A última pesquisa Ibope, realizada entre os dias 7 e 10 de dezembro, mas cuja íntegra só foi divulgada agora, mostra que o choque de realidade fez os brasileiros acordarem, definitivamente, do transe em que a grande imprensa os colocou, segundo o qual as coisas melhorariam com o impeachment da presidenta Dilma.
A maioria esmagadora dos brasileiros sente saudades do governo Dilma, visto como “melhor” do que a atual gestão: segundo o Ibope, 59% dos brasileiros acha o governo Temer “pior” que o anterior, e apenas 10% o consideram “melhor”.
O machismo do golpe, que trouxe um governo feito exclusivamente por homens, também parece ter impactado na opinião pública: entre o eleitorado feminino (que é maioria da população), 62% acham o governo Temer pior que Dilma, e apenas 7% o consideram melhor.
No Nordeste, 75% da população acha o governo Temer pior que Dilma.
A imprensa nunca mais perguntou à população o que ela acha, hoje, do impeachment: se se arrepende de tê-lo apoiado, se acha que foi um golpe contra a democracia, se nunca o apoiou. Os números de aprovação do presidente Temer explicam o medo dos institutos em relação a possíveis respostas a essas questões.
É importante notar que o Ibope, assim como todos os institutos de pesquisa, tem forte tendência a apoiar o golpe e o neoliberalismo, como se pode perceber pelo título dado à matéria escrita pela assessoria de imprensa do Ibope.
Ora, tentar achar alguma coisa de positivo, para o governo, numa pesquisa em que 90% dizem “não confiar” no presidente, é forçar a barra!
É sempre importante lembrar que Dilma, apesar de ter passado por maus momentos em termos de popularidade, ganhou duas difíceis eleições presidenciais, derrotando as bolsas, o imperalismo, a Globo e a toda a grande mídia. Além disso, Dilma foi vítima de um massacre midiático sem paralelo na história do país, ao passo que o governo Temer e suas reformas são paparicados dia e noite pela grande imprensa.
A Globo não fala mais dos problemas nacionais. É como se tivéssemos voltado aos “gloriosos” tempos da ditadura. Da mesma forma que qualquer movimento das nuvens, na era Dilma, sera um mau presságio, hoje a mais sutil mudança dos ventos já é vista como uma vigorosa “recuperação econômica”. Tudo isso com ajuda dos mesmos agentes financeiros que estão, criminosamente, ganhando dinheiro com a crise.
(do Cafezinho)
No primeiro mês da reforma trabalhista, país perde empregos formais
Jornalista: Leticia
Em novembro, mês em que entrou em vigor a Lei 13.467, de “reforma” da legislação trabalhista, o país fechou 12.292 vagas com carteira assinada (-0,03% de variação no estoque), segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, divulgado nesta quarta-feira (27). Segundo o ministro Ronaldo Nogueira, o resultado “não significa uma interrupção do processo de retomada do crescimento econômico”. Ele afirmou que a queda em novembros anteriores foi maior.
A indústria de transformação eliminou 29.006 postos de trabalho formais (-0,39%) em praticamente todos os segmentos. A construção cortou 22.826, na segunda maior queda percentual: -1,04%. A maior foi registrada na agricultura, com influência sazonal – 21.761 a menos (-1,34%).
O comércio abriu 68.602 vagas (0,76%), principalmente no varejo, o que era esperado devido ao movimento de fim de ano. Também fecharam vagas os serviços (-2.972) e a administração pública (-2.360).
De janeiro a novembro, o saldo ainda é positivo, com 299.635 postos de trabalho (alta de 0,78%). A indústria abriu 88.793 vagas (1,23%) e o setor de serviços, 139.450 (0,83%). O comércio criou 30.333 (0,34%), enquanto a construção civil eliminou 52.013 (-2,32%).
O maior crescimento percentual (5,43%) é da agricultura, que abriu 83.303 empregos com carteira no ano. A administração pública também registra alta (1,87%), com mais 15.847 vagas formais.
Em 12 meses, de dezembro do ano passado a novembro deste ano, o Caged mostra perda de 178.528 empregos (-0,46%). São 14,586 milhões de contratações e 14,764 milhões de demissões.
Mais uma vez, o salário médio de admissão é menor que o de demissão. O ganho de quem foi dispensado era de R$ 1.675,58 em novembro, enquanto o contratado recebeu R$ 1.470,08.
Intermitente
Modalidade prevista na nova lei, o trabalho intermitente registrou 3.120 admissões e 53 demissões em novembro, com saldo de 3.057. A principal atividade requisitada foi de assistente de vendas (2.763 admitidos e 14 dispensados). Bem depois, vêm montador de andaimes (41 admissões) e servente de obras (28).
(da Rede Brasil Atual)
Investimento em Educação terá redução de mais de 30% em 2018
Jornalista: Leticia
O orçamento previsto para novos investimentos no Ministério da Educação (MEC) vai ter redução de 32% em 2018 com relação ao ano anterior. Em 2017, foram destinados mais de R$ 6,6 bilhões para investimentos no setor, enquanto a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2018 reserva apenas R$ 4,52 bilhões.
“Isso significa dizer que, com a redução desses valores, você acaba vislumbrando um horizonte em que você não consegue atender as metas do Plano Nacional de Educação. Não consegue, pelo menos, imprimir um ritmo de melhoria do acesso aos diversos níveis de ensino”, explica o economista.
A verba é destinada a novos investimentos como o apoio à construção de creches, compra de equipamentos para universidades e obras de ampliação e criação de instituições educacionais. O orçamento para manter o funcionamento do MEC e suas unidades ficou praticamente estável em 2018, com previsão de R$ 43,95 bilhões.
Moretti pondera que o problema de cortes em investimentos não se localiza apenas no MEC. a proposta de lei orçamentária de 2018 prevê investimentos de R$ 68,8 bilhões para o próximo ano. Já o pagamento com juros da dívida pública alcança R$ 316 bilhões.
De acordo com Moretti, as reduções são expressão do limite de gastos imposto pela Emenda Constitucional 95, aprovada em dezembro de 2016, na gestão do presidente golpista Michel Temer (PMDB).
Em 2017, o teto de gastos já estava vigente, mas será a partir do próximo ano que as despesas em Saúde e Educação, que têm um valor mínimo que o governo é obrigado a aplicar, passa a ser corrigido pela inflação.
“Em geral, não há ampliação das ações e dos programas ainda que haja demanda sociais crescentes, sobretudo em circunstâncias de crise. E caso uma despesa cresça mais do que inflação isso significa, na verdade, que uma outra despesa terá que ser reduzida para atender ao teto dos gastos”, aponta o economista.
