Carta de Xapuri lança compromisso de 30 anos de luta pela floresta

“Ninguém abandona a defesa dos povos da floresta e ninguém desiste do legado de Chico Mendes”. A frase ecoou repetidas vezes, como um clamor, ao final do “Encontro Chico Mendes 30 anos: Uma Memória a Honrar. Um Legado a Defender”, que aconteceu no último final de semana, no município de Xapuri (AC). De mãos dadas e com lágrimas nos olhos, 30 jovens extrativistas e 30 lideranças comunitárias, de forma simbólica, entraram lado a lado pela tenda principal e se comprometeram a continuar o legado de Chico Mendes e proteger a floresta para os próximos 30 anos.

O compromisso foi registrado na Carta de Xapuri, manifesto construído coletivamente para reafirmar o compromisso com a defesa da Amazônia, das populações que nela vivem e impulsionar o pacto de gerações entre as lideranças do ontem, hoje e do amanhã. O documento, lido na cerimônia de encerramento pela atriz Lucélia Santos, resumiu o sentimento do Encontro e resgatou os principais ideais do Chico. Confira abaixo um dos trechos:
“Só mesmo você, Chico, para fazer acontecer, nesse tempo amazônico de poucos voos e muitas chuvas, esse nosso diálogo tão profundo, que por inspiração sua, nos faz seguir lutando por um modelo de desenvolvimento sustentável que nos livre das mazelas da depredação ambiental e da contaminação das águas, do solo e do ar que respiramos. Só você mesmo para nos fazer seguir lutando por uma sociedade mais justa, mais solidária e mais igualitária; por esse outro mundo que acreditamos ser ainda possível!

Com grande alegria, aqui celebramos o seu legado. A luta de seus companheiros e companheiras transformou as Reservas Extrativistas! Aquela proposta de uso comum e coletivo das áreas de floresta pelas populações extrativistas que você apresentou no I Encontro Nacional dos Seringueiros, realizado em 1985, em Brasília, cresceu, tornou-se política pública, não só na Amazônia, mas também nos outros biomas brasileiros” – leia a carta na íntegra clicando aqui. 
“A carta marca um novo momento de luta e de esperança para as próximas gerações. Espero que seja o nosso ponto de apoio nessa incansável luta de proteger a floresta”, refletiu Joaquim Belo, presidente do Conselho Nacional dos Seringueiros (CNS).
Angela Mendes, filha do seringueiro, agradeceu o empenho e a presença de todos ao Encontro. “Foram três dias de pura emoção! O legado do líder seringueiro, que uniu pessoas do mundo todo, se encerrou da maneira mais bonita possível, com a leitura da carta de Xapuri. Estamos aqui por conta dele e pela luta dos nossos companheiros. Chico Mendes vive! ”, afirmou.
A jovem Quilvelene Vieira, de 24 anos, moradora da Resex Médio Juruá (AM), disse que foi uma honra participar desse momento histórico. “É por causa do Chico que nós temos direito a usar os recursos de nossa terra de forma sustentável. É uma garantia à nossa sobrevivência e por isso nós jovens precisamos dar continuidade à essa luta e garantir o futuro das nossas florestas e das nossas comunidades”, afirmou.
Sobre o encontro
