Temer veta prioridade para as metas do Plano Nacional de Educação

O governo vetou o artigo da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que incluía entre as prioridades para 2018 a alocação de recursos para o cumprimento das metas previstas no Plano Nacional de Educação (PNE). O veto foi um dos anunciados pelo presidente Michel Temer à Lei, que foi sancionada na quarta 9.
Além de estabelecer a priorização dos recursos, o artigo 21, vetado, previa também a implantação do Custo Aluno Qualidade Inicial (CAQi), dispositivo que tem como objetivo mensurar o financiamento necessário por estudante, prevendo a melhoria da qualidade da educação no Brasil.
O governo justificou a medida alegando que a alocação dos recursos como prioridade poderia impactar o cumprimento da meta fiscal e prejudicar o atendimento às demais demandas da sociedade.
O Plano chegou ao seu terceiro ano de vigência com apenas seis de seus 30 dispositivos cumpridos de maneira total ou parcial, o que já era motivo de preocupação.
Com a medida, o coordenador da Campanha Nacional pelo Direito a Educação, Daniel Cara, fala em “fim do PNE”, atrelado à falta de comprometimento governamental com as políticas sociais.
Relembre o balanço feito pelo especialista à política em entrevista ao Carta Educação. Para Cara, o descumprimento que se inicia já em 2015, se intensifica nos anos de 2016 e 2017.
Assista aos vídeos aqui e aqui.
(da Carta Educação)

Sinpro inicia série Pecúnia dos Aposentados – Inativo é quem não Luta!

O Sinpro lança nesta quinta-feira (10) o primeiro vídeo referente à série Pecúnia dos Aposentados – Inativo é quem não Luta! Ao todo serão divulgados quatorze vídeos com o depoimento de professores(as) e orientadores(as) aposentados(as) relembrando as lutas que a categoria e o sindicato têm travado desde 2015 para garantir o pagamento da pecúnia da licença-prêmio.
Desde 2015 o Sinpro tem cobrado insistentemente do GDF uma solução para o caso, mas a resposta do governo foi de descumprir a Lei. Ao invés pagar o benefício, um direito garantido pela Lei Complementar nº 840/11, que preconiza esse pagamento em até 60 dias após a aposentadoria, o governo usa a já surrada desculpa de falta de verbas para continuar dando o calote nestes(as) servidores(as) da carreira magistério e desrespeitando a legislação vigente.
No primeiro vídeo da série, a professora aposentada Maria Vagna relata a frustração por ainda não ter recebido sua pecúnia após 36 anos no magistério público do Distrito Federal.
Clique aqui e confira o depoimento.

Senado aprova PEC que torna estupro crime imprescritível

Há um estupro no Brasil a cada 11 minutos, mas apenas 10% dos casos chegam à polícia. Texto segue agora para a Câmara
O plenário do Senado aprovou, em segundo turno, nesta quarta-feira 9, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 64/2016, que torna imprescritível o crime de estupro. A matéria segue agora para análise da Câmara dos Deputados.
A prescrição é a perda do direito de ação judicial pelo decurso do tempo, isto é, o prazo limite para que o autor do crime possa receber punição.
Leia mais:

Estupro pode se tornar um crime imprescritível no Brasil. Entenda

No Brasil, um estupro a cada 11 minutos

Elaborada pelo senador Jorge Viana (PT-AC), a proposta precisava dos votos de 49 dos 81 senadores (3/5 da Casa) para passar pelo crivo do plenário.
Uma das justificativas é a subnotificação da agressão sexual: estima-se que 527 mil estupros sejam tentados ou consumados por ano no Brasil. Apenas 10% dos casos, porém, são informados à polícia. A justificativa da proposta afirma que “a coragem para denunciar um estuprador, se é que um dia apareça, pode demorar anos”.
Segundo a justificativa da proposta, um dos motores desse gargalo é o receio das vítimas de sofrer preconceito ou superexposição. “Isso porque é comum que a vítima seja covardemente responsabilizada pelo estupro sofrido, seja pelo fato de ter bebido, pelo horário em que estava na rua, pela roupa que vestia ou pela maneira como dançava”, diz a justificativa da proposta.
“É preciso observar, todavia, que a coragem para denunciar um estuprador, se é que um dia apareça, pode demorar anos. Diante desse quadro, propomos a imprescritibilidade do crime de estupro. Essa medida, por um lado, permitirá que a vítima reflita, se fortaleça e denuncie, por outro lado, contribuirá para que o estuprador não fique impune”, afirma o documento.
Atualmente, o crime de estupro prescreve após 20 anos. A Constituição só considera imprescritíveis os crimes de racismo e a ação de grupos armados, civis ou militar, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático.
Fonte: Carta Capital

Sem investimentos do GDF no Batalhão Escolar, comunidade escolar sofre com a violência

Em matéria publicada nesta quinta-feira (10) pelo Jornal de Brasília, uma estudante do CED 07 de Taguatinga foi assaltada e espancada no início da manhã, minutos antes do início das aulas.
É fundamental que o GDF volte a investir em segurança e que reforce o efetivo Batalhão Escolar (algo que não vem fazendo), para que ele esteja presente em todas as escolas da rede pública, garantindo a segurança e tranquilidade de toda a comunidade escolar.
Segue a matéria:
Assalto e espancamento a estudante expõem rotina de medo em Taguatinga
O caminho para a escola tem sido acompanhado pelo medo, em Taguatinga. Depois de recorrentes assaltos nas proximidades do Centro Educacional 7, na EQNM 36/38, alunos, pais e moradores da região pedem socorro. A ocorrência mais recente aconteceu na manhã da última terça-feira. Na ocasião, uma estudante de 17 anos foi abordada e espancada a caminho do colégio por um criminoso de bicicleta.
Por volta das 7h, a vítima foi assaltada pouco antes de chegar ao CED 7. Segundo a diretora da instituição, Ana Célia Sousa da Costa, a menina entregou o celular, mas o suspeito também quis a mochila. “Ele não acreditou que a aluna só estava com aquele aparelho velho e que dentro da bolsa só tinha livros, mas era verdade. Há poucos dias, ela já tinha sido assaltada e levaram seu smartphone”, relata.
Ainda de acordo com a diretora, em seguida, o homem caiu com a bicicleta sobre a vítima e começou a espancá-la. “Ela ficou toda machucada e quebrou dois dentes. Foi socorrida pela comunidade, veio para a escola e, depois, para o hospital”, completa.
A estudante não corre risco e já recebeu alta médica. No entanto, precisa ter uma atenção maior ao ferimento no rosto. “A mandíbula carece de atenção”, acrescenta. Segundo Ana Célia, a adolescente não é a primeira a ser assaltada no trajeto para a escola. “Vários alunos já foram vítimas. Acredito que a violência seja um problema geral da região de Taguatinga. Isso porque o Batalhão Escolar sempre nos apoia”, afirma.
Já o pai da jovem agredida, o açougueiro Manoel Firmino, 38 anos, implora por segurança. “Minha filha está bem, mas com muita dor. Estou extasiado com a situação. Hoje, aconteceu com ela. Amanhã, pode ser com a filha de outra pessoa. O policiamento precisa ser reforçado ali, pelo menos nos horários de pico. Essa é a segunda vez que ela passa por isso”, declara. Há um mês, a menina foi abordada por um criminoso armado com faca.
Manoel lamenta não ter condições de pagar uma escola particular. “É difícil ver os estudos da minha filha serem prejudicados pela violência. A realidade é que estamos reféns da criminalidade”, conclui. Procurada pelo JBr., a Comunicação da PM não respondeu até o fechamento desta edição.
Presença do Batalhão Escolar
Na tarde de ontem, a direção do CED 7 se reuniu com o 3º Batalhão Escolar, que garantiu reforçar o policiamento nas proximidades do colégio. “Eles vieram agradecer o nosso apoio. Somente naquela escola, fizemos 65 operações de prevenção no primeiro semestre. Ainda assim, vamos aumentar a quantidade viaturas e de militares no endereço. Inclusive, o policiamento a pé será reforçado”, afirmam o major Edney e o capitão Newton. Eles lembram que, atualmente, duas viaturas fazem a segurança nas escolas em Taguatinga e que, no total, são 150 instituições públicas e particulares em todo o DF.
Morador de uma casa em frente ao centro educacional, o repositor de mercadorias Vanderley da Cunha Rabelo, 56 anos, também lamenta a incidência dos casos. “Por sorte, eu nunca fui assaltado, mas um homem armado levou o carro da minha sobrinha aqui. Todo dia, ficamos sabendo de novas vítimas, em especial os estudantes. As câmeras não inibem a ação”, conclui.

