Brasil vai às ruas em defesa da Petrobrás

Trabalhadores(as), movimentos sociais e entidades sindicais de todo o país saíram às ruas nesta quarta-feira (30) para ato nacional em defesa da Petrobrás pública e como instrumento de desenvolvimento do país. No Distrito Federal a manifestação foi realizada na plataforma inferior da Rodoviária do Plano Piloto. Após uma série de manifestações o grupo se dirigiu até o Supremo Tribunal Federal (STF).
Presente no ato, a diretora do Sinpro Luciana Custódio ressalta que defender a Petrobrás é defender a Educação, uma vez que a política praticada pelo governo golpista de Michel Temer retira a possibilidade de investimento dos royalties do pré-sal e do fundo social para a Educação, recursos que seriam destinados para o setor em forma de lei, trazendo a real possibilidade do cumprimento do Plano Nacional de Educação (PNE) e a esperança de mudar o quadro da educação brasileira, fortalecendo a educação pública.
“A nossa pauta é legítima porque é em defesa da Petrobrás e da soberania nacional. O que é do Brasil precisa ser investido em políticas públicas para todo o povo brasileiro, garantindo a premissa da Constituição Federal, que é o estado de bem estar social. Esta soberania está sendo o principal alvo do golpe”, enfatiza Luciana.

Greve dos petroleiros é em defesa de toda a sociedade


A Federação Única dos Petroleiros (FUP) e seus sindicatos filiados realizarão uma greve nacional de advertência de 72 horas a partir do primeiro minuto de quarta-feira, 30 de maio. Desde a segunda-feira (28/5) já ocorreram diversas paralisações-relâmpago e atos nas unidades do Sistema Petrobrás pelo Brasil afora.
O coordenador-geral da FUP, José Maria Rangel, explica que o movimento deverá ter apoio total da sociedade, porque uma das principais reivindicações é a redução dos preços da gasolina, diesel e gás de cozinha – além de lutar contra a privatização da Petrobrás.
Os petroleiros denunciam os danos causados pela atual politica de reajustes dos derivados de petróleo, que Pedro Parente e Michel Temer impuseram para beneficiar o mercado e as importadoras de combustíveis. Em apenas um mês – entre 22 de abril e 22 de maio -, o preço do diesel subiu 18%; o da gasolina, 20%.
“O governo reduziu a operação das refinarias brasileiras e isso fez com que o Brasil passasse a importar 30% de todos os derivados que consome e com que os preços praticados aqui passassem a seguir as oscilações do barril do petróleo lá fora”, disse Rangel.
O coordenador da FUP destacou que “a Petrobrás passou a incomodar muito mais o capital internacional quando descobriu o Pré-Sal e, como indutora do desenvolvimento nacional, estava sendo gerida para atender aos interesses do Estado brasileiro. Mas o povo não sabe disso. Se não denunciarmos, o povo não vai saber que descobrimos 300 milhões de barris de petróleo e que apenas um único poço produz 40 mil barris de petróleo. Não vai saber que tudo isso está indo embora por uma política entreguista deste governo e do presidente da Petrobrás, Pedro Parente. Se a gente não falar para o povo que as plataformas da Petrobrás estão sendo construídas na China, Estados Unidos e Coreia, gerando emprego lá, enquanto os estaleiros no Rio de Janeiro estão fechados, eles não vão saber. Nós temos a obrigação de explicar tudo isso e disputar a opinião”.
O Brasil tem petróleo, refino e distribuição. É absolutamente desnecessário o aumento das importações de derivados, como tem feito Pedro Parente desde que implantou a nova política de preços, em julho do ano passado, aumentando as importações do país em cerca de 25%.
Quem paga a conta é o povo brasileiro, tanto na hora de comprar gás de cozinha, quanto gasolina e todos os produtos que dependem de transporte ou que sejam produzidos a partir dos derivados, explica Rangel.

