Professores de SP aprovam novo protesto dia 29 por direitos
Jornalista: Leticia
Com a presença de professores de 113 escolas do ensino básico da rede particular de São Paulo foi aprovada nova paralisação para a terça-feira (29) na capital paulista. O movimento denuncia o ataque promovido pelo Sindicato que representa as escolas particulares, que pretende acabar com direitos conquistados há 20 anos e que fazem parte da Convenção Coletiva do Trabalho. A greve não foi descartada.
Assembleia foi realizada na rua do Sinpro-SP nesta quarta: professores decidiram por nova paralisação dia 29 de maio. Greve também é alternativa à intransigência dos patrões
Os proprietários das escolas querem reduzir o recesso escolar e pretendem parcelar as férias, além de fragilizar outros direitos para cumprir as regras da reforma trabalhista do governo de Michel Temer, em vigência desde novembro de 2017. O ataque aos direitos dos professores reuniu nesta quarta cerca de 3 mil trabalhadores que aderiram à paralisação. 37 escolas participaram do protesto. Após a assembleia, professores se encaminharam para ato político no vão do Masp na Avenida Paulista.
De acordo com José Salvador Faro, diretor do Sindicato dos Professores de São Paulo (Sinpro-SP), a manutenção dos direitos da Convenção Coletiva não significa ônus para as escolas. Como foi observado em cartas escritas por pais de alunos de diversas escolas particulares, o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo (Sieeesp) tem se recusado a negociar e apresentam posição que precariza o trabalho dos professores.
Faro enfatizou que o recesso escolar não é um privilégio do professor e será “um crime” tirar do profissional essa possibilidade de “recomposição intelectual”. “Quando o professor entra no recesso passou o natal ele começa a preparar o curso. Ele se qualifica, atualiza as leituras, planeja o curso. Ele não está despreocupado. Quando chega na escola o planejamento está em andamento”. Os donos de escola querem reduzir o recesso de 30 dias corridos para 20 dias. O sindicato das escolas rejeitou:
– Duas bolsas integrais para os filhos a que o professor teria direito após o período de experiência
-Garantia semestral de salários que é adquirido a partir de 22 meses de contratação
– Recesso de 30 dias
– Férias coletivas, de 30 dias corridos, e gozados preferencialmente em julho
– proibição de redução de salários ou de carga horária
– proibição de contrato intermitente e terceirização
– licença-paternidade de 10 dias
– homologação da rescisão contratual no sindical
– Licença-maternidade de 180 dias e adoção
Coordenada pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação há 13 anos, a Semana de Ação Mundial (SAM) 2018 está dedicada ao monitoramento da implementação do Plano Nacional de Educação (PNE). Sob o mote “Se prioridade é educação, tirem a tesoura da mão! Direitos valem mais, não aos cortes sociais!”, a SAM acontecerá entre os dias 3 e 10 de junho, em todo o território nacional, e garantirá um olhar nacional qualificado e crítico para esse debate, reforçando a necessidade da implementação plena dos marcos legais já existentes para o cumprimento do direito à educação e da necessidade de um chamamento nacional por nenhum retrocesso.
Se você ainda não faz parte da SAM 2018, fique atento e faça sua inscrição para receber os próximos comunicados. As inscrições para a Semana de Ação Mundial 2018 podem ser realizadas no site www.semanadeacaomundial.org, lembrando que as inscrições são pré-requisito para o recebimento do certificado de participação após realização das atividades.
O manual de atividades e um dossiê com todos os retrocessos para a área nos últimos anos já estão prontos no site da SAM, na aba “Materiais”, e os documentos de subsídios, na aba “Subsídios”. Todos os materiais da SAM 2018 estão, neste ano, disponíveis somente online, para download e também em formato para impressão. Lá, você também encontra os materiais digitais de divulgação.
Neste ano, a mobilização da SAM é formada por três pilares:
Por um PNE pra Valer – marcamos um balanço da implementação da Lei nº 13.005/2014, do Plano Nacional de Educação (PNE), e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) relacionados, de forma a exigir o cumprimento dos compromissos firmados pelo governo brasileiro.
Por um Fundeb pra Valer – pautamos um novo Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) permanente e robusto, com a viabilização do Custo Aluno-Qualidade Inicial (CAQi) e do Custo Aluno-Qualidade (CAQ), previstos na meta 20 do PNE.
