UnB promove o Curso de Aperfeiçoamento em Educação, Pobreza e Desigualdade Social

A Universidade de Brasília (UnB), em parceria com a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) do Ministério da Educação e a Secretaria de Educação do Distrito Federal, realizará o Curso de Aperfeiçoamento em Educação, Pobreza e Desigualdade Social. O início do curso será em fevereiro de 2018e as inscrições podem ser feitas até 26 de novembro.
A atividade tem a finalidade de provocar o debate e a reflexão, sobretudo no que se refere aos processos de educação envolvendo sujeitos que vivenciam a pobreza ou a pobreza extrema. A provocação de tal debate está fundamentalmente associada aos desafios postos pela quase universalização da educação básica no Brasil nas últimas décadas. Esse esforço visa o cumprimento de um dever do Estado, portanto, um direito da população, garantido pela Constituição Federal de 1988 e pela Lei nº 13.005/2014, de 25/06/2014, que aprova o Plano Nacional de Educação (PNE).
Inscrições e mais informações pelo link https://unbeducacaopobreza.wordpress.com/inscricoes/inscricao-prof/.

Professores e orientadores terão prioridade na restituição do IR

O governo sancionou na quinta-feira (26) lei que põe professores na lista de prioridades para recebimento de restituição do Imposto de Renda. Como aborda os profissionais que têm fonte de renda no Magistério, a medida favorece os (as) professores e orientadores (as) educacionais.
Com a norma, os (as) educadores (as) ficam atrás apenas dos (as) idosos (as) na fila para recebimento da restituição.
Leia abaixo a íntegra da lei sancionada:
LEI Nº 13.498, DE 26 DE OUTUBRO DE 2017.
Acrescenta parágrafo único ao art. 16 da Lei no 9.250, de 26 de dezembro de 1995, para estabelecer que, após os idosos, os professores tenham prioridade para recebimento da restituição do imposto de renda da pessoa física.
O P R E S I D E N T E D A R E P Ú B L I C A
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte
Lei: Art. 1º O art. 16 da Lei no 9.250, de 26 de dezembro de 1995, passa a vigorar acrescido do seguinte parágrafo único:
“Art. 16.
Parágrafo único. Será obedecida a seguinte ordem de prioridade para recebimento da restituição do imposto de renda:
I – idosos, nos termos definidos pelo inciso IX do § 1º do art. 3º da Lei no 10.741, de 1º de outubro de 2003;
II – contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério;
III – demais contribuintes.” (NR)
Art. 2º Esta Lei entra em vigor no primeiro dia do ano seguinte ao de sua publicação.
Brasília, 26 de outubro de 2017; 196º da Independência e 129º da República.

7ª Marcha Mundial do Clima ocorre dia 01/11. Participe!

No dia 1 de novembro, a partir das 9h em frente ao Congresso Nacional, Brasília (assim como mais de 100 cidades pelo mundo) se mobilizara ocupando as ruas na 7ª Marcha Mundial do Clima, para chamar a atenção de todos para a gravíssima ameaça que representa as mudanças climáticas. E também para pressionar os chefes de Estado do Brasil e de todo o mundo, que estarão reunidos na Conferência de Clima da ONU na Alemanha (CoP 23), para que firmem compromissos efetivos e concretos para que garantam o equilíbrio climático cortando as emissões de gases de efeito estufa e que de fato protejam as populações vítimas destes efeitos até hoje, vítimas de governos irresponsáveis.
No âmbito nacional, o protesto é fomentado pelos recorrentes crimes socioambientais, do desleixo socioambiental e administrativo que só tem aumentado e recentemente se agravou criminosamente no ataque frontal e perverso do governo e dos ruralistas a todos os fundamentos da conservação e preservação socioambiental, com ações calamitosamente irresponsáveis por parte do Poder Executivo, Legislativo e até do Judiciário, rifando o meio ambiente e a população indígena e quilombola, além do aumento escandaloso do desmatamento e péssimo planejamento da energia e transporte no país por exemplo.
O presidente Michel Temer ter criado um ambiente onde as questões socioambientais são moeda de troca para conseguir votos no Congresso, é constrangedor por si só. No front do Congresso Nacional tramitam projetos que ameaçam nosso futuro, como MP 759 (que posterga a reforma agrária e legaliza a grilagem de terras no Brasil), o PL 3729/2004 (que flexibiliza e afrouxa as regras para o licenciamento ambiental), a PEC 215 (que propõe passar para o Legislativo o poder de decidir sobre as demarcações de terras indígenas), o PL 1610/1996 (que pretende liberar as terras indígenas para a exploração mineral), os ataques contra o decreto 4887/2003 (que regulamenta a titulação das terras dos quilombos com o objetivo de perversa e gananciosamente tomar as terras dos quilombolas), o PL 6299/2002 (PL do Veneno, na tentativa de ampliar a insana e criminosa liberação do uso de ainda mais agrotóxicos no Brasil) e o recente decreto de Temer (9.147/17) que tentava a extinção da Renca (extinção da Reserva Nacional do Cobre e Associados – Renca), na prática tomando a terra de inúmeros indígenas.
Mais informações sobre a marcha aqui. Voluntários podem se cadastrar enviando seus dados (nome, endereço, email, Facebook e telefone) para marchamundialdoclima1@gmail.com .

