Professora Odette Roncador recebe título de Cidadã Honorária de Brasília

Uma das pioneiras da Educação no Distrito Federal, a professora Odette Rezende Roncador receberá, no dia 14 de maio, o título de Cidadã Honorária de Brasília. A solenidade de entrega, proposta pelo deputado distrital Wasny de Roure, será às 19h, no auditório do Bloco II do UniCEUB (SEPN, 707/907 Via W 5 Norte – Asa Norte).
Natural de Presidente Prudente-SP, a professora, hoje aposentada, se mudou para Brasília em 1962. Entre 1962 e 1963, trabalhou na Rádio Educativa de Brasília, em novelas e no programa de alfabetização para adultos, coordenado pelo educador Paulo Freire e sob a direção de Mario Brasini. A partir da década de 1970 começou a dar aulas, formando inclusive muitos professores e professoras de Geografia que atuam na rede pública de ensino do Distrito Federal.
O evento estará aberto a toda comunidade.

Mais uma semana de luta contra a privatização da Eletrobras

Os embates em defesa da Eletrobras pública, eficiente e para todos continuam nesta semana. Desde o anúncio da privatização da estatal elétrica em agosto de 2017, os dirigentes sindicais têm estabelecido, semanalmente, uma agenda de lutas que vai da realização de audiências públicas à paralisações nacionais.
Na terça (8), está prevista a votação do relatório final da Comissão Mista da Medida Provisória (MP) 814/17. A MP altera leis relacionadas ao setor elétrico e permite que a Eletrobras e suas controladas — Furnas, Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf), Eletronorte, Eletrosul e a Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE) — sejam incluídas no Programa Nacional de Desestatização (PND).
No mesmo dia, ocorrerá a apresentação do Relatório da Comissão Especial do Projeto de Lei 9463/18, de privatização da ELETROBRAS. O PL tem sido fortemente combatido, pois a Eletrobras controla 31% da capacidade energética do Brasil, com 233 usinas e 47% das linhas de transmissão e sua privatização compromete a soberania do país.
Encerrando a semana, na sexta-feira (11), será realizada audiência pública da Comissão Especial do PL 9463 para debater a “Privatização da Eletrobras e os reflexos na prestação de serviços à população do DF”, às 10h, no plenário 3, anexo II, da Câmara dos Deputados.
“A participação de todos é imprescindível para pressionar os parlamentares na defesa da Eletrobras pública, eficiente e para todos”, defende a dirigente do Sindicato dos Urbanitários Fabíola Latino.