Até nos convênios, sem custos pro GDF, Rollemberg ignora a educação pública

Reportagem publicada hoje pelo Jornal de Brasília, mostra que o GDF deixou de investir quase R$ 183 milhões em educação, desde 2015. E o pior: “O acesso a estes recursos era direto. Convênio é recurso carimbado. Não tem ligação com a crise financeira do GDF. Não, nada a ver com o pagamento dos servidores. Não pesa na Lei de Responsabilidade Fiscal”, aponta o especialista entrevistado na reportagem.

Este fato desmascara o que a categoria já sabe: não falta verba, falta é interesse do governador Rodrigo Rollemberg em investir em educação. O dinheiro estava disponível para investimento, mas o GDF simplesmente resolveu ignorá-lo. Este é mais um exemplo de como o GDF, de fato, não se importa com a educação pública do DF.

Segue a reportagem do jornal:

Dinheiro que não chega às escolas: Educação perde mais que Saúde

Enquanto a qualidade do ensino público é reprovada com notas cada vez mais baixas no Distrito Federal, o governo Rollemberg (PSB) empenha somente 13,8% dos convênios encaminhados pelo Ministério da Educação e instituições nacionais e internacionais. Segundo pesquisa do deputado distrital Chico Vigilante (PT), de janeiro de 2015 até julho de 2017, o GDF tinha no caixa R$ 212.112.969,00 em convênios. Para o prejuízo do aprendizado dos estudantes, deixou de empenhar nada menos do que R$ 182.993.094,80.
A nota baixa na execução dos convênios é um constante problema diante do sucateamento das escolas públicas. No primeiro ano de governo, Rollemberg tinha à disposição R$ 89.622.504,00. Empenhou apenas R$ 17.944.530,46. Em 2016, já era possível investir até R$ 49.873.244,00. A maior parte reforço foi deixado na gaveta, sendo que o investimento ficou em
R$ 6.128.536,22. No cálculo do primeiro semestre deste ano, o horizonte de melhorias é de R$ 72.617.221,00. Mas o desembolso ficou limitado a R$ 5.046.807,52.
Na soma de toda a gestão Rollemberg, o emprego dos convênios atinge R$ 29.119.874,20. Segundo o professor e pesquisador do Instituto Expert Brasil, Afonso Galvão, esta conta perversa resume a inequivoca incompetência crônica dos governos brasileiros, e não apenas o atual, no trato com a educação pública. Conforme a análise do especialista, os recursos não foram captados por falta de projetos e planejamento financeiro para o pagamento das contrapartidas necessárias para a captação das verbas.
“O acesso a estes recursos era direto. Convênio é recurso carimbado. Não tem ligação com a crise financeira do GDF. Não, nada a ver com o pagamento dos servidores. Não pesa na Lei de Responsabilidade Fiscal”, aponta o especialista. Diante do desmantelamento da rede pública, os lamentos e revolta de Galvão ganham tons ainda mais agudos.
Na reportagem “Sem projetos, Saúde deixa de receber R$ 140 milhões”, publicada ontem, o Jornal de Brasília, noticiou a baixa execução dos convênios federais e institucionais pela secretaria de saúde do DF na gestão Rollemberg.
Ponto de vista
Chico Vigilante encaminhará a pesquisa sobre a baixa execução dos convênios da educação para o Ministério Público e o Tribunal de Contas do DF. “A população está sofrendo. Isso demonstra a incompetência das pessoas à frente da pasta. Falam muito e fazem pouco. Nitidamente não estão atrás de nenhum convênio mesmo com a crise brutal que vivemos”, denunciou o parlamentar. O desleixo com os convênios ainda fecha as portas do DF para a captação de novas verbas, pois a União só libera mais recursos caso os municípios e estados beneficiados executem os contratos em aberto.
Solução é capacitar a equipe para planejar
Capacitação e planejamento são as soluções para a perversa equação do desperdício dos convênios, na análise de Afonso Galvão. O primeiro passo seria a criação de um setor específico para a gestão, acompanhamento e captação de convênios.
“Não precisa ser um expert. Mas se você não sabe fazer um projeto perde os recursos mesmo. Enfim, se você não sabe da existência deles, não acompanha sempre vai perdê-los”, comentou.
Outra medida positiva seria a capacitação dos diretores das escolas. Segundo o especialista, os responsáveis diretos pela gestão dos centros de ensino também podem captar convênios nacionais e internacionais, independete do próprio GDF.
“Fundações internacionais, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) oferecem convênios diretamente para os colégios. O governo federal também mantinha linhas independetes, como para a educação básica, por exemplo”, sugere Galvão.
Outro entrave para o desembolso e captação dos convênios e a burocracia dentro governo e das próprias escolas. Sem a intervenção dos gestores, a própria máquina pública conspira contra a melhoria dos serviços públicos, dentro de uma lógica administrativa suícida.
Por nota, a secretaria de educação justificou a baixa a execução dos convênios com o seguinte argumento: “Durante os três últimos anos, não foi feita conforme o esperado devido à falta de projetos de engenharia, por conta de passivos desde 2011”. Segundo a pasta, foi dada prioridade para a construção de creches, neste sentido o GDF promete o máximo afinco para a para a execução das verbas.
 