Reforma Trabalhista coloca Brasil na lista suja da OIT. "É hora de exigir a revogação da reforma", diz conselheiro


A Organização Internacional do Trabalho (OIT) colocou o Brasil na lista dos 24 casos que considera como as principais violações das convenções trabalhistas no mundo. Considerada como a “lista suja” da entidade, ela inclui tradicionalmente problemas de liberdade sindical, assassinato de líderes trabalhistas ou irregularidades na aplicação de convenções da OIT.
Em vídeo, gravado nesta terça-feira (29/5), durante a 107ª Conferência Internacional do Trabalho, o secretário de Relações Internacionais da CUT e conselheiro da OIT, professor Antônio Lisboa, comemorou a decisão.
Lisboa destacou que “isso aconteceu em função da aprovação da Reforma Trabalhista pelo governo do golpista Temer e pelo parlamento”.
Para o dirigente, com esta inclusão, a OIT confirma o que a CUT e o movimento sindical brasileiro como um todo diziam, há quase um ano, ou seja, que a Reforma Trabalhista brasileira como foi aprovada retrocede direitos e as relações trabalhistas no país a quase um século.
“Agora é continuar a mobilização, utilizar este espaço, utilizar esta lista para fortalecer a nossa luta e exigir a revogação da reforma trabalhista”, enfatizou Lisboa.
>>> Clique aqui para assistir ao vídeo

Emílio Dalçóquio, ligado a Bolsonaro, e dono de 600 caminhões é um dos radicais do movimento dos caminhoneiros

Dalçóquio faz um discurso incendiário no sentido literal da palavra, autorizando a plateia a botar fogo nos caminhões da sua transportadora que estivessem circulando e furando a greve.


Hoje, líderes que negociaram a interrupção da greve dos caminhoneiros denunciaram que algumas lideranças estão fazendo uso político da mobilização dos caminhoneiros tanto para tentar ter vantagem eleitoral quanto para difundir ideias a favor da intervenção militar.
Os nomes desses personagens seriam entregues ao Cade e ao governo, segundo José Fonseca Lopes, da Associação Brasileira dos Caminhoneiros.

 

Um dos nomes que deveria estar entre eles é o de Emílio Dalçóquio que será apresentado neste texto ao leitor.
No dia 25 de maio, sábado, a Revista Piauí fez circular uma reportagem escrita pela jornalista Josette Goulart. Ela conseguiu acesso a alguns grupos de whatsapp de caminhoneiros e trouxe à tona bastidores da mobilização. Num dos trechos, a repórter escreve:
“Se por um lado não há sinal de movimentos sociais, por outro são fortes os indícios de apoio ao pré-candidato à Presidência Jair Bolsonaro e palavras de ordem de ‘Intervenção Já’. Citando a reivindicações econômicas da classe, Habacuque afirmou que a força do movimento está em ‘não ser político’. Ele mesmo, porém, já foi candidato a deputado federal em 2014, pelo PSL, o mesmo partido de Bolsonaro, e não esconde o apreço pelo pré-candidato. ‘Sabe que todo caminhoneiro vota no Bolsonaro, né?’, disse. ‘É porque o plano dele para nossa classe é claro. Ele vai nos valorizar e cuidar da segurança.’ E onde está esse plano? Segundo o líder do bloqueio em Barueri, o responsável por essa parte do programa de governo de Bolsonaro é o empresário Emílio Dalçóquio, dono de uma transportadora em Santa Catarina com frota de 600 caminhões, e que apoia publicamente o movimento e a candidatura do militar reformado. Procurado, o empresário não atendeu ao pedido de entrevistas até a publicação desta reportagem”.

A partir de agora você vai conhecer um pouco melhor quem é Emílio Dalçóquio, o responsável pelo programa de governo de Bolsonaro nesta área relativa ao transporte de carga e um dos líderes mais radicais do movimento. Preste bastante atenção nos vídeos abaixo porque eles são bastante elucidativos.
 
No vídeo a seguir, realizado na quarta-feira, Dalçóquio faz um discurso incendiário no sentido literal da palavra, autorizando a plateia a botar fogo nos caminhões da sua transportadora que estivessem circulando e furando a greve. Assista:
 
 
Depois, da repercussão e com as denúncias de que alguns líderes estariam acirrando os ânimos da mobilização, Emílio Dalçóquio fez uma gravação na tarde de hoje recuando e dizendo que está fora da empresa desde 2015. Assista no link abaixo
 
 
Ele diz que está fora da empresa, mas não explica o motivo. No final de 2016 a Transportadora Dalçoquio entrou em recuperação judicial e formalizou uma proposta de pagamento de R$ 130 milhões em dívidas aos credores, com dois anos de carência. Entre as dívidas da Dalçoquio haviam várias de ordem trabalhista que foram parcelados em 12 vezes. Se quiser saber mais a respeito você pode ler esta matéria.

Por fim, se você quiser conhecer um pouco mais do que pensa Emílio Dalçóquio que se apresenta como um dos coordenadores do programa de governo de Bolsonaro e que está entre os que estão operando politicamente esta greve, assista a este último vídeo.