Ao todo, foram mais de 500 pessoas, entre lideranças vindas de todos os estados da Amazônia, populações tradicionais do Acre, convidados do Brasil e do exterior, além de representantes de organizações e governo, no Encontro realizado de 15 a 17 de dezembro, em Xapuri (AC).“Vivemos momentos de muita saudade e de muita emoção, Chico! Aqui estiveram seus companheiros seringueiros e suas companheiras de empate; de longe, vieram representantes de comunidades extrativistas de todos os biomas brasileiros”, descreveu a Carta de Xapuri sobre o sentimento ao final do Encontro.
Como parte da programação, foram realizadas atividades artístico-culturais, workshops, palestras, rodas-de-conversa, lançamentos de livros, exposição, entrega de prêmios, e eventos.  Dentre os destaques estão: a participação especial de Lívia Mamede Mendes, de 9 anos, bisneta de Chico Mendes, que fez a leitura de uma carta que escreveu para seu avô (confira o conteúdo da carta ao lado); a entrega do Prêmio Chico Mendes, pelo governo do Acre; a romaria ao túmulo de Chico Mendes; uma tarde dedicada a discutir o protagonismo das mulheres e o testemunho de algumas delas que fizeram os empates; e a inauguração da Exposição “Chico Mendes Herói do Brasil”.
De acordo com Ricardo Melo, coordenador do Programa Amazônia do WWF-Brasil, o evento reforçou que, mesmo após três décadas, o modelo de reserva extrativista (Resex), criado por Chico Mendes, é um sucesso e serve de inspiração para outros locais do mundo. “Essa situação nos mostra como um seringueiro, que morava na floresta, conseguiu mobilizar o planeta para a defesa da floresta. A Carta de Xapuri une gerações e nos faz refletir sobre a necessidade de pensar no futuro desse modelo. As Resex não são apenas para quem vive na floresta, mas também para todos nós que buscamos um futuro que concilie desenvolvimento e conservação”, avalia.
O modelo de Resex é um dos grandes legados que Chico Mendes deixou. Foi categorizada pelo Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) como unidade de conservação (UC) de uso sustentável. De acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), no total existem no Brasil 87 unidades de conservação (UCs) de uso sustentável com populações tradicionais extrativistas, dentre elas: 66 reservas extrativistas (Resex), 19 Florestas Nacionais (Flona) e 2 Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS). As Resex compreendem mais de 23 milhões de hectares e são moradia de 70 mil famílias ou cerca de 350 mil pessoas.
De acordo com o diretor de Ações Socioambientais e Consolidação Territorial em Unidades de Conservação do ICMBio, Claudio Maretti, as Resex são inovadoras pois defendem as populações tradicionais ao mesmo tempo que protegem a natureza. “Essa categoria de UCs reconhece o direito de desenvolvimento das populações tradicionais, oferece segurança jurídica e garante o acesso à terra. Para continuar mantendo as Resex, as comunidades não podem deixar de se engajar e se organizar socialmente. Além disso, as Reservas precisam produzir de forma sustentável para que exista qualidade de vida, e os crimes e ataques às Resex, como desmatamento e roubos de recursos naturais, precisam ser cada vez mais coibidos e mitigados”, avalia.
Fonte: WWF Brasil