Ele ressalta também que não houve despesas crescentes acima da inflação praticamente em nenhuma área em comparação a 2017, ano que já teve patamar de investimentos muito baixo..
Moretti chama a atenção para a redução orçamentária em autarquias que realizam investimentos em obras de infraestrutura, saneamento e habitação, como o Ministério das Cidades e o Ministério da Integração.
Além disso, no orçamento previsto para 2018, programas que não sofriam com reduções efetivas no orçamento desde sua criação tiveram cortes na LOA, como o programa Bolsa Família, que neste ano já passou por uma restruturação e congelamento dos benefícios.
Flávio Tonelli Vaz, assessor técnico da Câmara dos Deputados e especialista em orçamentos e políticas públicas, afirma que os cortes revelam o descompromisso com a realidade e necessidade das pessoas. Ele pondera que o orçamento de 2018 reflete não apenas a PEC do Teto como a política fiscal promovida pelo governo golpista de Michel Temer (PMDB).
“Não é só o teto que constrange o orçamento. É o efeito das renúncias, um efeito muito grande das bagunças que esse governo tem feito na administração das contas públicas”, diz.
Para ele, as reduções no orçamento vão trazer dificuldades “quase intransponíveis” de solução da vida das pessoas nas cidades.
“É importante que a população compreenda que mesmo que a situação do Brasil melhore, que arrecade mais e que a economia cresça, a PEC do Teto, a Emenda Constitucional 95, vai impedir que qualquer refresco chegue ao orçamento”, disse.
A LOA de 2018 foi aprovada pelo Congresso Nacional no início deste mês e agora aguarda sanção presidencial.
(do Vermelho)
O que realmente disse o nosso Patrono, Paulo Freire
Jornalista: Leticia
Em dezembro de 2017, a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado (CDH) recusou a sugestão de iniciativa popular (SUG 47/2017) de retirar de Paulo Freire o título de Patrono da Educação Brasileira (Lei 12.612).
Segundo sua autora, Stefanny Papaiano, “Paulo Freire é considerado filósofo de esquerda e seu método de educação se baseia na luta de classes, o sócio construtivismo é a materialização do marxismo cultural, os resultados são catastróficos e tal método já demonstrou em todas as avaliações internacionais que é um fracasso retumbante”.
Para ela, “não é possivel manter como patrono da nossa educação o responsável pelo método que levou a educação brasileira para o buraco”. Recebeu mais de 20 mil apoiadores.
Em contrapartida, a Contee e diversos intelectuais, pesquisadores, educadores, entidades do campo educacional e movimentos sociais divulgaram manifesto em defesa do legado do educador.
A relatora da matéria, senadora Fátima Bezerra (PT-RN), rejeitou a proposta e denunciou que ela “integra um movimento que, sob o pretexto de combater a doutrinação ideológica dos estudantes, busca abolir o pensamento crítico, a problematização da realidade e a alteridade. Não se trata de edificar uma escola sem partido, mas sim de edificar uma escola com partido único, ultraconservador no plano dos direitos humanos. Não se trata de evitar a doutrinação ideológica, mas de censurar o livre debate que permite o desmascaramento das ideologias oficiais ou hegemônicas, geradoras de opressões de variadas espécies”. Vida dedicada à educação
Paulo Freire nasceu em Recife, em 1921, e dedicou sua vida à educação. Entre 1947 e 1954, trabalhou no Serviço Social da Indústria (SESI), com alfabetização de adultos. Alinhou-se aos que defendiam políticas desenvolvimentistas para o País. Coordenou o Programa Nacional de Alfabetização, no início dos anos 60. Por solicitação do Governo do Rio Grande do Norte, organizou a experiência de educação popular no município de Angicos, que objetivava alfabetizar trabalhadores em apenas 40 horas.
Com o golpe civil-militar de 1964, foi exilado, primeiro para a Bolívia e, logo em seguida, para o Chile, onde viveu até 1969. No Chile, participou de ações junto a trabalhadores rurais e publicou algumas de suas obras mais significativas, inclusive Pedagogia do Oprimido (1968), traduzida em mais de 20 idiomas. Na Europa, nos anos 70, trabalhou no Conselho Mundial das Igrejas, colaborou com movimentos sindicais e feministas, foi consultor de políticas educacionais em países da África libertados da condição colonial.
Em 1979 retornou ao Brasil e lecionou na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Participou de programas de pós-graduação e constituiu grupos de pesquisa que ampliaram e rearticularam o seu trabalho. Foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT). Entre 1989 e 1991, foi secretário Municipal de Educação de São Paulo, na gestão de Luíza Erundina (então, PT). Faleceu na capital paulista, em 1997. Entre inúmeras honrarias, foi laureado com 41 títulos de Doutor Honoris Causa de universidades espalhadas por todo o mundo, sendo Professor Emérito de cinco universidades. Foi agraciado com diversos títulos da comunidade internacional, como o prêmio da UNESCO de Educação para a Paz, em 1986.
Em recente pesquisa sobre trabalhos científicos, realizada pela London School of Economics, Paulo Freire foi considerado um dos pensadores mundialmente mais lidos e mais referenciados, sendo que Pedagogia do Oprimido está entre os três livros mais citados nas ciências sociais e entre os 100 livros mais pedidos e consultados por universidades de língua inglesa. O que Paulo Freire realmente disse
Seguem algumas citações de escritos seus, em torno da educação, acompanhadas do nome da obra de onde foram extraídas para o interessado poder ir à fonte e verificar sua contextualização:
Devemos dizer aos alunos como pensamos e por quê. Meu papel não é ficar em silêncio. Tenho que convencer aos meus alunos de meu sonho, mas não conquistá-los para mais silêncio. Tenho que convencer aos meus alunos do meu sonho, mas não conquistá-los para meus planos pessoais. (Medo e ousadia, 1987)
O que não é possível na prática democrática, é que o professor ou a professora (…) imponha aos alunos sua ‘leitura de mundo’, em cujo marco situa o ensino do conteúdo. Combater o autoritarismo de direita ou de esquerda não me leva, contudo, à impossível neutralidade, que não é outra coisa senão a maneira manhosa com que se procura esconder a opção. (Pedagogia da Esperança: um reencontro com a Pedagogia do Oprimido, 1992)
(…) o educando se torna realmente educando quando e na medida em que conhece ou vai conhecendo os conteúdos, os objetos cognoscíveis, e não na medida em que o educador vai depositando nele a descrição dos objetos e dos conteúdos. (Pedagogia da Esperança: um reencontro com a Pedagogia do Oprimido, 1992)
A alfabetização é um ato de conhecimento, de criação e não de memorização mecânica.
