Legados de Zumbi e Mandela marcam dia da Consciência Negra

Para o professor Silvio de Almeida, racismo é estrutural no Brasil. Em São Paulo, ex-carcereiro do líder sul-africano participa de evento na noite desta segunda-feira (19)
São Paulo – A figura guerreira de Zumbi dos Palmares aparece no imaginário brasileiro como um ícone de resistência à escravidão e nesta terça-feira (20) completam-se 323 anos de sua morte. O Dia Nacional da Consciência Negra marca a luta e a resistência contra o racismo estrutural que persiste na sociedade e celebra nomes como o da esposa de Zumbi, a heroína Dandara, até o icônico líder sul-africano Nelson Mandela, que completaria seu centenário neste ano.
Mandela, em seu país, fez frente ao regime do apartheid que segregava brancos e negros. Preso pelo regime racista em 1962 por seu ativismo, passou 27 anos encarcerado na Ilha Robben. Saiu nos braços do povo, vencedor do Prêmio Nobel da Paz e presidente de seu país. Por ocasião de seus 100 anos e para marcar o dia da Consciência Negra, o escritório de turismo da África do Sul promove hoje um debate com seu carcereiro naqueles tempos, Christo Brand.
O ex-carcereiro de Madiba, como é chamado carinhosamente em seu país, se tornou amigo próximo, o que revela a face agregadora e pacifista do líder sul-africano. Ele será entrevistado no espaço CIVI-CO, no bairro de Pinheiros, em São Paulo, às 19h desta segunda-feira (19). O bate-papo aberto ao público traz Brand que, até hoje, trabalha na Ilha Robben. Agora, em um memorial dos tempos sombrios, para que não se repitam.
Quem será o encarregado de conversar com Brand é o sociólogo Túlio Custódio, com mediação da jornalista Milly Lacombe, que esteve recentemente na África do Sul para realizar um estudo sobre a vida de Madiba e sua história pelas ruas da capital do país, Joanesburgo.
O escritório sul-africano ainda deixa uma dica cultural em São Paulo para aqueles que querem um passeio ao ar livre neste feriado da Consciência Negra com reflexão sobre o tema a partir de uma obra no Elevado João Goulart. “Outro programa para quem quiser celebrar o legado de Nelson Mandela durante o feriado do Dia da Consciência Negra é visitar o mural que foi pintado em homenagem ao líder no Parque do Minhocão, altura da estação Marechal Deodoro. Criada pelos artistas Criola e Diego Mouro, a obra mostra Mandela cercado por elementos relacionados à África do Sul, como as flores protea e o guepardo.”

Questão estrutural

Para chamar a atenção à importância da igualdade e da inclusão efetiva do negro na sociedadebrasileira, São Paulo recebe a primeira edição da Virada Cultural da Consciência Negra, que acontece deste ontem e vai até quarta-feira.
Ao analisar os mapas de violência no país, fica evidente a importância de tais eventos e memórias. A população negra da cidade representa 30% do total, sendo que os negros são 54% dos presos. Uma das pesquisadoras do Mapa da Violência de 2016, Giane Silvestre, falou a respeito desses números no seminário Prisão e Direitos Humanos: Histórias de Longa Caminhada, em maio de 2017. “Quando dizemos que tem mais negros presos do que brancos, não significa que mais negros cometem crimes. Significa que existe um foco policial na população negra e também em determinados tipos de crimes – aqueles que atentam apenas contra o capital (roubos e furtos). Nossa hipótese é de racismo institucional.”
Para o presidente do Instituto Luiz Gama, professor de filosofia do direito, Silvio de Almeida, o racismo é parte da estrutura social e política brasileira. Ele é autor do livro O Que é Racismo Estrutural?, da editora Letramento, de 2018. “Quando pensamos em racismo pensamos em violência direta contra uma pessoa. Quando você ofende ou impede a entrada de alguém em algum estabelecimento, paga um salário menor. A discriminação. Entretanto, compreender o racismo, é preciso entender a conjuntura”, afirma.
“Fosse o racismo uma patologia, atribuindo àqueles que são racistas algum tipo de problema intelectual, mental ou de caráter. A noção do racismo estrutural coloca que o racismo não é anormal e sim normal. Não que devemos aceitar, mas, independentemente disso, ele constitui suas relações em um padrão de normalidade. O racismo é uma forma de racionalidade, uma forma de normalização, de compreensão das relações. Ele constitui ações conscientes e inconscientes, falo de economia, política e subjetividade, pontos em que existe um constrangimento e que faz parte da dinâmica do cotidiano”, explica.
Fonte: Rede Brasil Atual

Remanejamento Externo: etapa única

A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEE) disponibilizará, para visualização, as carências do Remanejamento Externo 2019 nessa sexta-feira (23). A diretoria colegiada do Sinpro salienta que todos(as) os(as) professores(as) novatos(as) contratados(as) esse ano precisam participar do Remanejamento Externo para regularizar a sua situação, quer seja em sua lotação, no exercício na atual escola, em outras unidades escolares ou até mesmo em outras cidades. Sem essa regularização esses professores não poderão participar do procedimento de Distribuição de Carga Horária em 2019.

Apenas os(as) professores(as) que foram contratados(as) esse ano e foram encaminhados(as) para escolas profissionalizantes não terão necessidade de participar desse procedimento. Esses(as) profissionais já adquiriram lotação e exercício nas escolas em que foram encaminhados(as), desde que ao longo de 2018 não tenham alterado turma de atuação, curso de atuação ou escola de atuação

De 20 a 25 de novembro a SEE disponibilizará a visualização das carências de Remanejamento Externo. É importante salientar que o Remanejamento Externo 2018/2019 terá etapa única.

