Professor é assassinado em Valparaíso

É com pesar que a diretoria do Sinpro informa o falecimento do professor Júlio César Barroso de Sousa, assassinado nessa terça-feira (30) no momento que dava aula no Colégio Estadual Céu Azul, em Valparaíso. O educador de 41 anos, que também já trabalhou no CEF Vendinha, foi morto a tiros por um aluno da escola logo após ter sido expulso por graves ameaças a uma professora.

O crime é mais um nítido sinal de hostilidade e intolerância nas relações interpessoais vivenciadas na sociedade brasileira. Esta hostilidade é refletida nos mais variados segmentos, dentre eles no ambiente escolar. Estes pontos se transformam em episódios de violência, exemplo visto no assassinato do professor Júlio César.

O Sinpro tem lutado por uma educação inclusiva, que além de levar o conhecimento ao estudante, também supra deficiências e ausências de políticas públicas do estado, além de um ensino de qualidade para todos e todas, ponto que oferecerá oportunidades de uma vida melhor para estes estudantes.

Além de enfrentarem o desafio diário de lecionar em escolas sem estrutura e sem investimento do governo na Educação, os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais muitas vezes vivenciam uma rotina de desrespeito, ameaças, agressões verbais e físicas. Infelizmente, esta é a realidade vivenciada em muitos estados e a tendência é aumentar se não houver um investimento imediato na educação e na valorização dos professores e professoras do Brasil.

Vivemos em um país marcado pela cultura do ódio e da intolerância e somente a educação será capaz de reverter essa situação. Nos solidarizamos ao professor Júlio César e reafirmamos o compromisso da diretoria do Sinpro-DF na luta constante em defesa dos direitos e pelo fim da violência nas escolas.

 

Atendimento de protocolo da SEE funcionará no Edifício Phenícia

A Secretaria de Educação do Distrito Federal informa que o atendimento de protocolo da SEE para aqueles(as) que não têm acesso ao SEI funcionará no Edifício Phenícia (SBN Quadra 2 – Térreo). Os(as) servidores(as) que estão cedidos(as), afastados(as) e aposentados(as) devem iniciar os processos protocolando pessoalmente neste novo endereço.

O horário de atendimento é de 8h às 12h e das 13h às 17h.

Pecúnia: um direito constantemente negado

O gozo à licença-prêmio é um direito garantido por lei, mas mesmo assim o Governo do Distrito Federal tem dificultado o pagamento desta indenização, impedindo que os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais aposentados(as) usufruam deste direito após trabalharem mais de 30 anos na Secretaria de Educação do DF. A Lei Complementar nº 840/2011 assegura que este benefício deve ser pago em até 60 dias após a aposentadoria, prazo que vem sendo descumprido sistematicamente pelo governo.

Além de descumprir uma lei, o GDF ainda se apropria da velha política ao utilizar o banco de contratação temporária para suprir a carência. Para se ter uma ideia, a partir do mês de abril de 2015, período que teve início o atraso do pagamento da pecúnia, 4.216 professores(as)/orientadores(as) se aposentaram, aumentando ainda mais o déficit na rede pública de ensino.

Diante da falta de educadores(as) e do descumprimento da lei por parte do governo, conquistamos, em 2011, com a Lei nº 840, a obrigatoriedade da indenização dos períodos de licença-prêmio não gozados em até 60 dias após a publicação da aposentadoria. Em 2015, o então governador Rodrigo Rollemberg emitiu um ofício suspendendo o efeito da lei, momento que iniciamos a luta pelo cumprimento dos direitos dos(as) aposentados(as).

Graças a essa luta e às reivindicações realizadas desde então, o governador recuou, no entanto, nunca cumpriu a lei com o prazo legal, gerando um prejuízo imenso aos professores(as) e orientadores(as), fato que vem se arrastando até hoje.

Durante os anos de 2015, 2016, 2017 e 2018 realizamos vários enfrentamentos para que o GDF não concretizasse o calote àqueles que se dedicaram boa parte de suas vidas ao magistério público do Distrito Federal, e essa luta garantiu vitórias. Uma delas foi um crédito separado pelo governo todo último dia útil do mês para o pagamento de pecúnias dos(as) servidores(as) públicos, além da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) ter sancionado a Lei Complementar nº 947/2018, que dá prioridade ao recebimento da pecúnia da licença-prêmio para servidores(as) aposentados(as) com doenças graves reconhecidas por lei.

A partir de 2015, 1.163 educadores(as) já receberam o benefício, fruto da constante luta travada pelo Sinpro juntamente com os(as) aposentados(as). O prejuízo causado pelo descumprimento da lei por parte do governo é irreparável e muito ainda precisa ser feito para que tenhamos nosso direito garantido.

É diante dessa luta que o Sinpro está em processo de negociação da pauta de reivindicações da categoria, que traz como uma de suas prioridades o pagamento da pecúnia da licença-prêmio.

No dia 30 de abril a Comissão de Negociação do Sinpro terá nova reunião com o governo e assim que tivermos mais informações chamaremos os(as) aposentados(as) para avaliação do processo e encaminhamentos necessários.