Nele, ele afirma que não teve ditadura no Brasil, xinga os professores universitário de “comunistas de merda” e elogia o general Augusto Pinochet, condenado por genocídio, tortura, fuzilamentos e desaparecimentos de 3.197 pessoas.
https://youtu.be/H0UAWhR9_G0
Fonte: Revista Fórum/Blog do Rovai

 

Aulas na rede pública serão retomadas nesta terça-feira (29)

Após a suspensão das aulas na rede pública de ensino nos dias 25 e 28 de maio em decorrência do desabastecimento de combustíveis, o Governo do Distrito Federal anunciou que as aulas voltarão ao normal nesta terça-feira (29).
O Sinpro-DF tem monitorado a situação para que professores(as), orientadores(as) educacionais, estudantes e a comunidade escolar sejam informados sobre as condições de mobilidade, e se haverá aulas enquanto o país enfrenta a falta de combustível. Quaisquer novidades serão publicadas em nossa página e em todos os veículos informativos do sindicato.

Risco de desabamento: CAIC interditado e estudantes sem aula

Mais de 600 crianças da educação infantil e séries iniciais do ensino fundamental, do CAIC Carlos Castelo Branco, no Setor Oeste do Gama, estão há duas semanas sem aula e sem perspectivas de quando retornarão à escola. O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDF) interditou a unidade e a Defesa Civil condenou o prédio por oferecer risco de desabamento e de incêndio. Professores(as), orientadores(as) educacionais irão se reunir com a comunidade escolar e o Sinpro-DF, nesta terça-feira (22), a partir das 20h, para discutir a situação.

Construídos em 1994 para funcionar provisoriamente até a construção de unidades permanentes, os CAICs funcionam como escolas até hoje. Entre eles, destaca-se o CAIC Carlos Castelo Branco. Apesar de condenado por risco de desabamento, ele abrigou até maio deste ano uma creche pública de tempo integral e turmas dos primeiros anos do ensino fundamental. Um diagnóstico da própria Secretaria de Estado da Educação (SEEDF), datada de março de 2014, apontou os riscos e recomendou a demolição da atual estrutura e a construção de outra no mesmo lugar.

A recomendação, contudo, nunca foi cumprida. Este ano o problema se agravou. Os(as) professores(as) perceberam que a caixa d’água com capacidade de 98 mil litros de água se esvaziava em apenas 3 horas. Técnicos da SEEDF acionados para analisarem a caixa de gordura da cantina, depararam-se com uma piscina por baixo do piso. “Era a água que escorria freneticamente, há anos, da caixa d’água e formava um imenso poço subterrâneo, que comprometeu a estrutura do prédio. Recentemente, um menino levou um choque ao se encostar na parede”, relata Cleber Soares, diretor do Sinpro-DF.

Ele conta que “os laudos da própria SEEDF elencam problemas estruturais e outras inadequações que tornam o prédio impróprio para atividades pedagógicas, tais como, paredes de concreto armado cuja acústica é desfavorável ao processo pedagógico”.  Os técnicos do GDF constataram também que o piso está abrindo e, em uma das salas de aula, uma pilastra de concreto se deslocou. A diretora da escola contou aos sindicalistas que a Defesa Civil realizou uma vistoria este ano e avisou que não se trata de risco iminente, e sim de uma tragédia anunciada.

“O problema é a inércia da SEEDF, que faz de conta que não sabe do problema e põe em risco de vida de mais de 700 pessoas entre os corpos discente,docente e técnico-administrativo. Em vez de cumprir as determinações, demolir e construir outra escola, o atual governo resolveu distribuir as crianças em várias unidades escolares, numa total falta de respeito”, afirma o diretor.

O Secretário de Educação disse à imprensa que irá ocupar o prédio da Coordenação Regional de Ensino (CRE) do Gama com as turmas do CAIC. “Isso é mais descaso da SEEDF. Não cumpriu as ordens da Justiça e, agora, para piorar, quer resolver de forma aligeirada, colocando essas pessoas no prédio da Regional do Gama, que também apresenta problemas em sua estrutura, como goteiras, problemas elétricos e estruturais, além da inadequação para atividades pedagógicas”, denuncia Letícia Montandon, diretora do Sinpro-DF.

Jairo Mendonça, diretor do sindicato, lembra que todos os CAICs do Brasil foram construídos há 25 anos com placas de concreto porque eram provisórios. “Em 2014, quando foi constatado o problema, nada foi feito porque era ano eleitoral. Em 2015, o governo Rollemberg não fez nada. Em 2016, a Segunda Fazenda Pública definiu que a SEEDF deveria apresentar um calendário de obras que contemplasse a demolição e a nova construção. Mas nada foi feito”, diz.