Pela revogação da EC 95 – E, para que tenhamos um Fundeb e um PNE pra valer, faremos face aos retrocessos, especialmente na revogação da Emenda Constitucional 95/2016, que impõe um Teto de Gastos nas áreas sociais. Nesse sentido, a SAM 2018 se soma à campanha nacional “Direitos valem mais, não aos cortes sociais!”, que mobiliza diversos setores sociais pela revogação da EC 95.
Como participar da SAM 2018?
Qualquer pessoa, grupo ou organização pode participar da SAM, discutindo o tema e realizando atividades em creches, escolas, universidades, sindicatos, praças, bibliotecas, conselhos, e secretarias, envolvendo todas e todos os que se interessam pela defesa da educação pública, gratuita e de qualidade no Brasil. A SAM é um chamamento intersetorial, por isso é importante unirmos forças em todos segmentos e áreas.
Para obter mais informações sobre a SAM 2018 escreva para sam@campanhaeducacao.org.br.
Morre aos 86 anos o jornalista e escritor Alberto Dines, mestre das redações
Jornalista: sindicato
Jornalista inovador e obstinado, crítico da imprensa, escritor, professor e rebelde, morreu ontem em São Paulo, aos 86 anos, Alberto Dines, em decorrência de uma pneumonia. Ele estava internado no Hospital Albert Einstein, no Morumbi, na Zona Sul da capital paulista. Deixa viúva, a jornalista Norma Couri, e quatro filhos. O sepultamento de seu corpo está marcado para as 13h30 de amanhã, no cemitério de Embu das Artes.
Dines foi responsável pela consolidação do Jornal do Brasil, onde trabalhou de 1962 a 1973, como o mais importante veículo de comunicação da América Latina, valendo-se de criativas estratégias para driblar o regime militar e denunciar a censura imposta à imprensa. Ditadura – O jornalista também foi crítico e analista da imprensa por décadas, lançando o “Observatório da Imprensa” e inspirando gerações de jornalistas e cidadãos na defesa da liberdade de expressão e da democracia. Pensava que “o leitor não é consumidor, mas cidadão. O jornalismo é serviço público, não espetáculo.”
Como na promulgação do Ato Institucional Nº 5 (AI-5), em 1968, quando coordenou a edição da primeira página do JB, valendo-se de termos da meteorologia para denunciar a mão forte da censura que chegava: “Tempo negro. Temperatura sufocante. O ar está irrespirável. O país está sendo varrido por fortes ventos…”.
Ou quando, mediante a proibição de noticiar no alto da capa do jornal o golpe e a morte do presidente chileno Salvador Allende, em 11 de setembro de 1973, decidiu eliminar a manchete e publicar o texto inteiro na capa. O pensamento de Alberto Dines
As frases abaixo foram retiradas de alguns dos artigos escritos por Alberto Dines nos 22 anos do Observatório da Imprensa.
“A supremacia do marketing hoje imperante na mídia constitui uma das grandes ameaças à própria lisura com que é praticado o jornalismo. O sensacionalismo exacerbado é uma destas ameaças, oriunda do empenho em vender mais exemplares sem atentar para a qualidade e o compromisso com a veracidade da informação”.
“O jornalismo pátrio hoje é basicamente reativo. Da política à cultura, passando pela economia. E o recurso mais efetivo faz-se fora do jornalismo – com pesquisas apressadas, metodologicamente levianas, concebidas e realizadas por profissionais que obedecem a uma ética diametralmente oposta à dos jornalistas”.
“A cobertura da morte do cantor country Leandro evidencia e confirma uma realidade: nossa imprensa tornou-se irremediavelmente monotemática e monocórdia. A combinação da notícia-espetáculo com a cobertura saturada e intensiva desenvolvidas num ambiente onde impera o mimetismo e se abomina a diversificação está criando uma das mais gritantes distorções do nosso processo informativo”.
“O que existe, sim, em nossa mídia, é uma confraria às avessas, processo inconsciente de imantação para ocultar as falhas, deficiências e vícios de um sistema que já foi incomparavelmente melhor e hoje está perigosamente comprometido”.
“As grandes empresas de mídia brasileiras não querem que o seu poder seja enfrentado por um contrapoder, mesmo que social ou público. As grandes empresas de mídia brasileiras não querem que o seu formidável poder de indução seja sequer arguido. As grandes empresas de mídia brasileiras estão na contramão do processo democrático baseado na equação poder-e-contrapoder”.