Envio da Lista – Para enviar a sua lista de prioridades para o Remanejamento Externo o professor deverá fazer isso apenas entre os dias 26 a 28 de novembro. O Sinpro recomenda que isso seja feito logo no primeiro dia, pois caso tenha alguma dificuldade, ele deverá procurar a sede da SEE para resolver eventuais problemas ou poderá procurar o diretor do sindicato que visitar sua escola para tirar as dúvidas de como fazer o procedimento.

O Sinpro preparou um Tira-dúvidas nas etapas anteriores, que poderá auxiliar nesse momento de envio. Veja abaixo algumas matérias que abordam o tema:

Remanejamento Interno 2° etapa

Divulgado resultado definitivo do Concurso de Remanejamento Interno 1ª Etapa

Divulgado resultado provisório do Remanejamento Interno 1ª Etapa

Remanejamento Interno: novo ciclo


 
 
 
 

Projeto realiza Caravana de Histórias nos dias 21 e 22 de novembro

A Associação Amigos das Histórias convida os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais para uma Caravana de Histórias. O projeto, que é um incentivo à leitura e ao encantamento das histórias, acontecerá no Museu da República nos dias 21 e 22 de novembro, das 14h às 22h. A entrada é gratuita.
O projeto leva contadores de histórias do Distrito Federal para escolas públicas e creches, onde falam um pouco sobre seus livros. No dia 21 de novembro o escritor Alexandre Camilo dará uma palestra das 9h às 11h (manhã) e das 14h às 16h (tarde). Os escritores farão sorteio de livros para os presentes.
Informações pelo telefone 98568-0643.

SUGEP promove I Fórum da Pessoa com Deficiência

A Subsecretaria de Gestão de Pessoas, por meio da Diretoria de Acompanhamento e Apoio ao Servidor, promove o I Fórum da Pessoa com Deficiência – Construindo a Política de Inclusão dos Servidores PCDs. O evento, que tem como objetivo fomentar as práticas de inclusão e acessibilidade, visando ao desenvolvimento de uma política pública que atenda às necessidades desses profissionais, acontece nessa quarta-feira (21), em dois polos: Auditório do CEM 03 (QSE 05 Área Especial, Taguatinga Sul) e no Auditório da EAPE (SGAS 907 Área Especial).
Cada Fórum terá a duração de apenas um turno e o(a) professor(a) que tiver interesse em participar deverá se inscrever no horário contrário ao da regência de classe. Os(as) servidores(as) que estiverem lotados nas Sedes I, II, e III deverão escolher o polo mais próximo à sua residência. As inscrições deverão ser feitos pelo site https://goo.gl/forms/I340ZFza9ae6imfm1.