Os (as) alfabetizandos (as) são sujeitos de e no processo de alfabetização. A alfabetização deve partir do universo vocabular, pois os temas se retiram dele.
Compreender a cultura como criação humana, pois os homens e mulheres podem transformar através de suas ações.
O diálogo é o caminho que norteia a práxis alfabetizadora.
Leitura e escrita não se dividem dicotomicamente, ao contrário, se complementam, e se são combinadas, o processo de aprendizagem fará aliança com a riqueza da oralidade dos (as) alfabetizandos (as). (abordando o Movimento de Cultura Popular -MCP-, em Cartas a Cristina, 1994)
É preciso deixar claro que a transgressão da eticidade jamais pode ser vista como virtude, mas como ruptura com a decência. O que quero dizer é o seguinte: que alguém se torne machista, racista, classista, sei lá o quê, mas se assuma como transgressor da natureza humana. Não me venha com justificativas genéticas, sociológicas ou históricas ou filosóficas para explicar a superioridade da branquitude sobre a negritude, dos homens sobre as mulheres, dos patrões sobre os empregados. Qualquer discriminação é imoral e lutar contra ela é um dever, por mais que se reconheça a força dos condicionamentos a enfrentar. (Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa, 1996).
É no inacabamento do ser que se sabe como tal que se baseia a educação como processo permanente. Mulheres e homens se convertem em educáveis à medida que se reconheçam como inacabados. Não foi a educação que fez educáveis aos homens e mulheres, mas sim a consciência de seu inacabamento que gerou sua educabilidade. (Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa, 1996).
Não é possível refazer este país, democratizá-lo, humanizá-lo, torná-lo sério, com adolescentes brincando de matar gente, ofendendo a vida, destruindo o sonho, inviabilizando o amor. Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda. Se a nossa opção é progressista, se estamos a favor da vida e não da morte, da equidade e não da injustiça, do direito e não do arbítrio, da convivência com o diferente e não de sua negação, não temos outro caminho senão viver plenamente nossa opção. Encarná-la, diminuindo assim a distância entre o que dizemos e o que fazemos. (Pedagogia da Indignação – Cartas pedagógicas e outros escritos, 2000).
(…) a formação técnico-científica de que urgentemente precisamos é muito mais do que puro treinamento ou adestramento para o uso de procedimentos tecnológicos. No fundo, a educação de adultos hoje como a educação em geral não podem prescindir do exercício de pensar criticamente a própria técnica. O convívio com as técnicas a que não falte a vigilância ética implica uma reflexão radical, jamais cavilosa, sobre o ser humano, sobre sua presença no mundo e com o mundo. Filosofar, assim, se impõe não como puro encanto mas como espanto diante do mundo, diante das coisas, da História que precisa ser compreendida ao ser vivida no jogo em que, ao fazê-la, somos por ela feitos e refeitos. (Pedagogia da Indignação – Cartas pedagógicas e outros escritos, 2000)
Sem limites é impossível que a libertação se converta em liberdade e também é impossível para a autoridade realizar sua obrigação, que é precisamente estruturar limites (…) necessitamos de limites, e ao viver a necessidade de limites, também vivemos o respeito à liberdade e à necessidade de exercer autoridade. (O Caminho Se Faz Caminhando – Conversas Sobre Educação e Mudança Social, escrito com Myles Horton, 2003).
*Carlos Pompe é jornalista da Contee (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino)
(do Vermelho)
Efeito do golpe: 33 mil alunos da rede privada tentam as escolas públicas
Jornalista: Leticia
A crise financeira, o desemprego e outras mazelas econômicas estão levando pais ao desespero. Para fugir das mensalidades altas do ensino privado, eles estão tentando se escorar no ensino público, que é seguramente um dos piores do país. Tanto nas administrações municipais e estadual, o ensino público do Rio de Janeiro há muito tem dado sinais de falência: carência de professores, escolas em estado precário e, por tudo isso, alunos desinteressados.
No Rio, das 227 mil inscrições recebidas pela Secretaria Estadual de Educação (Seeduc), aproximadamente 33 mil são de alunos da rede privada que tentam migrar para rede pública – o equivalente a cerca de 14% do total de inscritos nas 1.250 escolas da rede estadual. Os dados foram divulgados hoje (26) pelo Núcleo de Imprensa do Palácio Guanabara e indicam que, nesta primeira fase de matrícula, mais de 180 mil alunos se cadastraram pela internet e são das redes públicas de ensino (municipal, estadual e federal).
Mais de 13 mil inscrições são de candidatos que estavam afastados dos estudos e decidiram retornar às salas de aula. No total, cerca de 460 mil estudantes renovaram suas matrículas para o ano letivo de 2018.
A consulta aos nomes dos estudantes inscritos está disponível no site Matrícula Fácil e no portal. Os candidatos também podem conferir o resultado por meio do link na página oficial da Secretaria de Educação no Facebook.
Ao comentar o processo de inscrições, o secretário de Educação, Wagner Victer, ressaltou o fato de que a informatização do processo das inscrições tem facilitado a escolha da unidade de ensino por parte dos alunos.
“Registramos um bom número de inscrições e renovações de matrículas. O sistema informatizado, no qual o candidato faz seu cadastro pela internet e seleciona a escola que deseja estudar, é acessível e tem auxiliado muito o estudante no momento de escolher a unidade de sua preferência e no acompanhamento do andamento da matrícula”, disse.
O ano letivo de 2018 na rede estadual de ensino do Rio de Janeiro começará no dia 5 de fevereiro e a confirmação da matrícula deverá ser feita entre os dias 3 a 8 de janeiro do próximo ano.
Para isso, o candidato precisa ir à unidade de ensino na qual foi alocado para confirmar a matrícula. A segunda fase da pré-matrícula ocorrerá entre os dias 16 e 19 de janeiro, com a confirmação ficando para os dias 24 a 26.
(da Rede Brasil Atual)
Falta de manutenção, espaços ociosos e evasão afetam IFB
Jornalista: Leticia
Salas de aula vazias, falta de professores, de manutenção, espaços ociosos e evasão. A lista de problemas apontados por alunos, professores e servidores dos 10 campi do Instituto Federal de Brasília (IFB) é grande. Desde que foi criada, há nove anos, a instituição recebeu milhões de reais em investimentos, foi superdimensionada, mas, segundo a comunidade escolar, não opera plenamente.