Participe!

Oficina Desafio da Aprendizagem Cognitiva será realizada no dia 10/11. Participe!

A Associação de Pais, Professores e Amigos dos Alunos com Altas Habilidades/Superdotação do DF – APAHSDF,  estará trazendo para Brasília a Oficina Desafio da Aprendizagem Cognitiva, realizada pelo professor Helio Caloi Cruz Leão. O evento será realizado no dia 10 de novembro (sexta-feira), na Escola Técnica do Guará, das 8h30 às 17h30. O valor da inscrição é de R$ 50. As inscrições podem ser feitas neste site ou na página do Facebook. A oficina acontece na véspera do Dia Distrital da Pessoa com Altas Habilidades/Superdotação (11 de novembro).
A Oficina Desafio da Aprendizagem Cognitiva propicia ao professor um instrumento inovador para auxiliar a construção do conhecimento, do pensamento crítico e reflexivo de seu aluno. Ao contar com materiais e recursos diversificados em sala de aula o professor potencializa a situação de ensino/aprendizagem, possibilitando ao aluno um papel ativo no  processo de construção do conhecimento.
A oficina é uma ação prática, com jogos que exploram potencialidades e limitações, a fim de provocar a aprendizagem cognitiva e significativa. Esses jogos desenvolvem nas crianças habilidades manuais e mentais, aceitação de normas e regras, estimulam a comunicação, ensinam a resolver problemas e dificuldades, a procurar alternativas e estabelecer valores. Propicia o desenvolvimento de habilidade estratégica, trabalha com situação real e motiva a decisão para solução de problemas. Oferece aos professores um leque de atividades para enriquecimento curricular.
Mais informações sobre a oficina no telefone (61) 99977-7311. Participe!

Ataque a Paulo Freire mira escola pública e mostra 'obscurantismo'