Estabeleceu também que se a SEEDF não apresentasse um calendário de obras em 30 dias, estaria sujeita a uma multa diária de R$ 3 mil por dia a ser revertida ao caixa da unidade escolar. Contudo, não consta, nos documentos, a apresentação do cronograma e nem que a multa foi arbitrada.”O problema central é que, mesmo sabendo do que se passava, o GDF nunca se antecipou e prevaricou com o direito de centenas de estudantes. O secretário não tomou providências e nem se antecipou para, ao chegar a data limite definida pela Justiça, ter algo pronto para estudantes e profissionais da educação”, afirma Jairo Mendonça, diretor do Sinpro-DF.

“Ele simplesmente disse à imprensa que irá dissolver a escola e redistribuir professores para salas ociosas nas 50 escolas da Regional do Gama. Na prática, estão acabando com a escola, com a concepção pedagógica, com o grupo, fragilizando toda essa organização e sem considerar o contexto de cada professor, servidor, pai, mãe de estudante da unidade que ocupava o prédio do CAIC”, conclui Mendonça.

O Sinpro-DF tem denunciado casos semelhantes em outras escolas, como é o caso da Escola Classe 410, de Samambaia. Construída com a mesma infraestrutura do CAIC e condenada por risco de desabamento, a Justiça determinou da demolição da escola e construção de outra.

 

O Programa Mais Alfabetização e a precarização do trabalho docente no DF

 O Governo do Distrito Federal (GDF) pôs em curso uma seleção simplificada para contratação de assistentes de alfabetização que irão atuar nas escolas da rede pública de ensino. Segundo o edital, é para fortalecer e apoiar as unidades escolares no processo de alfabetização.
A contratação será efetivada por meio do Programa Mais Alfabetização, do governo federal. A seleção começou no início de maio e, até o fechamento desta matéria, não havia sido concluída. A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado da Educação (SEEDF) informou que a finalização do processo deverá ocorrer no dia 30 de maio.
O Programa Mais Alfabetização é uma criação do governo federal com possibilidade de adesão ou não das unidades federativas. No Distrito Federal, em vez de convocar os concursados e realizar mais concurso para professor e orientador educacional, bem como construir mais e novas escolas, para atender à demanda, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) aderiu ao projeto do governo federal.
O edital indica que os pleiteantes devem ser graduados ou estudantes de pedagogia ou outra licenciatura. Diz ainda que a contratação não gerará vínculos empregatícios e será fundamentada na lei do voluntariado.
Os assistentes de alfabetização receberão uma ajuda de custo para transporte e alimentação no valor de R$ 150 ou R$ 300 para atuarem nos 1º e 2º Anos do Ensino Fundamental, respectivamente, por 10 horas semanais, caso estejam em escolas consideradas vulneráveis, ou por 5 horas semanais, caso atuem em escolas não vulneráveis.
“Trata-se de uma contratação sem ônus trabalhista, na lógica da reforma trabalhista e da lei da terceirização. Além dos conflitos trabalhistas, irá gerar problemas pedagógicos nas séries iniciais. Esse modelo de contratação tem fortes semelhanças com a condição de trabalho escravo”, compara Letícia Montandon, diretora do Sinpro-DF.
Ela diz que o programa é mais um instrumento do governo federal para introduzir o ensino básico da rede pública na terceirização. “Não é à toa que o governo ilegítimo de Temer pôs em curso, de forma aligeirada, vários ataques à educação pública, tais como a reforma do ensino médio e a lei da terceirização. Também eliminou a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) que estava sendo construída democraticamente pela categoria docente e a sociedade civil e impôs outra, redigida nos gabinetes a toque de caixa e aprovada também de forma aligeirada completamente diferente da outra”, denuncia a diretora.
Roberto Tofolli, diretor da Apeoesp em Ribeirão Preto, afirma que é mais um elemento imposto ao país para fragilizar, sucatear e privatizar a educação e, ao mesmo tempo, impor, ao serviço público, a reforma trabalhista e a terceirização das atividades-fins. Ao criar mais uma “categoria” precarizada no setor da educação pública, os governos federal e locais trabalham para alcançar o objetivo privatista.
O Estado de São Paulo viveu experiência semelhante com os governos do PSDB, Geraldo Alckmin e José Serra, e não deu certo. Contrataram qualquer pessoa para exercer as atividades de professor em um programa de alfabetização. Serra queria passar a impressão de que dois professores em sala resolveriam o caso da alfabetização, como que para resolver o problema de o estudante não ter o conhecimento de português e de matemática ao chegar no 5º Ano fosse preciso ter dois professores.
“Ele criou, no 1º ano, o professor auxiliar, que trabalhava do 1º ao 5º ano auxiliando professores efetivos concursados do estado. Eram estudantes de de pedagogia e de licenciaturas que ingressavam no programa como estagiários. Nem recebia salário porque o estágio sem remuneração era disciplina obrigatória”, lembra Tofolli.
No caso de São Paulo, o assistente não precisava ir todos os dias, mas, apenas, uma ou duas vezes por semana, e atuava nos 1º, 2º e 3º anos do ensino básico. O programa era tão ruim que não se sustentou. Não houve aceitação. A Apeoesp pressionou para o governo acabar com essa precarização e realizou várias greves.