Categoria é convidada para posse dos novos conselheiros das instituições da sociedade civil

O Conselho Distrital de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência (CODDEDE) convida os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais para a posse dos novos Conselheiros Titulares e Suplentes das Instituições da Sociedade Civil, para a gestão 2019/ 2020/ 2021. O evento acontecerá nessa quarta-feira (19), às 14h, no Auditório do Detran-DF (SAM, Lote A, Bloco B – Edifício Sede do Detran – Atrás do Palácio do Buriti).

Encontro relembra legado deixado por Chico Mendes


Nesta segunda-feira acontece o último dia do “Encontro Chico Mendes 30 anos: Uma Memória a Honrar. Um Legado a Defender”. Realizado de 15 a 17 de dezembro, a atividade é acontece no município de Xapuri, no Acre e reúne trabalhadores(as), ambientalistas e sindicalistas para relembrar e homenagear o legado de Francisco Alves Mendes Filho (1944-1988), mais conhecido como Chico Mendes; seringueiro, sindicalista, ativista político brasileiro e defensor da floresta Amazônica.
A ação é uma realização do Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS) em parceria com o Sindicato dos Trabalhadores e das Trabalhadoras de Xapuri (STTR) e tem o objetivo de honrar a memória e celebrar o legado de Chico Mendes nos 30 anos de sua partida.
A atividade conta com apoio do Sinpro-DF e entra para a história por reunir lideranças renomadas que ajudaram a construir e consolidar o histórico de políticas públicas ambientais, reafirmando o compromissos de defender a Amazônia e os povos que nela vivem.
Durante os três dias de encontro, foi relembrada a herança  de militância deixada por Chico às gerações presentes e futuras, ao apontar que índios e seringueiros não eram inimigos, mas sim, companheiros de uma causa comum e que estavam sofrendo as mesmas injustiças. Mendes mostrou para o mundo uma nova grande confluência de ideais, bem  como a aliança dos povos da floresta, sendo unanime o entendimento de que o trabalho realizado pelo acreano foi fundamental pela luta em defesa das florestas e da produção sustentável, da geração de políticas ambientais.
Desde 1999 o governo do Acre constrói e desenvolve políticas públicas pautadas nos ensinamentos de Chico Mendes e seus companheiros. A gestão estadual reconhece como bens estratégicos a floresta e a relação de respeito entre os povos que ali vivem – indígenas, seringueiros, ribeirinhos e agricultores – e as populações das cidades.
No sábado (15), governo do Estado realizou a entrega do Prêmio Chico Mendes de Florestania às personalidades que contribuem para o desenvolvimento sustentável.
Um dos destaques da noite foi o reconhecimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, laureado na categoria Nacional. Amigo de Chico Mendes, na década de 1980, Lula esteve nas trincheiras de luta dos povos da floresta e de todos acreanos. Como presidente do Brasil, foi um dos impulsionadores das políticas públicas acreanas que, hoje, posicionam o estado como uma das unidades da federação com melhor qualidade de ensino e desenvolvimento sustentável. Em duas décadas, o Acre saltou de um PIB (Produto Interno Bruto) de 2 bilhões para 14 bilhões.
A cobertura completa do evento pode ser acompanhada através das redes sociais do Comitê Chico Mendes.
Com informações do Notícias do Acre
 
 

Audiência Pública celebra os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos

Reunião da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Paris, que criou a DUDH, em 1948

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado Federal promove nesta segunda-feira (10), audiência pública em comemoração aos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH). A audiência que acontece logo mais, às 9h, foi requerida pela presidenta da CDH, senadora Regina Sousa (PT-PI).
A sessão é aberta ao público e os(as) interessados(as) também poderão acompanhar pelo portal interativo  do Senado, e-Cidadania. O encontro acontece no Anexo II, Ala Senador Nilo Coelho, Plenário nº 6.
A diretoria colegiada do Sinpro-DF convida os(as) professores(as) e orientadores(as) a participarem da audiência, diante da importância da Declaração Universal dos Direitos Humanos para toda humanidade.
A DUDH é um documento marco na história dos direitos humanos. Elaborada por representantes de diferentes origens jurídicas e culturais de todas as regiões do mundo, a Declaração foi proclamada pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em Paris, em 10 de dezembro de 1948, por meio da Resolução 217 A (III) da Assembleia Geral, como uma norma comum a ser alcançada por todos os povos e nações. Ela estabelece a proteção universal dos direitos humanos.
Desde sua adoção pela Organização das Nações Unidas (ONU), o documento foi traduzido em mais de 500 idiomas e inspirou as constituições de muitos Estados e democracias recentes ao redor do mundo. A DUDH representa o reconhecimento aos direitos básicos e às liberdades fundamentais de todas as pessoas.  São 30 artigos que lista as garantias para que todos tenham direito a uma vida digna, à liberdade e à segurança, independentemente de sua nacionalidade, etnia, cor, convicção política, religiosa, idade, sexo ou qualquer outra situação.
Alguns pontos da DUDH versam sobre a a Convenção para a Prevenção e a Repressão do Crime de Genocídio (1948), a Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial (1965), a Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres (1979), a Convenção sobre os Direitos da Criança (1989) e a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (2006), entre outras.
Participam da audiência:

  • jornalista Luiz Claudio Cunha;
  • membro da Comissão Brasileira Justiça e Paz (CBJP) Geniberto Paiva Campos;
  • irmã do desaparecido político Antônio Teodoro, Maria Eliana de Castro;
  • procuradora do Trabalho Valdirene Silva de Assis;
  • perita do Ministério dos Direitos Humanos Deise Benedito;
  • presidente da Federação de Aposentados e Pensionistas do Distrito Federal (FAP/DF), João Florêncio Pimenta;
  • professor da Universidade de Brasília (UnB) e deputado distrital eleito pelo PSOL, Fábio Félix;
  • representante do Fórum Nacional Permanente da Sociedade Civil pelos Direitos da Pessoa Idosa, Adenilce Maria de Araújo Silva;
  • secretária-geral do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic), Romi Márcia Bencke;
  • especialista em migrações Tarciso Dal Maso Jardim;
  • representante da Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal no Comitê Distrital de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, Washington Luís Andrade de Araújo;
  • representante da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq), Givânia Maria da Silva;
  • dirigente do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Alexandre Conceição;
  • presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo Filho;
  • dirigente do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Eduardo Borges da Silva;
  • defensor público da União Vinícius Diniz;
  • e um representante da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib).

Para acessar a DUDH completa clique aqui.
Com informações da ONU  Brasil
 
 

Votação da Lei da Mordaça é adiada para a próxima semana

Mais uma tentativa de votação do relatório do deputado Flavinho (PSC-SP) fracassou na tarde desta quarta (5), durante a reunião deliberativa da comissão especial responsável por analisar a proposta da Lei da Mordaça (PL 7180/14). A forte pressão popular e a enérgica ação dos parlamentares que se opõem à medida conseguiram, mais uma vez, conter o andamento dessa grave ameaça à educação no país. Uma nova reunião deliberativa foi agendada para a próxima terça-feira (11), às 9h.
Segundo o presidente da comissão, deputado Marcos Rogério (DEM-RO), a intenção é que o PL seja avaliado até o final do ano legislativo e garante que continuará pautando a proposta. “Há um processo de obstrução sistemático, que faz parte do processo legislativo. Mas é papel do presidente da comissão conduzir os trabalhos com vista ao encerramento, com aprovação ou rejeição do texto”, declarou.
Para a deputada Erika Kokay, além das atrocidades contidas na Lei da Mordaça, as reuniões para a apreciação do relatório do projeto são um festival de irregularidades. “O presidente da comissão quer silenciar a oposição a todo custo e, para isso, está desrespeitando o regimento da Casa”, denuncia a parlamentar.
O PL 7180/14, que é amplamente rechaçado pela comunidade acadêmica, conta com a resistência de centenas de entidades, como associações científicas, de profissionais da educação, sindicatos, instituições de ensino superior e institutos e grupos de pesquisas, que acusam a medida de negar o direito dos alunos e das alunas do Brasil a uma educação democrática, comprometida com uma sociedade justa e igualitária.
Fonte: CUT Brasília

Espetáculo aborda promulgação do AI 5 no Brasil

O Sinpro promove o espetáculo Quem fez 68 não faz 69, que investiga os significados dos fatos que marcaram o ano de 1968, época que ficou marcada pela promulgação do Ato Institucional nº 5 no Brasil. Nessa data, marcada pela ditadura militar, foi instituído no país um golpe dentro do golpe. O espetáculo será realizado na sede do Sinpro, às 19h30, no dia 13 de dezembro.
O texto de Ricardo Guilherme tem uma dramaturgia dinâmica, bem humorada, construída por depoimentos de personagens militantes do período em que foi instaurado o famigerado AI 5 em nosso país, durante a Ditadura Militar. Faz uma revisão da história brasileira das últimas décadas, a partir dos anos 60, dando oportunidade para que os protagonistas de 1968 expressem autocrítica e análises comparativas entre os ideais emblemáticos daquele ano e ideias representativas do pensamento contemporâneo.
Mais informações pelos telefones 99154-7383 (Ruth Guimarães) e 98467-1498 (Sérgio Vianna).