Escola sem Partido intimida e persegue professores

Pedro Mara, professor da rede estadual do Rio de Janeiro e diretor do CIEP 210 Mario Alves de Souza Vieira, em Belford Roxo, no Rio de Janeiro, certamente vem enfrentando o pior desafio de sua carreira docente.
Em julho, ele foi denunciado pelo deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSC) que formulou um vídeo, a partir de suas fotos pessoais, para acusá-lo de apologia às drogas, de manipulação com os estudantes e incentivo à baderna, como ocupação de escolas. Bolsonaro chegou a acionar o Ministério Público e pedir a exoneração do professor e cassação de seu mandato. O processo segue em andamento.
Casos semelhantes ao de Pedro são facilmente encontrados pelo País. É crescente o número de professores que vêm sofrendo algum tipo de perseguição por conta de suas práticas pedagógicas, o que evidencia a existência de um movimento que atua na contramão da autonomia docente.
Em Uruguaiana (RS), situação parecida foi vivenciada pela professora da rede municipal Rosângela Rehermann. A docente teve uma aula sobre cidadania gravada e enviada como denúncia ao vereador Eric Lins Gripo (DEM), autor de projeto de lei que visa instituir no âmbito do município as diretrizes do Programa Escola sem Partido.
O parlamentar chegou a ir na escola sob justificativa de averiguação, o que acabou expondo funcionários e estudantes da unidade. A professora levou o caso ao Ministério Público, à Secretaria de Educação e ao Conselho Municipal de Educação. Em junho, foi remanejada para outra escola da rede sob a justificativa de que era necessário “preservá-la”.
Na mesma época, em São Paulo, chegava ao fim a atuação do professor Thiago de Souza Lima em uma escola particular de ensino fundamental e médio. O professor de História começou a ser chamado de radical e polêmico no contexto da polarização política.
A situação piorou quando ele apoiou uma iniciativa dos estudantes de montar uma assembleia e discutir problemas comuns ao estabelecimento. “Cheguei a ouvir da direção que eu os tinha incitado a criar aquela instância”, conta o docente que pediu demissão.
As histórias não se limitam aos ambientes escolares. A professora do Departamento de História da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Natalia Pietra Mendez, também viveu situação vexatória ao ministrar uma palestra sobre a cultura do estupro a convite da própria instituição.
A docente foi ameaçada em suas redes sociais e chegou a ter fotos pessoais divulgadas em páginas que fazem apologia à cultura do estupro.
Sua atuação na universidade, no entanto, não foi interrompida. “Temos que falar cada vez mais sobre o assunto. Isso é fruto de um pensamento ultraconservador que tem como alvo o feminismo”, atesta a educadora que estuda as questões de gênero.

Falsos conceitos

Para o professor da Universidade Fluminense (UFF), Fernando Penna, os casos são influenciados por dois fatores. Um são as tensões existentes acerca das questões de gênero, que se acirraram já na época da votação dos planos de educação nacional, estaduais e municipais.
“As pessoas que tentam deslegitimar essa discussão cunharam o termo ideologia de gênero, que vem sendo associado a destruição das famílias, doutrinação de crianças, erotização da juventude e interferência na orientação sexual de jovens”.
O especialista relembra o episódio do veto ao material educativo produzido pelo Ministério da Educação ‘Escola sem Homofobia’, em 2011, que acabou sendo chamado por setores conservadores da sociedade e do Congresso Nacional de ‘kit gay’. “A ideologia de gênero é utilizada para causar esse pânico moral”.
Em sua análise, soma-se a isso a agenda do Escola sem Partido, programa criado em 2004 pelo procurador de Justiça de São Paulo, Miguel Nagib, que defende a ideia de uma “educação neutra” a partir da justificativa de que as escolas seriam locais de doutrinação, em parte praticada pelos professores que se aproveitam da audiência cativa de seus estudantes para impor suas ideias.

Fora da lei

Desde o surgimento do Escola sem Partido, outros 56 projetos de lei foram derivados nos âmbitos federal, estadual e municipal. O levantamento foi feito pela pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Fernanda Moura, também autora da pesquisa de mestrado “Escola sem Partido”: relações entre Estado, educação e religião e os impactos no ensino de História”.
A maioria deles, no entanto, não tem poder de lei. Salvo algumas exceções como o município de Santa Cruz do Monte Castelo, no norte do Paraná, que aprovou e implementou a lei já no início de 2015; e o município de Picuí, na Paraíba.
No âmbito estadual, Alagoas chegou a aprovar a lei estadual (Lei 7800/2016), conhecida como “Lei da Escola Livre” foi Alagoas, mas ela foi suspensa via liminar pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, em março deste ano.
– Escola sem Partido, uma escola a favor da cultura da indiferença
Ainda assim, nota-se certa aderência das propostas em diferentes territórios. Para Fernanda, isso se deve, em parte, a falta de entendimento da sociedade sobre os processos políticos. “As pessoas acham que PL é lei, não entendem que esse conjunto de normas deve ser votado para se efetivar”, observa.
Para ela, é fundamental garantir esse espaço de debate nas escolas, “para evitarmos que as pessoas saiam repetindo os discursos de parlamentares”.
Uma questão de direito
O professor da Universidade Federal do ABC (UFABC), Salomão Ximenes, entende que é preciso resgatar a concepção do direito a educação para analisar os casos.
“O direito a educação no Brasil foi entendido dentro de uma agenda de ação positiva, que diz respeito a oferta da educação, acesso a escolas, expansão das redes, etc. Se esquece que compõe esse direito, com igual importância, os princípios constitucionais de liberdade na educação, que consideram a liberdade de ensinar, de aprender, pesquisar e divulgar o pensamento e trabalhar pelo pluralismo de ideias e concepções”, esclarece.
– Escola sem Partido tenta anular critério de redação do Enem
Esses direitos, conforme explica Ximenes, conferem autonomia aos docentes e às escolas. “Sobre eles não deve haver interferência do Estado e dos atores privados. Caso haja, no entanto, o Estado tem que atuar no sentido de assegurá-los”, explica, enfatizando a inconstitucionalidade de medidas que restrinjam o direito à liberdade.
O especialista também comenta sobre os instrumentos jurídicos disponíveis para assegurar proteção aos docentes e às escolas frente à estratégia de intimidação utilizada pelo Escola sem Partido.
De maneira geral, a orientação é que as respostas às denúncias não sejam feitas no âmbito individual e considerem três dimensões principais.
“A primeira delas é a dimensão política, ou seja, a defesa deve buscar apoio de sindicatos ou instâncias administrativas, como a própria Secretaria da Educação; a segunda é a pedagógica, que prevê a mediação de diálogo ou oferta de debates junto às famílias e comunidades para esclarecer algumas questões; por fim, a dimensão jurídica, que pode levar a desdobramentos nas instâncias criminais, como abuso de poder em caso de autoridades, e nas instâncias administrativas, no caso de agentes públicos que extrapolem suas funções”.
Outros enfrentamentos
Para Fernando Penna, outro caminho possível é o da resistência a partir de articulações e debates na sociedade. Nesse contexto, foi lançado em junho o Movimento Educação Democrática (MDE), do qual Penna é presidente.
A iniciativa é um desdobramento do Professores Contra o Escola sem Partido, iniciativa que teve início na UFF e cuidou de enfrentar a pauta em debates, seminários e audiências públicas. No entanto, no atual contexto de retrocessos educacionais, se sentiu a necessidade de ampliar o escopo de atuação, o que levou à criação do MDE.
“Além de dar um caráter mais institucional ao que já fazíamos, o Movimento quer, para além da crítica, estruturar uma agenda mais propositiva, um posicionamento político, construído a partir do diálogo com os associados – atualmente são cerca de 500 – e da articulação nacional com grupos organizados.
Uma das aproximações, nesse sentido, se deu com a Frente Gaúcha Escola sem Mordaça, lançada em Porto Alegre, em 2016. Além de trabalhar para o arquivamento dos projetos derivados do Escola sem Partido, o grupo, que reúne movimentos, entidades e coletivos, também organiza um enfrentamento a pautas como racismo, machismo, homofobia e demais preconceitos que interditam a faceta democrática da educação.
(do Vermelho)