Professores relatam ameaças por conta do projeto Escola Sem Partido

Projeto que institui o Escola Sem Partido e proíbe “doutrinação ideológica” de alunos está em discussão na Câmara. Professores e procuradora federal lutam para que a questão não vire lei.
Com 15 anos de magistério, Fabíola (nome fictício a pedido da entrevistada), 38, pela primeira vez afastou-se do trabalho por motivo de saúde. Na semana passada, entregou à Secretaria de Educação do DF um atestado psiquiátrico de 15 dias. No documento, consta a CID 10 F41.0, o que, no sistema de classificação de doenças, significa transtorno de pânico.
A professora de história já pensa em mudar de profissão. Acostumada a malcriações e rebeldias de estudantes adolescentes, jamais pensou, porém, que o comportamento de alunos fosse afetá-la a ponto de adoecer. Desde o ano passado, ela diz sofrer ameaças e constrangimentos pelo teor de suas aulas. “Criaram perfis falsos para me atacar no Facebook. Apaguei todas as redes sociais. Na sala de aula, apontam o celular para mim”, relata. No período eleitoral, a perseguição ficou acentuada, segundo a professora. “Recebi mensagem no Facebook dizendo que seria torturada por ‘ideologia de gênero’”, afirma Fabíola.
Mesmo antes da aprovação da polêmica Escola sem Partido, o Projeto de Lei nº 7180/14, programa que proíbe “doutrinação ideológica” em sala de aula, professores relatam assédio de alunos, pais e até colegas de profissão. “Eu não concordo com doutrinação, não acho que sala de aula é palanque. Mas as coisas tomaram uma proporção assustadora. A escola é, ou deveria ser, um ambiente de livre debate. Aí, você dá uma aula sobre direitos civis, sobre voto feminino, e te acusam de ideologia de gênero, uma coisa que nem existe”, revolta-se. Além de perseguição, ela diz que, entre os professores, o temor é de processos e, especialmente nos estabelecimentos particulares, de demissão.
Na semana passada, procuradores dos direitos dos cidadãos instauraram procedimentos administrativos para acompanhar episódios de assédio moral contra professores de nível básico, técnico e superior em 10 estados. De acordo com o Ministério Público Federal, entre 5 e 9 de novembro, o órgão abriu ações do tipo em quase todas as capitais e em diversos municípios. Vinte e quatro instituições públicas receberam recomendação do MPF para não atuarem de forma abusiva contra os docentes em Pernambuco, Santa Catarina, Paraíba, Goiás, Minas Gerais, Tocantins, Amapá, Paraná, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul.
Ensino plural
Contrária à criação da Escola sem Partido, que considera inconstitucional, a procuradora federal dos Direitos do Cidadão, Deborah Duprat, afirma que tentar impedir a abordagem e o debate de ideias, sejam filosóficas, religiosas, políticas, sejam ideológicas, viola a legislação. “Um ensino e uma aprendizagem efetivamente plurais, que são os objetivos fundamentais de nosso sistema educacional, somente podem se desenvolver em um ambiente de liberdade de ideias e de respeito à imensa diversidade que caracteriza o nosso país”, defende.
Um dos estados acionados, Pernambuco foi palco de ameaças contra professores e estudantes do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal. No dia 6, uma carta não assinada listava “doutrinadores e alunos que serão banidos do CFCH-UFPE em 2019”. O texto, afixado na instituição e reproduzido em redes sociais, chamava as pessoas listadas de escória e anunciava: “O mito vem aí”, em referência ao presidente eleito, Jair Bolsonaro. O futuro governante é um entusiasta do PL da Escola sem Partido e defende que os estudantes filmem os professores em sala de aula. O MPF e a Polícia Federal investigam ameaças.
Medo
Paulo aceitou falar com a reportagem sob várias condições: nome fictício, não fornecer idade nem disciplina que ministra. Professor em uma escola de classe média alta em Brasília, ele teme ser identificado e perder o emprego. Conta que a direção alertou os funcionários para evitarem “assuntos sensíveis”, incluindo feminismo, sexualidade, aborto e, especialmente, política. “Um professor de física ou de matemática pode se adaptar a essa mordaça com mais facilidade. Mas como um professor de humanas vai fazer?”, questiona.
Ele ressalta que, no colégio onde trabalha, mesmo antes das discussões do Escola sem Partido, muitos alunos intimidavam os professores. “Eles pagam, eles mandam, né?”, ironiza. “Eu não cheguei a ser diretamente atacado por alunos, embora tenha colegas que foram, inclusive foram filmados pelos estudantes na maior cara de pau. Você já vai trabalhar naquele clima de terror. Como é que você vai educar alguém assim?”.
Lei em discussão
A comissão especial que analisa a lei da Escola sem Partido (7180/14) não votou o substitutivo do relator, deputado Flavinho (PSC-SP), na semana passada. O relatório do parlamentar mantém a proibição de professores do ensino básico e superior promoverem suas preferências ideológicas, religiosas, morais, políticas e partidárias. Também proíbe ensinamentos sobre gênero e orientação sexual. “O nosso projeto não diz que não possam ser ensinadas e debatidas. Diz que essas questões devem ser abordadas cientificamente, mostrando dois, três lados, as principais correntes acerca da ideia”, defendeu o fundador do movimento Escola Sem Partido, Paulo Miguel Nagib.
Cartilha de orientação na Bahia
Na sexta-feira, o Sindicato dos Professores das Instituições Federais de Ensino Superior da Bahia lançou uma cartilha para orientar os professores a se protegerem de situações de intimidação e assédio. “A cartilha foi motivada pelo momento de lamentáveis retrocessos, a educação e a atividade docente, assim como os movimentos sindicais e sociais, têm sido os primeiros alvos”, justifica a assessoria de comunicação do sindicato. A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) se manifestou em nota sobre o projeto de lei: “A lei da mordaça se pauta em conceitos e critérios políticos, sociais e pedagógicos diametralmente opostos aos estabelecidos na Constituição Federal e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, que têm a gestão democrática e o pluralismo de ideias e concepções pedagógicas como pilares da educação”, diz.
A professora de artes da rede estadual de Pernambuco Valéria Alves de Almeida, 26 anos, teme que, se o PL for aprovado, os professores sejam mais assediados e perseguidos. “Já tem aluno olhando para você e fazendo aquele gesto de arma com as mãos”, diz, em referência a um dos símbolos de campanha do presidente eleito. Ela não acredita que os estudantes, ao menos do nível básico, sejam fechados à discussão de ideias. Para Valéria, eles têm sofrido grande influência dos pais e das redes sociais. “Esses reacionários vão criar gerações de pessoas completamente submissas ao que lhes forem imposto, porque os jovens estão sendo ensinados a não questionar, não pensar, não discutir. Temos de resistir a isso, mas precisamos que as instituições estejam ao nosso lado. A aprovação desse projeto será catastrófica.”
(Fonte: Correio Braziliense, 19/11/2018)

Diante das posições ideológicas de Bolsonaro, Cuba irá retirar médicos do Brasil

O governo cubano informou na ultima quarta-feira, a saída do Programa social Mais Médicos.  Desde 2013, o Mais Médico trás ao país profissionais da saúde que auxiliam na carência de médicos para cidades de maior necessidade.
O Programa Mais Médico (PMM), criado pelo governo Dilma Rousseff é parte de um amplo esforço com apoio de estados e municípios, para a melhoria do atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Além de levar mais médicos para regiões onde há escassez ou ausência desses profissionais, o programa prevê, ainda, mais investimentos para construção, reforma e ampliação de Unidades Básicas de Saúde (UBS).
“A decisão foi tomada após referências diretas, depreciativas e ameaçadoras” feitas pelo presidente eleito Jair Bolsonaro à presença dos médicos cubanos no Brasil. Ainda em período de campanha, Bolsonaro  declarou que ele “expulsaria” os médicos cubanos do Brasil com base no exame de revalidação de diploma de médicos formados no exterior, o Revalida. A promessa também estava em seu plano de governo.
“Nós juntos temos como fazer o Brasil melhor para todos e não para grupelhos que se apoderaram do poder e [há] mais de 20 anos nos assaltam e cada vez mais tendo levado para um caminho que nós não queremos. Vamos botar um ponto final do Foro de São Paulo. Vamos expulsar com o Revalida os cubanos do Brasil”, declarou Bolsonaro em pronunciamento realizado em Presidente Prudente (SP).
Além de estender o acesso, o programa provoca melhorias na qualidade e humaniza o atendimento, com médicos que criam vínculos com seus pacientes e com a comunidade.