O IFB tem hoje, aproximadamente, 18 mil alunos matriculados em cursos técnicos e de graduação gratuitos. Eles estão distribuídos em 10 unidades: Asa Norte, Ceilândia, Estrutural, Gama, Planaltina, São Sebastião, Samambaia, Riacho Fundo, Taguatinga e Recanto das Emas (ainda em obras).
A estrutura gigantesca custou caro. Em média, foram investidos R$ 25 milhões para construir cada unidade com capacidade para atender 2,5 mil estudantes, e R$ 12 milhões naquelas que recebem até 1,5 mil alunos.
Depois de prontos, os institutos têm sofrido com sucessivos cortes. Só neste ano, perderam R$ 7,8 milhões. O orçamento caiu de R$ 29,9 milhões, em 2016, para R$ 22,1 milhões, em 2017. A tesoura afiada, segundo o IFB, limitou os gastos com manutenção e conservação da infraestrutura. Problemas
O Metrópoles percorreu algumas unidades em Brasília e pôde constatar as falhas apontadas por alunos e servidores. “Os institutos federais estão abandonados. Muitas salas desocupadas, falta de alunos, mato alto”, dispara a estudante do curso técnico em controle ambiental do IFB de Samambaia Sabrina Gabriela Alves Carneiro, 22 anos.
Segundo ela, as paredes das unidades dão sinais de falta de manutenção, pois estão rachadas e com infiltração. “As estruturas são novas. Não era para existir isso. O ar-condicionado e projetor de vídeo de algumas salas não funcionam. Já caiu inclusive um pedaço do teto na entrada, e nada foi feito”, aponta Sabrina Carneiro.
Colega de curso de Sabrina, Lorraine Pereira da Silva, 23, também se queixa do abandono. “Há bebedouros com defeito e computadores inutilizados. Além disso, às vezes, temos eventos fora e não podemos ir porque falta gasolina para abastecer os veículos da instituição”, assegura.
Diante da situação, muitos alunos abandonam o curso antes do tempo. “Estamos concluindo o segundo semestre, e a nossa sala, que no início tinha cerca de 40 alunos, hoje tem menos da metade. Esses problemas desanimam, e as pessoas desistem mesmo. Quando procuramos a diretoria para dialogar sobre as decisões, não temos acesso”, lamenta Lorraine.
Uma professora do curso técnico em controle ambiental, ministrado em Samambaia, confirma que, no primeiro módulo, geralmente entram duas turmas de 40 alunos. “No segundo, o número de estudantes costuma cair pela metade. Já no terceiro, muitas vezes, ficam 20”, conta.
Quanto à estrutura, o IFB destaca: “todos os campi possuem salas de aula nos padrões ABNT, lousas brancas e projetores. Contam também com equipe de suporte de Tecnologia da Informação (TI), que faz a manutenção dos equipamentos.” Sobre a falta de gasolina, assinala que o instituto tem frota própria de veículos institucionais e contrato vigente de abastecimento contínuo. Situação grave
Uma servidora do campus de Taguatinga que não quis se identificar classificou a situação como grave. “Estamos muito preocupados. As equipes de limpeza e segurança já foram reduzidas, e não temos nenhuma certeza para o próximo ano. É complicado gastar tanto dinheiro com estruturas como essa, para depois não sabermos o que será delas no futuro”, destacou. A redução do orçamento não vai afetar as atividades acadêmicas, garante a Reitoria do IFB.
As unidades da capital contam com 1.113 servidores, sendo 563 professores. A média de 24 estudantes para cada docente está acima daquela recomendada pelo Ministério da Educação (MEC) – de 20 para cada professor. Além disso, novas nomeações estão em andamento, conforme informou a entidade, em nota.
A estudante do ensino médio com curso técnico em hospedagem Roberta Vassalo, 15, diz que vê motivos de sobra para a rede ser fortalecida. “O ensino é muito bom. Os institutos federais são de grande importância para o desenvolvimento do país, com o compromisso social de oferecer educação profissional pública, gratuita e de qualidade para nós, jovens”, ressaltou.
(do Metrópoles)
Governo barganha créditos da CEF para aprovação da reforma da Previdência
Jornalista: Leticia
O que já estava latente ficou ainda mais descarado. O desespero do governo golpista para aprovar a retrógrada reforma da Previdência, vai envolver a Caixa Econômica Federal. Os recursos da Caixa serão barganhados de acordo com a resposta dos governadores estaduais em pressionarem os deputados federais de cada estado para votarem a favor desta reforma.
A desfaçatez deste governo não tem limites. Abaixo a matéria original, do Estadão:
Marun admite que usa banco público para pressionar por reforma da Previdência
O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, admitiu na tarde desta terça-feira, 26, que o Palácio do Planalto está pressionando os governadores e prefeitos a trabalhar a favor da aprovação da reforma da Previdência em troca da liberação de recursos do governo federal e financiamentos de bancos públicos, como a Caixa. Marun negou que esteja promovendo “chantagem” com governadores e prefeitos e destacou que os financiamentos da Caixa “são ações de governo”.
“Realmente o governo espera daqueles governadores que têm recursos a serem liberados, financiamentos a serem liberados, como de resto de todos os agentes públicos, reciprocidade no que tange à questão da (reforma da) Previdência”, disse o ministro.
O peemedebista disse que o governo está pedindo apenas uma “ajuda” em troca dos votos pela reforma. “Financiamentos da Caixa Econômica Federal são ações de governo. Senão, o governador poderia tomar esse financiamento no Bradesco, não sei onde. Obviamente, se são na Caixa Econômica, no Banco do Brasil, no BNDES, são ações de governo, e nesse sentido entendemos que deve, sim, ser discutida com esses governantes alguma reciprocidade no sentido de que seja aprovada a reforma da Previdência, que é uma questão que entendemos hoje de vida ou morte para o Brasil”, justificou.
O ministro disse que os parlamentares ligados aos governadores também terão aspectos eleitorais positivos com os financiamentos aos governos locais. “Olha, não entendo que seja uma chantagem o governo atuar no sentido de que um aspecto tão importante para o Brasil se torne realidade, que é a modernização da Previdência”, afirmou. “Não é retaliação aos governadores, é pedido de apoio”, completou.
Como revelou a Coluna do Estadão na semana passada, o novo ministro da articulação do governo Temer levantou todos os pedidos de empréstimos na Caixa por Estados, capitais e outras grandes cidades e condicionou a assinatura dos contratos à entrega de votos pelos governadores e prefeitos que exercem influência sobre os deputados.
O primeiro a ser pressionado foi o governador de Sergipe, Jackson Barreto (PMDB). “Veja bem, é uma ação de governo, sendo uma ação de governo, obviamente o nível de apoio que governador poder prestar a favor da reforma vai ser considerado nesta questão”, insistiu.