Temer retira recursos da agricultura familiar e perdoa dívida de ruralistas

Com sucessivos cortes do governo no orçamento público para a agricultura familiar, os trabalhadores da categoria terão grandes prejuízos na produção de comercialização de alimentos; desta vez, o corte de 40% dos recursos atinge o Programa de Aquisição de Alimentos, enquanto uma medida provisória publicada por Michel Temer perdoa a dívida, histórica, dos grandes latifundiários em R$ 11,96 bilhões; para a Contraf (Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar), “fica evidente que a forma do atual Governo gerir os recursos públicos é em prol daqueles que tem a maioria no Congresso, bancada ruralista, e que vão lhe favorecer com votos para se manter no poder”.
Com sucessivos cortes do governo no orçamento público para a agricultura familiar, os trabalhadores da categoria terão grandes prejuízos na produção de comercialização de alimentos. Desta vez, o corte de 40% dos recursos atinge o Programa de Aquisição de Alimentos, enquanto uma medida provisória publicada por Michel Temer perdoa a dívida, histórica, dos grandes latifundiários em R$ 11,96 bilhões.
Para a Contraf Brasil (Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Agricultura Familiar), fica evidente que a forma do atual Governo gerir os recursos públicos é em prol daqueles que tem a maioria no Congresso, bancada ruralista, e que vão lhe favorecer com votos para se manter no poder.
O coordenador da Contraf Brasil Marcos Rochinski, que participou de reuniões e está presente nos cenários de debate e discussões nacionais, fala sobre os últimos atos e medida que atingem de forma negativa os agricultores e agricultoras familiares. “Não podemos nos calar, temos que continuar com as denúncias e a sociedade tem que abrir os olhos para este desmonte do país”.
Fonte: Brasil 247

Já estão abertas as inscrições para o VIII Concurso de Redação e Desenho do Sinpro

O combate a todo tipo de preconceito será a temática do VIII Concurso de Redação e Desenho do Sinpro. Com esta preocupação, os(as) estudantes da rede pública de ensino do Distrito Federal trabalharão o tema “O mundo tem lugar para todos”, onde poderão despertar o debate sobre o respeito, o combate à intolerância e sobre a importância de aceitar as diferenças.
Nesta edição do concurso, a diretoria colegiada do Sinpro quer trazer a preocupação e as inquietações deste tema, que ainda hoje mostram ser uma realidade estrutural em nosso país. O preconceito, conceito pré-determinado sobre algum indivíduo ou grupo social, não resiste ou não deveria resistir a uma análise inteligente. Tal conduta acaba estimulando comportamentos, atitudes e pensamentos que agridem física e psicologicamente. Em contraponto, tem fomentado cada vez mais a luta por direitos humanos e pela diversidade sexual, contra a violência e o preconceito.
É neste contexto que os(as) estudantes inscritos este ano deverão apresentar redações ou desenhos que remetam à discussão sobre, por exemplo, motivos, consequências e soluções para este problema que nada mais é que o ato de julgar os valores e culturas com base nos padrões de uma ideologia própria e o fruto da não aceitação daquilo que é diferente. Dentre as inúmeras formas de violência, o preconceito é a pior delas, pois acarreta conflitos e segregação entre os grupos que compõem a sociedade. Nesse sentido, caracteriza-se como uma ameaça à convivência pacífica, principalmente em relação às minorias étnicas, na medida em que se transmite através de gerações.
As inscrições estão abertas para estudantes da Educação Infantil, de 4 e 5 anos de idade, até o Ensino Médio. As redações e os desenhos poderão ser encaminhados até o dia 20 de outubro à sede ou às subsedes ou, ainda, às escolas e deixadas à disposição dos diretores do sindicato, que irão buscá-las até a data limite. Cada participante deverá fazer sua inscrição no site do sindicato, porque será gerado um código de identificação, o qual deverá ser usado para preencher a Folha da Redação ou a Folha de Desenho. Essas folhas também serão disponibilizadas pelo Sinpro-DF. Importante lembrar que nem a redação nem o desenho serão aceitos em outro tipo de folha.
Este ano o sindicato cria uma nova categoria, para atender uma solicitação feita pelos(as) professores(as) de arte. Esta nova categoria será experimental para que os alunos das séries finais dos ensinos fundamental e médio possam participar do concurso apresentando suas redações ou desenhos.
Os prêmios serão distribuídos para estudantes vencedores(as) e professores(as) ou orientadores(as) educacionais indicados(as) pelos(as) participantes. É importante observar que os(as) professores(as) que fazem parte da Comissão Julgadora não podem ser indicados(as) pelos(as) estudantes. Formada por professores(as) e orientadores(as) educacionais da rede pública de ensino, a Comissão receberá os trabalhos sem identificação da escola, do nome do estudante ou do professor que orientou o trabalho para garantir a transparência do processo.
Os(as) estudantes da Educação Infantil, do CEE e classes especiais, bem como os(as) matriculados(as) do 1º ao 3º ano do ensino fundamental/EJA expressarão sua opinião por meio de desenho. Os(as) estudantes do 4º ao 9º ano do Ensino Fundamental/EJA e do Ensino Médio/EJA, por sua vez, discutirão a temática na forma de redação. As inscrições devem ser feitas via internet para que o(a) inscrito obtenha o código de participante, o qual será utilizado na Folha de Redação como único instrumento de identificação do trabalho.
O concurso é destinado aos(às) estudantes da rede pública, que poderão participar com apenas um trabalho. No entanto, professores(as) ou orientadores(as) educacionais poderão trabalhar com vários estudantes. Assim, o(a) mesmo(a) professor(a) poderá ser indicado(a) por vários(as) estudantes e, caso isso aconteça, poderá ser premiado mais de uma vez.
O Concurso de Redação do Sinpro-DF faz parte da Campanha contra a Violência nas Escolas, uma iniciativa do sindicato, adotada em 2008, para ensejarem, entre os(as) estudantes da rede pública de ensino, a reflexão sobre as causas, as consequências e as soluções para a violência – um problema que afeta toda a sociedade.
Para mais esclarecimentos, veja o Regulamento do concurso no site www.sinprodf.org.br ou pelo telefone 3343-4236. Confira abaixo os links com todo material necessário.
 