Para participantes de ato em apoio a Paulo Freire realizado nesta segunda-feira (23), na Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo, os recentes ataques ao educador miram a escola pública e a democracia brasileira. Alguns falaram em “obscurantismo” e “tempos sombrios”, ao citar o momento político do país. Um movimento conservador defende a revogação do título de Patrono da Educação Brasileira dado a Freire em 2012.
Para o professor Moacir Gadotti, presidente do Instituto Paulo Freire, o país vive um “apequenamento” desde o ano passado. Segundo ele, a questão envolve não apenas o educador, que morreu em 1997: “É justamente a educação pública brasileira e a educação democrática, sobretudo. Uma educação que conquistamos em parte”.
Ele credita os ataques à falta de reflexão e de conhecimento. “Quando você não tem argumento, acaba usando do preconceito, da ignorância, quando não do ódio”, disse Gadotti, citando o próprio Freire, de quem foi amigo durante mais de duas décadas: “Sou professor a favor da luta constante contra qualquer forma de discriminação. É esse o caminho”.
Gadotti evocou o perfil “agregador” de Freire para a importância de uma reação, citando o manifesto em defesa do educador e da educação pública. “Está nascendo um movimento que vai congregar, que nos ajudará a superar certa apatia, certa perplexidade. É um pretexto para ampliar nossa luta contra essa desconstrução da democracia, essa piora das políticas públicas e essas políticas regressivas”, acrescentou.
O coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, também considera que a escola pública é o alvo da campanha contra Paulo Freire. Alguns dos críticos, inclusive, admitem que nem sequer leram alguma obra do educador. “Colocar Paulo Freire no centro das discussões talvez seja o único caminho para a gente vencer esse debate.” A professora Ana Maria Saul, que trabalhou com Paulo Freire na PUC (durante 17 anos) e na Secretaria Municipal da Educação (entre o final dos anos 1980 e início dos 1990), enfatizou a defesa do educador “com uma pedagogia que se compromete com a humanização, contra a opressão”.
Autora do projeto que em 2012 deu origem à Lei 12.612, tornando Paulo Freire Patrono da Educação Brasileira, a deputada federal Luiza Erundina (Psol-SP) lembrou da aplicação de métodos do educador com trabalhadores rurais na Paraíba, seu estado de origem, e citou a atuação de Dom José Maria Pires, arcebispo emérito paraibano, que morreu em agosto – era também conhecido como Dom Zumbi. Eleita prefeita de São Paulo no final de 1988, ainda pelo PT, ela recordou do convite feito por telefone – prontamente aceito, para sua surpresa – para que Freire assumisse a Secretaria da Educação.
“Ele é mais louvado, referenciado, lá fora. Aqui é um atraso histórico, atávico. Vamos acumular força política para ir além da manutenção do título. Vamos reagir a esse obscurantismo, a essa desgraça de governo. Paulo Freire vive”, exclamou Erundina, ao lado de Nita Freire, viúva do educador.

Tolerância e amor

Segundo Nita, ele era um homem “extremamente amoroso”, que todo sábado e domingo perguntava: “O que tu queres fazer hoje?”, que sempre proporcionou proteção, sem nunca dar ordens ou decidir por ela. E reagiu a quem o chama de “comunista”, como os defensores da revogação do título: “Ele era socialista e queria uma organização (política) a partir das necessidades brasileiras. Ele queria um socialismo construído pela população”, disse Nita, que conheceu Paulo Freire ainda pequena, em Recife – ambos se casaram depois de viúvos, em 1986.
Ela lamentou que o Brasil atual esteja “dilapidado” e sob ataques de movimentos de extrema-direita. Lembrou de uma mensagem de Chico Buarque, recebida depois do título de patrono: “É o Brasil dizendo que merece Paulo Freire”. Segundo Nita, o educador sempre foi uma pessoa capaz de “agregar diferentes”.
“Tolerância e capacidade de amar foram os sentimentos mais fortes na vida de Paulo”, disse Nita. “Luto por um homem que foi um dos maiores intelectuais deste país, um dos maiores educadores do mundo, mas luto também pelo homem que amei a cada dia dos 10 anos que vivemos juntos.”
(da Rede Brasil Atual)

O que o caso da Escola Goyases nos ensina sobre bullyng?