Neoliberalismo do governo Temer trouxe a nova segregação social

por Marcio Pochmann*

Com o governo Temer, a volta do receituário neoliberal – somente possível sem o respeito à vontade popular – trouxe consigo uma nova forma de manifestação da segregação social no Brasil. Isso porque no ano de 2017, por exemplo, a pobreza enquanto medida de distanciamento de um padrão digno de vida, terminou por crescer mais acentuadamente nos segmentos que até pouco tempo pareciam estar protegidos, como brancos, homens, mais escolarizados e adultos.
Até então, os estratos sociais mais vulneráveis concentravam-se na população não branca, crianças e mulheres, e brasileiros de menor escolaridade. Mesmo com a estabilidade monetária alcançada no Plano Real no governo Itamar Franco (1992-1994), o comportamento da pobreza não refluiu, uma vez que no governo de FHC (1995-2002), por exemplo, a taxa de pobreza se manteve estável, representando 33,2% da população, em 1995, e 33,2%, em 2002.
Somente com a interrupção do receituário neoliberal a partir de 2003 que a taxa de pobreza passou a decair sistemática e continuamente. No governo Lula (2003-2010), a taxa de pobreza caiu 50,3%, uma vez que foi reduzida de 33,2% do conjunto da população, em 2002, para 16,5%, em 2010.
No governo Dilma (2011-2016), a taxa de pobreza seguiu a trajetória de queda em 39,4% acumuladamente entre os anos de 2010 (16,5% da população) e de 2015 (10% da população). Mesmo com esse significativo sentido de queda na taxa de pobreza, a população mais vulnerável seguiu, ainda, focada, nos brasileiros não brancos, mulheres e crianças, bem como as pessoas de menor escolaridade.
Com o governo Temer, todavia, o crescimento da pobreza terminou expondo à vulnerabilidade da segregação social, justamente os estratos de brasileiros brancos, homens, adultos e com maior escolaridade. Entre os anos de 2016 e 2017, por exemplo, a pobreza subiu 5% no conjunto dos brasileiros (adicional de 3 milhões de pessoas).
Mas para a população branca, por exemplo, a pobreza aumentou 6,8%,enquanto para a não branca cresceu 4,3%. Em função disso, a população branca na condição de pobreza subiu 58,1% mais rápida do que para a não branca pobre.
No caso do segmento masculino, a pobreza aumentou 5,4% em 2017, ao passo que para as mulheres pobres houve o crescimento de 4,6%. Ou seja, a pobreza entre os homens subiu 17,4% mais acelerada do que na pobreza feminina.
Também para a população com até 21 anos de idade, a pobreza aumentou 3,2% no ano passado. Mas para a população de 22 a 50 anos de idade cresceu 5,7% e para o segmento etário de mais de 50 anos, o crescimento na quantidade de pobres foi de 8,8%.
Quando tomada como referência a escolaridade no conjunto da população considerada pobre, percebe-se a elevação mais acelerada entre aqueles com mais anos de ensino. No ano de 2017, o segmento com Ensino Fundamental registrou aumento na quantidade de pobres em 2,9%, enquanto para os pobres com Ensino Médio, o crescimento da pobreza foi de 10,6%.
Para os pobres com Ensino Superior, a elevação foi de 25%. Dessa forma, constata-se que para cada aumento de 1 ponto percentual na quantidade de pobres com Ensino Fundamental, a pobreza dos brasileiros com Ensino Superior subiu 8,6 vezes mais.
Da mesma forma, nota-se que para cada elevação de um ponto percentual no número de pobres com Ensino Fundamental, a pobreza entre os brasileiros com o Ensino Médio aumentou 3,7 vezes mais. Se considerar ainda o aumento na quantidade de pobres em um ponto percentual para os brasileiros com Ensino Médio, conclui-se que a pobreza para o segmento de Ensino Superior aumentou 2,6 vezes mais.
*Marcio Pochmann é professor do Instituto de Economia e pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho, ambos da Universidade Estadual de Campinas.
Fonte: Rede Brasil Atual

CEMEB realiza projeto de pertencimento para alunos do ensino médio

Há dois anos, os professores do CEMEB (Centro de Ensino Médio Elefante Branco, na Asa Sul) realiza o projeto “Arte, Vida e Ambiente”, que dentre várias ações com toda a comunidade escolar, há um trabalho de pertencimento com os alunos do primeiro ano do ensino médio. “Plantamos essa semente para que ela germine nos próximos anos do ensino médio para este estudante. Abordamos o que é ‘do eu’, ‘do outro’ e o ‘do nós’, para que cada aluno se sinta integrado na sua escola, através das artes”, aponta Carlos Humberto, professor de sociologia, um dos idealizadores do projeto.
Ao lado dos professores Maria do Perpétuo do Socorro (química), Manuele Cruz (filosofia), Lorena Freitas (biologia), Marcelo e Ana Paula (Artes) e da professora Marina, de geografia, esta ação começa dialogando com “o eu” de cada aluno, para que ele se enxergue dentro da escola se manifestando através da arte, como desenhos, poesias, peças teatrais e intervenções externas e internas na escola, como os flash mobs.
Esta ação intensiva dura cerca de 15 dias, em todas as 22 turmas de primeiro ano, impactando a princípio cerca de 900 estudantes, mas com reflexos em todo o anos letivo e nos anos posteriores do ensino médio. Na tarde desta terça-feira (8) as últimas turmas da escola serão contempladas com esta ação.
“O estudante se expressa através da arte após fazer um levantamento da própria escola, tanto do espaço físico dela quanto da percepção do aluno em como ele se vê nela”, diz Carlos.
 