Professores lançam livro que aborda criatividade em Matemática

Quatro professores, dois deles da Secretaria de Educação do Distrito Federal, lançam nessa sexta-feira (26) o livro Criatividade em Matemática: Conceitos, Metodologias e Avaliação. A obra será lançada durante o Seminário de Educação Matemática, no auditório do prédio dos Departamentos de Estatística e Ciência da Computação da Universidade de Brasília (UNB).

Participaram do livro Mateus Gianni Fonseca, docente do Campus Ceilândia do Instituto Federal de Brasília (IFB), Cleyton Hércules Gontijo (UNB), Alexandre Tolentino de Carvalho e Mateus Pinheiro de Farias (Secretaria de Educação do DF).  Segundo o professor Clyton Hércules, a obra pode se constituir em uma boa referência para os professores da SEE, tanto para os que atuam nos anos iniciais do Ensino Fundamental quanto os que atuam diretamente na área específica de matemática nos anos Finais do Ensino Fundamental e no Ensino Médio.

Às 14h haverá uma mesa-redonda com os autores, que abordarão os conteúdos da obra. O lançamento da obra ocorrerá na sequência.

Aprovada proposta que facilita proteção às mulheres em caso de violência doméstica ou familiar

O Senado aprovou na semana passada, em votação simbólica, projeto de lei da Câmara que altera a Lei Maria da Penha para facilitar a aplicação de medidas protetivas de urgência para mulheres e seus dependentes, em caso de violência doméstica ou familiar. O PLC 94/2018 seguiu para sanção presidencial.

Para a secretária de Mulheres Trabalhadoras da CUT Brasília, Sônia de Queiroz, mesmo que singelo, trata-se de avanço na luta para coibir atos de violência contra a mulher. “Com a ascensão da direita no país, onde o presidente eleito ostenta um discurso misógino e machista, o que vemos é uma total omissão, negligência e tolerância em  relação a crimes contra os direitos humanos das mulheres. Portanto, esse degrau galgado, mesmo que pequeno, é de grande importância”, disse a dirigente.

O projeto aprovado determina que, observada a caracterização de risco atual ou iminente à vida ou à integridade física da mulher, ou de seus dependentes, o agressor deverá ser imediatamente afastado do lar, domicílio ou local de convivência com a ofendida. A medida de afastamento imediato caberá ao juiz; ao delegado de polícia, quando o município não for sede de comarca; ou ao policial, quando o município não for sede de comarca e não houver delegacia disponível no momento da denúncia.

Atualmente, a lei estabelece um prazo de 48 horas para que a polícia comunique ao juiz de direito sobre as agressões, para que, só então, a autoridade judicial determine sobre as medidas de proteção. Com a demora, a vítima fica exposta a outras agressões, colocando-a em risco até de morte.

A proposta também prevê que, enquanto for observado risco à mulher ou à efetividade da medida protetiva, não será concedida liberdade ao preso.

“Agora, vamos aguardar a sanção do projeto para que a medida se efetive o quanto antes”, concluiu a dirigente.

Em briga de marido e mulher, meta a colher

Para denunciar qualquer caso de violência contra mulheres, ligue 180, número disponível para todo o país. A ligação é gratuita e qualquer cidadão pode reportar um caso.

Fonte: CUT Brasília com informações do Senado

CEF 30 de Ceilândia realiza ato por mais segurança

Estudantes, professores(as), diretores do Sinpro e a comunidade escolar de Ceilândia realizaram um ato nessa segunda-feira (15) contra a falta de segurança no Centro de Ensino Fundamental 30. Segundo o relato de professores(as) e pais de alunos(as), criminosos já invadiram a escola armados e fizeram ameaças de morte. A direção do CEF já solicitou a presença do Batalhão Escolar nas imediações da escola, mas até o momento nada foi feito.

Cansados(as) do descaso das autoridades e das constantes ameaças feitas pelos criminosos, a comunidade escolar realizou o ato pedindo mais segurança. Um dos presentes no ato, o diretor do Sinpro Luciano Matos disse que além das ameaças, os bandidos entram na escola e empurram vigilantes, ameaçam fazer arrastões, fatores que tem deixado estudantes e professores assustados. “Mesmo debaixo de chuva a comunidade esteve presente e solicitou mais segurança para a escola não somente em situações pontuais, mas diariamente. Desde o início do ano já foram duas vezes que a escola é ameaçada e precisamos dar um basta nisso”, ressalta.

O Sinpro cobra investimento na educação com a construção de mais escolas, na reforma de várias unidades escolares, mas também mais segurança. Reivindicamos a presença do Batalhão Escolar nas imediações do CEF para que casos como este não voltem a acontecer.

Festa da Família agita Escola Classe 5 do Núcleo Bandeirante

A Escola Classe 5 do Núcleo Bandeirante recebeu a comunidade escolar no último sábado (6) para mais uma Festa da Família, que este ano trouxe como tema: Em tempos de ‘não tenho tempo’, não perca tempo. O evento tinha como objetivo proporcionar um momento lúdico de aprendizagem e descontração das crianças com seus familiares valorizando o tempo que passam juntos, tempo este que a escola percebe que está ficando cada vez mais escasso.