Sinpro promove Torneio de Futebol para professores e professoras sindicalizados

A diretoria colegiada do Sinpro promove nos dias 22 e 23 de fevereiro de 2019, na Chácara do Professor, o Torneio de Futebol para Professores e Professoras Sindicalizados. As inscrições são gratuitas e estarão abertas de 10 a 20 de dezembro. Para fazer sua inscrição, clique aqui.
O evento tem como objetivo recepcionar os(as) professores(as) para mais um ano letivo, além de promover momentos de confraternização e celebração dos 40 anos do Sinpro. “Eventos como esse tem uma importância muito grande, porque oferece à categoria um momento de confraternização e união, além de incentivar a atividade física e a qualidade de vida dos professores e professoras. Por isso é importante a participação de todos e todas para que, juntos, possamos iniciar o ano letivo de maneira saudável e alegre”, afirma a coordenadora da Secretaria de Assuntos Culturais do Sinpro, Thaís Romanelli.
O Torneiro será dividido nas categorias masculina e feminina, com dez participantes em cada uma delas. Na parte da manhã os jogos terão início às 9h, e de tarde, às 14h.
Os três primeiros colocados ganharão troféus e todos os participantes receberão camiseta do evento. É importante salientar que os uniformes dos times ficarão a cargo de cada equipe.
Monte seu time, traga sua família e comemore esse momento conosco.
Mais informações com Joelma (3343-4209).
Clique aqui e veja o regulamento.

Estudante de escola do campo é premiado com medalha de ouro na Obmep 2018

Everton Mendes de Almeida, 14 anos, é um dos 26 estudantes brasilienses que ganharam medalha de ouro na 14ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas e Particulares (Obmep) 2018.
Estimulado pelos pais, pela professora aposentada Rosa e por toda a equipe de docentes do Centro de Ensino Fundamental (CEF) Rio Preto – uma escola do campo da rede pública do Distrito Federal, situada no Núcleo Rural Rio Preto –, o estudante do 9º Ano disputou conhecimento com 18 milhões de participantes. Só no DF, 239.962 estudantes de escolas da rede pública e, mais 10.521, da rede privada, inscreveram-se para participar olimpíada.
Ao todo, 364 escolas participaram, entre públicas e privadas. A medalha de ouro foi conquistada por 23 estudantes da rede pública e, por três, da rede privada. A de prata, por 59 estudantes da rede pública e, seis, da privada; e, a de bronze, por 107 estudantes da rede pública e, 21, da rede privada.
Everton diz que, agora, pretende estudar mais ainda para disputar o ouro internacional e ingressar no curso de engenharia mecatrônica da Universidade de Brasília (UnB).“O ouro sempre foi meu sonho. Achei que nunca conseguiria, mas, finalmente, consegui. Está sendo uma experiência incrível”, declara o estudante.
Nos dois últimos anos ele ganhou medalha de bronze e, em 2015, quando ainda era estudante do CEF 03, de Planaltina, recebeu uma menção honrosa em matemática. O irmão dele, Renan, de 13 anos, também também estudante do CEF Rio Preto, recebeu menção honrosa na Obmep este ano.
Nas olimpíadas da própria escola, Everton ganhou outras premiações. Ele gosta de enfrentar desafios e disse que a parte mais difícil da prova de matemática deste ano foram as questões sobre análise combinatória. “Tem muitos assuntos da matemática que eu nunca estudei na escola, mas faço parte do PIC/UnB, e, nele, aprendi isso”, conta.
O Programa Institucional de Iniciação Científica Ensino Médio (PIC-EM), da UnB, é oferecido a todos(as) os(as) medalhistas da Obmep. O estudante também participou da Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM) e foi classificado na 93ª posição. Os 300 estudantes selecionados pela Obmep são inscritos na OBM, uma olimpíada nacional que classifica os melhores para participarem da Olimpíada Internacional de Matemática.
“O CEF Rio Preto é uma escola do campo que atende ao Núcleo Rural Rio Preto e, há 5 anos, atende também a estudantes do 6º ao 9º ano, a comunidade Rajadinha. “Everton não é dedicado somente em matemática, mas em todas as outras disciplinas. É um estudante exemplar. A professora Rosa descobriu a afinidade dele pela matemática e investiu. Só que, para isso, o estudante tem de querer”, comenta a diretora Filomena Sousa Caldas, mais conhecida como Mena Caldas.
Nilza Cristina G. dos Santos, diretora do Sinpro-DF e da CUT Brasília, ressalta que “apesar do desmonte da educação pública, do descaso e dos ataques aos profissionais da educação, e o exemplo claro disso é a Lei da Mordaça, tudo com vistas a sucateá-la para uma posterior privatização, a escola pública é capaz de educar para o conhecimento e de formar cidadãos para o Distrito Federal, sem perder a qualidade”.
E acrescenta: “Ela oportuniza as chances que esses estudantes jamais teriam, mesmo com a escola e os profissionais da educação sem a valorização que deveriam ter, há resultados excelentes como este. Isso mostra que a maioria dos professores e das professoras faz questão de trazer para a escola pública do DF um ensino gratuito, laico, de qualidade referenciada, com oportunidade para todos”,
 