“Os 100 líderes comunitários das favelas cariocas assassinados nos últimos anos mereciam reportagens menos burocráticas do que as publicadas na última semana. Os favelados onde atuavam os conheciam. Mas o resto da sociedade precisa conhecer esses 100 caídos: gente simples, incapaz de teorizar, disposta a melhorar o mundo com o seu exemplo”.
“O jornalismo fiteiro consiste na transcrição pura e simples de grampos (legais ou ilegais), fitas (em áudio ou vídeo) e dossiês, entregues por ‘fontes secretas’ a um jornalista (ou intermediário) desde que haja o compromisso da imediata divulgação sem recorrer a qualquer suporte investigativo.
12. Na Alemanha, 1933, quando os nazistas tiraram os disfarces e começaram a escalada de terror, os poupados diziam “não é comigo, é com os outros”. Esta resignação e esta incapacidade de enxergar as grandes ameaças fazem parte de um fenômeno chamado “não-me-importismo”. Enquanto não são vítimas todos seguem suas vidas. Depois é tarde demais”.
“O juízo sobre a informação tornou-se tão importante quanto a própria informação. O território da crítica expandiu-se de forma tão extraordinária que os críticos tornaram-se criticados e a matéria criticada tão importante quanto aquela tida como acrítica. A internet consagrou-se imediatamente como canal alternativo para fugir dos impasses produzidos pelos grupos de pressão na grande imprensa”.
“Quando se fala em prejulgamento da imprensa, não se deve pensar apenas na cobertura de crimes e casos passionais. A grande imprensa costuma exibir os seus preconceitos em outras questões, inclusive no debate sobre mídia. Foi o caso da criação da TV Pública. Antes mesmo de se conhecer o seu formato, os grandes grupos de mídia comercial já manifestavam desaprovação. Foi um caso de desamor à primeira vista. Como se uma TV Pública não fosse necessária ao próprio desenvolvimento da TV privada”.
“Todo Jornalismo é investigativo, ou não é Jornalismo. Donde se conclui que o que lemos, ouvimos e vemos todos os dias na imprensa não é Jornalismo”.
“Eu sabia que haveria consequências, mas não imaginava que fosse ser preso. Temos que arriscar. São desafios que a vida profissional oferece e temos que saber aceitá-los, porque senão ficamos à margem da vida.” Vida e carreira
Alberto Dines nasceu no Rio de Janeiro em 19 de fevereiro de 1932. Iniciou sua carreira no jornalismo em 1952 na revista “A Cena Muda” e, no ano seguinte, mudou-se para a revista “Visão” para cobrir assuntos ligados à vida artística, como teatro e cinema. Logo depois, passou a fazer reportagens sobre política.
Em 1957, ele trabalhou para a revista “Manchete”, até se demitir da empresa. Em 1959, assumiu a direção do segundo caderno do jornal “Última Hora”, de Samuel Wainer. Já em 1960, colaborou para o jornal “Tribuna da Imprensa”.
Em 1960, convidado por João Calmon, dirigiu o jornal “Diário da Noite”, dos “Diários Associados”, de Assis Chateaubriand. Já em 1962 tornou-se editor-chefe do “Jornal do Brasil”, no qual ficou por 12 anos. No jornal, ele coordenou uma grande reforma gráfica e criou novas seções.
Segundo Manuel do Nascimento Brito, diretor do “Jornal do Brasil”, com “a entrada de Dines, a reformulação do jornal foi afinal consolidada, pois ele sistematizou as modificações que levaram o JB a ocupar outra posição na imprensa brasileira”.
Desde 1963, Dines também era professor na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ). Ele criou as disciplinas de Jornalismo Comparado e de Teoria da Imprensa.
Em 1994, fundou o Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), junto com os professores Carlos Vogt e José Marques de Melo. O objetivo era criar um centro de pesquisa e acompanhamento crítico da mídia. A partir de 1999, o Labjor passou a oferecer um curso de pós-graduação de Jornalismo Científico.
Entre os principais livros publicados por Alberto Dines estão “Morte no Paraíso – A tragédia de Stefan Zweig”, “Diários Completos do Capitao Dreyfus”, “Por que não eu?”, “O papel do jornal e a profissão de jornalista” e “A imprensa em questão”. Observatório da Imprensa
O Observatório é uma entidade civil, não-governamental, não-corporativa e não-partidária que acompanha o desempenho da mídia brasileira. Funciona como um fórum que permite debates diversos sobre coberturas jornalísticas.