 
As ações começam nas turmas do primeiro ano, mas são contínuas, “para que esse sentimento de pertencimento seja difundido pelos alunos e também pelos pais, estes que possuem um grande envolvimento nas ações da escola”, enfatiza o professor.
 

Ricos ficam mais ricos mesmo em momento de retração econômica


A parcela 1% mais rica da população mundial concentra hoje 50,1% da riqueza das famílias de todo o mundo, de acordo com relatório do Credit Suisse de 2017. A tendência é que o percentual continue a aumentar, segundo o estudo a Biblioteca da Câmara dos Comuns britânica, encomendado pelo deputado trabalhista Liam Byrne.
Se as tendências observadas desde a crise financeira de 2008 continuarem, observa o relatório, o chamado 1% terá em suas mãos 64% da riqueza global daqui a apenas 12 anos.
Estudo da Oxfam, divulgado em janeiro deste ano, utilizando também dados do Credit Suisse, apontou que cerca de 7 milhões de pessoas que compõem o grupo dos 1% mais ricos do mundo ficaram com 82% de toda riqueza global gerada em 2017.
Rafael Georges da Cruz, coordenador de campanhas da Oxfam Brasil, comenta a concentração de renda entre os mais ricos. “As últimas pesquisas da Oxfam tem revelado que as desigualdades de patrimônio no mundo tem crescido, a concentração do patrimônio no topo, no 1% mais rico, nos bilionários tem crescido”, afirma.
Ele explica que as desigualdades diminuíram entre os trabalhadores, muito por conta de programas sociais como o Bolsa Família, que ocasionaram a retirada de pessoas da extrema pobreza, mas a hiperconcentração de renda segue intacta. “De certa forma é um círculo vicioso do qual a gente só vai sair com políticas redistributivas muito fortes, por exemplo, políticas tributárias internacionais, fim dos paraísos fiscais e esses tipos de políticas”, explica.
Quem segue concentrando
A mudança na tributação aparece como alternativa no combate às desigualdades, pela pesquisa Oxfam Brasil/Datafolha lançada em dezembro do ano passado, onde a maior parte dos brasileiros se declara favorável ao aumento de impostos no país desde que seja aplicado apenas aos “muito ricos”, para financiar melhorias nas áreas de educação, saúde e moradia, segundo dados da pesquisa.
Além disso, 72% apoiam a redução da carga indireta de impostos (aqueles cobrados sobre o consumo) e aumento da carga direta (sobre renda) para as pessoas de altíssima renda.
Jorge Paulo Lemann (AB Inbev), Joseph Safra (Banco Safra), Marcel Hermmann Telles (AB Inbev), Carlos Alberto Sicupira (AB Inbev), Eduardo Saverin (Facebook) e Ermirio Pereira de Moraes (Grupo Votorantim) são as seis pessoas mais ricas do Brasil. Eles concentram, juntos, a mesma riqueza que os 100 milhões mais pobres do país, ou seja, a metade da população brasileira composta por 207,7 milhões de pessoas.
Se gastassem um milhão de reais por dia, juntos, esses seis milionários levariam 36 anos para esgotar o equivalente ao seu patrimônio. Foi o que revelou outro estudo sobre desigualdade social realizado pela Oxfam.
A fórmula de austeridade total e radicalização de algumas propostas como a PEC do Teto dos Gastos e mudanças nas leis trabalhista trazidas pelo governo de Michel Temer, segundo Georges, causa retração econômica, mas não impacta os muito ricos.
Quem perde
A coordenadora de pesquisas e tecnologia do Dieese, o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos, Patrícia Pelatieri, aponta sobre quem recai o peso das desigualdades. “Quem paga o preço dessa concentração de renda vergonhosa que o Brasil vive, resultado dessas escolhas políticas e econômicas feitas são os trabalhadores, mais especificamente as mulheres, os negros e os jovens”, sentencia.
A pesquisadora relembra que em 2017 os bancos bateram recordes de lucratividade, alcançando os R$ 6 trilhões, ao mesmo tempo que mais de 1,5 milhão de brasileiros foram atirados na extrema pobreza.
Segundo os dados da PNAD, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, há 15 milhões de brasileiros vivendo na pobreza extrema com até R$ 136 mensais.
Pela Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos (PNCBA), do Dieese, no primeiro trimestre de 2018 o valor da cesta básica subiu em 18 das 20 capitais pesquisadas. “Em abril o salário mínimo necessário seria de R$ 3706,44 ou seja quase 4 vezes superior ao salário mínimo brasileiro”, conta.
Fonte: CUT Nacional