Em reunião nna tarde desta terça-feira, 26, com o presidente Michel Temer, Marun disse que manifestou seu otimismo em relação a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC). Marun afirmou que a confiança da aprovação do texto vem de conversas com parlamentares nos últimos dias e disse ver cada dia menos pessoas dizendo que não votarão a PEC “de jeito nenhum”.
Marun revelou que marcou para a tarde desta quarta-feira (27) uma nova reunião com Temer e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para traçar a estratégia de atuação em janeiro em busca dos 308 votos a favor da reforma. Segundo ele, o relator da proposta, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), também será convidado para o encontro.
O ministro evitou dar o número de votos que o governo contabiliza nesta terça-feira. Ele disse que a contagem de votos só será retomada por volta do dia 15 de janeiro, a mais de um mês da data da votação marcada por Maia, 19 de fevereiro. Apesar disso, Marun se mostrou confiante.
“Cada vez é maior a consciência da sociedade brasileira em relação a necessidade da reforma. A tática de empurrar com a barriga tem cada vez menos apoio na sociedade, e os parlamentares, ao chegarem na suas bases, começam a constatar isso. Isso que tem sido o grande fator propulsor desta confiança, dessa mudança de pensamento de vários deputados, e fator propulsor dessa vitória que teremos em fevereiro”, declarou.
A vergonhosa lista de casos de feminicídio na Bahia em 2017
Jornalista: Maria Carla
Em levantamento minucioso, o jornal Correio, da Bahia, expôs os casos registrados este ano no estado. Mas, de acordo com a secretária estadual de Políticas para Mulheres, Julieta Palmeira, por conta da sub-notificação, podem ser mais, muito mais. Maria Vera, Andreza, Helem, Luana, Vanúcia, Janaína, Daniela. Agora, Daiane. Essas são apenas algumas das mulheres que, em 2017, foram vítimas de feminicídio somente na Bahia. Não faltaram motivos; justificativas que tentassem explicar o inexplicável: ciúmes, discussão, traição, ameaça de expor a relação. Nenhum era o verdadeiro: elas morreram porque eram mulheres
Em 2017, até 18 de dezembro, foram pelo menos 39 casos – um levantamento feito pelo jornal Correio, da Bahia, identificou 33 dessas vítimas. Em comum, todas histórias com o mesmo nível de crueldade e que despertaram a mesma revolta. E histórias que parecem não ter fim.
No sábado (16), a estudante de Nutrição Daiane Reis, 25 anos, foi morta em Serrinha, no Centro Norte do estado, pelo marido, identificado como Adilson Padro Lima Júnior, 25. Daiane, que já tinha um filho de um relacionamento anterior, estava grávida de nove meses. A pequena Maria Clara deveria nascer, fruto de uma cesariana, nesta segunda-feira (18). Daiane Reis e o marido suspeito/Foto: Reprodução Subnotificados
Foram 39 vítimas de feminicídio em 2017, mas podem ter sido mais. Bem mais. No entanto, como a lei do feminicídio é recente – desde 2015, o feminicídio é uma qualificadora do homicídio –, a tipificação do crime desde o início ainda é um desafio. “Os dados são altos, mas são subnotificados. Muitas vezes, visitamos delegacias e identificamos a necessidade de maior subsídio no registro da ocorrência, para que seja feita a tipificação do feminicídio”, diz a secretária estadual de Políticas para Mulheres, Julieta Palmeira.
Até hoje, a Bahia já registrou três condenações por feminicídio. Para a desembargadora Nágila Brito, titular da Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), o número é ‘razoável’, considerando que o processo tem duas fases. “Felizmente, a sociedade tem respondido bem, porque quem vota em caso de júri são jurados e a sociedade é representada. O Judiciário está fazendo um esforço para julgar rápido”, garante.
Mas ela destaca que o feminicídio não acontece da noite para o dia. Por vezes, o feminicídio é o ponto final de abusos frequentes – sejam físicos ou psicológicos. Muitas das vítimas eram mulheres que sofreram por anos. E, para a desembargadora, não é raro que a família tenha alguma culpa.
“Às vezes, a mulher quer se separar, mas a família não apoia, tem aquela visão tradicional de que casamento é para sempre, que homem é assim mesmo. São esses pensamentos da sociedade patriarcal que matam. É toda uma cultura, uma situação muito grave e muito dolorosa”.
Titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Periperi, a delegada Vânia Matos atende casos de violência doméstica diariamente. Diz que passou a fazer de sua rotina tentar mostrar às vítimas que lá chegam sobre o feminicídio.
“Nenhuma mulher que registrou ocorrência aqui sofreu feminicídio, mas a gente conversa muito com elas sobre isso, que é um crime difícil pelo vínculo. Nenhum crime é justificável, mas o vínculo é muito grande e acaba proporcionando essas oportunidades”.