Regulamento
Folha para redação
Folha para Desenho (vertical)
Folha para Desenho (horizontal)

Professores protestam na Câmara de Vereadores de Duque de Caxias contra redução salarial

Professores e professoras municipais de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, ocuparam a Câmara de Vereadores, na manhã desta sexta-feira (4). A categoria se manifesta contrária aos projetos de leis enviados pelo prefeito, Washington Reis (PMDB), que determina o aumento da contribuição previdenciária, redução de salários, além de cortar direitos previstos no plano de carreira. Os dois projetos alteram direitos e salários dos funcionários públicos e estão para votação dos vereadores da Casa em regime de emergência.

De acordo com o Sindicado Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe-RJ), centenas de servidores lotam a Câmara para protestar contra os dois textos. Com as novas propostas, enviadas ao prefeito, os profissionais do funcionalismo de Duque de Caxias perderão a diferença de 12% entre os níveis de formação, além de terem um acréscimo de 3% à contribuição previdenciária.

Os servidores se aglomeram no local para evitar que os projetos não sejam votados hoje pelos parlamentares. O clima é tenso e, de acordo com o Sepe-RJ, as propostas foram encaminhadas sem a realização de audiências públicas para a discussão dos textos.
Rose Cipriano, coordenadora do Sepe de Caxias, disse que a intenção do ato é estabelecer um diálogo com o prefeito. “Ele enviou os projetos sem ouvir os servidores. Nosso medo com essas propostas é de haver uma redução dos nossos salários, já que um texto aumenta a alíquota previdenciária e o outro mexe com nosso plano de cargos e salários, dimiuindo de 12 para 6% a diferença entre os níveis de formação”.
Os professores farão uma plenária para decidir se passarão a noite no local. A sindicalista ressaltou que todos estão apreensivos com uma possível convocação de sessão extraordinária nessa sexta.
Com informações do jornal O Dia