Íntegra do comunicado de Cuba sobre o Programa Mais Médicos
“El Ministerio de Salud Pública de la República de Cuba, comprometido con los principios solidarios y humanistas que durante 55 años han guiado la cooperación médica cubana, participa desde sus inicios en agosto de 2013 en el Programa Más Médicos para Brasil. La iniciativa de Dilma Rousseff, en ese momento presidenta de la República Federativa de Brasil, tenía el noble propósito de asegurar la atención médica a la mayor cantidad de la población brasileña, en correspondencia con el principio de cobertura sanitaria universal que promueve la Organización Mundial de la Salud.
Este programa previó la presencia de médicos brasileños y extranjeros para trabajar en zonas pobres y apartadas de ese país.
La participación cubana en el mismo se realiza a través de la Organización Panamericana de la Salud y se ha distinguido por ocupar plazas no cubiertas por médicos brasileños ni de otras nacionalidades.
En estos cinco años de trabajo, cerca de 20 mil colaboradores cubanos atendieron a 113 millones 359 mil pacientes, en más de 3 mil 600 municipios, llegando a cubrirse por ellos un universo de hasta 60 millones de brasileños en el momento en que constituían el 80 por ciento de todos los médicos participantes en el programa. Más de 700 municipios tuvieron un médico por primera vez en la historia.
La labor de los médicos cubanos en lugares de pobreza extrema, en favelas de Río de Janeiro, Sao Paulo, Salvador de Bahía, en los 34 Distritos Especiales Indígenas, sobre todo en la Amazonía, fue ampliamente reconocida por los gobiernos federal, estaduales y municipales de ese país y por su población, que le otorgó un 95 por ciento de aceptación, según estudio encargado por el Ministerio de Salud de Brasil a la Universidad Federal de Minas Gerais.
El 27 de septiembre de 2016 el Ministerio de Salud Pública, en declaración oficial, informó próximo a la fecha de vencimiento del convenio y en medio de los acontecimientos en torno al golpe de estado legislativo judicial contra la presidenta Dilma Rousseff que Cuba “continuará participando en el acuerdo con la Organización Panamericana de la Salud para la aplicación del Programa Más Médicos, mientras se mantengan las garantías ofrecidas por las autoridades locales”, lo cual se ha respetado hasta este momento.
El presidente electo de Brasil, Jair Bolsonaro, con referencias directas, despectivas y amenazantes a la presencia de nuestros médicos, ha declarado y reiterado que modificará términos y condiciones del Programa Más Médicos, con irrespeto a la Organización Panamericana de la Salud y a lo convenido por esta con Cuba, al cuestionar la preparación de nuestros médicos y condicionar su permanencia en el programa a la reválida del título y como única vía la contratación individual.
Las modificaciones anunciadas imponen condiciones inaceptables e incumplen las garantías acordadas desde el inicio del Programa, que fueron ratificadas en el año 2016 con la renegociación del Término de Cooperación entre la Organización Panamericana de la Salud y el Ministerio de Salud de Brasil y el Convenio de Cooperación entre la Organización Panamericana de la Salud y el Ministerio de Salud Pública de Cuba. Estas inadmisibles condiciones hacen imposible mantener la presencia de profesionales cubanos en el Programa.
Por tanto, ante esta lamentable realidad, el Ministerio de Salud Pública de Cuba ha tomado la decisión de no continuar participando en el Programa Más Médicos y así lo ha comunicado a la Directora de la Organización Panamericana de la Salud y a los líderes políticos brasileños que fundaron y defendieron esta iniciativa.
No es aceptable que se cuestione la dignidad, la profesionalidad y el altruismo de los colaboradores cubanos que, con el apoyo de sus familias, prestan actualmente servicios en 67 países. En 55 años se han cumplido 600 mil misiones internacionalistas en 164 naciones, en las que han participado más de 400 mil trabajadores de la salud, que en no pocos casos han cumplido esta honrosa tarea en más de una ocasión. Se destacan las hazañas de la lucha contra el ébola en África, la ceguera en América Latina y el Caribe, el cólera en Haití y la participación de 26 brigadas del Contingente Internacional de Médicos Especializados en Desastres y Grandes Epidemias “Henry Reeve” en Pakistán, Indonesia, México, Ecuador, Perú, Chile y Venezuela, entre otros países.
En la abrumadora mayoría de las misiones cumplidas los gastos han sido asumidos por el gobierno cubano. Igualmente, en Cuba se han formado de manera gratuita 35 mil 613 profesionales de la salud de 138 países, como expresión de nuestra vocación solidaria e internacionalista.
A los colaboradores se les ha mantenido en todo momento el puesto de trabajo y el 100 por ciento de su salario en Cuba, con todas las garantías laborales y sociales, como al resto de los trabajadores del Sistema Nacional de Salud.
La experiencia del Programa Más Médicos para Brasil y la participación cubana en el mismo demuestra que sí se puede estructurar un programa de cooperación Sur-Sur bajo el auspicio de la Organización Panamericana de la Salud, para impulsar sus metas en nuestra región. El Programa de las Naciones Unidas para el Desarrollo y la Organización Mundial de la Salud lo califican como el principal ejemplo de buenas prácticas en cooperación triangular y la implementación de la Agenda 2030 con sus Objetivos de Desarrollo Sostenible.
Los pueblos de Nuestra América y del resto del mundo conocen que siempre podrán contar con la vocación humanista y solidaria de nuestros profesionales.
El pueblo brasileño, que hizo del Programa Más Médicos una conquista social, que confió desde el primer momento en los médicos cubanos, aprecia sus virtudes y agradece el respeto, sensibilidad y profesionalidad con que le atendieron, podrá comprender sobre quién cae la responsabilidad de que nuestros médicos no puedan continuar prestando su aporte solidario en ese país. 
                   La Habana, 14 de noviembre de 2018″