Trabalhadores(as) debatem o papel das redes sociais na ação sindical

“É preciso que os sindicatos se apropriem da lógica da internet e das redes sociais para se aproximarem cada vez mais dos trabalhadores”. Este foi um dos entendimentos pautados durante o debate promovido pela CUT Brasília, nesta quinta-feira (29), no auditório Paulo Freire no Sinpro/DF.
De acordo com o palestrante, o jornalista Renato Rovai, esta é uma discussão urgente diante do processo de transição das mídias impressas para as digitais, oriundo dos avanços tecnológicos.  Para Rovai, a campanha presidencial do governo conservador eleito, realizada completamente pela internet, representa o estopim dessa mudança nos diálogos.
Segundo ele, é preciso que gestões progressistas,  movimentos sociais e sindicatos compreendam e explorem todos os processos comunicativos possíveis para fortalecerem a luta em defesa dos direitos. “Para fazermos a batalha frente aos desafios, é fundamental a modernização. Esse processo já começou, porém, ainda há um grande caminho pela frente. Temos que acelerar o passo e fazer o enfrentamento de uma maneira muito mais firme, tendo a consciência de que a inércia pode representar inúmeras derrotas”, afirma.
Diante da política seletiva que tomou conta da população, o desafio agora é virar o jogo, garante o blogueiro. Para ele, as relações midiáticas chegaram a outro nível, por isso, é preciso retomar a confiança junto aos leitores e lutar, pois os movimentos estão pagando pela falta de democratização da mídia.
“Hoje, os meios tradicionais de comunicação estão fragilizados. Os grandes veículos que antes eram responsáveis pela mediação de conteúdos estão em crise.  Muitas vezes, as pessoas deixam de acreditar em veículos de confiança para acreditar nos amigos, nos vizinhos, nos familiares, naquelas pessoas mais próximas. Diante dessa mudança,  a internet é um caminho possível para o combate junto à democratização da mídia. O trabalho de base e conversas corpo a corpo devem ser intensificados com o auxílio das redes sociais. O trabalhador e o internauta são a mesma pessoa, por esse motivo essa discussão precisa abranger as redes e as ruas”, explica.
Para a diretora do Sinpro e da CUT Brasília,  Nilza Cristina, no atual cenário de desafios  e retrocessos, é fundamental que os movimentos disputem a narrativa em meio à hegemonia midiática. “Precisamos nos inserir e nos modernizar. Jamais usando fakenews ou da má fé como alguns usaram. Mas, estamos em um mundo completamente tecnológico e temos muito o que aprender com ele e com nossos erros. As últimas eleições foram completamente digitais, agora, é o momento de entrarmos nessa corrida e garantir nosso espaço de fala e, assim, mantermos a luta por direitos e conquistas”, finaliza a diretora.
 
 
 
 
 

Curso de inglês para alunos com necessidades educacionais especiais

O Espaço de Cultura Garcia Lorca – Casa do Ceará abre o primeiro curso de inglês para alunos especiais no Distrito Federal. O trabalho é desenvolvido com técnicas e materiais adequados, capazes de motivar e desenvolver a aprendizagem significativa de Alunos com Necessidades Educacionais Especiais (ANEE).
As aulas serão realizadas na 910 Norte. Mais informações pelo telefone 3347-0560 ou pelo e-mail cursodelinguasgarcialorca@gmail.com.

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