Segunda-feira, 7, é o prazo final para inscrições no Programa Mulheres Inspiradoras 2018

As unidades escolares devem ofertar o 2º Bloco do 3º Ciclo para as aprendizagens (8º e 9º anos dos Anos Finais do Ensino Fundamental) e/ou Ensino Médio, devendo, prioritariamente, ter 02 (duas/dois) professoras/es interessadas/os em desenvolver o Programa, sendo 01 (uma/um) delas/es  do componente curricular de Língua Portuguesa.
Escolas participantes receberão, para uso em sala de aula, o quantitativo de 40 (quarenta) exemplares de cada uma das obras selecionadas, com títulos das escritoras Carolina Maria de Jesus, Conceição Evaristo, Cristiane Sobral, Deborah Ellis, Eliane Potiguara, Meimei Bastos e Scholastique Mukasonga.
Os professores selecionados deverão participar de Curso de Formação que acontecerá às segundas ou quintas, na EAPE, entre os meses de maio e dezembro de 2018, totalizando 180h/a. As inscrições serão recebidas na Sala 51 da EAPE (Centro de Aperfeiçoamento dos Profissionais de Educação), das 8h às 17h.
Contamos com sua participação!
Mais informações no site da SEEDF:
Dúvidas serão respondidas pelo email: mulheresinspiradoras2014@gmail.com

“Enquanto morar for privilégio, ocupar é um direito”

Na madrugada do último dia 1° de maio, após um incêndio, um prédio desabou no Largo do Paissandu, em São Paulo. Era um edifício público, que estava abandonado há 17 anos e que foi legitimamente ocupado por cerca de 150 famílias. Estima-se em mais de 40 desaparecidos na tragédia.
Infelizmente a imprensa e o poder público focaram seus argumentos em criminalizar a ocupação e não em questionar a omissão do Estado em assegurar o direito constitucional da moradia para todos os cidadãos, como está no Artigo 6°: “são direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição”.
Após o incêndio durante a madrugada, o governador Márcio França (PSB) declarou que viver em ocupações era “procurar encrenca” e que é preciso “convencer as pessoas a não morar desse jeito”. Mais cedo, o ex-prefeito de São Paulo João Doria, candidato tucano ao governo, disse que a “solução” é evitar novas “invasões”. O ex-prefeito disse ainda que “parte da invasão” teria sido feita por uma “facção criminosa”, mas não detalhou ou esclareceu a denúncia.
Os políticos dizem que as ocupações são “invasões”, com o intuito de criminalizar estes movimentos. A invasão é quando se entra em um território, em um local que não lhe pertence, que não lhe é atribuído e não pode ser reivindicado. A ocupação é o oposto, é quando há uma luta para reconquistar aquilo que lhe pertence. É quando os índios ocupam as terras que eram deles e foram roubadas com o passar dos séculos. No momento em que estudantes ficam e dormem nas suas próprias escolas e resistem contra políticas que precarizam a educação. É quando pessoas querem retomar o que é seu (um edifício público, que inclusive estava abandonado), é resistir, é um dever quando o verdadeiro invasor priva os cidadãos daquilo que eles têm direito (moradia).
No mesmo dia, 38 movimentos sociais ligados à luta por moradia manifestaram solidariedade às 150 famílias vítimas do incêndio. As entidades também repudiam a tentativa – pela mídia tradicional e pelo poder público – de responsabilizar os moradores pela tragédia e cobram políticas públicas que atendam à demanda por moradia popular na cidade e no país.
“Reafirmamos mais uma vez: as ocupações não são uma escolha, mas a única opção para milhares de famílias, diante da grave crise que assola o país e da falta de políticas públicas de habitação”, disse o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), em nota própria.
As entidades, além de reafirmarem a unidade dos movimentos por moradia, exigem a responsabilização do Estado pelas omissões que resultaram na tragédia e medidas que façam o enfrentamento à especulação imobiliária, que inviabiliza o acesso à habitação para as famílias de baixa renda.
O MTST explica ainda que não possui ocupações no centro de São Paulo e que não cobra das famílias nenhuma taxa por fazerem parte das ocupações organizadas, como mentirosamente é divulgado pela imprensa e nas mídias sociais.
De acordo com a nota do MTST, “as famílias que vivem em ocupações são vítimas do descaso, da irresponsabilidade do Estado e da especulação imobiliária — que impõem alto custo de habitação, sobretudo nas áreas centrais. Não é a primeira e não será a última tragédia, enquanto o investimento público para o enfrentamento do problema habitacional não for significativo e comprometido com o acesso à moradia como um direito”, salienta.
De acordo com a Secretaria Municipal da Habitação de São Paulo, o déficit habitacional da cidade de São Paulo é de 358 mil moradias. Estudos de entidades ligadas ao movimento de moradia, estimam seria possível a adaptação de 400 mil unidades de moradia nos prédios abandonados ou sem função social. Ou seja, o déficit habitacional poderia ser resolvido sem que as famílias tivessem que deixar a região central da cidade.
A nota é encerrada com um questionamento: “quantos prédios ainda irão cair até que sociedade e governos entendam que a moradia é um direito de todos e um dever do Estado? Permaneceremos mobilizados”.
(com informações da CUT e MTST)