“Como para o PSDB e governos neoliberais quanto pior, melhor, para justificar a terceirização, eles aprofundaram a precarização. Tentaram mostrar para a sociedade que a educação pública estava péssima e que tinha de privatizar. Tinha de terceirizar. Diante disso e de outros problemas, em 2013, fizemos uma greve de 3 meses e acabamos com essa história”, conta.

Todavia, os (as) professores (as) do Estado de São Paulo sofrem até hoje as consequências desse “negócio”. “Há mais de 20 anos o PSDB ganha as eleições no Estado de São Paulo, estamos sofrendo até hoje. Nossas condições de trabalho são péssimas. Professores do PEB I ganham R$ 1.776 para trabalhar 25 horas, de segunda a sexta-feira, 6 horas por dia. O piso nacional é R$ 2.256 para trabalhar de 2ª a 6ª por 40 horas”, afirma o sindicalista.
Ele informa que, no Estado de São Paulo, esse tipo de contratação aconteceu por pouco tempo porque o governo viu que não era isso que iria resolver o problema da alfabetização. “Não é isso que vai resolver. A solução é contratar professores formados, concursados, com qualidade, com condições de trabalho e uma quantidade que atenda à demana da população, bem como salas de aula com, no máximo, 25 alunos, e professores com tempo para atuar com qualidade e condições de trabalho, com tempo para estudar e preparar as aulas, com tempo para se reunir, por exemplo, com coordenador pedagógico”, disse.
A diretoria colegiada do Sinpro-DF considera o Programa Mais Alfabetização um ataque à educação pública que aprofunda a precarização do trabalho docente e elimina toda possibilidade de se construir no país uma educação pública, gratuita, laica, de qualidade e socialmente referenciada.
“A partir desta sexta-feira (24), publicaremos no site do Sinpro-DF uma série de matérias sobre o Programa Mais Alfabetização e seus impactos na carreira docente e no ensino básico da rede pública de ensino do Distrito Federal e, assim, pretendemos denunciar mais esse ataque”, informa Cláudio Antunes, coordenador de imprensa do Sinpro-DF.

Aulas na rede pública de ensino estão suspensas nesta sexta(25)

As aulas na rede pública de ensino do Distrito Federal estão suspensas nesta sexta-feira (25) em função do desabastecimento de combustíveis na capital federal. Ao longo do dia o Sinpro recebeu vários questionamentos da categoria sobre as condições de mobilidade, visto que além da falta de combustível para os automóveis, o próprio sistema de transporte público também já estava entrando em colapso.
No início da noite o sindicato confirmou que o Governo do Distrito Federal e a Secretaria de Educação decidiram suspender as aulas. No entanto, o secretário de Educação Júlio Gregório informou que na segunda-feira (28) a previsão é que as aulas voltem ao normal. Porém, ao longo deste fim de semana isto pode ser reavaliado e um novo comunicado expedido pelo GDF.