Saiba quem decidiu ser cúmplice de Temer e engavetar a denúncia

A votação não foi o passeio que o governo esperava. Dos deputados presentes, 264 votaram pelo não prosseguimento da denúncia, salvando a pele do ilegítimo, e 227 decidiram não ser cúmplices de Temer.
Votação por estado:
RIO GRANDE DO SUL
Afonso Hamm (PP) – NÃO
Afonso Motta (PDT) – NÃO
Alceu Moreira (PMDB) – SIM
Bohn Gass (PT) – NÃO
Cajar Nardes (PR) – SIM
Carlos Gomes (PRB) – NÃO
Danrlei de Deus Hinterholz (PSD) – NÃO
Darcísio Perondi (PMDB) – SIM
Giovani Cherini (PDT) – Ausente
Heitor Schuch (PSB) – NÃO
Henrique Fontana (PT) – NÃO
Jerônimo Goergen (PP) – NÃO
João Derly (REDE) – NÃO
José Fogaça (PMDB) – SIM
José Otávio Germano (PP) – SIM
Jose Stédile (PSB) – NÃO
Luis Carlos Heinze (PP) – NÃO
Marco Maia (PT) – NÃO
Marcon (PT) – NÃO
Maria do Rosário (PT) – NÃO
Mauro Pereira (PMDB) – SIM
Onyx Lorenzoni (DEM) – NÃO
Osmar Terra (PMDB) – SIM
Paulo Pimenta (PT) – NÃO
Pepe Vargas (PT) – NÃO
Pompeo de Mattos (PT) – NÃO
Renato Molling (PP) – SIM
Ronaldo Nogueira (PTB) – SIM
Sérgio Moraes (PTB) – SIM
Yeda Crusius (PSDB) – SIM
RORAIMA
Abel Mesquita Jr. (DEM) – SIM
Carlos Andrade (PHS)- Não
Édio Lopes – SIM
Hiran Gonçalves – SIM
Jhonatan de Jesus – SIM
Maria Helena – SIM
Remídio Monai – SIM
Shéridan – Ausente
SANTA CATARINA:
Carmen Zanotto (PPS) – NÃO
Celso Maldaner (PMDB) – SIM
Cesar Souza (PSD) – SIM
Décio Lima (PT) – NÃO
Esperidião Amin (PP) – NÃO
Geovania de Sá (PSDB) – NÃO
João Paulo Kleinübing (PSD) – SIM
João Rodrigues (PSD) – SIM
Jorge Boeira (PP) – SIM
Jorginho Mello (PR) – NÃO
Marco Tebaldi (PSDB) – SIM
Mauro Mariani (PMDB) – NÃO
Rogério Peninha Mendonça (PMDB) – SIM
Ronaldo Benedet (PMDB) – SIM
Valdir Colatto (PMDB) – SIM
AMAPÁ:
André Abdon (PP) – SIM
Cabuçu Borges (PMDB) – SIM
Janete Capiberibe (PSB) – NÃO
Jozi Araújo (PTN) – SIM
Marcos Reategui (PSD) – AUSENTE
Professora Marcivania (PCdoB) – NÃO
Roberto Góes (PDT) – SIM
Vinicius Gurgel (PR) – SIM
PARÁ:
Arnaldo Jordy (PPS) – NÃO
Beto Faro (PT) – NÃO
Beto Salame (PP) – SIM
Delegado Éder Mauro (PSD) – SIM
Edmilson Rodrigues (PSOL) – NÃO
Elcione Barbalho (PMDB) – SIM
Francisco Chapadinha (PTN) – SIM
Hélio Leite (DEM) – SIM
Joaquim Passarinho (PSD) – NÃO
José Priante (PMDB) – SIM
Josué Bengtson (PTB) – SIM
Júlia Marinho (PSC) – SIM
Lúcio Vale (PR)- SIM
Nilson Pinto (PSDB) – SIM
Simone Morgado (PMDB) – SIM
Wladimir Costa (SD) – SIM
Zé Geraldo (PT) – NÃO
PARANÁ:
Alex Canziani (PTB) – SIM
Alfredo Kaefer (PSL) – SIM
Aliel Machado (REDE) – NÃO
Assis do Couto (PDT) – NÃO
Christiane de Souza Yared (PR) – NÃO
Delegado Francischini (SD) – NÃO
Diego Garcia (PHS) – NÃO
Dilceu Sperafico (PP) – SIM
Edmar Arruda (PSD) – SIM
Enio Verri (PT) – NÃO
Evandro Roman (PSD) – SIM
Giacobo (PR) – SIM
Hermes Parcianello (PMDB) – SIM
João Arruda ( PMDB) – SIM
Leandre (PV) – NÃO
Leopoldo Meyer (PSB) – NÃO
Luciano Ducci (PSB) – AUSENTE
Luiz Carlos Hauly (PSDB) – SIM
Luiz Nishimori (PR)- SIM
Nelson Meurer (PP) – SIM
Nelson Padovani (PSDB) – SIM
Osmar Bertoldi (DEM) – SIM
Osmar Serraglio (PMDB) – AUSENTE
Reinhold Stephanes (PSD) -AUSENTE
Rubens Bueno (PPS) – NÃO
Sandro Alex (PSD) – NÃO
Sergio Souza (PMDB) – SIM
Takayama (PSC) – SIM
Toninho Wandscheer (PROS) – SIM
Zeca Dirceu (PT) – NÃO
MATO GROSSO DO SUL:
Carlos Marun (PMDB) – SIM
Dagoberto Nogueira (PDT) – NÃO
Elizeu Dionizio (PSDB) – SIM
Geraldo Resende (PSDB) – SIM
Mandetta (DEM) – NÃO
Tereza Cristina (PSB) – SIM
Vander Loubet (PT) – NÃO
Zeca do PT (PT) – NÃO
AMAZONAS:
Alfredo Nascimento (PR) – SIM
Arthur Virgílio Bisneto (PSDB) – SIM
Átila Lins (PSD) – SIM
Conceição Sampaio (PP) – NÃO
Hissa Abrahão (PDT) – NÃO
Pauderney Avelino (DEM) – SIM
Sabino Castelo Branco (PTB) – SIM
Silas Câmara (PRB) – SIM
RONDÔNIA:
Expedito Netto (PSD) – NÃO
Lindomar Garçon (PRB) – SIM
Lucio Mosquini (PMDB) – SIM
Luiz Cláudio (PR) – SIM
Marcos Rogério (DEM) – NÃO
Mariana Carvalho (PSDB) – NÃO
Marinha Raupp (PMDB) – SIM
Nilton Capixaba (PTB) – SIM
GOIÁS:
Alexandre Baldy (PTN) – SIM
Célio Silveira (PSDB) – SIM
Daniel Vilela (PMDB) – SIM
Delegado Waldir (PR) – AUSENTE
Fábio Sousa (PSDB) – NÃO
Flávia Morais (PDT) – NÃO
Giuseppe Vecci (PSDB) – SIM
Heuler Cruvinel (PSD) – SIM
João Campos (PRB) – SIM
Jovair Arantes (PTB) – SIM
Lucas Vergilio (SD) – SIM
Magda Mofatto (PR) – SIM
Marcos Abrão (PPS) – NÃO
Pedro Chaves (PMDB) – SIM
Roberto Balestra (PP) – SIM
Rubens Otoni (PT) – NÃO
Thiago Peixoto (PSD) – SIM
DISTRITO FEDERAL:
Alberto Fraga (DEM) – SIM
Augusto Carvalho (SD) – NÃO
Erika Kokay (PT) – NÃO
Izalci Lucas (PSDB) – SIM
Laerte Bessa (PR) – SIM
Rogério Rosso (PSD) – SIM
Ronaldo Fonseca (PROS) – SIM
Rôney Nemer (PP) – AUSENTE
ACRE:
Alan Rick (PRB) – NÃO
Angelim (PT) – NÃO
César Messias (PSB) – NÃO
Flaviano Melo (PMDB) – SIM
Jéssica Sales (PMDB) – SIM
Leo de Brito (PT) – NÃO
Moisés Diniz (PCdoB) – NÃO
Rocha (PSDB) – NÃO
TOCANTINS:
Carlos Henrique Gaguim (PTN) – SIM
César Halum (PRB) – NÃO
Dulce Miranda (PMDB) – SIM
Irajá Abreu (PSD) – NÃO