Como site, nasceu em 1996, por iniciativa do Projor (Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo) e projeto original do Labjor, da Unicamp.
Em maio de 1998, o Observatório da Imprensa ganhou uma versão televisiva, produzida pela TVE do Rio de Janeiro e TV Cultura de São Paulo, e transmitida semanalmente pela Rede Pública de Televisão. Com informações do Jornal do Brasil e do Observatório da Imprensa
As bandeiras da redemocratização do país e da defesa de educação pública, gratuita, laica, inclusiva e de qualidade socialmente referenciada caminharam juntas no processo de derrota da ditadura civil-militar brasileira, nos anos 1980, após longos 21 anos de opressão, bem como na construção de um novo pacto social, com a Constituição de 1988.
Tais bandeiras voltam agora, 30 anos após a promulgação da Carta Magna, cidadã, a ser hasteadas juntas, lado a lado, e é em nome delas que Belo Horizonte, em Minas Gerais, se transformará, nos dias 24, 25 e 26 de maio, na capital nacional da educação.
Na verdade, é possível dizer que a batalha pela redemocratização do Brasil englobava a redemocratização da própria educação. Nesse sentido, enquanto, na primeira metade da década de 1980, o regime ditatorial dava seus últimos suspiros, confrontado pela consolidação de espaços e sujeitos coletivos que o combatiam, esses mesmos espaços e sujeitos, no âmbito educacional, por meio das entidades representativas de educadores, pesquisadores e estudantes, esforçaram-se para que o restabelecimento da democracia se desse também na implementação de políticas públicas para o setor, que havia sido desfigurado durante a ditadura.
Assim, a década de 1980 e, posteriormente, a de 1990, visando a assegurar o cumprimento dos princípios conquistados na letra da Constituição — sobretudo o de que a educação é um dever do Estado e da família e direito de cada cidadão —, foram marcadas por intensas mobilizações do campo educacional.
Em 1980, foi realizada a primeira Conferência Brasileira de Educação (CBE), com o tema “A política educacional”. A ela se seguiram outras CBEs: em 1982, sobre “Educação: perspectiva na democratização da sociedade”; em 1984, “Da crítica às propostas de ação”; em 1986, “A educação e a Constituinte”; em 1988, “A Lei de Diretrizes e Bases da Educação”; em 1991, a “Política Nacional de Educação”. Mais tarde vieram os Congressos Nacionais de Educação (Coneds).
O primeiro, em 1996, tratou da temática “Educação, democracia e qualidade social”. Em 1997, foi a vez de discutir a perspectiva de um “Plano Nacional de Educação”. Dois anos mais tarde, em 1999, o tema foi “Reafirmando a educação como direito de todos e dever do Estado”. Seguiram-se os de 2002, sobre “Garantir direitos, verbas públicas e vida digna: uma outra educação é possível”, e o de 2004, que afirmou que “Educação não é mercadoria”.
Como espaços inaugurais de participação popular e de apresentação e debate de propostas de políticas educacionais, mesmo sob a égide do neoliberalismo dos anos 1990, CBEs e Coneds lançaram a semente do que viriam a ser, em 2010 e 2014, a 1ª e a 2ª Conferência Nacional de Educação (Conae). Do que viria a ser, também, a 3ª Conae, em 2018, não fosse o desmanche do Fórum Nacional de Educação (FNE) e o esvaziamento do diálogo com a sociedade civil promovidos pelo governo golpista e ilegítimo de Michel Temer.
É nessa lacuna que a Conferência Nacional Popular de Educação terá início no dia 24 de maio. Primeiramente, na necessidade de se defender conquistas históricas, como o próprio Plano Nacional de Educação (PNE), inviabilizado pelo congelamento de investimentos públicos, e enfrentar os retrocessos que têm sido impostos, entre os quais a reforma do ensino médio e a desfiguração da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
Em segundo lugar, na importância de se debater demandas históricas que persistem desde a Constituinte, como aquela, cara à Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino — Contee, em defesa da regulamentação da educação privada sob as mesmas exigências legais aplicadas à escola pública, bem como da própria instituição de um Sistema Nacional de Educação (SNE).
Em terceiro, como resgate da participação popular, que o atual governo tentou eliminar, na reflexão e concepção de políticas educacionais. E, em quarto, mas não menos importante, como espaço de resistência contra o golpe que continua a se aprofundar e em favor da educação.