Conape: Belo Horizonte se transforma na capital nacional da educação

Vem aí a etapa nacional da Conferência Nacional Popular da Educação (CONAPE 2018), que este ano será realizada entre os dias 24 e 26 de maio, no Expominas, em Belo Horizonte. Isto só está sendo possível graças ao compromisso, garra e determinação de cada um que se envolveu na organização das etapas municipais, regionais, estaduais e distrital, mobilizou e participou efetivamente desta construção coletiva e democrática. A CONAPE 2018 vai reunir em suas atividades representantes e militantes de entidades preocupadas com a defesa e promoção do direito à educação pública, gratuita, laica e de qualidade para todo cidadão e para toda cidadã.
A Conferência Nacional Popular de Educação é uma convocação à retomada da democracia no país e das vozes da sociedade civil organizada por meio dos movimentos sociais e das entidades educacionais; uma reafirmação do compromisso com uma educação verdadeiramente transformadora. Este é um espaço nosso para resistir aos ataques de uma direita conservadora, direcionada por uma elite concentradora de renda, terras e dos meios de comunicação.
Diante de tantos ataques do governo golpista — incluindo a dissolução do Fórum Nacional de Educação (FNE) da sociedade e a inviabilização de uma Conferência Nacional de Educação (Conae) realmente democrática, o objetivo da Conape é reafirmar o compromisso com uma educação verdadeiramente transformadora, bem como organizar e manter a mobilização em torno da defesa do Plano Nacional de Educação (PNE).
Com informações do SindUTE

Seminário analisa consequências nefastas da Reforma Trabalhista, no dia 29


O empobrecimento da classe trabalhadora brasileira, a crescente taxa de desemprego e a precarização das relações de trabalho no governo golpista de Temer, em especial após a aprovação da Reforma Trabalhista, serão analisados e discutidos durante o “Seminário Nacional sobre os Impactos da Aplicação da Nova Legislação Trabalhista no Brasil”.
O evento, promovido pela Comissão de Trabalho da Câmara, por iniciativa do coordenador do Núcleo do Trabalho do PT, deputado Lula Bohn Gass (RS), será realizado no dia 29 de maio, no Auditório Nereu Ramos da Câmara dos Deputados, a partir das 9h.
O seminário será dividido em três eixos de debate. O primeiro voltado para análise das condições econômicas da reforma para a economia nacional; o segundo vai discutir a controvérsia jurídica formada decorrente do novo texto legal; e, o eixo mais basilar, vai analisar os impactos concretos e imediatos vivenciados pelos que lidam com a realidade contratual do mundo do trabalho e que realizam as negociações coletivas.
Confira a programação:
9 horas – Mesa de Abertura
•Deputado Ronaldo Nogueira, Presidente da CTASP – Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados;
•Parlamentares Autores do Requerimento na CTASP:
– Deputado Bohn Gass
– Deputado Bebeto
– Deputado André Figueiredo
– Deputado Orlando Silva
•Representante do DIAP – Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar;
•Representante da OIT – Organização Internacional do Trabalho; e
•Representante do MTE – Ministério do Trabalho e Emprego.
10h30 – 1ª Mesa
Tema: A qualidade do emprego após a reforma trabalhista e os impactos econômicos
Coordenador: Deputado Bohn Gass
•Prof. Márcio Pochmann – Representante do CESIT/UNICAMP;
•Representante do DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos; e
•Representante do CEPAL – Comissão Econômica das Nações Unidas para a América Latina e o Caribe.
14 horas – 2ª mesa
Tema: Análise da aplicação da nova legislação trabalhista no sistema de justiça
Coordenador: A definir
•Representante do TST – Tribunal Superior do Trabalho;
•Representante do MPT – Ministério Público do Trabalho;
•Representante da ANAMATRA – Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho;
•Representante da ANPT – Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho;
•Representante do SINAIT – Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho; e
•Representante da ABRAT- Associação Brasileira de Advogados Trabalhistas.
16 horas – Intervalo para lanche.
 
16h20 – 3ª Mesa
Tema: Análise da aplicação da reforma trabalhista na realidade das negociações coletivas e nos contratos de trabalho
Coordenador: A definir
•Representante da CUT – Central Única dos Trabalhadores;
•Representante da Força Sindical;
•Representante da CTB – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil;
•Representante da NCST – Nacional da Nova Central Sindical de Trabalhadores;
•Representante da UGT – União Geral dos Trabalhadores;
•Representante da CSB – Central dos Sindicatos Brasileiros;
•Representante INTERSINDICAL; e
•Representante do CONLUTAS.
18h30 – Encerramento.
Serviço:
Seminário Nacional
IMPACTOS DA APLICAÇÃO DA NOVA LEGISLAÇÃO TRABALHISTA NO BRASIL
Data: 29 de maio de 2018
Local: Auditório Nereu Ramos da Câmara dos Deputados
Horário: das 9h às 18h30
Importante: Não é necessário inscrever-se. Quem for participar deve levar apenas um documento de identidade para ter acesso ao Congresso Nacional.

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