Contratação temporária: Etapas para atuação na educação especial e professores PCD

A Secretaria de Educação publicou dois editais na data de hoje, orientando docentes sobre outras etapas do processo seletivo simplificado para a contratação temporária de professores que pretendem atuar na rede publica de ensino no ano letivo de 2019.
Aos professores PCD;
Deverão fazer a perícia médica estabelecidas nos editais anteriores conforme estabelecida em edital Nº 40/2018 – SEEDF.  Edital:
Ensino Especial, Unidades Especializadas;
Os professores que desejam atuar na educação especial ou unidades especializadas em 2019 deverão apresentar durante essa etapa, formação e aptidões necessárias conforme previsto em edital. 
 

I Congresso Transdisciplinar para a Educação do Futuro

Uma parceria entre a Universidade Católica de Brasília, o Centro Internacional de Pesquisas e Estudos Transdisciplinares (CIRET) e a Universidade de Brasília (UnB) traz para Brasília o I Congresso Transdisciplinar para a Educação do Futuro. O evento será realizado de 21 a 23 de novembro, no Campus 2 da Universidade Católica.
O Congresso vai proporcionar reflexões com a participação de professores e pensadores internacionais, que debaterão O que esperamos para o futuro e qual o papel da educação nas transformações sociais e culturais que almejamos. Além disso, o evento oferece aos participantes as Oficinas de Pensamento para experimento de ideias, convergência de projetos e diálogo ampliado.
Mais informações no site do I Congresso Transdisciplinar para a Educação do Futuro.

Brasília sedia SERNEGRA de 18 a 21 de novembro

O Distrito Federal sediará a VII Semana de Reflexões sobre Negritude, Gênero e Raça (SERNEGRA). O evento será realizado pelo Instituto Federal de Brasília (IFB) de 18 a 21 de novembro, e marca a passagem do Dia da Consciência Negra, comemorado no dia 20. Além de simpósio acadêmico nacional, haverá palestras, debates, oficinas, shows musicais, espetáculos de teatro e dança, desfile de moda, espaço infantil, rodas de conversa e feira de afroeconomia. O evento movimentará o campus da 610 Norte e tem inscrições abertas e gratuitas para todas as pessoas interessadas.
O simpósio conta com cerca de 300 inscritos de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Alagoas, Goiás, além de Distrito Federal. Nas 24 seções temáticas, os pesquisadores compartilharão seus conhecimentos em áreas como literatura, audiovisual, políticas públicas, discurso, identidade, mídia, migrações, feminismo, práticas pedagógicas, direitos humanos, cinema, saúde, quilombismo e culinária.
Tendo como tema “Descolonizar o feminismo”, o SERNEGRA 2018 abrangerá ainda quatro mesas de debates com a participação de convidadas de destaque no cenário acadêmico contemporâneo. Seguindo a tradição de homenagear mulheres negras que entraram para a história por serem exemplo de luta contra o racismo e o patriarcado, a sétima edição do SERNEGRA reverenciará a memória da ex-vereadora do RJ Marielle Franco, assassinada no último 14 de março, no exercício do mandato.
As inscrições para o SERNEGRA podem ser feitas no www.sernegraifb.org até 18 de novembro.
 
Abertura com mostra de filmes
No domingo (18), a partir das 18h30, no auditório da Associação dos Docentes da Universidade de Brasília (Adunb), a solenidade de abertura do VII SERNEGRA será seguida de mostra de cinema e debate com o público, na presença das diretoras das obras.
“Travessia” (5 min, 2017,RJ, classificação livre) é o filme de estreia da jovem diretora Safira Moreira, que utiliza linguagem poética, a partir de fotografias de famílias negras, para refletir a representatividade do negro em nossa sociedade, questionando a estrutura racista que atravessa passado e presente. Baiana, radicada no Rio de Janeiro, formada em Cinema, Safira é fundadora do cineclube Capa Preta, com foco no protagonismo da mulher negra no cinema. “Travessia” foi o melhor curta-metragem do CachoeiraDoc 2017 e recebeu ainda prêmio da Crítica e Menção Honrosa da  ABD / CRITIC AWARD AND SPECIAL MENTION.
“Xinguilamento: a força dos ancestrais” (versão resumida de 5min, 2008, AGO) é o documentário em que a jornalista Marisol Kedji, revela rituais praticados pelo povo axiluanda, habitantes de Luanda, para estabelecer comunicação espiritual com seus antepassados. Angolana, Marisol perdeu-se da família ainda menina, durante a guerra pela independência de seu país. Refugiada em Portugal, foi vítima de trabalho escravo durante treze anos até radicar-se em Brasília.
“Mulheres de Barro” (26min, 2014, DF) é o documentário de Edileuza Penha de Souza, sobre doze mulheres da localidade de Goiabeiras Velhas (ES) que tem como ofício a confecção de panelas de barro e relatam histórias de dor e sofrimento, mas também de amor e prazer. Doutora em Educação, professora da UnB, é pesquisadora de Cinema Negro no Brasil e no Continente Africano.
“Dialogos con mi abuela” (40min, 2016, CU) encerra a programação de abertura. Neste documentário que mistura realidade e ficção, a autora Glória Rolando conversa com sua avó Inocência, natural de Santa Clara, cidade como tantas que ao redor do mundo vivenciaram intensos conflitos raciais no início do século XX. O filme foi lançado durante as comemorações dos 130 anos da abolição da escravatura em Cuba. Glória atuou por mais de 35 anos no Instituto Cubano de Filmes Nacionais, além de dirigir o Imágenes del Caribe, grupo independente de produção cinematográfica. A premiada cineasta dedica sua obra ao resgate da história de pessoas da diáspora africana.
 