Não por acaso, a abertura da Conape, que tomará as ruas da capital mineira, será a marcha “Educação se constrói com democracia”. Poderíamos ainda acrescentar: democracia se (re)constrói com educação. Gilson Reis é coordenador-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino — Contee e é vereador de Belo Horizonte pelo PCdoB.
(da Carta Educação)
O congelamento de gastos planejado pelo Governo de Michel Temer como resposta à crise econômica poderá ter um impacto direto na mortalidade de crianças, aponta um estudo feito por analistas ligados à Fiocruz; seriam 19.732 mortes a menos até 2030 em comparação com o cenário mais provável, o de que os orçamentos aumentem apenas segundo a inflação do ano anterior, como prevê, de forma global para todas as pastas do Governo, a Emenda Constitucional 95
O congelamento de gastos planejado pelo Governo de Michel Temer como resposta à crise econômica poderá ter um impacto direto na mortalidade de crianças, aponta um estudo feito por analistas ligados à Fiocruz e divulgado nesta terça-feira pela revista científica norte-americana PLoS Medicine, informa Talita Benidelli, em El País.
Os pesquisadores fizeram uma simulação de quantas mortes de menores de cinco anos poderiam ser evitadas até 2030 caso os programas Bolsa Família e Estratégia de Saúde da Família tenham seus orçamentos aumentados de forma proporcional ao acréscimo no número de pobres no país.
Seriam 19.732 mortes a menos até 2030 em comparação com o cenário mais provável, o de que os orçamentos aumentem apenas segundo a inflação do ano anterior, como prevê, de forma global para todas as pastas do Governo, a Emenda Constitucional 95 (antiga PEC 241).
A extrema pobreza no Brasil aumentou 11% entre 2016 e 2017, mas o orçamento do Bolsa Família previsto para este ano é menor do que o do ano passado.
O estudo se apoia em duas notas técnicas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) divulgadas em 2016, logo após a aprovação da Emenda Constitucional que congela os gastos do Governo.
A primeira delas afirmava que em 20 anos de aplicação da PEC a política de assistência social brasileira, que comporta o Bolsa Família, contaria com menos da metade dos recursos necessários para garantir a manutenção da cobertura nos padrões atuais.
A segunda nota apontava que, até 2036, o Sistema Único Brasileiro (SUS), responsável pelo Saúde da Família, perderia cerca de 400 bilhões de reais —número similar ao achado por outro estudo, do Conselho Nacional de Saúde. Fonte: Brasil 247
Família de aluna com câncer do CEF 03 de Taguatinga organiza almoço e bazar para custear tratamento. Participe!
Jornalista: Leticia
No dia 9 de junho, a partir de 12h no CEF 03 de Taguatinga, ocorrerá o “Almoço Sertanejo” na escola, para arrecadar recursos para o tratamento da aluna Júlia Souto Ramos, aluna do 7º ano, que há quase 2 anos foi diagnosticada com câncer da granulosa tipo juvenil, um câncer muito raro e incomum que surge nos ovários das crianças.
“Após três cirurgias, 71 sessões de quimioterapia e o tratamento de radioterapia sem que as células cancerígenas fossem totalmente derrotadas, aceitamos a sugestão da doutora Flávia, do Hospital da Criança, para que o tratamento prosseguisse na Alemanha e para isso, precisamos arrecadar fundos, para a viagem e o tratamento”, conta Patrícia, mãe da menina.
“O tratamento para este câncer bem incomum é experimental, mas vem obtendo ótimos resultados”, conta a mãe. Ele será realizado no Centro e Pesquisa e Tratamento de Dusseldörf, na Alemanha e os custos mínimos para toda a viagem e o tratamento são de R$ 50 mil.
Portanto, o “Almoço Sertanejo” é um evento para a arrecadação de fundos para estas despesas. O almoço terá shows de duplas sertanejas, sem cobranças de cachê. Também terá bingo, sorteio de um violão autografado pela dupla Gian & Giovani e de um chapéu autografado de Sérgio Reis. “Além do almoço, organizaremos um bazar e venderemos rifas” atesta Vanda dos Reis Clemente, diretora da escola.
Os interessados em colaborar com o evento, ou com interesse em ajudar a família, podem encontrar em contato com os pais da criança: Patrícia (61 99213-0901) e Cláudio (61 99357-3949).
Mais informações também na página da campanha do Facebook.
Participe!
É com grande pesar que a Diretoria Colegiada do Sinpro informa o falecimento do professor aposentado Paulo Batista da Cruz. O velório e o enterro foram realizados na segunda-feira (21), no Cemitério de Taguatinga.