Professor faz campanha para publicação do último episódio do Dynamico R

O professor Rafael Fernandes, do Centro de Ensino Fundamental 104 Norte, convida os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais a participarem de um financiamento coletivo para a publicação do terceiro e último episódio do Dynamis Érrion. O livro, que fecha a trilogia, conta a história de um super-herói que encontra um anel alienígena na Torre de Terre. Com poderes, ele se proclama defensor da cidade e começam as aventuras. “É um roteiro que foi pensado para história em quadrinhos, mas transformei em livro”, explica o professor.
Para participar da campanha é só acessar o link, escolher uma das recompensas e fazer o herói brasiliense voar mais uma vez. https://www.catarse.me/dynamis_errion_3_e5b8
Participe!

1º de maio é marcado pela defesa do direito de sonhar e a resistência ao ódio

Uma faixa enorme com as figuras de Marielle e Lula estampou o palco principal do 1º de maio realizado pela CUT Brasília. Lado a lado, a vereadora negra e da favela e o metalúrgico nordestino que se tornou presidente e tirou milhares de pessoas da miséria deram o tom de um Dia do Trabalhador que, pela primeira vez em décadas, é realizado com a existência de uma CLT falida, com a volta da fome, do desemprego desenfreado, da opressão pungente. Mas também um 1º de maio que mostra a unidade contra os ataques vindos com o golpe de 2016 e, principalmente, a força e a determinação do povo em reconstruir o Brasil.
“Quando no ano passado rasgaram a CLT, rasgaram os direitos da classe trabalhadora com a nova legislação trabalhista. Então, marcam este 1º de maio o retrocesso, o desemprego. É um 1º de maio onde vários trabalhadores e várias trabalhadoras estão sendo penalizados. E nós temos que estar em luta constante para reconquistar esses sonhos, o que passa pela luta contra a criminalização dos movimentos sociais e sindical, contra o extermínio de companheiros e companheiras que lutam pelas causas sociais, e passa também pela defesa da liberdade de Lula e pelo direito de ele ser candidato à presidência em 2018, porque Lula significa o sonho de milhões de brasileiros e brasileiras”, afirma o presidente da CUT Brasília, Rodrigo Britto. “Nós, sonhando juntos, temos condições de fazer com que uma sociedade igualitária, com justiça social, igualdade de direitos e oportunidades, distribuição de renda, possa se tornar realidade”.