Mesas de Debates abordarão feminismo, saúde, sexualidade e tradições afrocentradas
 
As quatro mesas de debates serão realizadas no auditório do Campus do IFB (610 Norte) entre os dias 19 e 21 de novembro. Para discutir sobre a importância de “Descolonizar o Feminismo” , a convidada internacional é a antropóloga afro-dominicana Ochy Curiel, professora na Universidade Nacional da Colômbia e considerada uma das mais importantes teóricas feministas do Caribe e América Latina, especialista em raça e sexualidade. Ela estará ao lado de Thula Rafaela Pires (professora do Departamento de Direito da PUC-Rio); Gina Vieira Ponte (professora da rede pública do DF e autora do premiado projeto Mulheres Inspiradoras) e Renísia Garcia, professora da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília.
 
Dia 19, às 9h  
O debate sobre “Saúde da Mulher Negra: da médica de família à benzedeira”, reunirá a médica Thatiane Santos da Silva, graduada em Cuba e que atua como generalista na Clínica da Família Zilda Arns, localizada no Complexo do Alemão (RJ); a assistente social Maria Bezerra, fundadora da Escola de Benzedeiras de Brasília; Ana Vieira Pereira, doutora em Literatura, parteira e escritora, com mediação da assistente social e doula, Ludmila Suaid.
Dia 19, às 17h
“Negritude e Direitos Sexuais e Reprodutivos” é outro tema a ser debatido pelas seguintes convidadas: Jaqueline Coêlho professora de Letras do IFB, estudiosa de Análise de Discurso Crítica sobre aborto; a historiadora Elaine Meireles, especialista em Gestão Pública, doula e educadora perinatal; e a bióloga Fernanda Lopes, consultora nas áreas de saúde e direitos humanos, gênero, desenvolvimento e igualdade racial. A moderação será de Jacqueline Regis, professora do Núcleo de estudos de Linguagem e Sociadde da Universidade de Brasília.
 
Dia 20, às 17h
“Quilombos, Terreiros e Capoeira Angola: equidade de gênero e tradições afrocentradas”, é a mesa de debate que vai reunir Givânia Maria da Silva, doutoranda em Sociologia, natural do Quilombo de Conceição das Crioulas, em Salgueiro (PE) pesquisadora da áreas de educação, organização de mulheres e questões agrárias em quilombos; a historiadora e capoeirista Mestre Janja, doutora em Educação pela Universidade de São Paulo, professora da Universidade federal da Bahia e fundadora do Instituto Nzinga de Estudos da Capoeira Angola e Tradições Educativas Banto no Brasil; Mãe Bárbara Mam´etu Kafurengá, sacerdotisa-mor da Comunidade de Terreiro do Campo Bantu-Indígena Caxuté, localizado na Costa do Dendê (Baixo Sul da Bahia); com moderação de Bárbara Olivieira Sousa, doutora em Antropologia.
 
Dia 21, às 16h30
Atividades culturais incrementam programação do SERNEGRA 2018
Dez oficinas, duas rodas de conversa, dez espetáculos de teatro e dança, três shows musicais, mostra de cinema, exposição de fotografia, lançamento de livro, desfile de moda, feira de produtos afro e brinquedoteca. Esta é a programação cultural que será oferecida gratuitamente aos participantes do VII SERNEGRA.
Para as oficinas, as inscrições devem ser feitas pelo site www.sernegraifb.org, uma hora antes do início das atividades. Confira as opções:
 
Expressão Corporal – Ritmos Afrobrasileiros
A pedagoga Marta Santos da Silva Holanda Lobo (DF) desenvolverá habilidades como concentração e criatividade por meio das danças Jongo e Moçambique, aliadas a história de quilombos.
 
Revelando Identidades – Reflexos e Reflexões
O espelho serve como instrumento no processo artístico visual de transportar para o papel expressões e características para formação da autoimagem. É o que propõe Surama Caggiano (SP), arte-educadora e africanista, como forma de combate à discriminação racial.
 
Batida do OKAM (Danças dAs Orixás)
A batida do atabaque e a ancestralidade feminina são elementos de conexão entre a vibração sonora, o movimento e a energia vital. Dançarina e atriz, Marília Borges (DF) é estudante do Curso de licenciatura em dança do IFB.
 
O Ritmo da Memória
A percussão como forma de resistência para enfrentamento das opressões cotidianas. Este é o trabalho que será desenvolvido pela cantora multi-instrumentista Emillie Lapa (BA).
 
Na Gira com a Kalunga
A dança será marcada pela percussão forte e acelerada, típica do baque virado do Maracatu Nação Porto Rico, uma das mais importantes manifestações culturais de Pernambuco. Soaine Gomes (BA) vai compartilhar a história, os fundamentos e as movimentações coreográficas da boneca Kalunga.
 