Segundo a secretária Julieta Palmeira, mais do que um problema de violência, o feminicídio é uma questão de saúde pública. “E existe um agravante que é o racismo estrutural da nossa sociedade, porque as mulheres que mais sofrem feminicídio ou violência são as mulheres negras, porque existe a intersecção entre machismo, racismo e desigualdade social”. Conheça 33 das vítimas de feminicídio em 2017 na Bahia, segundo a polícia: 2 de janeiro – Medeiros Neto – Maria Vera da Silva, 39 anos, morta pelo marido
Maria Vera da Silva, 39 anos, teve um relacionamento com Leonatan Borges Silva, 27, por 14 anos. Os dois, que eram soropositivos, viviam juntos há 14 anos em uma casa que fica em um terreno que pertencia ao pai dela. Após uma discussão, Leonatan esfaqueou a esposa na cabeça.Ele manteve o corpo de Maria Vera escondido em casa por dois dias, até que foi preso em flagrante, enquanto tentava fugir. 30 de janeiro – Teixeira de Freitas – Leidiane Silva de Jesus, 20 anos, morta pelo ex-marido
A jovem Leidiane Silva de Jesus, 20 anos, tinha terminado o relacionamento com seu ex-marido, Erli Silva Viana, 40, uma semana antes de morrer. Ela foi morta a facadas após uma discussão, na qual testemunhas teriam ouvido gritos de socorro. O próprio irmão de Erli, segundo a polícia, o viu fugindo da casa de Leidiane, no município de Teixeira de Freitas, no Extremo Sul da Bahia. 1º de fevereiro – Feira de Santana – Josenice de Jesus Cunha, 49 anos, morta pelo namorado
Josenice de Jesus Cunha, 49 anos,foi assassinada com uma facada no peito pelo namorado, Jackson dos Santos Lima, 38. Segundo a polícia, Josenice estava bebendo em casa com três amigos quando Jackson chegou. O casal teria então ido para a cozinha da casa e lá começaram uma discussão. Jackson pegou uma faca e atacou a namorada, que gritou por socorro. 27 de março – Salvador – Cássia Cristina Conceição da Silva, 47 anos, assassinada pelo namorado
O assassinato da cuidadora de idosos Cássia Cristina Conceição, 47, aconteceu na Travessa Beira Rio, na casa da própria vítima, em Nova Brasília de Itapuã,durante a madrugada do dia 27 de março. A agressão foi alertada pela vizinhança, que acionou policiais militares. Cássia já tinha percebido a presença do ex-namorado Antônio Marcos Rocha, 47,e contou à uma vizinha, proprietária do imóvel em que a cuidadora morava. 31 de março – Conceição da Feira – Wagna Andrade Soares, 47 anos, morta pelo namorado
A subtenente da Polícia Militar Wagna Andrade Soares, 47 anos,foi encontrada morta em um matagal em Conceição de Feira, a cerca de 120 km de Salvador. De acordo com a polícia, o homem que afirmou ser namorado da vítima confessou o crime. 17 de abril – Salvador – Andreza Victória Santana da Paixão, 15 anos, morta pelo ex-namorado
A polícia afirma que Andreza e o acusado, Adriel Montenegro dos Santos, 21 anos, namoraram por dois anos, mas que ele não aceitava o fim do relacionamento.Victória foi vista com vida pela última vez quando deixou a Colégio Rotary, na ladeira do Abaeté, para ir até a casa do ex-namorado por volta das 17h30. Ao CORREIO, uma amiga contou que o casal estava separado havia 8 meses. O pai de Adriel, que é PM, foi quem socorreu Victoria depois que ela foi baleada na varanda da casa. 21 de abril – Alagoinhas – Rosângela Gomes Costa, 35 anos, morta por dois homens
A professora universitária Rosângela Gomes da Costa, 35, foi encontrada morta dentro de sua casa no dia 21 de abril no município de Alagoinhas. Ela estava amordaçada, amarrada na camae com pelo menos oito perfurações pelo corpo. Edvan Alves dos Santos e Lenildo Santos da Silva são acusados pelo crime. Edvan tinha feito trabalhos de limpeza na casa de Rosângela. 27 de abril – Luís Eduardo Magalhães – Eguiomar Vieira de Jesus, 45 anos, executada morta pelo ex-marido
A ambulante Eguiomar Vieira de Jesus, 45 anos,foi golpeada no pescoço pelo ex-marido,o também ambulante Marcos Santos de Almeida, 33, preso horas depois. Em depoimento, ele disse que não aceitava o fim do relacionamento, que durou dois meses. 30 de abril – Valença – Aline de Jesus, 17, foi morta pelo namorado, um adolescente de 17 anos
Um adolescente de 17 anos, assassino confesso da namorada Aline de Jesus, também de 17, foi conduzido à Delegacia Territorial (DT), de Valença, depois de ser apreendido por uma guarnição da 33ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), na cidade do Baixo Sul baiano. Na delegacia, o jovem confessou que matou a namorada por ciúmes, com oito golpes desferidos com uma faca de cozinha, já encaminhada para perícia. 1º de maio – Jeremoabo – Izabelly Oliveira Bispo Souza, 26 anos, assassinada pelo ex-namorado
A assessora parlamentar Izabelly Oliveira Bispo Souza, 26 anos, foi assassinada com golpes de algum objeto perfurocortante. “Pelas características das lesões foi algum objeto contundente, como uma foice ou um facão”, explicou o delegado. Uma amiga próxima da vítima disse em entrevista ao CORREIO que a jovem vivia um relacionamento conturbado com o ex-namorado, Raul de Jesus, 24, principal suspeito de cometer o crime. 3 de maio – Camaçari – Girleide Silva de Souza, 34 anos, morta a facadas pelo ex
Morta a facadas em Camaçari, Região Metropolitana de Salvador. O ex-marido é acusado pelo crime. O nome do suspeito não foi divulgado e não foi possível obter mais detalhes do caso. 10 de maio – Ibirapitanga – Odailda dos Santos Passos, 30 anos, morta com machado pelo marido
Morta com um golpe de machado em Ibirapitanga, no Sul do estado. O marido, identificado como Carlos, é acusado. Segundo a polícia, que não divulgou o nome completo do acusado, o casal saiu pela manhã, no dia do crime, para trabalhar em uma fazenda que fica na zona rural. Enquanto coletavam lenha, quando Carlos surpreendeu Odailda com o golpe na cabeça. Ela caiu sobre a madeira morta. Ainda conforme a polícia, logo após o crime, o suspeito telefonou para a cunhada, contou sobre o feminicídio e fugiu. Abuso de filha de 12 anos da vítima é investigado. 30 de maio – Cachoeira – Simone Conceição da Mota, 28 anos, morta com facão por não aceitar namoro
Morta em Cachoeira, no Recôncavo, segundo a polícia, pelo lavrador Bartolomeu Barbosa Vieira Filho. A vítima teria se recusado um relacionamento com ele, que, inconformado, usou um facão para atacá-la com um facão. Filha de 5 anos da vítima presenciou o crime. O processo foi distribuído em 27 de novembro. Ele responde por homicídio qualificado. 3 de junho – Conceição do Jacuípe – Mariluce Ferreira de Lima, morta a tiros pelo companheiro