A movimentação no estacionamento da Funarte, onde foi montada a estrutura do 1º de maio da CUT, foi grande. E avermelhada. Praticamente todas as pessoas que compareceram ao espaço traziam estampada em suas camisas de tecido vermelho a figura de Lula. Cartazes, falas e cartas também mostravam a admiração a uma das maiores lideranças populares do planeta.

“Em 1970, eu escrevi uma carta para uma presa política, Germana Figueiredo. Pensei que nunca mais fosse escrever novamente para um preso político, ainda mais sendo esse preso Lula. Contei a ele (Lula) isso na minha carta, e pedi também que tenha força, pois estamos todos lutando por sua liberdade”, disse a professora aposentada, Beth Ernest Dias. Ela foi uma das centenas de pessoas que utilizou o espaço organizado pela CUT Brasília para escrever cartas ao presidente.

Parlamentares também participaram do 1º de maio da CUT Brasília. Para o deputado distrital Wasny de Roure (PT), que lembrou que a luta também é contra o governo Rollemberg, “a resposta aos golpistas é a luta e a unidade da esquerda”. Já a federal Erika Kokay, também petista, lembrou que “outrora a luta pelos trabalhadores de Chicago era pela dignidade de ter seu próprio tempo. Hoje, a luta é pelo direito de sonhar”.

“O povo brasileiro continua de pé, continua na luta e vai continuar resistindo nas ruas e nas urnas”, deu o recado o dirigente da CUT Brasília, Yuri Soares.

Representantes de movimentos sociais engrossaram o 1º de maio da CUT Brasília e explicaram o porquê da defesa de Lula. “O MPA, assim como todos os movimentos sociais, está defendendo Lula porque é ele que defende o trabalhador. E é nosso dever defender quem nos defende, para não sermos escravizados pela burguesia nacional e estrangeira, sermos escravizados pelo imperialismo”, disse Jhonatan Tabaldi, Movimento dos Pequenos Agricultores. Representando a juventude, Sara Lindalva, da União Nacional dos Estudantes (UNE), explicou: “Hoje, a luta em defesa dos nossos direitos passa pela luta pela defesa da liberdade de Lula. Não há outra saída para o nosso país além de Lula livre, Lula presidente, para que ele possa chamar uma constituinte, que revogue as medidas dos golpistas e abra caminho para as necessárias reformas populares. A juventude hoje luta por um futuro, e o nosso futuro só será possível se elegermos o Lula presidente”.

De acordo Antônio Lisboa, dirigente da CUT Nacional, o apoio à Lula é internacional. “Mais de 40 países realizaram atos em defesa de Lula no dia 23 de abril. A classe trabalhadora mundial sabe da importância dele para a liberdade dos mais pobres, para a soberania dos povos, para a superação do neoliberalismo. Hoje, trazemos luta e tristeza, mas também energia para garantir um país justo para todos e todas”, discursou na atividade realizada pela CUT Brasília.
Com informações da CUT Brasília

Professora do CEF 02 de Planaltina compõe música homenageando Marielle Franco

Camila Castro é professora do CEF 02 de Planaltina e também é Milla Castro, cantora e compositora, que apresenta suas músicas em bares, restaurantes e casas de shows, principalmente de Planaltina. Foi na cidade, no bar Esquina 56, que foi registrado o vídeo da música “Menina da Maré”, de autoria dela e de Eduardo Durães, homenageando a vereadora carioca Marielle Franco, que foi brutalmente executada no dia 14 de março deste ano.
“Eu já compartilhava com muitos dos ideais da Marielle, seja na concepção política de esquerda, também pela questão feminista, de gênero, de raça. A comoção da morte da vereadora me motivou a escrevê-la”, relata a artista.
A professora/artista compôs cerca de 18 músicas e planeja gravar seu primeiro álbum. Suas músicas podem ser conferidas no próprio Esquina 56 e também em outras casas de show da região.
Assista ao vídeo da canção “Menina da Maré” aqui.
 

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