho. Compareça!  A entrada é franca, terá área de recreação infantil, praça de alimentação e muita cultura popular. O São João Boi de seu Teodoro é cultura para a família! Confira a programação.

O Boi de seu Teodoro existe no Distrito Federal desde 1963.

 

 

Sinpro-DF convida gestores para reunião nesta quarta (19)

A diretoria do Sinpro-DF convida os(as) gestores(as) das escolas da rede pública de ensino para mais uma importante reunião. O encontro será nesta quarta-feira (19), às 14h, na sede do sindicato (SIG Quadra 6 Lote 2260).

Em pauta, possíveis alterações da Lei de Gestão Democrática (Lei nº 4.751/2012) e a definição de um calendário de trabalho com o sindicato.

Não deixe de participar!

Participe da enquete do Sinpro e escolha a proposta de Calendário Escolar 2020

Como acontece todos os anos, a Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF) está solicitando a montagem do Calendário Escolar 2020.

Um bom calendário deve ser elaborado considerando alguns aspectos administrativos legais, pedagógicos, políticos e também a pauta de reivindicações dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais.

Pensando nisso, para prestar auxílio à categoria, o Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF) elaborou duas propostas:  Calendário A e Calendário B. Ambos, contemplam a legislação. Confira atentamente as sugestões e responda a enquete abaixo:

 

Qual a melhor proposta para o Calendário Escolar 2020?

 

Proposta A

Proposta B


 

 

Os dois calendários serão enviados para as escolas e poderão ser utilizados como referência nesta tomada de decisão e, assim, em conjunto com a categoria, construir uma proposta democrática.

A enquete também poderá ser respondida pelo Facebook do Sinpro. Para votar na proposta A, reaja com um “joinha”. Para escolher a proposta B, clique no o ícone “coração”.

Confira abaixo alguns pontos que são obrigatórios/importantes em um calendário:

→ Conter 200 dias letivos, sendo 100 em cada semestre;

→ Calendário escolar para o regime anual e semestral: dois calendários que atendam as especificidades. O Sinpro está enviando os de regime anual e, em breve, os de regime semestral para as escolas que trabalham com a EJA.

→ 30 dias de férias, a serem gozadas a partir do final do recesso entre o 2º semestre letivo de um ano e o 1º do ano letivo seguinte, previsto no plano de carreira, Lei 5.105/2013.

→ Férias coletivas: A opção pelo calendário A faz com que o pagamento das férias não ocorra antes das 48h prevista em lei. Geralmente, opta-se por essa opção para aumentar o número de dias de recesso de julho, mas com prejuízo na data do pagamento das férias, que historicamente só é paga junto com o salário, ou seja, até o 5° dia útil.

→ Semana pedagógica: ela geralmente varia de 2 a 5 dias úteis. Não há uma legislação específica que determina o seu tamanho.

→ Segunda e quarta-feira de carnaval: são recessos;

→ Semana de Educação para a Vida: é Lei Federal e deve constar no calendário escolar, contudo a semana pode ser escolhida pela rede de ensino;

→ Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência – Lei nº 11.133/2005: é Lei Federal e deve constar no calendário escolar (dia 21 de setembro);

→ Dia Distrital da Educação Infantil. Lei distrital nº 4.681/2011: deve ser assinalada no calendário escolar;

→ Avaliação Pedagógica do Semestre: reunião com participação de toda comunidade escolar (dia letivo temático). Esse dia foi uma conquista do pedagógico da escola, criado no ano de 2010 (com caráter letivo), após amplo debate do Sinpro com a SEE e com o CEDF;

→ Olimpíada da Matemática (dia letivo temático): deve constar no calendário escolar, essa é uma orientação do MEC, contudo a data de 2020 ainda não foi divulgada.

→ Recesso escolar de julho: o professor pelo novo Plano de Carreira, lei 5.105/2013, tem direito a no mínimo 15 dias de recesso entre o 1º e o 2º semestre letivo. E 7 dias entre o segundo semestre

letivo e o início do próximo ano letivo;

→ Dia da Consciência Negra: essa data (20 de novembro) deve ser assinalada no calendário escolar das redes públicas de ensino – orientação federal, Lei 10.639/2003;

→ Dia do Orientador Educacional: conquista no calendário escolar de 2013, deve constar no calendário escolar (04/12);

→ Recuperação final: para as escolas de regime anual: deve ser destinado um período para essa atividade, esse período não pode estar dentro dos dias letivos – orientação federal. O número de dias não é estipulado e tem variado de um a dois dias;

→ Dia Letivo Móvel: dias prensados com feriados que poderiam a critério da escola mudar de data. Essa proposição da escola, no entanto, deve ser fruto do debate coletivo que deve ocorrer até o final de fevereiro, a partir de março as escolas não podem mais alterar o calendário escolar local, visto que a comunidade escolar (professores e estudantes) precisam se organizar em eventuais novas datas de atividades escolares.