Morta em Conceição do Jacuípe, no Centro-Norte. O companheiro Josimar Brito Ferreira Portugal é acusado pelo crime, praticado depois de ele ver chamada no celular dela. Mariluce foi morta com um tiro no pescoço, dentro da casa da mãe. Josimar foi preso em flagrante por homicídio qualificado. O processo está pronto para setença desde 26 de setembro. 8 de junho – Vera Cruz – Helem Moreira dos Santos, 28 anos, esfaqueada pelo ex-companheiro
Dois meses antes de ser morta a facadas em Vera Cruz, na Região Metropolitana, pelo companheiro, o taxista Ângelo da Silva, 25, Helem relatou a uma amiga que o companheiro não aceitava o fim do relacionamento. “Terminei mas ele não aceita bem, fica ligando e vindo aqui”, afirmou ela, no dia 14 de abril, em conversa registrada pelo aplicativo WhatsApp. A pedagoga comentou, ainda, a necessidade de sair de casa. O caso não foi encontrado no sistema do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). 11 de junho – Salvador – Luana Fernandes Hungria, 24 anos, morta a tiros pelo namorado
O namorado, José Carlos Lopes Júnior, é acusado de matar Luana no bairro do Uruguai, após tirá-la de um imóvel e atirar contra ela no meio da rua. Ele disse ouvir vozes afirmando que era traído. A Justiça baiana recebeu a denúncia por homicídio qualificado em 5 de setembro. O julgamento foi marcado para 21 de fevereiro de 2018, às 14h, no Salão do Júri, no Nazaré. Um mês antes do crime, ele se declarava em redes sociais: ‘Obrigado por me fazer feliz’. 15 de junho – Lauro de Freitas – Jussara de Oliveira, 36 anos, morta pelo marido
Morta em Lauro de Freitas. O marido, Alexandre, é acusado. Os filhos dela, Felipe de Oliveira, 20, e Ângela de Oliveira, 14, também foram mortos. A família da vítima suspeita que Jussara tenha sido morta porque o ex-marido dela não aceitava o fim do relacionamento. O nome completo do suspeito não divulgado. 20 de junho – Juazeiro – Laise dos Santos Silva, 20 anos, morta por ex-namorado
O ex-namorado, identificado como Anderson, é acusado do crimeem Juazeiro, no Vale do São Francisco. Laise estava retornando de mototáxi do trabalho quando foi atacada. O suspeito pelo crime é o ex-companheiro que não aceitava o fim do namoro. Laise já tinha inclusive conseguido uma medida protetiva que proibia o ex de se aproximar dela. O nome completo do suspeito não foi divulgado pela polícia. 24 de junho – Lauro de Freitas – Vanúcia dos Santos, 48 anos, assassinada pelo marido
Foi morta pelo marido, o marceneiro José Cosme Alves Brito, 51, em Lauro de Freitas. Ele foi espancado por populares após o crime. Vanúcia acreditava que o marido estava ‘doente espiritualmente’. A bebedeira, as traições e o comportamento violento não passavam de uma fase daquele homem que, até então, aparentava compartilhar da mesma fé que ela. No dia 24 de junho, a aposentada foi vítima de um feminicídio: foi morta a facadas por ele, segundo parentes e vizinhos. Agora, a família de Vanúcia aguarda a data do julgamento de José Cosme, que vai a júri popular. Ele está preso no Complexo Penal da Mata Escura e a última audiência do caso foi no dia 16 de outubro. Mesmo após quase seis meses, ela conta que a dor não passou. Hoje, Daniele tenta conscientizar outras mulheres a denunciar possíveis abusos. Diz que passou a ser mais cuidadosa, especialmente com aquelas que são de sua família. “A gente tem medo. Fiquei com aquele trauma de homem, porque a gente pensa que só acontece com os outros, mas, quando a gente passa a viver, é diferente. As mulheres, às vezes, acham que foi só uma briga, só uma discussão, mas chega nesse ponto que chegou com minha sogra”. Justiça recebeu a denúncia por homicídio qualificado em 18 de julho. 24 de junho – Simões Filho – Daniela Santos Melo, 26 anos,
Morta a tiros em Simões Filho. O companheiro, Gilmar Batista da Silva é acusado de ter cometido o crime. Justiça recebeu a denúncia por homicídio qualificado em 13/9 29 de junho – Guaratinga – Adália Pereira de Jesus, 50 anos
Morta a marteladas em Guaratinga, no Extremo-Sul. O companheiro, José Ferreira da Silva, 49, é acusado pelo crime. Suspeito se enforcou em seguida. 30 de junho – Salvador – Marlene Rodrigues Moura, 62 anos, morta a facadas por namorado
Morta a facadas no bairro de São Cristóvão. O namorado, José Amadeu dos Santos, 52, é acusado pelo crime. O processo Justiça recebeu a denúncia por homicídio qualificado em 28/8 27 de junho – Porto Seguro – Dominik Miranda Viana, 15 anos, morta com punhal por namorado
Morta a punhaladas numa casa de shows em Porto Seguro, no Sul. O namorado, Joelson Borges Santos, 23, é acusado pelo crime. Justiça recebeu a denúncia por homicídio qualificado em 3 de outubro. 20 de julho – Feira de Santana – Risoleta Araújo Alencar, 30 anos, gestante morta pelo marido
Grávida, foi morta a facadas em Feira de Santana. O marido, o deficiente visual Teódulo Ferreira dos Santos, 34, é acusado. Ele não aceitava dividir as tarefas domésticas. Processo foi recebido pela Justiça em 8 de agosto e o acusado está preso por homicídio qualificado. 31 de julho – Dias D’Ávila – Daniela Vaz Ribeiro, 24 anos, assassinada a tiros pelo marido
Morta em Dias D’Ávila, na Região Metropolitana de Salvador. O marido, Danilo Dias Melo, 21, é acusado pelo crime. Teria agido após ver uma conversa no celular dela. Não foi encontrado no sistema do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) 4 de agosto – Salvador – Cláudia Santana de Oliveira, 26 anos, morta pelo namorado
Morta por asfixia no bairro de Itapuã. O namorado, o pedreiro Edgar Pereira Costa, 46, é acusado pelo crime. O corpo da dona de casa com quem o pedreiro mantinha um relacionamento havia sete meses, foi encontrado pela polícia dentro de um saco, no banheiro da casa do casal. De acordo com a Polícia Civil, Edgar asfixiou e chegou a provocar lesões graves na genitália de Cláudia. A Justiça recebeu a denúncia por feminicídio em 29 de agosto. 27 de agosto – Jaguarari – Graciela de Souza Dias, 21 anos, morta pelo ex-marido
Morta em Jaguarari, no Centro-Norte. O ex-marido João Bonfim da Silva, 42, é acusado. Não aceitava o fim do relacionamento. Não foi encontrado no sistema do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) 8 de setembro – Salvador – Rejane Vieira Gomes da Silva, 42 anos, executada pelo marido
Morta a tiros em Fazenda Coutos III. O marido, Maurício Celestino da Silva, 46, é acusado. O acusado foi preso em flagrante por homicídio qualificado, mas teve a prisão preventiva revogada em 28/9. 30 de setembro – Salvador – Marília Natércia Andrade Sampaio, 32 anos, morta por homem que conheceu na internetMorta em Itapuã. O comerciante João Paulo Castro Moreira, 30, é acusado e está preso. Dono de um lava a jato, ele é suspeito de matar outras mulheres em Salvador. Justiça recebeu a denúncia pelo feminicídio de Marília em 26 de outubro. 18 de outubro – Salvador – Maria Lucília Santos de Jesus, assassinada pelo companheiro