O Sindicato dos Professores presta toda sua solidariedade à família e aos amigos neste momento de dor.
EC 108 de Samambaia promove o Dia da Família na Escola
Jornalista: Luis Ricardo
Com o objetivo de contemplar toda a diversidade e todos os tipos de famílias, a Escola Classe 108 de Samambaia realizou, no último sábado (19), o Dia da Família na Escola. A EC 108 sempre desenvolve trabalhos que envolvam toda a família e neste ano a comemoração foi feita com uma caminhada ecológica, atividade que faz parte do projeto de educação socioambiental desenvolvida na escola.
Além de estudantes, professores(as) e orientadores(as) educacionais, participaram da caminhada a comunidade em geral e funcionários(as) da Escola Classe. Segundo o vice-diretor da EC 108, atividades como esta devem ser incentivadas e vivenciadas pelas escolas, para que a consciência de um planeta melhor, sustentável e viável faça parte do dia-a-dia dos educandos e de toda a comunidade escolar.
“Ao invés de fazer uma programação na escola, optamos por realizar um piquenique, uma caminhada, onde todos pudessem interagir. Os estudantes desenvolveram um tema, levaram cartazes e os pais puderam participar de tudo de uma forma diferente. A interação foi muito positiva”, finalizou William.
Falta de combustível leva o GDF a suspender aulas nesta segunda-feira (28)
Jornalista: Maria Carla
O Governo do Distrito Federal (GDF) mantém a suspensão das aulas na rede pública de ensino nesta segunda-feira (28), em razão do desabastecimento de combustíveis, cuja normalidade ainda não foi restabelecida.
O Sinpro-DF tem monitorado a situação e, toda vez que obtiver uma novidade, informará à categoria. Os comunicados do sindicato se devem ao fato de que, desde sexta-feira (25) e durante o fim de semana, a categoria buscou a diretoria para saber sobre as condições de mobilidade e se haverá aulas enquanto o país enfrenta a falta de combustível.
O Dia Internacional do Abraço será comemorado no CEM Setor Leste na terça (22). Participe!
Jornalista: Leticia
O Dia Internacional do Abraço será comemorado, nesta terça-feira (22), das 6h15 às 8h, no Centro de Ensino Médio Setor Leste (611/612 Sul – Brasília/DF). Toda a comunidade escolar será recebida com abraços nesta data comemorativa.
Os estudantes, pais, professores e servidores, na segunda-feira (21), receberão o “dever de casa – abraço solidário” a ser realizado pela comunidade escolar na Semana do Abraço Solidário (entre os dias 21 e 28 de maio).
O dever de casa consiste em praticar o desapego (“não está usando, desapega. Doar faz bem”), ou seja, levar para a escola, aquilo que não está usando, para doar a entidades filantrópicas.
A “Prática do Abraço Solidário” faz parte das comemorações do Dia Internacional do Abraço e será promovido na Semana do Abraço.
O Abrace Mais – Escola do Abraço está convidando todas as escolas do DF a participarem desta Ação Comemorativa. “Toda escola, escola do abraço, o ano todo”, afirma o professor Francisco Filho, coordenador da campanha. O professor Francisco Filho, solicita que as escolas que desejarem aderir nesta campanha Escola do Abraço, que entrem contato pelo Facebook do Abrace Mais, para que seja feita a divulgação de sua participação.
A proposta é que esta ação comemorativa seja realizada em Brasília, em todo o DF, ou seja, você é convidado a promover o abraço solidário em seu espaço de convivência (local de trabalho, condomínio, clube, associações, entidades etc), consagrando assim, “Brasília, Capital Mundial do Abraço”.
A sugestão é que os próprios participantes desta ação (escola, local de trabalho, condomínio etc) entreguem a arrecadação efetuada à entidade que mais receber indicações para ser contemplada com as suas doações.
O Abrace Mais – Escola do Abraço visa “promover a cidadania, a solidariedade, a sustentabilidade, a valorização vida, o resgate da vida e a cultura da paz“.
Lembrando que nos domingos (20 e 27 de maio), a Campanha Abrace Mais estará realizando o “abraço solidário, das 9h às 12h, no estacionamento 13 do Parque da Cidade, em frente ao quiosque do Corpo de Bombeiros, ao lado da administração do parque. Todos estão convidados.
Mais vídeos da campanha aqui e aqui. Participe!