O atentado na Escola Goyases, em Goiânia, em que um aluno de 14 anos abriu fogo contra os colegas dentro da sala matando dois e ferindo outros quatro, chama novamente nossa atenção para um assunto delicado e que deve ser discuto e tratado: o bullying. O tema precisa de muita atenção principalmente no que se refere ao âmbito escolar, já que tal atitude não fica apenas na escola, e acaba afetando outras instâncias da vida das pessoas que sofrem com essa “violência”.
Para Ana Regina Caminha Braga, psicopedagoga e especialista em educação especial e em gestão escolar, é importante consolidar seus conceitos e lutar para o combate de sua progressão no meio escolar. “O papel que a escola precisa desempenhar em relação ao bullying com as crianças, é o de amenizar qualquer distância que menospreza ou impossibilita o outro de mostrar o seu potencial”, explica a especialista. Segundo a Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e à Adolescência (APRAPIA), o bullying está relacionado a todas as formas de atitudes agressivas, realizadas de forma voluntária e repetitiva sem motivação evidente, cometidas por um ou mais estudantes contra outro, causando dor e angústia e realizada dentro de uma relação desigual de poder.
No Brasil, 20% dos estudantes alegam já ter praticado algum tipo de bullying, tais dados foram levantados pelo IBGE, que entrevistou mais de 100 mil alunos de escolas públicas e particulares de todo o Brasil. Na mesma pesquisa, 51,2% dos estudantes não souberam especificar um motivo para ter cometido tal agressão. A maioria dos casos está relacionada à aparência do corpo, seguida da aparência do rosto, raça/cor, orientação sexual, religião e região de origem. Geralmente, tais atos acontecem sem o conhecimento dos pais e professores, com consequências graves como o medo e insegurança, que atrapalham não só os estudos, como a vida pessoal daquela criança ou adolescente.
De acordo com Ana Regina, a escola precisa trabalhar e se desenvolver para que a tomada de consciência aconteça de modo geral, desde a equipe pedagógica, o administrativo até os discentes. “Devemos estar atentos para detectar o processo e trabalhar em prol dos alunos vitimizados pelo Bullying. Essa mobilização talvez seja uma alternativa para diminuir tal sofrimento. Cabe também ao núcleo escolar proporcionar aos alunos a participação em feiras culturais, exposições, diálogo com outros colegas e assim por diante, deixando-os mais à vontade no meio”, detalha.
Segundo a especialista, essas crianças e adolescentes chegam aos consultórios com bastante dificuldade e sofrimento, e, infelizmente, a maior parte delas não terá atendimento adequado, e, em alguns casos, nem o reconhecimento da situação. Por isso, para a melhor forma de combater o bullying é investir em prevenção e estimular a discussão aberta com todos os atores da cena escolar, incluindo pais e alunos. Orientar os pais para que possam ajudar, pois os mesmos devem estar sempre alertas para o problema, seja o filho vítima ou agressor, ambos precisam de ajuda e apoio psicológico.
“Quem é vítima de tal ato, acaba desestimulada a frequentar as aulas por medo de ser humilhada. O Bullying é um problema sério que precisa ser extinto, com o apoio do colégio, pais e próprios alunos. É o tipo mais frequente e visível da violência juvenil. Administrar o problema nas escolas é fundamental por ser um local de socialização das crianças e o segundo ambiente de convívio depois do familiar”, completa a especialista.
Ana Regina Caminha Braga, psicopedagoga e especialista em educação especial e em gestão escolar
(da Carta Educação)

SEE publica nesta terça-feira (24) resultado do Concurso de Remanejamento

A Secretaria de Educação (SEE) divulga, ao longo desta terça-feira (24/10), o resultado definitivo do Concurso de Remanejamento Interno – 1ª Etapa. Os professores e orientadores poderão conferir o resultado final do bloqueio de carências no Sigep. O endereço é http://sigep.se.df.gov.br
O Sinpro vem acompanhando todas as fases do processo e, de acordo com o coordenador de Imprensa do Sindicato, Cláudio Antunes, “naturalmente, os professores e orientadores que não participaram da 1ª etapa do remanejamento interno, ou que participaram e não conseguiram bloquear carências, podem participar da 2ª etapa do concurso. Basta aguardar a próxima data para o envio de carência”.
Da mesma forma, o Sinpro solicita às direções das escolas que apresentem as eventuais carências novas como, por exemplo, aquelas que surgiram a partir de aposentadorias recentes.

Canal da Educação, nesta segunda (23), abordará a valorização do serviço público

O Canal da Educação vai ao ar, excepcionalmente, nesta segunda-feira (23/10), a partir das 20h, e terá como tema a valorização do serviço público.
A diretora do Sinpro-DF, Rosilene Corrêa, é a convidada desta edição. Ela irá responder às perguntas enviadas pelos espectadores pelo Facebook do Sindicato.
Produzido e apresentado pelo jornalista Valdir Borges, o Canal da Educação é transmitido, quinzenalmente, às 20 e às quinta-feiras, ao vivo, pelo Facebook do Sinpro-DF e pela TopTV Brasil e permite a participação em tempo real. Nesta semana, o programa será apresentando excepcionalmente na segunda-feira em virtude da manutenção de equipamentos.
As perguntas podem ser enviadas pelo Facebook (o vídeo também disponibilizará um espaço para interação).
Participe!