 

 

 

Professores públicos se destacam durante greve geral em Brasília e cidades-satélites

Categoria parou 70% das escolas públicas do Distrito Federal. Diretores do sindicato sugerem que reforma da Previdência seja discutida em sala de aula

Os professores públicos do Distrito Federal figuram entre os principais destaques da greve geral desta sexta-feira (14) na capital do país e suas regiões administrativas. De acordo com dados do Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF), aproximadamente 70% das 792 instituições públicas de ensino pararam as atividades hoje.

A adesão foi geral na rede pública de ensino e em praticamente todas as regiões administrativas as escolas ficaram fechadas. No início da tarde, após se reunirem em assembleia, os professores decidiram ficar em estado de alerta até a reunião que terão na próxima semana com o governador, Ibaneis Rocha.

Além dos protestos contra a reforma da Previdência e por mais recursos para a educação, eles também aproveitaram o dia para se manifestar contra a proposta do governo distrital de acabar com as pecúnias do funcionalismo local.

A sugestão foi anunciada pelo governador, algumas semanas atrás, com o argumento de que, em tempos de ajuste fiscal, não há como a administração do DF manter tal benefício, que atende hoje 1.850 trabalhadores. Os docentes protestam, ainda, contra uma segunda proposta, em estudo, que prevê a extinção de licenças-prêmio para os servidores públicos da capital do país.

Segundo a diretora do Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF), Rosilene Corrêa, integrante da comissão de negociação, na assembleia realizada esta manhã os professores lançaram campanha intitulada “Fora Weintraub”, numa alusão ao atual ministro da Educação, Abraham Weintraub, e de protesto ao corte de verbas na área.

Conforme explicou Rosilene, os professores estão sendo fortemente atingidos pela reforma da Previdência, motivo pelo qual estão participando da greve geral com força. “Participaremos de qualquer ato ou mobilização de combate à reforma”, afirmou ela.

A diretora do Sinpro-DF também lembrou que, no caso específico dos professores do DF, eles estão no quarto ano sem reajuste salarial.  “O calendário da categoria é de luta. As coisas não se encerram hoje, temos muita luta pela frente”, ressaltou Rosilene, destacando considerar importante que os docentes “levem a questão da reforma da Previdência para debate dentro do ambiente escolar. É uma questão que atinge a todos os trabalhadores”, reiterou.

Fazem parte das reivindicações dos professores do DF a discussão de questões como retirada de direitos do magistério público, nomeação de professores aprovados em seleções públicas, novos concursos para a categoria, pagamento das aposentadorias e manutenção da licença prêmio.

Assim como a regularização do pagamento do Programa de Descentralização Administrativa e Financeira para as escolas, plano de saúde para os docentes e  equiparação salarial com as demais categorias de nível superior do DF.

Fonte: RBA

Homofobia agora é crime

Em um sinal de respeito à diversidade e às reivindicações dos movimentos LGBTI, a maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votou pela criminalização da homofobia e da transfobia. A partir de agora, atos preconceituosos contra homossexuais e transexuais devem ser enquadrados no crime de racismo, equiparando as penas às mesmas previstas na lei contra o racismo.

O tema chegou à Corte por meio de duas ações, movidas pela Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transgêneros e Intersexos (ABGLT) e o Partido Popular Socialista (PPS), em 2012 e 2013, respectivamente. O julgamento foi iniciado em fevereiro e nessa quinta-feira (13) o Supremo declarou a homofobia como crime por 8 votos a 3. A pena prevista é de um a três anos, podendo chegar a cinco anos em casos mais graves.

Com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de enquadrar a homofobia e a transfobia no racismo, o Brasil se tornou o 43º país a criminalizar as práticas, segundo aponta o relatório “Homofobia Patrocinada pelo Estado”, elaborado pela Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Intersexuais (Ilga).