TOCANTINS:
Carlos Henrique Gaguim (PTN) – SIM
César Halum (PRB) – NÃO
Dulce Miranda (PMDB) – SIM
Irajá Abreu (PSD) – NÃO
Josi Nunes (PMDB) – SIM
Lázaro Botelho (PP) – SIM
Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM) – SIM
Vicentinho Júnior (PR) – AUSENTE
MATO GROSSO:
Adilton Sachetti (PSB) – SIM
Carlos Bezerra (PMDB) – SIM
Ezequiel Fonseca (PP) – SIM
Fabio Garcia (PSB) – SIM
Nilson Leitão (PSDB) – SIM
Professor Victório Galli (PSC) – SIM
Rogério Silva (PMDB) – SIM
SÃO PAULO:
Alex Manente (PPS) – NÃO
Alexandre Leite (DEM) – ABSTENÇÃO
Ana Perugini (PT) – NÃO
Andres Sanchez (PT) – NÃO
Antonio Bulhões (PRB) – SIM
Antonio Carlos Mendes Thame (PV) – NÃO (votou antes)
Arlindo Chinaglia (PT) – NÃO
Arnaldo Faria de Sá (PTB) – NÃO
Baleia Rossi (PMDB) – SIM
Beto Mansur (PRB) – SIM
Bruna Furlan (PSDB) – SIM
Capitão Augusto (PR) – NÃO
Carlos Sampaio (PSDB) – NÃO
Carlos Zarattini (PT) – NÃO
Celso Russomanno (PRB) – SIM
Dr. Sinval Malheiros (PTN) – SIM
Eduardo Bolsonaro (PSC) – NÃO
Eduardo Cury (PSDB) – NÃO
Eli Corrêa Filho (DEM) – SIM
Evandro Gussi (PV) – SIM
Fausto Pinato (PP) – SIM
Flavinho (PSB) – NÃO
Gilberto Nascimento (PSC) – AUSENTE
Goulart (PSD) – SIM
Guilherme Mussi (PP) – SIM
Herculano Passos (PSD) – SIM
Ivan Valente (PSOL) – NÃO
Izaque Silva (PSDB) – NÃO
Jefferson Campos (PSD) – NÃO
João Paulo Papa (PSDB) – NÃO
Jorge Tadeu Mudalen (DEM) – SIM
José Mentor (PT) – NÃO
Keiko Ota (PSB) – NÃO
Lobbe Neto (PSDB) – NÃO
Luiz Lauro Filho (PSB) – NÃO
Luiza Erundina (PSOL) – NÃO
Major Olimpio (SD) – NÃO
Mara Gabrilli (PSDB) – NÃO
Marcelo Aguiar (DEM) – SIM
Marcelo Squassoni (PRB) – SIM
Marcio Alvino (PR) – SIM
Miguel Haddad (PSDB) – NÃO
Miguel Lombardi (PR) – SIM
Milton Monti (PR) – SIM
Missionário José Olimpio (DEM) – SIM
Nelson Marquezelli (PTB) – SIM
Nilto Tatto (PT) – NÃO
Orlando Silva (PCdoB) – NÃO
Paulo Freire (PR) – SIM
Paulo Maluf (PP) – SIM (votou antes)
Paulo Pereira da Silva (SD) – SIM
Paulo Teixeira (PT) – NÃO
Pollyana Gama (PPS) – NÃO
Pr. Marco Feliciano (PSC) – SIM
Renata Abreu (PTN) – NÃO
Ricardo Izar (PP) – SIM
Ricardo Tripoli (PSDB) – NÃO
Roberto Alves (PRB) – SIM
Roberto de Lucena (PV) – SIM
Roberto Freire (PPS) – NÃO
Sérgio Reis (PRB) – NÃO
Silvio Torres (PSDB) – NÃO
Tiririca (PR) – NÃO
Valmir Prascidelli (PT) – NÃO
Vanderlei Macris (PSDB) – NÃO
Vicente Candido (PT) – NÃO
Vicentinho (PT) – NÃO
Vinicius Carvalho (PRB) – SIM
Vitor Lippi (PSDB) – NÃO
Walter Ihoshi (PSD) – SIM
MARANHÃO:
Aluisio Mendes (PTN) – SIM
André Fufuca (PP) – SIM
Cleber Verde (PRB) – SIM
Deoclides Macedo (PDT) – NÃO
Eliziane Gama (PPS) – NÃO
Hildo Rocha (PMDB) – SIM
João Marcelo Souza (PMDB) – SIM
José Reinaldo (PSB) – SIM
Junior Marreca (PEN) – SIM
Juscelino Filho (DEM) – SIM
Aluisio Mendes (PTN) – SIM
André Fufuca (PP) – SIM
Cleber Verde (PRB) – SIM
Deoclides Macedo (PDT) – NÃO
Eliziane Gama (PPS) – NÃO
Hildo Rocha (PMDB) – SIM
João Marcelo Souza (PMDB) – SIM
José Reinaldo (PSB) – SIM
Junior Marreca (PEN) – SIM
Juscelino Filho (DEM) – SIM
Luana Costa (PSB) – NÃO
Pedro Fernandes ( PTB) –
Rubens Pereira Júnior (PCdoB) – NÃO
Sarney Filho (PV) – SIM
Victor Mendes (PSD) – SIM
Waldir Maranhão (PP) – NÃO
Weverton Rocha (PDT) – NÃO
Zé Carlos (PT) – NÃO
CEARÁ:
Adail Carneiro (PP) – NÃO
André Figueiredo (PDT) – NÃO
Aníbal Gomes (PMDB) – SIM
Ariosto Holanda (PDT) – NÃO
Cabo Sabino (PR) – NÃO
Chico Lopes (PCdoB) – NÃO
Danilo Forte (PSB) – SIM
Domingos Neto (PSD) – SIM
Genecias Noronha (SD) – SIM
Gorete Pereira (PR) – SIM
José Airton Cirilo (PT) – NÃO
José Guimarães (PT) – NÃO
Leônidas Cristino (PDT) –
Luizianne Lins (PT) – NÃO
Macedo (PP) – SIM
Moses Rodrigues (PMDB) – SIM
Odorico Monteiro (PSB) – NÃO
Paulo Henrique Lustosa (PP) – SIM
Raimundo Gomes de Matos (PSDB) – AUSENTE
Ronaldo Martins (PRB) – NÃO
Vaidon Oliveira (DEM) – SIM
Vitor Valim (PMDB) – NÃO
RIO DE JANEIRO:
Alessandro Molon (REDE) – NÃO
Alexandre Serfiotis (PMDB) – AUSENTE
Alexandre Valle (PR) – SIM
Altineu Côrtes (PMDB) – SIM
Arolde de Oliveira (PSC) -NÃO
Aureo (SD) – SIM
Benedita da Silva (PT) – NÃO
Cabo Daciolo (PTdoB) – NÃO
Celso Jacob (PMDB) – SIM
Celso Pansera (PMDB) – NÃO
Chico Alencar (PSOL) – NÃO
Chico D’angelo (PT) – NÃO
Cristiane Brasil (PTB) – SIM
Dejorge Patrício (PRB) – AUSENTE
Deley (PTB) – NÃO
Ezequiel Teixeira (PTN) – SIM
Felipe Bornier (PROS) – NÃO
Francisco Floriano (DEM) – SIM
Glauber Braga (PSOL) – NÃO
Hugo Leal (PSB) – NÃO
Jair Bolsonaro (PSC) – NÃO
Jandira Feghali (PCdoB) – NÃO
Jean Wyllys (PSOL) – NÃO
Julio Lopes (PP) – SIM
Laura Carneiro (PMDB) – NÃO
Leonardo Picciani (PMDB) – SIM
Luiz Carlos Ramos (PTN) – NÃO
Luiz Sérgio (PT) – NÃO
Marcelo Delaroli (PR) – SIM
Marcelo Matos (PHS) – NÃO
Marco Antônio Cabral (PMDB) – SIM
Marcos Soares (DEM) – SIM
Miro Teixeira (REDE) – NÃO
Otavio Leite (PSDB) – NÃO
Paulo Feijó (PR) – SIM
Pedro Paulo (PMDB) – SIM
Roberto Sales (PRB) – SIM
Rodrigo Maia (DEM) – presidente da Casa
Rosangela Gomes (PRB) – SIM
Sergio Zveiter (PMDB) – NÃO