Durante o encontro os(as) convidados(as), estudantes e a comunidade escolar puderam participar de oficinas de pintura, contação de história, pipoca gourmet, horta vertical, jogos, artesanato e yoga. Para uma das professoras da EC 5, família também é aquela que é composta pelas pessoas com as quais criamos laços de amizade e os chamamos para morar dentro do coração.

Emocionada, a mãe de uma estudante do 4º ano mandou uma carta à direção da escola parabenizando os organizadores pela festa.

Mulheres Unidas em Defesa da Aposentadoria

A Liderança da Minoria, a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher e a Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Mulher convidam os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais para o ato Mulheres Unidas em defesa da aposentadoria. A atividade acontecerá nessa quinta-feira (11), às 9h, no Auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados.

Para se contrapor à reforma da Previdência, que tira das mulheres o direito à aposentadoria, a sua participação é imprescindível. Vamos unir forças e dizer que não aceitamos trabalhar até morrer e não permitiremos que nossos direitos sejam roubados.

Palestra aborda os caminhos para uma outra história do Brasil em sala de aula

Com o tema Dá para ensinar sobre liberdade? – Caminhos para uma outra história do Brasil em sala de aula, a Associação Nacional dos Professores Universitários de História (ANPUH-DF) realiza mais um seminário no dia 12 de abril. A palestra acontecerá no auditório do Sinpro (SIG Quadra 6 Lote 2260), às 14h, e será dada pela professora doutora Ana Flávia Magalhães Pinto, do Departamento de História da UnB.

A atividade é gratuita, aberta ao público e as inscrições poderão ser feitas no dia do encontro. Participe!

Grupo de pesquisa convida professores para o encontro II Narrativas Interculturais e Decoloniais em Educação

O Grupo de Pesquisa Educação, Saberes e Decolonialidades, do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE), da Universidade de Brasília (UnB), vai realizar, entre 3 e 5 de abril, o encontro II Narrativas Interculturais e Decoloniais em Educação, no Centro de Excelência em Turismo (CET/UnB). O evento será realizado em parceria com estudantes do Mestrado em Sustentabilidade junto a Povos e Territórios Tradicionais.

O Encontro II Narrativas Interculturais e Decoloniais em Educação é um projeto desenvolvido na UnB. A primeira edição foi realizada em junho de 2017. Esta segunda edição é considerada um passo importante para a consolidação do evento como um espaço acadêmico-comunitário que reúne sujeitos com distintas trajetórias formativas e que operam com diferentes sistemas de conhecimento (científicos, práticos, estéticos e de contextos tradicionais).

O evento “Narrativas Interculturais e Decoloniais em Educação” constitui um espaço destinado à troca de experiências e ao diálogo entre sujeitos provenientes de diferentes áreas do conhecimento e territórios de aprendizagens: comunidades tradicionais, universidades, movimentos sociais populares, Organizações Não Governamentais (ONG), gestão pública, escolas públicas, coletivos artísticos, dentre outros.

Reúne estudantes, professoras/es, pesquisadoras/es da educação básica e da academia, lideranças, mestras e mestres detentoras/es dos saberes populares, educadoras/es, artistas, assessoras/es populares e gestoras/es públicas/os.

O seu principal objetivo é promover o diálogo em torno de práticas educativas, investigativas, culturais e sociais inovadoras e concorrentes com as orientações monoculturais que desperdiçam experiências e produzem invisibilidades e epistemicídios.

O que se propõe é a consolidação de um espaço de reconhecimento da pluriversalidade do mundo, das culturas, das identidades e das distintas cosmologias e regimes de conhecimento, tendo como ponto de partida as experiências que produzem inovações metodológicas e pedagógicas no campo da educação, que inspiram outros projetos de emancipação, que operam com outras possibilidades estéticas e que oferecem alternativas ao desenvolvimento e à sustentabilidade.

A organização desta segunda edição do evento conta com a participação do  Grupo de Pesquisa Educação, Saberes e Decolonialidades (PPGE/UnB), Mestrado em Sustentabilidade Junto a Povos e Territórios Tradicionais (UnB), Rede Cerrado (ONG), Semiellos da Investigação da Faculdade de Educação (UnB), Grupo Imagens (em)cena (PPGCEN/IDA/UnB).

Confira aqui a programação

Serviço:
O evento acontece no Campus Darcy Ribeiro- Un, nos dias 3, 4 e 5 de abril de 2019.

*Inscrições de 21/03 a 03/04* pelo site:
https://bit.ly/2YasmuK

Acesse o passo a passo para inscrição:
https://bit.ly/2Ton4Z4

Acesse a nossa programação:
https://drive.google.com/file/d/1CygrI2i9bUScHErjEXLNc6hXUilnL7Mp/view?usp=sharing

 

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