CEF Boa Esperança por um mundo melhor

No último sábado (21), o CEF Boa Esperança (Ceilândia) realizou o 1° Eco da Esperança, com a participação de alunos (as), professores (as) e da comunidade. O evento contou com um sarau dos estudantes, um almoço musical com a participação do músico Berão Neves e a exposição de todos os trabalhos sustentáveis desenvolvidos na escola.
Mirela Cristina da Silva, diretora da escola, explica como a iniciativa. “O intuito é mostrar para a comunidade tudo o que realizamos durante o ano. Nossa escola é sustentável e queremos conscientizar todos a respeito da preservação da natureza. Mostramos a transformação da paisagem utilizando materiais sustentáveis a custo quase zero, agregando os trabalhos que os professores desenvolvem com os alunos em sala de aula”, diz.
Iolanda Rocha, ex-diretora do Sinpro, é professora do 4º ano na escola. Ela explica que “desenvolvemos várias atividades com os alunos durante o ano e hoje mostramos o resultado. Queremos perpetuar a frase do Chefe Seattle, de que ‘tudo o que acontecer à terra, acontecerá aos filhos da terra’”.
A escola possui cerca de 320 estudantes de todos os anos do ensino fundamental e EJA. A professora Gleyciane explicou como uniu a consciência ambiental e a matemática aos alunos do 3° ano. “Tínhamos uma área degradada e ociosa na escola. Pensamos em reflorestá-la utilizando a matemática. Fizemos o plantio das mudas (que foram doadas por uma empresa parceira), cada aluno teve sua planta e é responsável por ela. Começamos com 40 mudas, todas do bioma do cerrado. Trabalhamos a questão da matemática no cultivo, na pesagem, na medição dos insumos, instrumentos de medidas, a fita métrica, a balança”, aponta. Após o plantio, os estudantes medem as plantas e anotam o crescimento de cada uma.
Outras 60 mudas serão plantadas, representando uma transformação da paisagem e também no envolvimento de mais estudantes, que também terão suas vidas transformadas por este ótimo projeto.
Créditos da foto: Deva Garcia / Sinpro

CEF 15 do Gama recebe o Prêmio Gestão Escolar de 2017

Na etapa distrital do prêmio Gestão Escolar 2017, o Centro de Ensino Fundamental 15 do Gama foi premiado na execução do Proeiti (Projeto Piloto de Educação em Tempo Integral). A cerimônia foi realizada na última quarta-feira (18), na Seccional da OAB-DF. A diretora Ana Élen representou a escola no evento.
A educadora explicou a importância do projeto, apesar da falta de apoio do GDF, para a escola, que atende em período integral. “O prêmio significa muito, é uma motivação para que a agente a cada dia faça uma educação de qualidade. Ele reconhece o trabalho da comunidade escolar, apesar das dificuldades, da falta de políticas públicas voltadas para a educação integral e da falta de um Pdaf específico para a escola integral. Temos dificuldades financeiras e pedagógicas, mas a gente consegue fazer um trabalho diferenciado, aqui na periferia do Gama”, relata.
Ana endossa que esse trabalho está transformando a escola e a realidade ao redor dela. “Temos conseguido tirar os alunos da drogadição. A escola era conhecida como “suvaco do diabo” no Gama, por problemas de gangue e tráfico, inclusive com alunos assassinados. Hoje esse cenário mudou. De 2014 pra cá temos outra escola, outra realidade. Éramos o pior Ideb do DF. Hoje já temos o melhor Ideb das escolas públicas de ensino fundamental do Gama, com índices acima da média nacional”, salienta. A diretora também aponta outras atividades do CEF 15 que contribuem para este avanço, como a orquestra de violinos, artes plásticas, jiu jitsu, atletismo e futsal, dentre muitas outras.
A premiação, que chegou à sua 16º edição, reconhece a excelência de práticas e gestões de projetos de docentes das escolas públicas do Brasil. Com o prêmio, o CEF 15 do Gama se torna o representante do DF na competição nacional, que será divulgada em dezembro.
 
 

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