O Sagrado Feminino e a Mulher Negra Contemporânea
A sacralidade feminina como ferramenta de resgate de poder e força. Magda Fernanda de Sousa Silva (DF), estudiosa de ervas medicinais.
 
Benze que passa!
Oficina de benzimento e autocuidado com confecção de patuá de proteção, a cargo da assistente social Maria Bezerra (DF), fundadora da Escola de Benzedeiras de Brasilia.
 
Escrita Criativa: Cordel
Exercícios de desbloqueio e liberação da expressão artística visando a produção literária de folhetos que traduzem a cultura popular brasileira. Com Ana Vieira Pereira, especialista em escrita criativa e Jacqueline Fiuza, doutora em linguística e integrante do Núcleo de Estudos Linguagem e Sociedade da Universidade de Brasília (DF)
 
Teatro e dança agitarão o campus Brasília
Diariamente, haverá apresentações de teatro, música e dança tomarão conta de todas as dependências do campus Brasília do IFB, na 610 Norte, com entrada franca. Confira:
 
Yriádobá – Da Ira à Flor
Adriana Rolin (RJ), atriz e arteterapeuta, mistura sua própria biografia com o mito de Obá, para fazer provocações em torno de iras silenciadas que deixam cicatrizes na mulher negra na contemporaneidade. Componentes da cultura iorubá estarão presentes nesta performance em que a Rainha da Sociedade de Elekô mutila sua própria orelha num culto secreto sobre o poder feminino.
Duração: 40 minutos
Dia 19, às 12h
 
“O Mito Das Mulheres Que Viravam Borboletas”
Dirigidas por Jemima Bracho (DF) seis atrizes se revezam em cena para resgatar histórias de mulheres torturadas durante a ditadura militar e que ainda hoje são vítimas da opressão cotidiana.
Com 50 min de duração, a classificação indicativa é de 16 anos,
Dia 19, às 15h20, no auditório do Bloco C
 
“Id. Percursos”
A bailarina Rita Lendé (RS) problematiza a condição de mulher negra no Brasil e na América Latina. A abordagem de dança e teatro trata de lugares de fala do corpo negro feminino.
Duração de 30 minutos
Dia 19, 19h30, no Coliseu
 
“Sacrilégio”
A peça teatral de Caliandra Molotov e Carolina de Souza (DF) consiste em leitura dramática a partir de fragmentos da obra dos escritores Marcelino Freire e Conceição Evaristo, além de poemas das próprias autoras. A encenação trata do desrespeito sofrido por mulheres negras no Brasil.
Duração: 25 minutos
Dia 20, às 12h, no hall do Bloco C
 
“Sujeira Calada NU TaPeTe”
O Coletivo Performativo OniBaBel de Arte Contemporanea (DF) – integrado por estudantes do IFB dos cursos de Dança, ensino médio integrado em informática e técnico em moda – apresenta espetáculo de dança-teatro que denuncia e propõe formas de enfrentamento da violência doméstica que vitimiza grupos vulnerabilizados em nossa sociedade. A plateia será confrontada com seus medos, estabelecendo assim um diálogo político-pedagógico sobre nossa atualidade.
Duração de 30 min
Dia 20, às 12h30, Sala 201 C
 
“Casa Rosa Cruz”
A peça teatral é encenada por pessoas com surdez e autismo e discute inclusão social e violência familiar. A direção é de Lucas Teles de Lima (DF) e a classificação indicativa é de 16 anos
Dia 21, às 15h, no Auditório do Bloco C
 
“Musas do Cotidiano”
Sob direção de Aline Karina, o ensaio fotográfico com cinco mulheres negras de São Sebastião (DF) foi realizado em locais da cidade representativos de suas histórias de vida, exaltando suas belezas, colaborando assim para a elevação da autoestima.
De segunda a quarta-feira, no Museu da Biblioteca
 
“O aquarelista”
Lançamento do livro de Ana Vieira (DF). O romance é ambientado na África do Sul e nasceu da pesquisa realizada in loco sobre o período do apartheid.
Dia 21, às 12h, no Museu da Biblioteca
 
Desfile de Moda e Feira Afro
Vinte e três expositores atenderam à chamada pública e participarão da I FeiAfro, que vai reunir num só espaço (no pilotis da reitoria, na 610 Norte) a comercialização de produtos e serviços de afroempreendedores.
O objetivo é estimular a economia criativa e solidária de pequenos negócios que tenham como diferencial a afirmação da cultura negra. Os estandes funcionarão nos seguintes horários: na segunda-feira (dia 19) das 11h às 20h, na terça-feira (dia 20) das 9h às 19h e na quarta-feira (dia 21) das 9h às 18h.
A moda também está na agenda do SERNEGRA 2018. Em parceria com o Projeto Acampla África, que oferece cursos profissionalizantes de corte e costura para jovens da cidade de Beira, em Moçambique, Rodrigo Santos organiza o desfile “Celebration Consciência Negra”. Na passarela, montada no hall da lanchonete, na terça-feira, às 19h30, estarão modelos negros trajando roupas típicas africanas.
 