Morta a punhaladas em Pernambués.O companheiro, o caseiro Orlando de Jesus, 53 anos, é acusado pelo crime. Ele escondeu o corpo debaixo da cama. Justiça recebeu a denúncia por feminicídio em 13/12. 10 de novembro – Salvador – Janaína Silva de Oliveira, 42 anos, morta pelo marido
A corretora de imóveis Janaína foi morta a facadas dentro do apartamento onde morava, no Barbalho, e o corpo foi encontrado pela filha dela no final da tarde do mesmo dia. O marido Aidilson Viana de Souza foi acusado pelo crime. Amigos da família e vizinhos do casal disseram que Aidilson era um homem ciumento, e que as brigas entre eles eram conhecidas no bairro. Numa madrugada, os dois tiveram mais uma discussão. Ela foi golpeada nas costas, correu para o quatro e conseguiu trancar a porta. Uma amiga da vítima contou que o suspeito teria deixado o celular e os documentos dele dentro de casa e que, por isso, passou a noite inteira rondando o prédio. A polícia solicitou as imagens de câmeras da região que podem ter registrado a movimentação após o crime. A revolta da família de Janaína ficou ainda maior depois que Aidilson saiu da prisão, na quinta-feira (14). Depois de ficar por 30 dias no Complexo Penal da Mata Escura, o acusado não teve a prisão preventiva revogada pelo juiz Eduardo Augusto Leopoldino Santana, da 1ª Vara do Tribunal do Júri. Para a filha de Janaína, a gestora comercial Priscila Gama, 27, a decisão da Justiça mostra impunidade. Ela reforça que as mulheres não devem se calar e tentar se libertar de relacionamentos abusivos. Justiça recebeu denúncia por homicídio qualificado em 11 de dezembro. 13 de novembro – Salvador – Daniela Bispo dos Santos, 38 anos, assassinada por namorado
Morta a pedradas por um namorado, na Pituba. Mateus Viliam Oliveira Alecrim Dourado Araújo confessouter matado a jornalista. Não foi encontrado no sistema do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). 16 de dezembro – Serrinha – Daiane Reis, 25 anos, executada pelo marido
Grávida, foi morta com um tiro na nuca. O marido, Adilson Padro Lima Júnior, 25, confessou o crime. O parto estava marcado para ontem. Não foi encontrado no sistema do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). Segundo a Polícia Civil, ele vai responder por feminicídio. *Com informações do Correio, da Bahia Fotos: Reproduções
Fonte: Revista Fórum
Protestos interrompem votação de reforma da Previdência na Argentina
Jornalista: Maria Carla
Enfurecidos, dezenas de milhares de trabalhadores saíram às ruas contra o projeto de Macri. O Congresso teve de suspender a sessão Os argentinos viveram um dia de fúria nesta quinta-feira 14
Nesta quinta-feira 14, os aliados do presidente da Argentina, Maurício Macri, tiveram de recuar e suspender a votação do projeto de reforma da Previdência enviado pelo Executivo. Após violentos confrontos entre manifestantes e policiais do lado de fora do Parlamento, o presidente da Câmara, Emilio Monzó, optou por encerrar a sessão, apesar de contar com quórum suficiente, de 129 deputados.
Os incidentes aconteceram nos arredores do Congresso, quando dezenas de milhares de argentinos se reuniam para pedir aos legisladores a rejeição da proposta da Casa Rosada para reduzir o déficit fiscal. Leia Mais: As armadilhas da proposta de Temer para a Previdência O Mercosul de Macri e Temer e a continuidade do atraso
Alguns deputados da oposição, como Facundo Moyano e Victoria Donda, deixaram o prédio do Congresso e se uniram aos participantes, convocados por centrais sindicais. Os oficiais da Gendarmeria (a Guarda Nacional argentina) tentaram dispersar a multidão com balas de borracha e jatos de água, enquanto os manifestantes reagiam com pedras e garrafas. Em meio à confusão, parlamentares e jornalistas foram feridos. Policiais tentaram dispersar a multidão com balas de borracha e jatos de água (Damian Dopacio/AFP)
A proposta de Macri modifica a metodologia de cálculo das aposentadorias. O texto altera a chamada “fórmula de mobilidade”, que atualmente beneficia mais de 17 milhões de aposentados e pensionistas. Em vez do ajuste semestral, calculado com base em 50% da evolução dos salários e 50% da arrecadação, a reforma propõe ajustes de 70% pela variação da inflação e 30% pela variação de um indicador do Ministério do Trabalho, que mede a evolução dos salários dos servidores públicos.
De acordo com opositores, a medida implicará, no longo prazo, na desvalorização dos benefícios. Ao indexar o reajuste à inflação, e não mais à arrecadação, o governo prevê uma economia de até 100 bilhões de pesos argentinos (cerca de 19 bilhões de reais), pois as aposentadorias não aumentarão mais no mesmo ritmo das receitas.
Com o novo cálculo, o próximo reajuste, em março, seria de 5,7%, contra 12%, segundo a oposição. O governo insiste que a reforma é fundamental para reduzir o déficit fiscal. https://www.facebook.com/A24com/videos/1774743532600188/
Ato de solidariedade aos trabalhadores em greve de fome contra a reforma da Previdência
Jornalista: Maria Carla
Dirigentes sindicais, militantes e trabalhadores(as) participaram, na manhã desta quinta-feira (14), de um ato de solidariedade aos companheiros do MPA, que estão há 10 dias numa greve de fome em protesto contra a reforma da Previdência na Câmara dos Deputados. O ato, que começou às 11h e prossegue até o momento, no Anexo II, da Câmara dos Deputados. Na avaliação da diretoria colegiada do Sinpro-DF é importante as manifestações de apoio a esses trabalhadores aguerridos que chegaram ao ponto extremo de ter de fazer uma greve de fome contra uma reforma que irá eliminar o direito dos brasileiros à aposentadoria.
“O objetivo desse governo ilegítimo é tão-somente transformar o direito social à previdência em mercadoria e, após isso, entregá-lo aos banqueiros nacionais e internacionais para que possam explorá-lo como objeto de lucro por meio das empresas de previdência privada”, alerta a diretoria.
“Não nos enganemos! A reforma da Previdência poderá ser votada a qualquer momento. É imprescindível nos mantermos mobilizados e vigilantes”, avisa a direção da CUT Brasília. As lideranças sindicais orientam também a todos e todas, trabalhadores e trabalhadoras, bem como aos(às) militantes a pegarem, na sede da CUT Brasília, material de panfletagem contra a reforma da Previdência para distribuí-lo largamente à população a fim de esclarecê-la da importância da mobilização de toda a sociedade. Com informações da CUT Brasília