Simão Sessim (PP) – SIM
Soraya Santos (PMDB) – SIM
Sóstenes Cavalcante (DEM) – NÃO
Wadih Damous (PT) – NÃO
Walney Rocha (PEN) – SIM
Zé Augusto Nalin (PMDB) – SIM
ESPÍRITO SANTO:
Carlos Manato (SD) – NÃO
Dr. Jorge Silva (PHS) – NÃO
Evair Vieira de Melo (PV) – NÃO
Givaldo Vieira (PT) – NÃO
Helder Salomão (PT) – NÃO
Lelo Coimbra (PMDB) – SIM
Marcus Vicente (PP) – SIM
Norma Ayub (DEM) – NÃO
Paulo Foletto (PSB) – NÃO
Sergio Vidigal (PDT) – NÃO
PIAUÍ:
Assis Carvalho (PT) – NÃO
Átila Lira (PSB) – SIM
Heráclito Fortes (PSB) – SIM
Iracema Portella (PP) – SIM
Júlio Cesar (PSD) – SIM
Maia Filho (PP) – SIM
Marcelo Castro (PMDB) – AUSENTE
Paes Landim (PTB) – SIM
Rodrigo Martins (PSB) – NÃO
Silas Freire (PODE) – NÃO
RIO GRANDE DO NORTE:
Antônio Jácome (PTN) – NÃO
Beto Rosado (PP) – SIM
Fábio Faria (PSD) – SIM
Felipe Maia (DEM) – SIM
Rafael Motta (PSB) – NÃo
Rogério Marinho (PSDB) – SIM
Walter Alves (PMDB) – SIM
Zenaide Maia (PR) – NÃO
MINAS GERAIS:
Adelmo Carneiro Leão (PT) – NÃO
Ademir Camilo (PODE) – SIM
Aelton Freitas (PR) – SIM
Bilac Pinto (PR) – SIM
Brunny (PR) – SIM
Caio Narcio (PSDB) – SIM
Carlos Melles (DEM) –
Dâmina Pereira (PSL) – SIM
Delegado Edson Moreira (PR) – SIM
Diego Andrade (PSD) – SIM
Dimas Fabiano (PP) – SIM
Domingos Sávio (PSDB) – SIM
Eduardo Barbosa (PSDB) – AUSENTE
Eros Biondini (PROS) – NÃO
Fábio Ramalho (PMDB) – SIM
Franklin (PP) – SIM
Gabriel Guimarães (PT) – NÃO
George Hilton (PROS) – NÃO
Jaime Martins (PSD) – SIM
Jô Moraes (PCdoB) – NÃO
Júlio Delgado (PSB) – NÃO
Laudivio Carvalho (SD) – NÃO
Leonardo Monteiro (PT) – NÃO
Leonardo Quintão (PMDB) – SIM
Lincoln Portela (PRB) – NÃO
Luis Tibé (PTdoB) – SIM
Luiz Fernando Faria (PP) – SIM
Luzia Ferreira (PPS) – NÃO
Marcelo Álvaro Antônio (PR) – NÃO
Marcelo Aro (PHS) – SIM
Marcelo Aro (PHS) – SIM
Marcos Montes (PSD) – SIM
Marcus Pestana (PSDB) – SIM
Margarida Salomão (PT) – NÃO
Mauro Lopes (PMDB) – SIM
Misael Varella (DEM) – SIM
Padre João (PT) – NÃO
Patrus Ananias (PT) – NÃO
Paulo Abi-Ackel (PSDB) – SIM
Raquel Muniz (PSD) – SIM
Reginaldo Lopes (PT) – NÃO
Renato Andrade (PP) – SIM
Renzo Braz (PP) – SIM
Rodrigo de Castro (PSDB) – SIM
Rodrigo Pacheco (PMDB) – ABSTENÇÃO
Saraiva Felipe (PMDB) – SIM
Stefano Aguiar (PSD) – NÃO
Subtenente Gonzaga (PDT) – NÃO
Tenente Lúcio (PSB) – SIM
Toninho Pinheiro (PP) – SIM
Weliton Prado (PMB) – NÃO
Zé Silva (SD) – SIM
BAHIA:
Afonso Florence (PT) – NÃO
Alice Portugal (PCdoB) – NÃO
Antonio Brito (PSD) – NÃO
Antonio Imbassahy (PSDB) – SIM
Arthur Oliveira Maia (PPS) – SIM
Bacelar (PTN) – NÃO
Bebeto (PSB) – NÃO
Benito Gama (PTB) – SIM
Cacá Leão (PP) – SIM
Caetano (PT) – NÃO
Claudio Cajado (DEM) – SIM
Daniel Almeida (PCdoB) – NÃO
Daniel Almeida (PCdoB) – NÃO
Elmar Nascimento (DEM) – SIM
Erivelton Santana (PEN) – SIM
Félix Mendonça Júnior (PDT) – NÃO
Fernando Torres (PSD) – NÃO
Irmão Lazaro (PSC) – NÃO
João Gualberto (PSDB) – NÃO
Jorge Solla (PT) – NÃO
José Carlos Aleluia (DEM) – SIM
José Carlos Araújo (PR) – SIM
José Nunes (PSD) – NÃO
José Rocha (PR) – SIM
Josias Gomes (PT) – NÃO
Jutahy Junior (PSDB) – NÃO
Lucio Vieira Lima (PMDB) – SIM
Márcio Marinho (PRB) – SIM
Mário Negromonte Jr. (PP) – SIM
Nelson Pellegrino (PT) – NÃO
Pastor Luciano Braga (PRB) – SIM
Paulo Azi (DEM) – SIM
Paulo Magalhães (PSD) – NÃO
Roberto Britto (PP) – SIM
Ronaldo Carletto (PP) – AUSENTE
Sérgio Brito (PSD) – NÃO
Uldurico Junior (PV) – NÃO
Valmir Assunção (PT) – NÃO
Waldenor Pereira (PT) – NÃO
PARAÍBA:
Aguinaldo Ribeiro (PP) – SIM
André Amaral (PMDB) – SIM
Benjamin Maranhão (SD) – SIM
Damião Feliciano (PDT) – NÃO
Efraim Filho (DEM) – SIM
Hugo Motta (PMDB) – SIM
Luiz Couto (PT) – NÃO
Pedro Cunha Lima (PSDB) – NÃO
Rômulo Gouveia (PSD) – SIM
Veneziano Vital do Rêgo (PMDB) – NÃO
Wellington Roberto (PR) – NÃO
Wilson Filho (PTB) – AUSENTE
PERNAMBUCO:
Adalberto Cavalcanti (PTB) – SIM
André de Paula (PSD) – NÃO
Augusto Coutinho (SD) – SIM
Betinho Gomes (PSDB) – NÃO
Bruno Araújo (PSDB) – SIM
Daniel Coelho (PSDB) – NÃO
Danilo Cabral (PSB) – NÃO
Eduardo da Fonte (PP) – SIM
Fernando Coelho Filho (PSB) – SIM
Fernando Monteiro (PP) – SIM
Gonzaga Patriota (PSB) – NÃO
Jarbas Vasconcelos (PMDB) – NÃO
João Fernando Coutinho (PSB) – AUSENTE
Jorge Côrte Real (PTB) – SIM
Luciana Santos (PCdoB) – NÃO
Luciano Bivar (PSL) – SIM
Marinaldo Rosendo (PSB) – SIM
Mendonça Filho (DEM) – SIM
Pastor Eurico (PHS) – NÃO
Ricardo Teobaldo (PTN) – SIM
Sebastião Oliveira (PR) – SIM
Silvio Costa (PTdoB) – NÃO
Tadeu Alencar (PSB) – NÃO
Wolney Queiroz (PDT) – NÃO
Zeca Cavalcanti (PTB) – SIM
SERGIPE:
Adelson Barreto (PR) – NÃO
Andre Moura (PSC) – SIM
Fábio Mitidieri (PSD) – NÃO
Fabio Reis (PMDB) – SIM
João Daniel (PT) – NÃO
Jony Marcos (PRB) – NÃO
Laercio Oliveira (SD) – NÃO
Valadares Filho (PSB) – NÃO
ALAGOAS:
Arthur Lira (PP) – SIM
Givaldo Carimbão (PHS) – NÃO
HC – NÃO
Marcos Beltrão – SIM
Maurício Quintela – SIM
Paulão – NÃO
Pedro Vilela – AUSENTE
Ronaldo Lessa – NÃO

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