Música em destaque no VII SERNEGRA
O berimbau, trazido ao Brasil pelas populações banto da África Centro Ocidental, inicialmente ganhou espaço em cultos religiosos para depois se tornar símbolo da capoeira. A Orquestra Nzinga de Berimbaus homenageia esse instrumento que é um dos mais representativos da herança africana no Brasil. Os cerca de quinze berimbalistas serão regidos pela Mestra Janja (Rosângela Costa Araújo). A Orquestra foi criada em 1999 pelo Grupo Nzinga de Capoeira Angola, um dos pioneiros do DF, e fará apresentação no dia 20, às 20h, no Coliseu.
Martinha do Coco também faz show no campus Brasília, no dia 19, às 20h20, no Coliseu. O repertório será um mergulho no universo afro-brasileiro da música nordestina: samba de coco, maracatu e ciranda em composições autorais desta artista pernambucana considerada uma das principais mestras da cultura popular no DF.
O encerramento da programação do SERNEGRA 2018 será na Funarte (Eixo Monumental – Setor de Divulgação Cultural) no dia 21, a partir das 19h30, com transporte gratuito saindo do campus Brasília.
No palco da Sala Plínio Marcos, “Nãnan canta África, Tributo aos 100 anos de Nelson Mandela”. A cantora, percursionista e dançarina Nãnan Matos (DF) fará uma homenagem ao maior líder mundial no combate ao racismo e também à Década Internacional dos Afrodescendentes (2015- 2024), instituída pela Organização das Nações Unidas.
Em uma hora e meia espetáculo haverá músicas autorais e releituras de clássicos, num show dançante para celebrar a conscientização racial e a resistência negra.
 
Rodas de Conversa: sociedade com a palavra
A aproximação de pessoas interessadas em refletir coletivamente sobre aspectos fundamentais para a construção de uma sociedade igualitária estará garantida durante o SERNEGRA 2018
A “Roda de conversa: LGBT’s negras no contexto atual”, fará os recortes de raça e orientação sexual na discussão. A iniciativa é dos ativistas Tarcísio José Ferreira, especialista em Gestão de Políticas Públicas em Gênero e Raça, e do professor de Serviço Social, Gerson Martins de Sousa (DF), pesquisador na área de politicas de saude e população LGBT.
 
Dia 21, das 14h às 17h, na sala 108 D
“Rumo ao Encontro Nacional de Mulheres Negras: 30 anos contra o racismo, a violência e pelo bem viver. Mulheres Negras movem o Brasil”, também será tema de Roda de Conversa, puxada por  ativistas e pesquisadoras como a pedagoga Alessandra Pio, Elaine Meireles, articuladora da Marcha de Mulheres Negras no DF e Janira Sodré, Coordenadora do Núcleo de Estudos em Gênero, Raça e Africanidades do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás.
A atividade integra o calendário de mobilizações em torno do Encontro, que e ocorrerá de 6 a 9 de dezembro, em Goiânia (GO). Em discussão, os avanços do movimento de mulheres negras, desafios e perspectivas diante do atual cenário político-social e econômico brasileiro.
Dia 21, das 8h30 às 12h, no Hall do Bloco C
 
Sernegrinha reserva espaço para as crianças
As crianças são bem-vindas no “Sernegrinha”, espaço reservado para o público infantil durante o VII SERNEGRA. Montado no pilotis do bloco B (no campus da 610 Norte), o espaço vai oferecer brinquedoteca e cineclube, além das seguintes atrações: Oficina de Estética do Cabelo Afro, com penteados a cargo de Katheleen Cristine Souza Borges de Jesus; Contação de História com brincadeiras de origens africanas, com o Eduardo Klein Carmona, professor de Educação Física do campus Recanto das Emas do IFB; Confecção de Bonecas Abayomi com as professoras do IFB Êrika Barretto Fernandes Cruvinel, Sylvana Karla da Silva de Lemos Santos e Magali Melo;
História de Ninar para garotas rebeldes, é a oficina de desenhos e pinturas a partir de biografias de heroínas negras, com a estudante Clara Tavares, de 9 anos.
A Oficina Kekerè okam, vai contar a historia dos orixás através do corpo, com Marília Borges, aluna do curso de Dança do IFB. A arte-educadora Carla Girija vai oferecer Oficina de Dança Africana para Crianças, de 7 a 12 anos, através de danças, cantos e contos.

BIFF promove debate sobre cinema e educação no Cine Brasília

No dia 17 de novembro, o Festival Internacional de Cinema de Brasília (Brasília International Film Festiva/BIFF), realizará no Cine Brasília o debate “Cinema e educação: O audiovisual como ferramenta de educação e formação cultural”, com a participação do pesquisador João Vianney e do diretor do BIFF, Nilson Rodrigues.

O encontro vai acontecer logo após a sessão gratuita do filme cubano “Numa escola em Havana”, do diretor Ernesto Daranas. O filme ganhou no BIFF de 2014 os prêmios de melhor roteiro e melhor ator.

O debate pretende trazer à tona a discussão sobre o alcance do audiovisual na formação do indivíduo, não só nas tradicionais salas de cinema e nas televisões, mas também a partir das novas tecnologias, com as redes sociais e plataformas que veiculam grandes quantidades de vídeos e filmes.

O BIFF convida a todos os professores (as), alunos (as), formadores (as) de opinião, pais e mães, e todos os (as) interessados (as) a compartilharem suas ideias sobre o assunto.

A entrada é gratuita. O filme inicia às 14h30 e o debate, logo após, às 16h, no auditório do BIFF dentro do Cine Brasília.

SERVIÇO:

Exibição de filme seguida de debate sobre cinema e educação
Data: 17/11/18
Local: Cine Brasília – BIFF (106/7 SUL)
Hora: 14h30 (o filme) / 16h (o debate)
Entrada franca
Contato: Lorena Quintas (61) 99951-7175

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