 

Conforme a decisão da Corte:

– “praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito” em razão da orientação sexual da pessoa poderá ser considerado crime;

– a pena será de um a três anos, além de multa;

– se houver divulgação ampla de ato homofóbico em meios de comunicação, como publicação em rede social, a pena será de dois a cinco anos, além de multa;

– a aplicação da pena de racismo valerá até o Congresso Nacional aprovar uma lei sobre o tema.

Audiência pública debaterá os cortes na Educação

O Sinpro convida os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais para uma audiência pública nessa quarta-feira (12), às 10h, no auditório da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). A audiência, intitulada Educação não é Mercadoria, é uma iniciativa dos deputados distritais Chico Vigilante, Arlete Sampaio e Fábio Félix, e debaterá os cortes na Educação e os desmontes na Universidade de Brasília (UnB) e em institutos federais.

O evento tem o apoio do Fórum em Defesa da Educação Pública e terá a participação do Sinpro. A participação da categoria é de grande importância no debate deste tema.

Estudantes do CED 04, do Guará I, escrevem seus próprios livros infantis e infanto-juvenis

Os livros foram escritos com liberdade de expressão, criatividade e técnica. Quem pode dizer que passou pelo Ensino Médio tendo escrito um livro? Os(as) estudantes de Língua Portuguesa do Centro Educacional 04, do Guará I, podem.

Como parte dos conteúdos de Língua Portuguesa, o ensino de literatura Brasileira e Portuguesa consiste em mostrar as principais escolas e gêneros literários, principais autores e suas obras, mas é sabido que, com a internet, redes sociais, TV a cabo e séries o estilo de leitura e escrita mudou muito e a procura por livros impressos diminuiu. A questão é se os jovens não gostam de ler ou não foram seduzidos pela leitura da literatura?

O projeto dos livros de autoria própria surgiu da observação do talento de alguns alunos para o desenho e da criatividade para contarem histórias. Já que o ensino de literatura está no programa, por que além de lerem não escrevem seus próprios livros, foi o que pensou a professora.

Levando em consideração a falta de recursos, foi dada total liberdade de criação para a confecção dos livros, inclusive podendo ser escritos à mão. A escolha do gênero também foi livre. Tem romance, ficção, suspense, autobiográfico, drama, história em quadrinhos, verdadeiras obras literárias que, em alguns casos, mereciam ser publicadas por alguma editora.

Não é a primeira vez que alunos do CED 04 escrevem sua própria história por meio de um livro. Em anos anteriores foi publicada, pelos professores da escola, uma coletânea de poesias escritas por estudantes do ensino fundamental e médio.

Os livros dos estudos do ensino médio serão lançados pela manhã, nos dias 17 e 18 de junho, na Biblioteca da escola, que fica próxima a estação de Metro Feira, Guará I. No evento, os autores estarão com seus livros contando como criaram suas histórias.

Visitas à biblioteca

O início do projeto consistiu em levar as turmas à biblioteca, para incentivar a fazer a carteirinha, para que os alunos escolhessem um livro do gosto deles e que lessem pelo menos a sinopse e o início dos livros para verem os estilos diferentes de narrações e gêneros. A partir daí muitos alunos fizeram a carteirinha e pegaram os livros que tinham escolhido para apenas ler a sinopse e a introdução.

O próximo passo foi pedir que escrevessem um livro individual, de dupla ou no máximo de três, com liberdade total de criação. Talento eles e elas têm de sobra, só precisam de incentivo.

Professora da rede lança livro infantil na 35ª Feira do Livro de Brasília

A professora da rede pública de ensino do Distrito Federal Lair Franca será uma das participantes da 35ª Feira do Livro de Brasília. A educadora e escritora de literatura infantil lançará mais uma obra do dia 6 a 16 de junho, na praça entre o Museu Nacional da República e a Biblioteca Nacional.

No total, serão 27.500 m² divididos entre espaços de encontros entre público e convidados, praça de alimentação e um total de 100 estandes com 20 m² para cada um. Realizada pelo Instituto Latino-americano e pela Câmara do Livro do Distrito Federal, a feira traz como tema a importância das bibliotecas e da leitura em momentos de crise.

Na programação estão alguns dos autores mais importantes da literatura brasileira. Oficinas de poesia, café literário, aulas em forma de espetáculos e shows de Arnaldo Antunes e Francis Hime fazem parte da programação, que vai discutir temas contemporâneos como a literatura nas redes sociais e os blogs literários, e temas tradicionais, como o papel da crítica. Autores de todos os gêneros literários e de diferentes gerações integram a programação.

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